Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Negociação entre ADUFMS-Sindicato e Unimed Campo Grande define mensalidade de novo plano de acordo com faixa etária

 Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato         

Sistema anterior não permite novas inclusões de titulares

 

Sindicalizadas e sindicalizados da ADUFMS-Sindicato agora podem aderir a um novo plano de saúde a partir de convênio entre a entidade e a Unimed Campo Grande. É o Uniflex Adesão, com cobertura nacional (de acordo com contrato, abrangendo “exclusivamente o território brasileiro”), cuja mensalidade para titulares e dependentes é fixada por faixa etária, com a coparticipação (fator moderador) de no máximo de R$ 169,72, equivalente a 30% da tabela Unimed,  atualizado de acordo com a variação do IPC-Saúde-Fipe (Índice de Preço ao Consumidor, Categoria Saúde da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) acumulado nos últimos 12 meses ou outro índice que venha substituir, de acordo com a data-base da tabela da operadora.  A nova sistemática acordada após negociação com a operadora já pode ser contratada pelas associadas e pelos associados via Sindicato.

As/os professoras/es e suas/seus dependentes que usufruem do atual convênio ADUFMS-Sindicato-Unimed continuam sendo beneficiadas/os conforme o que foi acordado previamente. Os reajustes negociados ficaram em 23% (a partir de 1º novembro de 2018) fixados no valor de R$ 653,34 na modalidade enfermaria  e 10,04% (em vigor desde 1º de dezembro deste ano) apartamento. A modalidade apartamento passa a ser R$ 1.180,48.

No histórico de negociação da modalidade enfermaria, a Unimed Campo Grande apresentou proposta de reajuste de 50% na mensalidade.  A operadora alegou que  o percentual era devido ao aumento nos custos de sinistralidade, que alcançaram 110% (tratamento de doenças de alta complexidade, como o câncer) e que o valor arrecadado não cobriria mais os gastos com os procedimentos de tratamento.

Mesmo assim, a ADUFMS-Sindicato recusou  inicialmente o percentual proposto pela Unimed.  A entidade encaminhou nova proposta de 8%,  considerando que o IPC (Índice Preços ao Consumidor) da inflação acumulado em novembro de 2018 era de 4,25%.

A Unimed  reapresentou ajuste de 41%, também recusado pela direção sindical, que reenviou proposta de 10% de reajuste. Após várias reuniões de representantes da ADUFMS-Sindicato e da Unimed Campo Grande, extrapolado um mês da data-base de reajuste, ficou definido o reajuste de 23%, condicionado pela Unimed ao congelamento do plano na modalidade atual. Assim, o atual grupo não poderá mais receber novas inclusões de titulares; somente de dependentes das/os atuais titulares.

Novo plano – Sem muita margem de negociação devido à cartelização dos planos de Saúde, o Sindicato ficou sem opção de barganha. A saída seria o cancelamento do plano antigo ou judicialização, o que prejudicaria o atendimento das/os beneficiadas/os.  Definiu-se a contratação do Uniflex Adesão, enfermaria e apartamento, com atendimento nacional,  que reduz o valor e às/aos mais novas/os de idade, tanto para dependentes como para titulares. Estes/estas correspondem a 50% das/os docentes ativas/os da UFMS, sem sindicalização ou  atendidos por outros planos mais atrativos, de acordo com a faixa etária. Devido às especificidades do plano, o valor ficou um pouco acima do valor médio do reajuste proposto pela Unimed Campo Grande aos demais grupos, de 16,33%, conforme dados da Agência Nacional de Saúde.

O novo convênio entre ADUFMS-Sindicato e Unimed Campo Grande encontra-se disponível a sindicalizadas/os desde o último 1º de dezembro. O Uniflex Adesão,  novo plano acertado, divide-se nas modalidades apartamento e enfermaria, mas, diferentemente do anterior, a mensalidade das/os beneficiárias/os é estabelecida de acordo com a faixa etária (ver quadro abaixo). Essa é uma das vantagens do plano recém-contratado em relação  ao antigo. O convênio anterior aplica valor unificado para todas as idades.

Conforme contrato Uniflex, as adesões e cancelamento de titulares devem ser feitas até o dia 10 de cada mês. Mais informações, ligue 67 3346-1514, 3346-1482 e 98406-9771. Atendimento de 2ª a 6ª feira, horário: das 7 às 11h e das 13 às 17h.

 

PLANO UNIFLEX ADESÃO

                                                                                                     

 

               

 

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Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato vai analisar resolução sobre ponto eletrônico

Mariuza Aparecida: “Que nós possamos fazer uma ampla discussão” (Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

A Diretoria da ADUFMS-Sindicato encaminhou à Assessoria Jurídica da entidade a Resolução 136/30-11-2018 (ad referendum) que “estabelece as normas e os procedimentos para registro de frequência no âmbito” da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). No tocante à docência, a medida assinada pelo reitor Marcelo Augusto Santos Turine e publicada no Boletim de Serviço (BS) de segunda-feira 3 dezembro apresenta pontos que podem ser interpretados como contraditórios em relação à obrigatoriedade ou não do “registro de frequência por meio do Sistema Eletrônico e Biométrico de Relatório Mensal de Ocorrência (RMO/UFMS)”.

Além de técnic@s administrativ@s, a Resolução 136 instrui, no parágrafo único do artigo 2º, que podem ser submetid@s ao controle biométrico “docentes da Carreira do Magistério Superior que fazem jus ao adicional noturno e os estagiários do Programa Pró-Estágio da UFMS”.

A pró-reitora de Gestão de Pessoas, Carmem Borges Ortega, informou que professoras/es com jornada de vinte e quarenta horas de trabalho terão de registrar ponto eletrônico para o recebimento do adicional noturno referente ao período de atividade entre 22 e 5 horas da manhã. Carmem Borges é presidenta da comissão formada para discutir o procedimento eletrônico de registro de frequência.

