Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS-Sindicato

Durante posse de docentes, reitor fala de ‘puxão de orelha’ da ADUFMS-Sindicato

Turine (em pé à direita) lembrou da postura combativa da ADUFMS-Sindicato, ao dizer que “todas as semanas” ou pelo menos a cada “15 dias” leva um “puxão de orelha” da presidenta da entidade, Mariuza Aparecida (primeira à esquerda) – Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Ao discursar para os/as novos/docentes, o reitor Marcelo Augusto Santos Turine, em brevíssima referência, dirigiu-se à presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, reconhecendo de público o trabalho que vem sendo desenvolvido pela atual diretoria da entidade em defesa das/os docentes em atividade e das/os aposentadas/os, bem como da universidade pública laica de qualidade, socialmente referenciada e de acesso democrático.

Durante o discurso na cerimônia de posse da maioria das/os 54 novas/os professoras/es aprovadas/os no último concurso para o magistério superior da UFMS, na quarta-feira 23 de agosto, o chefe da administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul lembrou a postura combativa da atual gestão do Sindicato ao dizer que “todas as semanas” ou pelo menos a cada “15 dias” leva um “puxão de orelha” da presidenta da entidade.  

A sindicalista Mariuza Aparecida representou a direção da ADUFMS-Sindicato no evento que recepcionou as/os novas/os docentes no auditório da Secretaria Especial de Educação a Distância e Formação de Professores (Sedfor-UFMS). Os/as empossados/as receberam da dirigente sindical texto de boas-vindas no qual a atual gestão do Sindicato descreve e historia a trajetória da entidade cuja fundação remonta à criação da Associação dos Professores do Campus de Campo Grande da Universidade Estadual de Mato Grosso (APCCGUEMT) em 1970. Também foi entregue fôlder com os convênios do Sindicato e ainda ficha de filiação.

Com a criação do Estado de Mato Grosso do Sul em 1977, a UEMT tornou-se Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A UFMS foi oficializada em 1979.

A ADUFMS-Sindicato tem hoje 842 filiadas/os que fazem parte da tríade ensino, pesquisa e extensão na UFMS nos campi do interior e na Cidade Universitária em Campo Grande.  A dirigente sindical Mariuza Aparecida conversou com as/os docentes empossadas/os (segunda foto) sobre o Sindicato e a importância da organização da categoria frente à crise pela qual vem passando as/os servidoras/es federais, das/os quais vem sendo retirados sistematicamente direitos conquistados. A presidenta do Sindicato desejou às/aos empossadas/os “sucesso nessa nova jornada”.

Nem todas as 75 vagas definidas foram preenchidas. Com a aprovação de 54 docentes no concurso para o magistério superior na UFMS, o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Antonio José Ângelo Motti, disse que será aberto novo edital visando ao preenchimento das vagas remanescentes das 75 estabelecidas no edital anterior.

Mesmo preenchendo as 75 vagas, a UFMS vai permanecer com defasagem docente em seus quadros. Segundo Motti, há mais de quarenta novas aposentadorias de professoras/es da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, aumentando a demanda por mais docentes na instituição.

O pró-reitor afirmou ser necessário acelerar o processo de contratação de professoras/es via concurso, em função das incertezas provocadas pela política do governo federal, que tende a ser obstáculo à reposição de pessoal na docência, em função do congelamento e até redução dos investimentos em educação.

As/os professoras/es empossadas/os são, além de Mato Grosso do Sul, procedentes de vários outros estados da Federação, entre eles São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará e Santa Catarina. As/os novas/os docentes vão atuar em campi do interior e em unidades na Cidade Universitária da UFMS em Campo Grande.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

CONFIRA A ÍNTEGRA DA MENSAGEM DO SINDICATO ÀS/AOS NOVAS/OS PROFESSORAS/ES DA UFMS

 

SEJAM BEM-VINDOS E BEM-VINDAS!!

 

Enquanto Mariuza Aparecida (à esquerda) conversa com outras/os docentes empossadas/os, novo professor da UFMS olha mensagem e fôlder do Sindicato

O histórico de luta das e dos docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul começou bem antes de a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT) Campus de Campo Grande ter sido federalizada pós-criação do Estado de Mato Grosso do Sul.

A instituição nem era federal quando, há mais de 46 anos, com o Brasil sob uma ditadura civil-militar, professoras e professores da UEMT na  hoje capital sul-mato-grossense se reuniram em assembleia geral no dia 14 de dezembro de 1970 e fundaram a Associação dos Professores do Campus de Campo Grande da UEMT (APCCGUEMT), atual Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato).

O Sindicato tem uma história atuação em defesa dos direitos da docência com ativa participação da categoria. Há atualmente 842 sindicalizadas/os da Cidade Universitária em Campo Grande e de todos os campi da UFMS. A atuação da entidade pauta pela abrangência de todas/os as/os professoras/es, independentes de serem filiadas/os ou não.

As crises políticas, sociais e econômicas enfrentadas pelas comunidades de instituições de ensino, pesquisa e extensão têm chamado as/os docentes da UFMS à mobilização e organização em torno do fortalecimento da ADUFMS-Sindicato. Exemplo disso é a situação caótica por que passa o Estado Nacional brasileiro no contexto contemporâneo, com projetos do governo federal que solapam conquistas da docência nas instituições federais do mundo acadêmico, pondo em xeque a universidade pública, laica, de qualidade e referenciada, obstruindo o acesso de todas/todos a uma formação consistente e em sintonia com a sociedade.

