Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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ADUFMS-Sindicato em Campo Grande atende em novo endereço a partir desta terça-feira 20

Em função dos trabalhos de reforma do prédio administrativo de sua sede, a ADUFMS-Sindicato em Campo Grande, na Vila Ipiranga, comunica a todas e a todos que passa a atender em outro endereço a partir desta terça-feira 20. O novo local de atendimento fica na rua Francisco Alves Castelo, 491, esquina com Rua das Guianas – Vila Ipiranga, perto do Hospital Universitário (HU) -, ao lado do salão de eventos da sede.

Para resolver qualquer dúvida sobre a nova localização da entidade na capital sul-mato-grossense, ligue 67 3346-1514, 3346-1482 e 98406-9771 (fone/zap).

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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Movimento estudantil da UFMS renasce no fim da ditadura e no período de redemocratização

Anamaria Santana esteve à frente do DCE na década de 1980; hoje é docente da área de educação na UFMS (Arquivo Pessoal Facebook)

A participação ativa no movimento estudantil tem despertado o gosto pela carreira acadêmica e pela democracia. O resultado entra na contramão do estereótipo construído por segmentos conservadores da  sociedade de que “quem se envolve na politica estudantil não gosta de estudar”.

Boa parte d@s dirigentes estudantis das décadas de 1980 e 1990 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS ) já conquistou título de dout@r, passou em concurso público docente,  pesquisa e apresenta produções acadêmicas em quantidade significativa.

A professora Anamaria Santana da Silva entrou na Pedagogia da UFMS em 1986.  “O curso era  noturno e naquele momento já havia grupos de alunos da Matemática, da Engenharia, da Medicina e da própria Pedagogia que se articulavam politicamente. Naquela ocasião discutiam a questão da redemocratização do País, pois era o período do fim da ditadura civil-militar.”

Anamaria lembra que “a pauta importante discutida naquele período era a reestruturação dos centros acadêmicos, pois no período da ditadura havia uma lei que fechou os centros acadêmicos, transformados em diretórios acadêmicos e essa [forma de] organização era ligada à própria administração. A estrutura apresentada naquele período era então o DCE (Diretório Central dos Estudantes e os DAs (diretórios acadêmicos). Os DAs, ná prática, foram extintos, mas a gente queria resgatar o movimento estudantil pela base, criando os centros acadêmicos.”

Naquela época Anamaria conta que “formaram um Conselho das Entidades de Base (CEBs) que reunia estudantes dos diversos campi da UFMS”. Resgata que “os alunos da Pedagogia tinham participação política importante. Conseguimos então criar o Centro Acadêmico Paulo Freire, um dos primeiros da universidade no processo de redemocratização.  A primeira presidenta foi Lucimar da Rosa Dias (hoje Professora Doutora em Educação da UFPR*).

No mesmo momento, ressalta,  “formamos uma chapa para concorrrer ao DCE-UFMS, em 1987. O primeiro presidente foi o professor de Matemática, Renato Gomes (in-memorian, e professor Doutor da UFGD**), eu ocupei o cargo de vice-presidente. Pegamos a direção da entidade, que estava muito desacreditada. Havia uma disputa por trás entre os militantes do antigo PCB (Partido Comunista Brasileiro) e simpatizantes do PT (Partido dos Trabalhadadores) que imergia naquele momento. Não havia somente a questão partidária, mas outras questões de fundo. Queríamos, por exemplo, o DCE mais presente na base por meio dos centros acadêmicos.”

