Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Conselho de Graduação da UFMS debate extinção de cursos nesta terça-feira 8

As/os docentes integrantes do Conselho de Graduação da Universidade Federal Mato Grosso do Sul (Cograd-UFMS) debatem e votam nesta terça-feira (18-09) às 8h, no auditório do Sedfor (Centro de Formação de Professores), Cidade Universitária Campo Grande, o pacote de surpresas da reitoria que suspende e/ou extingue nove cursos de graduação  a partir de 2019 e não 22, como foi divulgado antecipadamente pela Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato. Quatro cursos têm possibilidade de extinção definitiva. outros cinco em estudos mediante medidas de incrementação de procura e outros quatro já extintos do sistema de cadastro do MEC e que poderiam ser reoferecidos à sociedade sul-mato-grossense.

As decisões aconteceram por ad referendum assinadas pelo presidente do Conselho de Graduação Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho e pelo presidente do Conselho Universitário (Coun), reitor Marcelo Augusto Santos Turine. As resoluções foram publicadas no Boletim de Serviço n. 6870  de 4 de setembro de 2018.  Agora terão que ser aprovadas pelo Coun em que a adminstração contém maioria absoluta de representantes.

A ADUFMS-Sindicato critica a medida que acontece de forma verticalizada,  tecnicista, sem diálogo e no fim de Governo Temer.  Agindo dessa forma, mais uma vez a administração da UFMS contraria os compromissos assumidos na campanha em que prometeu trabalhar por mais moradia estudantil, assistência, ampliação de bolsa de iniciação científica e permanência.

O pacote visa adequar os gastos da UFMS aos cortes promovidos pelo Ministério da Educação (MEC). Só em 2017 os valores chegaram a cerca de R$ 70 milhões.

Para o Sindicato a decisão vem ao encontro da política de privatização gradativa iniciada pelo MEC. A entidade entende que a decisão ataca os sintomas e não as causas da baixa procura de alun@s pela graduações oferecidas.

 

PLACAR DE CURSOS FECHADOS OU EM FASE DE EXTINÇÃO

SUSPENSOS EM 2019 E AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO

1 – Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia  (Faeng).

2 – Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental da Faeng.

3 – Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

4 – História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

 

OFERECIMENTO SUSPENSO A PARTIR DE 2019

5 – Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL).

6 – Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira do Câmpus de Nova Andradina (CPNA).

7 – Curso de Turismo Bacharelado do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

8 – Curso Superior de Tecnologia em Eletrotécnica Industrial da Faeng.

9 – Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã (CPPP).

EXCLUSÃO DO CADASTRO DO MEC

10 – Engenharia Mecatrônica do Câmpus de Ponta Porã.

11  – Engenharia Civil e Engenharia Elétrica do Câmpus de Naviraí (CPNV).

12 – Cursos de Graduação em Engenharia Civil do Câmpus de Nova Andradina.

13 – Engenharia de Biossistemas do Campus de Chapadão do Sul (CPCS)

Assessoria de Imprensa da  ADUFMS-Sindicato

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Protestos contra fim de cursos na UFMS marcam o Sete de Setembro

Caixão simbolizando morte do curso de Ciência da Computação no CPPP – Foto: Késia Caroline Ramires Neves/ADUFMS-Sindicato

Manifestantes levaram à sociedade, no 7 de Setembro, seu descontentamento com a decisão da administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – via canetadas do reitor Marcelo Augusto Santos Turine e do pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho – de suspender e extinguir cursos na instituição. Integrantes da comunidade da UFMS, maior universidade pública do Estado, juntamente com docentes da direção da ADUFMS-Sindicato, portaram faixa para dizer não à medida unilateral do alto escalão da instituição de ensino, pesquisa e extensão.

Manifestantes percorreram rua Treze de Maio no Centro de Campo Grande – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Os protestos aconteceram no interior e em Campo Grande. Na fronteira Brasil-Paraguai, estudantes, técnic@s administrativ@s e docentes do Câmpus de Ponta Porã (CPPP) participaram dentro do desfile do 7 de Setembro para exigir que a administração da UFMS não execute a decisão de suspender o ingresso de nova turma no curso de Ciência da Computação no próximo ano naquela unidade.

Campo Grande: Guarda Civil Municipal bloqueia manifestação democrática – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

A ADUFMS-Sindicato uniu-se à comunidade fronteiriça para lutar contra as exclusões promovidas pela administração central da UFMS. De acordo com o jornal online Lidernews, “mais de 150 pessoas, entre alunos, técnicos, docentes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Ponta Porã, e apoiadores da causa, desfilaram nesse 7 de setembro para divulgar os 4 cursos  (Ciência da Computação, Matemática, Pedagogia e Sistemas de Informação), projetos de ensino, pesquisa e extensão da universidade, além de protestar contra a suspensão e fechamento de cursos dentro da UFMS, em particular, protestar contra a suspensão do curso de Ciência da e Computação de Ponta Porã”.

“Destaque ao caixão, que desfilou simbolizando a educação sendo enterrada, descartada por quantitativos financeiros. O caixão aparece para protestar CONTRA A SUSPENSÃO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EM PONTA PORÃ. Os alunos seguravam cartazes de data de nascimento do curso (2010) e de suspensão (2018)”, descreve matéria do Lidernews.

