Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Comissão Eleitoral homologa candidatas/os ao Conselho de Representantes Sindicais da ADUFMS-Sindicato

A Comissão Eleitoral homologou nesta sexta-feira 1º setembro candidaturas de docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que vão concorrer ao Conselho de Representantes Sindicais da ADUFMS-Sindicato, cargos vagos referentes ao biênio 2016-2018. As inscrições se encerraram na quinta-feira 31 de agosto.

As eleições acontecem no dia 20 de setembro.

 

AS/OS CANDIDATAS/OS

 

Faculdade de Direito (Fadir)

  • Luciani Coimbra de Carvalho
  • Ynes da Silva Félix

Faculdade de Educação (Faed)

  • Jorge Luis D’Ávila

Escola de Administração e Negócios (Esan)

  • Elcio Gustavo Benini

Campus de Coxim (CPCX)

  • Gedson Faria
  • Eliene Dias de Oliveira

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Nota de repúdio a decreto antidemocrático de Azambuja

Nós trabalhadoras e trabalhadores reunidos na 15ª Plenária Nacional da CUT/Congresso Extraordinário e Exclusivo vimos por meio desta manifestar o nosso veemente repúdio à atitude antidemocrática feita pelo Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), que emitiu decreto na manhã do dia 28 de agosto, proibindo manifestações no Parque dos Poderes, sede dos três poderes no Estado.

Este é um flagrante ataque à democracia, aos direitos civis, uma prática antissindical que beira à ditadura e que ainda por cima vem a estabelecer multas altíssimas, visando coibir a livre manifestação das pessoas e seu direito de ir e vir.

Nós sabemos o porquê disso. Há bem pouco tempo o senhor Reinaldo Azambuja foi envolvido em escândalo nacional, a delação premiada de Joesley Batista, um dos proprietários da JBS, que alega que tucano recebeu 47 milhões de reais em propina.

O Governo do Estado de Mato Grosso Sul ainda não confirmou se vai pagar o décimo terceiro salário deste ano, para os servidores públicos estaduais e ofereceu também neste ano, 2,94% de reajuste, um dos piores do país.

O decreto em questão cita que esta medida arbitrária tem a ver com a preocupação do governo do PSDB com o meio ambiente. Ao mesmo tempo que os tucanos apoiam o aumento da exploração e mineração na Amazônia!

O Parque dos Poderes é um patrimônio histórico e cultural, palco de manifestações históricas do povo sul-mato-grossense.

Não aceitamos e repudiamos fortemente esse decreto.

Congresso Extraordinário e Exclusivo da Central Única dos Trabalhadores!

A delegação da CUT de Mato Grosso do Sul acaba de inscrever esta moção de repúdio na coordenação do evento.

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Sobre a decisão de tutela cautelar do Ministério Público Federal contra Ricardo Velho, Maicon Fontanive e os trabalhadores do ‘Campus’ Abelardo Luz: Resistir é necessário!

Foto reproduzida do site do IFC (<http://ifc.edu.br/2014/05/13/campus-abelardo-luz-avancado/>)

Em mais um ataque aos trabalhadores, o Ministério Público Federal, no dia 16 de agosto de 2017, afastou das funções públicas Ricardo Velho – diretor do Campus – e Maicon Fontanive – coordenador-geral pedagógico –, do Instituto Federal Catarinense (IFC) em Abelardo Luz (foto da sede da unidade)  bem como apreendeu seus computadores, telefones celulares e quebrou o sigilo desses e da reitora Sonia Regina.

Esse ataque ocorreu porque os trabalhadores do IFC buscaram uma intervenção articulada com os movimentos sociais do campo, para desenvolvimento das atividades pedagógicas. Tal estratégia educacional, de realização de convênios visando uma aproximação política e educacional com a realidade local, é comum em outros campi dos Institutos Federais do país.

A sede do Campus está localizada a 30 km de distância do centro de Abelardo Luz e é uma conquista da luta do MST e de outros movimentos campesinos da região. Assim, desde sua criação, há uma ação política para que o Campus saia desse local e mude seu caráter formativo e, caso isso não ocorra, tentam fechar esse IFC. Os grandes empresários locais pressionam para que os cursos e os eixos pedagógicos sejam voltados para a preparação imediata de força de trabalho para os grandes frigoríficos e setores do agronegócio da região.

Ou seja, há uma ação política reacionária pela mudança na localização e existência do Campus. Esta ação tem tomado diversas formas. A atual decisão judicial é mais um forte ataque dos setores do agronegócio, por via judicial, agora utilizando força policial em seu favor, frente à resistência e à luta dos movimentos sociais da região.

As denúncias que são elencadas no despacho não se sustentam, são claros ataques e perseguições políticas, não somente aos companheiros citados no processo, mas a todos os trabalhadores comprometidos com a educação que vem atuando no Campus.

Segue alguns pontos da acusação: que o Campus é controlado pelo MST e que o Movimento toma as decisões pela instituição, que foi criado um curso de pedagogia para preparar membros do MST e contratá-los para trabalhar no Campus, que há uma imposição de ideologia de esquerda e do Movimento aos estudantes e trabalhadores da instituição e que por isso estão sendo gerados “danos irreparáveis” a partir do trabalho realizado.

Contra as acusações de ingerência e controle do Movimento destacamos que o Instituo Federal é uma Entidade Pública e por se tratar de um órgão de educação tem por função o diálogo com a comunidade e os movimentos sociais, e isso não pode ser punido ou criminalizado como se pretende com esse processo.

O MST, que é novamente criminalizado com essa ação, é um movimento social organizado de grande referência com a comunidade local e isso não pode ser visto como controle ou ingerência e sim como diálogo. A própria fundação deste Campus foi feita com perspectiva direcionada ao arranjo produtivo local de agricultura familiar, por meio de uma educação do campo. As decisões são tomadas tão-somente considerando isso.

No que se refere ao curso de pedagogia, é preciso ressaltar que a função dos cursos é garantir o preparo dos estudantes para atuar em diversos locais como educadores, atendendo as demandas da comunidade. Destaca-se que todos os trabalhadores do IFC passam por um processo seletivo de concurso público, regido pelas leis nacionais e que verificar que estudantes conseguem inserção em diversos locais de trabalho, inclusive no funcionalismo público, é sinal de que a formação profissional oferecida é adequada.

Destacamos que o termo “Imposição ideológica” é o nome que movimentos conservadores encontraram para perseguir tudo o que se opunha a sua lógica de falsa neutralidade. Que o trabalho realizado no Campus Abelardo Luz tem por objetivo garantir que se respeite a autonomia e liberdade de os trabalhadores, estudantes e comunidade manifestarem e que, mesmo sendo feito nos limites da legalidade, é alvo da ira das classes dominantes.

Por fim, o despacho encerra afirmando que o deferimento se justifica para prevenir danos irreparáveis. Mas quais seriam esses danos? A pessoas em risco? Dano à educação? Ao patrimônio público? Não há absolutamente nenhuma constatação de quais seriam esses danos, somente a ameaça que esse trabalho representa aos interesses dos grupos de poder local.

Como pano de fundo dessa terrível situação, tem-se uma perseguição política escancarada que se soma ao conjunto de perseguições que vários companheiros e companheiras têm passado no Brasil e no mundo.

Todos esses ataques são absurdos e trata-se de clara perseguição política. O Campus Abelardo Luz é uma conquista do MST e de outros movimentos campesinos da região. É mais um caso de escola sem partido que não teve aprovação, mas está cada dia mais forte nas escolas públicas como um todo, também no Instituto Federal. Por meio dessas decisões o objetivo é perseguir, demitir e criminalizar! Não podemos aceitar essas práticas! Somente a organização e luta dos trabalhadores pode conter os avanços desses ataques que se concretizam diariamente. Todo apoio aos camaradas! Todo apoio aos que lutam!

Coletivo em Defesa do Campus Abelardo Luz

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Durante posse de docentes, reitor fala de ‘puxão de orelha’ da ADUFMS-Sindicato

Turine (em pé à direita) lembrou da postura combativa da ADUFMS-Sindicato, ao dizer que “todas as semanas” ou pelo menos a cada “15 dias” leva um “puxão de orelha” da presidenta da entidade, Mariuza Aparecida (primeira à esquerda) – Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Ao discursar para os/as novos/docentes, o reitor Marcelo Augusto Santos Turine, em brevíssima referência, dirigiu-se à presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, reconhecendo de público o trabalho que vem sendo desenvolvido pela atual diretoria da entidade em defesa das/os docentes em atividade e das/os aposentadas/os, bem como da universidade pública laica de qualidade, socialmente referenciada e de acesso democrático.

