Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS-Sindicato

Entidade lançam frente em defesa das universidades públicas de Mato Grosso do Sul

Mariuza denuncia que corte orçamentario já compromete oferta de vagas na UFMS – Foto: Gerson Jara

A direção da ADUFMS-Sindicato participou na sexta-feira (02.12), no Plenarinho da Câmara dos Vereadores, do lançamento da Frente Estadual em Defesa das Universidade Estadual e Federais (UFMS, UFGD, UEMS ) e do IFMS. O evento organizado pela secção regional Centro-Oeste do ANDES – Sindicato Nacional, reuniu representantes de mais de 15 entidades que formaram uma coordenação e alinhavaram o documento denunciando o desmonte destas instituições por parte do Governo Federal e Estadual.

No evento, professores e professoras destas instituições avaliaram que os governos federal e estadual partem das premissas do Banco Mundial que tratam o ensino superior publico como despesa e não como investimento necessário ao desenvolvimento nacional, mascarando a transferência brutal de renda da União para o sistema financeiro privado e a politica milionária de isenção fiscal praticada pelo Governo Temer.

Marco do Aurélio do COUN-UFMS aponta manipulação midiática contra servidores – Gerson Jara

O corte do orçamento praticamente inviabiliza as instituições públicas em funcionamento em Mato Grosso do Sul, uma vez que os recursos destinados para 2017 e 2018 não suprem a demanda para atender o custeio anual das instituições.

Evento contou com a participação de estudantes, tecnicos(as) administrativos (as) e professores((as) -Gerson Jara

Além de paralisar o programa de expansão de vagas no ensino superior com o corte de verbas, o Governo Federal adota outras

medidas que apontam para a desmonte e privatização do segmento: aceleração do processo de terceirização, implantação do programa de demissão voluntária (PDV), redução drástica de verbas a pesquisa, a iniciação científica e a suspensão de programas de graduação e pós-graduação no exterior, como o Programa Sem Fronteira. Tais medidas obrigam as universidades a captarem financiamentos juntos as empresas privadas, desobrigando o Estado deste papel. Ao mesmo tempo quebra a indissolubilidade entre ensino, pesquisa e extensão e garante a reserva de mercado no segmento para os grandes grupos econômicos multinacionais que atuam na área educacional.

Na avaliação dos participantes, o Governo Temer, em parceria com o Governo Estadual, atua também na efetivação de propostas oriundas do movimento conservador Escola Sem Partido com ataques ao Plano Nacional de Educação, a Lei de Diretrizes Orçamentarias (LDB), nas garantias de diversidade cultural, de gênero e espiritual. Desmonta o Conselho Nacional de Educação, fato que levou as entidades de caráter científico e educacional a não renovarem o pedido de credenciamento no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), fórum coletivo consultivo mais antigos do Ministério da Educação, cujo objetivo era avaliar as ferramentas e recursos pedagógicos adotados pela rede pública de ensino.

Entre as ações aprovadas pela recém-criada frente estão a organização de seminários e estudos que contraponham os ataques e campanhas de difamação encadeados pelo governos em combinação com aparato midiatico as universidades públicas, mobilizações conjuntas com a participação dos estudantes, pressão politica institucional sobre os(as) representantes politicos do Estado em defesa das instituições e do serviço publico.

Estiveram presentes no evento, a ADUFGD, SINAFESE (IFMS), ADUFMS, FETEMS, FETEMS, SISTA-UFMS, SISTA-UFGD, SINTEF-MS, Sind. TrabaDos Trabalhadores do Ministerio Publico de MS, DCE-UEMS, CUT, PT e PCdoB.

Fotos do evento:

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Conferência Livre da Conape debate consequências da antirreforma na Educação

Fotos: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

Em preparação para a edição nacional, foi realizada a Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) na UFMS no sábado 25 de outubro. Organizado pela ADUFMS-Sindicato, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope), o evento faz parte da Conferência Livre da Conape, que pode ser realizada por iniciativa de determinado movimento ou entidade. Oficialmente, há os encontros intermunicipais, mas o regulamento permite que conferências livres sejam criadas de acordo com a necessidade dos/as educadores/as.

A Conferência Livre foi realizada no Auditório 2 do Complexo Multiúso, na Cidade Universitária Campo Grande, com a participação de estudantes, docentes e pesquisadores/as na área da educação. A mesa de abertura foi composta só por mulheres, e nela foi exposto o panorama da educação no Brasil em tempos de antirreformas, principalmente com Novo Regime Fiscal da União, proposto na Emenda Constitucional (EC) 95/2016, com o congelamento de recursos, principalmente na saúde e educação, pelos próximos 20 anos, apesar de já ser possível sentir as mudanças no primeiro ano de implementação.

Algumas universidades brasileiras, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), passam por situações extremas de falta de recursos. Em agosto deste ano a universidade informou em nota que “O [Conselho Superior de Coordenação Executiva] CSCE foi informado sobre os limites orçamentários de 2018 estabelecidos pelo MEC. No caso da UFRJ, a definição provocaria perda orçamentária de R$ 14 milhões em recursos de custeio e de R$ 35 milhões de capital, totalizando R$ 49 milhões em relação ao deprimido orçamento de 2017 (13,5% menor do que o de 2016)”.

