Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS

ADUFMS-Sindicato oferece oficina de Yogaterapia

As doenças ocupacionais provocadas pela fadiga e o estresse físico e mental  fazem parte da rotina acadêmica da universidade.  A pressão por produtividade, a convivência obrigatória com a burocracia administrativa e o acúmulo de tarefas estão adoecendo nossos docentes.  Pensando em sensibilizar a comunidade acadêmica para o problema e despertar as docentes e os docentes para uma atitude de prevenção e de mudança de comportamento, a ADUFMS-Sindicato, em parceria com a instrutora Prema Renata Bastos, está oferecendo aulas de Yogaterapia na sede do sindicato, em Campo Grande. As aulas acontecem às quartas e sextas-feiras, às 8h, com a possibilidade de nova turma, às 17h.

Problemas que se mostram ao longo do tempo

A tese de mestrado em psicologia, desenvolvida pelo a pesquisadora Ana Rita Ferreira, detectou que 62% dos professores universitários sofrem de burnout, doença associada a fadiga física.  Em outro artigo, “condições de trabalho e a saúde do/da professor/a universitário/a”, desenvolvido pelos docentes Maria De Fátima Evangelista Lima e Dario De Oliveira Filho, há queixas constantes de cansaço mental, estresse, ansiedade e nervosismo ou até de doenças como L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo), tendinite, dores nas costas e depressão.

Foto: Carol Caco
Foto: Carol Caco

 

 

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Grupo de professores ligados a UFMS fortalece mobilização no “Grito dos Excluídos”

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Professor Maria Dilnéia Espindola no Grito dos Excluídos: “Fora Temer”
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Professores (as) cobram em defesa do SUS e contra retrocessos trabalhistas

Um grupo de professores, estudantes e técnicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), por meio da ADUFMS-Sindicato, participou do Grito de Excluídos, nesse dia 7 de setembro. Mais de mil pessoas foram às ruas pedindo o “Fora Temer” convidados pelas redes sociais. Eles pediram convocação de eleições gerais,  contra retrocesso nos direitos trabalhistas, contra a reforma da Previdência, em defesa do SUS e contra o congelamento de recursos orçamentários para educação e saúde pública por 20 anos, aprovado recentemente pelo Congresso.

O ato contou também com a participação de representantes sindicais, simpatizantes de partido de esquerda, defensores da causa indígena, GLBTS, reforma agrária, juventude, servidores públicos federais e estadual.

O Comando Militar do Oeste, organizador do evento, tentou desmobilizar esvaziar o protesto, retardando a última unidade de uma frota de veículos para segurar os participantes do “Grito dos Excluídos”. Mesmo assim, milhares de presentes ficaram nas ruas para acompanhar os protestos, que contou com a simpatia de boa parte da população. Depois houve uma grande concentração  em frente ao Palanque Oficial.

Em Brasília, o presidente Michel Temer foi vaiado ao ser anunciado ao Palanque.

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ADUFMS-Sindicato adere à Carta de Mato Grosso do Sul contra PLP 257 e a PEC 241

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Mariúza Guimarães em ato de assianantura da Carta de Mato Grosso do Sul

A ADUFMS Sindicato aderiu à Carta de Mato Grosso do Sul contra o PLP (Projeto de Lei Parlamentar) 257/2016 e a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241/2016. O documento é resultado da audiência pública convocada pelo deputado estadual João Grandão, no dia 17 de agosto, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que depois foi entregue formalmente ao presidente do poder estadual, Júnior Mochi (PMDB).
A pública contou com a participação do consultor legislativo do Senado Federal, Luiz Alberto dos Santos, da coordenadora do Núcleo da Auditoria da Dívida de Mato Grosso do Sul, Luciane Costa, da presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariúza Guimarães, do presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Magno Botarelli César; do presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (CUT-MS), Genilson Duarte.
Na palestra, Luiz Alberto Santos apresentou projeções sobre as consequências danosas da PEC 241/2016 para o desenvolvimento do País, pois a medida congela os investimentos orçamentários em 20 anos, permitindo apenas o reajuste anual da inflação. Com isso, mesmo que a União arrecade mais impostos, ela e entidades federadas ficam impedidas de ampliar os investimentos em áreas vitais para o desenvolvimento social, como saúde, educação, habitação e assistência social. A medida praticamente congela o programa de ampliação de vagas nas universidades públicas e políticas como a universalização na educação infantil, além de incrementar a terceirização e o desmonte do serviço público.
Na carta, mais 19 entidades assinam o documento condenando a PEC 241/16 PLP 257/2016 que retiram direitos dos trabalhadores e de servidores públicos. Sugerem como alternativas para o equilíbrio das contas públicas o uso de parte das reservas cambiais, a combate a sonegação fiscal, a revisão de renúncias fiscais, a taxação do lucro dos bancos e auditoria nas contas públicas, com a redução da destinação de quase 43 dos recursos do orçamento para o sistema financeiro.
Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato.

