Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS-Sindicato

Diretor da ADUFMS-Sindicato em Aquidauana condena limitação de espaços para discussões na UFMS e palestrante crítica autoritarismo nas universidades

Diretor da ADUFMS-Sindicato em Aquidauana, Carlos Martins media debate em palestra proferida pela Professora Doutora Priscila Xavier da UFMT-Rondonópolis  (FOTOS: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Na abertura da palestra “Autoritarismo Institucional e o Desmonte da Democracia no Brasil”, ocorrida quarta-feira 2 de maio no SIMTED de Aquidauana o diretor da ADUFMS-Sindicato no Câmpus de Aquidauana da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CPAQ-UFMS) Carlos Martins Junior reclamou da burocracia criada para reserva dos auditórios e anfiteatros da UFMS. Para ele a exigência mínima de 15 dias de antecedência, aprovada pelo Conselho Diretor, reforça o excesso de controle e limita o debate democrático dentro da instituição.

Diante das dificuldades criadas para realização do evento dentro da UFMS, o presidente do SIMTED de Aquidauana, Florêncio Garcia Escobar enalteceu a oportunidade da parceria com a ADUFMS-Sindicato: “Vamos construir a luta. Construir este momento. Construir a resistência. E a nossa entidade é parceira. Coloca-se à disposição do movimento estudantil e da ADUFMS-Sindicato. O dirigente resgatou que nos anos oitenta houve o enfrentamento à Ditadura e a resistência ao autoritarismo, como o movimento contra o pagamento de taxas dos alunos pelas universidades públicas.

Estudantes e professores/as ouviram críticas feitas pela palestrante ao racionalismo cartesiano nas universidades

Na palestra, a Professora Doutora Priscila de Oliveira Xavier Scudder criticou a ingerência política do senador licenciado e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na criação da Universidade Federal de Rondonópolis e de cursos destinados a atender tão somente o agronegócio, enquanto a cidade e o próprio campus da UFMT viram as costas para a realidade das comunidades indígenas que vivem na periferia da cidade, ingerem veneno das lavouras e indústrias instaladas na cidade e convivem com a destruição ambiental e ainda são acusadas de colocar incêndio nas matas. “Você tocaria fogo na própria casa”, indagou. Como exemplo de descaso da UFMT e dos pares docentes, citou a quota de 4 vagas para etnia em cursos com sobras de vagas e o fato de ser, até então, a única negra do Departamento de História ou caso de professor que conseguiu criar a disciplina História do Continente Africano e assim que pediu transferência a disciplina foi extinta.

Para a pesquisadora há a reprodução da visão eurocêntrica nas universidades presente nas estruturas curriculares e ementas dos cursos, inclusive na área de humanas. Acentuou a dificuldade da academia em aceitar teóricos de outros continentes, como da África e dá própria América Latina nas teses de dissertações, marcada pela obrigatoriedade de citação de autores das escolas de pensamentos europeias. Criticou também o autoritarismo catedrático sobre os alunos, reproduzido por meio de linguagem que afasta os estudantes da ação política, ao invés de ganhá-los para o projeto de defesa da universidade pública e da sociedade inclusiva. Teceu críticas ao mito objetividade e da imparcialidade em projetos de pesquisas, vez que o ser humano não consegue se distanciar da sua formação cultural e sobre ela constrói sua visão de mundo.

Um tanto cética, Priscila Xavier também não enxerga perspectiva de melhoras na qualidade de vida humana e ambiental nos marcos do sistema capitalista. Vê no esgotamento do atual modelo de destruição do sistema capitalista, talvez, a possibilidade de construção de novo processo civilizatório. Não poupou críticas ao machismo, ao preconceito racial, de gênero e orientação sexual presentes nas universidades. Alertou sobre o desmonte da carreira via criação de curso de ensino a distância, para a precarização da atividade acadêmica e pediu a participação de todos nos movimentos de resistência.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Professor Wladimir alerta sobre riscos de privatização e denuncia medidas anticonstitucionais adotadas pelo STF

Comunidade docente pôde refletir sobre o discurso neoliberal construído pelo aparelho mediático do País  (fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A roda de conversa “O projeto neoliberal e o fim da universidade pública” , organizada pelo grupo Práxis UFMS  contou com a palestra do professora Wladimir Tadeu Baptista Soares, professor do Departamento de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Na roda ministrada na segunda-feira (19-03) no auditório do Laboratório de Análise Clínica (LAC) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Cidade Universitária Campo Grande, com apoio da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino , no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), o pesquisador e advogado denunciou que a principal meta do Banco Mundial é a privatização da educação e da saúde brasileira em todos níveis. O processo, explica, tem como propósito extinguir as empresas públicas seguindo orientação da  política neoliberal, com os dois sistemas passando por aquilo que classifica como processo de “macdonização”.

Defende a tese que esta ação acontece por meio de ação midiática que incuti na população uma propaganda negativa de que tudo que é estatal é mal administrado, fonte de corrupção e deficitário e que tudo que é gerido pelo sistema privado é eficiente e gera resultados positivos. A questão, opina, deve ser bem relativizada, pois historicamente o Estado sempre financiou a iniciativa privada no País e internacionalmente. Exemplificou que na crise americana no segundo semestre de 2008, o Banco Federal Americano doou dinheiro para salvar os bancos privados e as grandes montadoras daquele país. Criticou que o modelo neoliberal em fase de implantação no Brasil no atual Governo apregoa a competitividade, a meritocracia, em substituição a valores universais como a solidariedade humana, a construção de uma sociedade igualitária e a paz mundial.

O médico ponderou, no entanto, que a entrada do segmento privado no sistema público visa tão somente restringir o acesso aos serviços públicos e gerar lucros para apadrinhados políticos e rentistas, aumentando as diferenças sociais e a pobreza. Condenou veemente a parceria público privado (PPs), na sua opinião, um sistema criado com o objetivo de gerar lucro para iniciativa privada, cercada por corrupção e fonte de desvio do dinheiro público.

Wladimir Tadeu defendeu fortalecimento das universidades e empresas públicas; ele relativizou o modelo de gestão privado no público

O dirigente destacou que nos países que o melhores Índices de Desenvolvimento Humano – IDH como a Finlândia, a Noruega e Suíça, a educação e a saúde são 100% pública, pois é uma forma de garantir a igualdade de oportunidades. Apontou como desvio de finalidade a destinação de quase 53% do orçamento público para o pagamento do serviço da dívida pública, alimentando os ganhos de bancos privados e rentistas.

Alertou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) descumpre a Constituição Federal quando permite a cobrança de mensalidades na pós-graduação nas universidades públicas e a exploração dos hospitais universitários pela EBSERH, ato que fere o princípio da gratuidade no atendimento a saúde e a vocação educacional destas instituições de ensino.

Vladimir denunciou que a criação da EBSER tinha como objetivo modernizar a gestão hospitalar, mas virou um pesadelo com o saldo negativo da empresa pública, de caráter privado, saltando para cerca de R$ 70 milhões e com a folha de pagamento consumindo mais 80% do orçamento disponibilizado, principalmente na remuneração de cargos comissionados.

Conclamou as forças de esquerdas, progressistas e nacionalistas a se unirem para contrapôr o modelo liberal em implantação pelas forças conservadoras, que no momento são unitárias e não se dividem.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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UFMS abre inscrições para disciplina ‘O golpe de 2016 e a crise da democracia do Brasil’

O colegiado do Curso de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com o apoio da ADUFMS-MS, Sista-MS e o grupo Práxis, promoverá, com a colaboração multi e interdiscplinar de diversos cursos, faculdades e centros, a oferta de disciplina optativa “O golpe de 2016 e a crise da democracia do Brasil”.

A primeira aula acontecerá no dia 20/03 às 19 horas no Anfiteatro da FAALC na Cidade Universitária da Federal em Campo Grande. As inscrições seguem até o dia 27/03 por meio de cadastro eletrônico (link no final do texto) ou diretamente na Secretaria do Curso de Filosofia.
Até momento o curso já tem mais de 40 inscrições. O oferecimento da disciplina é a soma de forças e empenho coletivo da comunidade acadêmica brasileira no sentido de incentivar análise crítica e de qualidade do recente fato histórico. A disciplina segue ementa e bibliografia da iniciativa pioneira da UnB, proposta pelo Prof. Luis Felipe Miguel.

Na UFMS a matéria contará com a participação de 16 professores de diferentes especialidades e tem o apoio da ADUFMS (Sindicato dos docentes da universidade) e do CAFIL (Centro Acadêmico do Curso de Filosofia).

PRÁXIS UFMS

A disciplina também faz parte das ações do coletivo Práxis UFMS, grupo que se destina a divulgação, organização e recebe sugestões de ações práticas, tais como manifestações, eventos, inserções, intervenções que manifestem a indignação da comunidade acadêmica diante da contínua retirada de direitos em todos os âmbitos. O grupo é plural, suprapartidário e continente às diferentes posições da esquerda dispostas a lutar pelo retorno ao Estado Democrático de Direito.

Faça sua inscrição no link: http://bit.ly/InscrDiscipGolpe
Confirme sua presença no evento no Facebook: http://bit.ly/EventoDisciplina
Informações: filo.fach@ufms.br

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Delegadas/os da etapa estadual da Conape reafirmam compromisso de trabalhadoras/es da educação com ensino público

Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

Participantes da etapa sul-mato-grossense da Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) reforçou a disposição de luta contra o desmonte e os retrocessos na educação pública orquestrados pelo Governo Temer.

A Conape estadual reuniu mais de 340 delegadas/os eleitas/os nas conferências municipais, além de pessoas ligadas aos movimentos sociais, sindicais e outros setores ligados ou de apoio à educação. O evento aconteceu em Campo Grande na sexta-feira 9 e no sábado 10 na Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) e em auditório  do Complexo Multiúso da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Segundo a diretora da Faculdade de Educação (Faed-UFMS) e coordenadora do Fórum Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul (FEE-MS), Ordália Almeida, foi um desafio realizar conferência estadual com número expressivo de participantes tiradas/os em 12 conferências intermunicipais, quatro municipais e uma livre, realizada por docentes da UFMS, sem o apoio institucional necessário do Ministério da Educação (MEC) e concretizada devido a persistências das entidades sindicais ligadas à educação, profissionais e secretários comprometidos com o fortalecimento das instâncias de decisão coletiva. Evidenciou esforço desenvolvido pelo Conselho Estadual de Educação CEE-MS, FETEMS, ADUFMS-Sindicato e outras entidades parceiras.

Na abertura do evento, a professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, que integrou a comissão organizadora do evento e coordenou as mesas de trabalho, representando a ADUFMS-Sindicato, resgatou que o auditório da FETEMS a fazia lembrar da trajetória de luta na defesa da educação pública e conquistas salariais e de melhores condições para o magistério sul-mato-grossense.

A docente destacou que a realização da Conape estadual  são a magnitude, a expressão de luta e força que marcam a vida das/os profissionais da educação. Colocou a centralidade da conferência na formulação de políticas públicas. Mariuza Aparecida condenou a lógica mercadológica e conservadora do movimento Escola sem Partido que ataca as bases democráticas na formulação da política educacional pública no País.

Para a professora  a educação é uma prática social adequada a um fim, campo de disputa de projetos e espaço de contradições, que ora apresenta avanços, ora recua, como os retrocessos do atual momento. Defendeu a educação como direito da/o cidadã/ão – ensino laico, gratuito e de qualidade.

As posturas adotadas pelo Governo Temer, opinou Mariuza Aparecida, comprometem as metas de universalização da educação na idade de 4 a 17 anos de idade, gratuita e de qualidade. Abandonam os Ceins (centros de Educação Infantil) à própria sorte.

Destacou ainda a importância da construção de um sistema nacional de educação com base nos eixos estruturantes previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), garantindo o princípio da gratuidade, laicidade e referência social.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Debate promovido por entidades da UFMS estimula participação política e social

Frente (esquerda para direita):  Ályson Ladislaw, Waldevino Basílio, Mariuza Aparecida e Krastanov (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

Os riscos à frágil democracia brasileira, as medidas do Governo Temer contra segmentos como trabalhadoras/es ativas/os e aposentadas/os, em proveito do grande capital, o movimento Escola sem Partido e a atuação política de cidadãs e cidadãos pautaram as análises no debate “Crise da Legalidade e Retirada de Direitos” na noite dessa segunda-feira 19 de fevereiro na Unidade 6 da Cidade Universitária Campo Grande, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). A ADUFMS-Sindicato, o Centro Acadêmico de Filosofia (Cafil) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS) e Práxis UFMS promoveram o evento que fez parte da recepção às/aos calouras/os de vários cursos da UFMS – entre eles Filosofia, Medicina, Pedagogia, Letras e Ciências Sociais – e da programação da Jornada de Luta contra a Reforma (Contrarreforma) da Previdência.

Um dos pontos destacados no debate foi a necessidade de a academia se aproximar da sociedade, dialogar com as pessoas, ouvir suas ideias para em conjunto traçar projetos de ação política, econômica e social.

Acadêmicas/os veteranas/os, novatas/os, docentes, técnicas/os administrativas/os e outras pessoas lotaram a sala de aula e participaram ativamente, posicionando-se com opiniões originais e intervenções a partir de referenciais teóricos.

