Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS-Sindicato

Pesquisador defende nova forma de organização sindical de trabalhadoras e trabalhadores

Feiden: “Temos de reinventar o sindicalismo” (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

A formulação de novas estratégias de atuação que estimulem a participação,  a horizontalidade e o protagonismo da classe trabalhadora a partir de sua própria realidade  nortearam o curso de formação O papel do sindicado no momento atual, ministrado por Alberto Feiden (doutor em Agronomia) por meio de iniciativa conjunta da ADUFMS-Sindicato, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf). Diretor de Formação Sindical do Sinpaf Seção Sindical Pantanal, Feiden analisou as relações de produção, enfocando a trabalhadora e o trabalhador como sujeitos históricos na condição de seres humanos que fazem parte das relações de produção.

Para contextualizar a atuação de sindicatos laborais no mundo do capital, o pesquisador iniciou o curso realizado dia 9 de junho no Anfiteatro da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faodo-UFMS, Campo Grande) explicando a necessidade que todo ser humano tem de criar meios de existência  por meio do trabalho, fonte de geração de todas as riquezas materiais da humanidade. “A primeira obrigação para fazer nossa história é nos mantermos vivos”, expôs Feiden.

Essa assertiva sobre a manutenção e a reprodução da vida compõe um conjunto de interferências de homens e mulheres nas relações de produção engendradas no sistema capitalista. O trabalho é condição essencial para que o ser humano se reconheça como sujeito histórico na produção da riqueza. “A natureza fornece os elementos que precisamos para produzir a nossa vida, mas esses elementos na natureza não têm valor nenhum, a menos que sejam transformados pela ação humana”, explicou o pesquisador Alberto Feiden.

As novas formas de antagonismo capital-trabalho também fizeram parte do conteúdo ministrado no curso de formação tendo como referência empreendedorismo no século XXI. “O discurso do Sebrae* e do Sistema S** é uma luta de classes”, explicou Feiden. A atual administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) difunde no meio acadêmico currículo voltado para práticas empreendedoras. O empreendedorismo é fazer o/a trabalhador/a acreditar que será bem-sucedido/a no mundo do capital, no intuito mascarar a luta de classe.

Frente a situações como essa, o modelo atual de atuação dos sindicatos de trabalhadoras e trabalhadores  precisa ser reformatado para responder às novas estratégias de reprodução do capital na interface do neoliberalismo. “Temos de reinventar o sindicalismo”, reforçou Feiden. De acordo com o  diretor de Formação Sindical do Sinpaf Seção Sindical Pantanal a maneira de atuação das entidades não permite experimentar novas formas de organização. “O problema é que nossa ação sindical é padronizada”.

 

* Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

** Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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ADUFMS-Sindicato apoia greve de caminhoneiras/os. Veja os motivos!

RECHAÇAMOS QUALQUER MANIFESTAÇÃO DE RETOMADA DA DITADURA EM RESPEITO AOS/ÀS DOCENTES E, EM GERAL, AO POVO BRASILEIRO. A POPULAÇÃO ESTÁ SOFRENDO VIOLÊNCIA NESTE DURO PERÍODO DE NOSSA HISTÓRIA. MANIFESTAMOS NOSSO COMPROMISSO PELA LUTA PERMANENTEMENTE EM DEFESA DA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO CULTURAL, POLÍTICA E EDUCACIONAL. PARA LER EM PDF, CLIQUE SOBRE O TEXTO ABAIXO.

 

 

 

 

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ADUFMS-Sindicato e Sista-MS pedem à reitoria suspensão de atividades funcionais e docentes na UFMS

As entidades de docentes e de técnicas/os administrativas/os manifestam apreensão em relação à segurança de funcionárias/os públicas/os da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e reconhece a legitimidade das reivindicações de caminhoneiras/os. CLIQUE SOBRE O OFÍCIO PARA LER EM PDF.

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Lei da Mordaça sufoca denúncias de abuso sexual e da prática de prostituição infantil, alerta pesquisador da UFMS

Na palestra “Liberdade de ensino na escola e na universidade” realizada na segunda-feira (21-05), no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) em Campo Grande o Professor  Doutor Tiago Duque do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) alertou que a aprovação do Projeto de Lei 191/2017 (Lei da Mordaça) pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul pode ter efeito contrário ao propósito, estimulando a pedofilia e a prostituição infantil, devido ao cerceamento da discussão sobre sexualidade nas escolas públicas.

O pesquisador reiterou que a maioria dos casos de abuso sexual de criança e adolescentes acontece na família, dentro de casa, praticados por pais, parentes e amigos próximos. A aprovação pode beneficiar também a prostituição infantil, cujo os casos de abuso não são tratados pelo movimento Escola sem Partido. Opina que a proibição de temas envolvendo a educação nas escolas públicas vai sufocar as denúncias que reiteradamente acontece em sala de aula, em razão de laços de confiança estabelecidos com professores e professoras.

Tiago Duque lembrou que o autor inicial do projeto de Lei Escola sem Partido na Câmara de Vereadores, vereador Alceu Bueno (assassinado), foi caçado e processado por prática abusiva envolvendo adolescentes, em Campo Grande.

Evento reuniu docentes e estudantes da UEMS e da UFMS – Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato.