Nivalci Barbosa: “Fico preocupado que não passou em nenhum conselho, nem Diretor nem o Coun”

Em oposição ao parágrafo único do artigo 2º da Resolução ad referendum (sem prévia apreciação de instâncias colegiadas), no qual está definido que docentes “que fazem jus ao adicional noturno” estão “sujeitos” ao ponto eletrônico, o parágrafo 2º do artigo 6º da mesma Resolução veicula que “é facultado o registro de frequência dos professores pertencentes à Carreira do Magistério Superior e os professores contratados por tempo determinado nos termos da Lei nº 8.745, de 1993, bem como os professores que ocupam Cargo de Direção (CD-4), Função Gratificada (FG) e Função de Coordenador de Curso (FCC).” Anterior à publicação da ad referendum, a pró-reitora da Progep, Carmem Borges, disse que, a exemplo do que está especificado no dispositivo publicado no BS, docentes com dedicação exclusiva não têm adicional noturno – portanto não precisariam de registro de biometria.

Carmem Borges: “Nós não vemos por que trazer esse assunto pra ser debatido”

A docência não fez parte do grupo que discutiu e formulou conteúdos referentes à adoção do ponto eletrônico, embora parte d@s professor@s deva registrar frequência pelo sistema eletrônico, que está valendo na UFMS desde 1º de dezembro. “Nós não temos representantes nessa comissão. Então eu gostaria que fosse feito esse esclarecimento de que essa discussão  se refere aos técnicos, não aos docentes e, se for haver qualquer discussão em relação aos docentes, que nós possamos fazer uma ampla discussão”, manifestou a presidenta da ADUFMS-Sindicato Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, representante docente da Faculdade de Educação (Faed) no Coun, durante a 138ª Reunião Ordinária desse colegiado máximo. A sindicalista argumentou que  há “uma decisão do Ministério Público Federal, respaldada por um decreto ainda da época do [ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso, de que @ docente está dispensad@ do ponto”.

Ainda na reunião do Coun em novembro, a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Carmem Borges Ortega, disse que “os docentes [na] instrução normativa [número dois, do Ministério do Planejamento], mais precisamente no inciso quarto, artigo oitavo, ela reafirma a dispensa [do ponto] dos professores da carreira do magistério superior”.

Embora Carmem Borges tenha falado de “dispensa” a docentes, na prática a biometria é obrigatória porque, se o/a professor/a que se encaixa no direito de receber adicional noturno não registrar ponto eletrônico, ela/ele não será pago/a pelas horas excedentes de trabalho.

Representante docente do Câmpus de Corumbá (CPAN) no Coun, o professor Jorge de Souza Pinto interpreta a explicação da pró-reitora da Progep como carente de fundamento. “Não é voluntário e não é desobrigado o registro da biometria aos professores. Na realidade todos os professores que dão aula no curso noturno, ou têm jornada de trabalho no adicional noturno, e que não queiram doar sua remuneração ou a verba do adicional noturno, que é verba salarial, ao governo, têm que fazer o cadastro da biometria e têm que fazer o registro. É obrigatório. Então não é voluntário”, comentou o  conselheiro durante reunião do Coun.

Na mesma reunião do Coun, o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Instituto Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), no colegiado, Nivalci Barbosa de Oliveira (integrante da comissão sobre ponto eletrônico), manifestou apreensão no que se refere à não-atuação de conselhos da UFMS por meio de discussões e deliberações sobre o tema. “Fico preocupado que não passou em nenhum conselho, nem Diretor nem o Coun, pra que a gente discutisse isso, essa minuta, que é algo importante, inclusive para os docentes, que alguns vão bater ponto também.”

A pró-reitora de Gestão de Pessoas, Carmem Borges Ortega, usou uma argumentação tecnocrática para justificar a falta de inclusão do ponto eletrônico como pauta oficial em instância colegiada da UFMS. “O assunto é um assunto extremamente técnico. Nós não vemos por que trazer esse assunto aqui [no Coun] pra ser debatido.”

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Movimento estudantil da UFMS enfrentava as ondas contra a privatização

A luta contra o processo de privatização as universidades no final da década de 1980 e início da década de 1990 era o principal desafio do movimento estudantil da UFMS. O Ministério da Educação estava sobre o comando o Marco Marco Maciel, do antigo PFL (Partido da Frente Liberal) e depois do economista Paulo Renato, ministro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), também de inspiração neoliberal. As mudanças previstas para as universidades estavam contidas no Relatório Final da Comissão Nacional para Reformulação da Educação Superior, publicada pelo MEC, em novembro de 1985 e o Relatório e Ante Projeto de Lei do GERES (Grupo Executivo para Reformulação da Educação Superior), publicado pelo MEC, em setembro de 1986.

Durante oito anos do Governo FHC, o movimento estudantil da UFMS integrou o Movimento SOS Universidade, em parceria com docentes e técnicos administrativos. Era período de salários congelados, falta de investimento na ampliação do ensino superior e tecnológico, o último inclusive com decreto de Paulo Renato em que proibia sua expansão em todo o País.

O processo de privatização da educação, acordado por FHC na Carta de Intenção firmada junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), até hoje norteando a política neoliberal do Pais, só não avançou em razão de sucessivas greves e caravanas a Brasília organizadas pelo Andes – Sindicato Nacional, UNE (União Nacional dos Estudantes) e a Fasubra (então Federação dos Servidores das Universidades Públicas Brasileiras). A pressão se concentrava sob o Congresso Nacional onde foi formada a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas.