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Assoreamento do Lago do amor é tema de audiência pública na Câmara de Vereadores

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Audiência pública contou com a participação de professores da UFMS
Um dos principais cartões postais de Campo Grande, o Lago do Amor, dentro da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), poderá simplesmente desaparecer nos próximos 20 anos por causa do assoreamento. A afirmação é o professor doutor Teodorico Alves Sobrinho, da Faculdade de Engenharia, Arquitetura, Urbanismo e Geografia da Universidade da UFMS, que participou, nesta terça-feira (09), de audiência pública promovida pela Câmara de Vereadores de Campo Grande por meio do vereador Marcos Alex (PT), em parceria com a ADUFMS-Sindicato  para debater o assoreamento do lago.
 “A vida útil do Lago hoje é estimada em 21 anos. Em 2037, não teremos mais o Lago do Amor se nada for feito”, simplificou o especialista. Segundo ele, o lago ‘ganhou’ 87 mil metros cúbicos de sedimentos desde 2002, quando a instituição passou a monitorar a situação. “Desde então, por mês, 600 metros cúbicos de sedimentos caem no lago. Ele vai acabar, não tem jeito”, diz, pessimista.
No início do ano, o MPE (Ministério Público Estadual) instaurou inquérito para apurar o assoreamento do local. Depois de passar por revitalização no ano de 2011, o lago já apresentava novamente problema de assoreamento em 2014. Atualmente, é possível perceber diversos bancos de areia, sinais claros de assoreamento no local.
O lago é formado por dois córregos: Ribeirão Cabaça e Bandeira. Este segundo, conforme o especialista, é o que apresenta o processo mais avançado de assoreamento. “O outro lado está estabilizado, devido às próprias características da bacia. Com interferência do homem, podemos agravar ou reduzir esse processo”, avisa.
Em 2002, o Lago do Amor possuía uma área de 11 hectares. Hoje, apenas oito. Houve também uma redução, nesses 14 anos, de um terço do volume da água. “A UFMS não produz sedimento. O sedimento é resultado de um processo erosivo que acontece fora do lago. A UFMS não tem culpa do processo que acontece hoje. A solução é um plano de urbanização para evitar que ocorra e erosão em ruas e lotes. A solução não está no lago, está além do lago. Não passa pela UFMS, mas em outras instâncias”, finalizou.
A reunião foi convocada pela Comissão Permanente de Indústria, Comércio, Agropecuária e Turismo da Câmara, composta pelos vereadores Alex do PT (presidente), Dr. Cury (Vice), Airton Saraiva, Paulo Siufi e Edil Albuquerque, e contou com a presença ainda  do professor de Bioloiga Rafael Dettogni Guariento. Segundo o presidente da Comissão, o Lago do Amor é um patrimônio da cidade e merece atenção das autoridades.
“Temos que cuidar dele, ou vai acontecer igual aconteceu no Rádio Clube, onde não temos mais uma lagoa. É uma situação que nos deixa tristes e chocados. Chamamos essa audiência para evitar que isso venha a ocorrer com o Lago do Amor. A Universidade não está omissa. Tem estudo, monitoramento, equipamentos avançados. A UFMS não virou as costas para o lago”, reconheceu.
 Com informações de
Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa do Vereador
postada em 09/08/2016 17:35 – 29 visualizações
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ADUFMS-Sindicato promove terceiro debate dos candidatos/as à reitoria da UFMS em Aquidauana

A ADUFMS-Sindicato organizou na última quarta-feira (27/07) o terceiro debate (foto) para apresentação de propostas de trabalho dos reitoráveis e das vice-reitoráveis da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) gestão 2016-2020. O evento aconteceu às 19h,  no anfiteatro Dóris Mendes Trindade, no Campus de Aquidauana (CPAQ).

A exposição foi mediada pela jornalista Débora Cabrita e contou com as presenças do candidato a reitor e da candidata a vice-reitora  do Mude, respectivamente Marco Aurélio Stefanes  e Alexandra Ayach Anache.  A chapa Juntos Somos UFMS, encabeçada pelo professor  Marcelo Turine (candidato a reitor) e Camila Ítavo (candidata a vice-reitora), não participaram do evento. Alegaram que o certame foi organizado pela entidade sindical e que estariam presentes somente do debate oficial, convocado ad referendum pela Comissão Eleitoral, para dia 2 de agosto 8h30min, no teatro Glauce Rocha, Cidade Universitária da UFMS em Campo Grande.

O Ciclo de Debates organizado pela ADUFMS-Sindicato se encerra nesta quinta-feira 28,  no Campus do Pantanal (CPAN) em Corumbá. Às 18h está marcado o debate no anfiteatro Salomão Baruki do CPAN.

