Cancelamento de Roda Jurídica: recuo de Miguel Nagib evidencia fragilidade das ideias do movimento Escola sem Partido

01 jan, 1970 Adufms

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Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

A coordenadora da Especialização em Docência na Educação Infantil e dos cursos de Extensão em Educação Infantil do Ministério da Educação (MEC)/Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Professora Doutora Ordália Alves de Almeida, lamentou o recuo do coordenador do movimento Escola sem Partido, Miguel Nagib, de participar da Roda Jurídica: Escola sem Partido ou não à Lei da Mordaça?, o que resultou no cancelamento do evento, que estava sendo promovido pelo Centro Acadêmico Jorge Eustácio Frias  (Cajef/Direito, UFMS).  “Isso acaba por evidenciar a fragilidade do projeto de sociedade que eles [integrantes do Escola sem Partido] pretendem implementar”, criticou a pesquisadora.

O argumento do Instituto Conservador, parceiro do Escola sem Partido, para a não- vinda de  Miguel Nagib ao debate,  de que não haveria um aparato de segurança suficiente para proteger o próprio Nagib e outras pessoas que iriam ao evento, deixou Ordália bastante preocupada. A professora acredita que essa atitude de recuo por parte de Nagib denota uma imagem distorcida da universidade como espaço “inseguro” para o exercício da democracia, do debate, do confronto de ideias, o que “fere a autonomia de pensamento, o princípio ético. Lamento essa atitude dele [Nagib]”.

As inscrições para a Roda Jurídica estavam sendo feitas antecipadamente pela internet.

Antes do cancelamento, a professora Ordália informou que iria fundamentar sua apresentação (participação dela) no evento argumentando em defesa da escola democrática, das vantagens de acesso a conteúdos de gênero, diversidade religiosa e pluralidade política, como direito da criança e do adolescente. A docente considerou a Lei da Mordaça como cerceamento da liberdade pedagógica e da cidadania. A educadora acrescentou que a epistemologia do ato de educar é uma atribuição da escola. “Não são todos os professores que são marxistas ou de esquerda. Ao contrário, há muitos evangélicos, católicos conservadores, o que garante o caráter heterogêneo da educação”, explicou Ordália.



Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindica


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