64ª CONAD/ANDES- FORTALECER O SINDICATO É URGENTE

01 jan, 1970 Adufms

Professores recebem homenagem em celebração ao centenário de Paulo Freire





Por Profª Drª Mariuza Aparecida Camillo Guimarães

Representante da ADUFMS NO 64ª CONAD

Foi realizado no período de 11 a 14 de julho o CONAD/ANDES, a segunda maior instância do Sindicato Nacional de Docentes da Educação Superior, que reuniu professores de universidades federais, estaduais, institutos federais e outros órgãos da educação representados por este sindicato para discutir a conjuntura e atualizar o Plano de Lutas da categoria.

A realização desse encontro se reveste de importância na conjuntura que ora se apresenta. A universidade brasileira é objeto de ataques inéditos em sua história, pois estes se dirigem à instituição e não a grupos que a compõem. O fantasma da privatização se materializa no projeto governamental desenhado nos últimos meses.

O encontro foi palco de intensos debates sobre a conjuntura e sobre as tarefas necessárias para fazer frente ao que se avizinha quanto aos ataques à universidade. Observamos que há um certo imobilismo da direção do ANDES, muito preocupada com o método e com alguns aspectos dele que prioriza a discussão pela base, o que entendemos, pois este é o espírito do Sindicato, entretanto, o momento exige ações rápidas e é para isso que existe a direção do sindicato, para encaminhar as ações emergenciais.

Merece destaque a atuação do Renova Andes que disputou a última eleição com a atual diretoria e que cumpriu com seu papel de oposição, intervindo, propondo, fazendo eco à fala dos delegados e delegadas sobre as demandas da categoria, tais como a luta por direitos à aposentadoria, campanha salarial e carreira, apoio jurídico, entre outros elementos, incluindo a necessidade de ações mais contundentes contra o atual estado de coisas.

Nos grupos foi defendida adesão à proposição da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) sobre a paralisação em defesa da educação pública, no dia 13 de agosto, o indicativo para que as seções sindicais construam nas respectivas bases uma greve geral da categoria docente das IFES e a interlocução com movimentos locais e nacionais, para conter os ataques do governo aos/as servidores/as e aos serviços públicos.

O momento exige um outro sindicato, forte, coeso nas políticas, atuante, participativo, que construa unidade com todas as organizações que se disponham a defender a educação pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada. Para isso, a máxima é O SINDICATO SOMOS TODOS E TODAS NÓS! Venha para a luta você também que acredita na educação pública!

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