Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ADUFMS

Categoria aprova majoritariamente a saída do Proifes

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Docentes aprovaram por maioria saída do Proifes-Federação (fotos: Gerson Jara)
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Direção-executiva fez opção pela desfiliação (fotos: Gerson Jara)

Em Assembleia histórica na quarta-feira 2 de setembro, com participação de filiados/as (aposentados/as e ativos/as), inclusive da reitora Celia Maria Silva Correa Oliveira, por 164 votos favoráveis, 22 contrários e nove abstenções, os/as docentes da UFMS aprovaram a desfiliação do Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato),  da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico  (Proifes-Federação), após mais de dez anos de vinculação a essa entidade federativa nacional. A Assembleia nos campi de Aquidauana, do Pantanal (Corumbá), Três Lagoas, de Naviraí, de Paranaíba e de Ponta Porã seguiu a mesma tendência de Campo Grande, ou seja, a favor da saída da ADUFMS do Proifes

As discussões, os debates e as decisões sobre o Proifes-Federação foram compromissos assumidos pela Gestão Autonomia Sindical (atual diretoria da ADUFMS-Sindicato). O assunto começou a fazer parte da pauta da categoria docente da UFMS na greve de 2012, com desdobramento em setembro do ano passado, a partir da realização de seminário que, entre outros assuntos, tematizou política salarial e concepção sindical. O evento contou com as participações dos presidentes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Paulo Marcos Borges Rizzo, e do Proifes-Federação, Eduardo Rolim de Oliveira.  Na oportunidade, ambos expuseram o histórico de cada entidade, diferenças ideológicas, conquistas e limitações em defesa da universidade pública, além de propostas de reestruturação da carreira dos/as docentes do Magistério Superior Federal.

Assembleia reitora Celia
Reitora Celia Maria durante a Assembleia

Antes da realização da Assembleia da quarta-feira 2 para decidir os rumos da ADUFMS-Sindicato, vídeos relacionados aos posicionamentos de Rizzo e Rolim durante o seminário, bem como debate sobre Andes-SN e Proifes-Federação no seminário de setembro de 2014, foram colocados à disposição online a todos/as os/as filiados/as e simpatizantes.

A sistemática de disponibilizar conteúdos sobre Andes-SN e Proifes-Federação estendeu-se aos manifestos. Tudo que foi discutido sobre essas duas entidades nacionais foi repassado aos/às sindicalizados/as, publicado no site, na página da ADUFMS-Sindicato no Facebook e enviado por e-mail às/aos associadas/as da entidade com o firme propósito de garantir a independência, autonomia e clareza dos/das docentes no momento da decisão sobre os rumos da categoria.

O diretor financeiro da ADUFMS-Sindicato, Marco Aurélio Stefanes, fez a defesa da desfiliação do Proifes-Federação. Apontou o atrelamento dessa entidade nacional ao governo federal e o esvaziamento das instâncias de decisão, em função das consultas online, como fatores que atrapalharam a continuidade da filiação ao Proifes. Argumentou ainda a postura adotada pela ex-direção da ADUFMS na condução da greve em 2012, quando reiteradamente apostou na desmobilização da categoria, o que levou vários/as professores/as indignados/as a construir o movimento de forma paralela, pelo Comando de Greve.

A professora Anamaria Santana apresentou histórico da trajetória em defesa da universidade pública pelo Andes-SN, da época em que era estudante, período no qual brigavam contra o processo de privatização e esvaziamento do ensino superior público por meio do Geres (Grupo Executivo para a Reformulação da Educação Superior). Ao ingressar na UFMS como docente, Anamaria foi surpreendida com a saída da ADUFMS do Andes-SN e filiação da entidade docente da UFMS ao Proifes, sem discussão democrática e aprofundada.11149476_1670306513216251_1328754067539925783_n

A professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães criticou a postura cupulista do Proifes-Federação, substituindo a discussão e mobilização da categoria pela consulta online. Na sua avaliação, a saída do Proifes significa um marco na retomada do sindicalismo combativo na UFMS.