“Gritando palavras de ordem – ‘UFMS,  fica’, ‘Câmpus de Ponta Porã, fica’, ‘Ciência da Computação, fica) –, pedindo  para que a UFMS fique com seus cursos na cidade, carregaram um caixão com cartaz ao lado, dizendo: ‘Reitor, não ‘mate’ nossos cursos de graduação da UFMS em Ponta Porã’. ‘Nosso coração bate!!!’”, afirma a diretora de Políticas Educacionais da ADUFMS-Sindicato, Professora Doutora Késia Caroline Ramires Neves.

Grito d@s Excluíd@s – Em Campo Grande, empunhando as faixas “Contra o fechamento de cursos na UFMS” e “Basta” (sem corte de investimentos na educação, sem privatização da pesquisa, sem corte de bolsas, sem cobrança de mensalidade na universidade pública e sem terceirização) a ADUFMS-Sindicato e pessoas defensor@s da universidade pública, laica e referenciada participaram do Grito d@s Excluíd@s logo após o desfile cívico do 7 de Setembro. “A ADUFMS-Sindicato está acompanhando com muita preocupação essa suspensão de oferta de curso por atacado, sem discussão nos colegiados superiores”, reforçou a presidenta da entidade, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães.

As/os manifestantes percorreram a rua Treze de Maio, no Centro da capital sul-mato-grossense. Por meio de uma atitude criminalizadora, a polícia montou um cordão na esquina com a avenida Afonso Pena para barrar cidadãs, cidadãos e entidades que estavam na caminhada portando faixas e cartazes, pronunciando palavras de ordem. O bloqueio teve o intuito de blindar autoridades enquanto elas estavam no palanque ou se retiravam, incluindo o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Ecoando alto “fascistas e golpistas não passarão!”, após liberação da tropa policial, @s excluíd@s encontraram pela frente o pelotão d@s contrári@s ao democrático protesto.  Atrás das forças oficiais repressivas, ess@s contrári@s xingavam e insultavam as muitas pessoas que participavam da manifestação pedindo mudanças sociais e políticas avançadas de inclusão.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Reitoria extingue cursos e suspende entrada de novas turmas na UFMS

Estudantes da UFMS organizaram protesto no portão de acesso ao Câmpus de Ponta Porã – Foto: Késia Caroline Ramires Neves

Em duas canetadas, ad referendum, de forma autoritária e sem qualquer discussão com a comunidade universitária e as instâncias superiores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o reitor Marcelo Augusto Santos Turine  e o pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, decidiram suspender e/ou extinguir nove cursos de graduação em Aquidauana, Chapadão do Sul, Coxim, Nova Andradina, Naviraí e Campo Grande. A suspensão de ingresso de novas turmas será a partir do primeiro semestre de 2019.

As medidas levaram cerca de 200 estudantes a protestar, na terça-feira (4-09) em frente ao portão de entrada do Câmpus de Ponta Porã (CPPP). Na quarta-feira 5 à noite, acadêmic@s do Câmpus de Três Lagoas (CPTL) também protestaram contra as decisões unilaterais da administração central da UFMS.

As implicações dessas medidas serão avaliadas pela direção da ADUFMS-Sindicato e pelo Conselho de Representantes Sindicais, em reunião nesta quinta-feira 6, a partir das 16 horas, na sede da entidade, em Campo Grande.

A posição do pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetanos Corrêa Filho, foi considerada antiética pela diretoria da ADUFMS-Sindicato, visto na quarta-feira (29-08), em audiência pública ocorrida na Câmara de Vereadores de Ponta Porã, em que representava o reitor Turine, o docente descartou qualquer possibilidade de fechamento de cursos na unidade da UFMS naquele município. No entanto, sob a alegação de ter respaldo da direção do CPPP, suspendeu temporariamente a entrada de novas turmas no curso de Ciências da Computação daquele Câmpus a partir do primeiro semestre de 2019.

Desde o ano passado, o reitor da UFMS vem resistindo em discutir abertamente com a comunidade universitária sobre as consequências do corte de mais R$ 70 milhões no orçamento da instituição. Alega que está promovendo os ajustes necessários para garantir o funcionamento dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pela Universidade.

Paralelamente, por meio das pró-reitorias de Planejamento e de Graduação, realizou levantamento superficial do funcionamento dos cursos sem a amplo diálogo com docentes, estudantes e técnic@s administrativ@s, o que se faria com indicadores consensualizados coletivamente nos colegiados de cursos e faculdades.

A direção da ADUFMS-Sindicato considera a decisão da administração central “como estelionato eleitoral”, visto que enganou docentes, estudantes e técnic@s administrativ@s que votaram favoráveis à indicação do reitor e da vice, Camila Ítavo. Ambos não assumiram publicamente a intenção de fechar cursos de graduação e possivelmente de mestrado. Se assim fizessem, não receberiam o apoio de parcela expressiva da comunidade universitária.

Os critérios adotados, avaliando a pouca entrada de estudantes, baixa saída no último semestre, baixa média de permanência anual, dentro do raciocínio cartesiano e economicista, foram desconsiderados para outros cursos que enfrentam o mesmo problema. Sequer foram colocados em processo de reavaliação, o que demonstra o alto grau de subjetividade nas escolhas realizadas e corrobora, contraditoriamente, com a decisão recente de criação de novos cursos na Cidade Universitária Campo Grande, aprovados pelo Conselho Universitário (Coun).

Além disso, os indicadores apresentados para extinção ou suspensão de entrada em cursos da UFMS, por si só, não consideram a complexidade presente no processo educacional superior. Não analisam itens como a falta de condições de permanência da comunidade estudantil, cortes em bolsas de ensino, pesquisa e extensão, reforço em disciplinas de alto nível de reprovação, distorções regionais no Sistema de Ensino Superior, falta de moradia estudantil, insegurança, falta de restaurantes universitários, ausência de convênios internacionais e transporte escolar adequado. Qual seja, corta o problema sem analisar as causas.

