Processo eleitoral da UFMS pode ficar sob a mira da PF

22 fev, 2021 Adufms

Professores recebem homenagem em celebração ao centenário de Paulo Freire

Conselheiros são acusados de agir para garantir benefícios próprios no intuito de impedir a inclusão da terceira chapa mais votada na lista tríplice

Os professores Lídia Maria Lopes e Gunter Hans Filho, candidatos à reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul para a gestão 2020-2024, entraram com uma notícia-crime na Polícia Federal pedindo a investigação do processo eleitoral da universidade. A motivação foi a não inclusão do nome da dupla, terceira chapa mais votada na consulta à Comunidade, na lista tríplice enviada para a apreciação do Ministério da Educação. 

     De acordo com reportagem veiculada hoje, 22, no jornal Correio do Estado, a advogada, Kezia Miranda, que defende os professores, alega conflito de interesses e acusa cerca de 60 conselheiros de serem beneficiados com cargos e outras vantagens pela atual gestão, do reitor Marcelo Turine e da vice-reitora Camila Itavo, para impedirem a inclusão dos nomes de Lídia Lopes e Gunter Hans Filho, na lista tríplice. A escolha deveria ter sido referenda no Colégio Eleitoral e os conselheiros preteriram o nome da chapa, em favor da última colocada.

     No documento, a advogada lista ainda 27 conselheiros que votaram para a composição da lista, entre os doadores financeiros da campanha de Turine e Camila. Além da participação do marido da vice-reitora, como conselheiro.   

O presidente da Adufms (Associação dos Docentes da UFMS), Marco Aurélio Stefanes lembra que pela primeira vez o Colégio Eleitoral não respeitou a Consulta à Comunidade. Segundo ele, foi um ato de desprezo à democracia interna e uma mácula ao processo eleitoral. “Fizemos, inclusive, um protesto à época, à respeito da forma da escolha da Comissão Executiva e de Ética que não respeitou o princípio da proporcionalidade em sua composição. A atual gestão através de seus pró-reitores, assessores e diretores, alguns indicados inclusive, formaram um bloco para impor a vontade da reitoria no Colégio.  Infelizmente, como argumentamos durante o pleito, este processo mancha gravemente a imagem da nossa instituição”, adverte. 

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