Docentes aprofundam análise sobre a Campanha Salarial 2015

04 ago, 2015 Adufms

Professores recebem homenagem em celebração ao centenário de Paulo Freire


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Na reunião dessa terça na sede da

ADUFMS

em Campo Grande
foram analisados e exemplificados desníveis salariais e de carreira

(Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindical)

A exemplo do que vem ocorrendo nos

campi

do interior, diretores da

ADUFMS

– professores Osvaldo Nunes Barbosa (secretário-geral) e Marco Aurélio Stefanes (financeiro) – se reuniram nessa terça-feira 7 pela manhã com docentes da UFMS em Campo Grande para aprofundar análises, interpretações, sobre a ratificação do registro sindical da entidade no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e as propostas do Proifes e do Andes para a Campanha Salarial 2015 que englobam elevação de vencimentos e adequações de carreira, assuntos que, entre outros, estão pautados para as assembleias gerais extraordinária e ordinária que acontecerão no próximo dia 15 em todos os

campi

da UFMS.

No encontro de ontem foram acertadas reuniões explicativas nos centros, institutos e faculdades que integram a Federal de Mato Grosso do Sul na Capital. As reuniões serão realizadas neste período pré-assembleias e objetivam a mobilização de professoras e professores da UFMS.

Na reunião dessa terça na sede da

ADUFMS

em Campo Grande analisaram-se e exemplificaram-se os desníveis de remuneração, no tocante à titulação e à carreira docente nas instituições federais de ensino superior. O diretor-financeiro do Sindicato, professor Marco Aurélio Stefanes, apontou que a desestruturação na carreira docente provoca assimetria nos vencimentos, causando situações de desconforto de um/a docente em relação ao/à outro/a.

Visando a superar esse e outros obstáculos nas remunerações da docência nas Ifes, os índices de alteração salarial propostos pelo Andes e pelo Proifes, com base nas remunerações iniciais, envolvem variados cálculos percentuais. Tomando como exemplo o/a professor/a graduado/a (20 horas), o Proifes propõe piso que em 2016, levando em consideração a compatibilidade com a inflação, ficaria em torno de R$ 2,4 mil.

Nas estimativas do Andes, também em relação à docência com graduação, a referência é o salário mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese): 3.182,81 (fevereiro de 2015). Nesse caso, embasando-se no mínimo do Dieese, seriam calculados 100% e 210% para vencimento básico (VB), respectivamente docentes 40 horas e docentes dedicação exclusiva. No caso de professores/as DE doutores/as seriam acrescidos 75%.

A proposta do Proifes seria a aplicação de 40% sobre os, aproximadamente, R$ 2,4 mil, para docentes 40 horas e 100% para os/as DEs. Esses percentuais são sobre o somatório do VB e da retribuição de titulação (RT).

Além da Campanha Salarial 2015 e da ratificação do registro sindical, na reunião dessa terça-feira foram analisados outros dois itens que também serão debatidos e votados nas assembleias gerais do próximo dia 15: consulta pública da administração da UFMS sobre carga horária docente e o início das avaliações da docência sobre o futuro da

ADUFMS

em relação às entidades de representação nacional da categoria: Andes e Proifes.

O encontro de ontem contou com a participação do professor Edelberto Pauli Júnior, do

campus

da UFMS em Aquidauana, suplente no Conselho de Representantes da ADUFMS.


Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindical

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