Docentes que tomaram posse se informam sobre a ADUFMS-Sindicato

A entidade desenvolve constante trabalho de informar e mobilizar a categoria sobre seus direitos. Tão importante quanto a ação em conjunto com as/os docentes são os convênios que a ADUFMS-Sindicato mantêm com empresas prestadoras de serviços, entre elas as operadoras de planos de assistência à saúde: Unimed e Uniodonto. O Sindicato tem uma atuante Assessoria Jurídica que já ingressou com várias ações em defesa dos direitos das/os professoras/es da UFMS.

Finalizamos com uma inspiradora declaração do professor Rubens Toledo de Barros da antiga UEMT, em 1973, ao criticar a falta de interesse do governo mato-grossense daquela época pelos direitos da docência universitária. “Má vontade do governador [de Mato Grosso, José Manoel Fontanillas Fragelli]. Precisamos assumir posições mais drásticas e colocar nosso problema em esferas mais altas.”

Filie-se ao Sindicato, participe!

A defesa da universidade e de nossos direitos depende de cada um/uma de nós.

Profa. Mariuza Aparecida Camillo Guimarães

Presidenta da ADUFMS-Sindicato

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Grupo em Defesa da Escola Democrática promove ato contra projeto de lei da Escola sem Partido

Presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida, argumenta caráter autoritário da lei

O Grupo em Defesa da Educação Democrática e contra a Lei da Mordaça promoveu ato contra o Projeto de Lei da Escola sem Partido em frente à Câmara de Vereadores de Campo Grande, onde nesta segunda-feira 14 ocorreu audiência pública para discutir o assunto com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-RJ).

O ato convocado pela ADUFMS-Sindicato, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e a Apolo concentrou mais de cinquenta pessoas em frente ao parlamento campo-grandense. As/os presentes gritavam palavras de ordem denunciando o caráter partidário, fascista e autoritário do Projeto de Lei (PL)  867/2015 em tramitação na Câmara dos Deputados e o PL  8.519/2017, que tramita na Câmara de Vereadores de Campo Grande.

Uma faixa produzida pelas entidades denunciava o caráter partidário do projeto, que visa dar sustentação à candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a presidente da República.  O evento reuniu ativistas da educação básica e superior, sindicalistas, militantes culturais e a diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faed-UFMS), Professora Doutora Ordália Alves Almeida.

A ADUFMS-Sindicato tem atuado diretamente pelo desaprovação e arquivamento do projeto de lei da Escola de Sem Partido, batizado em Campo Grande de Lei da Mordaça. Em 2016 o projeto de lei, na época de autoria do vereador, Paulo Siufi (PMDB), hoje deputado estadual, foi aprovado em dois turnos na Câmara dos Vereadores. Todavia, encontrou forte resistência de estudantes e entidades sindicais ligadas à educação e vetado pelo ex-prefeito Alcides Bernal (PP-MS).  Após o veto, por meio de acordo de liderança foi arquivado. Agora voltou a ser apresentado pelo vereador Vinicius Siqueira (DEM).

O Fórum contra a Lei da Mordaça e em Defesa da Educação Democrática planeja novas ações na Câmara dos Vereadores de Campo Grande na tentativa de arquivar o projeto de lei que ameaça a liberdade pedagógica do/a professor/a em sala de aula e abre precedentes para que seja punida/o caso venha apresentar pontos de vista sobre a livre orientação sexual, religiosa e política.

Veja o video do ato

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Direção da ADUFMS-Sindicato apresenta reivindicações de docentes a reitor

Foto arquivo – Reunião com o reitor em dezembro do ano passado

Na primeira reunião do ano com o reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Marcelo Augusto Santos Turine, no dia 21 de julho,  a direção da ADUFMS-Sindicato apresentou uma pauta de reivindicação ao reitor Marcelo Turine. Entre os pedidos apresentados estavam a alteração do calendário de escolar, com o recesso de pelo menos uma semana, antes do início do segundo semestre, emendas de feriados, cortes orçamentários, condições de trabalho, infraestrutura e condições de ensino nos campi da UFMS.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, pediu esclarecimentos sobre a situação orçamentária da UFMS. Marcelo Turine adiantou que os recursos disponíveis darão para tocar a universidade até setembro, havendo necessidade de suplementação orçamentária para chegar até o fim do ano. Disse que a situação vem sendo discutida conjuntamente com outras universidades, via ANDIFEs. Neste fórum, a UFMS é representada pela pró-reitora de Planejamento e Orçamento, Dulce Maria Tristão, ex-diretora Diretora da DIFES/SESu/MEC  no Governo Dilma. Nele está em discussão a revisão da matriz orçamentária comum a ser apresentada ao MEC.

Turine reiterou que mesmo com cortes mensais em torno de R$ 100 mil mensais nas despesas, obtidos pela revisão de contratos, até a conta de energia está atrasada em um mês. Adiantou que intenção é dar continuidade ao andamento do calendário escolar até dezembro, usando as sobras orçamentária para manter a rotina das aulas e o pagamento de pessoal terceirizado.

O 1º secretario da ADUFMS-Sindicato, professor José Roberto Rodrigues de Oliveira, indagou o Reitor sobre as condições de alojamento e de permanência para os alunos do Leducampo e do Educação Indígena. Atualmente, os alunos estão em condições insalubres no alojamento do Estádio Morenão.

