Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Presidenta da ADUFMS-Sindicato alerta sobre a gravidade da reforma da Previdência para as/os servidores

Ex-ministro Carlos Eduardo Gabas alerta que a reforma da Previdência vai atingir duramente os/as servidores/as públicos/as (Foto: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Durante a abertura da Plenária Estadual da Frente Brasil Popular em Mato Grosso do Sul (FBP-MS) sobre a reforma da Previdência, realizada no dia 18 de fevereiro, no Auditório 2 do Complexo Multiúso da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, alertou que a situação é preocupante e que algumas pessoas ainda não se deram conta da gravidade deste momento. “A única forma de barrar está reforma é indo para as ruas”, afirmou.

A sindicalista reclamou que na Universidade a direção sindical ainda tem dificuldades de convencer os/as colegas da categoria que servidores/as públicos/as terão  impacto muito grande na carreira e na vida funcional, caso a reforma da Previdência seja aprovada na íntegra. “Nós que exercemos a docência temos um trabalho muito penoso, pois pelas projeções teremos colegas com mais de 78 anos dando aula e fazendo atividades de pesquisa, extensão e tudo mais que a carreira exige”, argumentou.

Algumas atividades, explica a presidenta da ADUFMS-Sindicato, foram desenvolvidas pela entidade no sentido de sensibilizar a comunidade sobre as implicações da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 (reforma da Previdência) na vida das pessoas.  Citou a roda de conversa, evento que ocorreu no dia 17 de fevereiro na sede do Sindicato em Campo Grande, com a participação de representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Públicas de Ensino Superior do Brasil (Fasubra Sindical) e Confederação Nacional de Servidores Públicos Federais (Condsef).

Mariuza Aparecida antecipou que vai retomar a agenda com a professora Denise Lobato em março – palestrante que participaria do IV Seminário de Formação Sindical, promovido pela ADUFMS-Sindicato, explanando sobre a “Crise econômica atual e seus reflexos sobre a Previdência” – que não pôde comparecer ao evento por problemas pessoais. Seu estudo aponta que a Previdência Social não apresenta déficit orçamentário, desmentindo o mito construído pelo governo federal em parceria com setores da imprensa brasileira.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul (CUT-MS), Genilson Duarte, esteve presente na plenária e afirmou que a única alternativa contra a PEC 287/2016 é se revigorar e ir para cima para tentar barra essa reforma, pressionar as/os parlamentares de Mato Grosso do Sul e  somar forças com as agendas promovidas pela Frente Brasil Popular – MS e demais entidades combativas.

ACAMPAMENTO E UNIDADE

O debate organizado pela Frente Brasil Popular MS e pela ADUFMS-Sindicato contou com a participação da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). O presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli, explicou que contribuiu nas articulações para vinda do palestrante, o ex-ministro Gabas. O dirigente colocou como desafio principal para as entidades a unificação das pautas em torno da defesa da Previdência, contra a PEC 287.

Roberto Magno Botareli Cesar convidou a todos/as para a continuidade na participação e divulgação da agenda de debates com a sociedade sobre os malefícios da reforma da Previdência. A Fetems organizará no dia 7 de março, no Palácio Popular da Cultura, o debate com o sociólogo Emir Sader. A intenção da entidade é de mobilizar mais de 1,2 mil professoras/es. Depois, haverá a articulação com os/as estudantes, contando com a presença da dirigente estudantil secundarista Ana Júlia Pires Ribeiro, do Paraná. A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, ainda não confirmou presença.

As atividades visam reavivar os movimentos estudantis secundarista e universitário.  Em março ocorrerão plenárias nas 12 maiores cidades de Mato Grosso do Sul para discutir a reforma da Previdência com todas as entidades organizadas nos municípios, sendo no dia 21, na cidade de Jardim, dia 22 em Aquidauana, dia 23 em Corumbá, dia 28 na cidade de Dourados e em seguida, em Naviraí.

Além dos debates, o dirigente convidou todos os setores de representação dos movimentos sociais e do movimento sindical para a montagem de acampamentos, no próximo dia 15 de março, em frente à residência dos cinco deputados federais e dos três senadores de Mato Grosso do Sul que estão se posicionando de forma favorável à reforma da Previdência e que, para Roberto Magno Botareli, são inimigos do Brasil.  “A intenção é permanecer por tempo indeterminado, pois em Brasília não se consegue audiência com os parlamentares de MS. Assim, da mesma forma em que estarão incomodando nossas famílias, nós estaremos incomodando também as suas famílias.

