Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Atenção! Na sexta-feira 6 de julho à tarde não haverá expediente na ADUFMS-Sindicato em Campo Grande

Imagem baixada de SISIPSEMG (<http://www.sisipsemg.com.br/>)

O Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato), comunica que na próxima sexta-feira 6 de julho à tarde não haverá expediente na sede da entidade em Campo Grande em função do jogo do Brasil contra a Bélgica pelas quartas de final da Copa do Mundo 2018.

Na sexta-feira 6 julho,  o atendimento a docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e ao público em geral, na capital sul-mato-grossense, será das 7 às 11 horas.

 

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Economista do Dieese dá aula pública sobre a crise do Brasil, nesta quinta-feira 14 na UFMS em Campo Grande

Nesta quinta-feira 14 de setembro, dia de paralisação, haverá aula pública às 17h na Concha Acústica da Cidade Universitária da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, ministrada pela supervisora-técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Mato Grosso do Sul, Andreia Ferreira.

O conteúdo da aula será enfocado a partir de dados sobre o momento pelo qual passa o Brasil. “Foi-me solicitado como tema a situação econômica do nosso país, o que poderia ser traduzido como uma análise de conjuntura – que é feita a partir dos indicadores econômicos que temos disponíveis. A ideia, então, é apresentar um retrato da situação econômica do país que ajude a compreender como chegamos à situação em que estamos e o que se espera para o futuro”, explicou Andreia.

A aula pública faz das atividades da ADUFMS-Sindicato nesta quinta-feira 14, durante a paralisação docente na UFMS em defesa do serviço público.

Currículo – “Andreia Ferreira é economista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, com especializações em Planejamento Estratégico e Gestão Pública, esta última em andamento. Supervisora-técnica do Escritório Regional do Dieese em Mato Grosso do Sul desde setembro de 2012, desenvolve estudos técnicos e pesquisas para entidades sindicais dos setores público e privado. Presta assessoria em mesas de negociação, seja para convenções ou acordos coletivos, campanhas salariais, plano de cargos e salários, entre outras demandas do Movimento Sindical. Seu primeiro trabalho pelo Dieese foi realizado no Sindicato dos Vigilantes de Rondonópolis, Mato Grosso, em uma apresentação sobre conjuntura econômica e cenário para as negociações da categoria. Trabalhou no Conselho Regional de Economia e no Sindicato dos Economistas, ambos de Mato Grosso do Sul, Estado onde lecionou a Disciplina de Economia e Mercado, na Escola Padrão, para o curso de formação de técnico/a em transações imobiliárias. Ministrou palestras e consultorias em finanças pessoais, bem como empresariais, para pessoas físicas e jurídicas.”

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Cláudio Gontijo prevê deterioração da política econômica de Temer

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Gontijo: “Temos que sacudir a árvore porque senão o fruto podre não cai” (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)

O professor e economista Cláudio Gontijo traçou uma conjuntura de deterioração da economia brasileira e analisou a situação do país frente a um contexto internacional de mudanças do capital que estão causando incertezas nos cenários nacional, pré e pós-impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), e mundial. “Vivemos um período de profunda transformação e não é só no Brasil”, observou na segunda-feira 30 durante a palestra “A política fiscal do Governo Temer: avaliação, perspectiva e crítica”, a estudantes, docentes e sindicalistas no Auditório 2 do Complexo Multiúso da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande. O evento fez parte do IV Seminário de Formação Sindical e da III Semana Acadêmica de Economia da UFMS. A palestra resultou de parceria da ADUFMS-Sindicato e do Centro Acadêmico de Economia (Caeco).

De acordo com o pesquisador, o congelamento de recursos para setores como educação, saúde, medida do atual governo federal contida na Emenda Constitucional (EMC) 95/2016 – antes Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016 – não tem sustentabilidade a longo prazo. Docente da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), docente aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), PhD em Economia pela New School for Social Research (NSSR) dos Estados Unidos, Gontijo explicou que o quadro atual do Brasil exige luta consistente por parte da sociedade, dos movimentos sociais, estudantis e sindicais para combater administração federal. “Temos que sacudir a árvore porque senão o fruto podre não cai”, metaforizou sobre a necessidade de engajamento contra o governo federal. “Não temos governo no Brasil. Temos um sindicato do crime”, criticou.

O economista enfatizou a necessidade de atuação crítica dos segmentos sociais brasileiros. Essa ação da sociedade deve ser substanciada pela formação, informação e preparo. Gontijo se inspirou em Vladimir Ilitch Ulianov (Lênin) para justificar a importância de estudar a situação pela qual passa o Brasil e o mundo em um contexto globalizado. “Sem teoria revolucionária, não há prática revolucionária.”  O economista usou essa frase para explicar que é preciso conhecer o que está acontecendo para ir à luta.

