Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS-Sindicato

Coun aprova proposição da ADUFMS-Sindicato para barrar medidas privatizantes nas universidades públicas

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, integra comissão para barrar medidas privatizantes na UFMS  (Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Coun-UFMS) aprovou a criação de comissão para discutir e contrapor-se às ações no Brasil que pretendem adotar políticas de privatização das universidades públicas. A proposta foi apresentada  pelo representante da ADUFMS-Sindicato no colegiado, Professor Doutor Paulo Cesar Duarte Paes.  O grupo vai delinear estratégias em defesa das instituições universitárias públicas.

A Resolução n. 112, de 20 de setembro de 2018, foi republicada no Boletim de Serviço (BS), a pedido do Sindicato, visto que o primeiro conteúdo gerou interpretação contrária ao sentido proposto, pois dava a entender que a discussão era em torno da privatização da UFMS.

Comissão aprovada no Coun foi proposta pelo professor Paulo Cesar Duarte Paes (centro), representante da ADUFMS-Sindicato no Coun

O diretor de Divulgação e Imprensa da ADUFMS-Sindicato, Professor Doutor Antonio Firmino de Oliveira Neto, explicou que a primeira redação da resolução estava confusa, subjetiva em relação àquilo que fora proposto e definido como objetivo da comissão.

Integram a Comissão de Assessoramento a pró-reitora de Planejamento, Orçamento e Finanças, Dulce Maria Tristão,  a Professora Doutora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (presidenta da ADUFMS-Sindicato), o técnico administrativo Augusto Cesar Portella Malheiros (que vai presidir os trabalhos), os professores doutores Henrique Mongelli, Paulo Cesar Duarte Paes e Fernando Rodrigo Farias.

A finalidade da comissão é atuar de forma antiprivatizante visando à defesa das instituições públicas de ensino superior.

A intenção é criar movimento político que vá além da comissão, com  promoção de eventos, seminários de discussão em defesa da UFMS e outras instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão. Atuar sobretudo antes das eleições presidenciais debatendo quais são @s candidat@s que defendem a instituição pública e quais são @s privatistas.

Antissuspensão – A criação da comissão também consistiu em uma forma de reação às suspensões de sete cursos na UFMS aprovadas na mesma reunião do Coun, ocorrida dia 20 setembro de 2018. Sob protestos de estudantes, docentes ligados/as à ADUFMS-Sindicato e de técnic@s administrativ@s da UFMS, contrári@s à homologação das suspensões, @s integrantes do Coun conseguiram reverter a decisão ad referendum da administração central que estabelecia suspensão do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL), não homologando a Resolução 85 (3-09-2018).

Antes dessa posição,  votação no Conselho de Graduação (Cograd) em 18 de setembro de 2018 derrubou outra decisão unilateral da reitoria e da Pró-Reitoria de Graduação:  a Resolução 413 ad referendum assinada pelo pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, era favorável à “suspensão do Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã [CPPP], a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2019”. Diante de posicionamentos da comunidade universitária, da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), em defesa do curso do CPPP, integrantes do Cograd não homologaram a 413.

O resultado desfavorável à medida, no Cograd, forçou o presidente do Coun, reitor Marcelo Augusto Santos Turine, a pedir que não fosse votada na reunião do Conselho Universitário a Resolução 89/2018 assinada ad referendum,  com o mesmo propósito da 413. O pedido de Turine foi aceito pel@s conselheir@s do Coun. Com esse posicionamento ficou valendo a decisão do Cograd pela não-suspensão de Ciência da Computação em Ponta Porã.

NOTA DA ADUFMS EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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Conselho de Graduação suspende 8 cursos da UFMS a partir de 2019

Alun@s do curso de Ciência da Computação de Ponta Porã acompanham votação que derrubou resolução que suspendia a entrada em 2019 – Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

Por maioria, docentes que compõem o Conselho de Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Cograd-UFMS) aprovaram atos ad referendum assinados pelo presidente da instância, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, e reitor da instituição, Marcelo Augusto Santos Turine. O colegiado suspendeu o oferecimento de oito cursos de graduação a partir de 2019. A decisão deverá ser homologada em reunião do Conselho Universitário nesta quinta-feira (20-09), às 14 horas, no auditório do Sedfor (Centro de Formação de Professores). Nela serão debatidas as polêmicas e as críticas levantadas terça-feira 18 por alguns/algumas representantes durante a reunião do Cograd.

Apenas Ciências da Computação de Ponta Porã conseguiu derrubar a resolução em votação apertada, comemorada pel@s estudantes que acompanharam o debate.

Outra resolução polêmica, amplamente discutida no Cograd, foi a extinção do curso de Literatura – habilitação em Literatura de Três Lagoas, suspenso por 14 favoráveis e 8 contrários.

A representação da unidade criticou que a medida dependia de melhor avaliação, pois a decisão de fechar a graduação poderia prejudicar a entrada no mestrado e doutorado com foco na mesma área e avaliação 5 no Capes. O argumento, no entanto, não sensibilizou a maioria do colegiado.

Durante boa parte das discussões ficou patente o descontentamento quanto a forma e os indicadores usados para justificar a decisão de suspender os cursos a partir de 2019. Os docentes cobraram que os relatórios de avaliação enviados para as coordenações não foram discutidos nos colegiados de cursos com o tempo necessário. Alguns apresentavam distorção no quantitativo de professores disponíveis para atuar curso,  desconsiderava os professores afastados para pós-graduação. Não considerava ainda outros requisitos de avaliação de sustentação da universidade pública: ensino, pesquisa e extensão, publicações científicas e a avaliação do próprioExame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Não considerava a greve de quase três meses no ano de 2012, fato que motivou vários alunos a desistirem do curso. A condensação de três semestres em apenas um ano em 2017 também levou a exaustão professores e alunos focados no fechamento da carga horária e comprometeu a qualidade em geral.