Durante o discurso na cerimônia de posse da maioria das/os 54 novas/os professoras/es aprovadas/os no último concurso para o magistério superior da UFMS, na quarta-feira 23 de agosto, o chefe da administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul lembrou a postura combativa da atual gestão do Sindicato ao dizer que “todas as semanas” ou pelo menos a cada “15 dias” leva um “puxão de orelha” da presidenta da entidade.  

A sindicalista Mariuza Aparecida representou a direção da ADUFMS-Sindicato no evento que recepcionou as/os novas/os docentes no auditório da Secretaria Especial de Educação a Distância e Formação de Professores (Sedfor-UFMS). Os/as empossados/as receberam da dirigente sindical texto de boas-vindas no qual a atual gestão do Sindicato descreve e historia a trajetória da entidade cuja fundação remonta à criação da Associação dos Professores do Campus de Campo Grande da Universidade Estadual de Mato Grosso (APCCGUEMT) em 1970. Também foi entregue fôlder com os convênios do Sindicato e ainda ficha de filiação.

Com a criação do Estado de Mato Grosso do Sul em 1977, a UEMT tornou-se Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A UFMS foi oficializada em 1979.

A ADUFMS-Sindicato tem hoje 842 filiadas/os que fazem parte da tríade ensino, pesquisa e extensão na UFMS nos campi do interior e na Cidade Universitária em Campo Grande.  A dirigente sindical Mariuza Aparecida conversou com as/os docentes empossadas/os (segunda foto) sobre o Sindicato e a importância da organização da categoria frente à crise pela qual vem passando as/os servidoras/es federais, das/os quais vem sendo retirados sistematicamente direitos conquistados. A presidenta do Sindicato desejou às/aos empossadas/os “sucesso nessa nova jornada”.

Nem todas as 75 vagas definidas foram preenchidas. Com a aprovação de 54 docentes no concurso para o magistério superior na UFMS, o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Antonio José Ângelo Motti, disse que será aberto novo edital visando ao preenchimento das vagas remanescentes das 75 estabelecidas no edital anterior.

Mesmo preenchendo as 75 vagas, a UFMS vai permanecer com defasagem docente em seus quadros. Segundo Motti, há mais de quarenta novas aposentadorias de professoras/es da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, aumentando a demanda por mais docentes na instituição.

O pró-reitor afirmou ser necessário acelerar o processo de contratação de professoras/es via concurso, em função das incertezas provocadas pela política do governo federal, que tende a ser obstáculo à reposição de pessoal na docência, em função do congelamento e até redução dos investimentos em educação.

As/os professoras/es empossadas/os são, além de Mato Grosso do Sul, procedentes de vários outros estados da Federação, entre eles São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará e Santa Catarina. As/os novas/os docentes vão atuar em campi do interior e em unidades na Cidade Universitária da UFMS em Campo Grande.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

CONFIRA A ÍNTEGRA DA MENSAGEM DO SINDICATO ÀS/AOS NOVAS/OS PROFESSORAS/ES DA UFMS

 

SEJAM BEM-VINDOS E BEM-VINDAS!!

 

Enquanto Mariuza Aparecida (à esquerda) conversa com outras/os docentes empossadas/os, novo professor da UFMS olha mensagem e fôlder do Sindicato

O histórico de luta das e dos docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul começou bem antes de a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT) Campus de Campo Grande ter sido federalizada pós-criação do Estado de Mato Grosso do Sul.

A instituição nem era federal quando, há mais de 46 anos, com o Brasil sob uma ditadura civil-militar, professoras e professores da UEMT na  hoje capital sul-mato-grossense se reuniram em assembleia geral no dia 14 de dezembro de 1970 e fundaram a Associação dos Professores do Campus de Campo Grande da UEMT (APCCGUEMT), atual Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato).

O Sindicato tem uma história atuação em defesa dos direitos da docência com ativa participação da categoria. Há atualmente 842 sindicalizadas/os da Cidade Universitária em Campo Grande e de todos os campi da UFMS. A atuação da entidade pauta pela abrangência de todas/os as/os professoras/es, independentes de serem filiadas/os ou não.

