Após ato nacional em Brasília, Andes prepara novas mobilizações

20 jun, 2022 andes

Professores recebem homenagem em celebração ao centenário de Paulo Freire

Ato “Ocupa Brasília” teve representantes de Mato Grosso do Sul e contou com apoio da Adufms

O Andes-SN encaminhou, nesta segunda-feira (20 de junho), uma circular em que comunica a realização de uma rodada de assembleias, até a quinta-feira (24), para deliberar sobre o indicativo de deflagração de greve; ocupação de universidades, institutos federais e Cefets, entre os dias 27 e 29; e a semana de lutas entre 4 e 7 de julho, contra os cortes orçamentários, as privatizações e em defesa da educação pública. A entidade convoca, para o dia 25, uma reunião do setor das instituições federais de Ensino Superior (IFES).

Na terça-feira (14 de junho), houve o Ocupa Brasília, uma manifestação que uniu representantes sindicais e do movimento estudantil em um grande ato com milhares de participantes. Uma caravana representou Mato Grosso do Sul, com o apoio logístico da Adufms, onde houve a concentração para a viagem. Estiveram presentes, pelo estado, estudantes da UFMS, além de docentes e acadêmicos da UEMS. Ingryd Trigilio, acadêmica de Ciências Sociais na UFMS e representante da UNE, avalia que “a mobilização foi demais”. A estudante destaca que “havia outras caravanas de outros estados, havia a unificação de vários partidos políticos e de movimentos estudantis, então foi uma mobilização muito necessária”.

A professora Dra. Alaíde Japecanga, que leciona no curso de Matemática da UEMS, afirma que é incentivador que haja atos como o Ocupa Brasília. “Para os estudantes, foi uma experiência riquíssima. Eles ainda não conheciam a luta pela universidade pública. Meninos e meninas sabendo o que é a luta é algo que nos faz esperançar”, declara, utilizando a expressão cunhada pelo patrono da educação brasileira, Paulo Freire.

“Havia estudantes do Brasil inteiro, indígenas, quilombolas; conversamos com deputados favoráveis, que subiram no palanque e conversaram com os meninos”, pontua Alaíde. “Esse governo precisa saber que não vamos aceitar calados os retrocessos”, conclui, ao lembrar que Jair Bolsonaro declarou, na segunda-feira (13), que os servidores públicos federais não receberão reajuste salarial em 2022.

Galeria de fotos (clique para ampliar)

Compartilhe: