Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS-Sindicato

Conselho Fiscal analisa contas da ADUFMS-Sindicato referentes a 2015

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Lado esquerdo (da frente para o fundo): Luiz Carlos, Alessandro Gustavo e Paulo Cesar – integrantes do Conselho Fiscal. À direita: contador Cleber Augusto. Foto: Arnor Ribeiro/ ADUFMS-Sindicato

O Conselho Fiscal da ADUFMS-Sindicato analisou e se posicionou favorável à aprovação das contas da entidade referentes a 2015. A reunião que auditou a movimentação financeira aconteceu na terça-feira 4 de outubro à tarde na sede do Sindicato em Campo Grande, acompanhada pelo contador Cleber Augusto de Almeida. Além de avaliar as prestações de contas da diretoria da ADUFMS-Sindicato, os conselheiros fiscais – professores  Alessandro Gustavo Souza Arruda, Paulo Cesar Duarte Paes e Luiz Carlos Batista – discutiram os  balancetes analíticos de julho a dezembro do ano passado.

Após análise e detalhamento das contas, os integrantes do Conselho elaboraram parecer com a seguinte conclusão: “o Conselho Fiscal da ADUFMS-Sindicato, pelo exame dos documentos apresentados, é favorável à aprovação dos balancetes – referentes ao ano de 2015 e Balanço Patrimonial de 2015”.

Todos os itens auditados seguiram “as normas contábeis legais [aceitas] no País, [ acompanhadas] dos documentos contábeis obrigatórios, após a verificação minuciosa de todas as peças, realizada por cada um dos Conselheiros”.

O parecer será submetido à discussão e votação em assembleia das/os docentes filiadas/os ao Sindicato, com data a ser definida. A assessoria contábil da entidade vai formular demonstrativo das contas, que será publicado nos meios pelos quais são informadas todas as atividades da ADUFMS-Sindicato: site, Jornal ADUFMS, facebook e e-mail.

Ainda na mesma reunião acataram-se os pedidos de desligamento, do Conselho Fiscal, dos professores Edvaldo Correa Sotana e Ricardo Pereira de Melo. No último pleito para a escolha da nova diretoria da ADUFMS-Sindicato ambos foram eleitos pela chapa Autonomia Sindical para o biênio 2016-2018, tendo que se desligar do Conselho.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Festa comemorativa ao Dia do/a Professor/as reúne mais de 200 pessoas

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Jantar dedicado teve muita música, dança e buffet com pratos variados

O jantar de confraternização relativo ao Dia do/a Professor/a  promovido pela ADUFMS-Sindicato reuniu mais de 200 pessoas em Campo Grande na noite de sexta-feira 23 de setembro. Este ano, a data comemorativa foi antecipada em razão do Calendário Acadêmico da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Oficialmente, o Dia do/a Professor/a é 15 de outubro, mês em que, especificamente neste ano, ocorrerá redução das atividades acadêmicas na UFMS, com exceção do período letivo especial de inverno. O outro semestre acadêmico de 2016 começará em novembro.

A presidenta do Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, fez a apresentação das/os diretoras/es, comentando rapidamente sobre a importância da data para a categoria. O cerimonialista do noite foi professor Antonio Lino Rodrigues de Sá.

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Diretoria do Sindicato e professor Lino (microfone) dando boas-vindas aos/às participantes da festa

A festa contou com apresentação de dança do grupo Bailah. A evolução arrancou aplausos dos participantes pela leveza, harmonia e sincronia dos movimentos.

Houve também a apresentação especial de MPB da professora Maria Helena da Silva Andrade. A bela voz contou com o acompanhamento do Quarteto Samba Choro, responsável pela animação musical até madrugada.

Os presentes puderam desfrutar o cardápio com pratos variados (frios e quentes) de excelente qualidade. Quem perdeu terá a oportunidade de preparar para festa de fim de ano, já em fase de organização.

Veja as fotos dos presentes. Dia dos Professores.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato oferece oficina de Yogaterapia

As doenças ocupacionais provocadas pela fadiga e o estresse físico e mental  fazem parte da rotina acadêmica da universidade.  A pressão por produtividade, a convivência obrigatória com a burocracia administrativa e o acúmulo de tarefas estão adoecendo nossos docentes.  Pensando em sensibilizar a comunidade acadêmica para o problema e despertar as docentes e os docentes para uma atitude de prevenção e de mudança de comportamento, a ADUFMS-Sindicato, em parceria com a instrutora Prema Renata Bastos, está oferecendo aulas de Yogaterapia na sede do sindicato, em Campo Grande. As aulas acontecem às quartas e sextas-feiras, às 8h, com a possibilidade de nova turma, às 17h.