Turine ponderou que os dois cursos têm o custo aluno elevado e que é praticamente impossível manter a continuidade no formato atual, não só na UFMS, mas também em outras universidades. Argumento que a sua manutenção é mais cara de que o curso de Medicina. Como alternativa, sugeriu que cada professor leve de um a dois para alunos para sua casa, pois neste período de restrição orçamentária todo o corpo docente terá que ser mais solidário, “criativo” e ser empenhar mais, inclusive pegando uma carga horária maior de aulas se for preciso. Adiantou que a UFMS dispõe de 80 vagas para concurso, mas depende de autorização do MEC. A tendência, explicou, é de abrir as vagas só suprir os professores que pediram aposentadoria.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato relatou que recebeu diversas reclamações dos docentes sobre o ritmo estressante do calendário no primeiro semestre de 2017. No modelo compactado, além de não me permitir emenda de feriado, vem causando problemas no fechamento da carga horária. Desta forma alguns docentes não vinham conseguindo cumprir o planejamento apresentado em relação a carga horária disponível nas disciplinas. Cobrou que a entidade apresentou uma proposta com o prazo mais elástico e que a sugestão não foi considerada pela administração.

A alteração de calendário, no entanto, foi descartada, dada como pauta vencida pela administração. Para tanto, alegou que os acadêmicos e professores estavam “felizes” com a sua efetivação, pois além de ajustar o calendário anual, não havia nenhuma reclamação na ouvidoria da UFMS.

Mariuza adiantou que a partir de agora a orientação do Sindicato é de sugerir às/aos docentes que todas as reclamações deste teor também sejam encaminhadas para a Ouvidoria. Também solicitou apoio da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas para que facilite o acesso a dados estatísticos sobre as causas de adoecimento que estão gerando pedidos de aposentadoria. O compartilhamento de dados tem o objetivo de contribuir na pesquisa nacional do ANDES-Sindicato Nacional sobre o perfil dos professores (as) que pedem aposentadoria em razão de doenças ocupacionais. Ficou instituído em comum acordo a formação de grupo de estudos com representantes da UFMS e da ADUFMS para analisar os dados e propor sugestões de prevenção e de tratamento dos casos. Devido a compromissos na agenda do reitor, a dirigente a ADUFMS  não conseguiu aprofundar o assunto com os gestores presentes.

O sindicato também reclamou que muitos professores estavam com dificuldades de sair de férias devido à falta de professor para assumir a disciplina. O reitor pediu que estas questões fossem encaminhadas com os diretores de centros que estavam “empoderados” para decidir as alternativas. Pediu a colaboração dos docentes para que gozem as férias no período de recesso, mas adiantou que não vai interferir no modelo existente. Uma das consequências, explicou o Reitor, é que alguns docentes vão ter que ampliar a carga horária no sentido de suprir a ausência dos colegas. O desconto da greve no dia 30 de junho contra as reformas não serão descontadas, visto que não foram encaminhados registros de falta pelas unidades.

Outro pedido formulado pela direção da ADUFMS-Sindicato foi com relação a um ganho adicional para professores lotados nos centros universitários da fronteira e locais de difícil acesso. O estímulo financeiro seria uma forma de compensar a permanência dos docentes nestes campi e que encontram dificuldades de adaptação em razão das peculiaridades de cada município. Muitos fazem concursos em outras cidades maiores, desistem do local, pedem transferência ou recorrem a licença de tratamento para superar quadros como depressão.

Neste ponto, a pró-reitora Dulce Maria Tristão  esclareceu que foi formada comissão para estudar a implantação da gratificação, no entanto, devido às restrições orçamentárias e a troca de ministro, no atual Governo, a questão deixou de ser encaminhada. Considerou difícil adoção a de medidas que impliquem em despesas nas folhas de pagamento.

Mariuza Guimarães também apresentou reclamações em relação às condições físicas e trabalho das recém criadas faculdades, particularmente do extinto Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Algumas faculdades não têm localização ou sequer espaço para a Secretaria Acadêmica, sala de professor, sala para ministrar aulas, havendo caso de aulas marcadas simultaneamente no mesmo espaço.

O pró-reitor de administração e infraestrutura, Cláudio César da Silva, admitiu a existência de problemas no processo de adaptação. Anunciou que a gestão dos espaços, como a Unidade VI e o Multiúso, deixaram de ser atribuição das faculdades e passaram a gestão da administração da UFMS. Em relação a abalos na infraestrutura no campus I de Corumbá, Turine disse que o prédio foi submetido a uma auditoria e fiscalização, não havendo risco de abalos. Também já encaminhou o processo licitatório para as obras de recuperação das rachaduras e após conclusão, o espaço será liberado para atividades.

O Sindicato também cobrou uma posição em relação as obras de prédios, salas de aulas e laboratório que não foram concluídos. Neste ponto, mesmo diante das restrições orçamentárias, a administração assumiu o compromisso de priorizar as conclusões de obras em andamento. Para tanto, alegou que vem fazendo revisões de contrato e pressionando, até via judicial, para que as empreiteiras acelerem o andamento dos serviços, pois havia uma cultura de letargia no cumprimento dos prazos contratuais.

Obs; desta vez a reitoria não permitiu o registro fotográfico da reunião, em razão disso a assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato utilizou uma foto de arquivo.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

 

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Dirigente anuncia realinhamento de tabela 3% a 4% nos salários em setembro

FABIO CHAPADAO

Como resultado da greve de quase três meses protagonizada por grupos de docentes das universidades brasileiras em 2015, o diretor financeiro da ADUFMS-Sindicato, professor Fábio Viduani, anunciou o realinhamento de tabela no percentual médio de 3% a 4% a incidir no salário base e na retribuição de titulação (RT) dos docentes, a partir do mês de setembro. A palestra foi ministrada para alguns/algumas docentes do campus de Chapadão do Sul – CPCS, na sexta-feira (14.07), . O percentual faz parte do acordo firmado entre o Proifes-Federação com o então Governo Dilma.