Na a UFMS, os reflexos já podem ser evidenciados. No mesmo mês da divulgação da nota da UFRJ, a Universidade também informou sobre os cortes no orçamento. “Na PLOA 2017 enviada, o custeio geral foi reduzido em 13,5% e o investimento geral reduzido em 47,4%, em relação ao orçamento de 2016 da UFMS. Em números absolutos, isto significa que a UFMS terá aproximadamente 20 milhões a menos no orçamento de 2017. A Matriz OCC, que dá respaldo à manutenção da Instituição e às atividades fins como o ensino, a pesquisa e pós-graduação e a extensão, sofreu um corte de 23% o que corresponde em números absolutos a 12 milhões.  Algumas ações relevantes tais como Proext (ação da PLOA 20GK) e Formação continuada de professores (ação da PLOA 20RJ) foram extintas. A ação do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES – 4002) teve um corte de 2,6% enquanto a Ação destinada à Capacitação do servidor uma redução de 44,5%; já as ações de custeio e de investimento destinadas à Extensão (ação da PLOA 20 GK) tiveram uma redução de 76% e 60%, respectivamente”.

Após a mesa de abertura, a Conferência seguiu com a divisão de oito eixos de apresentação. O Eixo I teve como tema “O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação: Instituição, Democratização, Cooperação Federativa, Regime de Colaboração, Avaliação e Regularização da Educação”. No Eixo II foram discutidos “Planos, SNE e Qualidade de Avaliação e Regulação das Políticas Educacionais: Concepções e Proposições”. O tema do Eixo III foi “Gestão Democrática, Participação Popular e Controle Social”. No Eixo IV, “Democratização da Educação: acesso, permanência e gestão”. O Eixo V teve como tema “Educação e Diversidade: Democratização, Direitos Humanos, Justiça Social e Inclusão”. O tema do Eixo VI foi “Políticas Inter Setoriais de Desenvolvimento e Educação: Cultura, Desporto, Ciência, Trabalho, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Inovação”. O Eixo VII discutiu “Valorização dos Profissionais da Educação: Formação, Carreira, Remuneração e Condições De Trabalho e Saúde”. Por último, no Eixo VIII foi discutido “Financiamento Da Educação, Gestão, Transparência E Controle Social”.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, enfatizou em suas falas a importância da realização de debates e eventos como a Conape, em que as idéias são discutidas entre diversos/as representantes de entidades distintas, de forma democrática a contemplar as particularidades dos segmentos da educação, que são diversos. “Há outras questões que envolvem a gestão da educação no país: pedagógica, econômica e normativa. Temos diversos conflitos que impedem que a educação pública seja, de fato, de qualidade. O Plano Nacional de Educação (PNE) prevê uma exigência, mas o sistema federal é que acaba sempre determinando as políticas. Essa é uma decisão que impacta os estados, e nós temos uma diferença imensa no Brasil em relação à cultura e à economia também. O sistema Nacional de Educação é o ponto principal para a implementação de um PNE efetivo”.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Fórum de Combate à Corrupção Eleitoral pede que OAB-MS indique juiz titular de vara federal que investiga corrupção em Mato Grosso do Sul

Representantes do (FCCE-MS) afirmam que nomeação de novo juiz titular acelera a apuração de processos. Fotos – ACS-OAB

Representantes do Fórum de Combate à Corrupção Eleitoral de Mato Grosso do Sul  (FCCE-MS) reuniram-se com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Mansour Elias Karmouche, na quinta-feira (26-10). As entidades presentes reivindicaram que fosse encaminhado expediente à presidência do Tribunal Regional da Justiça (TRF3), solicitando a nomeação do juiz titular da 3ª  Vara Federal de Mato Grosso do Sul, especializada em Crimes de Lavagem de Dinheiro e contra o Sistema Financeiro Nacional, vaga após o pedido de aposentadoria do então titular, juiz Odilon de Oliveira.

A instância tem que julgar processos de corrupção como a Lama Asfáltica, até o momento inconcluso, que envolve lideranças políticas de expressão como o ex-governador André Puccinelli, o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho e empreiteiras do Estado. Também é responsável por casos desvios na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), como a operação Sangue Frio, e em outros órgãos federais investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul.

O presidente da OAB-MS confirmou que já havia antecipado e encaminhado o pedido de nomeação.  Destacou que a situação não prejudica as análises de processos de corrupção. No entanto, a presença do titular iria dar agilidade aos trabalhos. Reafirmou o compromisso da entidade no combate à corrupção. Destacou o pedido de impeachment do presidente Temer  apresentado pela OAB Nacional.

Mansour Elias reclamou da falta de mobilização das entidades, pois sequer aconteceu panelaços e mobilizações de rua nas votações das denúncias contra Temer no Congresso Nacional, mesmo com constantes notícias da imprensa sobre o assunto. As denúncias são consideradas pelo advogado mais graves e contundentes do que as ocorridas contra Dilma Rousseff.   Defendeu também a continuidades das investigações da operação Lava Jato.

O representante do FCCE-MS, Lairson Palermo, condenou, porém, a postura tendenciosa do magistrado e o desrespeito aos princípios básicos do estado democrático de direito praticados em algumas decisões.

