Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

Presidenta da ADUFMS Sindicato defende direção mais qualificada para a Casa da Mulher Brasileira

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9 de março de 2018

Mulheres se reunem para defender políticas de gênero e melhor atendimento na Casa da Mulher Brasileira. Gerson Jara

Militantes da Marcha Mundial da Mulheres, Liga Camponesa, Confederação Nacional da Educação (CNTE), Fetems, do PT e da CUT, estiveram promovendo ato na quinta-feira (08.03), às 16, em defesa de melhores condições de atendimento na Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, uma das 6 unidades instaladas no País, na gestão da presidenta Dilma Rousseff.

O evento contou com o apoio da Associação dos Docentes da UFMS (ADUFMS-Sindicato) e reuniu cerca de 100 mulheres.

No evento, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza de Camilo, ressaltou que o evento é uma forma de denunciar a violência praticada contra as mulheres. Resgatou que a educação passou por um breve período como “coisa de homem” e virou “coisa de mulher” e que a sociedade ainda não se apropriou da causa do combate à violência de gênero. Fez críticas à condução do processo fundamentalista para retirar da pauta de educação as questões de gênero, resumindo a questão à homossexualidade, mostrando um imenso desconhecimento daquilo que significa gênero, que significa uma luta política, social e das mulheres em todos os espaços e em especial na educação.

Mariuza destacou que a educação é a categoria composta por mulher com melhor grau de mobilização, pela disposição natural de luta. Discutir gênero, na sua visão, é fazer a diferença,  discutir que homens e mulheres sejam respeitados nos seus direitos, formados politicamente, socialmente, com salário decente para viver com dignidade.

Atuando na área de educação superior, Mariuza comentou que ainda tem que discutir estas questões com suas alunas as questões que sofrem na sua família: violência sexual, violência psicológica, enfim violência de todas as formas.

Para a docente, a sociedade tem que abrir os olhos para isso, pois, em sala, as alunas ainda desabafam chorando e reclamando sobre os problemas que enfrentam em família. Problemas, acrescenta, oriundos da sociedade. Violências que na opinião ultrapassam a questão da formação e que se manifestam dentro da escola e elas nem saber a quem recorrer.

Por isso, complementa, é que o Estado precisa efetivar as políticas públicas, em cada bairro da cidade uma Casa da Mulher Brasileira. Significa a possibilidade de encaminhar as questões de violência que envolvam as estudantes e que possam procurar serviços especializados. “Este é o papel do Estado, não é o papel do A ou Governo B ou partido A ou do partido B. Por isso, estamos à frente da Casa Mulher Brasileira, cobrando uma equipe mais qualificada. Precisamos de muitas casas deste modelo,  queremos ser assistidas em todas as circunstâncias por políticas públicas a homens e mulheres. Desta forma superar a violência de gêneros em todas as suas formas de manifestações, sejam para homens e sejam para as mulheres.”