Mesmo com direções estudantis simpáticas ao PT no processo de redemocratização. No ano de 1988 houve ruptura na tradição esquerdista, com o DCE UFMS comandado por jovens ligados a União Democrática Ruralista (UDR). A oposição feita pelo movimento S.O.S Universidade, de esquerda reconquistou o comando da entidade no final de 1989. A principal crítica era que a antiga direção era ligada a reitoria e não discutia politicamente as grandes questões pela qual passava a universidade e as ameaças de privatização.

A professora Eliane Salvatierra estava à frente do Centro Acadêmico do antigo curso de Educação Artística. Nesta fase integrou a direção do DCE-UFMS. Atualmente é professora do Departamento de Cinema e Vídeo do IACS – UFF. Ministra as disciplinas Fundamentos da Arte-educação e pesquisa em Cinema e Vídeo e compõe o quadro de professores pesquisadora do PPGCine – Programa de pós-graduacao em Cinema e Audicoisual da UFF.

Considera a participação no movimento estudantil da UFMS como essencial na base da sua formação. “As vezes acho que me formei mais no movimento estudantil do que na minha graduação em artes, porque me envolvia mais nas discussões”.

Conta que participou do movimento desde dos primeiros momentos que entrou no curso de graduação onde acontecia discussões sobre cultura e se envolvia na organização de eventos culturais. “Era um contrassenso, pois boa parte dos alunos gostava de festas de peão de boiadeiro e de exposição agropecuária. “Nós queríamos apresentar uma outra forma de cultura, que não fosse somente a cultura do boi”.

Com base nesta proposta, Eliane Salvatierra conta que o DCE organizava atividade cultural “Pôr Sol”. Trazia artistas e apresentações nos espaços da UFMS. Dois anos depois houve a construção da Concha Acústica. Havia apresentações de peça teatro e amostras de artes,

Destaca o evento Tributo a Raul Reixas, em parceria com o mestre Adílson da Costa Oliveira e apresentação do Cinema de Bolso. “A intenção era mostrar outras formas de produção artísticas que existiam.”

A partir do movimento estudantil, a docente conta que começou a pensar sobre a formação em artes, o que era cultura, produção artística, a forma de disseminação das notícias e da informação. “Era muito próxima ao pessoal de jornalismo. Estabeleci contatos com a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, em particular o coordenador Chico Rui Loba. Discutíamos sobre a necessidade de democratização dos meios de comunicação e as formas de concessão de rádio e TV no país. Isto em torno de 1991. A gente se organizava em pequenos grupos para pensar nossa atuação na UFMS. Lembrou que abríamos a reunião com uma análise de conjuntura.”

Eliane Salvatierra lembra que “no movimento estudantil de graduação e da pós-graduação já enfrentava o fantasma da privatização desde daquela época. Eu ainda tem um encarte que fala sobre os rumos das universidades nos anos 2 mil. Era o projeto neoliberal, ainda bem que logo em seguida um novo governo assumiu e uma outra proposta também.”

Resgata que participou de duas gestões do DCE. Formou-se no ciclo de quatro anos e por meio do DCE conheceu o MST (Movimento Sem-terra). Participou do projeto “Pés no Chão”. “Era o espaço para pensar a extensão universitária e qual o seu papel. Fui aos assentamentos, recebemos a caravana do MST. Tive contato com as lideranças com o dirigente internacional do movimento, Egídio Brunetto. Passamos também por uma longa greve. Então me apaixonei pelo MST e a proposta do movimento para a sociedade.”

Por meio do Movimento Estudantil, a ex-dirigente teve contato também com a Associação Kagualteka e se aproximou da luta pela questão da demarcação das terras indígenas. Conheceu as aldeias de Dourados. “Daí começei minha militância com a questão audiovisual e a questão indígena”.

No mesmo período, conheceu a UNE pelo Movimento Estudantil e as formas de organização existentes na época. “Envolvia-me na discussão com lideranças sobre o projeto de universidade que eu queria, o tipo de sociedade e mundo que eu defendia. Era reuniões importantes que a fazia pensar. Lembrou que levamos a luta pela qualidade no bandejão do RU (Restaurante Universitário) e contra à transferência sem critérios transparentes de alunos de faculdades particulares para UFMS. Chegamos a fazer uma passeata com quase 300 alunos da Medicina. Discutíamos a importância do curso com enfoque na prevenção, holístico, que olhasse para o ser humano e não fosse apenas voltado para o mercado, à especialização, na cura, sem olhar o todo do ser humano.”

Outro ponto positivo de participação do movimento estudantil para Eliane Salvatierra foi a constituição de amizades que duram até hoje. “Casei dentro do movimento estudantil e com o movimento estudantil. Na USP organizamos o movimento estudantil na pós-graduação. Atuava na Associação de Pós-graduandos com representante discente nos colegiados e Levávamos a discussão, atuava no movimento em defesa da Moradia Estudantil.”

A representação discente nos fóruns da UFMS e USP era também preocupação do movimento estudantil. Resgata que na UFMS foi desencadeado o processo de Estatuinte, mas que poucas universidades retomaram a discussão. “Questionava também a composição nos colegiados e formas de pensar a representatividade, sistema de votação, democracia. Atuamos também na discussão em torno do sistema de governo: parlamentarismo e presidencialismo. Eram discussões ricas, complexas, profundas e profícuas. Senti falta da prática na pós-graduação. Ao entrar na UFF descobri o que é pensar a universidade a partir do ponto de vista da educanda, da educadora enquanto docente. Em razão disso tenho dificuldades de identificar com o movimento sindical docente e converso com os meus alunos sobre a importância do movimento estudantil que no meu curso desarticulado e esvaziado.”

Assessoria de imprensa da UFMS

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Concentração em defesa da aposentadoria, da previdência social e do Ministério do Trabalho acontece nesta quinta 22 em Campo Grande

Gazeta Trabalhista

 

Nesta quinta, 22 de novembro, acontece o dia nacional de mobilização em defesa da previdência social, contra mudanças nas regras que prejudicam a aposentadoria e pela manutenção do Ministério do Trabalho.  Em Campo Grande a concentração terá início às 9 horas, em frente à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho, na rua 13 maio (quase esquina com a Av. Mato Grosso). A concentração está sendo convocada pelas centrais sindicais, sindicatos, trabalhadores rurais e movimentos sociais que defendem a Previdência.