Já a professora Maria Dilnéia disse que a desfiliação expressou o compromisso de luta contra o processo de privatização e desmonte da universidade pública posto em prática pelo atual governo nacional, eleito com o compromisso de fortalecer e ampliar o ensino superior público, mas que, pelas atuais políticas orçamentária e educacional, transfere o oferecimento de vagas e o financiamento superior a R$ 10 bilhões para instituições particulares de ensino.

Com a decisão tomada na Assembléia, com maior número de professores/as, a ADUFMS-Sindicato passa a ser autônoma, com vida jurídica própria e alinhamento político ao Andes-SN, como já vem acontecendo nesta greve. A filiação ou não ao Andes-SN dependerá de discussões e alterações estatutárias futuras.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Professores da UFMS contestam ação do MPF e formatura continua indefinida

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Professores pedem diálogo com o MEC
Por: Da Redação em 28 de Agosto de 2015
Em greve há quase três meses, os professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) seguem a paralisação nacional e continuam sem previsão de retorno aos trabalhos. Há uma semana, o MPF (Ministério Público Federal) ingressou com uma ação na Justiça para garantir a formatura dos estudantes matriculados nos dois últimos períodos. No entanto, o presidente da Adufms (Associação dos Docentes da UFMS), José Carlos da Silva, ressaltou que não houve um acordo sobre a questão e o juiz acabou não decretando o pedido de liminar por entender que a retomada das aulas para não prejudicar os alunos que estão concluindo cursos, não cabe ao sindicato.

Esta semana, durante reunião da categoria na Capital, os professores criticaram a postura do governo federal de judicializar o movimento na UFMS, através do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

“A ação foi devolvida ao MPF, que agora tem dez dias para refazer o pedido de liminar, que ainda será analisado novamente pelo juiz”, explica José Carlos. Na ação contra a Adufms, a procuradoria regional da República alegava que pretendia garantir a conclusão dos cursos aos formandos de 2015, evitando possíveis danos profissionais aos estudantes, já que os alunos correm o risco de não colar grau nem conseguir ingressar no mercado de trabalho ou tomar posse de cargo público.

Além do retorno das aulas essenciais, o MPF também havia pedido que a Adufms mantenha o mínimo de 30% dos professores em exercício e que o Sindicato dos Trabalhadores de Instituições Federais de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul dê prosseguimento às atividades técnico-administrativas imprescindíveis para que as aulas sejam realizadas.

Os professores e os técnicos administrativos da UFMS querem reajuste de 27,3%, porém o governo federal apresentou contraproposta de 21%, parcelada em quatro anos, refutada por todas as categorias de servidores federais em greve. A paralisação,no país, teve início há 85 dias..

Cortes no orçamento da educação e valorização da categoria, além da falta de estrutura dos cursos federais também compõem a pauta de reivindicações. “O governo deveria fechar uma proposta com os sindicatos até dia 31 para não atrasar o envio do projeto de lei do reajuste ao Congresso. Acreditamos que ele não está interessado em negociar e irá atrasar o encaminhamento desse projeto também”, diz José Carlos.

Fonte: m.diarioonline.com.br

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Professores da UFMS preparam mobilização para pressionar governo a negociar

Ainda sem conseguir negociar com o governo federal, os professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) preparam para a próxima semana, no dia 27, uma mobilização para pressionar o governo federal a negociar com a categoria. “Estamos em uma situação de impasse porque o governo disse que convocaria uma reunião até fim de julho e nada foi feito”, fala José Carlos, presidente da Adufms (Sindicato dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Segundo José Carlos já houve por parte do governo a sinalização de a negociação se estender até 18 de setembro. “Provavelmente o projeto da LOA (Lei Orçamentária Anual) vai ser entregue com atraso, por causa das negociações que ainda estão travadas”, explica. Na tentativa de resolver a negociação salarial, a categoria enviou na semana passada um projeto de reajuste de 19% para ser aplicado em 2016, e que segundo o comando de greve até agora não teve posicionamento por parte do governo.
“O governo federal não está sabendo negociar com os servidores federais”, diz José Carlos que ainda ressalta que os professores esperam pelo desfecho da greve para poder reorganizar o calendário acadêmico.
E neste ano a greve deve ser tão longa como a ocorrida em 2012, quando os professores deflagaram paralisação em 15 de junho retornando as aulas em setembro. A greve neste ano que começou em 15 de junho ainda não teve solução.
Greve
Os profissionais reivindicam reajuste de 27%, e reestruturação da carreira com progressão funcional entre um nível profissional e outro.
Em todo o Estado são aproximadamente 17 mil acadêmicos, sendo 8 mil em Campo Grande. Mato Grosso do Sul ainda conta com universidades federais em Aquidauana, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
 Fonte: Midiamax
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Docentes e estudantes cobram transparência da Reitoria da UFMS

