Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS

Cortes de verbas podem inviabilizar universidade pública em 2018, analisa professor Marco Aurélio Stefanes

Marco Aurélio apresentou projeções oficiais que apontam para desmonte da educação pública (Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A política econômica do Governo Temer aponta para redução drástica dos investimentos na educação pública em todos os níveis, incluindo inovação, ciência e tecnologia. O contingenciamento pode inviabilizar a universidade pública no próximo ano. Os dados foram apresentados pelo Professor Doutor Marco Aurélio Stefanes do curso de Ciências da Computação, na terça-feira 5 de junho, abordando o tema “Financiamento da ciência e da educação pós-2016: perspectivas de médio e longo prazo no desenvolvimento do país”, na aula extracurricular sobre o golpe de 2016, curso de extensão ministrado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

De acordo com projeções apresentadas pelo pesquisador, o Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2014) previa que o investimento na área aumentasse de forma sucessiva até chegar a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024. As metas estabeleciam que a inclusão de jovens de 15 a 17 anos de idade no ensino médio  chegasse a 85% e a expansão de vagas no ensino superior saltasse dos atuais 7,5 milhões para 12 milhões de estudantes. Previa também a equiparação do rendimento médio das professoras e dos professores da rede pública às/aos demais profissionais com formação equivalente.

No entanto, as medidas adotadas pelo atual governo apontam para retrocessos na política de valorização da e do profissional da educação com a apropriação do salário da/o docente causada pelo aumento da contribuição previdenciária para 14%. Fixou cortes de recursos para CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) que retrocedeu, em relação a 2001, de R$ 552 bilhões, para R$ 523 bilhões em 2017. A mesma política aconteceu na Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) que enfrenta perdas de 70% de investimentos, caindo de R$ 4 bilhões para R$ 1,2 bilhão em 2017 .

Os cortes comprometem diretamente as metas previstas no PNE 2014-2024:  O  investimento projetado em 2014 da ordem de 6% do PIB está em decréscimo e a projeção é de reduzir para menos 5% até 2024, caso prevaleça o atual política econômica.  Compromete diretamente a qualidade da educação pública,  pois no ensino fundamental existe a demanda pela contratação de 170 mil professores. Mais 32,7% mil com formação específica para o ensino médio. Põe fim também a política equiparação do piso salarial de equiparação salarial com as demais carreiras de nível superior no serviço público.

Alunos, docentes e a comunidade participaram da aula extracurricular sobre o Golpe 2016

As projeções apresentadas por Marco Aurélio deixam o País no atraso da corrida tecnológica. Criam a eterna dependência de importação na área, e ainda obriga as/os pesquisadoras/es à competitividade e ao acotovelamento para conseguir aprovar projetos de inovações e pesquisas nas agências de financiamento. A situação na educação, projeta o professor, vai ficar mais drástica com a redução de R$ 4,3 bilhões para compensar a redução da carga tributária sobre o óleo diesel. A medida adotada por Temer também atinge o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação com R$ 21,75 milhões, conforme o site em.com.br.

Além da redução de investimentos nestas áreas vitais, Marco Aurélio mencionou a interferência nos avanços democráticos de controle social do Estado. Destacou a destituição do Fórum Nacional da Educação, com a sua recomposição com a hegemonia majoritariamente privada, a exoneração por decreto do ex-presidente da EBC, Ricardo Melo, com mandato pré-fixado estatutariamente, alterando a concepção pública de comunicação, semelhante a BBC de Londres. A pressão autoritária também chegou à Fiocruz , com a tentativa de nomeação n da segunda candidata mais votada,  Tania Cremonini de Araújo-Jorge, revista em seguida. Diante da repercussão negativa houve a nomeação da primeira mais votada no pleito, Nísia Trindade Lima. Para viabilizar a indicação teve que abrir mão de três diretorias para nomeação de pessoas ligadas do Governo Federal. Mencionou também o veto ao candidato mais votado para reitor da Universidade Federal do Grande ABC, Dácio Roberto Matheus, sob a alegação de ter vínculo com partidos de oposição. Outro ato despótico foi a censura explícita o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que apontava prejuízos para educação e saúde com aprovação da Emenda Constitucional 95/2017. Em razão disso, o Instituto corre o risco de ter seu papel reduzido a órgão de auxílio a estudos de segurança pública.