Movimento dos/as negros/as, índios/as, sem-terra, sem-teto, LGBTs, venham somar num grande acampamento na porta desses cidadãos que deveriam estar representando o povo brasileiro, mas, no momento, defendem o interesse do capital, dos banqueiros, em detrimento dos direitos da classe trabalhadora. Nenhum direito a menos, vamos à luta porque ela é necessária neste momento”.

 Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Andes-SN divulga Carta de Cuiabá

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Plenária do Andes-SN em Cuiabá aprova ações de luta da campanha salarial e em defesa dos direitos dos/as docentes e da universidade

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) divulgou, por meio da Circular 16/2017, a Carta de Cuiabá, documento que sintetiza as discussões e deliberações do 36º Congresso da entidade, realizado na capital mato-grossense entre os dias 23 e 28 de janeiro. O tema do Congresso, que reuniu 350 delegados/as e 70 observadores/as de 73 seções sindicais em sindicatos em Cuiabá, foi “Em defesa da educação pública e contra a agenda regressiva de retirada dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”.

A ADUFMS-Sindicato acompanhou os debates em grupos e os debates temáticos representada pela diretora Maria Helena da Silva Andrade e pelo diretor Diego Rorato Fogaça. Maria Helena elogiou a nível de discussão política entre as/os participantes e o trabalho organizado dos grupos temáticos, como dos/as aposentados/as, sistematizado em cartilhas que estão à disposição dos/as filiados/as à entidade. Sugeriu também a abertura do processo de discussão de filiação da ADUFMS-Sindicato ao Andes-SN, o que possibilitaria o direito a voto nas instâncias e participação ativa nas ações políticas e calendário de luta da entidade.

A Carta de Cuiabá lista as deliberações do Andes-SN para 2017, tais como o ato nacional em defesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a construção do Encontro Nacional da Classe Trabalhadora, a busca pela ampliação da unidade em defesa dos direitos e a construção do III Encontro Nacional de Educação (ENE), que será realizado em 2018.

 

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Professora Maria Helena e professor Diego participam como observador/a convidados do Congresso do Andes-SN

O documento também traz a centralidade da luta do Sindicato Nacional para o ano de 2017, aprovada durante o Congresso: “defesa dos serviços públicos e do projeto de educação do Andes-SN, referenciado no Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024), lutando pela autonomia e valorização do trabalho docente, construindo ações na luta contra a intensificação da retirada dos direitos, contra a apropriação do fundo público pelo capital, contra a criminalização dos movimentos sociais e contra todas as formas de opressão. Intensificação do trabalho de base, em unidade com a CSP – Conlutas, as entidades da educação e demais organizações do campo classista, na perspectiva da reorganização da classe trabalhadora, pelo Fora Temer e a construção da greve geral”.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Nota de esclarecimento 3: em respeito aos filiados e às filiadas

Dirigimo-nos mais uma vez aos filiados e às filadas a esta Entidade e a toda a comunidade universitária da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Estamos no processo de consulta para a composição da lista tríplice visando à gestão UFMS 2016-2020. Este que é um momento de extrema relevância para as/os docentes e para toda a comunidade universitária, pois entendemos que a reitoria representa a liderança máxima da instituição e a sua postura designa a visibilidade das ações desenvolvidas na UFMS.

Entendendo a importância deste momento, a ADUFMS-Sindicato tomou providências para que o processo se desse de forma democrática e participativa, de forma que a escolha recaia sobre os melhores nomes para tão grande tarefa.

Participamos ativamente da organização do processo por meio de nossas representações nas instâncias que compõem o Colégio Eleitoral e a Comissão Executiva Central. Promovemos os debates, conforme solicitado pelos/pelas professores/as dos campi interior.

Tivemos percalços em razão de nossa atuação, mas todos os procedimentos cabíveis nas comissões organizadoras do processo, bem como as medidas judiciais, foram tomados para coibir a difamação de nossa Entidade, que tem uma bela história de lutas em defesa da categoria durante seus 45 anos de existência. Não admitiremos que essa história seja maculada.