As crises políticas, sociais e econômicas enfrentadas pelas comunidades de instituições de ensino, pesquisa e extensão têm chamado as/os docentes da UFMS à mobilização e organização em torno do fortalecimento da ADUFMS-Sindicato. Exemplo disso é a situação caótica por que passa o Estado Nacional brasileiro no contexto contemporâneo, com projetos do governo federal que solapam conquistas da docência nas instituições federais do mundo acadêmico, pondo em xeque a universidade pública, laica, de qualidade e referenciada, obstruindo o acesso de todas/todos a uma formação consistente e em sintonia com a sociedade.

Docentes que tomaram posse se informam sobre a ADUFMS-Sindicato

A entidade desenvolve constante trabalho de informar e mobilizar a categoria sobre seus direitos. Tão importante quanto a ação em conjunto com as/os docentes são os convênios que a ADUFMS-Sindicato mantêm com empresas prestadoras de serviços, entre elas as operadoras de planos de assistência à saúde: Unimed e Uniodonto. O Sindicato tem uma atuante Assessoria Jurídica que já ingressou com várias ações em defesa dos direitos das/os professoras/es da UFMS.

Finalizamos com uma inspiradora declaração do professor Rubens Toledo de Barros da antiga UEMT, em 1973, ao criticar a falta de interesse do governo mato-grossense daquela época pelos direitos da docência universitária. “Má vontade do governador [de Mato Grosso, José Manoel Fontanillas Fragelli]. Precisamos assumir posições mais drásticas e colocar nosso problema em esferas mais altas.”

Filie-se ao Sindicato, participe!

A defesa da universidade e de nossos direitos depende de cada um/uma de nós.

Profa. Mariuza Aparecida Camillo Guimarães

Presidenta da ADUFMS-Sindicato

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Diretoria da ADUFMS-Sindicato repudia ação arbitrária contra trabalhadores do IFC

Imagem reproduzida do Cebes (<http://cebes.org.br/2016/10/nota-de-repudio-sus-perdera-com-a-aprovacao-da-pec-241/>)

A Diretoria da ADUFMS-Sindicato vem a público manifestar seu repúdio ao ataque à autonomia universitária perpetrado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal no despacho da Justiça Federal que deu origem ao afastamento do professor Ricardo Scopel Velho (diretor do Campus Avançado de Abelardo Luz) e do técnico administrativo Maicon Fontanive (coordenador-geral pedagógico), à apreensão de equipamentos eletrônicos pessoais dos mesmos e à quebra de sigilo desses e da reitora do Instituto Federal Catarinense (IFC) Sônia Regina de Souza Fernandes.

Esse mais recente ataque à autonomia universitária e à liberdade de ensino reveste-se da tinta ideológica da Escola sem Partido que – mesmo se tratando de projeto sem nenhuma base constitucional – pretende arrancar da Universidade toda criticidade e resistência.

Trata-se de dupla perseguição política às/aos trabalhadoras/es. Primeiro porque não querem que as/os trabalhadoras/es da universidade se organizem para a luta; segundo porque, ao atacar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, revelam a tara elitista das classes dominantes brasileiras, para as quais a universidade deve ser impermeável às necessidades da vida da classe trabalhadora.

Todo apoio aos que lutam!

Firmes!

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Realinhamento de tabela salarial de agosto dos/das docentes está incerto

Eblin alerta para o desmantelamento do serviço público federal com prejuízo direto à população

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) ainda não tem certeza se o realinhamento de tabela previsto para o mês de setembro vai ocorrer diante da decisão do Governo Temer de congelar o reajuste concedido ao funcionalismo público. A presidenta da entidade, Eblin Faraje, esclarece que o projeto de lei do governo federal vai atingir as carreiras típicas do Estado com salário acima de R$ 16 mil, o que não é caso dos e das docentes das instituições federais de ensino superior (Ifes). Portanto, não está claro se esse congelamento será para todas as carreiras.

De ante mão, a sindicalista avalia que a decisão de congelamento dos salários aprofunda o desmonte do Estado, intensificando o processo de destruição do serviço público. “É um ataque brutal contra os servidores, comprometendo a qualidade dos serviços prestados à população e desestruturando as políticas públicas do País, conquistadas a duras penas. Alerta que a desestruturação vem de todas as maneiras: congelamento, rebaixamento de salários, programas de demissão voluntária e aprovação de projeto de lei que incentiva a demissão de funcionários sob a alegação de insuficiência de desempenho, medidas que visam reduzir o quadro de pessoal, o que significa a diminuição de atendimento à população. Dessa forma, aquilo que já é insuficiente, ficará ainda mais insuficiente”.