Durante a exposição,  Duque apresentou diversos memes produzidos por meio do programa Escola sem Partido e distribuídos nas redes sociais de círculos religiosos fundamentalistas ou identificados com posturas políticas conservadoras. Analisou o caráter preconceituoso, machista, homofóbico e elitista das criações de qualidade ruim que exploram a imagem de crianças brancas, bem-vestidas, geralmente associadas à propaganda antipetista, antimarxista e anticomunista.

A propaganda veiculada pelo Escola sem Partido e pela Maçonaria ataca a teoria de gênero de forma dogmática, patrocinando o preconceito contra as pessoas não-heterossexuais.  Prega a neutralidade da educadora,  do educador, no ato de ensinar e a objetividade, mitos derrubados pela própria academia que já admite a manifestação da subjetividade no ato de se comunicar, educar, presentes nas artes e em outros fatos culturais.

Para o pesquisador a atuação do Escola sem Partido trabalha o conceito de pânico moral, assentado no pensamento monolítico cristão que fere o princípio do Estado e da escola laicos e para todos/as.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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NOTA DE REPÚDIO À DECISÃO EM LIMINAR QUE SUSPENDEU O CURSO GOLPE DE ESTADO DE 2016, CONJUNTURAS SOCIAIS, JURÍDICAS, POLÍTICAS E O FUTURO DA DEMOCRACIA NO BRASIL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL

Nós, abaixo assinados, manifestamos nosso repúdio à decisão judicial emanada em sede de liminar emitida em Ação Popular proposta pelo Senhor João Henrique Miranda Soares Catan em face da Fundação Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – liminar concedida pelo Senhor Juiz de Direito Plácido de Souza Neto, da Segunda Vara Cível da Comarca de Paranaíba, Mato Grosso do Sul, em razão dos fatos e fundamentos que seguem: 1) A Liminar concedida pelo respeitado Magistrado Plácido de Souza Neto suspendeu a realização do curso Golpe de Estado de 2016, Conjunturas Sociais, Políticas, Jurídicas e o Futuro da Democracia no Brasil ao acatar, em fase de liminar o argumento do autor e parecer do Ministério Público de que a sua a realização teria caráter político sendo “[…] parte de uma ação coordenada, de natureza política, com o objetivo declarado de “reagir” a um pronunciamento do atual Ministro da Educação que criticava o oferecimento do curso idêntico por universidades públicas localizadas em outra unidade da federação […]” (Plácido de Souza Neto, fls. 198).

O equívoco do Sr. Magistrado ocorre já que, em vez de analisar os tópicos “1.6.1 Justificativas do Projeto” e “1.6.3 Objetivos do Projeto”, que, em ambos os casos, esclarecem as justificativas e objetivos acadêmicos do projeto relacionado as discussões relevantes para o momento político, jurídico, social e histórico que o país passa, tais como as razões de nossa Crise Republicana; razões da fragilidade de nosso sistema político, discussão da evolução do próprio conceito de Golpe de Estado desde o século XVII até os dias atuais, dentre outros temas relevantes, o Magistrado se apega unicamente na análise do tópico “1.6 Informações relevantes para aprovação da proposta” onde se descreve a origem de Cursos “Golpe de Estado de 2016”, na UNB e sua disseminação em todo o país e exterior por conta da tentativa de censura do Ministro da Educação. (http://Protocolo SIGPROJ N. 299388.1621.4961.16032018http://sigproj1.mec.gov.br/projetos/imprimir.php?modalidade=0&projeto_id=299388&local=home&modo=1&original=1).

Neste sentido, o r. Magistrado demonstra prejulgamento do objetivo acadêmico do curso oferecido na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul e todas as demais universidade públicas e privadas do país e do exterior afirmando claramente que todos os cursos possuem viés político e fazem parte de uma ação coordenada de natureza política, o que é um absurdo e demonstra a falta de compreensão acadêmica da proposta em análise e todas as demais;

2) O Sr. Magistrado também comete equívoco com relação ao significado do “princípio da indissociabilidade do ensino, pesquisa e extensão”, já que parte do pressuposto que um Projeto de Extensão, por si só, não compreende as três atividades ao pesquisar o conteúdo que será exposto, ensinar o conteúdo pesquisado e, por fim, estender referidos ensinamentos ao público alvo formado por membros da comunidade acadêmica e, também, por membros da comunidade local. Em seu equívoco, o r. Magistrado exige que seja comprovado a existência prévia de um Projeto de Pesquisa que tenha se debruçado ao tema Golpe de Estado de 2016. Fica evidente, dessa maneira, a falta de compreensão quanto ao significado do princípio dado ensino, pesquisa e extensão no desenvolvimento de um Projeto de Extensão, no entanto, isso foi fundamental para reforçar o entendimento do r. Magistrado de que o projeto teria viés ideológico-partidário e que se trata, em suas palavras: “[…] de uma ação coordenada de natureza política […]”;

3) O Sr. Magistrado, acredita também, obviamente de forma equivocada, que o Projeto de Extensão “[…] o objetivo do curso não é compartilhar com a comunidade local o conhecimento produzido pela UEMS, mas antes fazer de um movimento político para que determinada narrativa político-ideológica prevaleça no cenário nacional, no caso, a compreensão dos fatos a partir do ponto de vista de um partido político específico, que sentiu-se prejudicado pela atuação do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal” (Plácido de Souza Neto, fls.198).