O papel da Cograd também foi questionado, uma vez  que não desempenhou adequadamente o papel de monitorar e construir conjuntamente com os colegiados ações que levassem a superar o problema de baixa entrada, permanência e saída de alunos. A medida aconteceu com o curso de Medicina de Três Lagoas para reverter os problemas apresentados para o seu funcionamento e obter melhor taxa de desempenho e apontado como exemplo que deveria ser estendido aos demais cursos problemáticos.

Os indicadores cobrados para suspensão também não atingiram todos os cursos de forma homogênea, procedimento comum em processos de padronização administrativa. A falta divulgação massiva dos cursos oferecidos nas unidades por parte da UFMS recebeu duras críticas. “Muitos sequer sabem que existem unidades da universidade na cidade e os respectivos cursos oferecidos disponíveis”, comentou um representante.

Para presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, a decisão de fechar cursos sem ampla discussão com as instâncias da UFMS acende o sinal vermelho para os docentes, uma vez que terão dificuldades de fechar a carga horária e recente portaria publicada pelo presidente Temer permite a transferência pessoal para outras instituições e até mesmo demissões por excesso de pessoal nos órgãos de origem. Cobra que a atual administração não vem efetivando os compromissos assumidos em campanha com a comunidade universitária: oferecimento de moradia estudantil, restaurante universitário com preços acessíveis, transporte, segurança, ampliação de Bolsa Permanência e de projetos de iniciação científica. “A decisão da administração de fechar cursos é o caminho mais fácil para adequar o corte de orçamento superior a R$ 70 milhões promovido pela MEC em 2017. Para nós educação pública não rima com lucro, não é gasto é investimento”, criticou.

ABAIXO-ASSINADO

O curso de Ciências da Computação é que mais vem se mobilizando contra a suspensão do curso em 2019. Assim que os docentes foram informados da possibilidade de suspensão promoveram audiência pública na Câmara de Vereadores, manifestação “Fica UFMS e fica Ciências da Computação” com faixas e cartazes criticando a medida. Coletaram abaixo-assinado junto a comunidade com mais de 1.000 assinaturas de cidadãos pela permanência da graduação. Vieram de ônibus a Campo Grande para acompanhar a reunião do Cograd.

A representação da unidade pediu mais tempo para melhorar os indicadores de entrada, permanência e saída de alunos da graduação. Ressaltou que os docentes e estudantes vêm atuando na divulgação junto as escolas de ensino médio da região. Negociam parcerias e convênios de extensão com a Prefeitura e Câmara de Vereadores visando garantir bolsas para estudantes com baixa renda familiar.

Além disso, tomou decisões pedagógicas como quebra de pré-requisito para disciplinas, reestruturação do PPC, aceleração de alunos em atraso, reoferta de disciplina, sensibilização do corpo docente, dentre outras, com objetivo de melhorar a taxa de permanência, cujo efeitos poderão ser avaliados somente a médio e longo prazo. O curso também apresenta bom indicadores de produção científica e desenvolvimento de projetos de extensão junto à comunidade.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Protestos contra fim de cursos na UFMS marcam o Sete de Setembro

Caixão simbolizando morte do curso de Ciência da Computação no CPPP – Foto: Késia Caroline Ramires Neves/ADUFMS-Sindicato

Manifestantes levaram à sociedade, no 7 de Setembro, seu descontentamento com a decisão da administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – via canetadas do reitor Marcelo Augusto Santos Turine e do pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho – de suspender e extinguir cursos na instituição. Integrantes da comunidade da UFMS, maior universidade pública do Estado, juntamente com docentes da direção da ADUFMS-Sindicato, portaram faixa para dizer não à medida unilateral do alto escalão da instituição de ensino, pesquisa e extensão.

Manifestantes percorreram rua Treze de Maio no Centro de Campo Grande – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Os protestos aconteceram no interior e em Campo Grande. Na fronteira Brasil-Paraguai, estudantes, técnic@s administrativ@s e docentes do Câmpus de Ponta Porã (CPPP) participaram dentro do desfile do 7 de Setembro para exigir que a administração da UFMS não execute a decisão de suspender o ingresso de nova turma no curso de Ciência da Computação no próximo ano naquela unidade.

Campo Grande: Guarda Civil Municipal bloqueia manifestação democrática – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

A ADUFMS-Sindicato uniu-se à comunidade fronteiriça para lutar contra as exclusões promovidas pela administração central da UFMS. De acordo com o jornal online Lidernews, “mais de 150 pessoas, entre alunos, técnicos, docentes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Ponta Porã, e apoiadores da causa, desfilaram nesse 7 de setembro para divulgar os 4 cursos  (Ciência da Computação, Matemática, Pedagogia e Sistemas de Informação), projetos de ensino, pesquisa e extensão da universidade, além de protestar contra a suspensão e fechamento de cursos dentro da UFMS, em particular, protestar contra a suspensão do curso de Ciência da e Computação de Ponta Porã”.

“Destaque ao caixão, que desfilou simbolizando a educação sendo enterrada, descartada por quantitativos financeiros. O caixão aparece para protestar CONTRA A SUSPENSÃO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EM PONTA PORÃ. Os alunos seguravam cartazes de data de nascimento do curso (2010) e de suspensão (2018)”, descreve matéria do Lidernews.

“Gritando palavras de ordem – ‘UFMS,  fica’, ‘Câmpus de Ponta Porã, fica’, ‘Ciência da Computação, fica) –, pedindo  para que a UFMS fique com seus cursos na cidade, carregaram um caixão com cartaz ao lado, dizendo: ‘Reitor, não ‘mate’ nossos cursos de graduação da UFMS em Ponta Porã’. ‘Nosso coração bate!!!’”, afirma a diretora de Políticas Educacionais da ADUFMS-Sindicato, Professora Doutora Késia Caroline Ramires Neves.

