Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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VIGÍLIA EM FRENTE AO MEC: DOCENTES E OUTROS SERVIDORES FEDERAIS CANTAM XOTE DA GREVE

Foto: Andes-SN

Não posso mais comprar, o dinheiro já não dá.

A pátria está morrendo, não dá para educar.

Por isso a greve é forte, e devemos lutar.

Para que o governo queira negociar.

 

 

Andes-SN

 

Enquanto acontecia a reunião com a Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (Sesu-MEC), nessa terça-feira 23, docentes de diversas Instituições Federais de Ensino (IFE) que compõem o Comando Nacional Greve (CNG) se concentraram em frente ao prédio do Ministério, em ato de vigília. A atividade, que contou com o apoio e participação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Públicas de Ensino Superior do Brasil (Fasubra Sindical), do Sindicato Nacional dos Servidores Federais
da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e do Sindicato dos Servidores Públicos no Distrito Federal (Sindsep-DF), reuniu cerca de 50 pessoas.

Os/as docentes fizeram intervenções, nas quais explicitaram a dura situação pela qual passa a educação federal – ressaltando que, com os cortes de R$ 9 bilhões da educação, os problemas só aumentaram. Os grevistas ainda cantaram o Xote da Greve, composto durante reuniões do CNG, em Brasília (DF). Veja letra abaixo.

Diversas seções sindicais do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) pelo país também realizaram atos de vigília, com manifestações, debates e aulas públicas.

Xote da Greve

REFRÃO (2 VEZES)

Não posso mais comprar, o dinheiro já não dá.

A pátria está morrendo, não dá para educar.

Por isso a greve é forte, e devemos lutar.

Para que o governo queira negociar.

 1. Cadê a Educação?

O capital comeu.

A verba onde é que está?

O capital comeu.

Cadê a Petrobras?

Corrupção comeu.

Nem aposentadoria sobreviveu.

2. Nove bilhões da educação?

O corte comeu.

Assistência estudantil?

O corte comeu.

Direito do trabalhador?

Desapareceu.

Restou a terceirização, que o governo ofereceu.

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RESPOSTAS DO MEC NÃO DIALOGAM COM PAUTA DOS/DAS DOCENTES EM GREVE

Após espera de quase uma hora, diretores do Andes-SN e representantes do Comando Nacional de Greve dos docentes federais foram recebidos nessa terça-feira 23 na Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu-MEC) para a primeira reunião com representantes do governo, desde o início da greve, em 28 de maio

Andes-SN

Foto: divulgação

Contrariando a expectativa dos/das professores/as, de que seria iniciado um processo de negociação efetiva com base na pauta de reivindicações apresentada pelo movimento, as respostas apresentadas pela Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (Sesu-MEC) à carta entregue pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) no dia 22 de maio não sinalizam nenhuma abertura efetiva de negociação frente à pauta apresentada pelos/pelas docentes.

Após duas horas de discussões pontuais e de explicar como o MEC está buscando trabalhar dentro dos cortes apresentados pelo governo que afetam diretamente os orçamentos de custeio e capital das Instituições Federais de Ensino, da ordem de 10% e 47% respectivamente, o secretário de Ensino Superior, Jesualdo Pereira Farias, disse que as questões relativas à carreira docente poderiam ser tratadas num grupo de trabalho a ser pensado depois de 15 de julho e que, em relação à valorização salarial de ativos e aposentados, é necessário aguardar a resposta do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Veja aqui a carta entregue pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes-SN) no dia 22 de maio e aqui a resposta recebida nessa terça-feira 23.

Para o presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, o documento apresentado pela Sesu-MEC, como sendo uma resposta à pauta do Sindicato Nacional, não reconhece as reivindicações da categoria docente e ainda aponta para a aprovação do PL 2.177/2011, que prevê reforçar a autonomia das universidades via privatização.

“Nas questões que são significativas para nós, como a reestruturação da carreira e valorização salarial, o documento não traz respostas e sinaliza que esses pontos devam ser tratados ou em um GT [grupo de trabalho], o que já sabemos que não resulta em nada, ou junto ao Ministério do Planejamento”, comentou.