DSC00704DSC00648Mesmo com a direção da UFMS disponibilizando no site da instituição o relatório de cortes previstos, há mais de 40 dias solicitado oficialmente pela ADUFMS-Sindicato e o Comando de Greve, o ato “Abra as contas, reitora!” aconteceu na manhã desta quinta-feira 6. A atividade foi proposta pelo Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), simultaneamente, em mais de 40 seções sindicais do país que representam docentes em greve.

Em Campo Grande, os/as docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul se concentraram em frente à Reitoria, distribuíram panfletos explicativos aos/às motoristas e transeuntes, além de manifestar a insatisfação diante da falta de diálogo na elaboração dos cortes na instituição, em função dos amargos ajustes de conta do governo federal.

Os/as manifestantes não foram recebidos/as pela reitora Célia Maria Silva Correa Oliveira ou qualquer outra pessoa da administração. O prédio da Reitoria estava vazio, evacuado, sob a alegação de dedetização do ambiente.

O ato contou com a DSC00670participação de representantes dos campi do Pantanal (CPAN, Corumbá) – como as professoras Anamaria Santana da Silva, Cláudia Elizabete da Costa Moraes Mondini e o professor Ronny Machado de Moraes – e Três Lagoas, professor Vitor Wagner Neto de Oliveira, da ADLeste.

Em entrevista concedida à imprensa durante ato, os/as representantes do Comando de Greve dos Docentes da UFMS consideraram um avanço a disponibilização do relatório de contas pela administração, no entanto, criticaram duramente a falta de discussão da medida em colegiados, como o Conselho Universitário (Coun). “Mais uma vez acompanhamos um pacote feito por técnicos das pró-reitorias sem participação de outros representantes e das entidades da comunidade universitária”, afirmou o diretor financeiro da ADUFMS-Sindicato, Marco Aurélio Stefanes.

Os estudantes da UFMS convidados pelo Diretório Central dos Estudantes também participaram do ato, além da democratização na formulação das contas da universidade, reivindicaram a liberação de recursos para Bolsa Permanência e de iniciação científica, ampliação do RU, oferta de Creches para estudantes, professores, técnicos e trabalhadores terceirizados e mais recursos para educação.

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Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ASSEMBLEIA APROVA APORTE DA ADUFMS-SINDICATO PARA O FUNDO DE GREVE

Categoria aprova transferência para o Fundo de Greve (Fotos: Gerson Jara)

A Assembleia Geral da quarta-feira 8 aprovou a destinação de R$ 15 mil da ADUFMS-Sindicato para o Fundo Greve.  A transferência visa cobrir gastos adicionais com a mobilização, deslocamento de representantes e com divulgação das atividades do movimento.

Na Assembleia, a vice-presidenta da entidade, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, repassou informações da Caravana em Defesa da Educação Pública em frente ao Ministério da Educação (MEC) e das negociações entre o Comando Unificado dos Servidores Públicos Federais (SPFs) e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.  A única novidade apresentada pela representante foi a possibilidade de inclusão de reajuste nos benefícios referentes ao vale- alimentação e vale-creche, na pauta dos/das docentes. Antes, o MPOG restringia a negociação somente aos percentuais de reajustes, fracionados, cujos índices e a forma de parcelamento não apresentaram avanços.

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Categoria acompanha informações sobre negociação com o governo federal

O Comando Local de Greve também aprovou o ofício em resposta às interpelações do Ministério Público Federal, entendida com forma de intimidação ao movimento de greve e de constrangimento aos/às professores/as. O conteúdo se restringiu a informar que o Sindicato vem cumprindo a Lei 7.783/1989, “que dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade” e que informações sobre o percentual de docentes paralisados/as e setores atingidos não podem ser mensurados em razão das especificidades do movimento.