Participaram da reunião a ADUFMS-Sindicato, por meio de seu diretor de Assuntos de Aposentadoria, Oswaldo Rodrigues;  Gerson Canhete Jara, pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS); Iara Gutierrez Cuellar, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems);  Lairson Palermo, da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB, Regional Oeste 1); e advogados da FCCE-MS.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato promove nesta sexta-feira 29 palestra com o historiador e professor Valter Pomar

Em continuidade às atividades de formação política e sindical, a ADUFMS-Sindicato traz nesta sexta-feira 29 de setembro às 13h30min no Anfiteatro da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (FAALC), antigo Anfiteatro do extinto Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS),  na Cidade Universitária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Valter Ventura da Rocha Pomar, para debater o tema “A Função da Universidade Pública no Contexto Atual”.

Na Universidade de São Paulo (USP), Pomar graduou-se em História (1996), fez Mestrado (2000) e Doutorado (2006), ambos em História Econômica.

Conforme currículo disponibilizado na página-web do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS) da UFABC, é professor de economia política internacional no curso de Bacharelado de Relações Internacionais. Também atua nas áreas de Ciência Política (Política Internacional, especialmente América Latina e Caribe), História do Brasil República, História Moderna e Contemporânea e é coautor dos livros A armadilha da dívida (2001), O Brasil endividado (2000) e Foro de São Paulo: construindo a integração latino-americana e caribenha (2013) e  autor de obras como A estrela na janela (2014), Miscelânea internacional (2014),  A esperança é vermelha (2014) e A foice, o martelo e a estrela (2014),

Foi secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores (PT, 2005-2010), secretário-executivo do Foro de São Paulo (2005-2013), vice-presidente da Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina (Copppal). Foi diretor da revista Teoria e Debate. Integrou o conselho editorial da revista Contexto Latino-Americano e o Conselho Curador do Memorial da Anistia Política no Brasil.

A palestra tem o propósito de dimensionar o contexto de estrangulamento orçamentário das universidades combinado por ataques aos/às servidores/as e ao funcionalismo público, causados pela Emenda Constitucional (EMC) 95/2016 que instaura o “novo” regime fiscal por meio de congelamentos orçamentários por vinte anos, a Lei 13.429/2017  da terceirização, o Projeto de Lei do Senado 116/2017, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que pretende  acabar com a estabilidade no emprego mediante avaliação periódica de funcionárias/os públicas/os com  “baixo desempenho”. O palestrante também abordará o contexto internacional do avanço do capitalismo, reflexos no Brasil e na América Latina, além do processo de endividamento das nações como forma de alimentar a ciranda financeira internacional.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Assembleia Geral aprova fusão ao Andes-SN; direção da ADUFMS homologa resultado

Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

Após conferência de atas, lista de presença e resultado da votação nessa segunda-feira (25/9), a direção da ADUFMS-Sindicato homologou a decisão de fusão da entidade ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). A Assembleia Geral foi realizada no dia 20 de setembro na Cidade Universitária Campo Grande (foto ao lado) e nos campi de Aquidauana, Três Lagoas, Corumbá, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã, Chapadão do Sul e Coxim.

Contou com a presença de 85 filiadas/os, dos quais 65 votaram favoráveis à fusão, um voto contrário  e 19 abstenções . Com a totalização, a alteração do Estatuto da ADUFMS-Sindicato foi aprovada, com o quórum de 10% das/os filiadas/os presentes e 3/5 de presença na votação. Com decisão, a ADUFMS-Sindicato deixa de ser um sindicato autônomo e volta a ser seção sindical do Andes-SN.

Para Eblin Joseph Farage, presidenta do Andes-SN, presente à Assembleia Geral em Campo Grande, a conjuntura de ameaça às/aos servidoras/es e ao serviço público requer que a categoria some esforços em torno de uma entidade forte e com tradição de luta em defesa da educação, da universidade e da democracia

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, destaca a obtenção do quórum mínimo para aprovação da fusão ao Andes-SN, lamentavelmente com baixa participação.  Agora, acrescentou, é dar os encaminhamentos administrativos e jurídicos necessários à fusão, que deverá ser homologada no Congresso Nacional do Andes-SN em janeiro  de 2018.

Mariuza Aparecida  ponderou que, mesmo com todo o processo preparatório com reuniões prévias em Campo Grande e no interior, com a presença da Eblin Farage, a participação das/os filiadas/os foi pequena em razão do calendário acadêmico apertado, somado à infinidade de exigências produtivistas da academia, fatores que acabam impactando na participação nos fóruns coletivos de decisão, como diversas/os docentes justificaram. A dirigente lembra que diariamente recebe informações de ataques aos direitos do funcionalismo público que requerem mobilização. A  fusão ao Andes-SN, a opinou a professora Mariuza Aparecida,  “vai fortalecer o nosso movimento e a ADUFMS-Sindicato. “Continuaremos, dessa forma, na defesa da universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada”.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Comissão divulga resultado da eleição para Conselho Fiscal da ADUFMS-Sindicato

Efeito sobre ilustração baixada do site A Cabra (<http://www.acabra.pt/index.php/category/eleicoes-aac-24-e-25-nov-2014/>)

