Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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NOTA DE ESCLARECIMENTO – REUNIÃO ORDINÁRIA DO COUN DE 4 DE JULHO DE 2018

Arte baixada de <http://junqueiropolisemdia.com.br/2018/03/02/nota-de-esclarecimento/>

A ADUFMS-Sindicato vem a público manifestar sua preocupação com o recente episódio envolvendo docente e discente da UFMS, cujas identidades serão mantidas em sigilo em respeito à imagem dos envolvidos, o qual foi objeto de discussão na Reunião Ordinária do Conselho Universitário (Coun), realizada no dia 4 de julho último, e, posteriormente, veiculado na mídia de forma unilateral.

A preocupação que aqui trazemos se refere, em princípio, ao direito do docente, conforme definido pela LDB 9.394/1996, que tem, dentre outras, a liberdade de ensinar. Por certo que a democracia exige regramento, que é o que se dá por meio das normas internas da UFMS, nesse caso devidamente cumpridas pela docente, conforme documentos que compõem o processo analisado.

Na oportunidade, esclarece-se ainda que os procedimentos dos/das docentes da UFMS estão disponíveis nos respectivos planos de ensino on-line, incluindo as formas de avaliação, de acordo com a Resolução n. 269/2013, com a devida aprovação do Colegiado de Curso. Destaca-se ainda, que a conduta do/da docente servidor/a público/a federal também está regrada por meio da Lei Federal n. 8.112/1990.

Nessa linha, causa estranheza que um processo com tal teor chegue à instância máxima da Universidade sem que se tenha tomado as devidas providências para dirimir o conflito. E ressalta-se, mais uma vez, que o Sindicato, representante dos/das docentes, manifesta preocupação diante das diversas situações que tem chegado aos colegiados no que tange ao desrespeito, assédio moral, exposição indevida da imagem  e/ou honra de docentes nas redes sociais, sem qualquer demonstração de sensibilidade por parte das instâncias dessa Instituição.

Vale observar que a relação entre docentes e discentes é complexa, permeada por comportamentos de negação e aceitação em relação ao disciplinamento, à avaliação, à reprovação, o que por vezes, no caso das/os discentes, dá forma às práticas que se aproximam do assédio moral invertido, o que também deve ser cuidado pela Instituição quando tratar de denúncias de estudantes.

A universidade deve ser um ambiente democrático e plural, e não um ambiente opressivo e propenso a perseguições. Portanto, independentemente do entendimento formalizado pelo Conselho Universitário, manifesto em sua última reunião, a ADUFMS-Sindicato vem publicamente pleitear que a Administração da Universidade zele pelo respeito a todos/as, discentes e docentes, no âmbito da universidade e, especificamente, pela gestão democrática e pela legalidade, bem como capacite e oriente a todos/as aqueles/as que exercem funções de gestão de pessoas para resolução de conflitos e para o exercício regular de suas funções hierárquicas.

Por fim, a ADUFMS-Sindicato lamenta que a Instituição não tenha conseguido manter esse assunto nas suas instâncias de decisão e que conselheiros/as estejam sendo intimidados/as e criticados/as publicamente em razão de seus respectivos votos, que tiveram como perspectiva apenas garantir o cumprimento das normas da UFMS, sob pena de que não haja, em futuras decisões a ser proferidas pelo Conselho máximo da Instituição, a necessária autonomia por parte de seus membros.

 

Direção da ADUFMS-Sindicato

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Nota de pesar pelo falecimento do professor Roberto Ortiz Paixão

Foto reproduzida do site da UEMS (<http://www.uems.br/noticias/detalhes/nota-de-falecimento-123144>)

A ADUFMS-Sindicato comunica, com pesar, o falecimento do professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Roberto Ortiz Paixão, ocorrido nesta sexta-feira 9 pela manhã. Roberto fazia tratamento contra câncer. Seu corpo está sendo velado na capela do Cemitério Memorial Park em Campo Grande, rua Francisco dos Anjos, s/n (pela avenida Senador Filinto Müller, no sentido centro-bairro, à esquerda), bairro Santa Branca. O sepultamento será neste sábado 10 de fevereiro às 8h30min no Memorial Park.

