Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Conselho Diretor da UFMS homologa reivindicações da ADUFMS e extingue folha de frequência e PADOC

Reunião do Conselho Diretor aprovou portaria que extinguiu o PADOC e a assinatura da folha de ponto

Os(as ) docentes da UFMS não serão mais obrigados(as) a preencherem o Plano de Desempenho de Atividade Docente – PADOC, instituído pelo Resolução nº 136, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2015, que cumpria exigência da Controladoria Regional da União do MS. A categoria também foi dispensada da obrigatoriedade de assinatura da folha de frequência. A deliberação aconteceu na reunião da instância, no dia 28 de março. Em substituição aos procedimentos, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho (PROGEP) ficou de implantar a plataforma única de avaliação de desempenho docente para envio do plano e do relatório de atividades.

A sistemática da plataforma e os indicadores contidos serão, agora, analisados pela direção da ADUFMS-Sindicato e poderá conter novas sugestões de aperfeiçoamento.

A extinção do PADOC e a obrigatoriedade de assinatura da folha de frequência foram reivindicações prévias encaminhadas pela ADUFMS-Sindicato quando da posse do atual Reitor. Na ocasião, a presidenta da entidade, Mariuza Guimarães, protocolizou pauta de reivindicação da categoria em que continha os dois pontos. Explicou ao Reitor que o procedimento de controle poderia ser feito por outros sistemas e que mais um sistema sobrecarregava os(as) docentes da instituição, pois a medida retirava tempo valioso da atividade fim de ensino, pesquisa e extensão para cumprir exigências burocráticas, de cunho administrativo. Ponderou ainda que o limite máximo da carga horária disponibilizada para as atividades não refletia o tempo real de serviço dedicado às atividades, com a jornada de vários docentes extrapolando o tempo legal e que isto poderia gerar problemas trabalhistas para UFMS.

Previamente, o PADOC e a obrigatoriedade de assinatura da folha foram pontos discutidos em Assembléia Geral dos (das) docentes, no ano passado. Diante da negativa inicial de se extinguir o PADOC, os presentes deliberam que o plano constando as horas e atividades excedentes fossem protocolizados individualmente nas coordenações de curso.

Em relação a folha de frequência foi deliberado em assembleia que a Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato impetrasse ação judicial por descumprimento do decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que desobrigava os docentes do ensino superior de cumprir este procedimento. A medida forçou a UFMS a montar um grupo de trabalho para discutir e avaliar o PADOC, subsidiando a decisão do Conselho Diretor.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS

 

 

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Novos diretores e diretoras empossados(as) em reunião da direção da ADUFMS-Sindicato

Novos diretores participaram da primeira reunião da ADUFMS e ficaram por dentro das ações desenvolvidas pela entidade
Diretores eleitos cumprirão mandato de até um ano devido a prorrogação da eleição em função da migração para o ANDES-Sindicato

As/os novas/os diretora/es da ADUFMS-Sindicato foram empossadas/os segunda-feira 9 de abril. Os nomes receberam homologação em assembleia geral no dia 4 de abril, realizada em Campo Grande, Aquidauana, Corumbá, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.

Os/as novos/as integrantes da direção do Sindicato  são Antonio Firmino de Oliveira Neto (Divulgação e Imprensa); Milton Augusto Pasquotto Mariani (Formação e Relações Sindicais); Késia Caroline Ramires Neves (Políticas Educacionais); Silvana Alves da Silva Bispo (como diretora da entidade no Câmpus de Três Lagoas) e Carlos  Martins (como diretor da entidade no Câmpus Aquidauana). Todos cumprirão mandato de até um ano, conforme deliberação aprovada em assembleia, prevendo a transição da ADUFMS-Sindicato para a seção Sindical do ANDES-SN.

A reestruturação visa o fortalecimento da nova direção. Supre a ausência de diretores que pediram afastamento para tratamento médico, transferência ou afastamento para a conclusão de pós-graduação ou pós-doc. Para garantir a lisura e autonomia na escolha, a direção publicou edital com antecedência legal, disponibilizando as vagas para todos os associados interessados.