Na palestra, Viduani fez a apresentação detalhada do Plano de Cargos e Salários acordado e da projeção com os novos percentuais. Ponderou que inicialmente o acordo firmado pelo PROIFES apresentava índices díspares entre os 13 níveis e nas classes de promoções. Todavia, a meta até 2019 é de unificar os percentuais em valores aproximados, com melhor distribuição dos índices que estavam concentrados na titulação de doutorado, em detrimento a outros níveis.

A meta é de nivelar o salto de nível nos interstícios e de classe, na média de 115% para doutor; 50% para mestre e 20% para especialista Na proposta de promoção do ANDES havia um percentual mais aproximado e isonômico nos saltos, com a variação média em 5%.

Viduani alertou para o risco de corte da RT nos salários, caso a folha de pagamento do funcionalismo público ultrapasse os limites fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, alternativa que tem por base a emenda constitucional 95/2016 (PEC 55) que congela gastos públicos por um período de 20 anos.

Salientou a importância da categoria discutir a proposta do ANDES-Sindicato Nacional de incorporação da RT ao salário base, com a instituição do holerite com única linha, medida que traria mais segurança na remuneração dos docentes.

Anunciou também a dificuldade que tanto o ANDES, como o Proifes, tem de negociar os percentuais de reajuste inflacionário com o atual Governo atual. De acordo com a presidenta, Elblin Faraje, na última reunião com a Secretária Executiva do MEC, não foi sinalizado nenhuma proposta de reajuste das perdas inflacionárias por parte do Governo Temer.  Sinalizou que por enquanto a categoria não discute a possibilidade de greve em 2017, mas caso a negociação não avancem, a posição pode ser revista.

Matéria publicada no jornal O Globo, em 30 de janeiro deste ano, aponta que até 2019 a diferença da remuneração dos docentes em relação a outras categorias pode chegar a 100%, devido ao reajuste diferenciados iniciados no governo Dilma e aprofundado neste dos últimos anos pelo governo Temer. A defasagem entre o salário, no fim da carreira, de um professor universitário titular — que tem o maior subsídio possível para um docente federal — e um defensor público da União, por exemplo, era de R$ 5,4 mil em 2015 e passará a ser de R$ 11,1 mil em 2019, um aumento de 103%. No início da carreira, a diferença é ainda maior. Um professor universitário com doutorado, em regime de dedicação exclusiva, e um defensor tinham, em 2015, uma defasagem de R$ 8,7 mil. Em 2019, quando a Defensoria terminar de receber o reajuste, esse hiato passará a ser de R$ 14,7 mil.

Leia mais: Compare os valores salariais com outras categorias

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Política de Temer aponta para desmonte da universidade pública e castiga servidores/as públicos/as federais

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Eblin em Aquidauana, cidade onde foi realizada uma das palestras do circuito (Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) Eblin Joseph Farage, assistente social e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), esteve participando do circuito de palestras “As reformas em curso e os impactos na política salarial do/a servidor/a público/a federal”. As reuniões com os filiados aconteceram de quarta a sexta-feira da semana passada em Naviraí, Campo Grande, Aquidauana e Corumbá. A agenda prevista para Três Lagoas foi cancelada pelo fato de o avião não poder aterrizar na cidade devido ao mal tempo.

O circuito de palestras foi solicitação das/os representantes sindicais e diretores dos campi da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O evento serviu como a primeira experiência de descentralizar as atividades de formação política e sindical para além de Campo Grande.

Na palestra  em auditório do Complexo Multiúso da UFMS em Campo Grande a professora Eblin  Farage alertou para  o ataque a que as/os servidoras/es públicas/os estão submetidas/os.  A sindicalista cita riscos iminentes como o aprofundamento da terceirização, congelamento das promoções, retirada de incorporação aos salários, sobrecarga de  trabalho e até alterações na Constituição que acabam com  a estabilidade no emprego em razão dos limites orçamentários impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A dirigente sindical conclamou todos as/os docentes  para amenizar as diferenças que vão continuar  e construir a unidade na ação.

Farage apresentou detalhes da forma de organização do Andes-SN que diferentemente das demais entidades têm as seções sindicais como forma de representação na base estadual ou regional.  Fez uma retrospectiva do papel da entidade na defesa da valorização da carreira docente, da educação e da universidade pública, gratuita, de qualidade, para todos e todas. Detalhou o papel do Sindicato na estruturação inicial da carreira docente baseada na isonomia, equivalência, bem como lógica nas promoções e progressões na carreira, tecendo duras críticas aos acordos celebrados pela Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação).

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Presidenta do Andes-SN em Corumbá

Os acordos celebrados pela Proifes-Federação contribuíram para o desmantelamento da carreira, transformando os salários dos e das docentes em emaranhado de índices diferenciados, às vezes beneficiando um nível da carreira em detrimento do outro, com anomalias e distorções que precisam ser revistas. Citou como risco a incorporação da retribuição por titulação (RT) que tem peso significativo no salário e que pode ser retirada a qualquer momento diante das restrições orçamentárias impostos pelo governo federal. Por isso, explicou Eblin Farage, o Andes-SN tem o compromisso com o holerite único, com incorporação de vantagens ao salário-base.