O docente atuou nos cursos de Licenciatura Plena em Geografia, Bacharelado em Geografia e do Mestrado Profissional em Educação, na Unidade Universitária da UEMS em Campo Grande. Segundo nota da UEMS, Roberto era “coordenador do Grupo de Estudo em Fronteira, Turismo, Território (Gefronter), articulador da Rede Universitária da Rota de Integração Latino-Americana (UniRila)”.

Em 1994 graduou-se em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Em 1999 defendeu a dissertação O lixo urbano de Aquidauana-MS: diagnóstico, aspectos não-técnicos e medidas mitigatórias, no Mestrado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP). Cursou Doutorado em Geografia Humana na USP. A pesquisa para doutoramento resultou na tese Globalização, turismo de fronteira, identidade e planejamento da região internacional de Corumbá/MS (2006).  Publicou textos científicos em periódicos e anais de congresso. A parceria de Roberto com outros pesquisadores rendeu capítulos em livros organizados (obras coletivas), além de o geógrafo lançar, pela editora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o livro Turismo de fronteira – identidade e planejamento de uma região (2006).

De acordo com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, “Roberto começou a lecionar Geografia em 1997, numa escola rural em Corumbá. Em 2004, entrou para a UEMS, primeiro em Dourados e depois seguindo para Jardim. Em 2010, assumiu a coordenação do curso de Licenciatura em Geografia da UEMS de Campo Grande”.

O professor Roberto deixa sua companheira Maria Helena da Silva Andrade, professora da UFMS, e o filho Pablo de Andrade Paixão. “Toda despedida é dor… tão doce todavia, que eu te diria boa noite até que amanhecesse o dia”, frase de William Shakespeare, postada por Maria Helena no facebook. Acrescentou a companheira de Roberto: “Comunico, já com saudade, que meu companheiro Roberto Ortiz Paixão alçou seu voo rumo à Eternidade, onde dor e sofrimento são palavras desconhecidas.”

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Nota de pesar pelo falecimento do professor Liel Trindade de Vargas

A ADUFMS-Sindicato comunica com pesar o falecimento de Liel Trindade de Vargas, professor aposentado da Faculdade de Odontologia (Faodo) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Liel faleceu na madrugada da quarta-feira 3 de janeiro de 2018, aos 81 anos de idade, no Hospital do Coração em Campo Grande, em decorrência de complicações como pneumonia pós-cirurgia neurológica, trombose e insuficiência renal aguda. Foi sepultado no mesmo dia de sua morte.

Empresário e pecuarista, o professor de Dentística se aposentou de suas atividades acadêmicas em 1996. Era filiado à ADUFMS-Sindicato.

Liel deixou duas filhas – Sandra de Lima Vargas Simões, Susane de Lima Vargas – e três filhos (Yuri Jacks Trindade Vargas, Hélio Henrique Neto e Candido de Lima Vargas), além da companheira Maria Aparecida Henrique.

Aos familiares, amigos e amigas nossas condolências.

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Andes-SN insiste em negociação para impedir desestruturação da carreira

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Foto baixada do site do Andes-SN

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) protocolou, na tarde de quinta-feira 17, no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog) carta na qual responde ao governo sobre as propostas para os docentes federais e reivindica a reabertura de negociação. Mesmo diante de respostas evasivas do governo federal e da intransigência na negociação, o Andes-SN segue demonstrando disposição para negociar os melhores termos para a categoria.

A Carta 289/2015 do Andes-SN responde ao Ofício 26535.2015 da Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público do Mpog (SRT-Mpog), afirmando que o governo não se posiciona sobre os itens da contraproposta dos/as docentes federais que não o do reajuste salarial. A carta também afirma que a SRT-Mpog desconsidera as propostas feitas pelo Andes-SN que não apresentam impacto orçamentário imediato.