Sob as projeções econômicas, Marco Aurélio apontou o retrocesso na política de distribuição de renda em relação ao desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018, projetado para menos de 2,5% e inferior aos patamar de 2001. Paralelamente acontece a implementação de uma política brutal de concentração de renda. As refinarias de petróleo operam com 25% da capacidade ociosa, beneficiando a importação de petróleo das empresas norte-americana.

Já o déficit fiscal alegado para aprovação da Emenda 95/2017, com congelamento de investimentos na educação e na saúde não se justifica. Apontou que países como Alemanha tem valores equivalentes e mantém a política de crescimento econômico.  Mesmo com as medidas adotadas pela equipe econômica de Temer, de corte de crédito, congelamento de salários, cortes nas áreas sociais, o resultado primário obtido ficou em 1,9% em 2017. Em 2010  o percentual era de 1,9%. O país também enfrenta a transferência de recursos do orçamento público para os bancos privados,  com o juro real elevado de 3,2% em 2010 para 6,4% em 2017, dobrando em sete anos, ao invés de reduzir para aquecer a economia. No ano passado,  foram destinados cerca de 39,70% do orçamento público para pagamento de juros e amortizações. O que consumia no ano 2010 o equivalente a 3,2% do orçamento, agora abocanha R$ 124,51 bilhões em 2017 e leva a falência do Estado.

O professor desmitificou também que o funcionário público é responsável pelo déficit . Explicou que a taxa média recomendada pela OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico é  é de 21 trabalhadores por cada a 100 habitantes O Brasil apresenta a taxa 12%, inferior ao da Espanha e ao Reino Unido, com certa de 23%.

Lembrou a atual política já cortou 70% do orçamento previsto para a UFMS e sugeriu a redução de privilégios e cortes de orçamento para o poder judiciário que atualmente consome 1.3% do PIB, enquanto o percentual na Espanha chega a 0,1% do PIB.

Defendeu também a tributação de grandes fortunas, lucros dos bancos, aeronaves, iates e helicópteros que poderiam incrementar a receita em cerca de R$ 4,5 bilhões anuais, o que daria para criar mais universidade pública por ano e uma política agressiva de distribuição de renda, pois, atualmente 60% da riqueza nacional estão na mão de seis grandes famílias.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Conselho Diretor da UFMS homologa reivindicações da ADUFMS e extingue folha de frequência e PADOC

Reunião do Conselho Diretor aprovou portaria que extinguiu o PADOC e a assinatura da folha de ponto

Os(as ) docentes da UFMS não serão mais obrigados(as) a preencherem o Plano de Desempenho de Atividade Docente – PADOC, instituído pelo Resolução nº 136, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2015, que cumpria exigência da Controladoria Regional da União do MS. A categoria também foi dispensada da obrigatoriedade de assinatura da folha de frequência. A deliberação aconteceu na reunião da instância, no dia 28 de março. Em substituição aos procedimentos, a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e do Trabalho (PROGEP) ficou de implantar a plataforma única de avaliação de desempenho docente para envio do plano e do relatório de atividades.

A sistemática da plataforma e os indicadores contidos serão, agora, analisados pela direção da ADUFMS-Sindicato e poderá conter novas sugestões de aperfeiçoamento.

A extinção do PADOC e a obrigatoriedade de assinatura da folha de frequência foram reivindicações prévias encaminhadas pela ADUFMS-Sindicato quando da posse do atual Reitor. Na ocasião, a presidenta da entidade, Mariuza Guimarães, protocolizou pauta de reivindicação da categoria em que continha os dois pontos. Explicou ao Reitor que o procedimento de controle poderia ser feito por outros sistemas e que mais um sistema sobrecarregava os(as) docentes da instituição, pois a medida retirava tempo valioso da atividade fim de ensino, pesquisa e extensão para cumprir exigências burocráticas, de cunho administrativo. Ponderou ainda que o limite máximo da carga horária disponibilizada para as atividades não refletia o tempo real de serviço dedicado às atividades, com a jornada de vários docentes extrapolando o tempo legal e que isto poderia gerar problemas trabalhistas para UFMS.