Ao mesmo tempo, consagra a falta de compromisso da atual administração com a política de expansão e interiorização universitária, que busca manter a juventude nas cidades ou regiões de origem. Não leva em conta a baixa oferta de vagas no ensino superior público e gratuito no País. Tal medida está em sintonia com o atual comando do Ministério da Educação (MEC), de cunho privatista e que  atua para desmantelar a oferta de vagas nas universidades públicas favorecendo o mercado para empresas multinacionais de ensino, sem compromisso efetivo com a pesquisa e a busca da excelência.

Cursos superiores extintos

1 – Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia  (Faeng).

2 – Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental da Faeng.

3 – Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

4 – História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

 

OFERECIMENTO SUSPENSO A PARTIR DE 2019

5 – Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL).

6 – Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira do Câmpus de Nova Andradina (CPNA).

7 – Curso de Turismo Bacharelado do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

8 – Curso Superior de Tecnologia em Eletrotécnica Industrial da Faeng.

9 – Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã (CPPP).

 

EXCLUSÃO DO CADASTRO DO MEC

10 – Engenharia Mecatrônica do Câmpus de Ponta Porã.

11  – Engenharia Civil e Engenharia Elétrica do Câmpus de Naviraí (CPNV).

12 – Cursos de Graduação em Engenharia Civil do Câmpus de Nova Andradina.

13 – Engenharia de Biossistemas do Campus de Chapadão do Sul (CPCS)

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

Contato 99651-8284 ou 99830-0281

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Falecimento da agricultora familiar Maria Josefina da Anunciação

A ADUFMS-Sindicato manifesta consternação pelo falecimento da agricultora familiar aposentada Maria Josefina da Anunciação, ocorrido nesta terça-feira 4 de setembro de 2018, por insuficiência respiratória. O Sindicato se solidariza com parentes e amig@s de Maria Josefina. Mãe da Professora Doutora Vicentina Socorro da Anunciação, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS),  Maria Josefina tinha 88 anos de idade.

Seu corpo está sendo velado na Capela da Pax Mundial, avenida Presidente Ernesto Geisel, 3887, em frente ao Horto Florestal em Campo Grande. Maria Josefina será sepultada nesta quarta-feira 5 às nove horas no cemitério Park Monte das Oliveiras, avenida Guaicurus, próximo ao museu José Antônio Pereira, em Campo Grande.

Josefina Maria era uma lutadora pela causa feminista. A docente Vicentina Socorro descreve sua mãe como uma pessoa de grande amizade. “Era de muita luta”, recorda a professora.

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Audiência pública reprova BNCC e Reforma do Ensino Médio – Foto do destaque da primeira página: Wagner Guimarães/ALMS

Professor Paulo Cesar Duarte Paes – representante da ADUFMS-Sindicato na audiência pública (foto: Letícia Santos/Assessoria de Comunicação do Deputado Estadual Amarildo Cruz)

Professor@s do ensino básico, entidades de trabalhador@s da educação e docentes do magistério universitário aprovaram por unanimidade texto contrário à reforma e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. A decisão, direcionada a instituições como Conselho Nacional de Educação (CNE), Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul (CEE-MS), Ministério da Educação (MEC) e Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED-MS), ocorreu quinta-feira 30 de agosto na audiência pública A Reforma e a BNCC – Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio no Centro das Atenções – Reflexões e Críticas, realizada em Campo Grande na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

Foto: Wagner Guimarães/ALMS

As/os profissionais da educação pedem revogação da Lei 13.415/2017 (Reforma do Ensino Médio) que altera as “leis  nos  9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e o Decreto-Lei no  236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei no 11.161, de 5 de agosto de 2005; e institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral”.

As/os educador@s e suas organizações sindicais também se opõem à implementação da BNCC do ensino médio, medida unilateral que compõe o rol de imposições da 13.415. Essa lei foi aprovada pelo Congresso Nacional a partir da Medida Provisória 746/2016.

O posicionamento contra a Reforma do Ensino Médio,  suas graves consequências a professor@s, bem como a estudantes das redes públicas de educação em Mato Grosso do Sul e em todo  o Brasil, aprovada em audiência pública no parlamento sul-mato-grossense, da qual participaram a ADUFMS-Sindicato, representada pelo professor Paulo Cesar Duarte Paes e pela professora Vera Machado, o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP),  Lucílio Nobre,  e a presidenta em exercício da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Sueli Veiga Melo, enumera  dez pontos nos quais é explicado o porquê de profissionais da educação serem contra a Lei 13.415 e a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio. No primeiro e segundo itens do documento é apontado que “a Reforma do Ensino Médio, da qual a BNCC faz parte, tornou obrigatórias nas escolas de Ensino Médio apenas as disciplinas de português e matemática”, destituindo as outras  áreas de conhecimento. “Todas as outras disciplinas (história, geografia, sociologia, filosofia, artes, educação física, língua estrangeira, física, química e biologia) não serão mais obrigatórias”, explicam professor@s e outr@s profissionais da educação.

