Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Presidenta da ADUFMS recebe medalha do Mérito Educativo Campo-Grandense

Eduardo Romero (REDE) coloca  medalha de mérito educativo em Mariza Guimarães, em solenidade na Câmara de Vereadores.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Guimarães, recebeu nesta terça-feira (15.10), a Medalha Legislativa do Mérito Educativo Campo-grandense, ortogada pela Câmara de Vereadores e indicação do vereador Eduardo Romero (REDE), egresso da curso de Jornalismo e do mestrado em Comunicação da UFMS.

A escolha do vereador aconteceu em decorrência do trabalho de Mariúza em defesa da escola pública no ensino fundamental, médio e agora superior. Também foi homeneada a professora Vera Lucia Guerra da UEMS, egressa do curso de Pedagogia da UFMS.

A diretora da Faculdade de Educação (Faed) da UFMS, Ordália Almeida, compôs a mesa de trabalho, representando a UFMS.

Como presidenta da ADUFMS-Sindicato e coordenadora do curso de Pedagogia da UFMS, campus de Campo Grande, Mariuza tem levantada a voz e promovendo diversas atividades em defesa da educação pública e contra os avanços privatizantes que visam desmontar a universidade gratuita, laica, para todos e socialmente referenciada.

No sindicato, a dirigente tem denunciado o autoritarismo e adoções de medidas verticalizadas pela atual administração, além da sobercarga de trabalho e do produtivismo sem limites incorporados pelas instituições federais de ensino com base no sistema privado superior.

Mariuza tem advertido sobre os riscos da emenda constitucional 95/2016 (PEC 55-2016) que congela os investimentos da educação e na saúde pública por 20 anos e medidas, o corte de orçamento para as universidades e adoção de que põem fim a estabillidade no emprego no serviço público, acompanhado pelo crescente aumento dos gastos com a contratação de serviços terceirizados.

Assessoria de imprensa da ADUFMS Sindicato.

 

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Legislativo de Campo Grande homenageia dirigente da ADUFMS-Sindicato nesta segunda-feira 15

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Professora Doutora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faed-UFMS) será homenageada nesta segunda-feira  (15 de outubro) com a Medalha Legislativa do Mérito Educativo Campo-Grandense.  Proposição do vereador Eduardo Romero, a outorga acontecerá às 19 horas na Câmara Municipal de Campo Grande, Plenário Oliva Enciso, em sessão solene.

O título é um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela docente-pesquisadora na área educacional, sindicalista,  e seu engajamento em defesa do ensino público, laico e socialmente referenciado.

Mariuza Aparecida Camillo Guimarães graduou-se em Pedagogia (1987) pela UFMS, onde fez  Especialização em Educação Especial (2000), Mestrado (2005) e Doutorado (2012) em Educação. Atuou como docente na Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul bem como técnica e coordenadora pedagógica na área de Educação Especial.

No ensino superior foi docente na Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp,  atual Universidade Anhanguera-Uniderp), na Associação de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (FCG-Facsul), na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Coordenadou o Curso de Pós-Graduação em Educação Especial no Instituto de Qualificação Profissional Libera Limes. Integrou o Conselho Estadual de Educação (CEE-MS), representando os movimentos populares, no período de 2003 a 2007, tendo ocupado a presidência desse órgão na Gestão 2006-2007. Pela UEMS, foi suplente no CEE-MS de 2008 a 2011.

Exerceu docência no Câmpus de Aquidauana da UFMS (2011 a 2014). Ainda no CPAQ coordenou o Curso de Pedagogia (2011-2012) e a Gestão Acadêmica, no período de agosto de 2013 a fevereiro de 2014.

Atualmente está lotada na Faed-UFMS-Campo Grande, onde coordena o Curso de Pedagogia, mandato 2018-2020. É efetiva do Grupo de Estudos e de Investigação Acadêmica nos Referenciais Foucaultianos (Geiarf-UFMS-CNPq). Colaborou no projeto de pesquisa “A participação da UEMS para a Construção da Educação Inclusiva em MS” e “Ensino Fundamental de Nove Anos: Regulamentação x Implementação” (UEMS/UFMS/UFGD). Foi coordenadora do Projeto de Pesquisa “Os discursos da educação inclusiva pelos professores dos anos iniciais do ensino fundamental”, no período de 2014 a 2016. Coordenou os projetos de extensão “Curso Básico em Libras”; “Curso de Aperfeiçoamento em Libras”, Seminários Temáticos em Educação Especial (2011-2013).