O professor búlgaro do Curso de Filosofia da UFMS, Stefan Vasilev Krastanov, abriu o debate. Krastanov instigou o público a atuar concretamente como sujeito político, seja nos movimentos ou fora das organizações. “Tem tempo de reflexão, mas tem tempo de ação. Hoje, mais do que nunca, é tempo de ação.”

Krastanov (microfone) instigou o público a atuar concretamente como sujeito político

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, deu continuidade ao debate. Ela descreveu como setores contrários a um governo que delineou e praticou políticas sociais fizeram “golpe engendrado”. A sindicalista lembrou da permissiva tradição de golpe das oligarquias e elites nacionais. Mariuza Aparecida disse que a última conspiração, posteriormente concretizada, teve como marco 2014, a partir de setores insatisfeitos com a reeleição de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. A docente explicou que desde 2015, ano da última greve docente em instituições públicas federais de ensino, pesquisa e extensão, que na UFMS durou quatro meses, o movimento sindical do magistério superior, “já vinha alertando” para as consequências de uma crescente reação de facções privilegiadas que se opõem a iniciativas que visem a implementar políticas sociais (redistribuição de renda, acesso amplo à educação formal em todos os níveis) e de estímulo à participação popular.

As mudanças na Previdência propostas pelo governo federal, em tramitação na Câmara Federal, foram antevistas como um procedimento que atinge não só as/os que estão no mercado como também estudantes que serão futuras/os profissionais com formação acadêmica. “As principais vítimas dessa reforma são vocês”, alertou o coordenador-geral do Sista-MS Waldevino Basílio.

O presidente do Cafil, Ályson Ladislaw, argumentou sobre a estratégia de trabalhar a reflexão acompanhada da ação. “É triste a gente ver um país sendo entregue, com o trabalho e a educação sendo tratados como custo”, lamentou o estudante.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Centrais e sindicatos promovem ato contra reforma da Previdência

Mulheres da Liga Camponesa e servidoras da UFMS participam do ato mesmo sob chuva (fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

O Fórum das/os Servidoras/es Públicas/os Federais de Mato Grosso do Sul organizou na segunda-feira 19 ato contra a Reforma da Previdência em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na rua 26 de agosto em Campo Grande. A ação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado de Mato Grosso do Sul (Sintsprev-MS). A manifestação contou com participação do  Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), Sintesp e ADUFMS-Sindicato.

A atividade integrou o calendário da Jornada de Luta  contra a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016, reforma da Previdência), cujo relator é o deputado federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

Mesmo sob chuva, o evento aconteceu com a participação de centenas de servidoras/es. Líderes de diversos sindicatos se revezavam no caminhão de som com pronunciamentos em que contestavam as mentiras propagandeadas pelo governo federal sobre o déficit da Previdência e contra as/os servidoras/es públicas/os.

O evento contou com a participação das mulheres da Liga Camponesa e dirigentes do Movimento dos  Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).  Elas repudiaram a reforma proposta pelo Governo Temer e que atinge diretamente os direitos previdenciários das trabalhadoras brasileiras, já sacrificadas por receberem menores salários, jornada tripla de trabalho e dificuldades de atingir as atuais regras para requerer os benefícios.

A Jornada de Luta aconteceu em substituição a greve geral programada para  19 de fevereiro de 2018.

Atividade integrou calendário da Jornada de Luta 

O conjunto de ações desenvolvidas pela Frente Brasil,  Fonasefe-MS e Fórum em Defesa das Universidades Públicas de Mato Grosso do Sul forçaram o governo federal a recuar na agenda política e desistir da votação da PEC, temporiamente.

Fotos ato em frente da sede do INSS

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Movimentos de MS promovem jornada de luta contra Reforma da Previdência nesta segunda-feira 19


Entidades do movimento popular e sindical promovem nesta segunda-feira (19-02), a Jornada de Luta contra a Reforma da Previdência. Mesmo com a intervenção federal no Rio de Janeiro, a coordenação da Frente Brasil Popular em Mato Grosso do Sul decidiu manter o calendário de mobilização desta segunda-feira  e transformar a paralisação nacional em ações de luta.

Na reunião da Frente Brasil Popular de MS, líderes sindicais e dos movimentos sociais demostraram preocupação com a intervenção do governo federal no Estado do Rio de Janeiro. A ação, na opinião de diversos dirigentes, abre precedente para aumentar a repressão aos mais pobres e aos movimentos sociais, sem atacar as causas estruturais que geram a violência, como falta de política de geração de emprego e de distribuição de renda.  Veem a medida como laboratório do aparato repressivo estatal para futuras intervenções nos estados frente à tendência de crescimento das tensões sociais com o aprofundamento da crise econômica e institucional pela qual passa o país após o golpe contra o Governo Dilma.

