Docentes da UFMS em greve criticam quebra de pré-requisito de disciplinas para o segundo semestre de 2015  

01 jan, 1970 Adufms

Professores recebem homenagem em celebração ao centenário de Paulo Freire



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Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato.


Veja mais imagens da Assembleia de 25/09/2015 em Campo Grande – clique sobre a foto acima



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Em Assembleia realizada na última sexta-feira (25-09), docentes da UFMS dos

campi

de Campo Grande (

fotos

) e do interior criticaram a decisão do Conselho de Ensino de Graduação (Coeg) de oferecer disciplinas no segundo semestre, com início no dia 13 de outubro, sem a exigência de pré-requisito, em razão da greve em andamento na instituição.  A

ADUFMS-Sindicato

comunicou que já ingressou judicialmente contra a resolução, na tentativa de anular o calendário do segundo semestre. Alega que a medida vai prejudicar diretamente a qualidade de ensino, sobrecarregar os/as professores/as,  aumentar a desistência das disciplinas por  causa da sobreposição de horários e aulas e outros problemas advindos.

Em carta aberta aprovada por maioria dos votos dos/das presentes à Assembleia,  a ser distribuída na comunidade universitária, a docência destaca que a decisão do Coeg ocorreu sem qualquer consulta aos segmentos da UFMS, de forma

ad referendum

, o que tem sido uma pratica rotineira adotada pela atual administração e que ameaça a tradição democrática dentro da Instituição. Em greves anteriores, o calendário do próximo semestre só era publicado após o retorno às aulas  e encerrado o semestre vigente.

O pré-requisito, até então, era exigência pétrea das normas da UFMS e sempre cobrada sob a alegação de garantia de qualidade no ensino.  A sua quebra, na avaliação dos/as sindicalistas, é uma forma de a administração agir para enfraquecer o movimento de greve.

Nas assembleias, os/as docentes da UFMS  decidiram desenvolver atividades que mostrem à sociedade que a greve continua – esclarecer a sociedade sobre a conjuntura atual  e a necessidade de manter movimentos que denunciem as perdas para a educação pública no país com a política econômica adotada pelo governo federal.

Os/as participantes da caravana que foi a Brasília avaliaram como positiva as mobilizações ocorridas no Distrito Federal. Na quarta-feira 23, uma delegação de Mato Grosso do Sul participou de ato em frente ao da Ministério da Fazenda, em conjunto com militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e categorias do serviço público federal. Na quinta 24, os/as professores/as ligados/as ao Comando de Greve do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN)  reafirmaram a nova pauta de reivindicação, contendo novas bases para negociação e alternativas da categoria e o novo pacote de ajustes econômicos.

Como forma de protestar contra a intransigência do governo federal, um grupo de 16 professores ocuparam a antessala do ministro Renato Janine Ribeiro. A radicalização obrigou o governo federal a abrir sua agenda para dialogar com a categoria nesta semana, e a expectativa é de que as negociações avancem.

Além da carta contra oferecimento do calendário do segundo semestre pela UFMS, a categoria também indicou a realização de discussão de medidas contra a fusão do Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), além do PLC (Projeto de Lei da Câmara) 77/2015, que permite a contratação de pesquisadores/as por empresas privadas para atuarem em laboratórios dentro das universidades públicas, com o conhecimento gerado podendo ser patenteado pela empresa financiadora do laboratório. Outro assunto em pauta, questionado pelos/as presentes,  é o PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 395/2014, que permite a cobrança de cursos de graduação e de mestrado profissionalizantes pelas universidades, entendido como privatização branda, atentando contra o público, o gratuito, o laico e de qualidade socialmente referenciados.



Assessoria de  Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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