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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CARTA-COMPROMISSO: NOSSO CANDIDATO TEM DE SER COMPROMETIDO COM EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE

Estas eleições vão decidir o rumo da universidade pública brasileira. Mais que eleger  presidente  ou presidenta da República comprometido/a com a educação pública de qualidade, gratuita e socialmente referenciada, temos de eleger uma bancada expressiva de deputados/as estaduais, deputados/as federais e senadores/as comprometidos/as com os interesses do nosso segmento. É necessário barrar os  avanços dos grupos privatistas que se alojaram no Ministério da Educação (MEC), o produtivismo estafante, a perseguição e o medo instalados em nosso ambiente de trabalho.

Precisamos de segurança, estabilidade e motivação para continuar contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade brasileira.

Por isso, apresentamos aqui os compromissos que devem ser abraçados pelos candidatos e pelas candidatas nos/nas quais vamos votar, formulados pelo coletivo de educadores/as da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e que contemplam, em certa medida, nossas aspirações.

Votem bem! Votem na defesa do nosso trabalho e da universidade pública gratuita e de qualidade.

Mariuza Aparecida Camillo Guimarães

Presidenta da ADUFMS-Sindicato

COMPROMISSO COM AS/OS DOCENTES DAS IFES

  • Papel imperativo na recomposição do quadro docente das instituições federais de ensino superior (Ifes), considerando o déficit acumulado nas últimas décadas (vagas não-repostas decorrentes de aposentadoria, de invalidez, de morte, de demissões) e necessidade de ampliação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).
  • Proposição de projetos de lei voltados à garantia da manuntenção de concursos públicos nas instituições de ensino superior (IES), de modo a prevalecer a contratação unicamente pelo Regime Jurídico Único (RJU), via concursos públicos. Substitutos/as apenas em situações eventuais de excepcionalidade.
  • Ação efetiva para garantia de proporcionalidade entre a ampliação do número de matrículas e a ampliação do número de cargos docentes, preferencialmente em regime de dedicação exclusiva, e técnico-administrativos em educação, conforme projeção de necessidades definida de forma autônoma em cada unidade acadêmica, com autorização de concursos efetivos, espaço físico e equipamentos adequados.
  • Apoio à retomada do processo de discussão entre servidor@s públic@s e o governo, a fim de definir as Diretrizes Gerais para Planos de Carreira d@s Servidores Públic@s (DPC), que incluam: a) carreira única para todas/os docentes das Ifes; b) remuneração integral e isonômica d@s integrantes de mesmo nível de carreira, unificando os percentuais correspondentes à titulação e regime de trabalho.
  • Proposição de projetos de lei para a incorporação de todas as gratificações ao vencimento, assegurando isonomia salarial pela remuneração integral e uniforme do trabalho prestado pel@ profess@r do mesmo nível da carreira, mesmo regime de trabalho e mesma titulação, regime de dedicação exclusiva como parte estrutural da carreira e do projeto de educação, paridade salarial entre ativ@s e aposentad@s.
  • Defesa dos direitos de todos/as docentes das diferentes carreiras e setores que compõem a categoria: educação superior e da ensino básico, técnico e tecnológico  (EBTT).