Mobilização prevista para Campo Grande nesta segunda-feira 19

6:30 – Ato dos eletricitárias/os na Eletrosul – saída para Três Lagoas.

6:30 – Panfletagem das/os técnicas/os administrativas/os – Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS) –  nos portões da UFMS em Campo Grande.

7:00 – Ato dos telefônicos.

8:00 – Ato conjunto no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da rua 26 de Agosto contra a Reforma da Previdência – convocação das entidades ligadas ao serviço público: ADUFMS-Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado de Mato Grosso do Sul (Sintsprev-MS) e Sintesp-MS.

9:00 – Mobilização nas agências centrais convocada pelo Sindicato dos Bancários.

9:00 – Mobilização  da Liga Camponesa. Concentração na avenida Afonso Pena com a avenida Duque de Caxias e marcha até a praça da República.

19:00 – Debate na UFMS (Unidade 6): Crise da Legalidade e Retirada de Direitos. Promoção: ADUFMS-Sindicato, Centro Acadêmico de Filosofia (Cafil) e Sista-MS.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato participa do 37º Congresso do Andes-SN

Cortes nos orçamentos das Instituições de Ensino Superior Federais e Estaduais, reforma da Previdência, ataques aos direitos dos/as trabalhadores/as, crise econômica e política serão alguns dos temas discutidos

 

Foto: Imprensa Andes-SN

Mais de quinhentos professoras e professores de Instituições Públicas de Ensino Superior de todo o país, entre eles/elas a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, participam, na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Salvador, do 37º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). O evento começou na segunda-feira 22 e vai até sábado 27 de janeiro. O Congresso é organizado em parceira com a Associação dos Docentes da Uneb (Aduneb – Seção Sindical do Andes-SN).

Sob o tema central “Em defesa da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora: 100 anos da reforma universitária de Córdoba”, as/os representantes das seções sindicais do Andes-SN e a ADUFMS-Sindicato – entidades de docentes de universidades federais, estaduais e institutos federais de todo o país – discutem a conjuntura internacional, nacional e definem as políticas prioritárias do Sindicato Nacional para 2018.

Estão sendo realizados debates sobre os cortes nos orçamentos dos institutos, das universidades federais e das estaduais, a privatização da educação, o ataque aos serviços públicos e aos direitos das/os trabalhadoras/es, como as reformas da Previdência e Trabalhista, a repressão aos movimentos sindicais e sociais, além de discussões e deliberações relacionadas à ciência, tecnologia, gênero, etnia, sexualidade, políticas agrárias, de comunicação e outros assuntos.

Além disso, durante o encontro serão apresentados os nomes que comporão as chapas que participarão do processo eleitoral para diretoria do Sindicato Nacional – biênio 2018-2020. As eleições do Andes-SN ocorrerão em maio.

De acordo com a presidenta do Andes-SN, Eblin Farage, o congresso anual, instância máxima de deliberação das/os docentes sindicalizadas/os, é um momento importante para reflexão e discussão sobre a educação pública, as condições de trabalho de professoras/es, a conjuntura e os desafios para a classe trabalhadora.

“O 37º Congresso acontece em um momento importante da conjuntura do nosso país, no qual vivemos um dos maiores ataques à classe trabalhadora e à educação pública, com o conjunto de retrocessos em curso. Por isso, nosso principal desafio é pensar estratégias de luta que ampliem a mobilização docente na defesa das universidades públicas, mantendo a autonomia e a organização pela base do nosso sindicato”, afirmou Eblin Farage, lembrando que, durante evento, as/os docentes definirão as lutas centrais e as pautas de reivindicações da categoria para 2018.

Reforço à pauta estadual

Para o coordenador-geral da Aduneb, Milton Pinheiro, as discussões do congresso, além de definirem as pautas de luta deste ano, também permitem melhor entendimento da realidade das universidades públicas e da conjuntura política do país. “A realização dessa atividade em Salvador, de caráter nacional, ainda reforça as lutas das universidades estaduais da Bahia. Neste momento somos atacados pelo governo Rui Costa, sobretudo, na negação de direitos trabalhistas. Com a qualificação da luta docente poderemos avançar a um novo patamar, uma nova jornada de enfrentamento em defesa da universidade pública e da categoria docente”, afirmou o professor.

100 anos da Reforma de Córdoba

Em 2018 é celebrado o centenário da Reforma Universitária de Córdoba, movimento iniciado por estudantes argentinos que gerou as bases das universidades que existem hoje, deixando um legado marcante na educação do continente latino-americano.