Problemas que se mostram ao longo do tempo

A tese de mestrado em psicologia, desenvolvida pelo a pesquisadora Ana Rita Ferreira, detectou que 62% dos professores universitários sofrem de burnout, doença associada a fadiga física.  Em outro artigo, “condições de trabalho e a saúde do/da professor/a universitário/a”, desenvolvido pelos docentes Maria De Fátima Evangelista Lima e Dario De Oliveira Filho, há queixas constantes de cansaço mental, estresse, ansiedade e nervosismo ou até de doenças como L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo), tendinite, dores nas costas e depressão.

Foto: Carol Caco
Foto: Carol Caco

 

 

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Defesa dos direitos da docência da UFMS: Sindicato vai às/aos filiadas/os de Corumbá

As/os filiadas/os à ADUFMS-Sindicato em Corumbá manifestaram-se apresentando propostas de outras ações coletivas e individuais na Justiça, em defesa de seus direitos durante duas reuniões com docentes do Campus do Pantanal (CPAN), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS ),  ocorridas na terça-feira 6 de setembro, nos períodos matutino e noturno.

Estiveram no encontro em Corumbá a presidenta do Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, e a assessora Jurídica da entidade, advogada Ana Silvia Pessoa Salgado Moura.

A professora Mariuza Aparecida disse que ‘’é a primeira reunião de um calendário com as unidades setoriais. Dia 14 de setembro de 2016 está agendado em Aquidauana. Nos demais campi estamos aguardando manifestações dos representantes sindicais. O contato direto com as/os filiadas/os é a nossa prioridade neste momento.’’

De acordo com a advogada Ana Silvia, ‘’é preciso que vocês nos digam qual é a  necessidade para que possamos entrar com as ações específicas. Aquelas que são de caráter coletivo estamos entrando’’.

Também participaram das reuniões com as/os sindicalizadas/os, a dirigente e os dirigentes locais: professora Cláudia Elizabete da Costa Moraes Mondini, professores Fabiano Antonio dos Santos e Waldson Luciano Corrêa Diniz.

Na ocasião foi feita uma avaliação de conjuntura pelo professor Waldson. A professora Mariuza Aparecida falou sobre as atividades do Sindicato, e a advogada Ana Silvia sobre as ações jurídicas impetradas em benefício de categoria.

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Nota de esclarecimento 3: em respeito aos filiados e às filiadas

Dirigimo-nos mais uma vez aos filiados e às filadas a esta Entidade e a toda a comunidade universitária da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Estamos no processo de consulta para a composição da lista tríplice visando à gestão UFMS 2016-2020. Este que é um momento de extrema relevância para as/os docentes e para toda a comunidade universitária, pois entendemos que a reitoria representa a liderança máxima da instituição e a sua postura designa a visibilidade das ações desenvolvidas na UFMS.

Entendendo a importância deste momento, a ADUFMS-Sindicato tomou providências para que o processo se desse de forma democrática e participativa, de forma que a escolha recaia sobre os melhores nomes para tão grande tarefa.

Participamos ativamente da organização do processo por meio de nossas representações nas instâncias que compõem o Colégio Eleitoral e a Comissão Executiva Central. Promovemos os debates, conforme solicitado pelos/pelas professores/as dos campi interior.

Tivemos percalços em razão de nossa atuação, mas todos os procedimentos cabíveis nas comissões organizadoras do processo, bem como as medidas judiciais, foram tomados para coibir a difamação de nossa Entidade, que tem uma bela história de lutas em defesa da categoria durante seus 45 anos de existência. Não admitiremos que essa história seja maculada.

Nossa participação no processo se deu em razão de nossa concepção de que este é o papel do Sindicato: proporcionar aos/as seus/suas filiados/as todas as condições para a tomada de decisão, acreditando que cada um/uma tem competência, capacidade de discernimento para fazer as suas escolhas. Ressaltamos que em nenhum momento esta Entidade expressou posição à categoria por um ou outro candidato.