Ação ativa na luta

  • pelo reconhecimento da data-base em 1º de maio para @s servidor@s públic@s e revisão anual dos vencimentos;
  • pela correção salarial com aplicação do índice de 25,63%, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese);
  • pela retirada dos projetos do Congresso Nacional que atacam os direitos d@s SPFs (servid@s públic@s federais);
  • pela efetivação de política salarial permanente com correção das distorções, reposição das perdas inflacionárias e recuperação das perdas históricas;
  • pela defesa da valorização da carreira docente e da eliminação de todas as formas de precarização do trabalho do magistério;
  • pela defesa da recuperação do preceito constitucional original de aposentadoria integral e paridade entre ativ@s e aposentad@s, resguardando o poder aquisitivo dos proventos, a manutenção de direitos e vantagens percebidos quando da aposentadoria;
  • contra o padrão do produtivismo científico;
  • pela defesa de um sistema de avaliação institucional das Ifes de caráter autônomo e democrático, e que essa avaliação seja apenas para fim interno de estudo bem como para definição de estratégias de atuação;
  • pela defesa da eliminação, no sistema de avaliação acadêmica, de qualquer exigência do cumprimento de metas burocrático-gerenciais;
  • contra a utilização de sistemas de operacionalização acadêmica como ferramenta de vigilância, controle e subnotificação do trabalho nas Ifes;
  • pela defesa de Ifes que garantam as boas condições de trabalho, com controle dos fatores determinantes das condições de insalubridade, periculosidade, penosidade que representem qualquer tipo de risco à saúde física e mental d@s docentes e técnic@s administrativ@s em suas atividades acadêmicas;
  • pelo combate a toda e qualquer forma de discriminação, de opressão, de assédio sexual e moral;
  • pelo combate às perseguições àquel@s que lutam em defesa da universidade pública;
  • pela institucionalização de cotas femininas nas eleições dos órgãos internos das Ifes.

 

TÉCNICAS/OS ADMINISTRATIVAS/OS EM EDUCAÇÃO (área federal)

  • Defesa do  Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE, Lei 11.091, de 12 de janeiro de 2005) – não à reestruturação que retira direitos e  desmonta a carreira.
  • Luta para a garantia do piso salarial de três salários mínimos e step de 5%.
  • Realização de estudos e apresentação de projetos de lei para a ampliação do art. 3º da Lei 12.772/2015 para os TAE.
  • Luta pela racionalização dos cargos do PCCTAE.
  • Proposição de projetos de lei para a jornada de trabalho de trinta horas.
  • Ação efetiva para revogação do Decreto 9.262/2018 que extingue cargos e veda concursos públicos.
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NOTA DA ADUFMS-SINDICATO EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, LAICA , DE QUALIDADE E SOCIALMENTE REFERENCIADA

Fomos surpreendidos/as no dia 27-09-2018 com a publicação da Resolução  112 do Conselho Universitário (Coun) que constituía uma comissão para discutir “assuntos inerentes à privatização das universidades públicas”. Essa comissão cuja finalidade proposta é a de promover debates permanentes no interior da UFMS com vistas a conter as estratégias de privatização em curso.

A universidade pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada foi desde sempre a reivindicação dos movimentos populares e sociais e tem sido nos dois últimos mandatos na ADUFMS-Sindicato a sua principal palavra de ordem

A Resolução foi republicada em 28-09-2018 trazendo uma correção que, apesar de ainda não refletir a ideia proposta, dá uma perspectiva do que se pretende: “discutir assuntos inerentes às ações em curso no país que pretendem avançar com a proposta de privatização das universidades públicas e delinear estratégias em defesa da universidade pública.”

Estamos atentos/as ao que acontece no país e na UFMS. Estaremos divulgando passo a passo as discussões e proposições da citada comissão. Entendemos que a única forma de conter o avanço privatista é por meio do conhecimento aprofundado de suas estratégias de forma a implementar ações que impeçam a sua efetivação.

Reafirmamos o nosso compromisso com a universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada!

DIRETORIA DA ADUFMS-SINDICATO

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Coun aprova proposição da ADUFMS-Sindicato para barrar medidas privatizantes nas universidades públicas

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, integra comissão para barrar medidas privatizantes na UFMS  (Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Coun-UFMS) aprovou a criação de comissão para discutir e contrapor-se às ações no Brasil que pretendem adotar políticas de privatização das universidades públicas. A proposta foi apresentada  pelo representante da ADUFMS-Sindicato no colegiado, Professor Doutor Paulo Cesar Duarte Paes.  O grupo vai delinear estratégias em defesa das instituições universitárias públicas.