Durante a Assembleia Geral, foram repassadas informações sobre a manifestação contra os cortes de bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), ocorrida na segunda-feira 6, na esquina da avenida Afonso Pena e rua 14 de Julho por um grupo de docentes e estudantes. A suspensão atinge monitores nas escolas e cerca  de  setecentos bolsistas em Mato Grosso do Sul, sendo duzentos da UFMS.

As informações referentes à implantação do Plano de Atividades Docentes (Padoc) e aos cortes no orçamento foram objetos de avaliação na Assembleia.  Os participantes aprovaram a formulação de novos convites à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Preg) e à Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento (Proplan) para que suas titulares compareçam às assembleias para discutir as duas situações com a categoria, conforme compromisso assumido pela administração da UFMS com a direção da ADUFMS-Sindicato.

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Integrantes do Comando Local de Greve conduzem a Assembleia Geral

Também foi pontuado que é direito da comunidade universitária ter acesso às informações financeiras da UFMS e ao planejamento de cortes na universidade.

Além desses pontos, foi lida uma carta assinada pelo Comando Local de Greve, defendendo a desfiliação da ADUFMS-Sindicato da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) e que deverá ser objeto de discussão em assembleia específica da categoria. Atualmente está suspenso o repasse financeiro a essa entidade nacional até decisão definitiva dos/das associados/as à ADUFMS-Sindicato.

Assessoria de imprensa da ADUFMS Sindicato

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SARAU DA GREVE VIRA ESPAÇO DE MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

Projeção divulga movimento de greve de servidores públicos no prédio da Estação Ferroviária
Projeção divulga movimento de greve de servidores públicos no prédio da Estação Ferroviária

O Sarau da Greve, ocorrido na última sexta-feira (26-06)  em frente à antiga Estação Ferroviária de Campo Grande reuniu centenas de estudantes, profissionais de educação e amantes da cultura. Organizado pela Comissão de Cultura da ADUFMS-Sindicato/DCE, em parceria com o SOS Cultura e o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública  (ACP), o evento  virou espaço para manifestação cívica das categorias do serviço público federal e dos/das professores/as da Rede Municipal de Ensino (Reme) e protesto contra a suspensão dos trens da ferrovia, servindo para interação do movimento sindical com a população.

P_20150626_201514A principal atração foi a projeção visual artística e temática no prédio de acesso à antiga Estação Ferroviária. Diversos pôsteres iam se alternando citando os movimentos, desenhos e expressões em defesa da educação e da cultura.

No pátio do antigo prédio do Sindicato dos Ferroviários diversos artísticas e músicos apresentaram músicas, poesias e discursos em defesa da educação, cobrando mais investimento e valorização dos educadores. Do samba ao rap, passando pelo rock e MPB, metal, blues, os presentes  puderam ouvir a produção musical de diversos grupos prata da casa e talentos promissores.

Professor José Carlos critica contraproposta de reposição apresentada pelo Governo Federal
Professor José Carlos da Silva, presidente da ADUFMS-Sindicato critica contraproposta de reposição apresentada pelo governo Federal

Em pronunciamento, o presidente a ADUFMS-Sindicato, José Carlos da Silva, criticou a contraproposta de reposição de 22% apresentada pelo governo federal. Adiantou que ela não repõe as perdas provocadas pela inflação e não sinalizou com nada em relação á suspensão dos cortes de verbas educação, bem como para a assistência estudantil.  Conclamou a toda a categoria a continuar mobilizada em defesa da universidade pública, gratuita e para todos.

Assessoria de Imprensa  da FETEMS

 

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PROFESSOR EUSEBIO DEIXA LEGADO DE LUTA E COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO PÚBLICA

Foto baixada do “site” da FETEMS

Ficamos sem o companheiro de luta, historiador e agente político de transformação social, o professor Eusebio García Barrio (foto ao lado). Homem de grande bagagem acadêmica, defensor das causas sociais e dos/as menos favorecidos/as. Esteve na linha de frente na fundação da antiga Feprosul (Federação dos Professores de Mato Grosso do Sul), coordenando uma das primeiras greves do magistério estadual em razão dos atrasos salariais constantes,  no então Governo Pedrossian. Eusébio foi professor de História no antigo Centro Universitário de Aquidauana (Ceua) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), hoje Campus de Aquidauana (CPAQ). Ele foi diretor do Ceua na década de 1990.