No evento de Aquidauana, o candidato a reitor, Marco  Aurélio Stefanes, expôs as linhas mestras do seu programa de governo: gestão democrática sem grades, acesso e diálogo com a comunidade universitária,  reitoria itinerante, transparência total com publicação de receitas e despesas da UFMS, equidade na distribuição de recursos com critérios instituídos de forma coletiva e homologado pelos conselhos de gestão colegiada, política de permanência com a  criação da moradia estudantil, restaurante universitário noturno, reavaliação e unificação dos sistemas de gestão na UFMS, defesa das conquistas trabalhistas dos/as docentes e técnicos/as administrativos/as, incremento do núcleo de projetos de captação de recursos, ampliação de convênio de ensino, pesquisa e extensão em âmbito nacional e internacional para o fortalecimento da graduação, bom como  da pós-graduação, entre outras propostas.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Diretora da ADUFMS participa do Encontro Sul-mato-grossense de Pesquisadores em Educação

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Pesquisadores/as em educação fizeram balanço da situação na área e as tendências frente às mudanças no cenário político – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

A ADUFMS-Sindicato participou do Espedu (Encontro Sul-Mato-Grossense de Pesquisadores em Educação), organizado pela UFMS  (Pró-reitoria de Extensão,  Cultura e Assuntos Estudantis),  realizado entre os dias 1 a 3 de junho, no Complexo Multiúso do Campus de Campo Grande.  A entidade foi representada, na ocasião, pela presidenta, Mariúza Aparecida Camillo Guimarães, pesquisadora na área.

Durante os três dias os/as pesquisadores/ras fizeram  balanço sobre as tendências na área com o temas “Pesquisa e Pós-Graduação em Educação no Brasil” e Pesquisa em História da Educação: objetos, enfoques e Análises, ocorridos no dia 01/06. No segundo dia de atividade, o tema tratado abordou a “Integração de tecnologias digitais ao currículo: desafios para o ensino e a aprendizagem na escola”.  No último dia do evento ocorreram as mesas-redondas: “Conjuntura e Relações Contemporâneas de Trabalho” e “Políticas Educacionais, Formação e a Psicologia”.

Fotos do ESPEDU

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Comissão Eleitoral empossa nova direção a ADUFMS-Sindicato, gestão 2016-2018

Participantes em ato de pose em pose de respeito para ouvir o Hino Nacional – Arnor da Silva Ribeiro

Em solenidade alegre e participativa, tomou posse na sexta-feira (13.05), a nova diretoria da ADUFMS-Sindicato, gestão 2016/2018, e os novos (as) integrantes do Conselho de Representantes Sindical, empossados pelo membro da Comissão Eleitoral Renato Porfírio Ishi.

Antes da solenidade da abertura, a antiga direção fez a entrega da nova geladeira e de novos utensílios de cozinha, totalizando R$ 4.500,00 em investimentos. A antiga geladeira já tinha mais de 10 anos e sem condições de uso.

A nova presidenta da entidade, Mariuza Camillo, reiterou o compromisso de continuidade do trabalho de democratização participativa, autônoma e independente das administrações, governos e de atuar na defesa da educação socialmente referenciada.

Mariuza lembrou que a direção a anterior, da qual era vice-presidenta, promoveu a reforma estatutária que fortaleceu a representação horizontalizada com nova composição do Conselho de Representantes, com os eleitos representando a base, não direção da entidade e a inclusão de capítulo que impede a participação de professores/ras ocupantes de cargos comissionados na diretoria da entidade, situação que predominou em direções anteriores à gestão Autonomia Sindical.

Fez menção ao trabalho coletivo que segurou a greve de 2015 durante quase quatro meses, graças ao esforço e a união de todos(as) os/as docentes.

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Com entrega de nova geladeira e utensílios de cozinha, presidente José Carlos, repassa gestão para nova direção. Gerson Jara

A dirigente adiantou que pretende estabelecer relação mais próxima dos professores dos campus de Campo Grande e do campi do interior, por meio de visitas mais frequentes, seminários e debates para levantar as demandas locais.

Já ex-presidente, José Carlos da Silva, se despediu apontando com aspecto positivo a renovação da diretoria. Agradeceu a contribuição de todos os professores(as) que compuseram a primeira gestão da Chapa Autonomia Sindical, considerados por ele como guerreiros(as), batalhadores(as), que conseguiram banir a prática de atrelamento da direção do ADUFMS-Sindicato à administração da UFMS. Desejou sucesso a nova gestão frente ao desafio de enfrentar um governo de direita, conservador, que hora assume o comando político do Governo Federal.

O evento também com a participação do atual presidente da Associação Campo-grandessense de Professores, Lucídio Nobre, que enfatizou a importância de as entidades da educação se unirem contra o retrocesso política no País, em defesa dos direitos conquistados pela categoria e de garantir os investimentos para área educacional. A representante da UNE – União Nacional dos Estudantes – MS/MT – Amanda Anderson também pregou a união dos profissionais da educação e dos estudantes na luta contra a suspensão de novas inscrições para bolsa de pesquisas, considerada por ela como retrocesso. Para dirigente estudantil o Governo que assumiu tem sérios envolvimentos em corrupção.

Após a posse da direção foi servido suculento arroz carreteiro regado a muita salada, feitos com muito carinho pela funcionária Selma Freitas de Goes e o professor Lino

Assessoria ade imprensa da entidade.