A sindicalista destacou o engajamento do Andes-SN na autonomia frente aos governos e neste momento o compromisso da entidade com as lutas contra as reformas em curso e a mobilização pelas Diretas Já,  auditoria da dívida pública, reestruturação do plano de cargos e salários. Teceu críticas ao papel desenvolvido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) que, para Eblin, assumiu postura de conciliação da luta de classe, atrelando a ação sindical combativa aos governos Lula e Dilma Rousseff que, apesar de apresentar avanços nos campos social e econômico, de certa forma atuaram para  rebaixar as conquistas até então efetivadas na carreira docente pelo fato de agir no sentido de dividir a base sindical dos/as docentes, articulando a criação da Proifes-Federação e apontado para medidas liberalizantes, contrárias aos projetos defendidos em campanhas. A líder sindical exemplificou casos que prejudicaram as/os trabalhadores/as docentes, como a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para administrar hospitais universitários,  a quebra da paridade entre ativos e aposentados  a obrigatoriedade de adesão das/os professoras/es à  Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe), o Projeto de Lei (PL 4.302/1998) – aprovado pelo Congresso Nacional,  transformado  na Lei 13.429/2017 (conhecida como Lei da Terceirização, atualmente em vigor) -, a Emenda Constitucional 93/2016, que prorroga a DRU (desvinculação de receitas da União), as restrições orçamentárias impostas pela  Lei Complementar 156/2016 , pela PEC 55/2016 e as mudanças no sistema previdenciário por meio de minirreforma que também retirou direitos de pensionistas e dependentes. “Por esses motivos, os delegados do Andes-Sindicato Nacional, no Congresso Nacional da categoria, decidiram, depois de uma discussão de três anos, pela desfiliação da CUT e por mais anos de discussão intensa se filiar a CSP-Conlutas.”

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Sindicalista docente na palestra em Campo Grande

Eblin reafirmou o compromisso de  manter autonomia do movimento sindical docente em relação a todos os governos, até mesmo de esquerda. Em razão disso, o Andes-SN não se pronunciou em relação ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, explicando que decisões desse porte teriam de acontecer de forma congressual e não no Conselho de Representantes do ANDES-Sindicato Nacional (Conad), cuja a representação não é tão ampla.

Conclamou a categoria a reforçar a Greve Geral do dia 30 de junho pois, em sua opinião, a mobilização de 150 mil pessoas ocorrida em Brasília no dia 28 de abril deste ano balançou a base de sustentação do Governo Temer. Apontou como ponto positivo da ação sindical a não-aprovação do Projeto de Lei da Câmara sobre a reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. No entanto a matéria corre risco de ser aprovada, caso o Governo Temer restabeleça a maioria, o que abre o caminho para a retomada do projeto de reforma da Previdência. Colocou como desafio para o movimento sindical docente a campanha pelas Diretas Já, eleições gerais em todos os níveis e o enfrentamento nos estados e municípios e no Congresso contra as reformas em curso, que visam a atender o capital e a beneficiar o sistema financeiro por meio da dívida que consome mais de 42% do orçamento público, o que põe na pauta a retomada da auditoria da dívida pública, aprovada, mas não-encaminhada pelo Governo Dilma.

 Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato abre nesta terça-feira 13 em Campo Grande

A Diretoria da ADUFMS-Sindicato comunica que a entidade atenderá normalmente o público externo nesta terça-feira 13 das 7 às 11 e das 13 às 17 horas em Campo Grande. O Sindicato não terá expediente externo na próxima quinta-feira 15 (Corpus Christi).  Na sexta-feira 16, a entidade estará fechada ao público em Campo Grande.

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ADUFMS-Sindicato concentra-se no Dia da Mulher e assembleias gerais para avaliar ações contra a reforma da Previdência

 

Presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida, protesta contra o fim da aposentadoria especial dos/as professores/as e aumento em cinco anos na idade mínima da aposentadoria para mulheres (foto: Sérgio Souza Júnior)

A semana de trabalho da ADUFMS-Sindicato ficou concentrada na preparação das assembleias gerais desta terça-feira 14 de março – em Campo Grande e nos campi do interior – e em atividades relativas ao Dia da Mulher.

No dia 7 de março,  a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães e o vice-presidente da entidade, Moacir Lacerda, participaram do debate sobre a conjuntura econômica e social do Brasil, em um ciclo de palestras que contou com a participação do sociólogo e cientista político, Emir Sader, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da estudante Ana Júlia Ribeiro, uma das líderes do movimento secundarista nas ocupações das escolas públicas no Paraná em 2016.

Segundo Ana Júlia Ribeiro, houve desafios na construção do movimento estudantil em rede, independente de partidos políticos. Os movimentos de ocupação nas escolas públicas resistiram às mudanças previstas na reforma do ensino médio e, mesmo “vencidos”, questionaram a forma de implantação da nova lei. “Fomos um dos poucos movimentos de enfrentamento contra o Governo Temer em 2016. Causamos muita dor cabeça na realização dos processos eleitorais e no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]”, comentou sobre as formas de atuação dos e das estudantes secundaristas.

Já o dia 8 de março foi marcado pela participação da direção e funcionárias da ADUFMS-Sindicato na distribuição do Panfleto da Mulher na UFMS, Cidade Universitária, em Campo Grande. O material foi produzido com a finalidade de explicar os tipos de violência praticados contra as mulheres e as alternativas para o seu enfrentamento, assim como algumas leis de respaldo e telefones úteis para denúncia em casos de violência, em Mato Grosso do Sul (Delegacias da Mulher, Casa da Mulher Brasileira e Segurança da UFMS) em todo o país (Disque-Denúncia 180). O panfleto impresso foi entregue acompanhado de um bombom a cada mulher. No mesmo dia, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, participou do Ato da Mulher pelo Direito de Aposentar, em frente à sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Campo Grande.

