Greve de caminhoneiras/os: preocupação da ADUFMS-Sindicato e do Sista-MS não sensibiliza reitoria

01 jan, 1970 Adufms

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A apreensão da

ADUFMS-Sindicato

e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, em Mato Grosso do Sul (

Sista-MS

) em relação à segurança, à integridade, bem como à locomoção de professoras/es e técnicas/os administrativas/os, não ecoa na administração central da UFMS neste período de greve das caminhoneiras/os, movimento justo que reflete em setores essenciais como abastecimento de combustíveis.

As entidades representativas do funcionalismo havia encaminhado na segunda-feira 28 de maio, ao reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Marcelo Augusto Santos Turine, ofício pedindo “

suspensão das atividades da UFMS, excetuando as que não possam ser interrompidas, para o que pedimos a estrutura necessária para o deslocamento dos profissionais com segurança, até que a situação seja regularizada, tendo em vista as dificuldades de técnicos administrativos e docentes para se dirigirem a seus respectivos locais de trabalho em todos os

campi

, incluída a Cidade Universitária em Campo Grande

”.

Em uma atitude de risco, que excluiu as/os servidoras/es da UFMS, a reitoria suspendeu as aulas e avaliações durante greve do setor de transportes de cargas secas, diesel, gasolina e outros derivados de petróleo, não dispensando as/os funcionárias/os da instituição.

Mais ainda: em resposta ao documento protocolado pela presidenta da

ADUFMS-Sindicato

, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, e pela coordenadora-geral do

Sista-MS

, Cleodete Candida Gomes, a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Carmem Borges Ortega, empurrou a decisão às administrações setoriais da Universidade. “Para que não haja interrupção das atividades e em caso de real necessidade, sob a responsabilidade das chefias, poderá ser adotado o regime de escalas, com a reposição das horas de trabalho após o restabelecimento das atividades.”

No ofício-resposta (

ao lado

), a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep) reforçou o caráter excludente da decisão de suspender as aulas e outros compromissos com alunas/os. “

A Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – FUFMS vem acompanhando os desdobramentos da paralisação nacional e  informa que, apesar da suspensão das aulas e atividades avaliativas da graduação e da pós-graduação entre os dias 28 e 30 de maio, as atividades relacionadas aos trabalhos a serem desenvolvidos pelos docentes e técnicos administrativos estão mantidas, razão pela qual solicitamos que sejam utilizados bom senso, sensibilidade e compreensão quanto aos impactos das dificuldades de mobilidade dos servidores, mantendo-se o funcionamento das unidades

.”

Na qualidade de entidades que são representantes do funcionalismo da Universidade, a

ADUFMS-Sindicato

e o

Sista-MS

pediram no ofício encaminhado na segunda-feira 28 de maio que o magnífico Turine compreendesse a situação pela qual docentes e técnicas/os administrativas/os vêm passando em função das restrições ocasionadas pela greve no setor de transportes de produtos. “Ressaltamos a preocupação, enquanto entidades de representação, quanto à segurança dos servidores desta instituição tendo em vista a instabilidade que pode ser verificada na sociedade quando alguns setores se aproveitam do movimento legítimo da classe trabalhadora na área do transporte para veicular discursos de ódio contra a população e em especial contra os servidores e servidoras públicos”, explicaram as sindicalistas Cleodete e Mariuza Aparecida. Nada disso foi




levado em consideração pela administração central da UFMS.



Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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