Grito d@s Excluíd@s – Em Campo Grande, empunhando as faixas “Contra o fechamento de cursos na UFMS” e “Basta” (sem corte de investimentos na educação, sem privatização da pesquisa, sem corte de bolsas, sem cobrança de mensalidade na universidade pública e sem terceirização) a ADUFMS-Sindicato e pessoas defensor@s da universidade pública, laica e referenciada participaram do Grito d@s Excluíd@s logo após o desfile cívico do 7 de Setembro. “A ADUFMS-Sindicato está acompanhando com muita preocupação essa suspensão de oferta de curso por atacado, sem discussão nos colegiados superiores”, reforçou a presidenta da entidade, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães.

As/os manifestantes percorreram a rua Treze de Maio, no Centro da capital sul-mato-grossense. Por meio de uma atitude criminalizadora, a polícia montou um cordão na esquina com a avenida Afonso Pena para barrar cidadãs, cidadãos e entidades que estavam na caminhada portando faixas e cartazes, pronunciando palavras de ordem. O bloqueio teve o intuito de blindar autoridades enquanto elas estavam no palanque ou se retiravam, incluindo o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Ecoando alto “fascistas e golpistas não passarão!”, após liberação da tropa policial, @s excluíd@s encontraram pela frente o pelotão d@s contrári@s ao democrático protesto.  Atrás das forças oficiais repressivas, ess@s contrári@s xingavam e insultavam as muitas pessoas que participavam da manifestação pedindo mudanças sociais e políticas avançadas de inclusão.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Acadêmic@s de Ponta Porã cobram melhores condições para permanência nas universidades e centro de formação

Audiência fez um balanço das problemáticas enfrentadas pelos universitários para permanecer no ensino superior

A audiência pública Ensino Superior em Ponta Porã – Oferta e Demanda”, realizada pela ADUFMS-Sindicato em parceria com a ADUEMS e a Câmara de Vereadores do município, nessa quarta-feira (29-8), apontou problemas comuns que levam @s universitári@s a desistirem dos cursos ofertados pela Instituto Federal  pelas universidades Federal (UFMS) e Estadual (UEMS) de Mato Grosso do Sul .

Entre as reclamações apresentadas pel@s alun@s do Câmpus de Ponta Porã da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CPPP- UFMS), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) estão o isolamento das unidades em relação ao eixo urbano, transporte público de péssima qualidade, iluminação pública ruim, falta de moradia estudantil, aluguéis exorbitantes, pouca oferta de bolsas do Programa Estudantil Tutorial (PET- Fronteira), poucas bolsa de iniciação científica, falta de refeitório a preços populares, assaltos diárias e falta de seguranças nos pontos ônibus, vias de acesso sem calçada e asfalto, ausência de convênio internacional para ingresso de alunos paraguaios e oferta de cursos sem observação à demanda da comunidade e a vocação econômica da região e falta de divulgação das graduações oferecidas e da própria existências das instituições públicas.

Professora Késia Ramires da UFMS comentou sobre a insegurança enfrentada por causa de fechamento de cursos e rebaixamento de perfil da unidade

Os estudantes não pouparam criticas a gestão pública municipal, estadual e federal. A presidenta da ADUFMS-Sindicato Mariuza Guimaraes, e a representante sindical, Késia Ramires cobraram o fortalecimento dos cursos existentes, a expansão da graduação e da pós-graduação, convênio entre as instituições para ofertas comuns de cursos e disciplinas e melhoria das condições de políticas de permanência dos estudantes nas três instituições. Mariuza citou também dados do INEP que apontam o baixo nível da oferta de vagas pelas instituições federais no país. 

Os docentes do IFMS e UEMS  fizeram uma série de propostas, dentre elas, o de estabelecimento de convênios entre as IES públicas (UFMS, UEMS e IFMS) para a oferta de cursos inter-instituições, ao qual a docente denominou de GRADINTER. “Nossa defesa é sempre pelo fortalecimento da instituição pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada”, reiterou.  

Uma docente também pediu para se que levasse em consideração as reivindicações apresentadas pela comunidade, uma delas referente ao oferecimento do curso de Pedagogia pelas instituições, com grande demanda na região.

Um acadêmico do curso de Ciências da Computação, da UFMS ,falou da dificuldade que teve  para se manter e se estabelecer na cidade. Até mesmo falta de refeição diária. A permanência do curso de Ciências da Computação só possível devido a sua persistência pessoal frente às privações e ao recebimento da Bolsa PET-Fronteira. Outro universitário, de Pedagogia, sugeriu a maior divulgação dos cursos oferecidos à região e  reestudo das linhas de ônibus que atendem o campus da UFMS/UEMS. Diariamente pega dois ônibus no trajeto entre sua casa e a universidade e chega na sua casa depois de meia noite.

Na audiência o Pró-reitor de graduação da UFMS, professor Ruy Alberto Caetano Correa, descartou a possibilidade de fechamento do curso de Ciências da Computação, no entanto,  cobrou que os gestores das unidades, a Câmara de Vereadores e demais autoridades saiam da intenção política e faça gestos capazes de resolver os problemas apresentados, inclusive a cedência de área por parte da Prefeitura de Ponta Porã para a construção da nova unidade da UEMS, hoje em área do campus da UFMS.

Veja as fotos https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209174097309061&set=pcb.10209174170150882&type=3&theater

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NOTA DE ESCLARECIMENTO – REUNIÃO ORDINÁRIA DO COUN DE 4 DE JULHO DE 2018

Arte baixada de <http://junqueiropolisemdia.com.br/2018/03/02/nota-de-esclarecimento/>

A ADUFMS-Sindicato vem a público manifestar sua preocupação com o recente episódio envolvendo docente e discente da UFMS, cujas identidades serão mantidas em sigilo em respeito à imagem dos envolvidos, o qual foi objeto de discussão na Reunião Ordinária do Conselho Universitário (Coun), realizada no dia 4 de julho último, e, posteriormente, veiculado na mídia de forma unilateral.