A confusão e equívoco do r. Magistrado com relação a acusar o Curso de ter cunho político-ideológico ocorre em razão de ter sido citado nos fundamentos bibliográficos do Projeto de Extensão, trechos de falas das documentaristas francesas Frédérique Zingaro e Mathilde Bonnassieux, do documentário “Brasil, o grande salto para trás – Brésil, Le grand bond en arrière”, que por sua vez, faz críticas ao papel desempenhado pelo Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal na Operação Lava Jato.

Neste sentido, chega a ser lamentável a falta de compreensão do r. Magistrado com relação a utilização de uma fonte científica de pesquisa e, a partir de referida fonte, concluir e reforçar seu convencimento de que o curso possui objetivo não de compartilhar informações com a comunidade local e sim realizar um movimento político para determinada narrativa político-partidária;

4) No mesmo sentido, o r. Magistrado se equivoca também ao afirmar que “[…] embora o conteúdo programático do curso apresente sólido embasamento teórico, esse embasamento é claramente enviesado por uma determinada concepção ideológica, exatamente aquela a que se filia o Partido dos Trabalhadores” (Plácido de Souza Neto, fls. 199). Ora! É absolutamente evidente o equívoco do Magistrado! Partindo de seu convencimento, então todos os autores citados na fundamentação teórica para o embasamento acadêmico e científico do curso são partidários ou simpatizantes do Partido dos Trabalhadores? Autores da lavra de: “ANTUNES, Ricardo. Uma esquerda fora do lugar: o governo Lula e os descaminhos do PT. Campinas, SP: Armazém do Ipê, 2006”, aliás que realiza severas críticas ao Partido dos Trabalhadores; ARENDT, Hannah. Crises da República. São Paulo: Perspectiva, 2017, que se debruça as crises republicanas, como a que estamos passando; BAUMAN, Zygmunt; DONSKIS, Leonidas. Cegueira Moral: a perda da sensibilidade na modernidade líquida. Rio de Janeiro: Zahar Editora, 2014, autores que realizam severa crítica a perda dos valores morais da sociedade; TOCQUEVILLE, Alexis de. Da Democracia na América, que discute questões democráticas.

Todos esses autores e muitos outros, já que o desenvolvimento dos 16 módulos do curso e do 17º módulo que é de  avaliação, que exigiu o estudo e levantamento bibliográfico de mais de 60 autores nacionais e estrangeiros. Então todos esses autores estão com suas obras tomada por viés político-ideológico Petista? Já que, nas palavras do r. Magistrado “[…] esse embasamento é claramente enviesado por uma determinada concepção ideológica, exatamente aquela que se filia o Partido dos Trabalhadores” (Plácido de Souza Neto, fls. 199),

5) O respeitado Magistrado e o membro do Ministério Público, Senhor Ronaldo Vieira Francisco, se equivocam ainda com relação à compreensão do Princípio da Pluralidade, senão vejamos: “Além disso, como bem apontado pelo Parquet Estadual, os elementos colacionados aos autos indicam a inobservância do pluralismo de ideias exigido pelo art. 206, inc. III, da Constituição Federal” […] Não se verifica, ao menos em uma análise superficial, qualquer diversidade de pontos de vista”. […] 2 – Inclusão de textos e autores que exponham o ponto de vista de que o processo de impedimento ex-presidente da República Dilma Roussef foi legítimo, como forma de assegurar o pluralismo de ideias (art. 206, inciso III, CF)” (Plácido de Souza Neto, fls 190 e 201).

Fica evidente, diante da manifestação do Parquet e do r. Magistrado que, na compreensão de ambos, o Princípio da Pluralidade, exigiria que qualquer assunto discutido na universidade deveria levar em conta diversos lados, ou seja, Se formos discutir na universidade, diante da compreensão aqui observada de referido princípio, do tema Democracia, obrigatoriamente teremos que discutir e apresentar autores a favores do Fascismo e do Nazismo, por exemplo, a guisa de observação do princípio da pluralidade.

É óbvio o equívoco do membro do Parquet e do r. Magistrado já que o princípio ora em discussão possui a função, justamente, de garantir que todos os assuntos possam ser discutidos no âmbito universitário. É claro que a única exceção para o princípio da pluralidade seria a discussão à guisa de imposição de discurso de ódio na universidade, porém, discutir as razões do surgimento dele na história da humanidade, o próprio princípio em questão garante;

6) Importante registrar o Pacto de São José da Costa Rica, o Pacto de Direitos Civis e Políticos, as resoluções número 39 e 40 da ONU, Organização das Nações Unidas, por meio de seu Comitê de Direitos Econômicos Sociais e Culturais, nossa Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, nossa LDB, dentre outros importantes estatutos legais, garantem de forma vigorosa à liberdade de Cátedra, o direito de ensinar e de aprender. Além disso, o Projeto do Curso Golpe de Estado de 2016 ofertado pela UEMS, passou por todos os trâmites administrativos para sua aprovação. O COUNI – Maior Conselho Universitário da UEMS votou moção de desagravo e apoio ao curso. O Comitê de ética, após provocação da Ouvidoria da UEMS se reunião e emitiu Parecer reiterando as condições éticas de aprovação do curso e apoio à liberdade de Cátedra dos docentes da UEMS.