De acordo com projeção realizada pelos professores Fábio Viduani, diretor financeiro da ADUFMS-Sindicato, e Marco Aurélio Stefanes, representante do Sindicato no Conselho Universitário,  o realinhamento de tabela a partir de agosto possibilitaria aumento médio de 4,5% a 5,5% nos salários da categoria. A medida estava prevista no acordo de três anos firmado entre o Proifes-Federação e o Ministério do Planejamento. Visava corrigir distorções de tabela presentes da carreira que concentraram reajustes maiores em determinados de níveis de carreira, como titular, em detrimento a outros níveis, com realinhamento menores, como adjunto. Outra correção que na visão do ANDES-Sindicato Nacional precisa ser revista é em relação do valor hora/aula do prof. de 20 horas, em relação ao 40 horas, que apesar de trabalhar no regime dedicação exclusiva, em sua maioria, recebe menos por hora trabalhada. A entidade também defende o holerite único, com a incorporação da Retribuição por Titulação (RT) ao salário base, pois como vantagem, mesmo celebrada em acordo, pode ser retirada dos salários a qualquer momento.

Para o Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) outra ameaça é o  Projeto de Lei apresentado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que pretende instituir avaliações periódicas de desempenho para todos os servidores públicos estáveis do país. Quatro avaliações negativas – desempenho abaixo de 30% – representam a exoneração. Dez consecutivas abaixo de 50% implicam no mesmo destino. Este processo seria uma forma de fazer com que boa parte do funcionalismo seja submetido à avaliação de diretores nomeados em cargos comissionados, tendo como moeda de troca a submissão aos desmandos como a corrupção e o tráfego de influência política.

Para Sérgio Ronaldo, Secretário Geral da Condsef/Fenadsef, o PL mira o alvo errado já que muito da dificuldade em oferecer um serviço público que atenda de forma adequada a população brasileira vem da ineficiência das gestões e do Estado e não dos trabalhadores do setor. Uma das maiores críticas ao projeto é justamente o fato de que ele pode permitir a demissão de um servidor sem considerar o contexto inadequado de trabalho a que muitas vezes está submetido. Na prática, o concursado poderia, então, ser demitido do serviço público ainda que o eventual mau desempenho esteja relacionado diretamente a condições inadequadas de trabalho.

Outro mito que precisa ser contestado é o do suposto “inchaço da máquina pública”. Em 2016, o relatório resumido da execução orçamentária da União, divulgado pelo Jornal Correio Braziliense, apontou que o Brasil tem menos servidores públicos do que os países desenvolvidos. “A cada 100 trabalhadores brasileiros, 12 são servidores públicos. A média é a mesma verificada nos demais países da América Latina, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Já nos países mais desenvolvidos, o percentual costuma ser quase o dobro — nesses locais, a média é de 21 funcionários a cada 100 empregados. Em nações como Dinamarca e Noruega, mais de um terço da população economicamente ativa está empregada no serviço público”

Video: Relação do servidor público do Brasil é menor que em vários países com menos população

Com informações do site do Fonasefe

 

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Mesmo com gastos dobrados, morte por afogamento de servidor da UFMS aponta falhas no monitoramento na terceirização

Resgate do corpo do servidor Ramão

pelo Corpo de Bombeiros – Foto G1-MS

A morte por afogamento do servidor terceirizado Ramão de Assis Rodrigues Moreira, no dia 26 de agosto, na piscina da UFMS, é a ponta do iceberg da precarização das condições de trabalho dos empregados terceirizados. O vice-presidente do STEAC, Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação, Ton Jean Ramalho Ferreira, explicou que em razão dos ajustes promovido pelo Ministério da Educação, anualmente a instituição vem reduzindo o quantitativo de pessoal por área ou setor de cobertura. Ou seja, setores em que trabalhavam dois funcionários agora ficam com somente um trabalhador.

 

No momento do afogamento Ramão estava sozinho limpando a piscina quando caiu e tentou se agarrar na aba, mas conseguiu.  De acordo com informação de funcionários terceirizados, o trabalhador não sabia nadar, estava sem colete de proteção, trabalhava no local sozinho, quando recomendado que atividade fosse feita em dupla. O funcionário estava habituado a função, pois limpava a piscina e a área em torno há mais 13 anos. O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativo, Márcio Saravy, desconhece que o trabalhador sofria de epilepsia, trabalhou por vários anos no mesmo de setor de trabalho e nunca apresentou qualquer sintoma da doença. No entanto, somente o laudo do IMOL (Instituto Medicina e Odontologia Legal do Estado de Mato Grosso do Sul) apontará a causa mortis.