Na sexta-feira, 10 de março, a ADUFMS-Sindicato acompanhou a realização da palestra sobre a reforma da Previdência promovida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e realizou atendimento jurídico itinerante em Três Lagoas. Na atividade em Três Lagoas, os/as professores/as puderam esclarecer dúvidas sobre direitos trabalhistas e administrativos com a Assessoria Jurídica do Sindicato. A presidenta do entidade também participou de reunião para organização das ações de paralisação dos/as trabalhadores/as contra a reforma da Previdência, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016), marcada para o dia 15 de março, em Campo Grande, com concentração a partir das 9h, na Praça do Rádio Clube/Praça da República.

Para explicar a importância da atividade, Mariuza Aparecida participou de um vídeo enviado a todos/as os/as filiados/as, conclamando a categoria para participar da atividade e alertando sobre os riscos da reforma da Previdência na vida dos/as docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Outro vídeo explicativo, sobre Campanha Salarial e Reestruturação da Carreira, frente as PEC 241/2016 (Câmara dos Deputados) depois transformada em PEC 55 (Senado Federal) – agora Emenda Constitucional (EMC 95/2016) – e o  Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, aprovado e transformado em Projeto de Lei da Câmara (PLC) 54/2016, que resultou na Lei Complementar n. 156/2016 (“Estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal; e altera a Lei Complementar nº 148, de 25 de novembro de 2014, a Lei nº 9.496, de 11 de setembro de 1997, a Medida Provisória nº 2.192-70, de 24 de agosto de 2001, a Lei nº 8.727, de 5 de novembro de 1993, e a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000”).

Assista: Mariuza fala sobre importância da assembléia do dia 14 de março

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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  ADUFMS participa em Terenos de audiência sobre reforma da Previdência

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Marco Aurélio: “Só a sonegação das empresas ultrapassa R$ 400 bilhões contabilizados na dívida ativa do INSS” (Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Cumprindo agenda programada pela Frente Brasil Popular em Mato Grosso do Sul (FBP-MS), a ADUFMS-Sindicato esteve participando de audiência pública sobre a reforma da Previdência, em Terenos. No debate, a entidade foi representada pelo Professor Doutor em Ciências da Computação, Marco Aurélio Stefanes, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a convite do vereador Gerson Terra (PT) proponente da atividade. Na palestra, o docente alertou que o modelo de sociedade desenhado por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 aponta para o aprofundamento da pobreza, a exclusão social e a concentração de renda nos bancos e setores rentistas minoritários da sociedade brasileira.

O debate ocorrido na quinta-feira (23-02) atraiu mais de 230 pessoas que lotaram o plenário do Centro Cultural Senador Ramez Tebet. Contou com a participação de servidores/as públicos/as, trabalhadores/as do setor privado, trabalhadores/as rurais e empresários que ouviram atentamente Marco Aurélio e a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Mato Grosso do Sul,  Andréia Ferreira.

Como resultado, ficou instituído comitê contra a reforma da Previdência no município de Terenos e a apresentação de Moção de Repúdio às medidas previstas, que deverá ser encaminhada a todos/as os/as deputados/as.

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Público acompanha explicações sobre impacto da reforma da Previdência

Ficou recomendado o apoio na mobilização para um grande ato no dia 15 de março convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) que prevê acampamento, em Mato Grosso do Sul, em frente aos locais de moradia de cinco deputados federais e três senadores favoráveis à reforma.

Marco Aurélio fez duras críticas à PEC 287/2016. Apontou como pontos prejudiciais à população o fim da aposentaria por tempo de serviço, a ampliação de no mínimo 65 anos de idade para que homens e mulheres tenham acesso ao benefício, mudança na base de cálculo com o respectivo aumento nos percentuais do fator moderador e do tempo de contribuição, com redutores que achatam ainda mais os valores pagos a aposentados/as e pensionistas.

No caso de servidor/a público/a, complementou o docente, a PEC ameaça a integralidade e a paridade, ampliando o tempo de serviço. Alertou para os prejuízos da reforma aos/às trabalhadores/as rurais, com o novo sistema deixando de ser familiar, sob desconto da nota produtora, e passando a ser individual.

Para o professor universitário, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), relator da PEC 287/2016 na Câmara, não tem moral para aprovar medidas que retiram direitos dos/as trabalhadores/as que cumprem religiosamente com suas contribuições para aposentar, enquanto ele mesmo gasta o dinheiro público com passagens para visitar ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na cadeia.

Disse ainda que a reforma desaquece a economia que gira o comércio e o setor de prestação de serviços nos pequenos municípios.  Denunciou que o sistema de previdência do Brasil, por lei, é tripartite, sendo os governos e as empresas obrigados a financiar a sua quota-parte, o que não vem acontecendo. “Só a sonegação das empresas ultrapassam a R$ 400 milhões contabilizados na dívida ativa do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]”.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato informa recesso de carnaval nos dias 27, 28 de fevereiro e 1º de março

A ADUFMS-Sindicato informa que suas atividades administrativas serão paralisadas nos dias 27 e 28 de fevereiro, em decorrência do recesso de carnaval. No dia 1º de março, quarta-feira de Cinzas, a pausa vai até às 13h.