A preocupação que aqui trazemos se refere, em princípio, ao direito do docente, conforme definido pela LDB 9.394/1996, que tem, dentre outras, a liberdade de ensinar. Por certo que a democracia exige regramento, que é o que se dá por meio das normas internas da UFMS, nesse caso devidamente cumpridas pela docente, conforme documentos que compõem o processo analisado.

Na oportunidade, esclarece-se ainda que os procedimentos dos/das docentes da UFMS estão disponíveis nos respectivos planos de ensino on-line, incluindo as formas de avaliação, de acordo com a Resolução n. 269/2013, com a devida aprovação do Colegiado de Curso. Destaca-se ainda, que a conduta do/da docente servidor/a público/a federal também está regrada por meio da Lei Federal n. 8.112/1990.

Nessa linha, causa estranheza que um processo com tal teor chegue à instância máxima da Universidade sem que se tenha tomado as devidas providências para dirimir o conflito. E ressalta-se, mais uma vez, que o Sindicato, representante dos/das docentes, manifesta preocupação diante das diversas situações que tem chegado aos colegiados no que tange ao desrespeito, assédio moral, exposição indevida da imagem  e/ou honra de docentes nas redes sociais, sem qualquer demonstração de sensibilidade por parte das instâncias dessa Instituição.

Vale observar que a relação entre docentes e discentes é complexa, permeada por comportamentos de negação e aceitação em relação ao disciplinamento, à avaliação, à reprovação, o que por vezes, no caso das/os discentes, dá forma às práticas que se aproximam do assédio moral invertido, o que também deve ser cuidado pela Instituição quando tratar de denúncias de estudantes.

A universidade deve ser um ambiente democrático e plural, e não um ambiente opressivo e propenso a perseguições. Portanto, independentemente do entendimento formalizado pelo Conselho Universitário, manifesto em sua última reunião, a ADUFMS-Sindicato vem publicamente pleitear que a Administração da Universidade zele pelo respeito a todos/as, discentes e docentes, no âmbito da universidade e, especificamente, pela gestão democrática e pela legalidade, bem como capacite e oriente a todos/as aqueles/as que exercem funções de gestão de pessoas para resolução de conflitos e para o exercício regular de suas funções hierárquicas.

Por fim, a ADUFMS-Sindicato lamenta que a Instituição não tenha conseguido manter esse assunto nas suas instâncias de decisão e que conselheiros/as estejam sendo intimidados/as e criticados/as publicamente em razão de seus respectivos votos, que tiveram como perspectiva apenas garantir o cumprimento das normas da UFMS, sob pena de que não haja, em futuras decisões a ser proferidas pelo Conselho máximo da Instituição, a necessária autonomia por parte de seus membros.

 

Direção da ADUFMS-Sindicato

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Pesquisador defende nova forma de organização sindical de trabalhadoras e trabalhadores

Feiden: “Temos de reinventar o sindicalismo” (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

A formulação de novas estratégias de atuação que estimulem a participação,  a horizontalidade e o protagonismo da classe trabalhadora a partir de sua própria realidade  nortearam o curso de formação O papel do sindicado no momento atual, ministrado por Alberto Feiden (doutor em Agronomia) por meio de iniciativa conjunta da ADUFMS-Sindicato, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf). Diretor de Formação Sindical do Sinpaf Seção Sindical Pantanal, Feiden analisou as relações de produção, enfocando a trabalhadora e o trabalhador como sujeitos históricos na condição de seres humanos que fazem parte das relações de produção.

Para contextualizar a atuação de sindicatos laborais no mundo do capital, o pesquisador iniciou o curso realizado dia 9 de junho no Anfiteatro da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faodo-UFMS, Campo Grande) explicando a necessidade que todo ser humano tem de criar meios de existência  por meio do trabalho, fonte de geração de todas as riquezas materiais da humanidade. “A primeira obrigação para fazer nossa história é nos mantermos vivos”, expôs Feiden.

Essa assertiva sobre a manutenção e a reprodução da vida compõe um conjunto de interferências de homens e mulheres nas relações de produção engendradas no sistema capitalista. O trabalho é condição essencial para que o ser humano se reconheça como sujeito histórico na produção da riqueza. “A natureza fornece os elementos que precisamos para produzir a nossa vida, mas esses elementos na natureza não têm valor nenhum, a menos que sejam transformados pela ação humana”, explicou o pesquisador Alberto Feiden.

As novas formas de antagonismo capital-trabalho também fizeram parte do conteúdo ministrado no curso de formação tendo como referência empreendedorismo no século XXI. “O discurso do Sebrae* e do Sistema S** é uma luta de classes”, explicou Feiden. A atual administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) difunde no meio acadêmico currículo voltado para práticas empreendedoras. O empreendedorismo é fazer o/a trabalhador/a acreditar que será bem-sucedido/a no mundo do capital, no intuito mascarar a luta de classe.

Frente a situações como essa, o modelo atual de atuação dos sindicatos de trabalhadoras e trabalhadores  precisa ser reformatado para responder às novas estratégias de reprodução do capital na interface do neoliberalismo. “Temos de reinventar o sindicalismo”, reforçou Feiden. De acordo com o  diretor de Formação Sindical do Sinpaf Seção Sindical Pantanal a maneira de atuação das entidades não permite experimentar novas formas de organização. “O problema é que nossa ação sindical é padronizada”.

 

* Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

** Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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ADUFMS-Sindicato apoia greve de caminhoneiras/os. Veja os motivos!

RECHAÇAMOS QUALQUER MANIFESTAÇÃO DE RETOMADA DA DITADURA EM RESPEITO AOS/ÀS DOCENTES E, EM GERAL, AO POVO BRASILEIRO. A POPULAÇÃO ESTÁ SOFRENDO VIOLÊNCIA NESTE DURO PERÍODO DE NOSSA HISTÓRIA. MANIFESTAMOS NOSSO COMPROMISSO PELA LUTA PERMANENTEMENTE EM DEFESA DA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO CULTURAL, POLÍTICA E EDUCACIONAL. PARA LER EM PDF, CLIQUE SOBRE O TEXTO ABAIXO.

