Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

CUT

Presidenta da ADUFMS Sindicato defende direção mais qualificada para a Casa da Mulher Brasileira

Mulheres se reunem para defender políticas de gênero e melhor atendimento na Casa da Mulher Brasileira. Gerson Jara

Militantes da Marcha Mundial da Mulheres, Liga Camponesa, Confederação Nacional da Educação (CNTE), Fetems, do PT e da CUT, estiveram promovendo ato na quinta-feira (08.03), às 16, em defesa de melhores condições de atendimento na Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, uma das 6 unidades instaladas no País, na gestão da presidenta Dilma Rousseff.

O evento contou com o apoio da Associação dos Docentes da UFMS (ADUFMS-Sindicato) e reuniu cerca de 100 mulheres.

No evento, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza de Camilo, ressaltou que o evento é uma forma de denunciar a violência praticada contra as mulheres. Resgatou que a educação passou por um breve período como “coisa de homem” e virou “coisa de mulher” e que a sociedade ainda não se apropriou da causa do combate à violência de gênero. Fez críticas à condução do processo fundamentalista para retirar da pauta de educação as questões de gênero, resumindo a questão à homossexualidade, mostrando um imenso desconhecimento daquilo que significa gênero, que significa uma luta política, social e das mulheres em todos os espaços e em especial na educação.

Mariuza destacou que a educação é a categoria composta por mulher com melhor grau de mobilização, pela disposição natural de luta. Discutir gênero, na sua visão, é fazer a diferença,  discutir que homens e mulheres sejam respeitados nos seus direitos, formados politicamente, socialmente, com salário decente para viver com dignidade.

Atuando na área de educação superior, Mariuza comentou que ainda tem que discutir estas questões com suas alunas as questões que sofrem na sua família: violência sexual, violência psicológica, enfim violência de todas as formas.

Para a docente, a sociedade tem que abrir os olhos para isso, pois, em sala, as alunas ainda desabafam chorando e reclamando sobre os problemas que enfrentam em família. Problemas, acrescenta, oriundos da sociedade. Violências que na opinião ultrapassam a questão da formação e que se manifestam dentro da escola e elas nem saber a quem recorrer.

Por isso, complementa, é que o Estado precisa efetivar as políticas públicas, em cada bairro da cidade uma Casa da Mulher Brasileira. Significa a possibilidade de encaminhar as questões de violência que envolvam as estudantes e que possam procurar serviços especializados. “Este é o papel do Estado, não é o papel do A ou Governo B ou partido A ou do partido B. Por isso, estamos à frente da Casa Mulher Brasileira, cobrando uma equipe mais qualificada. Precisamos de muitas casas deste modelo,  queremos ser assistidas em todas as circunstâncias por políticas públicas a homens e mulheres. Desta forma superar a violência de gêneros em todas as suas formas de manifestações, sejam para homens e sejam para as mulheres.”

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Centrais e sindicatos promovem ato contra reforma da Previdência

Mulheres da Liga Camponesa e servidoras da UFMS participam do ato mesmo sob chuva (fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

O Fórum das/os Servidoras/es Públicas/os Federais de Mato Grosso do Sul organizou na segunda-feira 19 ato contra a Reforma da Previdência em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na rua 26 de agosto em Campo Grande. A ação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado de Mato Grosso do Sul (Sintsprev-MS). A manifestação contou com participação do  Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), Sintesp e ADUFMS-Sindicato.

A atividade integrou o calendário da Jornada de Luta  contra a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016, reforma da Previdência), cujo relator é o deputado federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

Mesmo sob chuva, o evento aconteceu com a participação de centenas de servidoras/es. Líderes de diversos sindicatos se revezavam no caminhão de som com pronunciamentos em que contestavam as mentiras propagandeadas pelo governo federal sobre o déficit da Previdência e contra as/os servidoras/es públicas/os.

O evento contou com a participação das mulheres da Liga Camponesa e dirigentes do Movimento dos  Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).  Elas repudiaram a reforma proposta pelo Governo Temer e que atinge diretamente os direitos previdenciários das trabalhadoras brasileiras, já sacrificadas por receberem menores salários, jornada tripla de trabalho e dificuldades de atingir as atuais regras para requerer os benefícios.

A Jornada de Luta aconteceu em substituição a greve geral programada para  19 de fevereiro de 2018.

Atividade integrou calendário da Jornada de Luta 

O conjunto de ações desenvolvidas pela Frente Brasil,  Fonasefe-MS e Fórum em Defesa das Universidades Públicas de Mato Grosso do Sul forçaram o governo federal a recuar na agenda política e desistir da votação da PEC, temporiamente.

Fotos ato em frente da sede do INSS

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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