 Serviço

37º Congresso do Andes-SN

Data: 22 a 27 de janeiro de 2018
Local: Universidade do Estado da Bahia – Uneb
Endereço: rua Silveira Martins, 2555, Cabula

CEP: 41.150-000 – Salvador – BA

Contatos para entrevista:

Renata Maffezoli – Jornalista Andes-SN – 61 982341555

Murilo Bereta – Jornalista Aduneb – 71 991602328

 

Andes-SN e Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato 

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Entidade lançam frente em defesa das universidades públicas de Mato Grosso do Sul

Mariuza denuncia que corte orçamentario já compromete oferta de vagas na UFMS – Foto: Gerson Jara

A direção da ADUFMS-Sindicato participou na sexta-feira (02.12), no Plenarinho da Câmara dos Vereadores, do lançamento da Frente Estadual em Defesa das Universidade Estadual e Federais (UFMS, UFGD, UEMS ) e do IFMS. O evento organizado pela secção regional Centro-Oeste do ANDES – Sindicato Nacional, reuniu representantes de mais de 15 entidades que formaram uma coordenação e alinhavaram o documento denunciando o desmonte destas instituições por parte do Governo Federal e Estadual.

No evento, professores e professoras destas instituições avaliaram que os governos federal e estadual partem das premissas do Banco Mundial que tratam o ensino superior publico como despesa e não como investimento necessário ao desenvolvimento nacional, mascarando a transferência brutal de renda da União para o sistema financeiro privado e a politica milionária de isenção fiscal praticada pelo Governo Temer.

Marco do Aurélio do COUN-UFMS aponta manipulação midiática contra servidores – Gerson Jara

O corte do orçamento praticamente inviabiliza as instituições públicas em funcionamento em Mato Grosso do Sul, uma vez que os recursos destinados para 2017 e 2018 não suprem a demanda para atender o custeio anual das instituições.

Evento contou com a participação de estudantes, tecnicos(as) administrativos (as) e professores((as) -Gerson Jara

Além de paralisar o programa de expansão de vagas no ensino superior com o corte de verbas, o Governo Federal adota outras

medidas que apontam para a desmonte e privatização do segmento: aceleração do processo de terceirização, implantação do programa de demissão voluntária (PDV), redução drástica de verbas a pesquisa, a iniciação científica e a suspensão de programas de graduação e pós-graduação no exterior, como o Programa Sem Fronteira. Tais medidas obrigam as universidades a captarem financiamentos juntos as empresas privadas, desobrigando o Estado deste papel. Ao mesmo tempo quebra a indissolubilidade entre ensino, pesquisa e extensão e garante a reserva de mercado no segmento para os grandes grupos econômicos multinacionais que atuam na área educacional.

Na avaliação dos participantes, o Governo Temer, em parceria com o Governo Estadual, atua também na efetivação de propostas oriundas do movimento conservador Escola Sem Partido com ataques ao Plano Nacional de Educação, a Lei de Diretrizes Orçamentarias (LDB), nas garantias de diversidade cultural, de gênero e espiritual. Desmonta o Conselho Nacional de Educação, fato que levou as entidades de caráter científico e educacional a não renovarem o pedido de credenciamento no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), fórum coletivo consultivo mais antigos do Ministério da Educação, cujo objetivo era avaliar as ferramentas e recursos pedagógicos adotados pela rede pública de ensino.

Entre as ações aprovadas pela recém-criada frente estão a organização de seminários e estudos que contraponham os ataques e campanhas de difamação encadeados pelo governos em combinação com aparato midiatico as universidades públicas, mobilizações conjuntas com a participação dos estudantes, pressão politica institucional sobre os(as) representantes politicos do Estado em defesa das instituições e do serviço publico.

Estiveram presentes no evento, a ADUFGD, SINAFESE (IFMS), ADUFMS, FETEMS, FETEMS, SISTA-UFMS, SISTA-UFGD, SINTEF-MS, Sind. TrabaDos Trabalhadores do Ministerio Publico de MS, DCE-UEMS, CUT, PT e PCdoB.

Fotos do evento:

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Conferência Livre da Conape debate consequências da antirreforma na Educação

Fotos: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

Em preparação para a edição nacional, foi realizada a Conferência Nacional Popular de Educação (Conape) na UFMS no sábado 25 de outubro. Organizado pela ADUFMS-Sindicato, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope), o evento faz parte da Conferência Livre da Conape, que pode ser realizada por iniciativa de determinado movimento ou entidade. Oficialmente, há os encontros intermunicipais, mas o regulamento permite que conferências livres sejam criadas de acordo com a necessidade dos/as educadores/as.