De acordo com o Steac, a empresa assumiu o compromisso de indenizar a família do funcionário que morreu no valor de R$ 500,00 mensais e mais um sacolão, por um período de um ano. O funcionário era arrimo de família, cuidava de uma irmã especial. Mesmo assim, a família, segundo o dirigente sindical, não quis mover ação de reparação de danos contra a empresa ou a UFMS.

Pelos corredores e setores da UFMS é comum se deparar com os trabalhadores da limpeza sem luvas e outros equipamentos de proteção (EPIs). Não sinalização e de isolamento da área de trabalho, necessários à execução das atividades de limpeza e jardinagem. O STEAC afirma que tem conhecimento da situação, mas admite também a resistência dos próprios funcionários para usar os equipamentos, o que provoca constantes atritos com os técnicos de segurança em trabalho.

Os contratempos da terceirização 

Atualmente o quadro de terceirados na UFMS chega a 429 em todos os campi, conforme dados disponibilizados no site oficial da instituição. No relatório de gestão de 2016 constava de

553 funcionários terceirizados/contratados, praticamente a metade dos servidores concursados.

A experiência com empresas terceirizadas na UFMS não tem sido positiva. Em 2015, a Douraser deu o calote em 30 trabalhadores terceirizados do Hospital Universitário e as verbas de rescisões feitas por via judicial.  Outra experiência negativa foi com os funcionários da empresa Exclusiva Limpeza Comercial e Industrial, em 2010, quando os trabalhadores ameaçaram entrar em greve e também tiveram problemas com as rescisões contratuais.

Gastos dobrados com limpeza e conservação 

Atualmente a Empresa Plansul, Planejamento e Consultoria, foi a vencedora no pregão eletrônico para prestação de serviços de Limpeza na UFMS, ocorrido em janeiro, para o período de 30/03/2017 a 29/03/2018. O valor Total do contrato chegou a R$7.238.910,48, conforme publicado no Diário Oficial da União, em 23 de março de 2017.  Em 2016, na gestão da prof. Célia Maria Silva Correa Oliveira,  a UFMS  dispensou licitação para contratar a empresa Organiza Prestadora de Serviços por R$ 3.762.838,32 para serviços de limpeza, na época considerado alto e renovado sob o argumento de emergência . Em relação a gestão anterior, a atual gestão praticamente dobrou o valor destinado para a atividade, mesmo com o quadro de terceirizado diminuindo.

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Dirigentes sindicais consideram positivas as ações do Comitê contra as Reformas da Previdência e Trabalhista

Sindicalista fazem balanço positivo das mobilizações contra as reformas do Governo Temer – G. Jara

Mesmo com a aprovação da reforma trabalhista pelo Congresso, as/os integrantes do Comitê Estadual Contra as Reformas Previdenciária e Trabalhista, composto por mais de oitenta entidades sindicais, do movimento popular, cultural e agrário, consideraram como positiva as ações políticas e mobilizações desenvolvidas no sentido de pressionar parlamentares e influenciar a opinião pública sob o retrocesso das alterações encaminhadas pelo Governo Temer que agridem direitos conquistados.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, alertou que as medidas adotadas pelo Governo Temer não vão resolver a crise econômica, penalizando mais uma vez a/o servidor/a público/a e outras/os as/os trabalhadoras/es, concedendo benefícios para os setores empresarial e banqueiro. Citou o estrangulamento orçamentário das universidades, com cortes em bolsas de pesquisa, iniciação científica e até falta de papel higiênico nos banheiros, quadro que pode ser agravado a partir de setembro, quando as rubricas de financiamento se esgotarão.

As/os dirigentes de organizações que fazem parte do Comitê apontaram  como aspectos positivos a unidade e o salto organizativo das entidades mesmo com a pluralidade de concepções e práticas diferenciadas sobre a condução da lutas sindical e de outros movimentos. Entre as ações de resistência citaram  a veiculação de spots e entrevistas coletivas concedidas pelo Comitê, a fixação de outdoors denunciando parlamentares que votaram contra os interesses da classe trabalhadora.