Em relação aos problemas de infraestrutura e condições de trabalho, alguns dos fatores que levaram à greve nacional dos docentes federais e que foram aprofundados pelo ajuste fiscal, de acordo com Paulo Rizzo, “o secretário da Sesu admitiu que os cortes existem e disse que o MEC está buscando atuar para minimizar o impacto dos mesmos”, contou.

Rizzo ressaltou que diversas IFE já encontram dificuldade de funcionamento por conta da falta de recursos e que essa redução no orçamento deve impactar estruturalmente a educação federal.

“Nós consideramos que o que foi apresentado hoje [terça-feira 23] não responde à nossa pauta de reivindicações e vai à contramão da mesma, pois aponta que aparentemente está tudo bem. Agora é o momento de intensificar e ampliar a nossa greve. É hora de parar para fazer o governo negociar efetivamente com os professores federais”, ressaltou.

O presidente do Andes-SN disse que o Comando Nacional de Greve se reúniria ainda na noite de terça-feira 23 para avaliar a reunião com a Sesu-MEC e encaminhar um comunicado às seções sindicais.

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GREVE NA UFMS: DOCENTES VÃO À ASSEMBLEIA NESTA QUARTA-FEIRA 24  

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Em greve há 10 dias, professores e professoras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul se reúnem para discutir informes, fazer avaliação e encaminhamento sobre o movimento. A Assembleia acontece nesta quarta-feira 24 às 13h30min para docentes de todos os campi da UFMS.

Em Campo Grande, a Assembleia será no Auditório do Laboratório de Análises Clínicas do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (LAC-CCBS). No interior ela ocorrerá em locais indicados pela representação da ADUFMS-Sindicato em cada campus.

REFORÇANDO QUE ASSEMBLÉIA SERÁ NOS MESMOS DIA E HORÁRIO – NESTA QUARTA-FEIRA 24, ÀS 13h30min -, PARA TODAS/TODOS DOCENTES DA UFMS DE TODOS OS CAMPI.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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AGENDA DA GREVE NA UFMS – 23 A 26 DE JUNHO DE 2015

foto panfleto23/06, às 15h – Reunião com a reitora.

24/06, às 13h30min – Assembleia Geral no Campus de Campo Grande (Auditório do LAC-CCBS) e campi do interior (em locais indicados pelas respectivas representações). Pauta: informes; avaliação; encaminhamento da greve; e data da próxima Assembleia.

25/06, às 8h – Ato em defesa do serviço público federal brasileiro. Concentração: Praça do Rádio, em Campo Grande.

26/06, a partir das 17h – Sarau Cultural da Greve, na sede da ADUFMS-Sindicato, avenida Senado Filinto Müller, 559, Vila Ipiranga, Campo Grande.

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COEG SUSPENDE CALENDÁRIO ACADÊMICO POR CAUSA DA GREVE

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Docentes acompanharam a reunião do Coeg, que aconteceu na tarde e início da noite desta segunda-feira 22
Após exaustiva discussão, o Conselho de Ensino de Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Coeg-UFMS) suspendeu o calendário acadêmico. O pedido de suspensão do calendário foi encaminhado pela ADUFMS-Sindicato de acordo com orientação do Comando de Greve. A decisão foi tomada na reunião desta segunda-feira 22 e anula as atividades ensino adotadas por docentes que não aderiram a paralisação, desde da decretação da greve.

Com isso,  as aulas, provas, trabalhos, seminários,  matrículas, estágios e outras atividades foram desconsiderados e voltarão a ser objeto de discussão na próxima reunião do Coeg, em que serão analisados caso a caso.

Para a vice-presidenta da ADUFMS e integrante da Comando de Greve, Mariuza Camillo, avalia que a medida fortalece o movimento paredista que hoje conta à adesão de cerca de 40% dos docentes da UFMS. Além disso, permite a unificação dos procedimentos acadêmicos, no sentido de minimizar os contratempos causados à vida acadêmica e dos docentes.

