Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS-Sindicato

Nota de esclarecimento 3: em respeito aos filiados e às filiadas

Dirigimo-nos mais uma vez aos filiados e às filadas a esta Entidade e a toda a comunidade universitária da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Estamos no processo de consulta para a composição da lista tríplice visando à gestão UFMS 2016-2020. Este que é um momento de extrema relevância para as/os docentes e para toda a comunidade universitária, pois entendemos que a reitoria representa a liderança máxima da instituição e a sua postura designa a visibilidade das ações desenvolvidas na UFMS.

Entendendo a importância deste momento, a ADUFMS-Sindicato tomou providências para que o processo se desse de forma democrática e participativa, de forma que a escolha recaia sobre os melhores nomes para tão grande tarefa.

Participamos ativamente da organização do processo por meio de nossas representações nas instâncias que compõem o Colégio Eleitoral e a Comissão Executiva Central. Promovemos os debates, conforme solicitado pelos/pelas professores/as dos campi interior.

Tivemos percalços em razão de nossa atuação, mas todos os procedimentos cabíveis nas comissões organizadoras do processo, bem como as medidas judiciais, foram tomados para coibir a difamação de nossa Entidade, que tem uma bela história de lutas em defesa da categoria durante seus 45 anos de existência. Não admitiremos que essa história seja maculada.

Nossa participação no processo se deu em razão de nossa concepção de que este é o papel do Sindicato: proporcionar aos/as seus/suas filiados/as todas as condições para a tomada de decisão, acreditando que cada um/uma tem competência, capacidade de discernimento para fazer as suas escolhas. Ressaltamos que em nenhum momento esta Entidade expressou posição à categoria por um ou outro candidato.

Desejamos que no dia 4 de agosto a categoria exerça seu direito democrático de escolha e que aquele/a que for aclamado/a pela Consulta à Comunidade Universitária seja o/a representante desta instituição que nos é tão cara: a UFMS.

 

ADUFMS-Sindicato

Diretoria

A ILUSTRAÇÃO DO DESTAQUE FOI BAIXADA DO SITE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA).

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ADUFMS-Sindicato realiza debates para exposição de propostas dos/as candidatos/as a reitor e a vice-reitora

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Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

Com intuito de fomentar a discussão sobre as alternativas para elevar a qualidade da gestão administrativa, do ensino, da pesquisa e da extensão na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a ADUFMS-Sindicato organizou nesta terça-feira 26 às 19h  no anfiteatro da Geografia do Campus de Três Lagoas o debate entre as chapas que concorrem à consulta na  comunidade universitária, no próximo dia 4 de agosto. Os nomes votados comporão a lista tríplice para a gestão 2016-2020 da Universidade. No governo Dilma, os mais votados (reitoria e vice-reitoria), independente do sistema de voto, sempre foram nomeados.

Na segunda-feira (25-07), às 16h, aconteceu o debate em Campo Grande (foto) no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Participaram o candidato a reitor Marco Aurélio Stefanes e sua candidata a vice-reitora, Alexandra Ayach, da chapa MUDE, que aproveitaram o espaço para detalhar as diretrizes administrativas para a Instituição.  Sob a alegação de que o debate havia sido organizado pela entidade sindical, o candidato a reitor Marcelo Turine  e a candidata Camila Ítavo, ambos da chapa Juntos Somos UFMS, não participaram do debate.

A ADUFMS-Sindicato explicou em nota que a iniciativa de marcar os debates foi motivada pelo fato de a Comissão Eleitoral transferir a responsabilidade de organizar os debates nos campi para os/as candidatos/as, mesmo diante dos pedidos dos/as representantes docentes para que a Comissão organizasse os debates. Dessa forma, como entidade representativa e parte interessada no fomento da discussão dos rumos da Universidade, o Sindicato, após decisão de diretoria, decidiu bancar os debates, como tradicionalmente aconteceu nas consultas anteriores. Um dos argumentos é de que a nova gestão da UFMS administrará o orçamento de mais R$ 593 milhões, a  quarta maior receita pública de Mato Grosso do Sul, e a comunidade universitária tem direito de fazer perguntas e questionamentos sobre as decisões a ser tomadas pelos novos gestores.