Desejamos que no dia 4 de agosto a categoria exerça seu direito democrático de escolha e que aquele/a que for aclamado/a pela Consulta à Comunidade Universitária seja o/a representante desta instituição que nos é tão cara: a UFMS.

 

ADUFMS-Sindicato

Diretoria

A ILUSTRAÇÃO DO DESTAQUE FOI BAIXADA DO SITE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA).

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ADUFMS-Sindicato realiza debates para exposição de propostas dos/as candidatos/as a reitor e a vice-reitora

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Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

Com intuito de fomentar a discussão sobre as alternativas para elevar a qualidade da gestão administrativa, do ensino, da pesquisa e da extensão na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a ADUFMS-Sindicato organizou nesta terça-feira 26 às 19h  no anfiteatro da Geografia do Campus de Três Lagoas o debate entre as chapas que concorrem à consulta na  comunidade universitária, no próximo dia 4 de agosto. Os nomes votados comporão a lista tríplice para a gestão 2016-2020 da Universidade. No governo Dilma, os mais votados (reitoria e vice-reitoria), independente do sistema de voto, sempre foram nomeados.

Na segunda-feira (25-07), às 16h, aconteceu o debate em Campo Grande (foto) no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Participaram o candidato a reitor Marco Aurélio Stefanes e sua candidata a vice-reitora, Alexandra Ayach, da chapa MUDE, que aproveitaram o espaço para detalhar as diretrizes administrativas para a Instituição.  Sob a alegação de que o debate havia sido organizado pela entidade sindical, o candidato a reitor Marcelo Turine  e a candidata Camila Ítavo, ambos da chapa Juntos Somos UFMS, não participaram do debate.

A ADUFMS-Sindicato explicou em nota que a iniciativa de marcar os debates foi motivada pelo fato de a Comissão Eleitoral transferir a responsabilidade de organizar os debates nos campi para os/as candidatos/as, mesmo diante dos pedidos dos/as representantes docentes para que a Comissão organizasse os debates. Dessa forma, como entidade representativa e parte interessada no fomento da discussão dos rumos da Universidade, o Sindicato, após decisão de diretoria, decidiu bancar os debates, como tradicionalmente aconteceu nas consultas anteriores. Um dos argumentos é de que a nova gestão da UFMS administrará o orçamento de mais R$ 593 milhões, a  quarta maior receita pública de Mato Grosso do Sul, e a comunidade universitária tem direito de fazer perguntas e questionamentos sobre as decisões a ser tomadas pelos novos gestores.

Ainda estão marcados para os debates em Aquidauana, dia 27-07 às 19h no anfiteatro Dóris Mendes Trindade e em Corumbá, no dia 28-07 às 18h no anfiteatro Salomão Baruki. Já no dia 2 de agosto, às 8h30, no teatro Glauce Rocha, na UFMS-Campo Grande, acontecerá o único debate marcado ad referendum pela presidência da Comissão Eleitoral.

De acordo com dados da UFMS, estarão aptos a votar 21,8 mil pessoas, sendo 1.367 professores/as, 1.994  técnicos/as administrativos/as, conforme a Divisão de Registros e Movimentação, além de cerca de 18.439 alunos/as. O sistema de votação é o proporcional. Nele o peso do docente é de 75%, contra 15% dos técnicos/as administrativos/as e 15% de estudantes. Mesmo com  30% do total de votantes, administrativos/as e acadêmicos/as podem decidir a consulta em caso de divisão de votos dos/das professores/as para compor a lista tríplice de reitoráveis e vice-reitoráveis que será  encaminhada para apreciação do Ministério da Educação com a respectiva  sanção presidencial dos/as indicados/as. A ADUFMS-Sindicato defende o fim da votação proporcional com base no número dos/as votantes e não sobre o universo de eleitores/as  e  a instituição do voto paritário que aplica o mesma proporção para os três segmentos.