A medida segue a Resolução 7 (15 de fevereiro de 2017) do Conselho Universitário (Coun) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), ad referendum, publicada no Boletim de Serviços (BS) n. 6483 da Universidade, no dia 17 de fevereiro de 2017.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Cograd aprova na íntegra calendários acadêmicos 2017 propostos pela administração central da UFMS

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Proposta da ADUFMS-Sindicato, que defendia intervalo de duas semanas entre semestres, não foi considerada (Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

O Conselho de Graduação (Cograd), antigo Conselho de Ensino de Graduação (Coeg), aprovou, em reunião extraordinária na sexta-feira 17, os calendários acadêmicos da Educação a Distância (EaD) e dos cursos presenciais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para os semestres letivos de 2017. A ratificação da proposta da reitoria ocorreu por unanimidade. Houve apenas uma alteração: a data final para registro de oferta de disciplinas passou de 22 dezembro deste ano para 31 de janeiro de 2018.

A proposta da ADUFMS-Sindicato, que defendia intervalo de duas semanas entre semestres, não foi considerada. Já sobrecarregas/os com o encurtamento do segundo semestre letivo de 2016 para 1º de abril de 2017, as/os docentes e os/as estudantes não terão período de descanso no ano letivo de 2017.

O aval do Cograd se encaixou nos interesses da administração, pois, finalizado o tempo letivo 2016/2, o término do segundo semestre 2017 de atividades acadêmicas será dentro do ano civil, o que regulariza os calendários acadêmicos extrapolados desde 2015, em função da greve daquele ano, que durou quatro meses na UFMS.

A administração anterior da Universidade não se preocupou em discutir com estudantes, docentes e técnicas/os administrativas/os medidas que regulamentassem a situação pós-movimento paredista, para o quanto antes regularizar os calendários acadêmicos. Ano passado, a reitoria antecessora deu mais de 45 dias entre os semestres sem nenhuma justificativa plausível. Após o término da greve, a antiga administração central da UFMS não respondeu às diversas solicitações do Sindicato para conversar sobre os calendários acadêmicos.

O próprio pró-reitor de Graduação e presidente do Cograd, professor Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, reconheceu o ‘prejuízo’ que os calendários aprovados vão causar às/aos docentes, às/aos estudantes e às/aos técnicas/os administrativas/os, mas reiterou que é melhor resolver o problema agora.

Em reunião com Ruy e com o chefe da Coordenação de Administração Acadêmica (CAA), Amaury Antônio de Castro Junior, na manhã do dia 6 de fevereiro deste ano, o Sindicato havia apresentado proposta de regularização dos calendários acadêmicos diferente da que foi aprovada na reunião desta sexta 17.  A ideia da diretoria da ADUFMS-Sindicato era de que o primeiro semestre acadêmico de 2017 tivesse 103 dias letivos, mantendo emendas de feriados.  Ainda pela proposta da entidade, o segundo semestre deste ano teria 102 dias letivos, incluindo feriadões. Entre esses semestres letivos haveria intervalo de duas semanas.

A síntese da proposta da reitoria para os cursos presenciais, ratificada unanimemente pelo Cograd, é a seguinte:

Início do 1º semestre/2017:

 

17/04/2017

Encerramento do 1º semestre/2017: 12/08/2017
 

Início do 2º semestre/2017:

 

21/08/2017

Encerramento do 2º semestre/2017: 23/12/2017
Total de dias letivos em 2017: 203 dias
1º semestre/2017: 100 dias
2º semestre/2017: 103 dias

As atividades acadêmicas na modalidade a distância se enquadrarão da seguinte forma:

 

Início do 1º semestre/2017:

 

17/04/2017

Encerramento do 1º semestre/2017: 12/08/2017
 

Início do 2º semestre/2017:

 

24/08/2017

Encerramento do 2º semestre/2017: 23/12/2017
Total de dias letivos em 2017: 233 dias
1º semestre/2017: 116 dias
2º semestre/2017: 117 dias

 

Ambos os calendários serão oficializados por meio de resoluções que serão publicadas no Boletim de Serviços (BS) da UFMS.

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Colegiado também aprovou mudança no sistema de matrículas


Outras aprovações do Cograd
– Antes da aprovação dos calendários acadêmicos foram submetidas à apreciação de conselheiras e conselheiros do Cograd as propostas de alterações na Resolução n. 269 (Regulamento Geral dos Cursos de Graduação, presenciais), de 1º de agosto de 2013, e da Resolução n. 107 (Regulamento do Estágio para acadêmicos de cursos presenciais), de 16 de junho de 2010. As proposições foram aprovadas por unanimidade.

O artigo 27 da Resolução 269 foi mudado. Sua nova redação ficou da seguinte forma: “a confirmação de matrícula será feita na data prevista no Calendário Acadêmico, podendo ser feita online pelo acadêmico quando este estiver de acordo com o resultado da fase de inscrição online.” Segundo o parágrafo único do 27, “caso o acadêmico discorde ou não faça a confirmação online no prazo, a confirmação da matrícula poderá ser realizada pelo Coordenador de Curso, na presença do acadêmico.”