A Comissão Eleitoral da ADUFMS-Sindicato apurou e registrou em ata na sexta-feira 22 o resultado da eleição realizada na quarta-feira 20, de escolha da/dos nova/os integrantes do Conselho Fiscal da entidade para o período 2017-2019: docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A professora Anamaria Santana da Silva do Campus do Pantanal (CPAN, Corumbá), os professores Alessandro Gustavo Souza Arruda e José Aparecido Moura Aranha, ambos da Escola de Administração e Negócios (Esan, Cidade Universitária Campo Grande) elegeram-se como titulares. Na suplência ficaram os professores Teófilo Fernando Mazon Cardoso da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan, Cidade Universitária Campo Grande) e Marne Pereira da Silva (aposentado).

Houve empate na disputa pela terceira vaga de titular do Conselho, entre José Aparecido Moura Aranha e Teófilo Fernando Mazon Cardoso. Nesse caso, os integrantes da Comissão eleitoral decidiram que “o candidato de maior idade” (José Aparecido Moura Aranha) ocupasse a vaga.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Nota de Pesar pelo falecimento do professor Nazareth dos Reis do Câmpus de Três Lagoas

Professor Nazareth – eterno companheiro de trabalho e amigo

A ADUFMS-Sindicato e a ADLeste, seção sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), comunicam com pesar o falecimento do professor aposentado Nazareth dos Reis, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campus de Três Lagoas (CPTL), e filiado à ADUFMS-Sindicato. O docente morreu na madrugada nesta quinta-feira 21 de setembro às 5 horas.

O companheiro ministrava aulas de História no CPTL por mais de vinte anos e se aposentou em 2007. Era torcedor do São Paulo. Tinha câncer.

Reis atuou sempre em defesa da educação, dos avanços sociais e econômicos do nosso País. À família, parentes e amigas/os todo o conforto diante da perda irreparável.

Na linha do tempo de Nazareth dos Reis no facebook, seu sobrinho Rafael dos Reis Ferreira postou o seguinte texto sobre o docente falecido:

Como uma singela homenagem ao Professor e Tio Nazareth dos Reis, eis sua Dissertação de Mestrado (Tensões sociais no campo: Rubinéia e Santa Clara D’Oeste) defendida em 1990 que está agora disponível no Site da Família Reis. 

Nazareth, como professor e mestre, formou gerações de estudantes nas escolas da região de Santa Fé do Sul e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Demorei dois longos dias para digitalizar sua Dissertação. E tive o prazer de comunicar ao Tio desse feito. Ele me disse, emocionado na época, que essa era a realização de um sonho: deixar como legado seu trabalho acadêmico.

Um professor e pesquisador da Unesp [Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”] de Rio Preto me procurou recentemente interessado no seu trabalho. Ele me disse que já há algum tempo vinha procurando a Dissertação do Tio Nazareth para estudar o Noroeste Paulista e não encontrava.

Eu compartilhei a Dissertação com ele e disse que a partir de então esse trabalho deixaria o esquecimento da Biblioteca da PUC-SP [Pontifícia Universidade Católica de São Paulo] para se tornar público, com a autorização do Tio, que na época estava vivo.

Um grande abraço ao mestre!”

 

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POR QUE SE FUNDIR AO ANDES-SINDICATO NACIONAL?

Foto reproduzida do Blog Carmadélio

1. HISTÓRICO

A ADUFMS-Sindicato foi seção sindical do Andes até 2011, quando seu estatuto foi alterado e oficializou-se a sua filiação à Proifes-Federação.

Na greve de 2012, a então diretoria do Sindicato, ligada à Proifes-Federação abandonou a categoria em pleno movimento de greve que durou quase quatro meses. Na época, a Assembleia Geral dos/as docentes da UFMS elegeu o Comando de Greve Local, que teve apoio do Andes-Sindicato Nacional, inclusive com assento no Comando de Greve Nacional.

O movimento grevista conseguiu a adesão de 90% das Ifes. Mesmo assim, contrariando a orientação da maioria das assembleias das universidades paralisadas, a Proifes-Federação assinou acordo com o governo que desmantelou a carreira docente da educação superior, desconsiderando os movimentos de base da categoria.

Em 2015, nova greve foi necessária, considerando o desmantelamento acima citado e, em 2016, os efeitos nefastos da PEC 55/2016 (hoje EMC 95/2016) que congelou o orçamento público por vinte anos, além da reivindicação das perdas salariais de 27,5%, acumuladas no período de 2011 a 2014.

No decorrer do movimento grevista de 2015, a categoria aprovou a desfiliação da Proifes-Federação. Após a realização de debates com as duas entidades nacionais, ADUFMS-Sindicato tornou-se autônoma, alinhada à política do Andes-Sindicato Nacional. Esse debate está disponível no site da ADUFMS.

Pós-desfiliação se deu início a uma série de estudos e debates para que a categoria conhecesse melhor a organização do Andes-Sindicato Nacional, culminando com a presença da presidenta da entidade, professora Eblin Farage, no último mês de julho, em reuniões na Cidade Universitária em Campo Grande nos campi do Pantanal (Corumbá), Aquidauana e Naviraí.