A votação para as chapas concorrentes acontecerá no dia 4 de agosto, no horário das 8h às 21h, com exceção o Hospital Universitário, onde  a votação começará às 6h, em razão de especificidades do trabalho nessa unidade.  Serão distribuídas urnas nos campi da Instituição espalhados por Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Pantanal, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Poderão votar estudantes dos cursos presenciais e a distância espalhados por diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Serão 22 pontos de votação distribuídos  em campi, faculdades, institutos, escola, centros de pesquisas, laboratórios e pró-reitorias.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato cobra reitoria da UFMS sobre serviços de empresa terceirizada

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Trabalhadoras e trabalhadores da Douraser estão paradas/os: não receberam seus salários         (Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

A ADUFMS-Sindicato encaminhou nesta segunda-feira 27 ofício em que pede à reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) “informação de quando o serviço de limpeza e conservação vai ser regularizado” na Cidade Universitária em Campo Grande. O Sindicato aguarda uma posição da administração da UFMS e não descarta a realização de assembleia para discutir o assunto.

As/os trabalhadoras/es terceirizadas/os vinculadas/os à Douraser, empresa contratada pela administração da UFMS para limpar e fazer conservação no campus da capital sul-mato-grossense, estão paradas/os e só voltam às atividades quando seus salários forem regularizados.

As profissionais e os profissionais da Douraser deveriam ter recebido até o quinto dia útil de junho. Elas e eles atuam em atividades que englobam limpeza de salas de aula, de banheiros, de corredores e de outros setores da UFMS, além de outros serviços na Cidade Universitária.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato repudia assassinato do Guarani e Kaiowá Clodiodi de Souza e o massacre de Caarapó

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Ilustração de Latuff 2013 – D’Incao, reproduzida de Latuff Cartoons (<https://latuffcartoons.wordpress.com/tag/agronegocio/>)

O Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato), repudia a ação perpetrada no dia 14 de junho de 2016, no município de Caarapó contra famílias do povo Guarani-Kaiowá, do tekohá Tey Jusu, no Estado de Mato Grosso do Sul, a qual resultou na morte de Clodiodi de Souza Guarani-Kaiowá, 26 anos, e de seis feridos.

A ADUFMS-Sindicato se solidariza com os povos indígenas de Mato Grosso do Sul, especialmente com os Guarani-Kaiowá. Solidariza-se também com todos os familiares das vítimas desse atentado desumano e cruel.

O Sindicato, por meio deste manifesto, exige que as autoridades competentes apurem os fatos e punam aqueles direta e indiretamente envolvidos nesse massacre ao povo Guarani-Kaiowá.

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Vereadores de Campo Grande mantêm veto à Lei da Mordaça, mas novo projeto será elaborado

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Antimordaças se manifestam na Câmara Municipal de Campo Grande (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)
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Siufi pressionado pelos dois lados. Não faltou o “fora Siufi!”

Sob forte pressão de cidadãos, cidadãs de vários segmentos socioeconômicos, de professoras/es da educação básica, docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), estudantes, movimento sindical – entidades como ADUFMS-Sindicato, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) e Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) –, de integrantes de movimentos feministas e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros), da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, com frases e palavras de ordem que ecoaram no Plenário Oliva Enciso da Câmara de Vereadores de Campo Grande, além de cartazes e faixas, parlamentares municipais decidiram, em sessão na manhã de quinta-feira 9 junho, manter por consenso o veto total do prefeito Alcides Bernal (PP) ao Projeto de Lei 8.242/2016.

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Mariuza Aparecida (frente, direita p/esquerda): “Faremos uma discussão e apresentaremos uma minuta que garanta direitos das/os alunas/os, mas sobretudo o direito de ensinar já garantido na Constituição Brasileira”

Chancelado pelos vereadores Paulo Siufi Neto (PMDB) – “fora Siufi!”, pediam em coro os/as manifestantes –, José Eduardo Cury (Dr. Cury, SD), Gilmar Neri de Souza (Gilmar da Cruz, do PRB), Herculano Borges Daniel (SD), Professor João Batista da Rocha (presidente da Câmara Municipal, PSDB), Waldecy Batista Nunes (Chocolate, PTB) e Roberto Santana dos Santos (Betinho, PRB), sob tutela do movimento Escola sem Partido e do Instituto Conservador, o Projeto de Lei 8.242, batizado de Lei da Mordaça, estabelecia “afixação de cartazes nas salas de aula das instituições de educação básica pertencentes ao sistema municipal de ensino”, como forma de controlar conteúdos, discussões de professores/as e alunos/as envolvendo temas como gênero, religião, política e livre orientação sexual. Dessa forma, expressavam as vozes que “a verdade é dura! Lei da Mordaça é igual à ditadura!” Contra as imposições ao ato de educar, pessoas de todas as tendências, formas diversas de pensar e agir, diziam no plenário que tem nome de professora (Oliva Enciso): “A escola é um local de debate!”.  Outras duas frases da manifestação resumiam que “não é conspiração! É liberdade de expressão!”.