Anamaria disse que “a direção foi eleita e deram início à reestruturação das entidades de base, por meio de trabalho social e cultural na UFMS. Contamos naquele momento com o reforço do Professor  Doutor Paulo Cesar Duarte Paes, que [àquela época] fazia o Curso de Educação Artística, cujos alunos tinham participação ativa. Promovemos diversas atividades e manifestações no [Teatro] Glauce Rocha. Articulamos a criação da primeira Preae (Pró-Reitora de Assuntos Acadêmicos e Estudantis) que tinha o papel de pensar a política estudantil na UFMS. Ela tinha a Divisão de Assistência Estudantil e outra de atividades culturais. Chegamos a realizar o primeiro Festival Estudantil da Canção, criado na nossa gestão à época e do professor Izaias Pereira como pró-reitor e que existe até  hoje. Tivemos o primeiro pró-reitor eleito pela comunindade acadêmica. Foi ponto acordado na eleição para escolha do novo reitor.  Encabeçamos também o movimento pelo fim do pagamento de mensalidades nas universidades federais. A  intenção era democratizar o acesso a alunos das classes populares.  Conquistamos também um desconto no RU (Restaurante Universitário ) e fim de algumas taxas para alunos carentes.”

Após a presidência do DCE pelo professor Renato Gomes, Anamaria foi a próxima candidata a presidência da entidade.

Para a docente, a participação estudantil foi fundamental na sua formação acadêmica.  “Começei a entender melhor a estrutura da universidade, as carências dos alunos dos campi [então centros universitários] de Campo Grande e do interior, a política do Ministério da Educação (MEC), as questões relacionadas a concurso público, o papel dos técnicos adminstrativos, enfim, uma experiência ímpar no sentido de entender a dinâmica da própria universidade.”

Em relação à formação pessoal, destaca que a participação estudantil  foi muito importante. Aponta “o desenvolvimento do espírito crítico, a capacidade de argumentação, fala, de se relacionar com autoridades, professores e técnicos administrativos, numa postura de igual para igual, numa postura de quem está reivindicando direitos. Com propriedade, representar o pessoal, o coletivo, o que é uma base para formação bem melhor. Ou seja, o movimento estudantil nos torna capaz de enfrentar de igual para igual as ditas autoridades. Essa habilidade, no quesito profissional, ajuda bastante. Você se forma como profissional mais politizado,  mais crítico, mais conhecedor dos seus direitos, das formas e caminhos para reivindicar direitos.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

*   Universidade Federal do Paraná

** Universidade Federal da Grande Dourados

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Eleição para DCE reflete embates ideológicos na UFMS

Professor Marco Aurélio Stefanes palestra sobre história do movimento estudantil da UFMS  (Foto: Camila Jara)

Muito longe de ser  um reduto da esquerda marxista, a eleição para o Diretório Central das e dos Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (DCE-UFMS) reflete a diversidade ideológica na sociedade, manifestada no recente embate entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e seu opositor Fernando Haddad.

Duas chapas disputam a direção da entidade na Cidade Universitária – Campo Grande e do interior do Estado: a Chapa 1 (Nossa Força, Nossa Voz) e a Chapa 2  (O Nosso DCE).   A votação nos campi do interior acontece no próximo dia 12 de novembro e em Campo Grande no dia 13 de novembro, no horário das 8h às 21h30min.

A chapa O Nosso DCE representa o atual grupo que está no comando da entidade estudantil.  Assume a bandeira do apartidarismo, mais alguns membros têm ligações com a juventude do PSDB e simpatizantes do movimentos Escola Sem Partido e Brasil Livre (MBL). A sua carta-programa fica restrita às reivindicações em âmbito administrativo. Não comenta sobre a conjuntura política pela qual atravessa a universidade pública. Coloca como principal conquista na gestão a emissão de fotocópias de material acadêmico grátis para estudantes da UFMS.   Condena a intolerância, sem explicar que tipo.  Leia a carta-programa.