Era solidário aos movimentos de greve por melhores salários, principalmente na era FHC. Apoiava a luta estudantil, fazendo gestões permanentes com o ex-reitor da UFMS, Fauze Gattas, para transferir os estudantes do antigo Ceua do alojamento insalubre, no anfiteatro da unidade. Conseguiu a locação de residência que por três anos serviu de casa aos discentes carentes que vinham das pequenas cidades do interior para estudar na UFMS.

A direção da ADUFMS-Sindicato se solidariza à família  com a convicção que sua passagem fez a diferença, ajudou mudar a história dos/das professores/as do ensino fundamental, médio e superior do Estado e na UFMS e contribuiu para superar um pouco das mazelas sociais que ainda perduram em nosso país.

CONHEÇA UM POUCO DA TRAJETÓRIA DE EUSEBIO BARRIO

Primeiro presidente da Feprosul participa de almoço comemorativo no Simted de Aquidauana

 

Por Azael Júnior/FETEMS ( 9/10/2012)

 

O Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Aquidauana, no dia 09 de setembro de 2012, promoveu um almoço para homenagear os ex-dirigentes da entidade. Entre os homenageados personagens que protagonizaram a história da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). e do movimento sindical sul-mato-grossense.

Entre as personalidades homenageadas estava o professor, Eusébio Garcia Barrio, ex presidente da antiga, FEPROSUL, nome que precedeu ao da FETEMS. Nascido em Valencia, região localizada a leste da Espanha, Eusebio veio para o Brasil aos 26 anos, desembarcando no Rio de Janeiro atraído, “por uma terra de oportunidades”, comenta.

Aquidauana foi uma das “oportunidades” dessa época lembra o espanhol que ainda hoje traz no inconfundível sotaque carregado a lembrança de sua ancestralidade.

Ele conta que ser professor “naquele tempo” era quase um ato de bravura. ”Eu comecei a trabalhar em março de 1975 e recebi meu primeiro salário em novembro todos de uma vez, eram folhas de pagamento feitas pelas agências de educação que demoravam meses para serem encaminhadas e depois o salário chegava quase sempre atrasado.”

Quanto à falta de democracia nas escolas públicas, ele comenta que era algo gritante e refletia o que acontecia com a sociedade na época. “Os sindicatos eram considerados ilegais, só podíamos nos reunir em associações .Vivíamos na Ditadura e nas cidades do interior o controle era muito maior, muitas vezes tínhamos que nos reunir a noite depois das aulas”, conta.

A luta no movimento sindical foi uma consequência do “sangue quente espanhol” aliado a indignação e as condições de trabalho impostas pelo governo estadual. “Tínhamos que unir a categoria porque o governo nos respeitava a medida que fazíamos nossas mobilizações nas ruas .O índice de reajuste salarial era proporcional ao tamanho da mobilização que conseguíamos fazer.”

A presidência da FEPROSUL, “surgiu” por aclamação em março de 1977. “Participei da discussão e da formação da Federação me orgulho de continuar participando da vida sindical de alguma forma. Hoje olhando a história vejo que valeu a pena nossas lutas porque temos sindicatos mais bem organizados e a categoria mais fortalecida”, salienta.

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COMANDO AVALIA QUE GREVE DOCENTE NA UFMS GANHA FORÇA

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Assembleia Geral Extraordinária da quarta-feira 17 na UFMS-Campo Grande (Foto: Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato)

O movimento de greve deflagrado na segunda-feira (15-06) vem ganhando novas adesões de docentes e estudantes.  Essa é avaliação do Comando de Greve e da direção da ADUFMS-Sindicato com base na Assembleia Geral Extraordinária da categoria realizada nessa quarta-feira (17-06).

O número de professores/as presentes na primeira assembleia após o início da greve praticamente dobrou. No interior professores e alunos do Campus de Aquidauana (CPAQ) organizaram  atos na praça central, panfletagens e passeata pelas principais ruas da cidade. Para esta sexta-feira às 8h, está marcado o ato em defesa da educação pública, laica, gratuita e de qualidade para todos e todas.