Na Resolução 107 mudaram-se os artigos 16, 17, 19 e 37. Após publicação no BS eles passaram a ter, respectivamente, as seguintes redações: “a relação entre a UFMS e as concedentes se estabelecerá por Termo de Compromisso, firmado diretamente entre as partes ou por meio de Agente de Integração, com interveniência da direção da Unidade Setorial; o processo de formalização do Termo de Compromisso será iniciado na Unidade Setorial do curso do acadêmico e será homologado pela Proaes, que analisará os aspectos técnicos e legais da proponente de campo de estágio; os procedimentos para quando a concedente for profissional liberal deverão ser os mesmos descritos no art.18 deste Regulamento; a COE deverá enviar à Proaes, ao final de cada ano, um relatório resumido a respeito dos estágios desenvolvidos, em formulário próprio.” Na 107 também ocorreram alterações no caput do artigo 18 e em seu parágrafo segundo; no inciso I do artigo 41; bem como nos incisos I (revogado), II, IV, V, VI e VII (revogado) do artigo 42. Ainda na Resolução 107, foi acrescido o artigo 42-A. O caput e o parágrafo terceiro do artigo 43 tiveram nova redação. O artigo 44 sofreu alteração. Continuando na 107, foram mudados os incisos I, II, XIII, XIV, XV (revogado), XVII e XVIII do artigo 45. No artigo 46 alterou-se a redação do inciso III e foi revogado o VI. Revogaram-se o parágrafo único do artigo 19, os incisos I e VII do 42, o inciso XV do artigo 45 e o inciso VI do artigo 46.

 A reunião extraordinária do Cograd aconteceu na Sala de Videoconferência da Faculdade de Computação (Facom), na Cidade Universitária da UFMS em Campo Grande. Conselheiros dos campi de Coxim, Chapadão do Sul e Paranaíba participaram por meio do sistema de videoconferência.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato e FBP-MS organizam debate sobre reforma da Previdência com presença de ex-ministro

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, em coletiva após reunião sobre alternativas ao fator previdenciário, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)
Ex-ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas (Valter Campanato/Agência Brasil)

O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, participa no próximo sábado (18-02) às 9h, no Auditório 2 do Complexo Multiúso da Cidade Universitária da UFMS, em Campo Grande, da plenária da Frente Brasil Popular em Mato Grosso do Sul (FBP-MS) do debate “Conjuntura, a luta por garantia dos direitos e a reforma da Previdência”.

Conforme informações contidas no site Wikipédia, Carlos Gabas é funcionário de carreira da Previdência, ingressando em 1985  na função de agente administrativo no ex-Iapas, atual Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foi consultor e avaliador do Programa de Qualidade do Governo Federal em 2001 e 2002. A seguir, assumiu a coordenação de qualidade do Projeto Novo Modelo de Gestão do INSS. De janeiro de 2003 a julho de 2005 foi o responsável pela Superintendência do INSS em São Paulo, convidado pelo então ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini.

Em 8 de agosto de 2005, assumiu a Secretaria-Executiva do Ministério da Previdência Social na gestão do ex-ministro Nelson Machado Filho. Gabas ficou até 2 de outubro quando a pasta da Previdência foi fundida com o Trabalho e Emprego. Em seu lugar assumiu Miguel Rossetto.

Na palestra, abordará questões relacionadas ao mito do déficit da Previdência Social e as alterações no sistema contidas na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 que prevê regras iguais para homens e mulheres, tanto para o serviço público quanto para o privado, idade mínima de 65 anos para aposentadoria e exigência de 25 anos de contribuição. A  proposta já esta em tramitação na Câmara e é alvo de crítica do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e de todas as centrais sindicais do país (assista a vídeo sobre o assunto).

Prévia do Seminário

Como prévia da Plenária, a ADUFMS-Sindicato  promove nesta sexta-feira 17, a Roda de Conversa sobre a Reforma da Previdência com a participação do dirigente nacional do Andes-SN,  Vitor Wagner Neto de Oliveira, Adilson Nascimento dos Santos, da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Gabriel Angeramis Vargas Goulart, do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul (Sindjufe), Fernando Paiva, ex-vice reitor da UFMS e de Lucivaldo Alves do Santos, da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Públicas de Ensino Superior do Brasil (Fasubra Sindical). Em seguida acontecerá um sarau de confraternização com as/os participantes.

Gabas estará à disposição da imprensa para entrevista coletiva na abertura do evento da Plenária do próximo sábado.

Mais informações, Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato/Frente Brasil – 67 99651-8284 ou 998300281.

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Presidenta da ADUFMS-Sindicato defende unificação de servidores/as públicos/as contra reforma da Previdência

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Mariuza Aparecida pede unidade na ação dos/as servidores/as nas atividades contra a reforma da Previdência (fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, conclamou todos os servidores públicos federais a se unirem na luta contra a reforma da Previdência Social, em curso no Câmara dos Deputados.

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Servidores/as do  Executivo federal em plenária do Sindsep-MS

Como convidada à Assembleia Geral Ordinária do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais do Estado de Mato Grosso do Sul (Sindsep-MS), Mariuza pediu que categoria a some forças nas atividades programadas pela ADUFMS-Sindicato, entre elas a Roda de Conversa sobre a Reforma de Previdência e as Mudanças na Legislação Trabalhista, que suprimem direitos históricos da classe trabalhadora, a acontecer no dia 17 de fevereiro, às 16h, na sede da ADUFMS-Sindicato em Campo Grande, seguida de Sarau Cultural às 18h, e da Plenária Estadual da Frente Brasil Popular no dia 18 de fevereiro às 9h na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Cidade Universitária de Campo Grande, Auditório 2 do Complexo Multiúso, com palestra do ex-ministro da Previdência Social, Marcelo Gabas, abordando também a temática da reforma previdenciária.

Na assembleia do Sindsep-MS, a categoria homologou o nome de Mariuza Aparecida para compor a Comissão Eleitoral responsável pela organização do pleito para a nova direção da entidade. Em rápida explanação, a dirigente recomendou que todas as forças políticas presentes na categoria se unissem em torno de uma chapa para direção, evitando divisões, no momento em que todos/as os/as servidores/as devem focar a sua energia em agenda unificada de luta, que inclusive prevê greve geral em  março contra as reformas em curso.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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