A Resolução n. 112, de 20 de setembro de 2018, foi republicada no Boletim de Serviço (BS), a pedido do Sindicato, visto que o primeiro conteúdo gerou interpretação contrária ao sentido proposto, pois dava a entender que a discussão era em torno da privatização da UFMS.

Comissão aprovada no Coun foi proposta pelo professor Paulo Cesar Duarte Paes (centro), representante da ADUFMS-Sindicato no Coun

O diretor de Divulgação e Imprensa da ADUFMS-Sindicato, Professor Doutor Antonio Firmino de Oliveira Neto, explicou que a primeira redação da resolução estava confusa, subjetiva em relação àquilo que fora proposto e definido como objetivo da comissão.

Integram a Comissão de Assessoramento a pró-reitora de Planejamento, Orçamento e Finanças, Dulce Maria Tristão,  a Professora Doutora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (presidenta da ADUFMS-Sindicato), o técnico administrativo Augusto Cesar Portella Malheiros (que vai presidir os trabalhos), os professores doutores Henrique Mongelli, Paulo Cesar Duarte Paes e Fernando Rodrigo Farias.

A finalidade da comissão é atuar de forma antiprivatizante visando à defesa das instituições públicas de ensino superior.

A intenção é criar movimento político que vá além da comissão, com  promoção de eventos, seminários de discussão em defesa da UFMS e outras instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão. Atuar sobretudo antes das eleições presidenciais debatendo quais são @s candidat@s que defendem a instituição pública e quais são @s privatistas.

Antissuspensão – A criação da comissão também consistiu em uma forma de reação às suspensões de sete cursos na UFMS aprovadas na mesma reunião do Coun, ocorrida dia 20 setembro de 2018. Sob protestos de estudantes, docentes ligados/as à ADUFMS-Sindicato e de técnic@s administrativ@s da UFMS, contrári@s à homologação das suspensões, @s integrantes do Coun conseguiram reverter a decisão ad referendum da administração central que estabelecia suspensão do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL), não homologando a Resolução 85 (3-09-2018).

Antes dessa posição,  votação no Conselho de Graduação (Cograd) em 18 de setembro de 2018 derrubou outra decisão unilateral da reitoria e da Pró-Reitoria de Graduação:  a Resolução 413 ad referendum assinada pelo pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, era favorável à “suspensão do Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã [CPPP], a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2019”. Diante de posicionamentos da comunidade universitária, da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), em defesa do curso do CPPP, integrantes do Cograd não homologaram a 413.

O resultado desfavorável à medida, no Cograd, forçou o presidente do Coun, reitor Marcelo Augusto Santos Turine, a pedir que não fosse votada na reunião do Conselho Universitário a Resolução 89/2018 assinada ad referendum,  com o mesmo propósito da 413. O pedido de Turine foi aceito pel@s conselheir@s do Coun. Com esse posicionamento ficou valendo a decisão do Cograd pela não-suspensão de Ciência da Computação em Ponta Porã.

NOTA DA ADUFMS EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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Sob pressão, Coun rejeita suspensão de curso de graduação da UFMS em Três Lagoas

Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Com críticas à administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), pressão de estudantes, docentes, técnic@s administrativ@s e sindicatos, ameaças do presidente do Conselho Universitário (Coun), reitor Marcelo Augusto Santos Turine, de tirar manifestantes do Auditório do Complexo do Centro de Formação de Professores (Sedfor), conselheir@s votaram contra a suspensão de ingresso de novas turmas em Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL), além de eliminar o termo ‘extinção’ de textos decisórios referente aos cursos de graduação de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Aquidauana (CPAQ) e  História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

Ciência da Computação (CPPP): votação desfavorável à suspensão, no Cograd, fez com que o reitor Turine tirasse apreciação no Coun

A reunião ordinária do Coun que decidiu pela não-homologação da resolução 85 (3 de setembro de 2018) ad referendum de suspensão do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do CPTL, “a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2019”, ocorreu na quinta-feira 20 de setembro na Cidade Universitária – Campo Grande.