Representantes de centros acadêmicos discutem meios para fortalecer o movimento estudantil e a defesa da universidade pública na era Bolsonaro

Já a Nossa Força, Nossa Voz tem a adesão de simpatizantes de partidos de esquerda e estudantes preocupados com a defesa da universidade pública gratuita. Congrega  simpatizantes do PT, PSOL, PDT, UJS, PCdoB e independentes. Tem o compromisso central de ampliar a política estudantil e  garantir as decisões coletivas no movimento estudantil. O grupo teve um atuação direta no Conselho Universitário (COUN) quando da discussão do Regimento Interno Estudantil que estabelecia uma série de medidas punitivas, restritivas às/aos estudantes e também a presença da comunidade externa dentro da UFMS.  Com a participação de acadêmic@s, as alterações pró-regimento mais democrático apresentadas foram acatadas na íntegra pel@s conselheir@s. Estiveram  à frente também da mobilização pela melhoria da qualidade das refeições oferecidas por empresa terceirizada no Restaurante Universitário (RU). Leia mais sobre a Chapa 1.

Para aprofundar o papel do movimento estudantil na defesa da Universidade Pública, o Conselho de Centros Acadêmicos  promoveu reunião na Concha Acústica para discutir questões como o corte do orçamento para as universidades públicas e as ameaças de privatização.

O estudante de Ciências Sociais Haricson Freitas relata que, de forma autônoma, @s estudantes insatisfeit@s com a postura da atual direção do DCE puxaram a Assembleia para discutir o cenário pós-eleições. Na pauta, questionamento sobre como vai ficar a universidade pública pós-período eleitoral  e para discussão dos problemas próprios da UFMS.

Aponta-se  a desmobilização por parte da atual direção do Diretório que não conversava com os centros acadêmicos, não puxava assembleias, não convocava o CEB (Conselho das Entidades de Base), não repassava à comunidade estudantil as decisões encaminhadas pela Reitoria. Não se discutiam esses itens.

Nesse período,  Haricson lembra que rolou muito assédio e intolerância dentro da universidade, relatada por muitas estudantes.

Entre as deliberações tiradas na Assembleia Geral está a de se criar um comitê para coletar as denúncias de assédio, intolerância e racismo que acontecem nos campi e repassar os casos para a Comissão de Ética da UFMS. A ideia é de estabelecer um elo entre alun@s, professor@s e a Reitoria. Ou, se necessário, buscar órgãos fora da UFMS para denunciar e apurar casos que envolvam estudantes vítimas de assédio moral, estabelecer convênios e parcerias para combater abusos. Propôs, como exemplo, a oferta de cursos de autodefesa para as assediadas pelo curso de Educação Física. Outra comissão tem o objetivo de organizar palestras para esclarecer @s estudantes sobre os centros acadêmicos, o que é o DCE, as atléticas, quais os papéis e como usufruir desses espaços.

Na quarta-feira (7-11), o Centro Acadêmico de História organizou palestra com o ex-presidente do DCE-UFMS e candidato na última eleição para reitor, Marco Aurélio Stefanes. O docente do curso de Ciências da Computação  fez a retrospectiva das lutas do DCE no início da década de 1990 e o papel desenvolvido pelo movimento estudantil em defesa da universidade pública. Também participou da palestra o ex-coordenador-geral da entidade, João Cirilo, hoje advogado e dirigente do Centro de Defesa da Cidadania dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-I (CDDH).

Marco Aurélio lembrou que naquele período  as universidades brasileiras passaram por grande estrangulamento orçamentário que resultou no congelamento de salários d@s docentes por mais de seis anos, greves, ameaças de privatização e mobilizações constantes em defesa do caráter público das instituições.

Essa situação foi semelhante ao cenário atual com o corte  drástico de verbas promovido pela equipe do atual presidente, Michel Temer. Outra luta do período era a aprovação do novo Estatuto da UFMS, o que até o presente momento não aconteceu, passadas mais de duas décadas.