Ainda estão marcados para os debates em Aquidauana, dia 27-07 às 19h no anfiteatro Dóris Mendes Trindade e em Corumbá, no dia 28-07 às 18h no anfiteatro Salomão Baruki. Já no dia 2 de agosto, às 8h30, no teatro Glauce Rocha, na UFMS-Campo Grande, acontecerá o único debate marcado ad referendum pela presidência da Comissão Eleitoral.

De acordo com dados da UFMS, estarão aptos a votar 21,8 mil pessoas, sendo 1.367 professores/as, 1.994  técnicos/as administrativos/as, conforme a Divisão de Registros e Movimentação, além de cerca de 18.439 alunos/as. O sistema de votação é o proporcional. Nele o peso do docente é de 75%, contra 15% dos técnicos/as administrativos/as e 15% de estudantes. Mesmo com  30% do total de votantes, administrativos/as e acadêmicos/as podem decidir a consulta em caso de divisão de votos dos/das professores/as para compor a lista tríplice de reitoráveis e vice-reitoráveis que será  encaminhada para apreciação do Ministério da Educação com a respectiva  sanção presidencial dos/as indicados/as. A ADUFMS-Sindicato defende o fim da votação proporcional com base no número dos/as votantes e não sobre o universo de eleitores/as  e  a instituição do voto paritário que aplica o mesma proporção para os três segmentos.

A votação para as chapas concorrentes acontecerá no dia 4 de agosto, no horário das 8h às 21h, com exceção o Hospital Universitário, onde  a votação começará às 6h, em razão de especificidades do trabalho nessa unidade.  Serão distribuídas urnas nos campi da Instituição espalhados por Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Pantanal, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Poderão votar estudantes dos cursos presenciais e a distância espalhados por diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Serão 22 pontos de votação distribuídos  em campi, faculdades, institutos, escola, centros de pesquisas, laboratórios e pró-reitorias.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato cobra reitoria da UFMS sobre serviços de empresa terceirizada

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Trabalhadoras e trabalhadores da Douraser estão paradas/os: não receberam seus salários         (Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

A ADUFMS-Sindicato encaminhou nesta segunda-feira 27 ofício em que pede à reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) “informação de quando o serviço de limpeza e conservação vai ser regularizado” na Cidade Universitária em Campo Grande. O Sindicato aguarda uma posição da administração da UFMS e não descarta a realização de assembleia para discutir o assunto.

As/os trabalhadoras/es terceirizadas/os vinculadas/os à Douraser, empresa contratada pela administração da UFMS para limpar e fazer conservação no campus da capital sul-mato-grossense, estão paradas/os e só voltam às atividades quando seus salários forem regularizados.

As profissionais e os profissionais da Douraser deveriam ter recebido até o quinto dia útil de junho. Elas e eles atuam em atividades que englobam limpeza de salas de aula, de banheiros, de corredores e de outros setores da UFMS, além de outros serviços na Cidade Universitária.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato repudia assassinato do Guarani e Kaiowá Clodiodi de Souza e o massacre de Caarapó

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Ilustração de Latuff 2013 – D’Incao, reproduzida de Latuff Cartoons (<https://latuffcartoons.wordpress.com/tag/agronegocio/>)

O Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato), repudia a ação perpetrada no dia 14 de junho de 2016, no município de Caarapó contra famílias do povo Guarani-Kaiowá, do tekohá Tey Jusu, no Estado de Mato Grosso do Sul, a qual resultou na morte de Clodiodi de Souza Guarani-Kaiowá, 26 anos, e de seis feridos.

A ADUFMS-Sindicato se solidariza com os povos indígenas de Mato Grosso do Sul, especialmente com os Guarani-Kaiowá. Solidariza-se também com todos os familiares das vítimas desse atentado desumano e cruel.