As alterações no ensino médio desobrigam os sistemas públicos de educação da responsabilidade de formar cidadãs/ãos em sua plenitude e com eficiência por meios presenciais. É a flexibilização dos conteúdos tirando a função do Estado Nacional de oferecer ampla formação. “O currículo flexível poderá ser cumprido totalmente fora das escolas, por meio de inúmeras certificações de qualidade duvidosa e desatreladas dos princípios da formação escolar, tais como: cursos de aprendizagem oferecidos por centros ou programas ocupacionais (exemplo: Pronatec[1] e Sistema S[2]); experiência de trabalho supervisionado ou outra experiência adquirida fora do ambiente escolar (exemplo: trabalho voluntário); estudos realizados em instituições de ensino nacionais ou estrangeiras; cursos realizados por meio de educação a distância etc.”

As mudanças impostas pelo governo federal ao ensino médio e a adoção de currículo básico comum ampliam os obstáculos para alun@s que precisam obrigatoriamente das redes públicas no intuito de prosseguir seus estudos, caso da maioria do povo brasileiro. É o que mostra o documento aprovado na audiência pública: “A Reforma e a BNCC servem para dificultar cada vez mais o ingresso da população de baixa renda na universidade. Aos pobres, só português e matemática! Aos abastados, todas as outras disciplinas (certamente vendidas em pacotes extras) que ajudam a ingressar em uma boa universidade pública.” Impõe-se uma maior seletividade em função da estratificação socioeconômico e do pertencimento étnico-racial.

Outra implicação da BNCC no ensino médio é o decréscimo do número de docentes nas redes públicas. “As escolas terão seus quadros de professores(as) drasticamente reduzidos, já que precisarão basicamente de professores(as) das disciplinas de português e matemática”, afirmam @s signatári@s do texto aprovado na audiência pública da ALMS.

Esse drástico horizonte descortinado traz consigo uma política de depreciação da educação presencial. “Até para as disciplinas obrigatórias (português e matemática), a Reforma pretende oferecer conteúdos a distância, diminuindo a necessidade de professores(as) em sala de aula.”

Mais uma informação alarmante consta no documento referendado pel@s participantes da audiência pública no parlamento estadual: a precarização da atividade docente. “Além de demissões em massa, as relações de trabalho nas escolas serão precarizadas pela Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017) e pela contratação de profissionais com ‘notório saber’ na educação técnico-profissional.” Ou seja, não há exigência de docente licenciad@.

As/os trabalhador@s em educação da docência e do setor administrativo denunciam “a mercantilização e a privatização do Ensino Médio, fomentadas pela Reforma”. Esse propósito caminha “em sintonia com a Emenda Constitucional n. 95, a qual congela por 20 anos os investimentos públicos em políticas sociais, inclusive na educação.” Essa ótica objetiva mercantilizar o ensino médio, transferindo a parte flexível do currículo e até mesmo componentes da BNCC para iniciativa privada, através da educação a distância. “A BNCC e a Reforma do Ensino Médio fazem parte do projeto de Estado Mínimo de um governo sem legitimidade eleitoral e que é produto do Golpe”. É clara demonstração de avanço do neoliberalismo do governo ilegítimo de Michel Temer (MDB).

 

1 Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. 

2 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Serviço Social do Transporte (Sest).

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Acadêmic@s de Ponta Porã cobram melhores condições para permanência nas universidades e centro de formação

Audiência fez um balanço das problemáticas enfrentadas pelos universitários para permanecer no ensino superior

A audiência pública Ensino Superior em Ponta Porã – Oferta e Demanda”, realizada pela ADUFMS-Sindicato em parceria com a ADUEMS e a Câmara de Vereadores do município, nessa quarta-feira (29-8), apontou problemas comuns que levam @s universitári@s a desistirem dos cursos ofertados pela Instituto Federal  pelas universidades Federal (UFMS) e Estadual (UEMS) de Mato Grosso do Sul .

Entre as reclamações apresentadas pel@s alun@s do Câmpus de Ponta Porã da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CPPP- UFMS), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) estão o isolamento das unidades em relação ao eixo urbano, transporte público de péssima qualidade, iluminação pública ruim, falta de moradia estudantil, aluguéis exorbitantes, pouca oferta de bolsas do Programa Estudantil Tutorial (PET- Fronteira), poucas bolsa de iniciação científica, falta de refeitório a preços populares, assaltos diárias e falta de seguranças nos pontos ônibus, vias de acesso sem calçada e asfalto, ausência de convênio internacional para ingresso de alunos paraguaios e oferta de cursos sem observação à demanda da comunidade e a vocação econômica da região e falta de divulgação das graduações oferecidas e da própria existências das instituições públicas.

Professora Késia Ramires da UFMS comentou sobre a insegurança enfrentada por causa de fechamento de cursos e rebaixamento de perfil da unidade

Os estudantes não pouparam criticas a gestão pública municipal, estadual e federal. A presidenta da ADUFMS-Sindicato Mariuza Guimaraes, e a representante sindical, Késia Ramires cobraram o fortalecimento dos cursos existentes, a expansão da graduação e da pós-graduação, convênio entre as instituições para ofertas comuns de cursos e disciplinas e melhoria das condições de políticas de permanência dos estudantes nas três instituições. Mariuza citou também dados do INEP que apontam o baixo nível da oferta de vagas pelas instituições federais no país. 

Os docentes do IFMS e UEMS  fizeram uma série de propostas, dentre elas, o de estabelecimento de convênios entre as IES públicas (UFMS, UEMS e IFMS) para a oferta de cursos inter-instituições, ao qual a docente denominou de GRADINTER. “Nossa defesa é sempre pelo fortalecimento da instituição pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada”, reiterou.  

Uma docente também pediu para se que levasse em consideração as reivindicações apresentadas pela comunidade, uma delas referente ao oferecimento do curso de Pedagogia pelas instituições, com grande demanda na região.