Previamente, o PADOC e a obrigatoriedade de assinatura da folha foram pontos discutidos em Assembléia Geral dos (das) docentes, no ano passado. Diante da negativa inicial de se extinguir o PADOC, os presentes deliberam que o plano constando as horas e atividades excedentes fossem protocolizados individualmente nas coordenações de curso.

Em relação a folha de frequência foi deliberado em assembleia que a Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato impetrasse ação judicial por descumprimento do decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que desobrigava os docentes do ensino superior de cumprir este procedimento. A medida forçou a UFMS a montar um grupo de trabalho para discutir e avaliar o PADOC, subsidiando a decisão do Conselho Diretor.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS

 

 

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Novos diretores e diretoras empossados(as) em reunião da direção da ADUFMS-Sindicato

Novos diretores participaram da primeira reunião da ADUFMS e ficaram por dentro das ações desenvolvidas pela entidade
Diretores eleitos cumprirão mandato de até um ano devido a prorrogação da eleição em função da migração para o ANDES-Sindicato

As/os novas/os diretora/es da ADUFMS-Sindicato foram empossadas/os segunda-feira 9 de abril. Os nomes receberam homologação em assembleia geral no dia 4 de abril, realizada em Campo Grande, Aquidauana, Corumbá, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.

Os/as novos/as integrantes da direção do Sindicato  são Antonio Firmino de Oliveira Neto (Divulgação e Imprensa); Milton Augusto Pasquotto Mariani (Formação e Relações Sindicais); Késia Caroline Ramires Neves (Políticas Educacionais); Silvana Alves da Silva Bispo (como diretora da entidade no Câmpus de Três Lagoas) e Carlos  Martins (como diretor da entidade no Câmpus Aquidauana). Todos cumprirão mandato de até um ano, conforme deliberação aprovada em assembleia, prevendo a transição da ADUFMS-Sindicato para a seção Sindical do ANDES-SN.

A reestruturação visa o fortalecimento da nova direção. Supre a ausência de diretores que pediram afastamento para tratamento médico, transferência ou afastamento para a conclusão de pós-graduação ou pós-doc. Para garantir a lisura e autonomia na escolha, a direção publicou edital com antecedência legal, disponibilizando as vagas para todos os associados interessados.

Na primeira reunião com os novos diretores, a presidenta da ADUFMS fez explanação das ações desenvolvidas pela entidade, como a democratização das decisões administrativas e pedagógicas na UFMS, respeito às instâncias e aos trâmites legais e estatutários dentro da instituição, o pedido de entrega do prédio da seção sindical de Aquidauana por parte da Administração, em fase de negociação, a participação ativa da entidade na realização da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE), a luta contra as reformas do Governo Temer, as campanhas contra a Lei da Mordaça, as ações judiciais movidas pela assessoria jurídica da entidade.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Começa o quebra-quebra para a reforma do salão da ADUFMS-Sindicato

Projeto da fachada lateral do salão de eventos após a reforma completa do atual prédio
Operários já começaram a remoção do piso que será totalmente substituído por novo modelo. (Foto Gerson Jara)

O quebra-quebra no salão da ADUFMS-Sindicato começou nesta segunda-feira (09.04). A reforma iniciou com a remoção dos revestimentos (pisos) que já estavam depreciados pelo tempo. A obra está sob a responsabilidade do empreiteiro Ricardo Ricarte de Oliveira e orçada em R$ 200 mil. Prevê a modernização completa do salão de eventos, substituição do piso em todo o espaço, reforma da cozinha e da churrasqueira, pintura interna e externa das paredes, colocação de janelas de vidros temperados na parede lateral de acesso, reforma dos banheiros, novo palco, climatização do ambiente, colocação de isolamento acústico, nova rede elétrica e substituição do telhado de barro por telhas de alumínio com isopor. O término da obras= deverá acontecer no máximo 4 meses.

Mais detalhes! 

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Assembleias aprovam novos diretores para preechimento de cargos vagos

Assembleia de Campo Grande aprova nome dos novos diretores da ADUFMS-Sindicato. (Foto Carol Caco)

As assembleias de docentes de Campo Grande, Aquidauana, Corumbá, Nova Andradina, Ponta Porã, e Três Lagoas, aprovaram os novos nomes para preencherem os cargos vagos na atual direção da entidade. O processo de escolha estava aberto a todos os filiados e as filiadas que poderiam se inscreverem mediante e-mail enviando à secretaria administrativa da ADUFMS constando a documentação pessoal e proposta de trabalho.