O Sindicato, por meio deste manifesto, exige que as autoridades competentes apurem os fatos e punam aqueles direta e indiretamente envolvidos nesse massacre ao povo Guarani-Kaiowá.

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Vereadores de Campo Grande mantêm veto à Lei da Mordaça, mas novo projeto será elaborado

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Antimordaças se manifestam na Câmara Municipal de Campo Grande (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)
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Siufi pressionado pelos dois lados. Não faltou o “fora Siufi!”

Sob forte pressão de cidadãos, cidadãs de vários segmentos socioeconômicos, de professoras/es da educação básica, docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), estudantes, movimento sindical – entidades como ADUFMS-Sindicato, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) e Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) –, de integrantes de movimentos feministas e LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros), da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, com frases e palavras de ordem que ecoaram no Plenário Oliva Enciso da Câmara de Vereadores de Campo Grande, além de cartazes e faixas, parlamentares municipais decidiram, em sessão na manhã de quinta-feira 9 junho, manter por consenso o veto total do prefeito Alcides Bernal (PP) ao Projeto de Lei 8.242/2016.

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Mariuza Aparecida (frente, direita p/esquerda): “Faremos uma discussão e apresentaremos uma minuta que garanta direitos das/os alunas/os, mas sobretudo o direito de ensinar já garantido na Constituição Brasileira”

Chancelado pelos vereadores Paulo Siufi Neto (PMDB) – “fora Siufi!”, pediam em coro os/as manifestantes –, José Eduardo Cury (Dr. Cury, SD), Gilmar Neri de Souza (Gilmar da Cruz, do PRB), Herculano Borges Daniel (SD), Professor João Batista da Rocha (presidente da Câmara Municipal, PSDB), Waldecy Batista Nunes (Chocolate, PTB) e Roberto Santana dos Santos (Betinho, PRB), sob tutela do movimento Escola sem Partido e do Instituto Conservador, o Projeto de Lei 8.242, batizado de Lei da Mordaça, estabelecia “afixação de cartazes nas salas de aula das instituições de educação básica pertencentes ao sistema municipal de ensino”, como forma de controlar conteúdos, discussões de professores/as e alunos/as envolvendo temas como gênero, religião, política e livre orientação sexual. Dessa forma, expressavam as vozes que “a verdade é dura! Lei da Mordaça é igual à ditadura!” Contra as imposições ao ato de educar, pessoas de todas as tendências, formas diversas de pensar e agir, diziam no plenário que tem nome de professora (Oliva Enciso): “A escola é um local de debate!”.  Outras duas frases da manifestação resumiam que “não é conspiração! É liberdade de expressão!”.

Mesmo com a manutenção do veto aprovada, o assunto continua na pauta dos movimentos e do Legislativo Municipal de Campo Grande. No acordo formulado com entidades contrárias e com defensores/as do Projeto de Lei, com vereadores a favor e contra, ficou estabelecido o compromisso de consensualização de novo projeto com o caráter mais democrático, no prazo de 30 dias.

O acordo foi definido como controverso por alguns movimentos sob alegação de que um mês seja pouco tempo para que o assunto seja discutido e avaliado por todos os setores envolvidos, além da tese de restrições regimentais da Câmara Municipal.

 A posição de discutir um novo projeto de lei não agradou a maioria dos/as manifestantes, que queriam a manutenção do veto sem compromisso de discutir e formular uma nova proposta. “Sem acordo! Sem acordo! Sem acordo!”, protestaram as pessoas contra o que foi acertado.

A ADUFMS-Sindicato, por meio da presidenta, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, e do professor Guilherme Rodrigues Passamani, juntamente com a Fetems e a ACP, participaram das negociações para garantir o resultado favorável ao arquivamento do Projeto de Lei 8.242.