A Conferência Livre foi realizada no Auditório 2 do Complexo Multiúso, na Cidade Universitária Campo Grande, com a participação de estudantes, docentes e pesquisadores/as na área da educação. A mesa de abertura foi composta só por mulheres, e nela foi exposto o panorama da educação no Brasil em tempos de antirreformas, principalmente com Novo Regime Fiscal da União, proposto na Emenda Constitucional (EC) 95/2016, com o congelamento de recursos, principalmente na saúde e educação, pelos próximos 20 anos, apesar de já ser possível sentir as mudanças no primeiro ano de implementação.

Algumas universidades brasileiras, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), passam por situações extremas de falta de recursos. Em agosto deste ano a universidade informou em nota que “O [Conselho Superior de Coordenação Executiva] CSCE foi informado sobre os limites orçamentários de 2018 estabelecidos pelo MEC. No caso da UFRJ, a definição provocaria perda orçamentária de R$ 14 milhões em recursos de custeio e de R$ 35 milhões de capital, totalizando R$ 49 milhões em relação ao deprimido orçamento de 2017 (13,5% menor do que o de 2016)”.

Na a UFMS, os reflexos já podem ser evidenciados. No mesmo mês da divulgação da nota da UFRJ, a Universidade também informou sobre os cortes no orçamento. “Na PLOA 2017 enviada, o custeio geral foi reduzido em 13,5% e o investimento geral reduzido em 47,4%, em relação ao orçamento de 2016 da UFMS. Em números absolutos, isto significa que a UFMS terá aproximadamente 20 milhões a menos no orçamento de 2017. A Matriz OCC, que dá respaldo à manutenção da Instituição e às atividades fins como o ensino, a pesquisa e pós-graduação e a extensão, sofreu um corte de 23% o que corresponde em números absolutos a 12 milhões.  Algumas ações relevantes tais como Proext (ação da PLOA 20GK) e Formação continuada de professores (ação da PLOA 20RJ) foram extintas. A ação do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES – 4002) teve um corte de 2,6% enquanto a Ação destinada à Capacitação do servidor uma redução de 44,5%; já as ações de custeio e de investimento destinadas à Extensão (ação da PLOA 20 GK) tiveram uma redução de 76% e 60%, respectivamente”.

Após a mesa de abertura, a Conferência seguiu com a divisão de oito eixos de apresentação. O Eixo I teve como tema “O PNE na Articulação do Sistema Nacional de Educação: Instituição, Democratização, Cooperação Federativa, Regime de Colaboração, Avaliação e Regularização da Educação”. No Eixo II foram discutidos “Planos, SNE e Qualidade de Avaliação e Regulação das Políticas Educacionais: Concepções e Proposições”. O tema do Eixo III foi “Gestão Democrática, Participação Popular e Controle Social”. No Eixo IV, “Democratização da Educação: acesso, permanência e gestão”. O Eixo V teve como tema “Educação e Diversidade: Democratização, Direitos Humanos, Justiça Social e Inclusão”. O tema do Eixo VI foi “Políticas Inter Setoriais de Desenvolvimento e Educação: Cultura, Desporto, Ciência, Trabalho, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Inovação”. O Eixo VII discutiu “Valorização dos Profissionais da Educação: Formação, Carreira, Remuneração e Condições De Trabalho e Saúde”. Por último, no Eixo VIII foi discutido “Financiamento Da Educação, Gestão, Transparência E Controle Social”.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, enfatizou em suas falas a importância da realização de debates e eventos como a Conape, em que as idéias são discutidas entre diversos/as representantes de entidades distintas, de forma democrática a contemplar as particularidades dos segmentos da educação, que são diversos. “Há outras questões que envolvem a gestão da educação no país: pedagógica, econômica e normativa. Temos diversos conflitos que impedem que a educação pública seja, de fato, de qualidade. O Plano Nacional de Educação (PNE) prevê uma exigência, mas o sistema federal é que acaba sempre determinando as políticas. Essa é uma decisão que impacta os estados, e nós temos uma diferença imensa no Brasil em relação à cultura e à economia também. O sistema Nacional de Educação é o ponto principal para a implementação de um PNE efetivo”.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Fórum de Combate à Corrupção Eleitoral pede que OAB-MS indique juiz titular de vara federal que investiga corrupção em Mato Grosso do Sul

Representantes do (FCCE-MS) afirmam que nomeação de novo juiz titular acelera a apuração de processos. Fotos – ACS-OAB

Representantes do Fórum de Combate à Corrupção Eleitoral de Mato Grosso do Sul  (FCCE-MS) reuniram-se com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Mansour Elias Karmouche, na quinta-feira (26-10). As entidades presentes reivindicaram que fosse encaminhado expediente à presidência do Tribunal Regional da Justiça (TRF3), solicitando a nomeação do juiz titular da 3ª  Vara Federal de Mato Grosso do Sul, especializada em Crimes de Lavagem de Dinheiro e contra o Sistema Financeiro Nacional, vaga após o pedido de aposentadoria do então titular, juiz Odilon de Oliveira.