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Em palestra na UFMS, docentes veem impeachment de Dilma como golpe e alertam para retrocessos

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Professora Constantina Xavier Filha denuncia propaganda enganosa e manipuladora contra gênero, sexualidade e etnia (foto: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A forte manipulação midiática por  grupos oligopolizados  de comunicação, somada à campanha difamatória contra a presidenta Dilma Rousseff pelas redes sociais e às interpretações político-partidárias da Constituição Federal por setores do Judiciário, tem criado marcos para um golpe contra a democracia, depois de décadas de avanços históricos de políticas sociais e econômicas.

Esses fatos foram evidenciados na palestra-debate Universidade pela Democracia, realizada na quinta-feira 14, em auditório do Complexo Multiúso da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, promovido pela ADUFMS-Sindicato e pela Frente Brasil Popular. Participaram do evento o docente Paulo Edyr Bueno de Camargo, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS); a docente Constantina Xavier Filha, da UFMS; o docente Tiago Resende Botelho, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD); Roberto Botoreli; a estudante Panela Kenne, do Curso de Psicologia e diretora de Extensão da  União Nacional dos Estudantes (UNE);  o advogado Mário Fonseca (PCdoB), o deputado estadual Pedro Kemp (PT) e o vereador Marcos Alex Azevedo de Melo (PT), integrantes da Frente Brasil Popular de Mato Grosso do Sul.

O professor Paulo Edyr Bueno de Camargo (UEMS) fez breve retrospectiva histórica do papel das elites conservadoras contra a democracia, frente aos governos de caráter popular e democrático, usando como pretexto a bandeira da corrupção como instrumento de ruptura da vontade popular conquistada nas urnas. Citou os  golpes contra os governos Getúlio Vargas e João Goulart. Segundo o docente, o momento envolve os mesmos atores sociais e interesses oligárquicos dos grandes grupos econômicos nacional e multinacional, bem como de setores da imprensa.

A acadêmica de Psicologia Pamela Kenne reafirmou a posição contrária da UNE ao golpe. Destacou os avanços das universidades nos últimos governos, defendeu a importância de investimentos em melhores condições de estudos e de infraestrutura nas universidades brasileiras. Lembrou que

o golpe é patrocinado por

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Docentes consideraram a tentativa de impeachment como golpe à democracia  (foto: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

interesses internacionais e deve ser enfrentado nas ruas pelos estudantes e os movimentos sociais.

Já a professora Constantina Xavier Filha (UFMS) denunciou a construção preconceituosa, estereotipada e agressiva com a imagem da mulher, na pessoa da presidenta Dilma Rousseff. Apresentando mênis postados no facebook, alertou para a campanha “terrorista” orquestrada contra as políticas de gênero, raça e de livre orientação sexual. Essa prática induz, erroneamente, as pessoas a crer que o Ministério da Educação (MEC) é o responsável pela adoção de cartilhas de cunho marxista que visaria estimular a homofobia e a sexualidade em crianças. “Uma inverdade espalhada pelas redes sociais, pois sou da comissão do MEC que avalia e aprova a adoção destes materiais. Várias publicações sequer são do Brasil. Muito menos adquiridas para distribuição nas escolas”.

Constantina alerta que o Golpe patrocinado pelas forças conservadoras, que tentam interromper o mandato de Dilma, pode provocar  retrocessos na política de gênero, raça e de orientação sexual, conquistada por muita pressão pelas minorias, nos últimos anos. Citou como exemplo o projeto de Lei Escola Sem Partido (Lei da Mordaça), fomentado pelo Instituto Conservador, que tenta silenciar os/as professores/as e impedir a discussão de temas que contribuem para uma sociedade democrática, humanizada e socialmente justa.

Para o professor de Direito da UFGD, Tiago Botelho, o pedido de impeachment não tem fundamentação jurídica, pois não envolve violação à Lei Orçamentária. As pedaladas praticadas por Dilma, por meio de decreto, desrespeita aspecto da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que não é crime tipificado constitucionalmente para impedimento. Lembrou que a movimentação contábil foi autorizada pela Câmara dos Deputados.

Botelho conclamou a comunidade universitária a reagir contra o Golpe, pois a queda da presidenta Dilma pode provocar danos irreparáveis à educação, à universidade pública, à política de expansão de vagas e interiorização de cursos. Não poupou críticas a decisão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por assumir uma postura partidária e apoiar uma iniciativa ilegal.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Adufms-Sindicato participa ativamente de mobilização contra a lei da Mordaça

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Vice-presidenta da ADUFMS tem apresentado argumentos contrários a iniciativa por impedir a liberdade de ensino nas escolas – Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

A direção da ADUFMS-Sindicato concentrou as ações nesta semana nas mobilizações contra  o projeto de lei 8.242/16 – Escola Sem Partido, de autoria do vereador Alceu Bueno. O parlamentar foi obrigado a renunciar por envolvimento em pedofilia,  mais o projeto foi assumido pelos vereadores da Bancada da Bíblia, o médico católico Paulo Siufi (PMDB)  e líder evangélico, Herculano Borges  (Solidariedade) e outros. As entidades de classes ligadas à educação, artistas, estudantes e intelectuais batizaram o projeto com a Lei da Mordaça, por obrigar afixação de cartazes em sala de aula, proibindo os professores de ministrarem  contéudos considerados “doutrinários”, contendo ideologia de partidos políticos, sexualidade e de relação de gênero.