Apesar de considerar o acordo polêmico, a presidenta da ADUFMS-Sindicato afirmou que “a discussão com os segmentos impactados pela lei (professoras/es e famílias) foi uma das principais reivindicações dos movimentos. Faremos agora uma discussão e apresentaremos uma minuta que garanta os direitos das/os alunas/os, mas sobretudo o direito de ensinar já garantido na Constituição Brasileira.”

Na avaliação do vereador Marcos Alex (PT), contrário a Lei da Mordaça, o acordo evitou que o veto fosse ao plenário e derrotado pela bancada de oposição ao prefeito Alcides Bernal, que é maioria. “Foi o acordo possível”, avaliou.

Mais do que nunca, é preciso que as pessoas e os movimentos (feministas, sociais, sindicais, LGBT e de outros setores) fiquem atentos. O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, João Rocha (PMDB), um dos autores do projeto aprovado e posteriormente vetado, manifestou a ideia de que a reprovada Lei da Mordaça sirva, conforme suas próprias palavras, de “coluna cervical”, “eixo central”, ou seja, referência para elaboração de um novo projeto. Rocha propôs o matiz de uma impossível “despolitização”, restrição ao debate e às formulações que darão origem ao texto da nova proposta. “Não vamos politizar esse assunto. Temos de estabelecer limites.” Em resposta a essa postura de Rocha, protestar e atuar é preciso. “Contra a Lei da Mordaça estamos na rua, estamos na praça!”, pronunciava o povo na quinta-feira 9, na ‘Casa do Povo’, cheia de seguranças privados contratados com dinheiro público, para intimidar o público. Policiar os movimentos!

Desde o início da votação do projeto da Lei da Mordaça, depois o veto do Executivo e a manutenção do veto pelo Legislativo, a ADUFMS-Sindicato e diversos/as professores/as das áreas de Educação, Artes, Psicologia e Ciências Sociais, técnicos/as e estudantes da UFMS, têm se mobilizado no sentido de não viabilizar qualquer iniciativa que agrida a liberdade didático-pedagógica na sala de aula. Foram produzidos diversos artigos, distribuída carta aberta à comunidade universitária contra a Lei da Mordaça, promoção de palestra sobre a temática no debate Universidade e Democracia, produção de faixas e apoio dos/as associados/a, todas as iniciativas respaldadas por decisão em assembleia geral e encaminhadas pela direção do Sindicato.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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“O que vem em frente é contra a classe trabalhadora”, alerta sindicalista

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Antonio Carlos Victório (camiseta laranja) prevê cenário aprofundamento da política neoliberal e formação de frente política para enfrentamento dos solavancos contra os trabalhadores – fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato
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Professores e estudantes tiveram a oportunidade de discutir o cenário econômico e o “pacote de maldades” do Governo Temer contra os/as servidores/as públicos/as federais e a classe trabalhadora

A Diretoria de Formação e Relações Sindicais da ADUFMS-Sindicato organizou no último dia 3 de junho, no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CCHS-UFMS) em Campo Grande, o     I Seminário de Formação Político-Sindical da gestão Autonomia Sindical. O evento contou com três mesas de debate: “Representação docente: função, problemas e desafios”, com a professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, presidenta da ADUFMS-Sindicato,  e  o professor Bruno Peixoto Carvalho, diretor de Formação e Relações Sindicais da entidade.

No segundo painel a discussão ficou em torno do “Planejamento de ações para 2016″ e o terceiro painel tratou da temática “Análise de conjuntura: o que temer do Governo Temer?”, com o professor Francisco Jacob Paiva da Silva, do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), e Antonio Carlos Victório, o  Jacaré, da Intersindical – Instrumento de Luta e  Organização da Classe Trabalhadora.

Convidado para contribuir na avaliação da conjuntura nacional para os/as professores/as participantes do I Seminário de Formação Político-Sindical, Antonio Carlos fez uma previsão de ondas de ataques a direitos e avanços conquistados pelos/as trabalhadores/as (servidores/as públicos/as, por exemplo) do país, com a continuidade do Governo Temer.  No entendimento do sindicalista, o afastamento temporário da presidenta Dilma Rousseff atende um conjunto de interesses de curto prazo das elites e está recheado de “elementos ocultos”.