A instância tem que julgar processos de corrupção como a Lama Asfáltica, até o momento inconcluso, que envolve lideranças políticas de expressão como o ex-governador André Puccinelli, o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho e empreiteiras do Estado. Também é responsável por casos desvios na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), como a operação Sangue Frio, e em outros órgãos federais investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul.

O presidente da OAB-MS confirmou que já havia antecipado e encaminhado o pedido de nomeação.  Destacou que a situação não prejudica as análises de processos de corrupção. No entanto, a presença do titular iria dar agilidade aos trabalhos. Reafirmou o compromisso da entidade no combate à corrupção. Destacou o pedido de impeachment do presidente Temer  apresentado pela OAB Nacional.

Mansour Elias reclamou da falta de mobilização das entidades, pois sequer aconteceu panelaços e mobilizações de rua nas votações das denúncias contra Temer no Congresso Nacional, mesmo com constantes notícias da imprensa sobre o assunto. As denúncias são consideradas pelo advogado mais graves e contundentes do que as ocorridas contra Dilma Rousseff.   Defendeu também a continuidades das investigações da operação Lava Jato.

O representante do FCCE-MS, Lairson Palermo, condenou, porém, a postura tendenciosa do magistrado e o desrespeito aos princípios básicos do estado democrático de direito praticados em algumas decisões.

Participaram da reunião a ADUFMS-Sindicato, por meio de seu diretor de Assuntos de Aposentadoria, Oswaldo Rodrigues;  Gerson Canhete Jara, pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul (Sindjor-MS); Iara Gutierrez Cuellar, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems);  Lairson Palermo, da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB, Regional Oeste 1); e advogados da FCCE-MS.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato promove nesta sexta-feira 29 palestra com o historiador e professor Valter Pomar

Em continuidade às atividades de formação política e sindical, a ADUFMS-Sindicato traz nesta sexta-feira 29 de setembro às 13h30min no Anfiteatro da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (FAALC), antigo Anfiteatro do extinto Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS),  na Cidade Universitária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Valter Ventura da Rocha Pomar, para debater o tema “A Função da Universidade Pública no Contexto Atual”.

Na Universidade de São Paulo (USP), Pomar graduou-se em História (1996), fez Mestrado (2000) e Doutorado (2006), ambos em História Econômica.

Conforme currículo disponibilizado na página-web do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS) da UFABC, é professor de economia política internacional no curso de Bacharelado de Relações Internacionais. Também atua nas áreas de Ciência Política (Política Internacional, especialmente América Latina e Caribe), História do Brasil República, História Moderna e Contemporânea e é coautor dos livros A armadilha da dívida (2001), O Brasil endividado (2000) e Foro de São Paulo: construindo a integração latino-americana e caribenha (2013) e  autor de obras como A estrela na janela (2014), Miscelânea internacional (2014),  A esperança é vermelha (2014) e A foice, o martelo e a estrela (2014),

Foi secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores (PT, 2005-2010), secretário-executivo do Foro de São Paulo (2005-2013), vice-presidente da Conferência Permanente de Partidos Políticos da América Latina (Copppal). Foi diretor da revista Teoria e Debate. Integrou o conselho editorial da revista Contexto Latino-Americano e o Conselho Curador do Memorial da Anistia Política no Brasil.

A palestra tem o propósito de dimensionar o contexto de estrangulamento orçamentário das universidades combinado por ataques aos/às servidores/as e ao funcionalismo público, causados pela Emenda Constitucional (EMC) 95/2016 que instaura o “novo” regime fiscal por meio de congelamentos orçamentários por vinte anos, a Lei 13.429/2017  da terceirização, o Projeto de Lei do Senado 116/2017, da senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), que pretende  acabar com a estabilidade no emprego mediante avaliação periódica de funcionárias/os públicas/os com  “baixo desempenho”. O palestrante também abordará o contexto internacional do avanço do capitalismo, reflexos no Brasil e na América Latina, além do processo de endividamento das nações como forma de alimentar a ciranda financeira internacional.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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