A palestra aconteceu no Auditório 2 do Complexo Multiúso da UFMS em Campo Grande (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)

 

Gontijo apresentou e comentou eslaides com gráficos e quadros que expuseram a grave situação a que chegou ao Brasil. O PhD em Economia mostrou que antes mesmo da crise política já havia o prenúncio de que a economia e os investimentos sociais entrariam em colapso.

O professor expôs um gráfico sobre a queda das exportações brasileiras entre março de 2014 e novembro de 2015. Nesse período as médias anuais de vendas ao exterior ficaram abaixo de US$ 20 bilhões, caindo para aproximadamente US$ 15 bilhões em novembro de 2015, primeiro ano do segundo mandato de Dilma Rousseff (PT).

O economista apontou que foi um erro da então presidenta acreditar que Joaquim Levy como ministro da Fazenda iria pôr o Brasil nos trilhos. Levy, uma sugestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi, de acordo como a análise de Gontijo, uma leitura incorreta que Dilma fez sobre o que estava acontecendo na economia. As medidas adotadas pelo governo federal na época deterioraram a receita a partir de 2014, com declínio do superávit. Houve aumento da dívida líquida do setor público e a inflação subiu, mas não houve redução do investimento bruto.

Segundo Gontijo, o desgaste do Governo Dilma e aos segmentos que a apoiavam, pelas forças de oposição, partiu do diagnóstico negativo da economia e da sua gestão administrativa.  Citou como fatores o “descontrole dos gastos públicos; aceleração inflacionária; explosão do dólar; corrupção nas estatais; ambiente de incerteza para os negócios; redução dos investimentos externos; aparelhamento pelo PT da máquina pública (ineficiência); crise econômica; ‘Pedaladas Fiscais’ (crime de responsabilidade)”.

As ditas ‘pedaladas fiscais’, razão do impedimento de Dilma, não são consideradas por Gontijo como crime. Com experiência em administração de recursos oficiais, o economista citou o caso da Caixa Econômica Federal (CEF), que assumiu compromissos do governo federal que não tiveram a devida cobertura orçamentária. Para honrar operações relativas a programas sociais como Bolsa Família, Seguro-Desemprego e abono salarial, a CEF teve que arcar com R$ 34,2 bilhões. O pesquisador definiu tal atitude como “inadimplemento contratual”. Na interpretação do economista, “não existe essa história de ‘pedalada’. Isso é invenção”. Embora aponte falhas no Governo Dilma, o professor assegura que isso não seria motivo legal para cassar o mandato da presidenta.

As eras Lula e Dilma propiciaram gigantesco incremento nas reservas cambiais do Brasil. Dados apresentados por Cláudio Gontijo sustentam que de 2003 a 2015 a reserva cambial do país chegou a US$ 378 bilhões. De 1994, ano em que Fernando Henrique Cardoso foi eleito para assumir seu primeiro mandato na Presidência da República, até o final do segundo governo FHC (2002), a reserva cambial brasileira atingiu US$ 38 bilhões.

Clique AQUI e confira o conteúdo referencial da palestra “A política fiscal do Governo Temer: avaliação, perspectiva e crítica”, do professor Claúdio Gontijo.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Sindicalista ressalta que Brasil vive o aprofundamento do capitalismo

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Jacaré, dirigente da CNB Conlutas, crítica política de apaziguamento de classe no Governo Lula e Dilma – Foto:> Gerson Jara
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Professores e estudantes acompanharam palestra ministrada por sindicalistas – Foto Gerson Jara