Mesmo com a manutenção do veto aprovada, o assunto continua na pauta dos movimentos e do Legislativo Municipal de Campo Grande. No acordo formulado com entidades contrárias e com defensores/as do Projeto de Lei, com vereadores a favor e contra, ficou estabelecido o compromisso de consensualização de novo projeto com o caráter mais democrático, no prazo de 30 dias.

O acordo foi definido como controverso por alguns movimentos sob alegação de que um mês seja pouco tempo para que o assunto seja discutido e avaliado por todos os setores envolvidos, além da tese de restrições regimentais da Câmara Municipal.

 A posição de discutir um novo projeto de lei não agradou a maioria dos/as manifestantes, que queriam a manutenção do veto sem compromisso de discutir e formular uma nova proposta. “Sem acordo! Sem acordo! Sem acordo!”, protestaram as pessoas contra o que foi acertado.

A ADUFMS-Sindicato, por meio da presidenta, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, e do professor Guilherme Rodrigues Passamani, juntamente com a Fetems e a ACP, participaram das negociações para garantir o resultado favorável ao arquivamento do Projeto de Lei 8.242.

Apesar de considerar o acordo polêmico, a presidenta da ADUFMS-Sindicato afirmou que “a discussão com os segmentos impactados pela lei (professoras/es e famílias) foi uma das principais reivindicações dos movimentos. Faremos agora uma discussão e apresentaremos uma minuta que garanta os direitos das/os alunas/os, mas sobretudo o direito de ensinar já garantido na Constituição Brasileira.”

Na avaliação do vereador Marcos Alex (PT), contrário a Lei da Mordaça, o acordo evitou que o veto fosse ao plenário e derrotado pela bancada de oposição ao prefeito Alcides Bernal, que é maioria. “Foi o acordo possível”, avaliou.

Mais do que nunca, é preciso que as pessoas e os movimentos (feministas, sociais, sindicais, LGBT e de outros setores) fiquem atentos. O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, João Rocha (PMDB), um dos autores do projeto aprovado e posteriormente vetado, manifestou a ideia de que a reprovada Lei da Mordaça sirva, conforme suas próprias palavras, de “coluna cervical”, “eixo central”, ou seja, referência para elaboração de um novo projeto. Rocha propôs o matiz de uma impossível “despolitização”, restrição ao debate e às formulações que darão origem ao texto da nova proposta. “Não vamos politizar esse assunto. Temos de estabelecer limites.” Em resposta a essa postura de Rocha, protestar e atuar é preciso. “Contra a Lei da Mordaça estamos na rua, estamos na praça!”, pronunciava o povo na quinta-feira 9, na ‘Casa do Povo’, cheia de seguranças privados contratados com dinheiro público, para intimidar o público. Policiar os movimentos!

Desde o início da votação do projeto da Lei da Mordaça, depois o veto do Executivo e a manutenção do veto pelo Legislativo, a ADUFMS-Sindicato e diversos/as professores/as das áreas de Educação, Artes, Psicologia e Ciências Sociais, técnicos/as e estudantes da UFMS, têm se mobilizado no sentido de não viabilizar qualquer iniciativa que agrida a liberdade didático-pedagógica na sala de aula. Foram produzidos diversos artigos, distribuída carta aberta à comunidade universitária contra a Lei da Mordaça, promoção de palestra sobre a temática no debate Universidade e Democracia, produção de faixas e apoio dos/as associados/a, todas as iniciativas respaldadas por decisão em assembleia geral e encaminhadas pela direção do Sindicato.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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“O que vem em frente é contra a classe trabalhadora”, alerta sindicalista

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Antonio Carlos Victório (camiseta laranja) prevê cenário aprofundamento da política neoliberal e formação de frente política para enfrentamento dos solavancos contra os trabalhadores – fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato
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Professores e estudantes tiveram a oportunidade de discutir o cenário econômico e o “pacote de maldades” do Governo Temer contra os/as servidores/as públicos/as federais e a classe trabalhadora

A Diretoria de Formação e Relações Sindicais da ADUFMS-Sindicato organizou no último dia 3 de junho, no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CCHS-UFMS) em Campo Grande, o     I Seminário de Formação Político-Sindical da gestão Autonomia Sindical. O evento contou com três mesas de debate: “Representação docente: função, problemas e desafios”, com a professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, presidenta da ADUFMS-Sindicato,  e  o professor Bruno Peixoto Carvalho, diretor de Formação e Relações Sindicais da entidade.