A essa posição soma-se a votação no Conselho de Graduação (Cograd) na terça-feira 18 de setembro, que derrubou outra decisão unilateral da reitoria e da Pró-Reitoria de Graduação:  a Resolução 413 ad referendum assinada pelo pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, era favorável à “suspensão do Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã [CPPP], a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2019”. Diante de posicionamentos da comunidade universitária, da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), em defesa do curso do CPPP, integrantes do Cograd não homologaram a 413.

Mariuza Aparecida: suspensão de História – Licenciatura no CPCX pode prejudicar formação de docentes para o ensino básico no Norte de Mato Grosso do Sul

A votação desfavorável à medida, no Cograd, fez com que o reitor Turine pedisse que não fosse votada na reunião do Coun a Resolução 89/2018 assinada ad referendum pelo próprio reitor na condição de presidente do Conselho Universitário, com o mesmo propósito da 413. O pedido de Turine foi aceito pel@s conselheir@s do Coun. Com esse posicionamento, fica valendo a decisão do Cograd, pela não-suspensão de Ciência da Computação em Ponta Porã.

Eram nove os cursos suspensos pelo reitor Turine e o pró-reitor de Graduação Ruy Alberto.  As não-homologações das suspensões de Letras no CPTL e Ciência da Computação  no CPPP, consequências das mobilizações que trouxeram estudantes e professor@s desses câmpus a Campo Grande para defender a não-suspensão, fizeram cair para sete o número de cursos de graduação suspensos na UFMS que teve votação favorável ao não-ingresso de novas turmas já a partir do próximo ano.

Os cursos em que houve homologação de resoluções ad referendum pró-suspensão, assinadas sem consistente participação da comunidade universitária, são os seguintes: superiores de Tecnologia em Construção de Edifícios, de Tecnologia em Saneamento Ambiental e de Tecnologia em Eletrotécnica Industrial – os três estão locados na Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng); Superior de Tecnologia em Gestão Financeira, do Câmpus de Nova Andradina (CPNA); Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura,  Turismo Bacharelado, os dois do Câmpus de Aquidauana (CPAQ); e História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

O curso de Turismo Bacharelado (CPAQ) foi suspenso a partir do primeiro semestre de 2019 para realização “de estudo que resulte em uma proposta mais detalhada que garanta a sua manutenção para posterior avaliação”. Estudantes da UFMS explicaram que o enfoque do curso em hotelaria não corresponde à demanda da região, que é por turismo de aventura.

Ainda sobre o CPAQ, conselheir@s do Coun homologaram a suspensão do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura, com a exclusão da palavra ‘extinção’. Essa medida possibilita reestruturação e reavaliação do curso.

A exemplo do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do CPAQ, integrantes do Coun aprovaram a suspensão do Curso de História – Licenciatura, com eliminação do termo ‘extinção’ do texto. A presidenta da ADUFMS-Sindicato Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (conselheira do Coun) explicou que não há, em instituição pública, outra graduação em História no Norte de Mato Grosso do Sul, o que, por se tratar de licenciatura, pode deixar as escolas da educação básica da região com carência de professor@s na área. A História do CPCX vai passar por reavaliação. Está suspensa a entrada de novas turmas a partir do primeiro semestre 2019.

Uma das críticas mais contundentes de integrantes do Coun foi sobre a suspensão do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira, do CPNA. Conselheiros argumentaram que a decisão do reitor Turine e do pró-reitor de Graduação Ruy Alberto foram tomadas sem que se levassem em consideração posicionamentos das instâncias colegiadas da UFMS em Nova Andradina: conselhos de Curso e de Câmpus.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Conselho de Graduação suspende 8 cursos da UFMS a partir de 2019

Alun@s do curso de Ciência da Computação de Ponta Porã acompanham votação que derrubou resolução que suspendia a entrada em 2019 – Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

Por maioria, docentes que compõem o Conselho de Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Cograd-UFMS) aprovaram atos ad referendum assinados pelo presidente da instância, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, e reitor da instituição, Marcelo Augusto Santos Turine. O colegiado suspendeu o oferecimento de oito cursos de graduação a partir de 2019. A decisão deverá ser homologada em reunião do Conselho Universitário nesta quinta-feira (20-09), às 14 horas, no auditório do Sedfor (Centro de Formação de Professores). Nela serão debatidas as polêmicas e as críticas levantadas terça-feira 18 por alguns/algumas representantes durante a reunião do Cograd.