Nossa participação no processo se deu em razão de nossa concepção de que este é o papel do Sindicato: proporcionar aos/as seus/suas filiados/as todas as condições para a tomada de decisão, acreditando que cada um/uma tem competência, capacidade de discernimento para fazer as suas escolhas. Ressaltamos que em nenhum momento esta Entidade expressou posição à categoria por um ou outro candidato.

Desejamos que no dia 4 de agosto a categoria exerça seu direito democrático de escolha e que aquele/a que for aclamado/a pela Consulta à Comunidade Universitária seja o/a representante desta instituição que nos é tão cara: a UFMS.

 

ADUFMS-Sindicato

Diretoria

A ILUSTRAÇÃO DO DESTAQUE FOI BAIXADA DO SITE DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA).

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ADUFMS-Sindicato realiza debates para exposição de propostas dos/as candidatos/as a reitor e a vice-reitora

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Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

Com intuito de fomentar a discussão sobre as alternativas para elevar a qualidade da gestão administrativa, do ensino, da pesquisa e da extensão na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a ADUFMS-Sindicato organizou nesta terça-feira 26 às 19h  no anfiteatro da Geografia do Campus de Três Lagoas o debate entre as chapas que concorrem à consulta na  comunidade universitária, no próximo dia 4 de agosto. Os nomes votados comporão a lista tríplice para a gestão 2016-2020 da Universidade. No governo Dilma, os mais votados (reitoria e vice-reitoria), independente do sistema de voto, sempre foram nomeados.

Na segunda-feira (25-07), às 16h, aconteceu o debate em Campo Grande (foto) no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Participaram o candidato a reitor Marco Aurélio Stefanes e sua candidata a vice-reitora, Alexandra Ayach, da chapa MUDE, que aproveitaram o espaço para detalhar as diretrizes administrativas para a Instituição.  Sob a alegação de que o debate havia sido organizado pela entidade sindical, o candidato a reitor Marcelo Turine  e a candidata Camila Ítavo, ambos da chapa Juntos Somos UFMS, não participaram do debate.

A ADUFMS-Sindicato explicou em nota que a iniciativa de marcar os debates foi motivada pelo fato de a Comissão Eleitoral transferir a responsabilidade de organizar os debates nos campi para os/as candidatos/as, mesmo diante dos pedidos dos/as representantes docentes para que a Comissão organizasse os debates. Dessa forma, como entidade representativa e parte interessada no fomento da discussão dos rumos da Universidade, o Sindicato, após decisão de diretoria, decidiu bancar os debates, como tradicionalmente aconteceu nas consultas anteriores. Um dos argumentos é de que a nova gestão da UFMS administrará o orçamento de mais R$ 593 milhões, a  quarta maior receita pública de Mato Grosso do Sul, e a comunidade universitária tem direito de fazer perguntas e questionamentos sobre as decisões a ser tomadas pelos novos gestores.

Ainda estão marcados para os debates em Aquidauana, dia 27-07 às 19h no anfiteatro Dóris Mendes Trindade e em Corumbá, no dia 28-07 às 18h no anfiteatro Salomão Baruki. Já no dia 2 de agosto, às 8h30, no teatro Glauce Rocha, na UFMS-Campo Grande, acontecerá o único debate marcado ad referendum pela presidência da Comissão Eleitoral.

De acordo com dados da UFMS, estarão aptos a votar 21,8 mil pessoas, sendo 1.367 professores/as, 1.994  técnicos/as administrativos/as, conforme a Divisão de Registros e Movimentação, além de cerca de 18.439 alunos/as. O sistema de votação é o proporcional. Nele o peso do docente é de 75%, contra 15% dos técnicos/as administrativos/as e 15% de estudantes. Mesmo com  30% do total de votantes, administrativos/as e acadêmicos/as podem decidir a consulta em caso de divisão de votos dos/das professores/as para compor a lista tríplice de reitoráveis e vice-reitoráveis que será  encaminhada para apreciação do Ministério da Educação com a respectiva  sanção presidencial dos/as indicados/as. A ADUFMS-Sindicato defende o fim da votação proporcional com base no número dos/as votantes e não sobre o universo de eleitores/as  e  a instituição do voto paritário que aplica o mesma proporção para os três segmentos.