Em breve exposição,  dirigentes do Sindicato esclareceram que o governo federal ainda não apresentou contraproposta à categoria. A única novidade é que  o Ministério da Educação (MEC) agendou reunião com o Comando Nacional de Greve (CNG) para o próximo dia 23 de junho, em Brasília, o que não significa a concretização de negociação, pois qualquer medida nesse campo depende de autorização do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

Na Assembleia de Campo Grande, os/as professores/as aprovaram por maioria a contribuição extraordinária de mais 1% sobre o salário-base (VB+RT) sobre os meses de julho e agosto, visando à participação de representantes da docência da UFMS no Comando de Greve Permanente do Andes, com o revezamento semanal em Brasília, homologaram a criação da Comissão de Ética, com a função de orientar os/as professores/as sobre os desdobramentos das atividades acadêmicas, pesquisa e extensão, no período de greve, e as comissões de  Mobilização,  Comunicação e de Cultura. A última encabeçada pelo professor Antonio Lino Rodrigues de Sá, da Pedagogia, e que conta com a participação de estudantes do DCE-UFMS.  Os/as professores/as deverão se apresentar para compor as comissões.  Quanto ao desconto, docentes interessados em contribuir devem assinar o requerimento na secretaria da ADUFMS-Sindicato ou nas assembleias. O dinheiro servirá para cobrir gastos extras com representantes em Brasília, produção de material gráfico, atividades de agitação, propaganda e mobilização do Comando de Greve da UFMS e Estadual. A verba será administrada pelo  Comando de Greve da  UFMS.

Representantes do DCE e do Sista-MS estiveram na Assembleia e reforçaram a intenção de construir as atividades de greve de forma unificada.   A intenção é jogar peso no  ato conjunto com os servidores públicos no dia 25 de junho em Campo Grande, com concentração marcada para a Praça da República e, em seguida, passeata com panfletagens e ato final no calçadão da Barão. A categoria também deliberou  a realização de  audiências públicas na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa.

Os/as docentes também discutiram e aprovaram a pauta de reivindicações específicas de greve  a ser tratada com a Reitoria da UFMS. Os pontos aprovados são os seguintes: democratização na formulação do Padoc (Plano de Atividades Docentes), unificando-o ao Siscad (Sistema Acadêmico Online)  e ao  SiaDoc (Sistema de Avaliação de Desempenho da Carreira Docente), ou seja, a estruturação de apenas um sistema; instituição da paridade de 1/3 de votos na escolha para reitor; deflagração do processo  estatuinte para elaborar novo estatuto da universidade;  defesa de efetivação e ampliação de políticas de assistência estudantil (concessão urgente de Bolsa Permanência e funcionamento do Restaurante Universitário à noite) para redução de evasão de estudantes (hoje em torno de 50% dos/das ingressantes); democratização na integralização da carga horária das disciplinas para 60 minutos;  revisão e mais equidade nas representações nos conselhos; contratação de mais docentes para adequação de horário, com mais condições de trabalho e de deslocamento na supervisão de estágio dentro e fora da instituição; cursos de atualização tecnológica para docentes e técnicos/as; contratações de técnicos/as administrativo/as para suprir as aposentadorias, melhores condições de acessibilidade e de auxílio-transporte para campi de difícil acesso.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Nota Pública do PROIFES-Federação – Apoio integral à greve deflagrada pelos professores representados pela ADUFMS-Sindical

16 JUN 2015 . por PROIFES

A exasperação com a demora do Governo Federal em apresentar resposta às pautas de reivindicação dos docentes federais (o PROIFES-Federação protocolou sua pauta desde o final de 2014), mesmo depois de transcorrido um mês do início do prazo proposto pelo próprio Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para as negociações (maio a julho), e a reação à situação foram os motores para que os professores representados pela ADUFMS-Sindicato deflagrassem greve a partir de 15 de junho de 2015, em Assembleia Geral realizada em 10 de junho de 2015.

O PROIFES-Federação tem entre seus princípios fundantes a garantia da pluralidade de posições e da autonomia dos sindicatos federados. A Federação respeita a decisão de seus filiados, apoiando integralmente a Direção da ADUFMS-Sindicato na condução do Movimento.