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Ataques via judicialização ou burocratização atingem UFMS

Debate sobre democracia no Câmpus do Pantanal (CPAN, Corumbá) aconteceu mesmo com denúncias formuladas na Justiça Eleitoral por simpatizantes do  movimento Escola Sem Partido

A decisão  do Supremo Tribunal Federal (STF) segura, por enquanto, os ataques constantes que alguns juízes e policiais estavam promovendo dentro das instituições de ensino superior (IES). Práticas repressivas vinham ferindo o preceito constitucional das autonomias didática e pedágógica, na tentativa de cercear o debate sobre temas ligados às  conjunturas política e econômica do País. Boa parte  das denúncias ligadas a  simpatizantes dos movimentos Escola Sem Partido e Brasil Livre (MBL) resultou na apreensão de materiais na ADUFDourados.

Na UFMS representantes do Escola sem Partido e MBL tentaram barrar o debate no dia 25 de outubro que tinha como tema “A importância da Democracia e a Constituição Cidadã de 1988″, promovido pelos diversos cursos da instituição. Foram feitas diversas denúncias na Justiça Eleitoral da Comarca de Corumbá. Todavia,  os pedidos foram considerados improcedentes e o debate aconteceu. Houve também entraves burocráticos para o oferecimento oficial do curso “O golpe de 2016 e a crise da democracia do Brasil”.  Foi baixado portaria por parte da adminstração recomendando que não houvesse  oferecimento de temas considerados polêmicos por parte dos cursos, faculdades, institutos e escola.

A Justiça Federal também determinou a abertura de processo contra professores e alunos de Aquidauna que participaram do Ato em Defesa da Democracia, quando da efetivação da prisão do ex-presidente Lula.  O inquérito está em andamento com a defesa dos envolvidos feita pela Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato. Outro inquérito aberto por um delegado da Polícia Civil de Aquidauana tenta envolver estudantes e docentes  no suicídio de aluno que frenquentava as atividades e debates políticos no Câmpus de Aquidauana (CPAQ). No interrogatório feito a um acadêmico, delegado chamou os professores  de “comunistas” e “maconheiros”.

O Curso de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com o apoio da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), e o grupo Práxis, ofereram o curso o Golpe de 2016  e a Crise da Democracia no Brasil. No entanto, a sua institucionalização barrou nas novas normas estabelecidas no calendário acadêmico e resolução baixada pela administração.

“A confirmação da decisão da ministra Cármen Lúcia pelo plenário do STF reafirma o princípio constitucional de autonomia universitária, ao mesmo tempo em que inibe qualquer ímpeto autoritário contra as universidades. As universidades devem ser um ambiente de livre expressão das ideias. O Andes-SN, que entrou como Amicus Curiae na ação da PGR, cumpre seu dever histórico em defesa da categoria docente, da educação pública e das instituições de ensino superior”, avalia Antonio Gonçalves Filho, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN).

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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STF garante autonomia e liberdade de catédra nas universidades

O Supremo Tribunal Federal (STF) se posicionou a favor da liberdade de expressão, da autonomia universitária e da liberdade de cátedra.  A ação movida pela Procuradoria Geral da República  arguia o Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 548 e aconteceu na quarta-feira (31-10). Acatada pela maioria absoluta da corte, a decisão limitou a judicialização por parte juízes eleitorais e de primeira instância que vinha determinando intervenção em mais 27 universidades para apreensão de materiais publicados pelas Associação dos Docentes referentes a campanha presidencial ou atropelava a autonomia pedágogica das IFES (instituições federais de ensino superior) proibindo o oferecimento de disciplinas referentes ao Golpe de 2016,  relacionanadas facismo e democracia.

Para  a ministra Cármen Lúcia, “a liberdade de pensamento e expressão não é uma concessão do Estado, mas um direito inalienável do indivíduo”, disse em seu voto. O ministro Luiz Fux não votou, porque estava em viagem.

Antes da sessão do STF, a ministra Cármen Lúcia deferiu o pedido de amicus curiae, protocolado por sete entidades, entre as quais o ANDES-SN, que se manifestou no Plenário do STF.