Considerou que a formação ministerial do Governo Temer já nasce fragilizada, pois vem sendo costurada na forma de balcão de negócios, com dificuldade de unificar os interesses de diversos setores que articulam a tentativa de impeachment de Dilma.  “O que vem em frente é contra a classe trabalhadora”, alerta.

Entre os riscos que apontam o caráter conservador do governo em exercício de Michel Temer, Antonio Carlos aponta a retomada de investimentos por meios das PPPs (parcerias público-privadas),  desvinculação das receitas da União no patamar de 10% e a expansão do déficit público no teto de R$ 170 bilhões, interesses esses vinculados a propostas do senador Aécio Neves e lastreados no programa Uma Ponte para o Futuro, do PMDB.

Essas medidas, boa parte materializadas em projetos de lei ou mensagens em tramitação no Congresso Nacional, na avaliação do sindicalista, vêm dentro da visão iniciada já no Governo Dilma, de pagar a conta do déficit público sacrificando o/a servidor/a público/a por meio do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/2016, que congela reajustes salariais, quinquênios, anuênios, possibilita demissão de servidores/as, caso ultrapasse o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal e a retomada dos PDVs (programas de Desligamento Voluntário), e até mesmo cortes nos programas sociais, como o Bolsa Família. “Não tem saída. Mesmo com a hipótese remota de Dilma retornar ao poder, em função dos escândalos e fragilidades do Governo Temer, a macropolítica, agravada pela crise do capitalismo mundial, não deixa outras alternativas para equilibrar as conta do governo”, pondera.

Antonio Carlos Victório cita como parâmetro as quedas sucessivas do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e dos demais países da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos. Essa política, opina, criou um cenário de divisão entre os segmentos que patrocinaram o impeachment de Dilma, com a possibilidade de a campanha “Volta Querida” ganhar força, pois  a política de juros, uma das maiores do mundo, está arrebentando diversos setores da indústria nacional.

O sindicalista sugere como alternativa para o movimento sindical e as forças progressistas a formação de uma frente política capaz de enfrentar a receita de ajustes econômicos neoliberais e de mexer com o status quo dos setores da elite,  retomar as mobilizações pela volta do Governo Dilma, só que agora dentro do compromisso de mudanças na política econômica ou convocação de eleições gerais, efetivação de políticas de democratização dos meios de comunicação e mudanças nas formas de financiamento de campanha. “Um sistema eleitoral que movimenta cerca de R$ 380 milhões gastos na campanha presidencial de Dilma não tem como se sustentar”, deduziu.

O integrante da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora salienta que não há como manter a política de apaziguamento de  lutas de classes iniciado no Governo Lula e responsável, de certa forma, pelo distanciamento do Governo e do PT da sua base social, pois as condições históricas presentes não permitem melhorias ao conjunto de trabalhadores/as. “São questões novas, mais duras, com poucas possibilidades de melhoria de vida, pois o capital busca fortalecer a política de concentração de renda em âmbito internacional. Nestas condições, qual base do operariado pode ir às ruas defender a volta de Dilma?”, argumentou.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Nova diretoria da ADUFMS-Sindicato faz primeira reunião de trabalho

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Nova diretoria traça plano de trabalho para os próximos meses – Gerson Jara

A nova direção da ADUFMS-Sindicato, gestão Autonomia Sindical, fez sua primeira reunião na manhã desta segunda-feira (23-05) com objetivo de organizar a agenda de trabalho.

Entre os temas tratados estão as ações do movimento sindical docente frente à nova conjuntura do governo do presidente em exercício Michel Temer e as implicações para as universidades públicas.  A previsão é de que haja aceleração rumo à privatização do ensino superior público, com implementação de medidas já iniciadas no governo Dilma Rousseff.