Os inscritos para compor a nova direção e que tiveram os nomes homologados por maioria presente foram de Antonio Firmino de Oliveira Neto (Divulgação e Imprensa); Milton Augusto Pasquotto Mariani (Formação e Relações Sindicais);  Késia Caroline Ramires Neves (Políticas Educacionais); Silvana Alves da Silva Bispo (Diretora de Três Lagoas) e Carlos  Martins (Diretor do Campus de Aquidauana)

O afastamento dos diretores cargos por vacância aconteceu para tratamento de doenças ou pedido de afastamento para doutorado, pós-doutorado ou transferência de instituição.

Os nomeados exerceram o cargo no período de prorrogação de mandato de  até um ano para atual diretoria, aprovada em assembleia anterior e que visa consolidar o processo de migração da ADUFMS-Sindicato para a nova seção sindical do ANDES-Sindicato Nacional.

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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Direção assina contrato autorizando reforma do salão de eventos da ADUFMS

Ato de assinatura do contrato de reforma foi acompanhado por diretores da ADUFMS-Sindicato

A ADUFMS-Sindicato deu a largada para a reforma da sede Campo Grande.  O contrato para início das obras foi assinado em reunião da diretoria na última segunda-feira (02.04) com a empreiteira  Ricardo Ricarte de Oliveira, no valor R$ 200 mil, desembolsado gradualmente. A seleção aconteceu por meio de edital público feito por uma comissão de professores instituída pelo Conselho de Representantes. Na escolha predominou o valor da obra e a adaptação arquitetônica à rotina funcional da entidade. Os recursos para reforma são provenientes da rubrica Conta Investimento e o gasto autorizado em assembleia da categoria em Campo Grande e do interior.

Sem reforma completa por mais de 10 anos o espaço físico do atual auditório apresenta diversos problemas: gotejamento, rachaduras no reboco, falta de isolamento térmico, falta de isolamento acústico, sistema de fiação depreciado; cozinha fora dos padrões de sanitários; alojamento de pombos e infiltrações.

Projeção da reforma do salão de eventos e da nova fachada lateral do prédio da sede administrativa, que ficará para a segunda etapa.

O prazo contratual para execução das obras é de quatro meses. As intervenções preveem: demolição do piso cerâmico e do forro de madeira; demolição de revestimento de paredes do bar e da cozinha; demolição do palco; execução e regularização do contrapiso; regularização das paredes da cozinha e do bar; novo palco; troca de piso em toda a área do auditório, cozinha e churrasqueira; colocação de forro de gesso térmico; substituição das telhas de barro por telhas metálicas com o isolamento EPS prevendo o aproveitamento da estrutura de madeira; levantamento de parede de alvenaria nas divisas externas do salão; aplicação de lá de vidro entre as paredes para isolamento acústico; assentamento de portas e janelas de vidro temperado; pintura externa e interna de paredes; aplicação de grafiato nas paredes externas; novas instalações elétricas; rede drenagem; colocação de calhas, rufos e pingadeiras; colocação de bancadas, pingadeiras e soleiras em granito; construção de churrasqueira pré-moldada com revestimento de cerâmica de 95 cm de abertura e chaminé; substituição de assentos de vasos sanitários do salão de eventos; pintura do teto dos sanitários, substituição de portas externas; guarnições e fechaduras do banheiro do salão de eventos; mudança do padrão de energia para nova carga projetada e colocação de coifa de chapa metálica sobre o fogão.

A opção de reforma do auditório foi amplamente discutida na direção e no Conselho de Representantes. Primeiramente permitirá a geração de renda por aluguel para eventos externos. Estará sempre disponível para os eventos promovidos pela entidade, como a Festa de Fim de Ano ou do Dia dos Professores, cursos de formação, evitando, assim, gastos extras. A decisão também possibilitará a migração do setor administrativo quando da reforma da sede a ser executada posteriormente com adoção de medidas de acessibilidade.