Segundo Anita Borba, da direção do SINTSPREV-MS, sindicato que representa tanto os trabalhadores do Ministério do Trabalho quanto da Previdência Social, uma vez passada a eleição é preciso que os trabalhadores fiquem alertas. “A previdência é um patrimônio do trabalhador e a razão de os ministérios do Trabalho e da Previdência existirem são os trabalhadores, que contribuem financeiramente todo mês para a manutenção da Previdência e outros direitos assegurados em lei.  E a reforma da previdência atinge a todos, tanto os servidores do órgão como os trabalhadores da ativa e aposentados”

 Previdência não tem déficit, tem sonegação

As entidades contestam também a afirmação de que a Previdência Social é deficitária pois recursos arrecadados são desviados da sua finalidade e existe também a sonegação fiscal, com grandes empresas e bancos devendo bilhões ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Segundo Anita, por trás da reforma da previdência, que inclui a proposta de capitalização individual (uma espécie de poupança para a aposentadoria), existem os interesses dos bancos, do sistema financeiro, que desejam gerir esses recursos bilionários através da previdência privada.

 Esvaziamento do Ministério do Trabalho prejudica a população

A proposta do presidente eleito, Jair Bolsonaro, de extinguir o Ministério do Trabalho pegou os servidores do órgão de surpresa. “Os trabalhadores já estão fragilizados pela reforma trabalhista, onde mais de cem itens foram modificados em prejuízo dos assalariados,  e com a extinção do ministério do Trabalho fica ainda mais”, diz Anita. O órgão é responsável, entre outras funções, pela fiscalização das condições de trabalho e cumprimento da legislação.

Outro sindicato que apoia a realização da concentração é SINTECT-MS (sindicato dos trabalhadores dos Correios). Segundo Elaine Oliveira, presidente da entidade, a reforma trabalhista e da previdência prejudica tanto os trabalhadores públicos como os da iniciativa privada. “Esses ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários atinge a todos. O objetivo é retirar direitos adquiridos em anos de lutas e também dificultar a aposentadoria. As eleições passaram, mas as armações no congresso e no governo continuam para aprovarem ainda mais medidas que nos prejudicam. Por isso devemos ficar atentos e mobilizados para barrar esses planos de Temer neste final de mandato”, afirma.

 FETEMS e ACP: trabalhadores da Educação também participam da concentração

Entre as entidades que estão mobilizando para o ato estão a FETEMS e a ACP (federação e sindicato que representam os trabalhadores da Educação de MS e Campo Grande). Para o presidente da FETEMS, Jaime Teixeira, os professores e administrativos da Educação também serão prejudicados com as reformas trabalhista e da previdência, além de enfrentarem um ataque contra à categoria. “Estão querendo transformar os professores em vilões”, diz, referindo-se à “Lei da Mordaça”.

Já o presidente da ACP, Lucílio Nobre, afirma que a entidade está mobilizando os professores da capital para a concentração, pois os temas incluem os trabalhadores da Educação e os ataques atingem todos os trabalhadores.

As centrais sindicais, como a CUT, CTB, Força Sindical e Conlutas, também apoiam a realização da concentração, pois todas são contra as “mudanças” que prejudicam os trabalhadores.

 

 

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ADUFMS-Sindicato em Campo Grande atende em novo endereço a partir desta terça-feira 20

Em função dos trabalhos de reforma do prédio administrativo de sua sede, a ADUFMS-Sindicato em Campo Grande, na Vila Ipiranga, comunica a todas e a todos que passa a atender provisoriamente em outro endereço a partir desta terça-feira 20. O novo local de atendimento fica na rua Francisco Alves Castelo, 491, esquina com Rua das Guianas – Vila Ipiranga, perto do Hospital Universitário (HU).

Para resolver qualquer dúvida sobre a nova localização da entidade na capital sul-mato-grossense, ligue 67 3346-1514, 3346-1482 e 98406-9771 (fone/zap).

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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Movimento estudantil da UFMS tem história de luta contra privatização

A luta contra o processo de privatização das universidades públicas no final da década de 1980 e início dos anos 1990 era o principal desafio do movimento estudantil da UFMS. O Ministério da Educação (MEC) estava sob comando de Marco Maciel e depois sob a batuta do economista Paulo Renato Costa Sousa*, ministro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), governo de inspiração neoliberal. As reformulações apresentadas para o ensino superior estavam contidas no Relatório Final da Comissão Nacional para Reformulação da Educação Superior, publicado pelo MEC em novembro de 1985, o Relatório do Geres (Grupo Executivo para a Reformulação da Educação Superior, de setembro de 1986) e anteprojeto de lei (outubro de 1986) sobre esse assunto.

Durante os oito anos do Governo FHC, o movimento estudantil da UFMS construiu o Movimento SOS Universidade, em parceria com docentes e técnic@s administrativ@s. Era período de salários congelados, sem reposição de vagas na docência, falta de investimento na ampliação do ensino superior e tecnológico. O último inclusive sofreu as consequencias de decreto do ex-ministro da Educação Paulo Renato, que proibia sua expansão em todo o País.