 

 

 

 

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ADUFMS-Sindicato e Sista-MS pedem à reitoria suspensão de atividades funcionais e docentes na UFMS

As entidades de docentes e de técnicas/os administrativas/os manifestam apreensão em relação à segurança de funcionárias/os públicas/os da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e reconhece a legitimidade das reivindicações de caminhoneiras/os. CLIQUE SOBRE O OFÍCIO PARA LER EM PDF.

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Lei da Mordaça sufoca denúncias de abuso sexual e da prática de prostituição infantil, alerta pesquisador da UFMS

Na palestra “Liberdade de ensino na escola e na universidade” realizada na segunda-feira (21-05), no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) em Campo Grande o Professor  Doutor Tiago Duque do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) alertou que a aprovação do Projeto de Lei 191/2017 (Lei da Mordaça) pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pode ter efeito contrário ao propósito, estimulando a pedofilia e a prostituição infantil, devido ao cerceamento da discussão sobre sexualidade nas escolas públicas.

O pesquisador reiterou que a maioria dos casos de abuso sexual de criança e adolescentes acontece na família, dentro de casa, praticados por pais, parentes e amigos próximos. A aprovação pode beneficiar também a prostituição infantil, cujo os casos de abuso não são tratados pelo movimento Escola sem Partido. Opina que a proibição de temas envolvendo a educação nas escolas públicas vai sufocar as denúncias que reiteradamente acontece em sala de aula, em razão de laços de confiança estabelecidos com professores e professoras.

Tiago Duque lembrou que o autor inicial do projeto de Lei Escola sem Partido na Câmara de Vereadores, vereador Alceu Bueno (assassinado), foi caçado e processado por prática abusiva envolvendo adolescentes, em Campo Grande.

Evento reuniu docentes e estudantes da UEMS e da UFMS – Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato.

Durante a exposição,  Duque apresentou diversos memes produzidos por meio do programa Escola sem Partido e distribuídos nas redes sociais de círculos religiosos fundamentalistas ou identificados com posturas políticas conservadoras. Analisou o caráter preconceituoso, machista, homofóbico e elitista das criações de qualidade ruim que exploram a imagem de crianças brancas, bem-vestidas, geralmente associadas à propaganda antipetista, antimarxista e anticomunista.

A propaganda veiculada pelo Escola sem Partido e pela Maçonaria ataca a teoria de gênero de forma dogmática, patrocinando o preconceito contra as pessoas não-heterossexuais.  Prega a neutralidade da educadora,  do educador, no ato de ensinar e a objetividade, mitos derrubados pela própria academia que já admite a manifestação da subjetividade no ato de se comunicar, educar, presentes nas artes e em outros fatos culturais.

Para o pesquisador a atuação do Escola sem Partido trabalha o conceito de pânico moral, assentado no pensamento monolítico cristão que fere o princípio do Estado e da escola laicos e para todos/as.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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NOTA DE REPÚDIO À DECISÃO EM LIMINAR QUE SUSPENDEU O CURSO GOLPE DE ESTADO DE 2016, CONJUNTURAS SOCIAIS, JURÍDICAS, POLÍTICAS E O FUTURO DA DEMOCRACIA NO BRASIL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL

Nós, abaixo assinados, manifestamos nosso repúdio à decisão judicial emanada em sede de liminar emitida em Ação Popular proposta pelo Senhor João Henrique Miranda Soares Catan em face da Fundação Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – liminar concedida pelo Senhor Juiz de Direito Plácido de Souza Neto, da Segunda Vara Cível da Comarca de Paranaíba, Mato Grosso do Sul, em razão dos fatos e fundamentos que seguem: 1) A Liminar concedida pelo respeitado Magistrado Plácido de Souza Neto suspendeu a realização do curso Golpe de Estado de 2016, Conjunturas Sociais, Políticas, Jurídicas e o Futuro da Democracia no Brasil ao acatar, em fase de liminar o argumento do autor e parecer do Ministério Público de que a sua a realização teria caráter político sendo “[…] parte de uma ação coordenada, de natureza política, com o objetivo declarado de “reagir” a um pronunciamento do atual Ministro da Educação que criticava o oferecimento do curso idêntico por universidades públicas localizadas em outra unidade da federação […]” (Plácido de Souza Neto, fls. 198).

O equívoco do Sr. Magistrado ocorre já que, em vez de analisar os tópicos “1.6.1 Justificativas do Projeto” e “1.6.3 Objetivos do Projeto”, que, em ambos os casos, esclarecem as justificativas e objetivos acadêmicos do projeto relacionado as discussões relevantes para o momento político, jurídico, social e histórico que o país passa, tais como as razões de nossa Crise Republicana; razões da fragilidade de nosso sistema político, discussão da evolução do próprio conceito de Golpe de Estado desde o século XVII até os dias atuais, dentre outros temas relevantes, o Magistrado se apega unicamente na análise do tópico “1.6 Informações relevantes para aprovação da proposta” onde se descreve a origem de Cursos “Golpe de Estado de 2016”, na UNB e sua disseminação em todo o país e exterior por conta da tentativa de censura do Ministro da Educação. (http://Protocolo SIGPROJ N. 299388.1621.4961.16032018http://sigproj1.mec.gov.br/projetos/imprimir.php?modalidade=0&projeto_id=299388&local=home&modo=1&original=1).