Fachada lateral receberá pintura e fechado com a colocação de vidro temperado. Foto: Gerson Jara
Revestimento já desgatados serão substituídos em todas as áreas do salão de eventos
Projeto prevê a construção de novo palco em substituição ao atual.

 

 

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato.

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Assembleia geral de Campo Grande aprova novo regimento interno de seção sindical do ANDES-SN

A assembleia dos docentes de Campo Grande, reunida na última quarta-feira (14.03.2017), às 8h, no Auditório da FALC-UFMS, aprovou com alterações o novo regimento interno da ADUFMS – Seção Sindical do ANDES. A direção da entidade aguarda o resultado das assembleias nos campi para consolidar e encaminhar a ata final e o respectivo pedido de registro em cartório e a homologação da filiação ao ANDES – Sindicato Nacional. A medida também visar evitar a vacância do ponto de vista de gestão financeira e administrativa da entidade. Garantir que as obrigações estatutárias, como aprovação anual das contas pelo Conselho Fiscal, sejam cumpridas integralmente ao final do mandato.

Professores de Campo Grande aprovam regimento interno, reforma do prédio da ADUFMS e a prorrogação de mandato em até um ano.A assembleia de Campo Grande também aprovou a prorrogação do mandato da atual diretoria para no máximo um ano. A medida visa consolidar o processo de migração da ADUFMS-Sindicato em seção sindical do ANDES. Desta forma o processo eleitoral previsto para acontecer em maio deverá acontecer somente após a regularização jurídica e a consolidação da filiação ao Sindicato Nacional.  Os presentes também indicaram à nova direção colegiada o preenchimento dos cargos vagos na atual diretoria, em razão de doença, aposentadoria ou motivos pessoais. O atual estatuto da ADUFMS-Sindicato era omisso neste ponto e deixava a direção executiva sem alternativa frente a estas circunstâncias.

Em linha gerais, o novo regimento da ADUFMS como seção Sindical do ANDES incorpora as características de representação multicampi da UFMS. Prioriza a discussão e as decisões coletivas. Transforma as atuais seções sindicais em subseções sindicais, com assento na direção colegiada. As reuniões desta instância poderão ser abertas a participação dos filiados. Incorporou também a participação virtual dos representantes sindicais como forma de democratizar as decisões e reduzir custos com diárias e deslocamentos dos participantes.

Prof. Fábio Viduani apresenta slide com a nova fachada da sede administrativa da ADUFMS-Sindicato.

Sobre o pedido de desapropriação da seção sindical da ADUFMS de Aquidauana por parte da UFMS, a assembleia autorizou a direção a fazer as negociações ou os encaminhamentos jurídicos necessários, visto que a construção com recursos próprios da ADUFMS foi autorizada em 2013 pelo Conselho Universitário, na gestão do professora  Célia Maria Correa Oliveira. O procedimento de regularização de cedência ou de comodato não foi encaminhado pelo pró-reitora competente época, entretanto foi feito de boa fé com então direção presidida pelo professor Paulo Aidamus.

A assembleia também aprovou o projeto de reforma fatiada na sede da ADUFMS-Sindicato de Campo Grande. O projeto arquitetônico da nova planta foi projetado em telão.  Regulariza o atual prédio, adequando ao código de obras e uso do solo. O custo total apresentado no memorial prevê investimentos iniciais da ordem de R$ 460 mil, disponível na rubrica conta investimento patrimonial. Cinco empresas apresentaram os projetos, inclusive em parceria com professores da Faeng-UFMS e foi escolhido o que menor orçamento e adaptação às necessidades financeira, administrativa, social e pedagógica da entidade.

A assembleia autorizou a execução da primeira parte da obra que prevê a reforma total do salão de festa da ADUFMS-Sindicato. Contempla banheiro, cozinha, colocação de vidro na fachada na lateral, telhado, isolamento acústico, sistema de segurança e de refrigeração. Também a efetivação de pequenas obras prevendo a acessibilidade em ambos os prédios.

A decisão de reformar primeiramente o salão foi analisada do ponto vista de economia. Gerará mais demanda por aluguel, pois o espaço ficará mais adequado e convidativo para festas e atividades promovidas pela direção, associados ou terceiros.

Assessoria de imprensa da ADUFMS Sindicato.