7) Tantos equívocos, compreensíveis para quem não pratica o hábito cotidiano do desenvolvimento da pesquisa, da ciência, das atividades acadêmicas, infelizmente, o Sr.Magistrado chega à conclusão que está havendo a malversação de recursos públicos, senão vejamos: “Não obstante, quando se utiliza a estrutura de uma universidade pública, com mobilização de agentes públicos, a Constituição Federal exige, não apenas pede ou sugere, o respeito ao pluralismo ideológico”. (Plácido de Souza Neto, fls. 200).

Diante de todo o exposto neste manifesto é que entendemos ter havido um equívoco do r. Magistrado ao conceder a Medida Liminar de suspensão do curso ofertado pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade de Paranaíba, medida que certamente irá provocar danos irreparáveis ao curso já que prejudica todo o calendário acadêmico e depõe contra a seriedade dos docentes envolvidos no curso com relação a percepção da comunidade local que pode interpretar, também de forma equivocada, as razões do curso.

ABÍLIO JÚNIOR VANELI – ADVOGADO

AILTON DE SOIZA – DOCENTE – UEMS

ALESSANDRO MARTINS PRADO – DOCENTE – UEMS

CARLA VILLAMAINA CENTENO – DOCENTE – UEMS

CINTIA REGINA DE SOUZA – ADVOGADA OAB/MS18.305

CLAUDIO LOPES – DOCENTE – UFMS

DJALMA QUERINO DE CARVALHO – DOCENTE – UEMSDOMINGOS MANOEL CÂNDIA DA SILVA – SERVIDOR DA 6ª VARA FEDERAL

DE CURITIBA

ELISABETH MARIA DE MENDONÇA SILVA – DOCENTE – UEMS

EUCLIDES GARCIA PAES DE ALMEIDA – PROFESSOR APOSENTADO

FERNANDO MACHADO DE SOUZA – FUNCIONÁRIO PÚBLICO – PROFESSOR

GISELLE MARQUES DE ARAUJO – DOCENTE – ADVOGADA OAB/MS4966

GLACIANE VAREIRO PEREIRA – AGRÔNOMA – DIRETORA DE ESCOLA

HENRANANI DORINDO PIRAN – DISCENTE – UEMS

HUGO SCHAYER SABINO – DOCENTE – UEMS

ILÍDIA APARECIDA DA SILVA MENEZES – DOCENTE – ADVOGADA

ILMAR RENATO GRANJA FONSECA – ADVOGADO OAB/MS 15.050

IRANI SERENZA F. ALVEZ

JEMERSON QUIRINO DE ALMEIDA – DOCENTE – UEMS

JOÃO VIRGÍLIO TAGLIAVINI – DOCENTE – UFSCAR

JOCIMAR LOMBA ALBANES – DOCENTE UEMS

JOSÉ CARLOS M. DA SILVA FILHO – DOCENTE – PUC/RS

JULIANA PASSOS DE CASTRO – DOCENTE – UNIVERSIDADE FEDERAL DE

PERNAMBUCO

JUNIOR TOMAZ DE SOUZA – DOCENTE

KEYLA ANDREA SANTIAGO OLIVEIRA – DOCENTE

LUANA DA SILVA CARDOSO DE CASTRO – PEDAGOGIA – UEMS

LUIZ DA SILVA PEIXOTO – FILÓSOFO – DIRETOR DE ESCOLA

LUIZ ESPECIATO – PROFESSOR E DIRETOR DE ESCOLA

MAIANNY ALVES – DOCENTE – DOUTORANDA USP

MÁRCIO COIMBRA MASSEI – PROCURADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO –

OAB/SP 150.017

MARCIO CONSUELO PORTO GONTIJO – ADVOGADO

MARCOS ANTONIO VIEIRA – DOCENTE – UEMS – ADVOGADO OAB/MS 6068

MARIA FERNANDA FERREIRA DE MORAES – DISCENTE, DIREITO – FIPAR

MARIA SILVIA ROSA SANTANA – DOCENTE – UEMS

MÁRIO LÚCIO GARCEZ CALLIL – DOCENTE – UEMS

MARLON LEAL RODRIGUES – DOCENTE – UEMS

MAYANE FERREIRA SHIOZUKA MACHADO DE SOUZA – FUNDAÇÃO

ESTADUAL DE SAÚDE DE APARECIDA DO TABOADOMILKA HELENA CARRILHO SLAVEZ – DOCENTE – UEMS

MONICA FONSECA WEXELL SEVERO – DOCENTE – UEMS

MONICA REGINA PEREIRA DE SOUZA – PEDAGOGA

MONIQUE LUZIA DE SOUZA

NELSON DE MIRANDA – ADVOGADO

ODIVALDO DE ARRUDA INOCENCIO – APOSENTADO

PAULO CESAR ENDO – PSICNALISTAS PELA DEMOCRACIA

PAULO EDYR BYENO DE CAMARCO – DOCENTE – UEMS

PEDRO CRUZ ALFAIA NETO – PSICÓLOGO

RAFAELLA CRISTINA DA SILVA – GRADUADA EM CIÊNCIAS SOCIAIS –

RECEPCIONISTA (CASSEMS)