Neste sentido, o r. Magistrado demonstra prejulgamento do objetivo acadêmico do curso oferecido na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e todas as demais universidade públicas e privadas do país e do exterior afirmando claramente que todos os cursos possuem viés político e fazem parte de uma ação coordenada de natureza política, o que é um absurdo e demonstra a falta de compreensão acadêmica da proposta em análise e todas as demais;

2) O Sr. Magistrado também comete equívoco com relação ao significado do “princípio da indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão”, já que parte do pressuposto que um Projeto de Extensão, por si só, não compreende as três atividades ao pesquisar o conteúdo que será exposto, ensinar o conteúdo pesquisado e, por fim, estender referidos ensinamentos ao público alvo formado por membros da comunidade acadêmica e, também, por membros da comunidade local. Em seu equívoco, o r. Magistrado exige que seja comprovado a existência prévia de um Projeto de Pesquisa que tenha se debruçado ao tema Golpe de Estado de 2016. Fica evidente, dessa maneira, a falta de compreensão quanto ao significado do princípio dado ensino, pesquisa e extensão no desenvolvimento de um Projeto de Extensão, no entanto, isso foi fundamental para reforçar o entendimento do r. Magistrado de que o projeto teria viés ideológico-partidário e que se trata, em suas palavras: “[…] de uma ação coordenada de natureza política […]”;

3) O Sr. Magistrado, acredita também, obviamente de forma equivocada, que o Projeto de Extensão “[…] o objetivo do curso não é compartilhar com a comunidade local o conhecimento produzido pela UEMS, mas antes fazer de um movimento político para que determinada narrativa político-ideológica prevaleça no cenário nacional, no caso, a compreensão dos fatos a partir do ponto de vista de um partido político específico, que sentiu-se prejudicado pela atuação do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal” (Plácido de Souza Neto, fls.198).

A confusão e equívoco do r. Magistrado com relação a acusar o Curso de ter cunho político-ideológico ocorre em razão de ter sido citado nos fundamentos bibliográficos do Projeto de Extensão, trechos de falas das documentaristas francesas Frédérique Zingaro e Mathilde Bonnassieux, do documentário “Brasil, o grande salto para trás – Brésil, Le grand bond en arrière”, que por sua vez, faz críticas ao papel desempenhado pelo Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal na Operação Lava Jato.

Neste sentido, chega a ser lamentável a falta de compreensão do r. Magistrado com relação a utilização de uma fonte científica de pesquisa e, a partir de referida fonte, concluir e reforçar seu convencimento de que o curso possui objetivo não de compartilhar informações com a comunidade local e sim realizar um movimento político para determinada narrativa político-partidária;

4) No mesmo sentido, o r. Magistrado se equivoca também ao afirmar que “[…] embora o conteúdo programático do curso apresente sólido embasamento teórico, esse embasamento é claramente enviesado por uma determinada concepção ideológica, exatamente aquela a que se filia o Partido dos Trabalhadores” (Plácido de Souza Neto, fls. 199). Ora! É absolutamente evidente o equívoco do Magistrado! Partindo de seu convencimento, então todos os autores citados na fundamentação teórica para o embasamento acadêmico e científico do curso são partidários ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores? Autores da lavra de: “ANTUNES, Ricardo. Uma esquerda fora do lugar: o governo Lula e os descaminhos do PT. Campinas, SP: Armazém do Ipê, 2006”, aliás que realiza severas críticas ao Partido dos Trabalhadores; ARENDT, Hannah. Crises da República. São Paulo: Perspectiva, 2017, que se debruça as crises republicanas, como a que estamos passando; BAUMAN, Zygmunt; DONSKIS, Leonidas. Cegueira Moral: a perda da sensibilidade na modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar Editora, 2014, autores que realizam severa crítica a perda dos valores morais da sociedade; TOCQUEVILLE, Alexis de. Da Democracia na América, que discute questões democráticas.

Todos esses autores e muitos outros, já que o desenvolvimento dos 16 módulos do curso e do 17º módulo que é de  avaliação, que exigiu o estudo e levantamento bibliográfico de mais de 60 autores nacionais e estrangeiros. Então todos esses autores estão com suas obras tomada por viés político-ideológico Petista? Já que, nas palavras do r. Magistrado “[…] esse embasamento é claramente enviesado por uma determinada concepção ideológica, exatamente aquela que se filia o Partido dos Trabalhadores” (Plácido de Souza Neto, fls. 199),

5) O respeitado Magistrado e o membro do Ministério Público, Senhor Ronaldo Vieira Francisco, se equivocam ainda com relação à compreensão do Princípio da Pluralidade, senão vejamos: “Além disso, como bem apontado pelo Parquet Estadual, os elementos colacionados aos autos indicam a inobservância do pluralismo de ideias exigido pelo art. 206, inc. III, da Constituição Federal” […] Não se verifica, ao menos em uma análise superficial, qualquer diversidade de pontos de vista”. […] 2 – Inclusão de textos e autores que exponham o ponto de vista de que o processo de impedimento ex-presidente da República Dilma Roussef foi legítimo, como forma de assegurar o pluralismo de ideias (art. 206, inciso III, CF)” (Plácido de Souza Neto, fls 190 e 201).

Fica evidente, diante da manifestação do Parquet e do r. Magistrado que, na compreensão de ambos, o Princípio da Pluralidade, exigiria que qualquer assunto discutido na universidade deveria levar em conta diversos lados, ou seja, Se formos discutir na universidade, diante da compreensão aqui observada de referido princípio, do tema Democracia, obrigatoriamente teremos que discutir e apresentar autores a favores do Fascismo e do Nazismo, por exemplo, a guisa de observação do princípio da pluralidade.

