Entrevista: presidente da ADUFMS Seção Sindical fala sobre reforma da Previdência e cortes na educação

01 jan, 1970 Adufms

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Marco Aurélio: “Na reforma da Previdência não existe nenhum item que combate privilégios”

– Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS Seção Sindical ANDES Sindicato Nacional

A produção do programa Fetems Debate pautou o presidente da

ADUFMS Seção Sindical ANDES Sindicato Nacional

, Marco Aurélio Stefanes, para falar sobre reforma da Previdência e cortes na educação. O sindicalista docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) foi entrevistado no estúdio da TV Interativa Band MS em Campo Grande pelo presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (

Fetems

), Jaime Teixeira. A entrevista gravada, dividida em duas partes, vai ao ar nas próximas segunda 27 e terça-feira 28, respectivamente às 12h30min e às 17h30min, no MS Urgente, canal aberto 13.1 (TV Interativa Band MS), além dos canais 19 e 519 da Net.

O primeiro tema comentado por Marco Aurélio foi a reforma da Previdência. De acordo com o dirigente sindical, o Governo Bolsonaro alardeia em defesa da alteração no sistema previdenciário dois aspectos: rombo e eliminação das grandes aposentadorias. O dirigente da

Seção Sindical

argumentou que “na reforma da Previdência não existe nenhum item que combate privilégios”.

A defasagem no cofre da Previdência não constitui o que as/os defensoras/es da reforma do sistema previdenciário chamando de ‘rombo’. O integrante da diretoria executiva da

ADUFMS

explicou que não existe déficit estrutural na Previdência. A defasagem nos recursos que pagam as aposentadorias, as pensões e o Benefício Prestação Continuada (BPC) é conjuntural.

O sindicalista do movimento docente da UFMS apontou que, se aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6/2019, da reforma da Previdência), ela vai prejudicar as pessoas que ganham até dois salários mínimos. Marco Aurélio calcula que a PEC 6 em tramitação na Câmara Federal, elaborada pela equipe econômica do governo federal, joga sobre as costas das/os que ganham menos a responsabilidade de manter a Previdência. Ou seja, admite o professor, 86% da receita do sistema previdenciário serão arrancados de quem recebe baixos salários.

A PEC 6 traz apreensão às/aos docentes do magistério superior, principalmente no setor público: universidades e institutos federais. De acordo com o presidente da

ADUFMS,

a reforma faz com que professoras e professores se preocupem com a aposentadoria. Para Marco Aurélio, isso reforça o interesse de docentes pesquisadores/as de se estabelecer em outros países com condições mais vantajosas de geração de conhecimento científico.

Os cortes na educação, definidos pelo Governo Bolsonaro como ‘contingenciamentos’, também estiveram na pauta do Fetems Debate. Em relação ao meio universitário, o presidente da

ADUFMS Seção Sindical

apontou que 95% das pesquisas desenvolvidas no Brasil vêm das universidades públicas. Marco Aurélio destacou que 1,3 milhão de estudantes no país estão nessas instituições, que beneficiam 20 milhões de pessoas com seus projetos de extensão.



Assessoria de Imprensa da ADUFMS Seção Sindical ANDES Sindicato Nacional

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