Na quinta-feira (31.30), diretores/ras da ADUFMS-Sindicato participaram da manifestação em frente ao auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul. Foram proibidos, na abertura, de adentrar o espaço, para conhecer detalhes do projeto de lei  Escola  Sem Partido, patrocinado pelo Instituto Conservador, e apresentado pelo advogado  Miguel Nagib e que inspirou o projeto na Câmara de Vereadores de Campo Grande.  Após gritos de palavra de ordem denunciando o envolvimento da OAB com o Golpe Militar de 1964, os presentes conseguiram acompanhar parte da palestra.

Dirigentes, como o presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul-Fetems, Roberto Botareli  foi hostilizado por alguns membros da plateia, simpatizantes da candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC ). Roberto que estava no fundo do auditório foi pressionado a sentar na cadeira do auditório  por membro do Instituto Conservador.  Um deles portando calça camuflada, deixando transparecer que era militar. Botareli,  todavia, resistiu e ficou no fundo do auditório. Lembrou que a Ditadura havia acabado. Depois foi chamado para o confronto físico, mas não aceitou a provocação.

Na palestra, o advogado Miguel Nagib criticou trechos e prefácio de obras do educador Paulo Freire. Condenou conteúdos ministrados em publicações adotadas pelo MEC sobre sexualidade e  posteres de facebook em que  educadores convidando estudantes  para apoiar e participar  das campanhas salariais e mobilizações da categoria.

 Ao apresentar, de forma manipuladora, o inverso do projeto, a “ Escola Com Partido”, os contrários a lei protestaram e reagiram com palavras de ordem, chamando o palestrante de golpista e facista. Mesmo com mediação de uma professora da UFMS, que se propôs a realizar seminário para discutir de forma mais profunda o projeto, professores e representantes das categorias foram cerceados de falar. Com o clima tenso, o promotor do evento acabou encerrando evento sob  vaias (dos contrários) e aplauso (dos favoráveis).

Com a repercussão do projeto na mídia, na quarta-feira, a  professora Mariuza Camillo participou de debate, na FM Blink, com o vereador Paulo Siufi. Argumentou a inconstitucionalidade da lei 8.242/16  , pois fere princípios da LDB e do Plano Nacional de Educação, aprovado em âmbito do município pelos vereadores e que garante  a discussão de conteúdos  que tratam sobre política, questão de gênero, raça e sexualidade  Para a dirigente, a matéria fere autonomia pedagógica da escola e do professor.

No mesmo dia, Mariuza participou de coletiva conjunta convocada pela Fetems na reunião do Conselho de presidentes e representantes sindicais ligados a Educação estadual.  No espaço, o professor  de Ciências Sociais, Guilherme Rodrigues Passamani, do Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade da UFMS,  concedeu entrevista a diversos órgãos da imprensa sobre a importância destes conteúdos na formação de crianças e adolescentes.

Na quinta-feira, a direção da ADUFMS-Sindicato  engrossou a mobilização contra o projeto, na Câmara de Vereadores. Depois concedeu  entrevista em programa jornalístico do SBT. Já o professor Gulherme foi escolhido pela Fetems para defender posição contrária ao projeto de lei, cobrando maior discussão em torno do projeto e que colocando os professores da UFMS á disposição para subsidiar o projeto. O discurso será disponibilizado nos próximos dias nas redes sociais. A sessão foi suspensa e o projeto acabou não entrando em segunda votação.

Pela contagem,  dois vereadores, Luisa Ribeiro (PPS) e Eduardo Romero (Rede Sustentável) votaram contrário ao projeto na primeira votação , na segunda votação manterão a posição. Já outros 8 vereadores admitem rever o voto favorável ao projeto, no entanto, caso o projeto seja vetado pelo prefeito Alcides Bernal (PP), serão necessários mais seis votos favoráveis para que o projeto não se transforme em Lei. A tática do movimento pelo rejeição da matéria é convencer os demais vereadores a reverem sua posição.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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PROFESSORES: NÃO À “LEI DA MORDAÇA”

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“Lei da Mordaça” serve de instrumento de denúncia e perseguição a docentes ( foto: Gerson Jara ADUFMS-Sindicato)

Professor: isso é muito importante. É fundamental que seja lido até o final para que se compreenda o prejuízo dessa lei para toda a nossa categoria.