A Comissão de Ética eleita em assembléia do dia 17 de junho vinha recebendo diversos de orientação quanto a provas, a continuidade das aulas e entregas de trabalho antecipados por professores que não aderiram a greve, numa tentativa de enfraquecer o movimento. “Com o calendário suspenso não existe motivos para a continuidade das aulas”, esclarece a dirigente.

Contatos – Mais informações – Mariúza Camillo 9227-5386

Assessoria de imprensa da ADUFMS

Mais informações, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, 9227-5386.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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COMANDO AVALIA QUE GREVE DOCENTE NA UFMS GANHA FORÇA

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Assembleia Geral Extraordinária da quarta-feira 17 na UFMS-Campo Grande (Foto: Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato)

O movimento de greve deflagrado na segunda-feira (15-06) vem ganhando novas adesões de docentes e estudantes.  Essa é avaliação do Comando de Greve e da direção da ADUFMS-Sindicato com base na Assembleia Geral Extraordinária da categoria realizada nessa quarta-feira (17-06).

O número de professores/as presentes na primeira assembleia após o início da greve praticamente dobrou. No interior professores e alunos do Campus de Aquidauana (CPAQ) organizaram  atos na praça central, panfletagens e passeata pelas principais ruas da cidade. Para esta sexta-feira às 8h, está marcado o ato em defesa da educação pública, laica, gratuita e de qualidade para todos e todas.

Em breve exposição,  dirigentes do Sindicato esclareceram que o governo federal ainda não apresentou contraproposta à categoria. A única novidade é que  o Ministério da Educação (MEC) agendou reunião com o Comando Nacional de Greve (CNG) para o próximo dia 23 de junho, em Brasília, o que não significa a concretização de negociação, pois qualquer medida nesse campo depende de autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Na Assembleia de Campo Grande, os/as professores/as aprovaram por maioria a contribuição extraordinária de mais 1% sobre o salário-base (VB+RT) sobre os meses de julho e agosto, visando à participação de representantes da docência da UFMS no Comando de Greve Permanente do Andes, com o revezamento semanal em Brasília, homologaram a criação da Comissão de Ética, com a função de orientar os/as professores/as sobre os desdobramentos das atividades acadêmicas, pesquisa e extensão, no período de greve, e as comissões de  Mobilização,  Comunicação e de Cultura. A última encabeçada pelo professor Antonio Lino Rodrigues de Sá, da Pedagogia, e que conta com a participação de estudantes do DCE-UFMS.  Os/as professores/as deverão se apresentar para compor as comissões.  Quanto ao desconto, docentes interessados em contribuir devem assinar o requerimento na secretaria da ADUFMS-Sindicato ou nas assembleias. O dinheiro servirá para cobrir gastos extras com representantes em Brasília, produção de material gráfico, atividades de agitação, propaganda e mobilização do Comando de Greve da UFMS e Estadual. A verba será administrada pelo  Comando de Greve da  UFMS.

Representantes do DCE e do Sista-MS estiveram na Assembleia e reforçaram a intenção de construir as atividades de greve de forma unificada.   A intenção é jogar peso no  ato conjunto com os servidores públicos no dia 25 de junho em Campo Grande, com concentração marcada para a Praça da República e, em seguida, passeata com panfletagens e ato final no calçadão da Barão. A categoria também deliberou  a realização de  audiências públicas na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa.

Os/as docentes também discutiram e aprovaram a pauta de reivindicações específicas de greve  a ser tratada com a Reitoria da UFMS. Os pontos aprovados são os seguintes: democratização na formulação do Padoc (Plano de Atividades Docentes), unificando-o ao Siscad (Sistema Acadêmico Online)  e ao  SiaDoc (Sistema de Avaliação de Desempenho da Carreira Docente), ou seja, a estruturação de apenas um sistema; instituição da paridade de 1/3 de votos na escolha para reitor; deflagração do processo  estatuinte para elaborar novo estatuto da universidade;  defesa de efetivação e ampliação de políticas de assistência estudantil (concessão urgente de Bolsa Permanência e funcionamento do Restaurante Universitário à noite) para redução de evasão de estudantes (hoje em torno de 50% dos/das ingressantes); democratização na integralização da carga horária das disciplinas para 60 minutos;  revisão e mais equidade nas representações nos conselhos; contratação de mais docentes para adequação de horário, com mais condições de trabalho e de deslocamento na supervisão de estágio dentro e fora da instituição; cursos de atualização tecnológica para docentes e técnicos/as; contratações de técnicos/as administrativo/as para suprir as aposentadorias, melhores condições de acessibilidade e de auxílio-transporte para campi de difícil acesso.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ESTUDANTES DA UFMS PROTESTAM: “NOSSA LUTA É TODO DIA. EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA”