É óbvio o equívoco do membro do Parquet e do r. Magistrado já que o princípio ora em discussão possui a função, justamente, de garantir que todos os assuntos possam ser discutidos no âmbito universitário. É claro que a única exceção para o princípio da pluralidade seria a discussão à guisa de imposição de discurso de ódio na universidade, porém, discutir as razões do surgimento dele na história da humanidade, o próprio princípio em questão garante;

6) Importante registrar o Pacto de São José da Costa Rica, o Pacto de Direitos Civis e Políticos, as resoluções número 39 e 40 da ONU, Organização das Nações Unidas, por meio de seu Comitê de Direitos Econômicos Sociais e Culturais, nossa Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, nossa LDB, dentre outros importantes estatutos legais, garantem de forma vigorosa à liberdade de Cátedra, o direito de ensinar e de aprender. Além disso, o Projeto do Curso Golpe de Estado de 2016 ofertado pela UEMS, passou por todos os trâmites administrativos para sua aprovação. O COUNI – Maior Conselho Universitário da UEMS votou moção de desagravo e apoio ao curso. O Comitê de ética, após provocação da Ouvidoria da UEMS se reunião e emitiu Parecer reiterando as condições éticas de aprovação do curso e apoio à liberdade de Cátedra dos docentes da UEMS.

7) Tantos equívocos, compreensíveis para quem não pratica o hábito cotidiano do desenvolvimento da pesquisa, da ciência, das atividades acadêmicas, infelizmente, o Sr.Magistrado chega à conclusão que está havendo a malversação de recursos públicos, senão vejamos: “Não obstante, quando se utiliza a estrutura de uma universidade pública, com mobilização de agentes públicos, a Constituição Federal exige, não apenas pede ou sugere, o respeito ao pluralismo ideológico”. (Plácido de Souza Neto, fls. 200).

Diante de todo o exposto neste manifesto é que entendemos ter havido um equívoco do r. Magistrado ao conceder a Medida Liminar de suspensão do curso ofertado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade de Paranaíba, medida que certamente irá provocar danos irreparáveis ao curso já que prejudica todo o calendário acadêmico e depõe contra a seriedade dos docentes envolvidos no curso com relação a percepção da comunidade local que pode interpretar, também de forma equivocada, as razões do curso.

ABÍLIO JÚNIOR VANELI – ADVOGADO

AILTON DE SOIZA – DOCENTE – UEMS

ALESSANDRO MARTINS PRADO – DOCENTE – UEMS

CARLA VILLAMAINA CENTENO – DOCENTE – UEMS

CINTIA REGINA DE SOUZA – ADVOGADA OAB/MS18.305

CLAUDIO LOPES – DOCENTE – UFMS

DJALMA QUERINO DE CARVALHO – DOCENTE – UEMSDOMINGOS MANOEL CÂNDIA DA SILVA – SERVIDOR DA 6ª VARA FEDERAL

DE CURITIBA

ELISABETH MARIA DE MENDONÇA SILVA – DOCENTE – UEMS

EUCLIDES GARCIA PAES DE ALMEIDA – PROFESSOR APOSENTADO

FERNANDO MACHADO DE SOUZA – FUNCIONÁRIO PÚBLICO – PROFESSOR

GISELLE MARQUES DE ARAUJO – DOCENTE – ADVOGADA OAB/MS4966

GLACIANE VAREIRO PEREIRA – AGRÔNOMA – DIRETORA DE ESCOLA

HENRANANI DORINDO PIRAN – DISCENTE – UEMS

HUGO SCHAYER SABINO – DOCENTE – UEMS

ILÍDIA APARECIDA DA SILVA MENEZES – DOCENTE – ADVOGADA

ILMAR RENATO GRANJA FONSECA – ADVOGADO OAB/MS 15.050

IRANI SERENZA F. ALVEZ

JEMERSON QUIRINO DE ALMEIDA – DOCENTE – UEMS

JOÃO VIRGÍLIO TAGLIAVINI – DOCENTE – UFSCAR

JOCIMAR LOMBA ALBANES – DOCENTE UEMS

JOSÉ CARLOS M. DA SILVA FILHO – DOCENTE – PUC/RS

JULIANA PASSOS DE CASTRO – DOCENTE – UNIVERSIDADE FEDERAL DE

PERNAMBUCO

JUNIOR TOMAZ DE SOUZA – DOCENTE

KEYLA ANDREA SANTIAGO OLIVEIRA – DOCENTE

LUANA DA SILVA CARDOSO DE CASTRO – PEDAGOGIA – UEMS

LUIZ DA SILVA PEIXOTO – FILÓSOFO – DIRETOR DE ESCOLA

LUIZ ESPECIATO – PROFESSOR E DIRETOR DE ESCOLA

MAIANNY ALVES – DOCENTE – DOUTORANDA USP

MÁRCIO COIMBRA MASSEI – PROCURADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO –

OAB/SP 150.017

MARCIO CONSUELO PORTO GONTIJO – ADVOGADO

MARCOS ANTONIO VIEIRA – DOCENTE – UEMS – ADVOGADO OAB/MS 6068

MARIA FERNANDA FERREIRA DE MORAES – DISCENTE, DIREITO – FIPAR

MARIA SILVIA ROSA SANTANA – DOCENTE – UEMS

MÁRIO LÚCIO GARCEZ CALLIL – DOCENTE – UEMS

MARLON LEAL RODRIGUES – DOCENTE – UEMS

MAYANE FERREIRA SHIOZUKA MACHADO DE SOUZA – FUNDAÇÃO

ESTADUAL DE SAÚDE DE APARECIDA DO TABOADOMILKA HELENA CARRILHO SLAVEZ – DOCENTE – UEMS

MONICA FONSECA WEXELL SEVERO – DOCENTE – UEMS

MONICA REGINA PEREIRA DE SOUZA – PEDAGOGA

MONIQUE LUZIA DE SOUZA

NELSON DE MIRANDA – ADVOGADO

ODIVALDO DE ARRUDA INOCENCIO – APOSENTADO

PAULO CESAR ENDO – PSICNALISTAS PELA DEMOCRACIA

PAULO EDYR BYENO DE CAMARCO – DOCENTE – UEMS

PEDRO CRUZ ALFAIA NETO – PSICÓLOGO

RAFAELLA CRISTINA DA SILVA – GRADUADA EM CIÊNCIAS SOCIAIS –

RECEPCIONISTA (CASSEMS)