Um acadêmico do curso de Ciências da Computação, da UFMS ,falou da dificuldade que teve  para se manter e se estabelecer na cidade. Até mesmo falta de refeição diária. A permanência do curso de Ciências da Computação só possível devido a sua persistência pessoal frente às privações e ao recebimento da Bolsa PET-Fronteira. Outro universitário, de Pedagogia, sugeriu a maior divulgação dos cursos oferecidos à região e  reestudo das linhas de ônibus que atendem o campus da UFMS/UEMS. Diariamente pega dois ônibus no trajeto entre sua casa e a universidade e chega na sua casa depois de meia noite.

Na audiência o Pró-reitor de graduação da UFMS, professor Ruy Alberto Caetano Correa, descartou a possibilidade de fechamento do curso de Ciências da Computação, no entanto,  cobrou que os gestores das unidades, a Câmara de Vereadores e demais autoridades saiam da intenção política e faça gestos capazes de resolver os problemas apresentados, inclusive a cedência de área por parte da Prefeitura de Ponta Porã para a construção da nova unidade da UEMS, hoje em área do campus da UFMS.

Veja as fotos https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209174097309061&set=pcb.10209174170150882&type=3&theater

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COUN incorpora proposições defendidas pela ADUFMS-Sindicato e o Conselho de CAs

Conselheiros votaram pela criação de novos cursos e acataram alterações no novo Regimento Disciplinar Discente

A  reunião do COUN do dia 24 de agosto aprovou proposições encaminhadas pelas ADUFMS-Sindicato em parceria com o movimento estudantil e os movimentos sociais. A primeira conquista foi incorporação dos cursos de Licenciatura do Campo (Leducampo) e Licenciatura Indígena no leque de graduações oferecidas pela instituição em 2019.

Desde do ano de 2017, o oferecimento de vagas para estas duas graduações estava suspenso sob a alegação da UFMS  da falta de repasse do Ministério da Educação (MEC) e a alto valor do custo/aluno arcado pela administração. A intenção da administração da UFMS, inicialmente, era de reoferecer o curso de Leducampo na modalidade à distância. No entanto, a proposta enfrentou a resistência da coordenação do curso e da direção da FAED, uma vez que os recursos para manter o acesso já estavam na matriz orçamentária do MEC e repassados à UFMS. Diante do impasse, a criação dos dois cursos não entrou em pauta na última reunião do Conselho de Graduação (Cograd), o que gerou insatisfação em diversos segmentos.

A decisão levou os alunos, representantes da ADUFMS-Sindicato, CUT-MS, Movimento Sem-terra e entidades dos movimentos sociais a organizarem protesto em frente ao prédio da reitoria e que resultou no fechamento por cerca de três horas do portão de acesso aos prédios da pró-reitorias, Odontologia e Famed. Depois de muita insistência, uma comissão foi recebida pelo pelo reitor Marcelo Turine. Ficou estabelecido então o compromisso de se reoferecer os cursos, todavia, eles passariam por reestruturação, com a redução de vagas no ingresso.

Estudante Vanessa Rodrigues de Oliveira, do 9º semestre de Psicologia, defendeu alterações sugeridas por entidades dos acadêmicos

Outra proposição apoiada pelos representantes da ADUFMS-Sindicato foi em relação a discussão de pontos que restringiam a democracia interna da instituição, penalizava excessivamente os estudantes e dificultava o acesso da comunidade aos espaços coletivos da UFMS.

A falta de divulgação sobre o prazo para sugestão de emendas em torno do Processo 23104.025040/2018-39 do Regimento Disciplinar Discente levou os estudantes a reunirem no Conselho de Entidades de Base (CEBs) e propor diversas alterações.

 

A defesa de alterações contidas na proposta do novo regime disciplinar docentes foi feita no COUN pela estudante de psicologia Vanessa Rodrigues de Oliveira, do 9º semestre. Ela conta que receberam a minuta de forma informal na última segunda-feira (20.08). A sua tramitação foi muito rápida e não houve possibilidade de divulgar de forma ampla a reunião para debater o documento. Mesmo assim, houve a participação considerável de estudantes no debate. “A partir da mobilização houve sugestões de alterações de diversos pontos importantes para universidade, enquanto instituição pública, de nível superior e preocupada com a qualidade.”

Apontou avanços como a liberdade para vestimenta, a restrição de identificação obrigatória de visitantes somente às áreas privativas, como laboratório,  a revogação do termo do termo “pessoas estranhas” nos espaços comuns da instituição. As mudanças incorporadas pelos conselheiros, no seu ponto de vista, criou novo ordenamento que orienta a vida de todos para melhor.

A estudante apontou ainda como problema à discussão democrática na UFMS. Destacou a questão da falta de equidade presente  no processo de escolha do reitor até a composição desigual nos órgãos deliberativos, como no próprio COUN, em que o voto do professor tem peso maior que da representação estudantil e dos técnicos. “Com a participação reduzida em termos de número, não de qualidade, a comunicação acaba prejudicada, pois um representante discente é obrigado avisar todos os alunos da UFMS, inclusive dos campos do interior”, salientou.

O COUN também flexibilizou normativas, a partir de sugestões de estudantes, que permitem o controle do alunos restrita somente às atividades de ensino, pesquisa e extensão, em âmbito e externo, sem invadir a liberdade individual e de trânsito interno, sob o argumento da segurança. Também ficou assegurado a abertura da universidade à comunidade, sob o argumento de que o papel da instituição é manter laços estreitos com os cidadãos e a sociedade.

Assessoria de imprensa da UFMS.