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Estudantes protestam próximo ao Complexo Multiúso, UFMS-Campo Grande (Fotos: ADUFMS-Sindicato)

“Para barrar a precarização, greve geral na educação!”

 “Por mais concurso para servidores.”

“Nossa luta é todo dia. Educação não é mercadoria.”

 “Nas ruas, nas praças… Quem disse que sumiu?! Aqui está presente o movimento estudantil.”

“RU noturno!”

 “Moradia já!”

“Bolsas já!”

“Creche já!”

Frases (cartazes, faixas), palavras de indignação contra o desmantelamento da educação pública e reivindicações marcaram nessa terça-feira 16 à tarde os protestos de estudantes da UFMS no Campus de Campo Grande. A marcha acadêmica começou na Unidade 8. Percorreu centros, faculdades, institutos e corredores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na Capital do Estado.

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Marco Aurélio em frente à Reitoria: “Vocês engrossam essa voz. Vocês são fundamentais”

Ao longo do percurso, acadêmicos e acadêmicas foram aderindo à movimentação, que passou por um trecho da avenida Costa e Silva, terminando em frente ao prédio da Reitoria, com ato que teve participação da ADUFMS-Sindicato e do Sista-MS.

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Protesto terminou com ato em frente à Reitoria

Ao final do ato, o diretor-financeiro da ADUFMS-Sindicato, professor Marco Aurélio Stefanes, expressou a necessidade de formação de comando unificado da greve na UFMS, com docentes, alunos/as e técnicos/as administrativos/as. Stefanes explicou que a entrada dos/das estudantes na greve reforça o movimento. “Vocês engrossam essa voz. Vocês são fundamentais.” O docente sindicalista reafirmou o compromisso da ADUFMS-Sindicato de atuar junto com as/os alunas/os. “Nós estamos à disposição para ajudar vocês!”

Os/as alunos/as da UFMS em Campo Grande estão ampliando a mobilização em torno do movimento grevista. Estudantes dos cursos de Direito, Ciências Sociais, Fisioterapia, Biologia, Jornalismo, Física, Matemática, Pedagogia e Educação Física farão assembleia para discutir e deliberar sobre a adesão à greve. Em cursos como Letras e Arquitetura e Urbanismo, estudantes já estão parados.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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UFMS: docentes iniciam greve no ‘Campus’ do Pantanal e marcam aula pública

Nelson Urt – FOLHA MS.

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Professores/as ressaltam falta de apoio do MEC e os altos investimentos do governo federal destinados a outros programas e projetos (Foto: Agência NavePress)

Corumbá (MS) – Professores do Campus do Pantanal da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) iniciaram greve após  assembleia na noite de segunda-feira 15 no Anfiteatro Salomão Baruki, aderindo ao movimento nacional. A assembléia reuniu professores, técnicos administrativos e acadêmicos. A greve ganhou adesão de acadêmicos que também participam do Comando de Greve. Para sábado está marcada uma “aula pública” como manifestação na esquina das ruas Frei Mariano e Dom Aquino, no Centro, às 9h. “Nossa luta é contra o sucateamento da universidade pública, fenômeno que vem acontecendo diante dos cortes de recursos federais”, destacou a professora de pedagogia e mestrado em educação da UFMS, Anamaria Santana da Silva, representante do Adufms (Sindicato dos Docentes da UFMS) em Corumbá.