 

 

 

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Presidenta da ADUFMS Sindicato defende direção mais qualificada para a Casa da Mulher Brasileira

Mulheres se reunem para defender políticas de gênero e melhor atendimento na Casa da Mulher Brasileira. Gerson Jara

Militantes da Marcha Mundial da Mulheres, Liga Camponesa, Confederação Nacional da Educação (CNTE), Fetems, do PT e da CUT, estiveram promovendo ato na quinta-feira (08.03), às 16, em defesa de melhores condições de atendimento na Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, uma das 6 unidades instaladas no País, na gestão da presidenta Dilma Rousseff.

O evento contou com o apoio da Associação dos Docentes da UFMS (ADUFMS-Sindicato) e reuniu cerca de 100 mulheres.

No evento, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza de Camilo, ressaltou que o evento é uma forma de denunciar a violência praticada contra as mulheres. Resgatou que a educação passou por um breve período como “coisa de homem” e virou “coisa de mulher” e que a sociedade ainda não se apropriou da causa do combate à violência de gênero. Fez críticas à condução do processo fundamentalista para retirar da pauta de educação as questões de gênero, resumindo a questão à homossexualidade, mostrando um imenso desconhecimento daquilo que significa gênero, que significa uma luta política, social e das mulheres em todos os espaços e em especial na educação.

Mariuza destacou que a educação é a categoria composta por mulher com melhor grau de mobilização, pela disposição natural de luta. Discutir gênero, na sua visão, é fazer a diferença,  discutir que homens e mulheres sejam respeitados nos seus direitos, formados politicamente, socialmente, com salário decente para viver com dignidade.

Atuando na área de educação superior, Mariuza comentou que ainda tem que discutir estas questões com suas alunas as questões que sofrem na sua família: violência sexual, violência psicológica, enfim violência de todas as formas.

Para a docente, a sociedade tem que abrir os olhos para isso, pois, em sala, as alunas ainda desabafam chorando e reclamando sobre os problemas que enfrentam em família. Problemas, acrescenta, oriundos da sociedade. Violências que na opinião ultrapassam a questão da formação e que se manifestam dentro da escola e elas nem saber a quem recorrer.

Por isso, complementa, é que o Estado precisa efetivar as políticas públicas, em cada bairro da cidade uma Casa da Mulher Brasileira. Significa a possibilidade de encaminhar as questões de violência que envolvam as estudantes e que possam procurar serviços especializados. “Este é o papel do Estado, não é o papel do A ou Governo B ou partido A ou do partido B. Por isso, estamos à frente da Casa Mulher Brasileira, cobrando uma equipe mais qualificada. Precisamos de muitas casas deste modelo,  queremos ser assistidas em todas as circunstâncias por políticas públicas a homens e mulheres. Desta forma superar a violência de gêneros em todas as suas formas de manifestações, sejam para homens e sejam para as mulheres.”

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Pressão social faz com que Governo Temer retire reforma da Previdência Social de pauta

Passeata externou revolta dos servidores contra a Reforma da Previdência – Foto Carol Caco

Com um dos maiores índices de rejeições da história, desmoralizado, pressionado pelos setores organizados da sociedade e pela própria base de sustentação no Congresso, o Governo Temer recua na principal bandeira do pacote de maldades e retira a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 (reforma da Previdência) da pauta de votação.

As reformas de Temer sempre encontrou forte resistência das entidades representantivas dos servidores públicos, centrais sindicais e trabalhadores.

Para denunciar os retrocessos sociais  da agenda política de Temer, em Campo Grande aconteceu a mobilização de 70 mil pessoas com a participação maciça de professores, pressão sob os parlamentares em Brasília, acampamento em Frente ao Damha II, residência do líder do governo, Carlos Marun (PMDB-MS), ato em frente ao escritório do deputado Eliseu Dionísio (PSDB-MS) e da residência da deputada federal Tereza Cristina (DEM), três audiências públicas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e a produção conjunta de material impresso, veiculação de outdoor nas principais cidades do Estado, vinculação de spot de rádio, panfletagens, barraca de diálogo,  debates e fóruns sobre as medidas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) organizados pela ADUFMS-Sindicato.

