Multidão antirreforma da Previdência protesta em Campo Grande

01 jan, 1970 Adufms

Professores recebem homenagem em celebração ao centenário de Paulo Freire







Em Campo Grande povo percorre centro da cidade para dizer não à contrarreforma da Previdência

(Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS Seção Sindical ANDES Sindicato Nacional)

Cerca de vinte mil pessoas protestaram nesta quarta-feira 22 de março contra a Reforma da Previdência. “O povo no poder! O povo no poder! O povo no poder…!”, bradavam repetidamente, alto e em bom tom, @s manifestantes. “Isso é crime contra a classe trabalhadora”, ecoou uma voz. “Bolsonaro não tá com nada. Essa reforma é uma piada”, ouviu-se durante a primeira grande manifestação de defesa da Previdência Social Pública realizada este ano.

Docentes, estudantes e té[email protected]@s da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) se juntaram à multidão. A manifestação do Dia Nacional de Luta em Defesa  da Previdência aconteceu no Centro de Campo Grande.

Dirigentes da

ADUFMS Seção Sindical ANDES Sindicato Nacional

e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul

(Sista-MS)

, empunharam bandeiras e carregaram faixas durante o protesto antirreforma.

A presidenta da

ADUFMS Seção Sindical ANDES Sindicato Nacional

, professora Mariuza Aparecido Camillo Guimarães, apontou a situação instável pela qual passam docentes das universidades públicas em função da ameaça a seus direitos previdenciários. “Continuaremos na luta até que essa reforma seja enterrada”, assegurou a sindicalista.







Docentes da UFMS foram às vias públicas defender a seguridade social pública

Na concentração [email protected] manifestantes na Praça do Rádio Clube, o Teatro Imaginário Maracangalha apresentou


Sacrifício


, uma sátira ao poder autoritário. A peça faz parte da Trilogia do Golpe. As/os manifestantes velaram o caixão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6/2019, da contrarreforma da Previdência) e a enterram simbolicamente. No sepultamento não faltaram velas, adeus e condolências à família da contrarreforma da Previdência. Caixão ao pé da cruz  no canteiro central da avenida Afonso Pena.

As/os manifestantes saíram da Praça do Rádio Clube. Percorreram trechos da avenida Afonso Pena, das ruas Rui Barbosa,  Maracaju e Treze de Maio. No cruzamento da Treze com a Afonso Pena fizeram ato vaiando parlamentares de Mato Grosso do Sul asseclas da PEC 6 no Congresso Nacional. Defenderam a necessidade de combater duramente [email protected] e [email protected] que são contrá[email protected] aos direitos previdenciários conquistados [email protected] [email protected] ao longo de várias décadas.

Sindicalistas anunciaram que vão visitar parlamentares da Câmara e do Senado para cobrar [email protected] compromisso com a população de não avalizar a contrarreforma da Previdência.







Velório da PEC 6/2019 na Praça do Rádio Clube em Campo Grande

Bonecos caricaturizaram  polí[email protected] de Mato Grosso do Sul que tradicionalmente conspiram contra direitos sociais de [email protected] Com gesto de uma arma de fogo, um boneco gigante do presidente Jair Bolsonaro (PSL), com faixa no corpo informando o fim da aposentadoria circulou no meio [email protected] manifestantes, percorreu a manifestação.

ANDES-SN

– A PEC 6, enviada à Câmara dos Deputados, atinge globalmente todas as categorias do mundo do trabalho no Brasil.  “A contrarreforma da Previdência ataca o conjunto da classe trabalhadora, estando ela trabalhando na iniciativa privada ou no serviço público, porque cria barreiras para o acesso ao direito de se aposentar, aumentando a alíquota [de contribuição], dependendo de quanto ganha o trabalhador, exigindo mais tempo de serviço para se chegar à aposentadoria”, explicou o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (

ANDES-SN

), professor Antonio Gonçalves Filho. As/os [email protected][email protected], incluindo a docência das universidades públicas, não estão imunes aos efeitos nefastos da PEC 6. “Há de se relembrar que os servidores públicos passaram pela contrarreforma do [ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso, pela contrarreforma do Lula de 2003, que aquela foi a mais perversa para o servidor público, porque acabou com a paridade, com a integralidade, e abriu a possibilidade, já partir dali, de se  implementar a capitalização da aposentadoria do servidor público, que veio a se concretizar em 2013 com a Dilma [presidenta], através da criação do Funpresp [Fundo de Previdência Complementar]. Quem entrou no serviço público a partir de fevereiro de 2013 está submetido ao teto do Regime Geral da Previdência, ou seja, ao teto da iniciativa privada e, se quiser tentar chegar à integralidade, tem que investir no mercado através do Funpresp. A atual reforma aprofunda a perda de direitos que já está em curso há décadas”, detalhou Gonçalves Filho.



Assessoria de Imprensa da ADUFMS Seção Sindical ANDES Sindicato Nacional

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