Campo Grande tem protesto contra racismo no sábado

11 fev, 2022 Adufms

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Manifestantes chamam atenção para violência e relembram casos de Moïse e Durval

A Adufms, junto a outras entidades entidades sindicais, organizações ligadas à defesa dos direitos humanos e movimentos sociais convocam um protesto contra o racismo neste sábado (12), em Campo Grande. O ato “Vidas Negras Importam” ocorrerá no cruzamento entre a Avenida Afonso Pena e a Rua 14 de Julho, no Centro, a partir das 9h.

A manifestação relembra os homicídios do jovem congolês Moïse Kabagambe, assassinado a pauladas por ao menos cinco homens em um quiosque no Rio de Janeiro, e de Durval Teófilo Filho, morto a tiro pelo vizinho, o sargento da Marinha Marco Aurélio Bezerra, em São Gonçalo (RJ). O ato faz parte de uma agenda nacional que contou com protesto em Campo Grande no sábado anterior (5).

Outro caso pautado pela organização ocorreu na capital sul-mato-grossense, um dia depois do ato. Na ocasião, dois policiais militares foram flagrados abordando um homem de forma violenta. Em vídeo, um deles aparece pisando sobre o pescoço da vítima e a chutando durante a abordagem, no bairro Jardim São Lourenço, por volta das 15h. Giselle Marques, coordenadora do grupo Juristas pela Democracia, afirma que a reedição do ato se dá pela quantidade recorrente de casos. “Resolvemos fazer esse outro porque a gente acha que é uma bandeira muito justa, tem havido muitos casos de violência contra a população negra, inclusive nesta semana”.

Além da Adufms, a mobilização é convocada por entidades como Coalizão Negra por Direitos, Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro em Mato Grosso do Sul (FPEMN-MS), Grupo de Trabalho e Estudos Zumbi (TEZ), União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), Juristas pela Democracia, Associação dos Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Democracia (ADJD), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Frente Brasil Popular (FBP), Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST) e Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS).

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Texto: Norberto Liberator

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