A greve geral foi decretada durante assembléia geral realizada quarta-feira. Nem todos os professores e acadêmicos aderiram ao movimento e por isso em alguns cursos as salas de aula ainda funcionam normalmente no Campus Pantanal “Faremos um balanço sobre a adesão ao movimento, mas já tivemos uma grande conquista com o apoio de uma grande parte dos alunos do Campus Pantanal”, enfatizou a professora. “A aula pública será um ato para prestar esclarecimento à população, porque esta greve é um movimento da sociedade, da educação como um todo”, acrescentou.

Os professores ressaltam a falta de apoio do Ministério da Educação e os altos investimentos do governo federal destinados a outros programas e projetos. A pauta de reivindicação dos docentes engloba reestruturação da carreira e reajuste de 27,3% para compensar perdas. A docência também se opõe ao corte de 35% de verbas para educação. “O deus-mercado falou mais alto no segundo mandato da Dilma e agora, se a gente não reagir, vamos perder todas as nossas conquistas, como as bolsas de estudo, verbas para pesquisa/’, enfatizou a professora Ana Maria Santana da Silva. “A Prefeitura também já sente os reflexos, porque programas para a educação básica foram cortados”, acrescentou.

O Campus Pantanal mantém hoje 130 professores efetivos e outros 20 contratados. Outra preocupação dos professores hoje é com a evasão dos acadêmicos. “O compromisso nosso é com a educação, estamos semeando, fazendo algo além de apenas preparar alunos para o mercado”, afirmou o professor de Educação das Relações Etnico-Raciais e Historiografia, Schabib Hany. “Parecia utópico lutar pelo ensino público no século passado, mas esta foi mais uma conquista dos professores”, acrescentou.

Estrutura precária preocupa acadêmicos

Os acadêmicos estão preocupados com a estrutura precária. Mesmo depois de um abaixo-assinado, a lanchonete do Campus Pantanal continua fechada às sextas e sábados por “questões religiosas”. Existe apenas um vigia noturno para as unidade I e II, apenas um técnico de computação, carência no quadro de professores e funcionários na administração, verbas de pesquisas foram cortadas e a direção está com dificuldades para deixar as contas em dia. “Queremos  melhores condições para os professores e para a estrutura da universidade, por isso apoiamos o movimento”, ressaltou Sabrina Sander, acadêmica do curso de História. “Não estamos buscando dinheiro, estamos buscando qualidade de educação”, acrescentou a acadêmica Yasmin Graças.

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EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO, DOCENTES DA UFMS FAZEM ASSEMBLEIA NESTA QUARTA 17

 

 

 

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Docentes da UFMS realizam nesta quarta-feira 17 às 13h30min a primeira Assembleia Geral Extraordinária pós-início da greve por tempo indeterminado na segunda-feira 15. Na Assembleia de hoje serão discutidos e votados encaminhamentos relacionados ao movimento. Até agora o governo federal não apresentou nenhuma contraposta às reivindicações da docência das instituições federais de ensino superior (Ifes).

A pauta de negociação envolve itens como reajuste linear de 27,3% nos salários, reestruturação da carreira, universidade pública, gratuita e de qualidade, fim do corte de verbas à educação e extinção das imposições de resoluções, normas e condutas à comunidade universitária da Federal de Mato Grosso do Sul.

A assembleia acontece simultaneamente para professores e professoras de todos os campi da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. No Campus de Campo Grande a Geral Extraordinária será no Complexo Multiúso Dercir Pedro de Oliveira. Nos campi do interior, a Assembleia acontecerá em espaços escolhidos pelas respectivas representações locais.

De acordo com Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), “diante da postura do governo federal em não sinalizar para a abertura efetiva da negociação da pauta de reivindicações” estão ocorrendo atividades “para ampliar as mobilizações rumo à construção de uma greve geral unificada, a ser discutida nesse mês de junho”.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Presidente da ADUFMS convoca técnicos para fortalecer unidade na greve

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José convida técnicos para unificar movimento

 