No segundo painel a discussão ficou em torno do “Planejamento de ações para 2016″ e o terceiro painel tratou da temática “Análise de conjuntura: o que temer do Governo Temer?”, com o professor Francisco Jacob Paiva da Silva, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), e Antonio Carlos Victório, o  Jacaré, da Intersindical – Instrumento de Luta e  Organização da Classe Trabalhadora.

Convidado para contribuir na avaliação da conjuntura nacional para os/as professores/as participantes do I Seminário de Formação Político-Sindical, Antonio Carlos fez uma previsão de ondas de ataques a direitos e avanços conquistados pelos/as trabalhadores/as (servidores/as públicos/as, por exemplo) do país, com a continuidade do Governo Temer.  No entendimento do sindicalista, o afastamento temporário da presidenta Dilma Rousseff atende um conjunto de interesses de curto prazo das elites e está recheado de “elementos ocultos”.

Considerou que a formação ministerial do Governo Temer já nasce fragilizada, pois vem sendo costurada na forma de balcão de negócios, com dificuldade de unificar os interesses de diversos setores que articulam a tentativa de impeachment de Dilma.  “O que vem em frente é contra a classe trabalhadora”, alerta.

Entre os riscos que apontam o caráter conservador do governo em exercício de Michel Temer, Antonio Carlos aponta a retomada de investimentos por meios das PPPs (parcerias público-privadas),  desvinculação das receitas da União no patamar de 10% e a expansão do déficit público no teto de R$ 170 bilhões, interesses esses vinculados a propostas do senador Aécio Neves e lastreados no programa Uma Ponte para o Futuro, do PMDB.

Essas medidas, boa parte materializadas em projetos de lei ou mensagens em tramitação no Congresso Nacional, na avaliação do sindicalista, vêm dentro da visão iniciada já no Governo Dilma, de pagar a conta do déficit público sacrificando o/a servidor/a público/a por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, que congela reajustes salariais, quinquênios, anuênios, possibilita demissão de servidores/as, caso ultrapasse o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal e a retomada dos PDVs (programas de Desligamento Voluntário), e até mesmo cortes nos programas sociais, como o Bolsa Família. “Não tem saída. Mesmo com a hipótese remota de Dilma retornar ao poder, em função dos escândalos e fragilidades do Governo Temer, a macropolítica, agravada pela crise do capitalismo mundial, não deixa outras alternativas para equilibrar as conta do governo”, pondera.

Antonio Carlos Victório cita como parâmetro as quedas sucessivas do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e dos demais países da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos. Essa política, opina, criou um cenário de divisão entre os segmentos que patrocinaram o impeachment de Dilma, com a possibilidade de a campanha “Volta Querida” ganhar força, pois  a política de juros, uma das maiores do mundo, está arrebentando diversos setores da indústria nacional.

O sindicalista sugere como alternativa para o movimento sindical e as forças progressistas a formação de uma frente política capaz de enfrentar a receita de ajustes econômicos neoliberais e de mexer com o status quo dos setores da elite,  retomar as mobilizações pela volta do Governo Dilma, só que agora dentro do compromisso de mudanças na política econômica ou convocação de eleições gerais, efetivação de políticas de democratização dos meios de comunicação e mudanças nas formas de financiamento de campanha. “Um sistema eleitoral que movimenta cerca de R$ 380 milhões gastos na campanha presidencial de Dilma não tem como se sustentar”, deduziu.

O integrante da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora salienta que não há como manter a política de apaziguamento de  lutas de classes iniciado no Governo Lula e responsável, de certa forma, pelo distanciamento do Governo e do PT da sua base social, pois as condições históricas presentes não permitem melhorias ao conjunto de trabalhadores/as. “São questões novas, mais duras, com poucas possibilidades de melhoria de vida, pois o capital busca fortalecer a política de concentração de renda em âmbito internacional. Nestas condições, qual base do operariado pode ir às ruas defender a volta de Dilma?”, argumentou.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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