1- A colocação de cartazes nas salas de aula, conforme o Projeto Lei Legislativo 8.242/2016 aprovado na Câmara Municipal de Campo Grande, é uma forma de incitar os alunos a denunciarem anonimamente o/a professor/a. Representa um instrumento de pressão anônima do aluno sobre o/a professor/a que será usado, não apenas para o fim a que se destina a Lei, mas também como forma de vingança, pressão e agressão dos alunos contra os/as professores/as. Um/a professor/a do 5° ao 9° ano ministra aulas para entre 150 e 300 alunos, entre eles existe uma grande diversidade é quase sempre haverá alunos descontentes que utilizarão a Lei para prejudicar o professor. Se sancionada a lei vai se tornar um instrumento de retirada dos direitos do/a professor/a prejudicando todo o ensino escolar.
2- Os/as professores/as e estudiosos/as da educação são autoridades para atuar nas políticas da educação e orientar o que deve e o que não deve ser objeto de estudo nas escolas e não vereadores e promotores sem conhecimento fundamentado sobre o tema.
3- A judicialização da relação entre professor/a aluno/a somente se justifica num regime ditatorial, fascista e autoritário. Questões pedagógicas devem ser resolvidas no âmbito pedagógico.
4- A utilização das aulas pelo professor para fazer doutrinação partidária, prática religiosa e discriminação de gênero é uma atitude antiética e como tal deve ser objeto de atitudes pela direção da escola, orientação pedagógica, secretarias de educação, pais, comunidade, pelos próprios pares e pelo Ministério Público desde que acionado para esse fim. Judicializar esse processo seria enfraquecer ainda mais a frágil autoridade do professor na educação.
5- A Lei da mordaça contraria as orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de praticamente todos os países do mundo no sentido de não judicializar a atividade docente, evitando o cerceamento dos direitos de educadores/as escolherem conteúdos e posicionarem-se diante dos temas.
6- É importante que os professores orientem estudos sobre as religiões e a religiosidade. O que o professor não deve fazer é praticar alguma religião na escola que é muito diferente de utilizar as religiões como objeto de estudo teórico. A lei proíbe que as culturas religiosas sejam objeto de estudo em sala de aula.
7- A lei da mordaça impõe uma moral autoritária e intolerante, negando a diversidade dos conhecimentos pedagógicos, filosóficas, psicológicas, sociais, estéticas, epistemológicas, contrariando a LDB e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que pressupõem universalidade, pluralidade e diversidade dos conteúdos. A lei colocará alunos contra os professores.
8- Vivemos numa realidade histórica de estrema violência de gênero. A misoginia, o machismo, a homofobia, tem sido a causa de assassinatos, diversificadas formas de violência, preconceito, discriminação e sofrimento de grande parte da população. A Saúde Pública e a Educação Escolar têm a missão e o dever institucional de realizar a educação sexual. Na lei consta “O poder público não se imiscuirá na orientação educacional”, mas isso é uma forma de impedir a educação sexual, de extrema relevância na realidade brasileira. Na lei se misturam os conceitos de teoria e ideologia de gênero, mas a teoria de gênero é imprescindível para prevenir a violência de gênero, necessária para baixar as estatísticas que colocam o Brasil num patamar inaceitável de violência.
9- O texto que está aguardando sanção do Executivo Municipal fala em uma educação de acordo com as convicções dos pais ou responsáveis. Então, se os pais são misóginos, machistas e homofóbicos, a escola se omite da educação sexual e essa perversa realidade se perpetua.
10- Filosofia, ciências sociais, psicologia, pedagogia, história e estética são áreas do conhecimentoque intrinsecamente denotam escolha ideológica e conflito de ideias. Retirar essas reflexões do ensino escolar seria negar a essência da própria educação. Seria um reducionismo cultural. A imposição de uma única posição sobre questões que são essencialmente plurais, universais e diversas. O projeto de lei aprovado prevê que o/a professor/a apresentará essas questões “de forma justa”, porém esse conceito é muito subjetivo e vai tornar os/as educadores/as que ministram conteúdos relativos a essas áreas extremamente vulneráveis a serrem processados/as e julgados/as por pessoas que não têm competência sobre essas disciplinas.
11- A delimitação dos conteúdos curriculares é prerrogativa dos Parâmetros Curriculares Nacionais e a lei, sendo o/a professor/a responsável por escolher os conteúdos.
12- Contraria os direitos dos professores conforme disposto na Constituição e na LDB.
13- Existem produções científicas internacionais, nacionais e locais que precisam ser consideradas antes que pessoas sem qualquer afinidade com a área legislem sobre ela.
14- Não tem competência técnica e política para falar sobre educação. Prejudicam a educação em nome de um moralismo intolerante e autoritário, impondo, sem conhecimento de causa, limitações pedagógicas que impactam diretamente na qualidade da educação escolar. Os vereadores não tem competência técnica para falar sobre educação e deveriam ter escutado os especialistas e a categoria antes de formular a proposta de lei.
15- O primeiro vereador (Alceu Bueno) a apresentar essa mesma lei na Câmara de Campo Grande foi afastado por prática de exploração sexual.
16- Alguns vereadores responsáveis pela lei têm programas de televisão que professam intolerância e preconceito e utilizam o encaminhamento dessa lei para ampliar o seu público, negando as referências científicas e focadas numa moral autoritária, superficial e sensacionalista. Representam interesses da mídia “marrom” que difunde o preconceito, a intolerância, apelando hipocritamente aos interesses da família.
17- A censura e o cerceamento jurídico contra os professores são de interesse dos grandes monopólios da comunicação, pois, sem a interferência da educação escolar, nas questões políticas e de gênero, restariam como únicas formas de (dominação) influência sobre a sociedade. Uma ampliação absurda do poder midiático empresarial sobre setores mais fragilizados da população.
18- Se sancionada a lei segue uma forte vertente da política internacional de recuo nos direitos humanos e direitos trabalhistas, tendo em vista as necessidades de concentração do capital. Sob o argumento da crise países de todo o mundo estão sendo saqueados por interesses do sistema financeiro que continua crescendo muito graças as privatizações dos patrimônios públicos e a superexploração da força de trabalho.
19- A referida proposta de Lei afronta a LDB e por isso é inconstitucional. O problema é que forças conservadoras a serviço de interesses do sistema financeiro tem conseguido à todo momento no Brasil desrespeitar a Constituição. Aprovam leis que prejudicam diretamente aos setores mais populares e nesse caso, diretamente aos professores. São forças políticas fascistas que negam o pacto constitucional forçando a sociedade a uma única “moral” a serviço de um único interesse daqueles que mantém privilégios diante da exploração de outros.