Ao final da audiência, o presidente do Sindicato Nacional cumprimentou a procuradora Raquel Dodge, agradecendo a PGR pela iniciativa, dizendo que a liminar concedida garante a tranquilidade ao exercício da docência nas universidades e a autonomia universitária.

De acordo com o STF, os ministros destacaram a necessidade de defesa intransigente da autonomia universitária, didático-científica, de pesquisa, ensino e aprendizagem, garantidos pela Constituição Federal. Também ressaltaram o direito constitucional à liberdade de reunião, que é uma das maiores conquistas da democracia. Na compreensão dos ministros, o Estado não pode usar a lei eleitoral como justificativa para cercear a fundamental liberdade de expressão e a autonomia universitária.

Fontes: Agencia STF-ANDES-SN

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Câncer de mama: como combatê-lo?

Lígia Paula Jorge Mazi, médica radiologista de mama (Fotos: Arnor Ribeiro: ADUFMS-Sindicato)

Os fatores de risco, o diagnóstico precoce, o rastreamento populacional e a humanização no atendimento pautaram a palestra da médica radiologista de mama Lígia Paula Jorge Mazi na terça-feira 30 de outubro, no Anfiteatro da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faodo-UFMS) em Campo Grande. Ligada ao Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos, unidade do Hospital de Amor (antigo Hospital de Câncer de Barretos) na capital sul-mato-grossense, Lígia Paula, enfatizou que a mamografia é a forma comprovada de analisar os seios porque pode detectar o câncer de mama em seu estágio inicial. Esse procedimento favorece a sobrevida e a redução da mortalidade.

As mulheres apresentam maior propensão ao câncer mamário. Considera-se raro o câncer de mama em homens. Entre as mulheres é nas faixas dos 40 aos 69 anos de idade que situa o público mais propenso à doença. De acordo com fôlder informativo do Hospital de Amor, a mamografia precisa ser “anual para as mulheres entre 40 e 49 anos e bienal [a cada dois  anos] para aquelas entre 50 e 69 anos”. Lígia Paula informou que não se consegue prevenir o câncer de mama, mas se consegue diagnosticá-lo precocemente. A médica explicou que o quanto antes for descoberto o câncer de mama menos agressivo será o tratamento, evitando, por exemplo, a quimioterapia.

Lígia Paula (e.) e Fátima Heritier Corvalan

A médica radiologista de mama alertou para que não se utilize o ultrassom como método de rastreamento. Ela explicou que a ultrassonografia deve ser usada apenas de forma complementar à mamografia. Assim como o ultrassom, Lígia Paula acrescentou que a autopalpação não deve ser procedimento que vise a diagnosticar anormalidades na mama, o que não significa que as mulheres devam deixar de se autoconhecerem.

Os fatores hereditário, propensão ou não a câncer na família, e histórico constituem-se em importantes aspectos a ser analisados em pessoas encaminhadas para exame mamográfico. Lígia Paula adverte que nunca se deve referenciar em outras pessoas para se suspeitar que alguém está com câncer de mama, pois trata-se de uma doença heterogênea, ou seja, cada pessoa tem seu histórico, suas especificidades.

A humanização do atendimento já na fase de exames contribui para que a mulher tenha tranquilidade e serenidade, fatores emocionais importantes, pois a mamografia é um procedimento que deve ser encarado como recurso eficiente que propicia conhecimento seguro das mamas.

O exame mamográfico precisa ser feito “periodicamente, mesmo quando não há queixas mamárias”. O câncer de mama é o “mais frequente na mulher brasileira. Se diagnosticado e tratado oportunamente, as chances de cura chegam a 95%. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados”.