Mesmo com baixa adesão da comunidade universitária, a ADUFMS-Sindicato esteve à frente da organização desses eventos integrando a Frente Brasil Popular-MS, o Fórum Nacional dos Servidores Públicos (Fonasefe-MS) e o Fórum em Defesa das Universidades Públicas em Mato Grosso do Sul, criado no ano passado.

Nem mesmo os aparatos mediáticos globais foram suficientes para calar a voz do movimento social organizado e sindical nas ruas.

Desde o processo de impeachment em 2016, a ADUFMS-Sindicato denunciou as articulações orquestradas pelo poder econômico em combinação com setores conservadores da sociedade para caçar as conquistas de trabalhadoras/es e do conjunto das/os servidoras/es públicas/os. Assim que ascendeu ao poder, o Governo Temer transferiu a responsabilidade da crise para o serviço público.

Em 2016 começaram as mobilizações contra a PEC 287/2016 e a Emenda Constitucional (EMC 95/2016, que estabelece limites para os gastos no serviço público). A 95 congelou os salários do funcionalismo por 20 anos e cortou verbas para educação, saúde e seguridade social.

Houve ainda resistência das/os trabalhadores ao projeto de Projeto de Lei (PL) 6.787/2016 que instituiu a reforma trabalhista. A iniciativa permitiu alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Precarizou as relações do mundo do trabalho.

Também houve resistência organizada na aprovação da terceirização da atividade-fim (Lei 13.429/2017) que atinge diretamente o serviço público.

Em 2017, a agenda de luta teve continuidade.  A ADUFMS-Sindicato esteve à frente da mobilização Ocupa Brasília contra a reforma da Trabalhistas e da Previdência. Mais de 150 mil pessoas participaram do ato, reprimido violentamente pelo Governo do Distrito Federal, a pedido do Governo Temer.

O mito do saldo negativo da Previdência Social foi derrubado.  A precarização das condições de trabalho se aprofundou e a geração de emprego no país continua um dos baixos da história. Os gastos com a despesas da máquina pública saiu de R$ 75 bilhões em 2016 e saltou para R$ 160 bilhões em 2017. O Governo gasto muito, gasta mal e destina as economias obtidas para o pagamento da dívida pública.

Todas as ações interfiram diretamente na disputa da opinião pública e a reafirmam o papel do movimento sindical na defesa de direitos e conquistas. Temas que sem dúvida estarão na pauta da eleição presidencial e para governador. Nessa agenda a ADUFMS-Sindicato estará atuando e orientado o conjunto de filiados e a comunidade universitária.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Direção ADUFMS-Sindicato consegue reduzir reajuste médio de plano de saúde em 25,93%

As negociações da direção da ADUFMS-Sindicato com a Unimed nos anos de 2016 e 2017 sempre foram orientadas no sentido de garantir o menor reajuste para as/os associadas/os, sem perder a qualidade no atendimento oferecido. Em 2016 e 2017 a redução chegou 25,93% só na modalidade enfermaria.

No ano de 2016 a proposta apresentada pela operadora inicialmente era de 42% para enfermaria.

Após intensa negociação, a direção da ADUFMS-Sindicato conseguiu que  o  reajuste caísse 20% ficando em 22%. Dessa forma, a mensalidade na modalidade enfermaria saiu de R$ 403,13 para R$ 491,82.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em até 13,57% o índice de reajuste a ser aplicado aos planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares no período compreendido entre maio de 2016 e abril de 2017.  O índice oficial serviu de base para negociação com a Unimed, que alegou a majoração de diversos procedimentos e reajustes acima do valor proposto pela ANS. Ficou acordado então o reajuste de 22%.

A versão apartamento apresentou em 2016 reajuste de 13,6%, com o valor fixado em R$ 997,92.

Em dezembro de 2017 a operadora apresentou a proposta de reajuste em 13,43% para as modalidades enfermaria e apartamento. Já na proposta de negociação ficou estabelecido o reajuste de 8% na enfermaria e de 7,5% na modalidade apartamento.