RENATA LOURENÇO – DOCENTE – UEMS

RENATO FERREIRA LOPES – DISCENTE – UEMS

ROBSON LUBAS ARGUELHO – DOCENTE – EBTT IFMS

ROSANGELA GONÇALVES SOROMENHO – ADVOGADA/SOCIÓLOGA

SHIRLEY MARIA ALVES – FUNCIONÁRIA PÚBLICA ESTADUAL

SIMONE SILVEIRA DOS SANTOS – DOCENTE – UEMS

SINOMAR FERREIRA DO RIO – DOCENTE – UEMS

TIAGO RESENDE BOTELHO – DOCENTE – ADVOGADO – DOCENTE UFGD

UGO HENRIQUE DIAS DE FRANCA – DISCENTE DIREITO UEMS – AUXILIAR

ADMINISTRATIVO

VIVIANE DÉBORA DA SILVA PAULA UGA – DISCENTE – UEMS

VOLMIR CARDOSO PEREIRA – DOCENTE – UEMS

NOTA DE REPÚDIO À DECISÃO EM SEDE DE LIMINAR EM AÇÃO

POPULAR QUE SUSPENDEU O CURSO GOLPE DE ESTADO DE 2016,

CONJUNTURAS SOCIAIS, JURÍDICAS, POLÍTICAS E O FUTURO DA

DEMOCRACIA NO BRASIL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO

GROSSO DO SUL

– UEMS

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O balcão de negócio da educação superior

Sguissardi: “O ensino superior é uma commodity” (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

Já há algum tempo a educação superior vem sendo rentável negócio do capital no mundo globalizado. No Brasil as palavras usais não mais dão conta de compor o universo semântico de pesquisadores que se dedicam a estudar a mercantilização da formação de cidadãs e de cidadãos na universidade. Políticas estatais transformam as instituições universitárias em valoroso produto no balcão da iniciativa privada.

Muito além de simples nomenclaturas, os neologismos são instrumentos para se buscar entender, por meio de pesquisas, mecanismos intangíveis com o uso de conceitos convencionais no campo da educação universitária.

Na palestra Alguns Desafios Atuais da Educação Superior no Brasil, ocorrida dia 4 de maio na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, durante o colóquio Educação Superior e os Desafios da Década,  organizado pela ADUFMS-Sindicato, pelo Grupo de Estudos e Pesquisas Política de Educação Superior Mariluce Bittar (Geppes-MB) e pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu-UFMS), com apoio da Faculdade de Educação (Faed),  o Professor Doutor Valdemar Sguissardi – docente aposentado das universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e Metodista de Piracicaba (Unimep) – analisou a mercadização, a  mercadorização e a commoditycidade da universidade no país. “O ensino superior é uma commodity”, definiu o pesquisador que, de acordo com seu Currículo Lattes, atua “principalmente nos seguintes temas: educação superior, política de educação superior, reforma da educação superior, público e privado na educação superior.”

A commoditycidade sintetiza o crescente avanço da universidade brasileira como mercadoria, um negócio como outro qualquer. No livro Da universidade à commoditycidade: ou de como e quando, se a educação/formação é sacrificada no altar do mercado, o futuro da universidade se situaria em algum lugar do passado (editora Mercado das Letras, 2017), os pesquisadores Lucídio Bianchetti e Valdemar Sguissardi usam esse neologismo que “resumiria essa nova característica das Instituições de Educação Superior que grassam país afora, especialmente nos centros urbanos mais populosos, onde a presença de clientela, seja pelo número, seja pela pressão para ‘diplomar-se’, está assegurada”.

Durante a palestra Alguns Desafios Atuais da Educação Superior no Brasil, o professor Valdemar Sguissardi apresentou e esmiuçou dados sobre o negócio em que se transformou a universidade privada no país. Em um gráfico elaborado pelo Professor Doutor aposentado da Universidade Federal de Goiás (UFG), Nelson Cardoso Amaral, o professor Sguissardi historiou o quanto o privado vem dominando a formação de pessoas desde o início da ditadura civil-militar em 1964. Naquele ano do golpe, as matrículas em universidades públicas correspondiam a 61,6%. As instituições de ensino superior privadas detinham 38,4 % das matrículas/os em 1964.

Ao final dos dez primeiros anos dos governos autoritário-repressivos, em 1974, chegando a 63,5% das matrículas, o setor privado já superava as matrículas públicas. Em 1974 as matrículas no setor público haviam caído para 36,4%.

Até 1985 os percentuais permaneceram favoráveis ao setor privado com brandas oscilações que não interferiram radicalmente ao ponto de reverter a situação. A partir de 1995, com a política neoliberal implantada pelos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), houve queda vertiginosa das matrículas no setor público, até 2002: de 39,8% para 24,7%. À medida que caíam as matrículas públicas aumentavam as do setor privado: de 60,2% em 1995 para 69,8% em 2002.

“O Estado é muito mais uma arena de combate entre interesses públicos e privados”Nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora em menor escala, as matrículas do setor privado continuaram subindo com uma ligeira situação estática em 2010.

A situação a partir de 2011 prosseguiu praticamente inalterada com pequeno decréscimo nas matrículas públicas até 2016, ano ao qual se estende a abrangência do gráfico. Nas instituições privadas o número de matrículas cresceu de 73,7% em 2011 para em torno de 75,3% em 2016.