Houve um trabalho de contrainformação com propósito de contrapor as campanhas mediáticas e manipuladoras promovidas pelas entidades empresariais, que agiram de forma ostensiva em sincronia com os governos federal e estaduais com propósito de desmobilizar e neutralizar qualquer reação dos/as trabalhadores/as, inclusive cooptando sindicalistas com a promessa de retorno do imposto sindical.

Além do papel de planejar, arrecadar fundos, construir agenda política com mobilizações permanentes, o Comitê produziu milhares de panfletos, cartilhas, adesivos, esclarecendo as categorias e a população em geral sob as perdas de direitos advindas da reforma da Previdência e da trabalhista, distribuídos em Campo Grande e nas principais cidades do Estado bem como veiculou spot de rádio com o mesmo conteúdo.

O poder de denúncia das centrais sindicais, dos sindicatos, movimentos social e cultural por meio propagandas suscitaram a reação das entidades empresariais que financiaram o golpe contra as/os trabalhadores/os.  Um dos outdoors veiculado em Campo Grande denunciou que as entidades patronais receberam mais de R$ 30 milhões de recursos públicos e de descontos na folha de pagamento das/os trabalhadoras/os para fazer campanha contra os/as próprios/as trabalhadores/as e associando o valor à corrupção da Petrobras. A campanha foi elaborada com base em informações a partir de emenda apresentada pelo senador Ataíde Oliveira (PSDB-RO) que encaminhou emenda à reforma trabalhista pedindo o fim do imposto compulsório para as entidades patronais.

Os valores debitados involuntariamente nas folhas de pagamento dos/as trabalhadores/as não têm sequer monitoramento do Tribunal de Contas da União (TCU). Como forma de retaliação, o Sebrae-MS está recorrendo contra a denúncia feita via outdoor pedindo de danos morais no valor de R$ 100 mil. O procedimento judicial está em fase de contestação jurídica pelas/os representantes sindicais, sob o argumento de cerceamento da liberdade de expressão, visto que os valores apresentados na campanha estão disponíveis ao público.

Além da disputa no campo da propaganda, o Comitê apontou como ganho a participação de pessoas de Mato Grosso do Sul que foram em mais de 42 ônibus no movimento Ocupa Brasília, uma das maiores delegações participantes do País. De todo o Brasil mais 150 mil trabalhadoras/es protestaram contra as reformas e pediram Fora Temer. A avaliação do Comitê destacou também a organização de uma passeata com cerca oitenta mil trabalhadores/as, numa das maiores passeatas organizadas por entidades laborais e sociais de Mato Grosso do Sul. Houve sucessivas ações de mobilizações contra as medidas em adoção pelo governo federal, de retirada de direitos.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Reitoria suspende consulta para escolha de dirigente da Faed

Imagem reproduzida de PNGGET (<http://img.pngget.com/clip1/nnisxscsbqz.png>)

Por meio da Portaria 511/3-05-2017 publicada quarta-feira 3 no Boletim de Serviço (BS), o reitor Marcelo Augusto Santos Turine suspendeu a consulta visando à formação da lista tríplice para escolha de dirigente da Faculdade de Educação (Faed) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).  A decisão tem por base o descumprimento do Estatuto da UFMS e os incisos I, II e III do artigo 3º da Portaria n. 335 de 27 de março de 2017, que determinam a consulta pelo sistema proporcional com 70% de peso para votos de docentes, 15% para estudantes e 15% para técnicos/as administrativos/as.

A medida que interrompeu a votação na Faed vai de encontro ao que o próprio Turine defendeu ano passado em sua campanha para reitor da UFMS. Conforme consta no item sete das propostas e diretrizes do então candidato, que foi eleito pelo sistema proporcional, o magnífico assumiu “respeito e fortalecimento dos órgãos colegiados, com incremento de novas formas de participação, representação efetiva nas diferentes esferas acadêmicas, administrativas e científicas, a valorização do diálogo institucional e a abertura e a receptividade para novas ideias”.

Na Faed, o Conselho composto por maioria de docentes optou pela valoração paritária, com o peso de 1/3 para cada segmento da comunidade universitária. Na contramão dessa vontade soberana, o acolhimento da suspensão da Reitoria aconteceu em reunião esvaziada do colegiado na quarta-feira 3 de maio. As/os alunas/os e as/os professoras/es dos cursos de graduação e pós-graduação da Educação a Distância (EaD) e da Educação do Campo já estavam em regime de votação quando o processo foi suspenso pela Portaria expedida pela Administração Central da UFMS, que fixou para o dia 11 de maio de 2017 outra consulta na Faed.