Entrevista à reporter da TV Campo Grande/SBT

O presidente da ADUFMS, José Carlos da Silva, esteve presente nesta manha de quinta-feira (11.06) à Assembléia Geral dos trabalhadores técnicos administrativos da UFMS, ocorrida no Portão do HU (Hospital Universitário). Na atividade concedeu entrevistas as TVs Guanandi e ao SBT/TV Campo Grande e confirmou à disposição dos professores da universidade entrar em greve na próxima segunda-feira, acatando deliberação da categoria tomada na quarta-feira, em todos os campi da instituição.
José Carlos pediu a unidade de técnicos, estudantes e professores em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. Denunciou que a sobrecarga de trabalho com o aumento da carga horária , ingresso de mais alunos e a ampliação física das universidades e de vagas na graduação e na pós-graduação. Aproveitou também para criticar as medidas administrativas adotadas ad-referendun pela administração da UFMS com ampliação da carga horária de 50 para 60 minutos e a implantação do PADOC (Plano de Avaliação Docentes), medidas de controle dos docentes, sem nenhuma discussão com a entidade representativa da categoria ou no próprio Conselho Universitário. O assunto será tema de reunião, hoje, às 14 horas, da diretoria da Adums, com a Pro-reitoria de Ensino de Graduação.

20150611_09144111391251_477056639115515_6785210176610977490_n A intenção do diretor é de promover ações conjuntas de greve com os outros segmentos, na próxima semana, com a atividade de mobilização com o objetivo de sensibilizar a sociedade e ganhar adesão ao movimento por parte da comunidade universitária. A expectativa dos técnicos administrativos é do movimento de greve ganhar força com a paralisação dos professores.
Os docentes da UFMS já acumulam perdas superiores a 27% nos últimos anos. Só no acordo trianual firmado com o MEC no ano retrasado a projeção de perdas já chega 7%, descontada a inflação. Hoje um professor em início de carreira, graduado 20 horas recebe R$ 2.018, 77, o mestrado 20 horas R$ 2.498,78 e dourado 20 horas R$ 2.983,59, enquanto o graduado 40 horas fica em R$ 2.214,01, mestrado 40 horas R$ 3.719,70 e o doutorado 40 horas R$ 5.543,41.
Assessoria de imprensa da ADUFMS

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CAMPANHA SALARIAL 2015-2016: GOVERNO NÃO AVANÇA NAS NEGOCIAÇÕES; DOCENTES DA UFMS VOTAM FAVORÁVEIS A INDICATIVO DE GREVE  

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Em Campo Grande, deliberou-se que o dia mais adequado para a próxima assembleia seria 26 de maio (Fotos: Assessoria de Imprensa da ADUFMS)

Docentes da UFMS em Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Três Lagoas, Chapadão do Sul, Naviraí, Ponta Porã, Nova Andradina e Paranaíba votaram favoráveis ao indicativo de greve, diante da postura do governo federal de não ter apresentado, até o momento, nada de consistente no que se refere à pauta de reivindicação protocolada pela representação da categoria nos ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e da Educação (MEC).

A decisão aconteceu durante Assembleia Geral Extraordinária simultâneas na manhã desta quinta-feira 7 para discutir a Campanha Salarial 2015-2016. Não se trata de entrada em greve, o que seria, de acordo com o diretor-financeiro adjunto da ADUFMS, professor Moacir Lacerda, “um último recurso que a gente utilizaria”, para não prejudicar os/as estudantes. O que houve foi a aprovação de indicativo que volta a ser debatido em outro momento, na segunda quinzena de maio.

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Maria Helena: ação para mobilizar a docência

Em Campo Grande, deliberou-se que o dia mais adequado para a próxima assembleia seria 26 de maio, no período da manhã, levando-se em consideração decisão tomada nos dias 25 e 26 de abril em reunião do Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Na ocasião, representantes de 37 seções sindicais fixaram o período de 25 a 29 deste mês como passível de greve e/ou paralisações. A confirmação ou não dessa tendência de movimento paredista só ocorrerá em assembleias docentes que acorrerão nas Ifes de todo o país.

Além da docência filiada, a assembleia em Naviraí teve reforço. Docentes não-filiados participaram das discussões e sinalizaram favoravelmente ao indicativo de greve.  Em Chapadão do Sul também houve participação de não-filiado.