Abarcando o último governo de FHC e os dois de Lula da Silva, as instituições de educação superior públicas (federal, estadual e municipal) aumentaram suas matrículas de 886.561 (1999) para 1.461.696 (2010). Nesse período (1999-2010) as matrículas nas instituições privadas de ensino superior particulares elevaram-se avassaladoramente: de 651.362 em para 3.386.923.

Nesse cenário, Valdemar Sguissardi explica que “o Estado é muito mais uma arena de combate entre interesses públicos e privados”. Pelos dados apontados, o privado tem nocauteado o público, o que demonstra os pendores do Estado Nacional no sentido de estimular a mercadização da educação superior.

 

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Diretor da ADUFMS-Sindicato em Aquidauana condena limitação de espaços para discussões na UFMS e palestrante crítica autoritarismo nas universidades

Diretor da ADUFMS-Sindicato em Aquidauana, Carlos Martins media debate em palestra proferida pela Professora Doutora Priscila Xavier da UFMT-Rondonópolis  (FOTOS: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Na abertura da palestra “Autoritarismo Institucional e o Desmonte da Democracia no Brasil”, ocorrida quarta-feira 2 de maio no SIMTED de Aquidauana o diretor da ADUFMS-Sindicato no Câmpus de Aquidauana da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CPAQ-UFMS) Carlos Martins Junior reclamou da burocracia criada para reserva dos auditórios e anfiteatros da UFMS. Para ele a exigência mínima de 15 dias de antecedência, aprovada pelo Conselho Diretor, reforça o excesso de controle e limita o debate democrático dentro da instituição.

Diante das dificuldades criadas para realização do evento dentro da UFMS, o presidente do SIMTED de Aquidauana, Florêncio Garcia Escobar enalteceu a oportunidade da parceria com a ADUFMS-Sindicato: “Vamos construir a luta. Construir este momento. Construir a resistência. E a nossa entidade é parceira. Coloca-se à disposição do movimento estudantil e da ADUFMS-Sindicato. O dirigente resgatou que nos anos oitenta houve o enfrentamento à Ditadura e a resistência ao autoritarismo, como o movimento contra o pagamento de taxas dos alunos pelas universidades públicas.

Estudantes e professores/as ouviram críticas feitas pela palestrante ao racionalismo cartesiano nas universidades

Na palestra, a Professora Doutora Priscila de Oliveira Xavier Scudder criticou a ingerência política do senador licenciado e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na criação da Universidade Federal de Rondonópolis e de cursos destinados a atender tão somente o agronegócio, enquanto a cidade e o próprio campus da UFMT viram as costas para a realidade das comunidades indígenas que vivem na periferia da cidade, ingerem veneno das lavouras e indústrias instaladas na cidade e convivem com a destruição ambiental e ainda são acusadas de colocar incêndio nas matas. “Você tocaria fogo na própria casa”, indagou. Como exemplo de descaso da UFMT e dos pares docentes, citou a quota de 4 vagas para etnia em cursos com sobras de vagas e o fato de ser, até então, a única negra do Departamento de História ou caso de professor que conseguiu criar a disciplina História do Continente Africano e assim que pediu transferência a disciplina foi extinta.

Para a pesquisadora há a reprodução da visão eurocêntrica nas universidades presente nas estruturas curriculares e ementas dos cursos, inclusive na área de humanas. Acentuou a dificuldade da academia em aceitar teóricos de outros continentes, como da África e dá própria América Latina nas teses de dissertações, marcada pela obrigatoriedade de citação de autores das escolas de pensamentos europeias. Criticou também o autoritarismo catedrático sobre os alunos, reproduzido por meio de linguagem que afasta os estudantes da ação política, ao invés de ganhá-los para o projeto de defesa da universidade pública e da sociedade inclusiva. Teceu críticas ao mito objetividade e da imparcialidade em projetos de pesquisas, vez que o ser humano não consegue se distanciar da sua formação cultural e sobre ela constrói sua visão de mundo.

Um tanto cética, Priscila Xavier também não enxerga perspectiva de melhoras na qualidade de vida humana e ambiental nos marcos do sistema capitalista. Vê no esgotamento do atual modelo de destruição do sistema capitalista, talvez, a possibilidade de construção de novo processo civilizatório. Não poupou críticas ao machismo, ao preconceito racial, de gênero e orientação sexual presentes nas universidades. Alertou sobre o desmonte da carreira via criação de curso de ensino a distância, para a precarização da atividade acadêmica e pediu a participação de todos nos movimentos de resistência.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Professor Wladimir alerta sobre riscos de privatização e denuncia medidas anticonstitucionais adotadas pelo STF

Comunidade docente pôde refletir sobre o discurso neoliberal construído pelo aparelho mediático do País  (fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A roda de conversa “O projeto neoliberal e o fim da universidade pública” , organizada pelo grupo Práxis UFMS  contou com a palestra do professora Wladimir Tadeu Baptista Soares, professor do Departamento de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Na roda ministrada na segunda-feira (19-03) no auditório do Laboratório de Análise Clínica (LAC) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Cidade Universitária Campo Grande, com apoio da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino , no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), o pesquisador e advogado denunciou que a principal meta do Banco Mundial é a privatização da educação e da saúde brasileira em todos níveis. O processo, explica, tem como propósito extinguir as empresas públicas seguindo orientação da  política neoliberal, com os dois sistemas passando por aquilo que classifica como processo de “macdonização”.