As medidas no campo administrativo e político apontam para o fortalecimento das universidades/escolas (College) com a priorização da carga horária na atividade de ensino e redução do tempo destinado a pesquisa e a extensão. Pelos atuais cálculos, com base em recentes medidas do Coeg (Conselho de Ensino de Graduação) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) restarão ao/à docente apenas oito horas para as atividades de ensino pesquisa e extensão.

A diretoria da ADUFMS-Sindicato analisou o aumento de medidas de controle e vigilância das atividades docentes por meio de ações como o Sistema de Avaliação de Desempenho da Carreira Docente (SiaDoc), Plano de Atividades Docentes (Padoc), Sistema Acadêmico (Siscad) e Sistema de Gestão de Pós-Graduação (Sigpos).

Essas iniciativas, além de transferir mais responsabilidades administrativas para os/as docentes, punem toda a categoria em detrimento do comportamento de poucos/as profissionais que não cumprem a contento suas funções. Além disso, houve críticas à concentração de atividades profissionais não computadas nos sistemas de avaliação, que muitas vezes não são reais e impossíveis de ser cumpridas em 40 horas semanais.

Essas questões serão objeto de reflexão no I Seminário de Formação Política da ADUFMS-Sindicato, marcado para 3 junho de 2016.

Na programação estão previstas as seguintes palestras:

13 a 15h – Representação docente: função, problemas e desafios – palestrantes: professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães e professor Bruno de Carvalho;

15h30min a 17h – Planejamento de ações para 2016 (diretoria da ADUFMS-Sindicato e Conselho de Representantes Sindicais); e

18 a 22h – Análise de Conjuntura: o que temer no governo Temer?, com Antonio Carlos Victório (Jacaré).

A diretoria aprovou a produção de manifesto em apoio à ocupação do Prédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Campo Grande por movimentos da área de cultura, a continuidade das ações contra a Lei da Mordaça, cujo veto do prefeito Alcides Bernal (PP) será apreciado pelos/as vereadores/as e apoio ao “Abraço ao HU” (Hospital Universitário), organizado por estudantes e professores/as da Faculdade de Medicina (Famed) e demais cursos da área de saúde. O propósito é de denunciar a falta de condições de trabalho, medicamentos e equipamentos básicos para o atendimento de pacientes.

O Sindicato vem se empenhando na organização do Encontro Preparatório do II Encontro Nacional de Educação. O Encontro Preparatório acontecerá no próximo fim de semana no Campus de Campo Grande (Auditório 2 do Complexo Multiúso) com temas relevantes para garantir avanços na educação: gestão; financiamento; trabalho e formação dos/das trabalhadores/as da educação; avaliação; acesso e permanência; gênero, sexualidade, orientação sexual e questões étnico-raciais.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Chapa Autonomia Sindical se elege para direção da ADUFMS-Sindicato

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Quatro dos/das diretores/as da ADUFMS-Sindicato eleitos para o biênio 2016-2018

A diretoria da ADUFMS-Sindicato eleita na quarta-feira 27 de abril tomará posse no dia 13 de maio. Os/as docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que vão integrar a direção do Sindicato no biênio 2016-2018 são da chapa Autonomia Sindical. O grupo obteve 236 votos favoráveis do total de 246 sindicalizados/as votantes, com cinco brancos e cinco nulos. Ampliou-se a votação em 56 votos em relação ao penúltimo pleito, quando a atual diretoria foi escolhida com 180 votos. A eleição de 2016 aconteceu em cenário atípico, por ter ocorrido em período de férias, devido a ajustes no calendário letivo em função da greve do ano passado.

A presidenta eleita é a Professora Doutora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, da área de Educação, do Centro de Ciência Humanas e Sociais (CCHS), campus da UFMS em Campo Grande. O resultado mostra uma inovação do ponto de vista do comportamento de gênero visto que as duas últimas mulheres a presidir a entidade foram a bióloga Sonia Maria Jin (1991-1993) e Maria de Lourdes Gabrielli (1999-2001).