2. A proposta de retorno ao Andes-Sindicato Nacional segue a linha de debates realizadas até o momento.

  • O Andes-Sindicato Nacional tem uma história consolidada de defesa das universidades públicas, gratuitas, laicas e socialmente referenciadas.
  • Trabalha dentro de uma perspectiva política e científica com grupos de trabalho que realizam os diversos estudos necessários ao entendimento das demandas da categoria e elabora suas políticas a partir desses estudos e dos debates realizados nos congressos a cada dois anos.
  • Tem se conduzido de forma autônoma à margem de qualquer governo, assumindo postura inequívoca em defesa da categoria.

3. Isso posto, a diretoria da ADUFMS-Sindicato entende que:

3.1 a luta é nacional e urgente, sendo que o isolamento não contribui para a melhoria das políticas a ser implementadas localmente;

3.2 os benefícios que temos alcançados na luta conjunta com o Andes- Sindicato Nacional se consolidam com a fusão;

3.3 o repasse financeiro estatutário ao Andes-Sindicato Nacional contribui para a gestão na elaboração de material informativo aos/às filiados/as, mobilizações, formação político-sindical e demais atividades coletivas do Sindicato;

3.4 o Estatuto garante que as seções sindicais tenham regimento próprio regulando a gestão cotidiana e as demandas locais;

3.5 as seções sindicais participam de todas as instâncias deliberativas do Andes-Sindicato Nacional, opinando nas decisões e rumos da categoria docente;

3.6 as alterações documentais e financeiras advindas do resultado da Assembleia Geral de quarta-feira 20 de setembro, se for o caso, serão construídas pela diretoria, respeitando o seu estatuto atual que estabelece como instância máxima de decisão a Assembleia Geral.

Campo Grande – MS, 9 de setembro de 2017

Diretoria da ADUFMS-Sindicato, Gestão Autonomia Sindical 2016-2018

 

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Professoras/es sindicalizadas/os da UFMS escolhem nesta quarta-feira (dia 20) integrantes para o Conselho Fiscal da ADUFMS-Sindicato

Imagem baixada do site do site Politize! (http://www.politize.com.br/historia-do-voto-no-brasil/>)

Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) filiadas/os escolhem nesta quarta-feira 20 a nova composição do Conselho Fiscal da ADUFMS-Sindicato para o período 2017-2019. A eleição acontece das 8 às 19 horas. Sindicalizadas e sindicalizados da Cidade Universitária em Campo Grande, dos campi do Pantanal (CPAN, Corumbá), Aquidauana (CPAQ), Paranaíba (CPAR), Três Lagoas (CPTL), Nova Andradina (CPNA), Naviraí (CPNV), Ponta Porã (CPPP), Coxim (CPCX) e de Chapadão do Sul (CPCS) estão aptas/os a votar.

As seções vão funcionar nas sedes da ADUFMS-Sindicato em Campo Grande, Aquidauana e Três Lagoas. Locais de votação também vão estar à disposição das/os associadas/os do CPNA, CPAR, CPCS, CPCX, CPPP e CPNV em seus respectivos campi.  Em Corumbá a urna se localizará no Hall do bloco H do CPAN.

O Estatuto do Sindicato define as seguintes atribuições ao Conselho Fiscal:

  • “exercer a fiscalização financeira da ADUFMS-Sindicato mediante análise semestral dos documentos contábeis;
  • emitir parecer sobre o balanço, as contas e as despesas constantes do Relatório Anual da Diretoria;
  • prestar esclarecimentos sobre a situação financeira da ADUFMS-Sindicato, sempre que solicitado.”

Ainda de acordo com o Estatuto, o Conselho Fiscal é “constituído de três membros titulares e dois suplentes, sócios da ADUFMS-Sindicato” devidamente escolhidos por todas e todos sindicalizadas/os da entidade.

Candidata e candidatos ao Conselho Fiscal

  • Alessandro Gustavo Souza de Arruda – Escola de Administração e Negócios (Esan), Cidade Universitária, Campo Grande.
  • José Aparecido Moura Aranha – Esan
  • Anamaria Santana da Silva – Campus do Pantanal (CPAN, Corumbá).
  • Teófilo Fernando Mazon Cardoso – Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (Facfan)
  • Marne Pereira da Silva – aposentado.

DÚVIDAS SOBRE A ELEIÇÃO PARA O CONSELHO FISCAL PODEM SER ESCLARECIDAS NA SECRETARIA DA ADUFMS-SINDICATO EM CAMPO GRANDE, AVENIDA SENADOR FILINTO MÜLLER, 559, VILA IPIRANGA, FONES 67 3346-1514 E 67 3346-1482.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Durante posse de docentes, reitor fala de ‘puxão de orelha’ da ADUFMS-Sindicato

Turine (em pé à direita) lembrou da postura combativa da ADUFMS-Sindicato, ao dizer que “todas as semanas” ou pelo menos a cada “15 dias” leva um “puxão de orelha” da presidenta da entidade, Mariuza Aparecida (primeira à esquerda) – Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Ao discursar para os/as novos/docentes, o reitor Marcelo Augusto Santos Turine, em brevíssima referência, dirigiu-se à presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, reconhecendo de público o trabalho que vem sendo desenvolvido pela atual diretoria da entidade em defesa das/os docentes em atividade e das/os aposentadas/os, bem como da universidade pública laica de qualidade, socialmente referenciada e de acesso democrático.