Na primeira reunião com os novos diretores, a presidenta da ADUFMS fez explanação das ações desenvolvidas pela entidade, como a democratização das decisões administrativas e pedagógicas na UFMS, respeito às instâncias e aos trâmites legais e estatutários dentro da instituição, o pedido de entrega do prédio da seção sindical de Aquidauana por parte da Administração, em fase de negociação, a participação ativa da entidade na realização da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE), a luta contra as reformas do Governo Temer, as campanhas contra a Lei da Mordaça, as ações judiciais movidas pela assessoria jurídica da entidade.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Começa o quebra-quebra para a reforma do salão da ADUFMS-Sindicato

Projeto da fachada lateral do salão de eventos após a reforma completa do atual prédio
Operários já começaram a remoção do piso que será totalmente substituído por novo modelo. (Foto Gerson Jara)

O quebra-quebra no salão da ADUFMS-Sindicato começou nesta segunda-feira (09.04). A reforma iniciou com a remoção dos revestimentos (pisos) que já estavam depreciados pelo tempo. A obra está sob a responsabilidade do empreiteiro Ricardo Ricarte de Oliveira e orçada em R$ 200 mil. Prevê a modernização completa do salão de eventos, substituição do piso em todo o espaço, reforma da cozinha e da churrasqueira, pintura interna e externa das paredes, colocação de janelas de vidros temperados na parede lateral de acesso, reforma dos banheiros, novo palco, climatização do ambiente, colocação de isolamento acústico, nova rede elétrica e substituição do telhado de barro por telhas de alumínio com isopor. O término da obras= deverá acontecer no máximo 4 meses.

Mais detalhes! 

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Assembleias aprovam novos diretores para preechimento de cargos vagos

Assembleia de Campo Grande aprova nome dos novos diretores da ADUFMS-Sindicato. (Foto Carol Caco)

As assembleias de docentes de Campo Grande, Aquidauana, Corumbá, Nova Andradina, Ponta Porã, e Três Lagoas, aprovaram os novos nomes para preencherem os cargos vagos na atual direção da entidade. O processo de escolha estava aberto a todos os filiados e as filiadas que poderiam se inscreverem mediante e-mail enviando à secretaria administrativa da ADUFMS constando a documentação pessoal e proposta de trabalho.

Os inscritos para compor a nova direção e que tiveram os nomes homologados por maioria presente foram de Antonio Firmino de Oliveira Neto (Divulgação e Imprensa); Milton Augusto Pasquotto Mariani (Formação e Relações Sindicais);  Késia Caroline Ramires Neves (Políticas Educacionais); Silvana Alves da Silva Bispo (Diretora de Três Lagoas) e Carlos  Martins (Diretor do Campus de Aquidauana)

O afastamento dos diretores cargos por vacância aconteceu para tratamento de doenças ou pedido de afastamento para doutorado, pós-doutorado ou transferência de instituição.

Os nomeados exerceram o cargo no período de prorrogação de mandato de  até um ano para atual diretoria, aprovada em assembleia anterior e que visa consolidar o processo de migração da ADUFMS-Sindicato para a nova seção sindical do ANDES-Sindicato Nacional.

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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ADUFMS-Sindicato em Campo Grande não funciona nesta quinta-feira 29

Arte reproduzida de Dores de Campos ( <https://portaldoresdecampos.com.br>

A ADUFMS-Sindicato comunica que nesta quinta-feira 29 não haverá expediente na sede da entidade em Campo Grande em função do feriadão da Semana Santa. O Sindicato retoma suas atividades de atendimento a docentes e outras pessoas na segunda-feira 2 de abril, sempre das 7 às 11 e das 13 às 17 horas.

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Indústria nacional não apresenta condições para se desenvolver dentro do atual quadro político, defende sociólogo da UFMS

Pof. Manoel Rabelo Junior, do curso de Ciências Sociais da UFMS,, palestra sobre contexto econômico e político no processo de impeachment de Dilma Rousseff

A retomada de um modelo de desenvolvimento da indústria nacional não tem perspectiva dentro do atual Governo Temer. A conclusão foi apresentada pelo professor e geógrafo, Manoel Rabelo Junior, do curso de Ciências Sociais da UFMS, na primeira aula do curso de extensão: “O Golpe de 2016 e a Crise da Democracia no Brasil”, organizada pelo Centro Acadêmico de Filosofia, com o apoio da ADUFMS-Sindicato e do Grupo Práxis UFMS.

O docente avalia que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff representou o fim do ciclo de alianças da Nova República, firmado há cerca de 18 anos. A ênfase nesse período, considera, foi mais política do que econômica, pois o País apresentava, na época do impeachment da presidenta Dilma, uma reserva cambial de R$ 369 bilhões, o que lhe garantia certa estabilidade, mesmo com o aumento da dívida pública.  Lembrou que o Brasil era o 4º credor da dívida pública americana, a maior do mundo.

