Professores de Campo Grande vão às ruas e paralisam três dias por cumprimento do piso salarial

01 jan, 1970 Adufms

Professores recebem homenagem em celebração ao centenário de Paulo Freire


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Professores cobram que prefeito Alcides Bernal cumpra lei municipal do piso salarial do magistério – Foto Gerson Jara

Professores de Campo Grande foram às ruas nesta quarta-feira (16.03) convocado pelo Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública ACP. A categoria exige que o prefeito Alcides Bernal cumpra a lei municipal do piso (5.411/14) que alinha os salários ao piso nacional da categoria. Sob a alegação de dificuldade de caixa e descumprindo compromisso assumido com a categoria, o chefe do executivo recorreu judicialmente para impedir o reajuste garantido por lei. Agora assumiu o compromisso de retirar a ação e pediu mais 40 dias para apresentar a sua contraproposta.
O percentual de reajuste para integralização em 2016 é de 11,36%, mais 8,46% do reajuste do ano passado já dev



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Professores apresentam reivindicações a população de Campo Grande – Foto Gerson Jara

ido pelo atual prefeito, mesmo com a categoria propondo o parcelamento ao então prefeito, em exercício, Gilmar Olarte. Atualmente, o professor em início de carreira ganha R$ 1.697,37 por 20 horas.
Em nota, Bernal tenta manipular a opinião pública dizendo que o piso pago aos professores é R$ 5.092,00 por jornada de 20 horas. Todavia, este valor é referente ao piso do professor em fim de carreira, com mais 25 anos de atividade no magistério.
Os professores da educação básica de Campo Grande também reivindica a implantação de eleição para diretor de escola, compromisso até o momento descumprido por Bernal, mais democracia na escola, visto que professores vem sendo pressionados por alguns diretores para não aderir a paralisação de três dias, melhorias na merenda escolar e contra toda e qualquer iniciativa de reorganização das escolas, transferindo a gestão OSs (Organização Sociais), OCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse público), em fase de implementação nos governos do PSDB de Goiás e São Paulo, e que vem provocando protestos de estudantes e do magistério.

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