Durante o discurso na cerimônia de posse da maioria das/os 54 novas/os professoras/es aprovadas/os no último concurso para o magistério superior da UFMS, na quarta-feira 23 de agosto, o chefe da administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul lembrou a postura combativa da atual gestão do Sindicato ao dizer que “todas as semanas” ou pelo menos a cada “15 dias” leva um “puxão de orelha” da presidenta da entidade.  

A sindicalista Mariuza Aparecida representou a direção da ADUFMS-Sindicato no evento que recepcionou as/os novas/os docentes no auditório da Secretaria Especial de Educação a Distância e Formação de Professores (Sedfor-UFMS). Os/as empossados/as receberam da dirigente sindical texto de boas-vindas no qual a atual gestão do Sindicato descreve e historia a trajetória da entidade cuja fundação remonta à criação da Associação dos Professores do Campus de Campo Grande da Universidade Estadual de Mato Grosso (APCCGUEMT) em 1970. Também foi entregue fôlder com os convênios do Sindicato e ainda ficha de filiação.

Com a criação do Estado de Mato Grosso do Sul em 1977, a UEMT tornou-se Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A UFMS foi oficializada em 1979.

A ADUFMS-Sindicato tem hoje 842 filiadas/os que fazem parte da tríade ensino, pesquisa e extensão na UFMS nos campi do interior e na Cidade Universitária em Campo Grande.  A dirigente sindical Mariuza Aparecida conversou com as/os docentes empossadas/os (segunda foto) sobre o Sindicato e a importância da organização da categoria frente à crise pela qual vem passando as/os servidoras/es federais, das/os quais vem sendo retirados sistematicamente direitos conquistados. A presidenta do Sindicato desejou às/aos empossadas/os “sucesso nessa nova jornada”.

Nem todas as 75 vagas definidas foram preenchidas. Com a aprovação de 54 docentes no concurso para o magistério superior na UFMS, o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Antonio José Ângelo Motti, disse que será aberto novo edital visando ao preenchimento das vagas remanescentes das 75 estabelecidas no edital anterior.

Mesmo preenchendo as 75 vagas, a UFMS vai permanecer com defasagem docente em seus quadros. Segundo Motti, há mais de quarenta novas aposentadorias de professoras/es da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, aumentando a demanda por mais docentes na instituição.

O pró-reitor afirmou ser necessário acelerar o processo de contratação de professoras/es via concurso, em função das incertezas provocadas pela política do governo federal, que tende a ser obstáculo à reposição de pessoal na docência, em função do congelamento e até redução dos investimentos em educação.

As/os professoras/es empossadas/os são, além de Mato Grosso do Sul, procedentes de vários outros estados da Federação, entre eles São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará e Santa Catarina. As/os novas/os docentes vão atuar em campi do interior e em unidades na Cidade Universitária da UFMS em Campo Grande.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

CONFIRA A ÍNTEGRA DA MENSAGEM DO SINDICATO ÀS/AOS NOVAS/OS PROFESSORAS/ES DA UFMS

 

SEJAM BEM-VINDOS E BEM-VINDAS!!

 

Enquanto Mariuza Aparecida (à esquerda) conversa com outras/os docentes empossadas/os, novo professor da UFMS olha mensagem e fôlder do Sindicato

O histórico de luta das e dos docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul começou bem antes de a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT) Campus de Campo Grande ter sido federalizada pós-criação do Estado de Mato Grosso do Sul.

A instituição nem era federal quando, há mais de 46 anos, com o Brasil sob uma ditadura civil-militar, professoras e professores da UEMT na  hoje capital sul-mato-grossense se reuniram em assembleia geral no dia 14 de dezembro de 1970 e fundaram a Associação dos Professores do Campus de Campo Grande da UEMT (APCCGUEMT), atual Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato).

O Sindicato tem uma história atuação em defesa dos direitos da docência com ativa participação da categoria. Há atualmente 842 sindicalizadas/os da Cidade Universitária em Campo Grande e de todos os campi da UFMS. A atuação da entidade pauta pela abrangência de todas/os as/os professoras/es, independentes de serem filiadas/os ou não.

As crises políticas, sociais e econômicas enfrentadas pelas comunidades de instituições de ensino, pesquisa e extensão têm chamado as/os docentes da UFMS à mobilização e organização em torno do fortalecimento da ADUFMS-Sindicato. Exemplo disso é a situação caótica por que passa o Estado Nacional brasileiro no contexto contemporâneo, com projetos do governo federal que solapam conquistas da docência nas instituições federais do mundo acadêmico, pondo em xeque a universidade pública, laica, de qualidade e referenciada, obstruindo o acesso de todas/todos a uma formação consistente e em sintonia com a sociedade.