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Sindicalista ressalta que Brasil vive o aprofundamento do capitalismo

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Jacaré, dirigente da CNB Conlutas, crítica política de apaziguamento de classe no Governo Lula e Dilma – Foto:> Gerson Jara
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Professores e estudantes acompanharam palestra ministrada por sindicalistas – Foto Gerson Jara

Os ajustes a partir dos anos 80 e 90 tornou o Brasil mais capitalista, obedecendo a hierarquia internacional, pois as nações não são iguais, alertou o sindicalista bancário, Antonio Carlos Victório (Jacaré), dirigente da Central Sindical CTB/Conlutas, em palestra ministrada no dia 04 de fevereiro, no anfiteatro do CCHS, promovido pela ADUFMS Sindicato. Na visão do sindicalista, existe uma forma diferenciada de produção de valor, que imposta em escala internacional.
Neste contexto, explicou, o Brasil entrou neste jogo de forma atrasada e subordinada.
Na sua avaliação, outro elemento histórico, na visão dos trabalhadores brasileiro, é que a derrota no campo da esquerda nos anos 90 consolidou um movimento para direita dentro da Central Única dos Trabalhadores.
Neste período, acrescenta, esta concepção sindical se consolidou em todos os espaços, a partir do Sindicato Cidadão, que se ampliou no Brasil. Para ele, a expressão ser cidadão, é característica da democracia burguesa, gerada pela classe dominante. Reconhece, no entanto, que nesta fase, para os trabalhadores, significou alguns aspectos como melhora de vida, com mudanças e alterações na sua situação econômica.
Todavia, em escala internacional, “Infelizmente não foi bem isso que se passou”, esclareceu.
Neste cenário, expicou que o capital avançou e a esquerda diminuiu e apareceu, seguida de sucessivas crises, com quebradeira de países, como o México.
Resgata que que a crise 2001, extremamente importante, na forma em foi feito ajustes no Brasil, ela (a crise) bateu no teto. Com ela, o aprofundamento da exploração da classe trabalhadora.
Nela, o Governo FCH já não dava conta se segurar, com a explosão dos juros. Nesta fase, em escala internacional , acumulou-se todas as contradições do ciclo normal de expansão e contração do capital internacional, explodindo na crise de 2001-2002.
Destaca que foi o ano em que a economia Argentina quebrou, com a queda de três a quatro presidentes, com a crise chegando a Bolívia. “O Brasil, no final do Governo Fernando Henrique quebra, literalmente, com Bill Clinton liberando US$ 50 bilhões no fechar das portas para o País.
Neste cenário, pontuou, emergiu a candidatura Lula, só que sem os movimentos sociais presentes na candidatura de 1989. Conquistou-se a representação, mas sem o movimentos classistas.
Para Jacaré o novo horizonte histórico ficou expresso na Carta aos Brasileiros, de Lula. Nela, resgata, Lula tentava uma aliança com a classe dominante do País e internacional, com o mínimo de reformas, que garantissem uma melhoria, parcial, na base social dos trabalhadores, com o preço sendo a apassivação da classe.
No pacto, salientou, os trabalhadores não poderiam retomar as bandeiras dos períodos anteriores, uma exigência característica, do pós-crise, com a necessidade do aprofundamento da exploração dos trabalhadores no cenário internacional.
No Brasil, comparou, no período do Governo Lula, não poderia ser diferente, marcado com a ampliação dos programas sociais, relativamente baratos.
De Lula para cá, explicou, ficou marcado a combinação de apassivação de classe e ampliação dos interesses do capital internacional no Brasil, com a mudança de vida e condições de trabalho, dos trabalhadores, ainda que com melhorias reais em sua vida.