A decisão, na opinião da ADUFMS-Sindicato, representa retrocesso na escolha da direção da Faed, considerada mais democrática, equilibrada e de respeito entre os três segmentos da comunidade universitária.  A proposta de paridade na escolha de representantes aos cargos de direção de unidades setoriais foi apresentada ao reitor Marcelo Turine pelo Sindicato no início de 2017, formulada por docentes de todos os campi e entregue aos dois candidatos que participaram do pleito para escolha do novo reitor.

O Sindicato tentou, ainda nesta semana, entrevista com o reitor para esclarecimentos sobre a consulta para escolher dirigentes de 17 unidades setoriais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Por meio de nota, a reitoria da UFMS reiterou o compromisso de autonomia das comissões eleitorais na definição das regras do processo. 

A consulta para reitor/a, diretores/as e coordenadores/as de curso pelo sistema de voto proporcional tem sido alvo de constantes questionamentos pelo segmento estudantil, pelas/os técnicos/as administrativos/as e de parte dos/as docentes, que consideram o sistema antidemocrático. Várias universidades adotaram a escolha na forma paritária e até mesmo universal. Atualmente tramita o Projeto de Lei do Senado (PLS) 379, de 2013, de autoria do ex-senador Delcídio do Amaral, que trata da atualização das regras referentes à escolha de dirigentes das instituições de ensino superior, que institui para todas as universidades federais o sistema paritário.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato espera que Reitoria nomeie a/o mais votada/o no processo de escolha de dirigentes de unidades setoriais da UFMS

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Ilustração reproduzida do Blog do Paulino (<https://blogdopaulinho.com.br/2016/09/29/blog-do-paulinho-nas-eleicoes-2016/>)

Nesta quinta-feira 4 de maio acontece a consulta para escolher dirigentes das unidades setoriais da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), conforme a Portaria n. 335, de 27 de março de 2017, que “determina consulta à Comunidade Universitária visando à elaboração da lista tríplice destinada à escolha e nomeação dos Diretores de Unidade da Administração Setorial, para o mandato de 2017-2021”. A ADUFMS-Sindicato acompanha o processo de consulta e está solicitando aos/às representantes sindicais que compartilhem as informações de suas unidades setoriais para que possa divulgar os resultados.

O Sindicato entrou em contato com a assessoria de comunicação da UFMS, solicitando entrevista com o reitor Marcelo Augusto Santos Turine, a fim de esclarecer algumas questões sobre a consulta à comunidade acadêmica. Em nota, a assessoria de comunicação da Universidade afirmou que “a Administração Central da UFMS, no interior de uma postura de total transparência e de respeito às normas institucionais, não irá se manifestar sobre o atual processo de consulta nas unidades setoriais de modo a garantir a autonomia das comissões eleitorais e a igualdade de oportunidades dos candidatos”.

A Diretoria da ADUFMS-Sindicato parabeniza a Administração Central da UFMS pelo respeito à organização do processo e acreditamos firmemente que a Reitoria vai respeitar as decisões de docentes, técnicas/os e acadêmicas/os, nomeando o/a mais votado/a em cada unidade setorial durante o processo de consulta.

Nota da Reitoria

PROCESSO DE CONSULTA À COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFMS PARA UNIDADES SETORIAIS

No dia 4 de maio de 2017, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) realizará o processo de consulta à comunidade acadêmica para a elaboração das listas tríplices destinadas à escolha dos dirigentes em 17 de suas unidades setoriais: CPAQ, CPCS, CPCX, CPAR, CPAN, FAALC, FACFAN, FACH, FADIR, FAED, FAENG, FAODO, INBIO, INFI, INMA, INQUI e INISA. O processo de consulta na UFMS é regido pela Portaria 335, de 27 de março de 2017, instituída de acordo com a legislação federal vigente, e realizado por comissões eleitorais locais, sendo todo o trâmite conduzido pelos respectivos conselhos. A Administração Central da UFMS, no interior de uma postura de total transparência e de respeito às normas institucionais, não irá se manifestar sobre o atual processo de consulta nas unidades setoriais de modo a garantir a autonomia das comissões eleitorais e a igualdade de oportunidades dos candidatos.

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