Para o sociólogo, essa situação econômica foi proporcionada pelos recursos dos commodities (produtos primários com comercialização na Bolsa de Valores). Este desempenho permitiu certa autonomia política para o Brasil, reforçado com o pagamento da dívida externa, em 2005.  A partir daí, o Brasil passou a cumprir novo papel no mercado internacional e na configuração dos blocos econômicos. A partir desta decisão passou a atuar numa nova configuração política no cenário internacional, agora, como protagonista. Citou como exemplo mudanças geopolíticas como a retração da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) bancada pela política externa norte-americana e a formação do G-20, para fazer frente às decisões do G-7, composto pelas nações mais ricas do Planeta. Para ele, o País assumiu também a posição de financiador externo via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Resgatou que, anteriormente, o País viveu um período de estagnação de cerca de 30 anos, conseguindo nas eras Lula e Dilma retomar os investimentos em infraestrutura via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelo desenvolvimento de tecnologia de exploração de petróleo em solo profundo, desenvolvido pela Petrobras, conjuntamente com a implantação do Pré-sal no modelo de sistema partilhado. Esse sistema, agora, foi alterado e parte dos lucros que seria destinado para a educação e a saúde, ficará no caixa das empresas multinacionais de energia.

Acrescentou que o País implantou um projeto nacional de desenvolvimento, batizado de “Brasil 2022”. Esse modelo tinha começo, meio e fim. Foi acompanhado com a aquisição de pacotes tecnológicos nas áreas de aviação, telecomunicações e bélica. Com a iniciativa, o País deixaria de ser importador e passaria a ter condições de exportar tecnologia nessas áreas estratégicas.

Para o pesquisador, o Golpe de 2016 foi construído com o apoio estadunidense, em razão da projeção que o País vinha alcançando internac

Estudantes e docentes puderam conhecer o processo histórico de impeachment de governos populares no Brasil

ionalmente. A forma de anular governos popularmente eleitos dentro dos parâmetros “legais” foi testada, anteriormente, em países menores como Honduras, em 2009, no impeachment do presidente paraguaio, Fernando Lugo, em 2012, e na Ucrânia, em 2013. Nesse mesmo ano, “coincidentemente”, estouraram as Jornadas de Junho contra o Governo de Dilma. Essas ações, combinadas com a crise econômica, criaram as condições para o impedimento da presidenta eleita. Naquele momento, explicou, ocorreu a ruptura com a governabilidade pós-Nova República.

Para o historiador, Dilma até que tentou se recompor com o empresariado nacional, numa tentativa de manter a hegemonia política, mas não conseguiu reverter o quadro.

A partir daí, com a condução de Temer à presidência, o País começou a ser submetido à normatização econômica de inspiração neoliberal, alicerçada nas políticas do Banco Mundial e do Consenso de Washington. Agora, vigoram os interesses internacionais sobre os nacionais, citando, como exemplo, a mudança do regime de exploração do Pré-sal e a retomada de privatização das empresas públicas.

O professor também fez a retrospectiva histórica da efetivação de golpes no sistema democrático brasileiro. Comparou que toda vez que o País passa por processos de modernização produtiva e de projeção no mercado internacional, os governos de aspirações populares são derrubados à revelia do processo democrático. Mencionou como exemplo as pressões para atender o mercado externo, que combinaram com o suicídio do então presidente Getúlio Vargas, a renúncia de Jânio Quadros e a destituição do presidente João Goulart. Nesses períodos, complementa, predominaram políticas econômicas com ênfase desenvolvimentista nacional, também incorporadas pelos governos militares.  E, agora, mais recentemente,  combinou com o impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff.

Lembrou que antes do Governo Lula, o País rezou a cartilha do Banco Mundial e do Consenso de Washington sob o comando de Fernando Henrique, com a predominância política do Estado Mínimo e a estagnação econômica. Nesse período, a Nação brasileira perdeu sua capacidade de planejamento e investimentos, com a venda de empresas estratégicas como a Vale do Rio Doce.