INFLUÊNCIA DAS OPÇÕES ELEITORAL
Com a opção eleitoral do projeto PT, Lula lá 1989, derrotado, dentro da ordem capitalista.
Predominou a concepção da impossibilidade de vitória em razão da política de aliança, deduz o Sindicalista. Esta visão enfrentava a outra defendida por forças mais a esquerda, que defendia a construção a partir da luta, numa visão classista.
Nos anos subsequentes, houve a predominância da opção eleitoral dentro do PT. Para Jacaré, isto teve consequência do reflexo desta opção na CUT e que resultou na vitória da opção pelo caminho eleitoral.
Com ela, acrescentou, veio a prática de tomada do Estado, da política de cima para baixo, de ampliação das alianças e da crença de que é possível gerar transformações sociais de envergaduras dentro do capitalismo.
Ressaltou que anos 90 foi marcada por movimentos de cima para baixo, a partir destas organizações. Dentro da CUT e do PT predominou o movimento de consternação social, por meio da construção de diálogo com o setor patronal, a partir da construção de um campo de reformas minímas, atendendo aos interesses do capital e dos trabalhadores. Neste contexto, foram instituídas as famosas câmara setoriais que nasceram no campo da região do ABC, a partir dos anos 90.
Para Jacaré esta concepção significou o movimento profundo de transformação da CUT, gerando debates internos a ferro e fogo, dentro da central.
Somou a isso, o movimento do capital, de ajuste da economia brasileira, da integração, seguindo um determinado caminho, com desdobramentos negativos para os trabalhadores e o conjunto dos servidores públicos.
Com a entrada de Collor, em 1988, veio a política de integração ao capital internacional, seguindo a lógica do grande capital. Para Jacaré não se tratava mais de nenhum tipo de projeto nacional, concebido no período de Ditadura Militar. A determinação, então, era se integrar a ordem do capital internacional, como sócio menor, ficando com as sobras.
Este projeto tem início no Governo Collor e se consolida no Governo FHC. Foi uma era de grandes ajustes, com vários setores da economia brasileiro sendo sacrificado, um deles o setor de autopeças, que de referência no País foi tatalmente desmantelado.
Este período foi de inserção da economia brasileira ao capitalismo internacional, com a implementação da política neoliberal, com as privatizações e taxas de lucro de acordo com os seus interesses.
Jacaré lembra que isto aconteceu dentro de cenário permanente de lutas sociais, com a derrota dos movimentos sindical e popular. Um exemplo, foi a privatização da telefonia e da mineração.
Com isso, nos anos, os movimentos dos trabalhadores ficaram extramente recuados, com a esquerda ficando na retaguarda, na defensiva, frente ao aprofundamento do desemprego.
“Nesta lógica o Capital vai para cima e não concede espaço ou concessão, ampliando a exploração sob os trabalhadores”, comenta.

Os contéudos desta palestra estão disponíveis no Youtube Palestra Antonio Carlos Victório (Jacaré)

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Adufms Sindicato atualiza valores e padroniza cobrança da mensalidade sindical.

Contribuição SindicalPela nova padronização, alguns associados, especialmente os mais antigos, passaram a ter um desconto maior e outros tiveram o valor reduzido. Havia casos em que a mensalidade sindical não era atualizada há mais de 10 anos , mesmo com o recebimento das novas vantagens do plano de cargos e carreiras, conquistado na luta e após exaustivas negociações.

Os valores, então, ficaram defasados, sem considerar a incorporação da GAE (Gratificação de Atividade Executiva) e transformação GED (Gratificação de Estímulo a Docência) em GTMS (Gratificação Temporária para o Magistério Superior) e depois GEMAS (Gratificação Específica do Magistério Superior), também incorporada. Desta forma, os valores cobrados dos filiados da ADUFMS Sindicato incidiam apenas sobre os valores do salário-base, desconsiderando as vantagens percebidas. A solução para atualização seria apenas de exclusão e logo em seguida a inclusão do associado, com risco de se perder a sua contribuição por um período, devido os critérios estabelecidos pelo Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos – SIAPE. Este risco nenhuma diretoria queria correr e que veio se arrastando até recentemente.

Concomitantemente, a administração do Sindicato tinha dificuldades de acesso ao sistema de folha de pagamento para a devida atualização. Inicialmente ela era feita pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas e depois diretamente no SIAP, que não dispunha de ferramenta para as atualizações, deixando apenas como alternativa a exclusão e depois a inclusão do associado.

As diferenças na mensalidade entre os associados também foram objetos de questionamento por alguns professores, em razão dos valores diferenciados a menos, no mesmo nível de carreira, com alguns chegando a pagar R$ 20,00 de contribuição, totalmente defasada.

Agora os valores foram atualizados e segue a mesma lógica administrativa, padronizando os descontos dentro das normas legais e estatutárias da ADUFMS- Sindicato e com regras iguais para todos.

A direção financeira pede a compreensão de todos, mas a nova medida corrige a distorção existente e que já vinha se arrastando há quase uma década. Em contrapartida, potencializa a arrecadação da entidade para modernização administrativa e patrimonial da ADUFMS Sindical, permitindo os instrumentos necessários para que possamos defender os interesses da nossa categoria, como fizemos na recente greve.

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