Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

Curso de Filosofia

UFMS abre inscrições para disciplina ‘O golpe de 2016 e a crise da democracia do Brasil’

O colegiado do Curso de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com o apoio da ADUFMS-MS, Sista-MS e o grupo Práxis, promoverá, com a colaboração multi e interdiscplinar de diversos cursos, faculdades e centros, a oferta de disciplina optativa “O golpe de 2016 e a crise da democracia do Brasil”.

A primeira aula acontecerá no dia 20/03 às 19 horas no Anfiteatro da FAALC na Cidade Universitária da Federal em Campo Grande. As inscrições seguem até o dia 27/03 por meio de cadastro eletrônico (link no final do texto) ou diretamente na Secretaria do Curso de Filosofia.
Até momento o curso já tem mais de 40 inscrições. O oferecimento da disciplina é a soma de forças e empenho coletivo da comunidade acadêmica brasileira no sentido de incentivar análise crítica e de qualidade do recente fato histórico. A disciplina segue ementa e bibliografia da iniciativa pioneira da UnB, proposta pelo Prof. Luis Felipe Miguel.

Na UFMS a matéria contará com a participação de 16 professores de diferentes especialidades e tem o apoio da ADUFMS (Sindicato dos docentes da universidade) e do CAFIL (Centro Acadêmico do Curso de Filosofia).

PRÁXIS UFMS

A disciplina também faz parte das ações do coletivo Práxis UFMS, grupo que se destina a divulgação, organização e recebe sugestões de ações práticas, tais como manifestações, eventos, inserções, intervenções que manifestem a indignação da comunidade acadêmica diante da contínua retirada de direitos em todos os âmbitos. O grupo é plural, suprapartidário e continente às diferentes posições da esquerda dispostas a lutar pelo retorno ao Estado Democrático de Direito.

Faça sua inscrição no link: http://bit.ly/InscrDiscipGolpe
Confirme sua presença no evento no Facebook: http://bit.ly/EventoDisciplina
Informações: filo.fach@ufms.br

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UFMS chama ‘impeachment’ de golpe e leva tema para a sala de aula

Vinculada ao curso de Filosofia, matéria é optativa para alunos e aberta à toda comunidade

 

Ricardo Campos Jr. e Mayara Bueno – Campo Grande News (06/03/2018 14:05)
Dilma Rousseff durante sessão que a tirou do cargo, processo que vai ser tratado em sala de aula na UFMS (Foto: Arquivo)

A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) vai se juntar ao coro de instituições de ensino superior públicas do país que vão abordar, dentro de uma disciplina, a deposição de Dilma Rousseff da presidência da República como golpe. O curso está sendo organizado pelo Curso de Filosofia.

Para os alunos da graduação, a matéria será optativa. Ela também será aberta a toda a comunidade, com emissão de certificado.

Segundo o professor Stefan Krastanov, um dos idealizadores da disciplina, foram disponibilizadas 150 vagas. Ele não soube dizer quantas pessoas já haviam feito a inscrição até terça-feira 6, mas garantiu que a procura está sendo grande.

O tema foi cadastrado no sistema acadêmico como um tópico especial em filosofia política, com duração de um semestre sob o nome de “Golpe de 2016: crise da democracia no Brasil”. As aulas serão dadas por professores de várias áreas, como economia e história. Segundo Krastanov serão 16 ao todo.

Polêmica – Ao opinar sobre o assunto, deputados estaduais concordam que a instituição tem autonomia para abrir as discussões que achar necessárias, mas questionam a nomenclatura do curso , que taxa de golpe o impeachment que seguiu todos os procedimentos previstos na legislação.

“Acho estranho debater esse assunto dessa forma. Houve direito de defesa, passou por todos os trâmites e o processo no Congresso cumpriu todo o rito, mas a universidade tem autonomia para fazer o que quiser”, disse Rinaldo Modesto (PSDB).

Já Renato Câmara (MDB) disse que tem que ser analisada a legalidade dessa matéria. “Nós temos que fazer valer o que a Constituição prevê, e não fazer interpretações”.

Enquanto isso, os correligionários de Dilma comemoram a iniciativa. “Isso é ótimo, porque a universidade é um espaço de discussões e debates. É importante ver um contraponto, porque as pessoas têm uma visão muito unilateral do que foi o impeachment, que foi abordado pela mídia. Isso fomenta a discussão, até mesmo para quem acredita que não foi golpe, que vá lá, veja documentos e ouça outras opiniões. Isso é importante para a democracia”, disse Pedro Kemp (PT).

João Grandão (PT) disse não estar por dentro dessa disciplina da UFMS, mas afirma não ter dúvidas de que a deposição foi realmente um golpe. “Eu acredito que isso tenha que ser debatido, sim”, afirmou.

Amarildo Cruz (PT) acredita que o curso trabalha o registro de um momento histórico brasileiro. “Assim como nós estudamos o golpe de 1964, hoje temos que estudar isso. Quem fala que não foi golpe no futuro vai colocar a mão à palmatória”, conclui.

Campo Grande News entrou em contato com a reitoria da UFMS para saber qual o processo para a criação de uma disciplina e se a instituição teve que dar algum aval para o curso de Filosofia criá-la. Não houve retorno até a publicação desta reportagem.

 

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