O processo de privatização da educação acordado por FHC na Carta de Intenção firmada junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), até hoje norteando a política neoliberal do Pais, só não avançou em razão de sucessivas greves e caravanas a Brasília organizadas pelo Sindicato Nacional dos Docentos das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), UNE (União Nacional dos Estudantes) e pela Fasubra Sindical (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Públicas de Ensino Superior do Brasil). A pressão se concentrava no Congressso Nacional onde foi formada a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas.xxx

Mesmo com direções simpáticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) na condução do movimento estudantil na UFMS, em 1988 houve a ruptura na tradição de esquerdia, com o Diretório Central das e dos Estudantes (DCE-UFMS) sendo comandado por jovens ligados a União Democrática Ruralista (UDR). A oposição feita pelo Movimento SOS Universidade, de esquerda, reconquistou o comando da entidade no final de 1989. A principal crítica era que a antiga direção era ligada à reitoria e não discutia politicamente as grandes questões pela qual passava a universidade pública brasileira.

A professora Eliany Salvatierra Machado esteve à frente do Centro Acadêmico do Curso de Artes Visuais, e depois integrou a direção do DCE. Atualmente é professora do Departamento de Cinema e Vídeo do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (IACS-UFF). Ministra as disciplinas Fundamentos da Arte-Educação e Pesquisa em Cinema e Vídeo. A pesquisadora compõe o quadro de professor@s do PPGCine (Programa de Pós-graduacão em Cinema e Audiovisual da UFF).

Considera a participação no movimento estudantil da UFMS como essencial na base da sua formação. “As vezes acho que me formei no movimento estudantil do que na minha graduação em artes, porque me envolvia mais nas discussões”.

Conta que participou desde os primeiros momentos que entrou no curso de graduação. Levava a discussão sobre a cultura e atuava na organização de eventos culturais. Lembra que era um contrassenso na tradição presente na época, pois boa parte dos alunos gostavam de festas de peão de boiadeiros, de exposição agropecuária. “Nós queríamos apresentar uma outra forma de cultura, que não fosse somente a cultura do boi”.

Com base nesta proposta, Eliany Salvatierra conta que o DCE organizava atividade cultural “Pôr Sol”. Trazia artistas e apresentações nos espaços da UFMS. Dois anos depois houve a construção da Concha Acústica. No espaço, havia teatro e amostras de artes, entre eles destaca o evento Tributo a Raul Reixas, em parceria com o mestre Adílson da Costa Oliveira e apresentação do Cinema de Bolso. “A intenção era mostrar outras formas de produção artísticas que existiam.”

A partir do movimento estudantil, a docente menciona que “começou a pensar a formação em artes, o que era cultura, produção artística, a forma de disseminação das notícias e da informação. Era muito próxima ao pessoal de jornalismo. Estabeleci contatos com a Executiva Nacional dos Estudantes, em particular o coordenador Francisco Rui Lobo. Discutíamos sobre a necessidade de democratização dos meios de comunicação e as formas de concessão de rádio e TV no país. Isto em torno de 1991. A gente se organizava em pequenos grupos para pensar nossa atuação na UFMS. Lembrou que abríamos a reunião com uma análise de conjuntura.”

A então dirigente entrou “no movimento estudantil de graduação da UFMS e depois da pós-graduação na USP. Naquela época ressalta que já enfrentava o fantasma da privatização das universidades públicas. ”Eu ainda tem um encarte que fala sobre das universidades rumo ao ano 2 mil. Era o projeto neoliberal, ainda bem que logo em seguida um novo governo assumiu e uma outra proposta politica também.

Resgata que participou de duas gestões do DCE. Formou-se no ciclo de quatro anos e por meio do DCE conheceu o MST (Movimento Sem-terra). Participou do projeto “Pés no Chão”. “Era o espaço para pensar a extensão universitária e qual o seu papel. Fui nos assentamentos, recebemos a caravana do MST na UFMS. Tive contato com as lideranças como Egídio Brunetto (in memorian), então dirigente internacional do movimento. Passamos por um longo período de greve. Então me apaixonei pelo MST e a proposta do movimento para a sociedade”.

Pelo Movimento Estudantil teve contato também com a Associação Kagualteca e se aproximou da luta pela demarcação das terras indígenas. Conheceu as aldeias de Dourados. “Daí comecei minha militância sobre a questão audiovisual e a questão indígena”.

Conheceu a UNE pelo Movimento Estudantil e as formas de organização existentes na época. “Envolvia a discussão com lideranças sobre o projeto de universidade que eu queria, o tipo de sociedade e mundo que eu defendia. Eram reuniões importantes que fazia a gente pensar. Lembrou que de forma paralela o movimento estudantil atuava na luta pela qualidade no bandejão do RU (Restaurante Universitário) e contra a transferência de alunos de Medicina de faculdades particulares para UFMS. Chegamos a fazer uma passeata com quase 300 alunos da Medicina. Os alunos discutíam a importância do curso com enfoque na prevenção, holístico, que olhasse para o ser humano e não fosse apenas voltado para o mercado, na especialização, na cura, sem olhar o todo do ser humano.”

Outro ponto positivo de participação do movimento estudantil para Eli ante Salvatierra foi a constituição de amizades que duram até hoje. “Casei dentro do movimento estudantil e com o movimento estudantil. Na USP organizamos o movimento estudantil na pós-graduação. Atuava na Associação de Pós-graduandos com representante discente nos colegiados e . Levávamos a discussão e o movimento pela Moradia Estudantil.”.

A representação discente nos fóruns da UFMS era também preocupação do movimento estudantil. Resgata que foi desencadeado o processo de Estatuinte, que poucas universidades retomaram a discussão. Questionava também a composição nos colegiados e pensar sua formas de representatividade, sistema de votação, democracia interna nas universidades. “Atuamos também na discussão em torno do sistema de governo: parlamentarismo e presidência lismo. Eram discussões ricas, complexas, profundas e profícuas. Senti a falta na pós-graduação. Ao entrar na UFF descobri o que é pensar a universidade a partir do ponto de vista da educanda, para a educadora, enquanto docente. Em razão disso tenho dificuldade de identificar com o movimento sindical docente, mas converso com os meus alunos sobre a importância do movimento estudantil que no meu curso desarticulado e esvaziado.