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Diretoria da ADUFMS-Sindicato avalia dificuldades na concessão de férias a docentes

Direção avalia consequências da nova resolução sobre férias docentes – Gerson Jara

As dificuldades na concessão de férias a docentes da UFMS foi objeto de avaliação da direção da ADUFMS- Sindicato, em reunião. O assunto já foi tema de discussão nos conselhos Universitário (Coun) e Diretor (CD), que resultou na Resolução 51, de 15 de maio de 2018, que regulamenta os procedimentos de concessão de férias dos servidores no âmbito da UFMS, definindo  que as férias docentes sejam gozadas no período de recesso do calendário universitário.

Diante dessa e de outras questões que angustiam e causam indignação do/da docente o Sindicato, por meio de ofício, a direção solicitou audiência com o Reitoria, agendada para o dia 24 de agosto, 14h30.

Pelo Regime Jurídico Único, Lei 8112/1990, com base no artigo 77, o servidor fará jus a trinta dias de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de dois períodos, no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. Pelo § 3.º, as férias poderão ser parceladas em até três etapas, desde que assim requeridas pelo servidor, e no interesse da administração pública. No caso dos/das docentes são 45 dias de férias, que também podem ser parcelados em até 3 vezes.

As férias, com base no Art. 80, da lei acima citada somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade.

Acontece que a sua autorização depende, no entanto, do interesse da administração. Desta forma, alguns gestores estão se aproveitando desta interpretação para protelar a marcação de férias. Alegam dificuldade de remanejamento de outro docente para cobrir o período de afastamento, havendo casos em que os alunos ficam sem aulas ou submetidos a improvisações nos horários.

Outra reclamação é referente ao conflito entre o período férias anuais ou do calendário escolar com as datas de fechamento dos sistemas de avaliações ou cadastro de projetos. Em muito casos, os docentes são obrigados a interromper o período de férias para atender as demandas do calendário administrativo da UFMS e do Ministério da Educação (MEC).

Diante da situação, a direção da ADUFMS-Sindicato recomenda que qualquer dificuldade no agendamento de férias seja comunicada à direção para avaliação da Assessoria Jurídica. No caso de configurar prejuízo ao/à filiado (a) como a suspensão de férias já programadas, suspensão ou remarcação de voos, prejuízo à participação antecipada em Congresso, a assessoria jurídica poderá mover ação por reparação de danos ou assédio moral contra a UFMS, responsabilizando a gestão.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Bloco de professores, estudantes e técnicos da UFMS vão às ruas protestar contra cortes na educação

Bloco da ADUFMS protesta conta o corte de verbas para educação e as medidas de privatização do ensino superior – Gerson Jara
Mais de 2 mil panfletos distribuídos a pedestres e condutores denunciava o cortes de verbas nas universidades – Gerson Jara

Um grupo de docentes da UFMS, estudantes e técnicos administrativo,convocado pela ADUFMS-Sindicato e o Sista-MS participou do Dia do Basta!

A mobilização reuniu mais de 5 mil trabalhadores em passeata no sábado pelas ruas centrais de Campo Grande. Os (as) docentes protestaram contra a emenda 95/2016 que congela os investimentos sociais da União, contra o corte de verbas da pesquisa,  a terceirização nos órgãos públicos e cobrança de mensalidades nas universidades.

O dia do Basta foi organizado em âmbito nacional pelas centrais sindicais e os movimentos sociais. Teve como propósito fazer a disputa da narrativa empreendida pelo capital econômico, em parceria com setores oligárquicos da mídia. Medidas, que na opinião da direção da ADUFMS-Sindicato, não vem apresentando resultados.

Durante a passeata, o bloco da ADUFMS-Sindicato distribuiu mais de 2 mil panfletos  à população. Denunciava os cortes nas universidades e a terceirização. Uma equipe de professores também fez panfletagem com o mesmo eixo em uma das unidades do campus de Três Lagoas, em parceria com a Adeleste – Seção Sindical do ANDES.

Representantes docentes de Aquidauana e Corumbá reforçaram a passeata em Campo Grande. Formaram  bloco conjuntamente com a ADUFMS, Sista-UFMS, Sintesp-MS e demais entidades que compõem o Fórum Nacional de Servidores Públicos Federais (Fonasefe).

A educação  básica convocada pela Fetems – Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul e a ACP (Sindicato dos Profissionais da Educação de Campo Grande)  mostrou mais uma  vez a capacidade mobilização com centenas de ônibus vindo dos municípios de interior.

Pediam:

“BASTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL 95, aprovada no final do ano de 2016,  congela investimentos (receitas/despesas) da União por mais de 20 anos; limita o crescimento dos investimentos em educação, saúde, segurança e previdência aos gastos do ano anterior corrigidos IPCA, o que significa redução de recursos; proíbe medidas que aumentem o gasto público, como reajustes salariais, criação de cargos, alteração das carreiras, admissão ou contratação de pessoal e a realização de concursos públicos; abre espaço para a privatização, a terceirização, as Organizações Sociais (OSs), a militarização, dentre outros. A EC/95 significa o fim do Plano Nacional de Educação e a redução drásticas de recursos para educação, saúde, previdência, segurança, assistência social e de todas as políticas públicas voltadas para atender a população.