Anfiteatro do LAC ficou lotado e parte dos alunos acompanhou a palestra por telão colocado pelo Práxis

Este cenário, na visão do docente, rompeu-se com a eleição de Lula, retomando o papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico. Ao mesmo tempo em que reconheceu a importância do agronegócio na indução econômica do País, o estudioso criticou o conservadorismo e a agenda política imposta pelo agronegócio. Exemplificou que esse segmento social incorpora teses como a quebra das barreiras alfandegárias, enquanto os produtos americanos há mais de 150 anos contam com alta proteção de mercado contra a concorrência internacional. Este modelo internacional, abraçado por lideranças do segmento, “ mantém o País no modelo agrário exportador adotado historicamente, relegando outras potencialidades do País na produção e geração de tecnologias e na diversificação produtiva”.

O professor citou como sintoma desta política o congelamento do orçamento público por 20 anos, a retirada das empresas do País no setor de construção civil na África, espaço ocupado pelas empresas chinesas, o desemprego de mais de 24 milhões de brasileiros, a venda subavaliada das reservas de petróleo e, agora, as águas.

Enfatizou que o fortalecimento do Estado é crucial para o mercado, pois não existe liberalismo sem Estado e que a política do Estado Mínimo abre as portas do Brasil para outros países. No atual modelo, conclui, “ O Brasil não tem mais condições para desenvolver a indústria nacional”.

Assessoria de imprensa da ADUFMS

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DOCENTE, FILIE-SE! BAIXE A FICHA DE FILIAÇÃO EM ‘LINK’ NO FINAL DESTE TEXTO

Foto: AlexMax www.fotosearch.com.br

ADUFMS-Sindicato informa a todas/os os e as docentes interessados/as em se filiar a nossa entidade representativa que estamos com conflito no retorno eletrônico da ficha de filiação. Dessa forma não foi possível localizar algumas fichas preenchidas eletronicamente. No momento estamos trabalhando para solucionar o problema.

Assim, solicitamos que os e as docentes que encaminharam pedido de filiação baixe a ficha disponível nos links  de filiação  (FICHA DE FILIAÇÃO no final deste texto, em PDF e em DOC), preencha e encaminhe para o e-mail adufms@adufms.org.br ou por foto no whatsApp 67  98406-9771. Pedimos desculpa pelos contratempos.

Aproveitamos o ensejo e pedimos a participação de todas/os em nossas assembleias e o apoio das/os associadas/os no sentido de ampliar a quantidade de filiação, visto os grandes desafios que temos que enfrentar este ano, como a reabertura da campanha salarial, a luta contra a emenda constitucional que congela os gastos públicos, contra a terceirização e a precarização das nossas condições de trabalho.

FICHA DE FILIAÇÃO – PDF

FICHA DE FILIAÇÃO – DOC

Diretoria da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato cobra providências da reitoria sobre buracos na UFMS

Foto: Camila Jara

Em ofício protocolado hoje, 22 de março, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, solicitou providências quanto aos buracos nas ruas internas da UFMS em Campo Grande.

Para a sindicalista, a preocupação é quanto aos riscos de acidentes nas tentativas de desvios e o prejuízo aos automóveis. “Os/as professores/as solicitam providências por estragos consideráveis nos veículos. Em alguns lugares é quase impossível de circular, como na rua próxima às agências bancárias. Por isso, nós estamos aqui cumprindo a nossa função enquanto sindicato dos/as docentes de apontar para a administração da Universidade os problemas, para que eles possam ser resolvidos o mais rápido possível. Acreditamos que as providências vão ser tomadas imediatamente”.

 

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato 

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Professor Wladimir alerta sobre riscos de privatização e denuncia medidas anticonstitucionais adotadas pelo STF

Comunidade docente pôde refletir sobre o discurso neoliberal construído pelo aparelho mediático do País  (fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A roda de conversa “O projeto neoliberal e o fim da universidade pública” , organizada pelo grupo Práxis UFMS  contou com a palestra do professora Wladimir Tadeu Baptista Soares, professor do Departamento de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Na roda ministrada na segunda-feira (19-03) no auditório do Laboratório de Análise Clínica (LAC) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Cidade Universitária Campo Grande, com apoio da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino , no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), o pesquisador e advogado denunciou que a principal meta do Banco Mundial é a privatização da educação e da saúde brasileira em todos níveis. O processo, explica, tem como propósito extinguir as empresas públicas seguindo orientação da  política neoliberal, com os dois sistemas passando por aquilo que classifica como processo de “macdonização”.