A palestra na Faodo foi um esforço conjunto do Instituto Oncoguia, por meio da diretora de Promoções Sociais, Culturais e Científicas da ADUFMS-Sindicato, professora Fátima Heritier Corvalan, e do Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos, unidade Campo Grande do Hospital de Amor de Barretos.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Comunidade da UFMS protesta a favor da democracia e contra o autoritarismo

Foto: ARNOR RIBEIRO/ADUFMS-SINDICATO

Estudantes, docentes e técnic@s administrativ@s tornearam o Paliteiro (símbolo da Universidade Federal de Mato Grosso Sul) com faixa de luto em defesa da democracia. Elas/eles protestaram contra a onda repressiva da Justiça Eleitoral e da Polícia a atividades contra o autoritarismo desenvolvidas em instituições públicas de ensino superior, pesquisa e extensão no Brasil.

O ato aconteceu nesta sexta-feira 26 de outubro na Cidade Universitária Campo Grande (UFMS) no fim da manhã e início da tarde. Na manifestação foram lembrados os trinta anos da Constituição Federal de 1988, carta que instituiu direitos humanos e democracia como fundamentais para o exercício da liberdade de expressão no País. Antes do ato, as pessoas se concentraram na entrada da Biblioteca Central.

Integrantes da comunidade universitária gritaram pelo exercício dos direitos democráticos e abominaram qualquer forma de autocracia, governo e Estado repressivos. “Não à censura! Abaixo a ditadura!”, exclamaram @s manifestantes.

A organização de alun@s na UFMS pela democracia e em defesa da universidade pública foi enfatizada nas vozes de protesto. “Nas ruas, nas praças… Quem disse que sumiu?! Viva o movimento estudantil!”, pronunciavam.

Participaram do ato a ADUFMS-Sindicato e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS). A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, reforçou o compromissão dos movimentos “de dizer que a universidade pública pertence ao povo do Brasil”.

A acadêmica Camila Jara alertou contra o processo de extermínio da liberdade constitucional de expressão das ideias, sem qualquer forma de censura. “A gente vai perdendo aos poucos os direitos.”  A imprensa acompanhou a manifestação.

Veja o vídeo da manifestação

Comunidade universitária da UFMS protesta contra repressão dos TREs às universidades brasileiras

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Grupo de universitários promove ato simbólico no Paliteiro contra repressão da Justiça Eleitoral em 26 universidades federais  

Panfleto censurado da Assoiação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande

A face autoritária, partidária e repressiva dos Tribunais Regionais Eleitorais que  tentam silenciar o clamor por democracia dentro das universidades.  São mais 26 universidades que passaram diligências da Polícia Federal ou da Polícia Militar nesta reta final de campanha. Em protesto a repressão e em solidariedade as universidades que  têm sua autonomia violada pelo poder judicário, docentes, alunos e técnicos administrativos estenderão uma faixa preta no Paliteiro, localizado na entrada da UFMS, às 11h30 desta sexta-feira (26.10).

Na quinta-feira, o juiz eleitoral,  Rubens Witzel, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso do Sul notificou a Reitoria Universidade da Grande Dourados (UFGD), em Mato Grosso do Sul , para proibir a aula pública  “Esmagar o Fascismo”.

A onda facista pela judicialização também chegou a Universidade  Federal de São João de Del Rei, em Minas Gerais. A juíza da 30ª  Zona Eleitoral, Anna Beatriz Rodrigues Rocha, no dia 24 de outubro, determinou no prazo de 48 horas para  a retirada de nota pública do site da instituição de ensino superior: endereço  http://www.ufs.edu.br/noticias_ler.php?codigo_noticias=7207> . Também o bloqueio do impulsionamento da respectiva nota denunciando as possíveis medidas que afetarão a gestão e financiamento das universidades.

De acordo com matéria publicada pelo site Brasil de Fato , “policiais federais armados adentraram Associação Docente da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG) obedecendo a um mandado de busca e apreensão, expedido pelo juiz eleitoral Horácio Ferreira de Melo Junior, para recolher o “Manifesto em Defesa da Democracia e da Universidade Pública”, assinado pela entidade sindical e aprovado pela categoria em Assembleia. A PF  também levou o HD do computador da assessoria de imprensa do sindicato docente”.