RENATA LOURENÇO – DOCENTE – UEMS

RENATO FERREIRA LOPES – DISCENTE – UEMS

ROBSON LUBAS ARGUELHO – DOCENTE – EBTT IFMS

ROSANGELA GONÇALVES SOROMENHO – ADVOGADA/SOCIÓLOGA

SHIRLEY MARIA ALVES – FUNCIONÁRIA PÚBLICA ESTADUAL

SIMONE SILVEIRA DOS SANTOS – DOCENTE – UEMS

SINOMAR FERREIRA DO RIO – DOCENTE – UEMS

TIAGO RESENDE BOTELHO – DOCENTE – ADVOGADO – DOCENTE UFGD

UGO HENRIQUE DIAS DE FRANCA – DISCENTE DIREITO UEMS – AUXILIAR

ADMINISTRATIVO

VIVIANE DÉBORA DA SILVA PAULA UGA – DISCENTE – UEMS

VOLMIR CARDOSO PEREIRA – DOCENTE – UEMS

NOTA DE REPÚDIO À DECISÃO EM SEDE DE LIMINAR EM AÇÃO

POPULAR QUE SUSPENDEU O CURSO GOLPE DE ESTADO DE 2016,

CONJUNTURAS SOCIAIS, JURÍDICAS, POLÍTICAS E O FUTURO DA

DEMOCRACIA NO BRASIL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO

GROSSO DO SUL

– UEMS

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O balcão de negócio da educação superior

Sguissardi: “O ensino superior é uma commodity” (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

Já há algum tempo a educação superior vem sendo rentável negócio do capital no mundo globalizado. No Brasil as palavras usais não mais dão conta de compor o universo semântico de pesquisadores que se dedicam a estudar a mercantilização da formação de cidadãs e de cidadãos na universidade. Políticas estatais transformam as instituições universitárias em valoroso produto no balcão da iniciativa privada.

Muito além de simples nomenclaturas, os neologismos são instrumentos para se buscar entender, por meio de pesquisas, mecanismos intangíveis com o uso de conceitos convencionais no campo da educação universitária.

Na palestra Alguns Desafios Atuais da Educação Superior no Brasil, ocorrida dia 4 de maio na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, durante o colóquio Educação Superior e os Desafios da Década,  organizado pela ADUFMS-Sindicato, pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Política de Educação Superior Mariluce Bittar (Geppes-MB) e pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu-UFMS), com apoio da Faculdade de Educação (Faed),  o Professor Doutor Valdemar Sguissardi – docente aposentado das universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e Metodista de Piracicaba (Unimep) – analisou a mercadização, a  mercadorização e a commoditycidade da universidade no país. “O ensino superior é uma commodity”, definiu o pesquisador que, de acordo com seu Currículo Lattes, atua “principalmente nos seguintes temas: educação superior, política de educação superior, reforma da educação superior, público e privado na educação superior.”

A commoditycidade sintetiza o crescente avanço da universidade brasileira como mercadoria, um negócio como outro qualquer. No livro Da universidade à commoditycidade: ou de como e quando, se a educação/formação é sacrificada no altar do mercado, o futuro da universidade se situaria em algum lugar do passado (editora Mercado das Letras, 2017), os pesquisadores Lucídio Bianchetti e Valdemar Sguissardi usam esse neologismo que “resumiria essa nova característica das Instituições de Educação Superior que grassam país afora, especialmente nos centros urbanos mais populosos, onde a presença de clientela, seja pelo número, seja pela pressão para ‘diplomar-se’, está assegurada”.

Durante a palestra Alguns Desafios Atuais da Educação Superior no Brasil, o professor Valdemar Sguissardi apresentou e esmiuçou dados sobre o negócio em que se transformou a universidade privada no país. Em um gráfico elaborado pelo Professor Doutor aposentado da Universidade Federal de Goiás (UFG), Nelson Cardoso Amaral, o professor Sguissardi historiou o quanto o privado vem dominando a formação de pessoas desde o início da ditadura civil-militar em 1964. Naquele ano do golpe, as matrículas em universidades públicas correspondiam a 61,6%. As instituições de ensino superior privadas detinham 38,4 % das matrículas/os em 1964.

Ao final dos dez primeiros anos dos governos autoritário-repressivos, em 1974, chegando a 63,5% das matrículas, o setor privado já superava as matrículas públicas. Em 1974 as matrículas no setor público haviam caído para 36,4%.

Até 1985 os percentuais permaneceram favoráveis ao setor privado com brandas oscilações que não interferiram radicalmente ao ponto de reverter a situação. A partir de 1995, com a política neoliberal implantada pelos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), houve queda vertiginosa das matrículas no setor público, até 2002: de 39,8% para 24,7%. À medida que caíam as matrículas públicas aumentavam as do setor privado: de 60,2% em 1995 para 69,8% em 2002.

“O Estado é muito mais uma arena de combate entre interesses públicos e privados”Nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora em menor escala, as matrículas do setor privado continuaram subindo com uma ligeira situação estática em 2010.

A situação a partir de 2011 prosseguiu praticamente inalterada com pequeno decréscimo nas matrículas públicas até 2016, ano ao qual se estende a abrangência do gráfico. Nas instituições privadas o número de matrículas cresceu de 73,7% em 2011 para em torno de 75,3% em 2016.

Abarcando o último governo de FHC e os dois de Lula da Silva, as instituições de educação superior públicas (federal, estadual e municipal) aumentaram suas matrículas de 886.561 (1999) para 1.461.696 (2010). Nesse período (1999-2010) as matrículas nas instituições privadas de ensino superior particulares elevaram-se avassaladoramente: de 651.362 em para 3.386.923.

Nesse cenário, Valdemar Sguissardi explica que “o Estado é muito mais uma arena de combate entre interesses públicos e privados”. Pelos dados apontados, o privado tem nocauteado o público, o que demonstra os pendores do Estado Nacional no sentido de estimular a mercadização da educação superior.

 

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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