Apenas Ciências da Computação de Ponta Porã conseguiu derrubar a resolução em votação apertada, comemorada pel@s estudantes que acompanharam o debate.

Outra resolução polêmica, amplamente discutida no Cograd, foi a extinção do curso de Literatura – habilitação em Literatura de Três Lagoas, suspenso por 14 favoráveis e 8 contrários.

A representação da unidade criticou que a medida dependia de melhor avaliação, pois a decisão de fechar a graduação poderia prejudicar a entrada no mestrado e doutorado com foco na mesma área e avaliação 5 no Capes. O argumento, no entanto, não sensibilizou a maioria do colegiado.

Durante boa parte das discussões ficou patente o descontentamento quanto a forma e os indicadores usados para justificar a decisão de suspender os cursos a partir de 2019. Os docentes cobraram que os relatórios de avaliação enviados para as coordenações não foram discutidos nos colegiados de cursos com o tempo necessário. Alguns apresentavam distorção no quantitativo de professores disponíveis para atuar curso,  desconsiderava os professores afastados para pós-graduação. Não considerava ainda outros requisitos de avaliação de sustentação da universidade pública: ensino, pesquisa e extensão, publicações científicas e a avaliação do próprioExame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Não considerava a greve de quase três meses no ano de 2012, fato que motivou vários alunos a desistirem do curso. A condensação de três semestres em apenas um ano em 2017 também levou a exaustão professores e alunos focados no fechamento da carga horária e comprometeu a qualidade em geral.

O papel da Cograd também foi questionado, uma vez  que não desempenhou adequadamente o papel de monitorar e construir conjuntamente com os colegiados ações que levassem a superar o problema de baixa entrada, permanência e saída de alunos. A medida aconteceu com o curso de Medicina de Três Lagoas para reverter os problemas apresentados para o seu funcionamento e obter melhor taxa de desempenho e apontado como exemplo que deveria ser estendido aos demais cursos problemáticos.

Os indicadores cobrados para suspensão também não atingiram todos os cursos de forma homogênea, procedimento comum em processos de padronização administrativa. A falta divulgação massiva dos cursos oferecidos nas unidades por parte da UFMS recebeu duras críticas. “Muitos sequer sabem que existem unidades da universidade na cidade e os respectivos cursos oferecidos disponíveis”, comentou um representante.

Para presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, a decisão de fechar cursos sem ampla discussão com as instâncias da UFMS acende o sinal vermelho para os docentes, uma vez que terão dificuldades de fechar a carga horária e recente portaria publicada pelo presidente Temer permite a transferência pessoal para outras instituições e até mesmo demissões por excesso de pessoal nos órgãos de origem. Cobra que a atual administração não vem efetivando os compromissos assumidos em campanha com a comunidade universitária: oferecimento de moradia estudantil, restaurante universitário com preços acessíveis, transporte, segurança, ampliação de Bolsa Permanência e de projetos de iniciação científica. “A decisão da administração de fechar cursos é o caminho mais fácil para adequar o corte de orçamento superior a R$ 70 milhões promovido pela MEC em 2017. Para nós educação pública não rima com lucro, não é gasto é investimento”, criticou.

ABAIXO-ASSINADO

O curso de Ciências da Computação é que mais vem se mobilizando contra a suspensão do curso em 2019. Assim que os docentes foram informados da possibilidade de suspensão promoveram audiência pública na Câmara de Vereadores, manifestação “Fica UFMS e fica Ciências da Computação” com faixas e cartazes criticando a medida. Coletaram abaixo-assinado junto a comunidade com mais de 1.000 assinaturas de cidadãos pela permanência da graduação. Vieram de ônibus a Campo Grande para acompanhar a reunião do Cograd.