A votação para as chapas concorrentes acontecerá no dia 4 de agosto, no horário das 8h às 21h, com exceção o Hospital Universitário, onde  a votação começará às 6h, em razão de especificidades do trabalho nessa unidade.  Serão distribuídas urnas nos campi da Instituição espalhados por Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Pantanal, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. Poderão votar estudantes dos cursos presenciais e a distância espalhados por diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Serão 22 pontos de votação distribuídos  em campi, faculdades, institutos, escola, centros de pesquisas, laboratórios e pró-reitorias.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Em respeito às/aos filiados da ADUFMS-sindicato, a ADUFMS-Sindicato provoca debates entre chapas candidatas à Reitoria da UFMS Gestão 2016-2020

A Diretoria da ADUFMS-Sindicato sempre esteve presente e indicando a necessidade de debates como forma de democratizar o processo de Consulta à Comunidade para composição de lista tríplice à Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), como tradicionalmente já ocorreu em todas consultas realizadas nos pleitos anteriores.

Para o Sindicato, a promoção de debates seria tarefa da Comissão Executiva Central da UFMS. Essa posição foi definida em reunião da diretoria ampliada, com a participação dos/as representantes sindicais no dia 4 de julho de 2016. No entanto, a Comissão se eximiu da responsabilidade, transferindo para as chapas concorrentes a organização dos debates.

Como na reunião ordinária seguinte da ADUFMS-Sindicato (ocorrida no dia 18 de julho de 2016) ainda não havia manifestação da Comissão Executiva Central sobre a definição de debates, apesar de insistentes pedidos, a Diretoria da entidade, reunida com a presença de representantes sindicais, decidiu encaminhar os debates e entregar oficialmente as propostas da categoria, aprovadas em assembleia geral, para as chapas concorrentes.  Em 18 de julho de 2016 foram feitos contatos telefônicos com representantes das duas chapas concorrentes visando definir as respectivas datas em reunião marcada na ADUFMS-Sindicato no dia 19 de julho de 2016, da qual a chapa Juntos pela UFMS foi convidada e não se fez presente. A celeridade se deu visando o aproveitamento do tempo e pela possibilidade de flexibilização das agendas das/dos integrantes das chapas.

Coincidentemente, no dia 19 de julho de 2016, a Comissão Executiva Central convocou reunião para o mesmo horário e, mesmo sem quórum, o presidente da Comissão Executiva Central expediu resolução ad referendum, encaminhando a realização de debate em Campo Grande para o dia 2 de agosto de 2016, a ser realizado às 8h30min no Teatro Glauce Rocha.

Dessa forma, como já haveria debate em Campo Grande, a ADUFMS-Sindicato entendeu que o objetivo primeiro já havia sido atendido, portanto, passamos a investir esforços para atender os três maiores campi do interior – Três Lagoas, Aquidauana e Corumbá –, garantindo apoio ao deslocamento das/os representantes sindicais para que pudessem, depois, debater com os demais colegas nos seus respectivos locais de trabalho.

Mediante essa decisão, a ADUFMS-Sindicato realizou, às 15h de 19 de julho de 2016, reunião para definição da agenda de debates no interior com comparecimento de apenas uma das chapas. A outra chapa informou diretamente à presidenta da entidade, por telefone, que não participaria de debates não-oficiais. Entretanto, acreditamos ser o debate a melhor forma de exposição e discussão de ideias, e os encaminhamentos definidos em reunião foram levados adiante.

Portanto, os debates ocorrerão nos dias:

26 de julho de 2015 em Três Lagoas;

27 de julho de 2016 em Aquidauana;

28 de julho de 2016 em Corumbá.

Infelizmente, não poderemos realizá-los nos demais campi conforme foi nossa expectativa inicial. Mas, como debater é preciso, contamos com a participação de todas/todos e, sobretudo, defendemos a sua participação no dia 4 DE AGOSTO DE 2016.

Viva a democracia e o debate de ideias!

Continuamos na luta por uma universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada.

PARTICIPE! VOTE! EXERÇA SEU DIREITO DE DECISÃO!

A ilustração em destaque foi baixada do site da Adufal (http://www.adufal.org.br/site/mostranoticia.aspx?cod=12464).

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