Defende a tese que esta ação acontece por meio de ação midiática que incuti na população uma propaganda negativa de que tudo que é estatal é mal administrado, fonte de corrupção e deficitário e que tudo que é gerido pelo sistema privado é eficiente e gera resultados positivos. A questão, opina, deve ser bem relativizada, pois historicamente o Estado sempre financiou a iniciativa privada no País e internacionalmente. Exemplificou que na crise americana no segundo semestre de 2008, o Banco Federal Americano doou dinheiro para salvar os bancos privados e as grandes montadoras daquele país. Criticou que o modelo neoliberal em fase de implantação no Brasil no atual Governo apregoa a competitividade, a meritocracia, em substituição a valores universais como a solidariedade humana, a construção de uma sociedade igualitária e a paz mundial.

O médico ponderou, no entanto, que a entrada do segmento privado no sistema público visa tão somente restringir o acesso aos serviços públicos e gerar lucros para apadrinhados políticos e rentistas, aumentando as diferenças sociais e a pobreza. Condenou veemente a parceria público privado (PPs), na sua opinião, um sistema criado com o objetivo de gerar lucro para iniciativa privada, cercada por corrupção e fonte de desvio do dinheiro público.

Wladimir Tadeu defendeu fortalecimento das universidades e empresas públicas; ele relativizou o modelo de gestão privado no público

O dirigente destacou que nos países que o melhores Índices de Desenvolvimento Humano – IDH como a Finlândia, a Noruega e Suíça, a educação e a saúde são 100% pública, pois é uma forma de garantir a igualdade de oportunidades. Apontou como desvio de finalidade a destinação de quase 53% do orçamento público para o pagamento do serviço da dívida pública, alimentando os ganhos de bancos privados e rentistas.

Alertou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) descumpre a Constituição Federal quando permite a cobrança de mensalidades na pós-graduação nas universidades públicas e a exploração dos hospitais universitários pela EBSERH, ato que fere o princípio da gratuidade no atendimento a saúde e a vocação educacional destas instituições de ensino.

Vladimir denunciou que a criação da EBSER tinha como objetivo modernizar a gestão hospitalar, mas virou um pesadelo com o saldo negativo da empresa pública, de caráter privado, saltando para cerca de R$ 70 milhões e com a folha de pagamento consumindo mais 80% do orçamento disponibilizado, principalmente na remuneração de cargos comissionados.

Conclamou as forças de esquerdas, progressistas e nacionalistas a se unirem para contrapôr o modelo liberal em implantação pelas forças conservadoras, que no momento são unitárias e não se dividem.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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MAIS UMA VOZ FOI CALADA! MAS NÃO CALARÃO A VOZ DE UMA MULTIDÃO!

MARIUZA A. C. GUIMARÃES – Presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

 

Foto reproduzida de Nossa Política (<https://nossapolitica.net/2018/03/quem-era-marielle-franco/>)

Choro por Marielle (foto) e por tantos que tombaram na luta. Ressuscitaram no facebook um post que atribuem ao pastor Claudio Duarte, por quem tenho admiração e, se fez o comentário, errou. Não é que não nos importamos com as vidas perdidas no Rio de Janeiro. Nos importamos muito, por isso lutamos por um mundo melhor. Por isso Marielle lutava e por isso perdeu sua vida.

Cansaço imenso de tentar explicar que não defendemos bandidos, mas que defendemos a vida, a liberdade, o direito de falar, de morar, de comer e, sobretudo, a dignidade de todas as pessoas.

Que bom seria que as pessoas não precisassem roubar, matar, que o mundo fosse um bom lugar para todos e todas. Que todos os bens pudessem estar disponíveis para todxs. Mas não é assim. Alguns dependem do Estado. Outros dependem de lutadores e lutadoras como Marielle e tantas outras lideranças que perdem as suas vidas e pelas quais choramos, pois sabemos que não se perdeu uma vida, mas que, além disso, calou-se uma voz que defende direitos, que defende dignidade, que defende o amor, a solidariedade, o compartilhamento. Nós, que somos militantes de tantas causas, deixamos nossas vidas para servir. Abrimos mão de família, de privilégios e de tantas outras coisas para lutar pela dignidade de tantos. Choro porque há uma intensa incompreensão do que significa uma vida que luta, que se coloca a serviço de outras pessoas. Nós, lideranças da classe trabalhadora, não temos um exército de pessoas que nos servem, mas continuamos na luta. Muitas vezes o motorista é o amigo, a amiga que se dispõe e que as vezes também perde a vida como aconteceu com o motorista que estava com Marielle, Anderson Pedro Gomes, que apesar de nada ter visto na mídia, deveria também ser um militante, pois assim são os que trabalham com os parlamentares de esquerda.