A ANS fixou em até 13,55% o índice de reajuste a ser aplicado aos planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares no período compreendido entre maio de 2017 e abril de 2018. Os valores ficaram abaixo do percentual autorizado pelo governo.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Docentes homologam novas seções sindicais e elegem Belém como sede do 38°Congresso

Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (presidenta da ADUFMS, à direita) comemora filiação ao ANDES com a presidenta do Sindicato Nacional, Eblin Farage

Os/as delegados/as do 37° Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior homologaram, na noite de sábado (27), a constituição e reorganização de três seções sindicais do ANDES-SN. A constituição da Associação dos Docentes da Educação Superior da Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro) – Adesfaetec Seção Sindical do ANDES-SN – foi homologada por unanimidade. Assim também foi aprovado o retorno da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ADUFMS) ao conjunto de seções sindicais do Sindicato Nacional. Da mesma forma, aprovaram a reorganização e retorno da Seção Sindical dos Docentes da Fundação de Ensino Superior de Goiatuba/Unicerrado (Sesdufesg- Seção Sindical) que teve o nome alterado para Seção Sindical dos Docentes do Centro Universitário de Goiatuba – SSind. Unicerrado.

As/os docentes também votaram favoravelmente à alteração regimental da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá (Seguem SSind.); da Seção Sindical da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (ADUFMS SSind.); da Seção Sindical dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb SSind); e da Seção Sindical dos Docentes da Universidade Estadual do Piauí (Adcesp SSind.).

Belém (PA) será sede do próximo congresso do ANDES-SN 


A cidade de Belém (PA) foi escolhida pelos delegados e delegadas do 37° Congresso do ANDES-SN para sediar a próxima edição do evento, que será organizado em parceria com a Associação da Universidade Federal do Pará (Adufpa Seção Sindical). A capital paraense disputou com a cidade de João Pessoa, apresentada pela delegação da Associação dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (Adufpb Seção Sindical). Esta será a segunda vez que Belém sediará um congresso do Sindicato Nacional.

Durante a apresentação da cidade sede, Rosimê Menguins, da delegação da Adufpa SSind., explicou que a realização do congresso em Belém permitirá a participação de um maior número de docentes das seções sindicais do estado, que têm universidades estaduais e federais com campi espalhados por toda a região, como o Sinduepa e a Adufra.

A diretora-geral da Adufpa SSind. relatou a realidade de opressão à qual estão submetidas as populações quilombola e indígena no

Pará e de violência no campo e na cidade e a importância política de levar a luta e apoio da categoria docente para o Pará. “Poder levar o Congresso do ANDES-SN para lá, defender a universidade pública, defender o país desses ataques e fortalecer a luta da classe trabalhadora é uma honra”, completou a docente, acrescentando que a seção sindical completará, no próximo ano, 40 anos de fundação.

 As/os delegados do Congresso recomendaram a indicação, ao 63° Conad, da Adufpb SSind. como sede do 64° Conad, em 2019. O 63° Conad ocorrerá em julho, em Fortaleza (CE), quando será empossada a próxima diretoria do Sindicato Nacional.

 

Imprensa ANDES-SN

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Congresso docente discute neste sábado filiação da ADUFMS ao Andes-SN

Foto: Imprensa Andes-SN

A filiação da ADUFMS ao Andes-SN, já aprovada em assembleia de professoras e professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), entra neste sábado 27 pela manhã na pauta do 37º Congresso do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior em Salvador (BA) (foto ao lado), que começou segunda-feira 22 e vai até sábado 27 de janeiro. A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, está participando do evento.

O que será discutido no 37º Congresso do Andes-SN é a homologação da decisão tomada por docentes da UFMS em assembleia realizada dia 20 de setembro do ano passado, favorável à fusão da ADUFMS-Sindicato à entidade nacional.

Caso a filiação ao Andes seja homologada neste sábado 27, terá de se convocar outra assembleia docente na UFMS com intuito de discutir alterações no Estatuto, para que a ADUFMS seja seção sindical da entidade nacional.

“Há uma boa receptividade à ADUFMS, pois desde 2012 temos atuado junto ao Andes-Sindicato Nacional na defesa de nossos direitos, seja em comandos de greve em 2012 e 2015, seja nas lutas mais recentes contra as reformas em curso”, explicou Mariuza Aparecida.

A sindicalista acrescentou: “Estamos trabalhando intensamente com os/as demais docentes presentes no Congresso para tirar encaminhamentos de lutas contra os ataques aos nossos direitos protagonizados por este Governo [Governo Temer].”

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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