Ao tempo que divulga o fato e apoia os colegas, a Federação afirma que seu gesto representa mais um alerta ao Governo Federal no sentido do atendimento imediato das propostas apresentadas pelos docentes e a defesa da Universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade.

O PROIFES-Federação, dentro de sua obrigação legal, se assim for solicitado pela Diretoria da ADUFMS-Sindical, comunicará formalmente ao Governo a deflagração da greve por tempo indeterminado pelos professores federais do Mato Grosso do Sul, representados por seu Sindicato e pelo PROIFES-Federação. Tal atitude cumpre a decisão do Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação, reunido em 13 de maio, que apesar de ter indicado nacionalmente que ainda não era o momento de discutir o indicativo de greve, apoiaria, como está proclamando nesta Nota Pública, todas as formas de mobilização que seus sindicatos federados tomassem, em seus fóruns legítimos de decisão, conforme sua forma autônoma de organização local.

Igualmente reafirmamos aos professores afiliados à ADUFMS-Sindical que sua entidade continuará plenamente integrada aos movimentos nacionais da Federação, de mobilização e de negociação, e que o sindicato poderá estar representado nas Mesas de Negociação que forem estabelecidas entre o Governo e o PROIFES-Federação.

De outra parte, o Conselho Deliberativo do PROIFES-Federação estará reunido em 18 e 19 deste mês para analisar a conjuntura, e deliberar pelos encaminhamentos que julgar apropriados para buscar garantir as negociações e a consecução da pauta de reivindicações dos professores federais.

 Na defesa das Universidades e Institutos Federais brasileiros, na defesa dos professores e professoras federais e da educação pública. Contra o contingenciamento dos recursos da educação e contra os ajustes fiscais que penalizam apenas os trabalhadores.

 

Brasília, 15 de junho de 2015.

Prof. Eduardo Rolim de Oliveira

Presidente do PROIFES-Federação

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Trabalhadoras e trabalhadores de MS organizam programação do 1º de Maio

banner programação classe trabalhadora (1) (2)Dia 1º de Maio! Dia Internacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras! A Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul (CUT), conjuntamente com a  CTB (Central Sindical Brasileira), Movimento Sem Terra, sindicatos rurais e urbanos, partidos políticos de esquerda e o movimento popular organizaram agenda com diversas programações que visam celebrar a data e reivindicar avanços nos direitos trabalhistas.

A ADUFMS está participando da construção dessa agenda e na próxima segunda-feira 4, no Campus de Campo Grande da UFMS, realizará debate sobre os riscos do PL 4.330/04 aos direitos conquistados pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A participação da categoria docente da Federal de Mato Grosso do Sul é fundamental para mostrar a insatisfação de todas e de todos contra as tentativas sorrateiras das forças conservadoras de aspiração neoliberal,  de cortar conquistas e direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, utilizando a força do Congresso e setores da imprensa, fazendo o governo federal refém, para impor seu projeto econômico de Estado mínimo, cortando verbas do orçamento para educação, jogando a conta do excesso de gastos públicos sobre a classe trabalhadora.

Somente com muita disposição e luta teremos capacidade de derrotar a receita neoliberal de gestão do Estado, construir agenda unificada das trabalhadoras e  dos trabalhadores capaz de forçar o governo federal a adotar uma política de retomada do crescimento econômico, redução da inflação e arquivamento da PL 4330/04 da terceirização entre outras iniciativas.

Para controlar os gastos públicos existem outros caminhos:  revisão da política de incentivos fiscais, reforma tributária, redução do duodécimo de todos os poderes, corte de cargos comissionados, tributação das grandes fortunas e dos lucros excessivos dos bancos, redução do comprometimento da receita do Estado com o pagamento da dívida interna, medidas amargas contra quem sempre lucrou com a crise, sacrificando a maioria da população.

Por isso, conclamamos toda à categoria para ir à luta, participando de todas as atividades de 1º de maio e preparando o ânimo para a Campanha Salarial Nacional das docentes e dos docentes, com assembleias marcadas para o  próximo 7 de maio, em todos os campi da UFMS.

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