O compromisso da Autonomia Sindical é de continuar fortalecendo o Sindicato enquanto entidade representativa dos/as docentes da UFMS, melhorar a infraestrutura para os/as associados/as e dar sequência à gestão democrática nas tomadas de decisões, garantida por meio de assembleias e do Conselho de Representantes Sindicais.

Entre os compromissos programáticos da chapa eleita estão o fortalecimento da articulação com os/as trabalhadores/as das educações básica e superior, prosseguimento dos debates sobre a filiação ou não ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), mais aproximação aos/às aposentados/as, parcerias de lutas em defesa dos direitos trabalhistas e democracia com os movimentos sociais, gestão colegiada, estudos e acompanhamento sistemático sobre o adoecimento docente, transparência nas contas da entidade, continuidade das ações conjuntas com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS) e Diretório Central das e dos Estudantes (DCE-UFMS) em defesa da universidade pública, gratuita, laica, para todos/as.

Eleitos/as para compor a diretoria

  • presidenta: Mariuza Aparecida Camillo Guimarães
  • vice-presidente: Moacir Lacerda
  • secretária-geral: Maria Helena da Silva Andrade
  • 1° secretário: José Roberto Rodrigues de Oliveira
  • diretor financeiro: Fábio Henrique Viduani Martinez
  • diretor financeiro adjunto: Diego Rorato Fogaça
  • diretor de Divulgação e Imprensa: Daniel Derrel Santee
  • diretora de Promoções Sociais, Culturais e Científicas: Fátima Heritier Corvalan
  • diretor de Assuntos de Aposentadoria: Oswaldo Rodrigues
  • diretor de Formação e Relações Sindicais: Bruno Peixoto Carvalho
  • diretor de Políticas Educacionais: Ricardo Pereira de Melo
  • diretor do Campus de Aquidauana: Edvaldo Correa Sotana
  • diretor do Campus do Pantanal: Waldson Luciano Corrêa Diniz
  • diretor do Campus de Três Lagoas: Leandro Hecko.

 

Docentes eleitos/as para compor o Conselho de Representantes Sindicais no biênio 2016-2018

 

Campus de Campo Grande

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)

  • Jesiel Mamedes Silva (titular)

Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS)

  • Jorge Luis D’Ávila (titular)
  • Guilherme Rodrigues Passamani (suplente)

Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng)

  • Paulo Irineu Koltermann (titular)
  • Jéferson Meneguin Ortega (suplente)

Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (Famez)

  • Juliana Arena Galhardo (titular)

Faculdade de Odontologia (Faodo)

  • José Luiz Guimarães de Figueiredo

Instituto de Física (Infi)

  • Widinei Alves Fernandes (titular)

Instituto de Química (Inqui)

  • Adriana da Silva Posso (titular)

Campus de Aquidauana (CPAQ)

  • Olga Maria dos Reis Ferro (titular)

Campus de Chapadão do Sul (CPCS)

  • Octávio Barbosa Plaster (titular)

Campus de Naviraí (CPNV)

  • Mirella Villa de Araujo Tucunduva da Fonseca (titular)

Campus de Nova Andradina (CPNA)

  • Rejane Aparecida Rodrigues Candado (titular)

Campus do Pantanal (CPAN, Corumbá)

  • Fabiano Antonio dos Santos (titular)
  • Cláudia Elizabete da Costa Moraes Mondini (suplente)

Campus de Paranaíba (CPAR)

  • Jeferson Camargo Taborda (titular)

Campus de Ponta Porã (CPPP)

  • Késia Caroline Ramires Neves (titular).