Defende a tese que esta ação acontece por meio de ação midiática que incuti na população uma propaganda negativa de que tudo que é estatal é mal administrado, fonte de corrupção e deficitário e que tudo que é gerido pelo sistema privado é eficiente e gera resultados positivos. A questão, opina, deve ser bem relativizada, pois historicamente o Estado sempre financiou a iniciativa privada no País e internacionalmente. Exemplificou que na crise americana no segundo semestre de 2008, o Banco Federal Americano doou dinheiro para salvar os bancos privados e as grandes montadoras daquele país. Criticou que o modelo neoliberal em fase de implantação no Brasil no atual Governo apregoa a competitividade, a meritocracia, em substituição a valores universais como a solidariedade humana, a construção de uma sociedade igualitária e a paz mundial.

O médico ponderou, no entanto, que a entrada do segmento privado no sistema público visa tão somente restringir o acesso aos serviços públicos e gerar lucros para apadrinhados políticos e rentistas, aumentando as diferenças sociais e a pobreza. Condenou veemente a parceria público privado (PPs), na sua opinião, um sistema criado com o objetivo de gerar lucro para iniciativa privada, cercada por corrupção e fonte de desvio do dinheiro público.

Wladimir Tadeu defendeu fortalecimento das universidades e empresas públicas; ele relativizou o modelo de gestão privado no público

O dirigente destacou que nos países que o melhores Índices de Desenvolvimento Humano – IDH como a Finlândia, a Noruega e Suíça, a educação e a saúde são 100% pública, pois é uma forma de garantir a igualdade de oportunidades. Apontou como desvio de finalidade a destinação de quase 53% do orçamento público para o pagamento do serviço da dívida pública, alimentando os ganhos de bancos privados e rentistas.

Alertou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) descumpre a Constituição Federal quando permite a cobrança de mensalidades na pós-graduação nas universidades públicas e a exploração dos hospitais universitários pela EBSERH, ato que fere o princípio da gratuidade no atendimento a saúde e a vocação educacional destas instituições de ensino.

Vladimir denunciou que a criação da EBSER tinha como objetivo modernizar a gestão hospitalar, mas virou um pesadelo com o saldo negativo da empresa pública, de caráter privado, saltando para cerca de R$ 70 milhões e com a folha de pagamento consumindo mais 80% do orçamento disponibilizado, principalmente na remuneração de cargos comissionados.

Conclamou as forças de esquerdas, progressistas e nacionalistas a se unirem para contrapôr o modelo liberal em implantação pelas forças conservadoras, que no momento são unitárias e não se dividem.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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UFMS abre inscrições para disciplina ‘O golpe de 2016 e a crise da democracia do Brasil’

O colegiado do Curso de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com o apoio da ADUFMS-MS, Sista-MS e o grupo Práxis, promoverá, com a colaboração multi e interdiscplinar de diversos cursos, faculdades e centros, a oferta de disciplina optativa “O golpe de 2016 e a crise da democracia do Brasil”.

A primeira aula acontecerá no dia 20/03 às 19 horas no Anfiteatro da FAALC na Cidade Universitária da Federal em Campo Grande. As inscrições seguem até o dia 27/03 por meio de cadastro eletrônico (link no final do texto) ou diretamente na Secretaria do Curso de Filosofia.
Até momento o curso já tem mais de 40 inscrições. O oferecimento da disciplina é a soma de forças e empenho coletivo da comunidade acadêmica brasileira no sentido de incentivar análise crítica e de qualidade do recente fato histórico. A disciplina segue ementa e bibliografia da iniciativa pioneira da UnB, proposta pelo Prof. Luis Felipe Miguel.

Na UFMS a matéria contará com a participação de 16 professores de diferentes especialidades e tem o apoio da ADUFMS (Sindicato dos docentes da universidade) e do CAFIL (Centro Acadêmico do Curso de Filosofia).

PRÁXIS UFMS

A disciplina também faz parte das ações do coletivo Práxis UFMS, grupo que se destina a divulgação, organização e recebe sugestões de ações práticas, tais como manifestações, eventos, inserções, intervenções que manifestem a indignação da comunidade acadêmica diante da contínua retirada de direitos em todos os âmbitos. O grupo é plural, suprapartidário e continente às diferentes posições da esquerda dispostas a lutar pelo retorno ao Estado Democrático de Direito.

Faça sua inscrição no link: http://bit.ly/InscrDiscipGolpe
Confirme sua presença no evento no Facebook: http://bit.ly/EventoDisciplina
Informações: filo.fach@ufms.br

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Delegadas/os da etapa estadual da Conape reafirmam compromisso de trabalhadoras/es da educação com ensino público

Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

Participantes da etapa sul-mato-grossense da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) reforçou a disposição de luta contra o desmonte e os retrocessos na educação pública orquestrados pelo Governo Temer.