Na fase pré-realização da próxima assembleia da docência da UFMS, haverá mobilização da categoria, de estudantes e funcionários técnico-administrativos em todos os campi.

Durante a assembleia desta quinta, a professora Maria Helena da Silva Andrade defendeu execução de um plano de ação para mobilizar a docência, no sentido de buscar a superação de fatores que contribuem para falta de participação da categoria que, segundo a professora Margarita Victoria Rodríguez, ocorre “em função do momento histórico”, com atitudes que desqualificam a atuação política.

Às necessidades de reestruturação de carreira e de reajuste salarial, soma-se a pauta dos professores e das professoras da UFMS, assim como das demais Ifes, a luta por ensino universitário público de qualidade e por melhores condições de infraestrutura nas universidades federais.

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Estudante das Ciências Sociais: apoio a docentes e crítica ao governo por cortes na educação

Estudantes de Ciências Sociais e do Centro Acadêmico desse curso (Caciso) se solidarizam ao indicativo de greve, apontando descontentamento com o corte de verbas para educação, bolsas e programas de apoio aos/às alunos/as.

O diretor-financeiro da ADUFMS, professor Marco Aurélio Stefanes, explicou que a perda acumulada nos salários do Magistério Superior Federal pode chegar, este ano, a mais de 10%. “Hoje a categoria corre o risco de retração salarial”, alertou o sindicalista durante a Assembleia Geral Extraordinária desta quinta-feira em Campo Grande. Stefanes disse que há uma tendência de o governo federal “empurrar com a barriga” a situação de defasagem e as discrepâncias nos salários da categoria docente das Ifes, incluindo a UFMS. O professor analisa que a questão principal nos vencimentos de professoras e professores das universidades federais passa pela urgência de reestruturação da carreira.

Segundo o presidente da ADUFMS, professor José Carlos da Silva, uma das causas da desestruturação da carreira docente nas federais foi a forma pela qual foram conduzidas as negociações pelo Proifes em 2012, quando a Federação apresentou propostas que atendiam aos interesses do governo federal, portanto aceitas pelo Executivo Central, desconsiderando o conjunto das reivindicações da categoria.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS

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Em debate na UFMS, lideranças repudiam ameaças do PL 4.330

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Foto: Gerson Jara – Assessoria de Imprensa/ADUFMS

O PL 4.330/04 foi repudiado ontem (04.05) pelas lideranças que participaram do debate promovido pela ADUFMS, em parceria com a CUT, MST, DCE-UFMS e o Sista. O evento aconteceu às 16h, no Ginásio Moreninho e contou com a participação de professores, estudantes, índios, quilombolas, negros, sem terras e acampados que integram a Marcha Unitária dos Trabalhadores do Campo, Floresta e das Cidades .

O evento reuniu mais de trezentas pessoas e contou com a presença do presidente da ADUFMS, José Carlos Silva, da diretora entidade no CPAQ, Ana Paula Salvador Werri e da vice-presidenta do Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (foto), convidada para a palestra sobre a Reforma Eleitoral e a participação da mulher.

A diretora da Fetems, Sueli Veiga, resgatou a história da jornada de trabalho e a participação dos trabalhadores no mercado mundial, ressaltando que a aprovação do PL 4.330/04 ameaça as conquistas de trabalho com a carteira assinada, décimo terceiro, férias, participação nos lucros e resultados, além da falta proteção e da seguridade social.

Outro risco é a janela aberta para contratação das atividades fins das empresas e instituições, o que pode representar o fim dos concursos públicos como forma acesso à carreira na administração direta, autarquias, fundações e institutos.

A emenda que possibilitava esta medida foi arquivada, mas poderá voltar à tramitação no Senado, instância que aprecia a matéria.

No evento, os participantes salientaram a importância de ação conjunta de todos as entidades representativas dos trabalhadores para barrar o avanço na terceirização no País, cobrando o veto da Presidenta Dilma na ampliação para as atividades fins.

A marcha tem continuidade no dia de hoje, com caminhada pelas ruas centrais de Campo Grande, em defesa da reforma agrária, demarcação das terras indígenas e quilombolas e contra o PL 4.330.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS

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