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Eleições ADUFMS-Sindicato: veja os/as eleitos/as para o biênio 2016-2018

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Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato. Para acessar imagens das eleições ADUFMS-Sindicato 2016-2018, clique sobre qualquer uma das fotos deste texto

Integrantes da Comissão Eleitoral Central consolidaram nesta quinta-feiDSCN2413ra 28 o resultado das eleições (fotos à esquerda e à direita) do Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato), para o biênio 2016-2018, realizadas na quarta-feira 27 de abril. Na eleição para dirigentes da entidade,  votaram 246 docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) sindicalizados/as, somando-se Campo Grande e campi do interior: Aquidauana (CPAQ), Chapadão do Sul (CPCS), Coxim (CPCX), Naviraí (CPNV), Nova Andradina (CPNA), Pantanal (CPAN, Corumbá), Paranaíba (CPAR), Ponta Porã (CPPP) e Três Lagoas (CPTL). A chapa Autonomia Sindical, única inscrita ao pleito para diretoria da entidade, teve 236 votos. Houve cinco votos em branco e cinco nulos.

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Apuração das eleições da ADUFMS-Sindicato, biênio 2016-2018
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Contagem de votos na sede da ADUFMS-Sindicato em Campo Grande

No relatório das eleições, a Comissão Eleitoral Central, explicou que “o Calendário Eleitoral foi cumprido rigorosamente, atentando a todos os detalhes e peculiaridades do pleito eleitoral”.

Eleitos/as para compor a nova diretoria

  • Presidenta: Mariuza Aparecida Camillo Guimarães
  • Vice-presidente: Moacir Lacerda
  • Secretária-geral: Maria Helena da Silva Andrade
  • 1° secretário: José Roberto Rodrigues de Oliveira
  • Diretor-financeiro: Fábio Henrique Viduani Martinez
  • Diretor-financeiro adjunto: Diego Rorato Fogaça
  • Diretor de Divulgação e Imprensa: Daniel Derrel Santee
  • Diretora de Promoções Sociais, Culturais e Científicas: Fátima Heritier Corvalan
  • Diretor de Assuntos de Aposentadoria: Oswaldo Rodrigues
  • Diretor de Formação e Relações Sindicais: Bruno Peixoto Carvalho
  • Diretor de Políticas Educacionais: Ricardo Pereira de Melo
  • Diretor do Campus de Aquidauana: Edvaldo Correa Sotana
  • Diretor do Campus do Pantanal: Waldson Luciano Corrêa Diniz
  • Diretor do Campus de Três Lagoas: Leandro Hecko

Além dos/as componente da nova diretoria, foram eleitos/as os/as docentes que vão compor o Conselho de Representantes Sindicais no biênio 2016-2018. Confira os/as escolhidos/as.

Campus de Campo Grande

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS)

  • Jesiel Mamedes Silva (titular)

Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS)

  • Jorge Luis D’Ávila (titular)
  • Guilherme Rodrigues Passamani (suplente) 

 Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng)

  • Paulo Irineu Koltermann (titular)
  • Jéferson Meneguin Ortega (suplente)

Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (Famez)

  • Juliana Arena Galhardo (titular)

Faculdade de Odontologia (Faodo)

  • José Luiz Guimarães de Figueiredo

Instituto de Física (Infi)

  • Widinei Alves Fernandes (titular)

Instituto de Química (Inqui)

  • Adriana da Silva Posso (titular)

Campus de Aquidauana (CPAQ)

  • Olga Maria dos Reis Ferro (titular)

Campus de Chapadão do Sul (CPCS)

  • Octávio Barbosa Plaster (titular)

Campus de Naviraí (CPNV)

  • Mirella Villa de Araujo Tucunduva da Fonseca (titular)

Campus de Nova Andradina (CPNA)

  • Rejane Aparecida Rodrigues Candado (titular)

Campus do Pantanal (CPAN, Corumbá)

  • Fabiano Antonio dos Santos (titular)
  • Cláudia Elizabete da Costa Moraes Mondini (suplente)

Campus de Paranaíba (CPAR)

  • Jeferson Camargo Taborda (titular)

Campus de Ponta Porã (CPPP)

  • Késia Caroline Ramires Neves (titular).

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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