A Conape estadual reuniu mais de 340 delegadas/os eleitas/os nas conferências municipais, além de pessoas ligadas aos movimentos sociais, sindicais e outros setores ligados ou de apoio à educação. O evento aconteceu em Campo Grande na sexta-feira 9 e no sábado 10 na Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) e em auditório  do Complexo Multiúso da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Segundo a diretora da Faculdade de Educação (Faed-UFMS) e coordenadora do Fórum Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul (FEE-MS), Ordália Almeida, foi um desafio realizar conferência estadual com número expressivo de participantes tiradas/os em 12 conferências intermunicipais, quatro municipais e uma livre, realizada por docentes da UFMS, sem o apoio institucional necessário do Ministério da Educação (MEC) e concretizada devido a persistências das entidades sindicais ligadas à educação, profissionais e secretários comprometidos com o fortalecimento das instâncias de decisão coletiva. Evidenciou esforço desenvolvido pelo Conselho Estadual de Educação CEE-MS, FETEMS, ADUFMS-Sindicato e outras entidades parceiras.

Na abertura do evento, a professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, que integrou a comissão organizadora do evento e coordenou as mesas de trabalho, representando a ADUFMS-Sindicato, resgatou que o auditório da FETEMS a fazia lembrar da trajetória de luta na defesa da educação pública e conquistas salariais e de melhores condições para o magistério sul-mato-grossense.

A docente destacou que a realização da Conape estadual  são a magnitude, a expressão de luta e força que marcam a vida das/os profissionais da educação. Colocou a centralidade da conferência na formulação de políticas públicas. Mariuza Aparecida condenou a lógica mercadológica e conservadora do movimento Escola sem Partido que ataca as bases democráticas na formulação da política educacional pública no País.

Para a professora  a educação é uma prática social adequada a um fim, campo de disputa de projetos e espaço de contradições, que ora apresenta avanços, ora recua, como os retrocessos do atual momento. Defendeu a educação como direito da/o cidadã/ão – ensino laico, gratuito e de qualidade.

As posturas adotadas pelo Governo Temer, opinou Mariuza Aparecida, comprometem as metas de universalização da educação na idade de 4 a 17 anos de idade, gratuita e de qualidade. Abandonam os Ceins (centros de Educação Infantil) à própria sorte.

Destacou ainda a importância da construção de um sistema nacional de educação com base nos eixos estruturantes previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), garantindo o princípio da gratuidade, laicidade e referência social.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Debate promovido por entidades da UFMS estimula participação política e social

Frente (esquerda para direita):  Ályson Ladislaw, Waldevino Basílio, Mariuza Aparecida e Krastanov (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

Os riscos à frágil democracia brasileira, as medidas do Governo Temer contra segmentos como trabalhadoras/es ativas/os e aposentadas/os, em proveito do grande capital, o movimento Escola sem Partido e a atuação política de cidadãs e cidadãos pautaram as análises no debate “Crise da Legalidade e Retirada de Direitos” na noite dessa segunda-feira 19 de fevereiro na Unidade 6 da Cidade Universitária Campo Grande, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A ADUFMS-Sindicato, o Centro Acadêmico de Filosofia (Cafil) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS) e Práxis UFMS promoveram o evento que fez parte da recepção às/aos calouras/os de vários cursos da UFMS – entre eles Filosofia, Medicina, Pedagogia, Letras e Ciências Sociais – e da programação da Jornada de Luta contra a Reforma (Contrarreforma) da Previdência.

Um dos pontos destacados no debate foi a necessidade de a academia se aproximar da sociedade, dialogar com as pessoas, ouvir suas ideias para em conjunto traçar projetos de ação política, econômica e social.

Acadêmicas/os veteranas/os, novatas/os, docentes, técnicas/os administrativas/os e outras pessoas lotaram a sala de aula e participaram ativamente, posicionando-se com opiniões originais e intervenções a partir de referenciais teóricos.

O professor búlgaro do Curso de Filosofia da UFMS, Stefan Vasilev Krastanov, abriu o debate. Krastanov instigou o público a atuar concretamente como sujeito político, seja nos movimentos ou fora das organizações. “Tem tempo de reflexão, mas tem tempo de ação. Hoje, mais do que nunca, é tempo de ação.”

Krastanov (microfone) instigou o público a atuar concretamente como sujeito político

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, deu continuidade ao debate. Ela descreveu como setores contrários a um governo que delineou e praticou políticas sociais fizeram “golpe engendrado”. A sindicalista lembrou da permissiva tradição de golpe das oligarquias e elites nacionais. Mariuza Aparecida disse que a última conspiração, posteriormente concretizada, teve como marco 2014, a partir de setores insatisfeitos com a reeleição de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. A docente explicou que desde 2015, ano da última greve docente em instituições públicas federais de ensino, pesquisa e extensão, que na UFMS durou quatro meses, o movimento sindical do magistério superior, “já vinha alertando” para as consequências de uma crescente reação de facções privilegiadas que se opõem a iniciativas que visem a implementar políticas sociais (redistribuição de renda, acesso amplo à educação formal em todos os níveis) e de estímulo à participação popular.

As mudanças na Previdência propostas pelo governo federal, em tramitação na Câmara Federal, foram antevistas como um procedimento que atinge não só as/os que estão no mercado como também estudantes que serão futuras/os profissionais com formação acadêmica. “As principais vítimas dessa reforma são vocês”, alertou o coordenador-geral do Sista-MS Waldevino Basílio.

O presidente do Cafil, Ályson Ladislaw, argumentou sobre a estratégia de trabalhar a reflexão acompanhada da ação. “É triste a gente ver um país sendo entregue, com o trabalho e a educação sendo tratados como custo”, lamentou o estudante.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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