A representação da unidade pediu mais tempo para melhorar os indicadores de entrada, permanência e saída de alunos da graduação. Ressaltou que os docentes e estudantes vêm atuando na divulgação junto as escolas de ensino médio da região. Negociam parcerias e convênios de extensão com a Prefeitura e Câmara de Vereadores visando garantir bolsas para estudantes com baixa renda familiar.

Além disso, tomou decisões pedagógicas como quebra de pré-requisito para disciplinas, reestruturação do PPC, aceleração de alunos em atraso, reoferta de disciplina, sensibilização do corpo docente, dentre outras, com objetivo de melhorar a taxa de permanência, cujo efeitos poderão ser avaliados somente a médio e longo prazo. O curso também apresenta bom indicadores de produção científica e desenvolvimento de projetos de extensão junto à comunidade.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Conselho de Graduação da UFMS debate extinção de cursos nesta terça-feira 8

As/os docentes integrantes do Conselho de Graduação da Universidade Federal Mato Grosso do Sul (Cograd-UFMS) debatem e votam nesta terça-feira (18-09) às 8h, no auditório do Sedfor (Centro de Formação de Professores), Cidade Universitária Campo Grande, o pacote de surpresas da reitoria que suspende e/ou extingue nove cursos de graduação  a partir de 2019 e não 22, como foi divulgado antecipadamente pela Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato. Quatro cursos têm possibilidade de extinção definitiva. outros cinco em estudos mediante medidas de incrementação de procura e outros quatro já extintos do sistema de cadastro do MEC e que poderiam ser reoferecidos à sociedade sul-mato-grossense.

As decisões aconteceram por ad referendum assinadas pelo presidente do Conselho de Graduação Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho e pelo presidente do Conselho Universitário (Coun), reitor Marcelo Augusto Santos Turine. As resoluções foram publicadas no Boletim de Serviço n. 6870  de 4 de setembro de 2018.  Agora terão que ser aprovadas pelo Coun em que a adminstração contém maioria absoluta de representantes.

A ADUFMS-Sindicato critica a medida que acontece de forma verticalizada,  tecnicista, sem diálogo e no fim de Governo Temer.  Agindo dessa forma, mais uma vez a administração da UFMS contraria os compromissos assumidos na campanha em que prometeu trabalhar por mais moradia estudantil, assistência, ampliação de bolsa de iniciação científica e permanência.

O pacote visa adequar os gastos da UFMS aos cortes promovidos pelo Ministério da Educação (MEC). Só em 2017 os valores chegaram a cerca de R$ 70 milhões.

Para o Sindicato a decisão vem ao encontro da política de privatização gradativa iniciada pelo MEC. A entidade entende que a decisão ataca os sintomas e não as causas da baixa procura de alun@s pela graduações oferecidas.

 

PLACAR DE CURSOS FECHADOS OU EM FASE DE EXTINÇÃO

SUSPENSOS EM 2019 E AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO

1 – Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia  (Faeng).

2 – Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental da Faeng.

3 – Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

4 – História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

 

OFERECIMENTO SUSPENSO A PARTIR DE 2019

5 – Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL).

6 – Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira do Câmpus de Nova Andradina (CPNA).

7 – Curso de Turismo Bacharelado do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

8 – Curso Superior de Tecnologia em Eletrotécnica Industrial da Faeng.

9 – Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã (CPPP).

EXCLUSÃO DO CADASTRO DO MEC

10 – Engenharia Mecatrônica do Câmpus de Ponta Porã.

11  – Engenharia Civil e Engenharia Elétrica do Câmpus de Naviraí (CPNV).

12 – Cursos de Graduação em Engenharia Civil do Câmpus de Nova Andradina.

13 – Engenharia de Biossistemas do Campus de Chapadão do Sul (CPCS)

Assessoria de Imprensa da  ADUFMS-Sindicato

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Protestos contra fim de cursos na UFMS marcam o Sete de Setembro

Caixão simbolizando morte do curso de Ciência da Computação no CPPP – Foto: Késia Caroline Ramires Neves/ADUFMS-Sindicato

Manifestantes levaram à sociedade, no 7 de Setembro, seu descontentamento com a decisão da administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – via canetadas do reitor Marcelo Augusto Santos Turine e do pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho – de suspender e extinguir cursos na instituição. Integrantes da comunidade da UFMS, maior universidade pública do Estado, juntamente com docentes da direção da ADUFMS-Sindicato, portaram faixa para dizer não à medida unilateral do alto escalão da instituição de ensino, pesquisa e extensão.