Docentes que tomaram posse se informam sobre a ADUFMS-Sindicato

A entidade desenvolve constante trabalho de informar e mobilizar a categoria sobre seus direitos. Tão importante quanto a ação em conjunto com as/os docentes são os convênios que a ADUFMS-Sindicato mantêm com empresas prestadoras de serviços, entre elas as operadoras de planos de assistência à saúde: Unimed e Uniodonto. O Sindicato tem uma atuante Assessoria Jurídica que já ingressou com várias ações em defesa dos direitos das/os professoras/es da UFMS.

Finalizamos com uma inspiradora declaração do professor Rubens Toledo de Barros da antiga UEMT, em 1973, ao criticar a falta de interesse do governo mato-grossense daquela época pelos direitos da docência universitária. “Má vontade do governador [de Mato Grosso, José Manoel Fontanillas Fragelli]. Precisamos assumir posições mais drásticas e colocar nosso problema em esferas mais altas.”

Filie-se ao Sindicato, participe!

A defesa da universidade e de nossos direitos depende de cada um/uma de nós.

Profa. Mariuza Aparecida Camillo Guimarães

Presidenta da ADUFMS-Sindicato

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Grupo em Defesa da Escola Democrática promove ato contra projeto de lei da Escola sem Partido

Presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida, argumenta caráter autoritário da lei

O Grupo em Defesa da Educação Democrática e contra a Lei da Mordaça promoveu ato contra o Projeto de Lei da Escola sem Partido em frente à Câmara de Vereadores de Campo Grande, onde nesta segunda-feira 14 ocorreu audiência pública para discutir o assunto com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-RJ).

O ato convocado pela ADUFMS-Sindicato, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e a Apolo concentrou mais de cinquenta pessoas em frente ao parlamento campo-grandense. As/os presentes gritavam palavras de ordem denunciando o caráter partidário, fascista e autoritário do Projeto de Lei (PL)  867/2015 em tramitação na Câmara dos Deputados e o PL  8.519/2017, que tramita na Câmara de Vereadores de Campo Grande.

Uma faixa produzida pelas entidades denunciava o caráter partidário do projeto, que visa dar sustentação à candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a presidente da República.  O evento reuniu ativistas da educação básica e superior, sindicalistas, militantes culturais e a diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faed-UFMS), Professora Doutora Ordália Alves Almeida.

A ADUFMS-Sindicato tem atuado diretamente pelo desaprovação e arquivamento do projeto de lei da Escola de Sem Partido, batizado em Campo Grande de Lei da Mordaça. Em 2016 o projeto de lei, na época de autoria do vereador, Paulo Siufi (PMDB), hoje deputado estadual, foi aprovado em dois turnos na Câmara dos Vereadores. Todavia, encontrou forte resistência de estudantes e entidades sindicais ligadas à educação e vetado pelo ex-prefeito Alcides Bernal (PP-MS).  Após o veto, por meio de acordo de liderança foi arquivado. Agora voltou a ser apresentado pelo vereador Vinicius Siqueira (DEM).

O Fórum contra a Lei da Mordaça e em Defesa da Educação Democrática planeja novas ações na Câmara dos Vereadores de Campo Grande na tentativa de arquivar o projeto de lei que ameaça a liberdade pedagógica do/a professor/a em sala de aula e abre precedentes para que seja punida/o caso venha apresentar pontos de vista sobre a livre orientação sexual, religiosa e política.

Veja o video do ato

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Direção da ADUFMS-Sindicato apresenta reivindicações de docentes a reitor

Foto arquivo – Reunião com o reitor em dezembro do ano passado

Na primeira reunião do ano com o reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Marcelo Augusto Santos Turine, no dia 21 de julho,  a direção da ADUFMS-Sindicato apresentou uma pauta de reivindicação ao reitor Marcelo Turine. Entre os pedidos apresentados estavam a alteração do calendário de escolar, com o recesso de pelo menos uma semana, antes do início do segundo semestre, emendas de feriados, cortes orçamentários, condições de trabalho, infraestrutura e condições de ensino nos campi da UFMS.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, pediu esclarecimentos sobre a situação orçamentária da UFMS. Marcelo Turine adiantou que os recursos disponíveis darão para tocar a universidade até setembro, havendo necessidade de suplementação orçamentária para chegar até o fim do ano. Disse que a situação vem sendo discutida conjuntamente com outras universidades, via ANDIFEs. Neste fórum, a UFMS é representada pela pró-reitora de Planejamento e Orçamento, Dulce Maria Tristão, ex-diretora Diretora da DIFES/SESu/MEC  no Governo Dilma. Nele está em discussão a revisão da matriz orçamentária comum a ser apresentada ao MEC.

Turine reiterou que mesmo com cortes mensais em torno de R$ 100 mil mensais nas despesas, obtidos pela revisão de contratos, até a conta de energia está atrasada em um mês. Adiantou que intenção é dar continuidade ao andamento do calendário escolar até dezembro, usando as sobras orçamentária para manter a rotina das aulas e o pagamento de pessoal terceirizado.

O 1º secretario da ADUFMS-Sindicato, professor José Roberto Rodrigues de Oliveira, indagou o Reitor sobre as condições de alojamento e de permanência para os alunos do Leducampo e do Educação Indígena. Atualmente, os alunos estão em condições insalubres no alojamento do Estádio Morenão.