O site do Andes-Sindicato Nacional, informou que “na noite de terça-feira (23.11), a Faculdade foi alvo da ação de fiscais do TRE-RJ e da Polícia Militar. Eles entraram no local sem mandado de busca e apreensão e retiraram uma bandeira com os dizeres “Direito UFF Antifascista”./ “Os agentes teriam alegado que combatiam a “propaganda política negativa”. Horas depois, os estudantes hastearam novamente a bandeira”.

O site informou que ainda que “Mariana Trotta, 1ª vice-presidente da Regional Rio de Janeiro do ANDES-SN , estava presente na manifestação de quarta-feira (24) , avalia que a ação do TRE demonstra que a própria justiça eleitoral considera haver uma candidatura fascista. “[O TRE] entende que essas organizações [estudantis] estão se opondo a uma candidatura, estão fazendo debate eleitoral”, avalia.

Mandato do TRE-MS determinando a suspensão da aula pública “Esmagar o Fascismo” a ser ministrada na UFGD

Na Universidade Federal da Bahia (UFBA) o Comitê de Estudantes em Defesa da Democracia foi monitorada por quatro homens que se identificaram como policiais civis. A docente que coordenava o  trabalho explicou que não poderiam ficar no local. Ao começar se ausentar sinalizaram uma arma com os dedos, símbolo da campanha do candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro.

Já totalizam mais de 26 universidades acionanadas judicilamente ou por ações de policiais:

  1. ADUFCG (Campina Grande)
  2. UFJS (São João Del Rei)
  3. UFGD (Grande Dourados)
  4. UFERSA (Rural do Semi-Árido)
  5. UFFS (Fronteira Sul)
  6. UEPB (não vi documento).
  7. Declaração do reitor da UFBA denunciada ao Ministério Público.
  8. UFF (Niterói)
  9. UFRJ
  10. UFPA (Iguarapé-Açu),
  11. UniRio (Rio de Janeiro)
  12. UFMG,
  13. Unilab (Palmares)
  14. Cepe-RJ
  15. Unilab-Fortaleza
  16. UNEB (Serrinha)
  17. UFU (Uberlandia),
  18. UFG
  19. UFRGS
  20. UCP (Petropolis)
  21. UFSJ
  22. UERJ
  23. ADURGS
  24. IFSC
  25. IFRJ – Campus de Campos.
  26. UNIRIO

 

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Evento da ADUFMS-Sindicato em comemoração ao Dia do Professor e da Professsora reune mais de 200 pessoas 

Confira mais de 400 imagens da festa. Clique sobre as fotos deste texto (Fotos: Ernesto Franco)

A festa comemorativa ao Dia do Professor e da Professora no Buffet Romeu e Julieta reuniu mais de 200 convidad@s na sexta-feira (19-10) em Campo Grande.

Com música, o cardápio de entrada foi liberado nas primeiras horas. Docentes ativ@s e aposentad@s aproveitaram a ocasião para conversar, rever velh@s amig@s e falar sobre o momento pelo qual passa o Brasil.

Animad@s ao som da Banda Lilás, @s presentes dançaram até a madrugada de sábado, embalad@s por gêneros musicais, como MPB, rock, bolero e sertanejo universitário.
A presidenta da ADUFMS-SindicatoMariuza Aparecida Camillo Guimarães, fez a saudação inicial. A sindicalista reafirmou a disposição da entidade em defender os interesses da categoria e da universidade pública.
O clima da polarização política se expressou no evento. O professor Paulo Cesar Duarte Paes, representante do Sindicato no Conselho Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Coun-UFMS), pediu a palavra para alertar todo a categoria sobre o projeto de destruição da universidade pública.