 

* À época em que Paulo Renato foi ministro o nome da pasta era Ministério da Educação e do Desporto (MEC).

 

 

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindical

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Movimento estudantil da UFMS renasce no fim da ditadura e no período de redemocratização

Anamaria Santana esteve à frente do DCE na década de 1980; hoje é docente da área de educação na UFMS (Arquivo Pessoal Facebook)

A participação ativa no movimento estudantil tem despertado o gosto pela carreira acadêmica e pela democracia. O resultado entra na contramão do estereótipo construído por segmentos conservadores da  sociedade de que “quem se envolve na politica estudantil não gosta de estudar”.

Boa parte d@s dirigentes estudantis das décadas de 1980 e 1990 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS ) já conquistou título de dout@r, passou em concurso público docente,  pesquisa e apresenta produções acadêmicas em quantidade significativa.

A professora Anamaria Santana da Silva entrou na Pedagogia da UFMS em 1986.  “O curso era  noturno e naquele momento já havia grupos de alunos da Matemática, da Engenharia, da Medicina e da própria Pedagogia que se articulavam politicamente. Naquela ocasião discutiam a questão da redemocratização do País, pois era o período do fim da ditadura civil-militar.”

Anamaria lembra que “a pauta importante discutida naquele período era a reestruturação dos centros acadêmicos, pois no período da ditadura havia uma lei que fechou os centros acadêmicos, transformados em diretórios acadêmicos e essa [forma de] organização era ligada à própria administração. A estrutura apresentada naquele período era então o DCE (Diretório Central dos Estudantes e os DAs (diretórios acadêmicos). Os DAs, ná prática, foram extintos, mas a gente queria resgatar o movimento estudantil pela base, criando os centros acadêmicos.”

Naquela época Anamaria conta que “formaram um Conselho das Entidades de Base (CEBs) que reunia estudantes dos diversos campi da UFMS”. Resgata que “os alunos da Pedagogia tinham participação política importante. Conseguimos então criar o Centro Acadêmico Paulo Freire, um dos primeiros da universidade no processo de redemocratização.  A primeira presidenta foi Lucimar da Rosa Dias (hoje Professora Doutora em Educação da UFPR*).

No mesmo momento, ressalta,  “formamos uma chapa para concorrrer ao DCE-UFMS, em 1987. O primeiro presidente foi o professor de Matemática, Renato Gomes (in-memorian, e professor Doutor da UFGD**), eu ocupei o cargo de vice-presidente. Pegamos a direção da entidade, que estava muito desacreditada. Havia uma disputa por trás entre os militantes do antigo PCB (Partido Comunista Brasileiro) e simpatizantes do PT (Partido dos Trabalhadadores) que imergia naquele momento. Não havia somente a questão partidária, mas outras questões de fundo. Queríamos, por exemplo, o DCE mais presente na base por meio dos centros acadêmicos.”

Anamaria disse que “a direção foi eleita e deram início à reestruturação das entidades de base, por meio de trabalho social e cultural na UFMS. Contamos naquele momento com o reforço do Professor  Doutor Paulo Cesar Duarte Paes, que [àquela época] fazia o Curso de Educação Artística, cujos alunos tinham participação ativa. Promovemos diversas atividades e manifestações no [Teatro] Glauce Rocha. Articulamos a criação da primeira Preae (Pró-Reitora de Assuntos Acadêmicos e Estudantis) que tinha o papel de pensar a política estudantil na UFMS. Ela tinha a Divisão de Assistência Estudantil e outra de atividades culturais. Chegamos a realizar o primeiro Festival Estudantil da Canção, criado na nossa gestão à época e do professor Izaias Pereira como pró-reitor e que existe até  hoje. Tivemos o primeiro pró-reitor eleito pela comunindade acadêmica. Foi ponto acordado na eleição para escolha do novo reitor.  Encabeçamos também o movimento pelo fim do pagamento de mensalidades nas universidades federais. A  intenção era democratizar o acesso a alunos das classes populares.  Conquistamos também um desconto no RU (Restaurante Universitário ) e fim de algumas taxas para alunos carentes.”

Após a presidência do DCE pelo professor Renato Gomes, Anamaria foi a próxima candidata a presidência da entidade.

Para a docente, a participação estudantil foi fundamental na sua formação acadêmica.  “Começei a entender melhor a estrutura da universidade, as carências dos alunos dos campi [então centros universitários] de Campo Grande e do interior, a política do Ministério da Educação (MEC), as questões relacionadas a concurso público, o papel dos técnicos adminstrativos, enfim, uma experiência ímpar no sentido de entender a dinâmica da própria universidade.”

Em relação à formação pessoal, destaca que a participação estudantil  foi muito importante. Aponta “o desenvolvimento do espírito crítico, a capacidade de argumentação, fala, de se relacionar com autoridades, professores e técnicos administrativos, numa postura de igual para igual, numa postura de quem está reivindicando direitos. Com propriedade, representar o pessoal, o coletivo, o que é uma base para formação bem melhor. Ou seja, o movimento estudantil nos torna capaz de enfrentar de igual para igual as ditas autoridades. Essa habilidade, no quesito profissional, ajuda bastante. Você se forma como profissional mais politizado,  mais crítico, mais conhecedor dos seus direitos, das formas e caminhos para reivindicar direitos.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

*   Universidade Federal do Paraná

** Universidade Federal da Grande Dourados

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Eleição para DCE reflete embates ideológicos na UFMS

Professor Marco Aurélio Stefanes palestra sobre história do movimento estudantil da UFMS  (Foto: Camila Jara)

Muito longe de ser  um reduto da esquerda marxista, a eleição para o Diretório Central das e dos Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (DCE-UFMS) reflete a diversidade ideológica na sociedade, manifestada no recente embate entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e seu opositor Fernando Haddad.