Choro porque calaram a voz de Marielle, mas acredito firmemente que sua morte não será vã. Outrxs jovens se levantarão em todos os recantos do Brasil. A luta de Marielle e de outrxs, cujas vozes foram caladas continuará.

MARIELLE! PRESENTE!

ANDERSON! PRESENTE!

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Assembleia geral de Campo Grande aprova novo regimento interno de seção sindical do ANDES-SN

A assembleia dos docentes de Campo Grande, reunida na última quarta-feira (14.03.2017), às 8h, no Auditório da FALC-UFMS, aprovou com alterações o novo regimento interno da ADUFMS – Seção Sindical do ANDES. A direção da entidade aguarda o resultado das assembleias nos campi para consolidar e encaminhar a ata final e o respectivo pedido de registro em cartório e a homologação da filiação ao ANDES – Sindicato Nacional. A medida também visar evitar a vacância do ponto de vista de gestão financeira e administrativa da entidade. Garantir que as obrigações estatutárias, como aprovação anual das contas pelo Conselho Fiscal, sejam cumpridas integralmente ao final do mandato.

Professores de Campo Grande aprovam regimento interno, reforma do prédio da ADUFMS e a prorrogação de mandato em até um ano.A assembleia de Campo Grande também aprovou a prorrogação do mandato da atual diretoria para no máximo um ano. A medida visa consolidar o processo de migração da ADUFMS-Sindicato em seção sindical do ANDES. Desta forma o processo eleitoral previsto para acontecer em maio deverá acontecer somente após a regularização jurídica e a consolidação da filiação ao Sindicato Nacional.  Os presentes também indicaram à nova direção colegiada o preenchimento dos cargos vagos na atual diretoria, em razão de doença, aposentadoria ou motivos pessoais. O atual estatuto da ADUFMS-Sindicato era omisso neste ponto e deixava a direção executiva sem alternativa frente a estas circunstâncias.

Em linha gerais, o novo regimento da ADUFMS como seção Sindical do ANDES incorpora as características de representação multicampi da UFMS. Prioriza a discussão e as decisões coletivas. Transforma as atuais seções sindicais em subseções sindicais, com assento na direção colegiada. As reuniões desta instância poderão ser abertas a participação dos filiados. Incorporou também a participação virtual dos representantes sindicais como forma de democratizar as decisões e reduzir custos com diárias e deslocamentos dos participantes.

Prof. Fábio Viduani apresenta slide com a nova fachada da sede administrativa da ADUFMS-Sindicato.

Sobre o pedido de desapropriação da seção sindical da ADUFMS de Aquidauana por parte da UFMS, a assembleia autorizou a direção a fazer as negociações ou os encaminhamentos jurídicos necessários, visto que a construção com recursos próprios da ADUFMS foi autorizada em 2013 pelo Conselho Universitário, na gestão do professora  Célia Maria Correa Oliveira. O procedimento de regularização de cedência ou de comodato não foi encaminhado pelo pró-reitora competente época, entretanto foi feito de boa fé com então direção presidida pelo professor Paulo Aidamus.

A assembleia também aprovou o projeto de reforma fatiada na sede da ADUFMS-Sindicato de Campo Grande. O projeto arquitetônico da nova planta foi projetado em telão.  Regulariza o atual prédio, adequando ao código de obras e uso do solo. O custo total apresentado no memorial prevê investimentos iniciais da ordem de R$ 460 mil, disponível na rubrica conta investimento patrimonial. Cinco empresas apresentaram os projetos, inclusive em parceria com professores da Faeng-UFMS e foi escolhido o que menor orçamento e adaptação às necessidades financeira, administrativa, social e pedagógica da entidade.

A assembleia autorizou a execução da primeira parte da obra que prevê a reforma total do salão de festa da ADUFMS-Sindicato. Contempla banheiro, cozinha, colocação de vidro na fachada na lateral, telhado, isolamento acústico, sistema de segurança e de refrigeração. Também a efetivação de pequenas obras prevendo a acessibilidade em ambos os prédios.

A decisão de reformar primeiramente o salão foi analisada do ponto vista de economia. Gerará mais demanda por aluguel, pois o espaço ficará mais adequado e convidativo para festas e atividades promovidas pela direção, associados ou terceiros.

Assessoria de imprensa da ADUFMS Sindicato.

 

 

 

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