2. BASTA DE REFORMA DO ENSINO MÉDIO, aprovada no ano de 2017, a Lei 13.415/2017 (com o voto dos três senadores do nosso Estado) sem qualquer discussão com a sociedade. Com a oposição de estudantes, profissionais da educação e entidades sindicais. Dentre outras medidas, a Reforma torna obrigatórias somente as disciplinas de Português e Matemática. Acaba com a obrigatoriedade de disciplinas como História, Arte, Química, Física, Filosofia e Sociologia. Institui a figura do professor com “notório saber”, que possibilita o magistério a pessoas sem formação na área e abre às portas para a privatização. O retrocesso vem se ampliando com instituição da Base Nacional Comum Curricular, que consolida da Reforma do Ensino Médio.
3. BASTA DA TAL DA “ESCOLA SEM PARTIDO”. As Escolas públicas do nosso Estado nunca tiveram “Partido”, mesmo tendo governos estaduais e municipais ligados à diversos partidos, a escola tem sido sempre democrática, participativa, coerente e compromissada com seu papel pedagógico e social. O discurso de “Escola Sem Partido” é falso. Na verdade, é um movimento que não ligado à educação e que quer interferir na gestão das escolas, na atuação dos profissionais da educação e no conteúdo que é ensinado. Este movimento tem se espalhado por todo o Brasil. Tenta aprovar em casas legislativas, do nível municipal ao federal, projetos de lei para amordaçar os profissionais da educação – às vezes tentando responsabilizá-los criminal e/ou judicialmente. Impede também a concepção pedagógica de uma educação crítica e democrática. A Constituição Federal e LDB garantem a livre manifestação do pensamento e a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença e assegura a liberdade de cátedra nas escolas do País.
4. BASTA DE REFORMA TRABALHISTA, Lei ? 13.467/2017 (que entrou em vigor em novembro de 2017)  alterou mais de 100 artigos da CLT.  Mudou as formas de contratação, demissão, remuneração, jornada de trabalho, acesso à justiça, organização sindical. Significa o fim  direitos como o Contrato de Trabalho com “Carteira Assinada”; Jornada de trabalho de 8 horas, férias de 30 dias, 13º  salário porque os contratos serão precários por horas, por dia, por semana ou por mês e permite tanto a redução como ou aumento para ou aumento da jornada (de 2 a 16 horas); permite a demissão coletiva, o banco de horas, a jornada parcial ou flexível, a prevalência dos acordos coletivos acima das Leis, remuneração por produtividade, a flexibilização, o trabalho intermitente, além de fragilizar os sindicatos.
5. BASTA DE TERCEIRIZAÇÃO, aprovada através da Lei ? 13.429/2017, que permite a terceirização de todos os serviços (públicos e privados) e significa o aumento da precarização das condições de trabalho; a redução dos salários (em média 24% menor que o os formais), o aumento da jornada (em média 3 horas semanais maior), o aumento de acidentes de trabalho, aumenta da rotatividade, reduz poder de negociação e de greve, facilita a corrupção (setor público), promove menor arrecadação de receitas, dentre outros malefícios.
6. BASTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA, proposta por Michel Temer e em discussão na Câmara Federal (por enquanto – por ser ano eleitoral – está parada, mas, será retomada assim que o período eleitoral passar) que propõe: unificar previdência do servidor público ao INSS; aumentar a idade para 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres; o fim da aposentadoria rural; aumentar o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos e máximo de 41 anos para ambos os sexos; acaba com a aposentadoria especial para os professores (as), dentre outras mudanças.
7. BASTA DE DESEMPREGO, devido às medidas impostas pelo Governo Temer o desemprego vem aumentando a cada dia, hoje já são 13,2 milhões de desempregados e 27,7 milhões de pessoas desocupadas, subempregadas ou desalentadas que já desistiram de procurar emprego.
8. BASTA DE PRIVATIZAÇÕES. O Plano de desinvestimento – vendas e concessões do Governo Federal prevê a privatização por setores. Setor Aéreo, a privatização de 18 aeroportos. Setor de Energia: privatização do Sistema ELETROBRÁS (dentre outros, prevê o Leilão de 11 lotes de linhas de transmissão em todo o País. Setor Logístico: Leilões de 14 terminais, sendo 3 terminais de grãos em Paranaguá, 3 terminais de gás de petróleo, 5 terminais de granéis líquidos (PA), a Agrovia de SUAPE (PE), a Cia de Docas (ES), dentre outros. Setor Rodoviário: Leilão da BR 153 (entre Anápolis e Palmas), BR 364 (entre Comodoro e Vilhena), dentre outros. Setor de Petróleo: Petrobrás: Venda/Concessão de 287 blocos em bacias marítimas e terrestres em vários estados, com a previsão de investimento de 20 petrolíferas de 15 países.
9. BASTA DE AUMENTOS, da energia elétrica, do gás de cozinha, dos combustíveis. Aumentos que são o resultado da política de desmonte e entrega do patrimônio nacional ao capital estrangeiro, que compra as empresas nacionais para obter lucro.
10. BASTA AOS DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES DE MATO GROSSO DO SUL QUE VOTARAM e aprovaram todos os projetos e ações do Governo Temer para retirar direitos!
BASTA de RETROCESSOS, retirada de DIREITOS e de GOVERNOS GOLPISTAS!”
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Assembleias da ADUFMS-Sindicato aprovam adesão ao Dia do Basta

Diretores Mariuza e José Roberto fazem balanço das medidas adotadas pelo Governo Federal contra as universidades federais

Os docentes da UFMS presentes nas assembleias convocadas pela ADUFMS-Sindicato decidiram na última quarta-feira (08.08), por unanimidade, aderir ao Dia do Basta, programado para esta sexta-feira, com concentração às 8h, na Praça Ari Coelho. A participação dos docentes da UFMS na manifestação terá como objetivo protestar contra a redução de investimentos nas universidades públicas e corte de bolsas de pesquisas, que acordo com representantes do CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Nível Superior) estará garantida somente no primeiro semestre de 2019 e sem previsão para o segundo semestre.