Duas chapas disputam a direção da entidade na Cidade Universitária – Campo Grande e do interior do Estado: a Chapa 1 (Nossa Força, Nossa Voz) e a Chapa 2  (O Nosso DCE).   A votação nos campi do interior acontece no próximo dia 12 de novembro e em Campo Grande no dia 13 de novembro, no horário das 8h às 21h30min.

A chapa O Nosso DCE representa o atual grupo que está no comando da entidade estudantil.  Assume a bandeira do apartidarismo, mais alguns membros têm ligações com a juventude do PSDB e simpatizantes do movimentos Escola Sem Partido e Brasil Livre (MBL). A sua carta-programa fica restrita às reivindicações em âmbito administrativo. Não comenta sobre a conjuntura política pela qual atravessa a universidade pública. Coloca como principal conquista na gestão a emissão de fotocópias de material acadêmico grátis para estudantes da UFMS.   Condena a intolerância, sem explicar que tipo.  Leia a carta-programa.

Representantes de centros acadêmicos discutem meios para fortalecer o movimento estudantil e a defesa da universidade pública na era Bolsonaro

Já a Nossa Força, Nossa Voz tem a adesão de simpatizantes de partidos de esquerda e estudantes preocupados com a defesa da universidade pública gratuita. Congrega  simpatizantes do PT, PSOL, PDT, UJS, PCdoB e independentes. Tem o compromisso central de ampliar a política estudantil e  garantir as decisões coletivas no movimento estudantil. O grupo teve um atuação direta no Conselho Universitário (COUN) quando da discussão do Regimento Interno Estudantil que estabelecia uma série de medidas punitivas, restritivas às/aos estudantes e também a presença da comunidade externa dentro da UFMS.  Com a participação de acadêmic@s, as alterações pró-regimento mais democrático apresentadas foram acatadas na íntegra pel@s conselheir@s. Estiveram  à frente também da mobilização pela melhoria da qualidade das refeições oferecidas por empresa terceirizada no Restaurante Universitário (RU). Leia mais sobre a Chapa 1.

Para aprofundar o papel do movimento estudantil na defesa da Universidade Pública, o Conselho de Centros Acadêmicos  promoveu reunião na Concha Acústica para discutir questões como o corte do orçamento para as universidades públicas e as ameaças de privatização.

O estudante de Ciências Sociais Haricson Freitas relata que, de forma autônoma, @s estudantes insatisfeit@s com a postura da atual direção do DCE puxaram a Assembleia para discutir o cenário pós-eleições. Na pauta, questionamento sobre como vai ficar a universidade pública pós-período eleitoral  e para discussão dos problemas próprios da UFMS.

Aponta-se  a desmobilização por parte da atual direção do Diretório que não conversava com os centros acadêmicos, não puxava assembleias, não convocava o CEB (Conselho das Entidades de Base), não repassava à comunidade estudantil as decisões encaminhadas pela Reitoria. Não se discutiam esses itens.

Nesse período,  Haricson lembra que rolou muito assédio e intolerância dentro da universidade, relatada por muitas estudantes.

Entre as deliberações tiradas na Assembleia Geral está a de se criar um comitê para coletar as denúncias de assédio, intolerância e racismo que acontecem nos campi e repassar os casos para a Comissão de Ética da UFMS. A ideia é de estabelecer um elo entre alun@s, professor@s e a Reitoria. Ou, se necessário, buscar órgãos fora da UFMS para denunciar e apurar casos que envolvam estudantes vítimas de assédio moral, estabelecer convênios e parcerias para combater abusos. Propôs, como exemplo, a oferta de cursos de autodefesa para as assediadas pelo curso de Educação Física. Outra comissão tem o objetivo de organizar palestras para esclarecer @s estudantes sobre os centros acadêmicos, o que é o DCE, as atléticas, quais os papéis e como usufruir desses espaços.

Na quarta-feira (7-11), o Centro Acadêmico de História organizou palestra com o ex-presidente do DCE-UFMS e candidato na última eleição para reitor, Marco Aurélio Stefanes. O docente do curso de Ciências da Computação  fez a retrospectiva das lutas do DCE no início da década de 1990 e o papel desenvolvido pelo movimento estudantil em defesa da universidade pública. Também participou da palestra o ex-coordenador-geral da entidade, João Cirilo, hoje advogado e dirigente do Centro de Defesa da Cidadania dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-I (CDDH).

Marco Aurélio lembrou que naquele período  as universidades brasileiras passaram por grande estrangulamento orçamentário que resultou no congelamento de salários d@s docentes por mais de seis anos, greves, ameaças de privatização e mobilizações constantes em defesa do caráter público das instituições.

Essa situação foi semelhante ao cenário atual com o corte  drástico de verbas promovido pela equipe do atual presidente, Michel Temer. Outra luta do período era a aprovação do novo Estatuto da UFMS, o que até o presente momento não aconteceu, passadas mais de duas décadas.

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Câncer de mama: como combatê-lo?

Lígia Paula Jorge Mazi, médica radiologista de mama (Fotos: Arnor Ribeiro: ADUFMS-Sindicato)

Os fatores de risco, o diagnóstico precoce, o rastreamento populacional e a humanização no atendimento pautaram a palestra da médica radiologista de mama Lígia Paula Jorge Mazi na terça-feira 30 de outubro, no Anfiteatro da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faodo-UFMS) em Campo Grande. Ligada ao Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos, unidade do Hospital de Amor (antigo Hospital de Câncer de Barretos) na capital sul-mato-grossense, Lígia Paula, enfatizou que a mamografia é a forma comprovada de analisar os seios porque pode detectar o câncer de mama em seu estágio inicial. Esse procedimento favorece a sobrevida e a redução da mortalidade.