Turine ponderou que os dois cursos têm o custo aluno elevado e que é praticamente impossível manter a continuidade no formato atual, não só na UFMS, mas também em outras universidades. Argumento que a sua manutenção é mais cara de que o curso de Medicina. Como alternativa, sugeriu que cada professor leve de um a dois para alunos para sua casa, pois neste período de restrição orçamentária todo o corpo docente terá que ser mais solidário, “criativo” e ser empenhar mais, inclusive pegando uma carga horária maior de aulas se for preciso. Adiantou que a UFMS dispõe de 80 vagas para concurso, mas depende de autorização do MEC. A tendência, explicou, é de abrir as vagas só suprir os professores que pediram aposentadoria.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato relatou que recebeu diversas reclamações dos docentes sobre o ritmo estressante do calendário no primeiro semestre de 2017. No modelo compactado, além de não me permitir emenda de feriado, vem causando problemas no fechamento da carga horária. Desta forma alguns docentes não vinham conseguindo cumprir o planejamento apresentado em relação a carga horária disponível nas disciplinas. Cobrou que a entidade apresentou uma proposta com o prazo mais elástico e que a sugestão não foi considerada pela administração.

A alteração de calendário, no entanto, foi descartada, dada como pauta vencida pela administração. Para tanto, alegou que os acadêmicos e professores estavam “felizes” com a sua efetivação, pois além de ajustar o calendário anual, não havia nenhuma reclamação na ouvidoria da UFMS.

Mariuza adiantou que a partir de agora a orientação do Sindicato é de sugerir às/aos docentes que todas as reclamações deste teor também sejam encaminhadas para a Ouvidoria. Também solicitou apoio da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas para que facilite o acesso a dados estatísticos sobre as causas de adoecimento que estão gerando pedidos de aposentadoria. O compartilhamento de dados tem o objetivo de contribuir na pesquisa nacional do ANDES-Sindicato Nacional sobre o perfil dos professores (as) que pedem aposentadoria em razão de doenças ocupacionais. Ficou instituído em comum acordo a formação de grupo de estudos com representantes da UFMS e da ADUFMS para analisar os dados e propor sugestões de prevenção e de tratamento dos casos. Devido a compromissos na agenda do reitor, a dirigente a ADUFMS  não conseguiu aprofundar o assunto com os gestores presentes.

O sindicato também reclamou que muitos professores estavam com dificuldades de sair de férias devido à falta de professor para assumir a disciplina. O reitor pediu que estas questões fossem encaminhadas com os diretores de centros que estavam “empoderados” para decidir as alternativas. Pediu a colaboração dos docentes para que gozem as férias no período de recesso, mas adiantou que não vai interferir no modelo existente. Uma das consequências, explicou o Reitor, é que alguns docentes vão ter que ampliar a carga horária no sentido de suprir a ausência dos colegas. O desconto da greve no dia 30 de junho contra as reformas não serão descontadas, visto que não foram encaminhados registros de falta pelas unidades.

Outro pedido formulado pela direção da ADUFMS-Sindicato foi com relação a um ganho adicional para professores lotados nos centros universitários da fronteira e locais de difícil acesso. O estímulo financeiro seria uma forma de compensar a permanência dos docentes nestes campi e que encontram dificuldades de adaptação em razão das peculiaridades de cada município. Muitos fazem concursos em outras cidades maiores, desistem do local, pedem transferência ou recorrem a licença de tratamento para superar quadros como depressão.

Neste ponto, a pró-reitora Dulce Maria Tristão  esclareceu que foi formada comissão para estudar a implantação da gratificação, no entanto, devido às restrições orçamentárias e a troca de ministro, no atual Governo, a questão deixou de ser encaminhada. Considerou difícil adoção a de medidas que impliquem em despesas nas folhas de pagamento.

Mariuza Guimarães também apresentou reclamações em relação às condições físicas e trabalho das recém criadas faculdades, particularmente do extinto Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Algumas faculdades não têm localização ou sequer espaço para a Secretaria Acadêmica, sala de professor, sala para ministrar aulas, havendo caso de aulas marcadas simultaneamente no mesmo espaço.

O pró-reitor de administração e infraestrutura, Cláudio César da Silva, admitiu a existência de problemas no processo de adaptação. Anunciou que a gestão dos espaços, como a Unidade VI e o Multiúso, deixaram de ser atribuição das faculdades e passaram a gestão da administração da UFMS. Em relação a abalos na infraestrutura no campus I de Corumbá, Turine disse que o prédio foi submetido a uma auditoria e fiscalização, não havendo risco de abalos. Também já encaminhou o processo licitatório para as obras de recuperação das rachaduras e após conclusão, o espaço será liberado para atividades.

O Sindicato também cobrou uma posição em relação as obras de prédios, salas de aulas e laboratório que não foram concluídos. Neste ponto, mesmo diante das restrições orçamentárias, a administração assumiu o compromisso de priorizar as conclusões de obras em andamento. Para tanto, alegou que vem fazendo revisões de contrato e pressionando, até via judicial, para que as empreiteiras acelerem o andamento dos serviços, pois havia uma cultura de letargia no cumprimento dos prazos contratuais.

Obs; desta vez a reitoria não permitiu o registro fotográfico da reunião, em razão disso a assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato utilizou uma foto de arquivo.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

 

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