Na expectativa de mobilizar a comunidade universitária para o ato do Dia do Basta, os docentes promoverão nesta-quinta, às 16h, panfletagem na saída do portão lateral da Av. Costa e Silva, em parceria com estudantes e técnicos administrativos.

Em relação ao orçamento de 2017, a UFMS perdeu cerca de R$ 70 milhões em investimentos, num momento em que precisa de concluir obras físicas e dar continuidade a implantação de novos cursos de graduação e pós-graduação. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOAS) prevê para a este o investimento de R$ 815.9 milhões, valor que pode ser reduzido em R$ 25 milhões, caso persista a política de gastos do Governo Federal.

As incertezas quanto ao financiamento da pesquisa também foi manifestada pelo professor Dr. Edson Dalmonte, Coordenador da área de Comunicação do CAPEs, em palestra realizada em aula inaugural  para mestrandos da área, no dia 06 de agosto, no Auditório da Falc. Alertou na ocasião que o corte de investimentos, a partir de agosto, pode comprometer o programa de fortalecimento da pós-graduação, principalmente em universidades do interior.

Professor Dr. Edson Dalmonte, Coordenador da área de Comunicação do CAPEs, vê incertezas quanto ao futuro da pós-graduação em 2019

Para Doutora Maria Dilnéia, professora da Faculdade de Arte Visuais, Letras e Comunicação Social (Falc-UFMS)  e diretora da ANPEd – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação,  com os cortes promovidos, o Governo Federal abre mão de vez de qualquer projeto de soberania nacional e desenvolvimento das áreas de ciência, tecnologia e inovação.

A medida na também, na sua opinião, significa que o governo golpista pretende desmontar um projeto de pós-graduação que vem dando certo e que tem formado muita gente. Desta forma, abre mão de uma intelectualidade autônoma, da produção de conhecimento, deixando o Brasil na dependência tecnológica dos países capitalistas.

De acordo com o site da ANPEs a “suspensão do pagamento de todos os bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto de 2019, pode atingir mais de 93 mil discentes e pesquisadores, interrompendo os programas de fomento à pós-graduação no país, tanto os institucionais (de ação continuada), quanto os estratégicos (editais de indução e acordos de parceria com os estados e outros órgãos governamentais).”

Outra programa ameaçado de acordo com o site é o programa “Universidade Aberta do Brasil (UAB) e dos mestrados profissionais do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB), com a suspensão dos pagamentos a partir de agosto de 2019, afetando os mais de 245.000 beneficiados (alunos e bolsistas – professores, tutores, assistentes e coordenadores) que encontram-se inseridos em aproximadamente 110 IES, que ofertam em torno de 750 cursos (mestrados profissionais, licenciaturas, bacharelados e especializações), em mais de 600 cidades que abrigam pólos de apoio presencial.”

Além de estrangular os programas de pós-graduação com a ameaça de cobrança de mensalidade como é a meta do Governo Federal, o Governo Federal também disponibiliza pessoal, estrutura, equipamentos e laboratórios para beneficiar grupos privados. Força docentes pesquisadores a desviarem da função pedagógica de ensino para correr atrás de financiamentos privados e se submeter a lógica de mercado.

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato.

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Em posse, presidenta da ADUFMS convida novos e novas docentes para lutar contra o corte de verbas na educação

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariúza Guimarães, participou da posse 37 novos e novas docentes da UFMS, nesta quinta-feira (02.08), no auditório da SEDFOR. Na ocasião formulou convite aos(as) presentes para que se filiem à entidade como forma de fortalecer a luta contra os cortes de verbas nas universidades públicas. Citou como exemplo a suspensão das bolsas de mestrado para o próximo ano, anunciada nesta data pela direção do CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), vinculado ao Ministério da Educação.

Mariuza alertou também sobre as tentativas do Governo Federal de suspender o reajuste de 5% previsto para 2019, já convalidado por decisão no Supremo Tribunal Federal, mas que ainda enfrenta resistência por parte do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

A sindicalista convidou os novos docentes para participaram do Dia do Basta, 10 de agosto, em Campo Grande e Brasília. O eixo proposto pela direção é o de denúncia contra o corte de verbas para educação em todos os níveis e vem sendo organizado em Campo Grande pelas centrais sindicais, Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), Fórum Nacional de Entidades dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), com a participação da ADUFMS-Sindicato. Ressaltou as ameaças aos órgãos públicos pela agenda privatizantes do atual Governo.

Mariuza também convidou os d

ocentes para se filiarem ao Programa de Assistência à Saúde da UFMS. “Todas as vezes que recorri ao nosso plano foi bem atendida e consegui encaminhar todos os tratamentos”. Reforçou a importância do fortalecimento do espírito cooperativo no setor de saúde, citando com exemplo de sucesso a Caixa de Assistência dos Servidores Públicos de MS – CASSEMS, empresa de referência nacional em gestão mútua na área, da qual foi uma das fundadoras.

Durante a fala, os presentes receberam uma pasta com folder  dos serviços oferecidos pela ADUFMS-Sindicato, o último jornal da entidade, comentando o papel da entidade na luta contras as reformas do Governo Temer, resumo das ações movidas pelas assessoria jurídica e ficha de filiação que deverá ser encaminhada para a secretaria da entidade.

Assessoria de imprensa sindical.

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