Os ajustes a partir dos anos 80 e 90 tornou o Brasil mais capitalista, obedecendo a hierarquia internacional, pois as nações não são iguais, alertou o sindicalista bancário, Antonio Carlos Victório (Jacaré), dirigente da Central Sindical CTB/Conlutas, em palestra ministrada no dia 04 de fevereiro, no anfiteatro do CCHS, promovido pela ADUFMS Sindicato. Na visão do sindicalista, existe uma forma diferenciada de produção de valor, que imposta em escala internacional.
Neste contexto, explicou, o Brasil entrou neste jogo de forma atrasada e subordinada.
Na sua avaliação, outro elemento histórico, na visão dos trabalhadores brasileiro, é que a derrota no campo da esquerda nos anos 90 consolidou um movimento para direita dentro da Central Única dos Trabalhadores.
Neste período, acrescenta, esta concepção sindical se consolidou em todos os espaços, a partir do Sindicato Cidadão, que se ampliou no Brasil. Para ele, a expressão ser cidadão, é característica da democracia burguesa, gerada pela classe dominante. Reconhece, no entanto, que nesta fase, para os trabalhadores, significou alguns aspectos como melhora de vida, com mudanças e alterações na sua situação econômica.
Todavia, em escala internacional, “Infelizmente não foi bem isso que se passou”, esclareceu.
Neste cenário, expicou que o capital avançou e a esquerda diminuiu e apareceu, seguida de sucessivas crises, com quebradeira de países, como o México.
Resgata que que a crise 2001, extremamente importante, na forma em foi feito ajustes no Brasil, ela (a crise) bateu no teto. Com ela, o aprofundamento da exploração da classe trabalhadora.
Nela, o Governo FCH já não dava conta se segurar, com a explosão dos juros. Nesta fase, em escala internacional , acumulou-se todas as contradições do ciclo normal de expansão e contração do capital internacional, explodindo na crise de 2001-2002.
Destaca que foi o ano em que a economia Argentina quebrou, com a queda de três a quatro presidentes, com a crise chegando a Bolívia. “O Brasil, no final do Governo Fernando Henrique quebra, literalmente, com Bill Clinton liberando US$ 50 bilhões no fechar das portas para o País.
Neste cenário, pontuou, emergiu a candidatura Lula, só que sem os movimentos sociais presentes na candidatura de 1989. Conquistou-se a representação, mas sem o movimentos classistas.
Para Jacaré o novo horizonte histórico ficou expresso na Carta aos Brasileiros, de Lula. Nela, resgata, Lula tentava uma aliança com a classe dominante do País e internacional, com o mínimo de reformas, que garantissem uma melhoria, parcial, na base social dos trabalhadores, com o preço sendo a apassivação da classe.
No pacto, salientou, os trabalhadores não poderiam retomar as bandeiras dos períodos anteriores, uma exigência característica, do pós-crise, com a necessidade do aprofundamento da exploração dos trabalhadores no cenário internacional.
No Brasil, comparou, no período do Governo Lula, não poderia ser diferente, marcado com a ampliação dos programas sociais, relativamente baratos.
De Lula para cá, explicou, ficou marcado a combinação de apassivação de classe e ampliação dos interesses do capital internacional no Brasil, com a mudança de vida e condições de trabalho, dos trabalhadores, ainda que com melhorias reais em sua vida.

INFLUÊNCIA DAS OPÇÕES ELEITORAL
Com a opção eleitoral do projeto PT, Lula lá 1989, derrotado, dentro da ordem capitalista.
Predominou a concepção da impossibilidade de vitória em razão da política de aliança, deduz o Sindicalista. Esta visão enfrentava a outra defendida por forças mais a esquerda, que defendia a construção a partir da luta, numa visão classista.
Nos anos subsequentes, houve a predominância da opção eleitoral dentro do PT. Para Jacaré, isto teve consequência do reflexo desta opção na CUT e que resultou na vitória da opção pelo caminho eleitoral.
Com ela, acrescentou, veio a prática de tomada do Estado, da política de cima para baixo, de ampliação das alianças e da crença de que é possível gerar transformações sociais de envergaduras dentro do capitalismo.
Ressaltou que anos 90 foi marcada por movimentos de cima para baixo, a partir destas organizações. Dentro da CUT e do PT predominou o movimento de consternação social, por meio da construção de diálogo com o setor patronal, a partir da construção de um campo de reformas minímas, atendendo aos interesses do capital e dos trabalhadores. Neste contexto, foram instituídas as famosas câmara setoriais que nasceram no campo da região do ABC, a partir dos anos 90.
Para Jacaré esta concepção significou o movimento profundo de transformação da CUT, gerando debates internos a ferro e fogo, dentro da central.
Somou a isso, o movimento do capital, de ajuste da economia brasileira, da integração, seguindo um determinado caminho, com desdobramentos negativos para os trabalhadores e o conjunto dos servidores públicos.
Com a entrada de Collor, em 1988, veio a política de integração ao capital internacional, seguindo a lógica do grande capital. Para Jacaré não se tratava mais de nenhum tipo de projeto nacional, concebido no período de Ditadura Militar. A determinação, então, era se integrar a ordem do capital internacional, como sócio menor, ficando com as sobras.
Este projeto tem início no Governo Collor e se consolida no Governo FHC. Foi uma era de grandes ajustes, com vários setores da economia brasileiro sendo sacrificado, um deles o setor de autopeças, que de referência no País foi tatalmente desmantelado.
Este período foi de inserção da economia brasileira ao capitalismo internacional, com a implementação da política neoliberal, com as privatizações e taxas de lucro de acordo com os seus interesses.
Jacaré lembra que isto aconteceu dentro de cenário permanente de lutas sociais, com a derrota dos movimentos sindical e popular. Um exemplo, foi a privatização da telefonia e da mineração.
Com isso, nos anos, os movimentos dos trabalhadores ficaram extramente recuados, com a esquerda ficando na retaguarda, na defensiva, frente ao aprofundamento do desemprego.
“Nesta lógica o Capital vai para cima e não concede espaço ou concessão, ampliando a exploração sob os trabalhadores”, comenta.

Os contéudos desta palestra estão disponíveis no Youtube Palestra Antonio Carlos Victório (Jacaré)

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