As mulheres apresentam maior propensão ao câncer mamário. Considera-se raro o câncer de mama em homens. Entre as mulheres é nas faixas dos 40 aos 69 anos de idade que situa o público mais propenso à doença. De acordo com fôlder informativo do Hospital de Amor, a mamografia precisa ser “anual para as mulheres entre 40 e 49 anos e bienal [a cada dois  anos] para aquelas entre 50 e 69 anos”. Lígia Paula informou que não se consegue prevenir o câncer de mama, mas se consegue diagnosticá-lo precocemente. A médica explicou que o quanto antes for descoberto o câncer de mama menos agressivo será o tratamento, evitando, por exemplo, a quimioterapia.

Lígia Paula (e.) e Fátima Heritier Corvalan

A médica radiologista de mama alertou para que não se utilize o ultrassom como método de rastreamento. Ela explicou que a ultrassonografia deve ser usada apenas de forma complementar à mamografia. Assim como o ultrassom, Lígia Paula acrescentou que a autopalpação não deve ser procedimento que vise a diagnosticar anormalidades na mama, o que não significa que as mulheres devam deixar de se autoconhecerem.

Os fatores hereditário, propensão ou não a câncer na família, e histórico constituem-se em importantes aspectos a ser analisados em pessoas encaminhadas para exame mamográfico. Lígia Paula adverte que nunca se deve referenciar em outras pessoas para se suspeitar que alguém está com câncer de mama, pois trata-se de uma doença heterogênea, ou seja, cada pessoa tem seu histórico, suas especificidades.

A humanização do atendimento já na fase de exames contribui para que a mulher tenha tranquilidade e serenidade, fatores emocionais importantes, pois a mamografia é um procedimento que deve ser encarado como recurso eficiente que propicia conhecimento seguro das mamas.

O exame mamográfico precisa ser feito “periodicamente, mesmo quando não há queixas mamárias”. O câncer de mama é o “mais frequente na mulher brasileira. Se diagnosticado e tratado oportunamente, as chances de cura chegam a 95%. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados”.

A palestra na Faodo foi um esforço conjunto do Instituto Oncoguia, por meio da diretora de Promoções Sociais, Culturais e Científicas da ADUFMS-Sindicato, professora Fátima Heritier Corvalan, e do Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos, unidade Campo Grande do Hospital de Amor de Barretos.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Por uma Frente Ampla em Defesa da Democracia

 Andifes

As eleições para a Presidência da República e para o Congresso Nacional constituem o momento mais significativo do exercício da cidadania em nosso País. Nesse contexto, os reitores das Universidades Federais, reunidos na Andifes, consideram essencial reafirmar valores definidores da Universidade Pública, como liberdade de opinião e de expressão, bem como os direitos humanos, tomados pela Constituição Federal Brasileira como fundamentos da sociedade democrática. Nesse sentido, foi elaborado o documento “Educação Para a Democracia e o Desenvolvimento”, no qual se defende a expansão do ensino superior público, com inclusão social e excelência acadêmica, expressas nos laços indissolúveis entre ensino, pesquisa e extensão universitários. A Andifes fez chegar esse documento a todos os candidatos à Presidência, os quais foram convidados a dialogar com o conjunto dos reitores. Alguns candidatos aceitaram o convite, outros agradeceram, justificaram a ausência e disponibilizaram suas propostas e, ainda, uns poucos ignoraram.

A Andifes tornou públicas suas posições e contribuições, visando a enriquecer e aprofundar o debate. Infelizmente, o espírito do debate, essencial à educação brasileira, bem como à democracia, não tem preponderado em todo o processo eleitoral. Na disputa eleitoral, de forma muito preocupante, ganhou vida e dimensão uma proposta autoritária e de claro rebaixamento dos valores civilizatórios, que ademais incentiva formas explícitas de discriminação de segmentos sociais tradicionalmente oprimidos, manifestando conivência com práticas de violência moral, física ou simbólica, como forma de resolução de conflitos ou imposição de visão de mundo. Esse ambiente aponta um futuro ameaçador para a sociedade brasileira. E também ameaçador para a educação e a universidade. Primeiro, ao renunciar à garantia constitucional de direito a uma educação pública e gratuita. Segundo, ao também hostilizar a autonomia da universidade pública, que conta com idêntica garantia constitucional, voltando-se contra dirigentes e toda a academia.

Quando o medo impera sobre a argumentação, e direitos são restringidos; quando conquistas sociais são comprometidas, e instituições responsáveis pela formação de cidadãos, pela produção de ciência, cultura e arte, veem sua imagem maculada, a Andifes não pode se omitir. É nossa obrigação alertar a sociedade para o impasse atual que nos pode comprometer o futuro como sociedade, atingindo esse específico patrimônio da humanidade que são as universidades públicas. A sociedade brasileira vê-se assim desafiada a examinar, com profundidade, as propostas apresentadas pelas atuais candidaturas, sendo imperioso rejeitar os discursos e as práticas que motivam e respaldam a violência e os ataques às instituições, aos valores da democracia participativa e aos direitos humanos.

Dessa forma, dada a gravidade do momento, os reitores das Universidades Federais, reunidos na Andifes, conclamam ao debate e à mobilização toda a academia brasileira. Essa, certamente, é uma preocupação que extrapola os contornos da academia. Portanto, conclamam, igualmente, todos que prezam pelos valores em risco a se juntarem para a construção de uma Frente Ampla em Defesa da Democracia. Somente a sinergia de um esforço de brasileiros, de todos os cantos e credos, plural e diverso, pode frear essa marcha de insensatez. Recusamo-nos a aceitar que um futuro obscuro seja inevitável. Queremos preservar o direito de divergir, de ter opinião e identidade. O tempo é agora, o lugar na história é este, e os responsáveis somos nós.

Brasília, 17 de outubro de 2018.

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