Manifestantes percorreram rua Treze de Maio no Centro de Campo Grande – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Os protestos aconteceram no interior e em Campo Grande. Na fronteira Brasil-Paraguai, estudantes, técnic@s administrativ@s e docentes do Câmpus de Ponta Porã (CPPP) participaram dentro do desfile do 7 de Setembro para exigir que a administração da UFMS não execute a decisão de suspender o ingresso de nova turma no curso de Ciência da Computação no próximo ano naquela unidade.

Campo Grande: Guarda Civil Municipal bloqueia manifestação democrática – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

A ADUFMS-Sindicato uniu-se à comunidade fronteiriça para lutar contra as exclusões promovidas pela administração central da UFMS. De acordo com o jornal online Lidernews, “mais de 150 pessoas, entre alunos, técnicos, docentes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Ponta Porã, e apoiadores da causa, desfilaram nesse 7 de setembro para divulgar os 4 cursos  (Ciência da Computação, Matemática, Pedagogia e Sistemas de Informação), projetos de ensino, pesquisa e extensão da universidade, além de protestar contra a suspensão e fechamento de cursos dentro da UFMS, em particular, protestar contra a suspensão do curso de Ciência da e Computação de Ponta Porã”.

“Destaque ao caixão, que desfilou simbolizando a educação sendo enterrada, descartada por quantitativos financeiros. O caixão aparece para protestar CONTRA A SUSPENSÃO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EM PONTA PORÃ. Os alunos seguravam cartazes de data de nascimento do curso (2010) e de suspensão (2018)”, descreve matéria do Lidernews.

“Gritando palavras de ordem – ‘UFMS,  fica’, ‘Câmpus de Ponta Porã, fica’, ‘Ciência da Computação, fica) –, pedindo  para que a UFMS fique com seus cursos na cidade, carregaram um caixão com cartaz ao lado, dizendo: ‘Reitor, não ‘mate’ nossos cursos de graduação da UFMS em Ponta Porã’. ‘Nosso coração bate!!!’”, afirma a diretora de Políticas Educacionais da ADUFMS-Sindicato, Professora Doutora Késia Caroline Ramires Neves.

Grito d@s Excluíd@s – Em Campo Grande, empunhando as faixas “Contra o fechamento de cursos na UFMS” e “Basta” (sem corte de investimentos na educação, sem privatização da pesquisa, sem corte de bolsas, sem cobrança de mensalidade na universidade pública e sem terceirização) a ADUFMS-Sindicato e pessoas defensor@s da universidade pública, laica e referenciada participaram do Grito d@s Excluíd@s logo após o desfile cívico do 7 de Setembro. “A ADUFMS-Sindicato está acompanhando com muita preocupação essa suspensão de oferta de curso por atacado, sem discussão nos colegiados superiores”, reforçou a presidenta da entidade, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães.

As/os manifestantes percorreram a rua Treze de Maio, no Centro da capital sul-mato-grossense. Por meio de uma atitude criminalizadora, a polícia montou um cordão na esquina com a avenida Afonso Pena para barrar cidadãs, cidadãos e entidades que estavam na caminhada portando faixas e cartazes, pronunciando palavras de ordem. O bloqueio teve o intuito de blindar autoridades enquanto elas estavam no palanque ou se retiravam, incluindo o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Ecoando alto “fascistas e golpistas não passarão!”, após liberação da tropa policial, @s excluíd@s encontraram pela frente o pelotão d@s contrári@s ao democrático protesto.  Atrás das forças oficiais repressivas, ess@s contrári@s xingavam e insultavam as muitas pessoas que participavam da manifestação pedindo mudanças sociais e políticas avançadas de inclusão.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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