O mesmo alerta foi dado pelo diretor de Assuntos de Aposentadoria da ADUFMSOswaldo Rodrigues. O filiado não se intimidou e pediu votos para o candidato Haddad, na sua opinião o mais preparado para governar o Brasil e compromissado com a universidade pública, gratuita. Recebeu aplausos, acenos de lenço vermelho,  mas também vaias de um grupo que reagiu, contestando a posição do docente.

As bebidas foram servidas à vontade. Um barmanserviu bebidas artesanais.
Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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Por uma Frente Ampla em Defesa da Democracia

 Andifes

As eleições para a Presidência da República e para o Congresso Nacional constituem o momento mais significativo do exercício da cidadania em nosso País. Nesse contexto, os reitores das Universidades Federais, reunidos na Andifes, consideram essencial reafirmar valores definidores da Universidade Pública, como liberdade de opinião e de expressão, bem como os direitos humanos, tomados pela Constituição Federal Brasileira como fundamentos da sociedade democrática. Nesse sentido, foi elaborado o documento “Educação Para a Democracia e o Desenvolvimento”, no qual se defende a expansão do ensino superior público, com inclusão social e excelência acadêmica, expressas nos laços indissolúveis entre ensino, pesquisa e extensão universitários. A Andifes fez chegar esse documento a todos os candidatos à Presidência, os quais foram convidados a dialogar com o conjunto dos reitores. Alguns candidatos aceitaram o convite, outros agradeceram, justificaram a ausência e disponibilizaram suas propostas e, ainda, uns poucos ignoraram.

A Andifes tornou públicas suas posições e contribuições, visando a enriquecer e aprofundar o debate. Infelizmente, o espírito do debate, essencial à educação brasileira, bem como à democracia, não tem preponderado em todo o processo eleitoral. Na disputa eleitoral, de forma muito preocupante, ganhou vida e dimensão uma proposta autoritária e de claro rebaixamento dos valores civilizatórios, que ademais incentiva formas explícitas de discriminação de segmentos sociais tradicionalmente oprimidos, manifestando conivência com práticas de violência moral, física ou simbólica, como forma de resolução de conflitos ou imposição de visão de mundo. Esse ambiente aponta um futuro ameaçador para a sociedade brasileira. E também ameaçador para a educação e a universidade. Primeiro, ao renunciar à garantia constitucional de direito a uma educação pública e gratuita. Segundo, ao também hostilizar a autonomia da universidade pública, que conta com idêntica garantia constitucional, voltando-se contra dirigentes e toda a academia.

Quando o medo impera sobre a argumentação, e direitos são restringidos; quando conquistas sociais são comprometidas, e instituições responsáveis pela formação de cidadãos, pela produção de ciência, cultura e arte, veem sua imagem maculada, a Andifes não pode se omitir. É nossa obrigação alertar a sociedade para o impasse atual que nos pode comprometer o futuro como sociedade, atingindo esse específico patrimônio da humanidade que são as universidades públicas. A sociedade brasileira vê-se assim desafiada a examinar, com profundidade, as propostas apresentadas pelas atuais candidaturas, sendo imperioso rejeitar os discursos e as práticas que motivam e respaldam a violência e os ataques às instituições, aos valores da democracia participativa e aos direitos humanos.

Dessa forma, dada a gravidade do momento, os reitores das Universidades Federais, reunidos na Andifes, conclamam ao debate e à mobilização toda a academia brasileira. Essa, certamente, é uma preocupação que extrapola os contornos da academia. Portanto, conclamam, igualmente, todos que prezam pelos valores em risco a se juntarem para a construção de uma Frente Ampla em Defesa da Democracia. Somente a sinergia de um esforço de brasileiros, de todos os cantos e credos, plural e diverso, pode frear essa marcha de insensatez. Recusamo-nos a aceitar que um futuro obscuro seja inevitável. Queremos preservar o direito de divergir, de ter opinião e identidade. O tempo é agora, o lugar na história é este, e os responsáveis somos nós.

Brasília, 17 de outubro de 2018.

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