O Andes-SN ainda ressalta sua proposta pela criação de um Grupo de Trabalho (GT) sobre carreira para o ano de 2016, com aplicação em 2017. “É uma lástima que o Mpog tenha suspendido a negociação, sobretudo nos temas relacionados à carreira. Eles querem formalizar, até 2019, grandes distorções na carreira de docente federal, o que não aceitamos. Por isso, continuamos insistindo na negociação e no GT para o ano de 2016”, afirma Paulo Rizzo, presidente do Andes-SN.

O docente também cita a urgência do enquadramento dos/as aposentados/as – outro item não respondido pela SRT-Mpog. “Queremos que os aposentados possam ter promoção a associado, o que garantiria que não se aprofundassem ainda mais as diferenças salariais entre eles e os professores da ativa”, completa Paulo Rizzo.

Confira aqui a carta enviada pelo Andes-SN ao Mpog.

 

Andes-SN

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Comando de Greve cobra definição sobre novo calendário

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Comando de Greve apresenta sugestões para aperfeiçoar o calendário acadêmico pós-greve – Foto: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

Integrantes do Comando de Greve da ADUFMS-Sindicato reivindicaram o início do segundo semestre somente após a conclusão do primeiro. Na reunião nesta quinta-feira 8 com o pró-reitor de Ensino de Graduação em exercício, Irineu Sotoma, a direção sindical repassou o ofício contendo as recomendações discutidas na assembleia da categoria, no sentido de garantir a qualidade de ensino e evitar a sobrecarga dos/as docentes e estudantes.

A principal recomendação apontada pelo professor Marco Aurélio Stefanes é de evitar a sobreposição de disciplinas. O docente adiantou a impossibilidade de início do calendário do segundo semestre no próximo dia 13 de outubro, sem devido fechamento do primeiro semestre.

Irineu Sotoma esclareceu que estava apenas aguardando uma posição oficial do Comando Local de Greve para avaliar com a reitoria a possibilidade de revisão da data. A decisão ficou de ser combinada em outra reunião com o Comando Local que deverá acontecer nesta sexta-feira 9 de outubro.

Na reunião desta quinta, o Comando reafirmou a importância de garantir reposição dos 28 dias letivos faltantes referentes ao período de greve e demais atividades decorrentes do encerramento do semestre antes de se iniciar o próximo, considerando o fechamento do Sistema Acadêmico Online (Siscad).

Pediram também a manutenção do pré-requisito, a efetivação do período de ajuste na lista de ofertas de disciplinas e não-concomitância de disciplinas do primeiro semestre e de disciplinas de inverno com o segundo semestre letivo; a definição de novo período especial para atender as necessidades dos/as alunos/as formandos/as e coincidência da entrada de inverno com calendário único para o segundo semestre.

Os professores Antônio Carlos do Nascimento Osório e Moacir Lacerda apontaram problemas com procedimentos de matrículas no  Siscad, o reoferecimento de matrículas em disciplinas em andamento no primeiro semestre; notas de alunos/as entregues zeradas nos diários, quebra de pré-requisitos e duplicidade de horários, agravada com a falta de aula e de professores/as.

O pró-reitor solicitou que os problemas encontrados sejam notificados por ofícios à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Preg) para que sejam avaliados e dirimidos.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Greve docente da UFMS tem respaldo legal. Não pode haver desconto de dias parados!

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Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato
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Fotos da Assembleia desta quarta-feira 9 em Campo Grande

Paradas/os desde 15 de junho de 2015 e na expectativa de que o governo federal apresente uma segunda contraproposta – a primeira, de 21,3% parcelados em quatro vezes, foi amplamente recusada –, professoras e professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), assim como docentes de outras instituições federais de ensino superior (Ifes), estão amparados legalmente pelo direito à greve, o que descarta iniciativas do Executivo Nacional de suspensão, desconto de dias parados, corte ou qualquer outra forma de não-pagamento de salários.

O assunto foi discutido em Assembleia de Greve nesta quarta-feira 9 de setembro em Campo Grande. De acordo com o diretor de Divulgação e Imprensa da ADUFMS-Sindicato, professor Antonio Lino Rodrigues de Sá, a docência da UFMS não deve ficar aterrorizada porque a greve não foi julgada. Outro aspecto que sustenta o argumento do sindicalista é o fato de que o governo oficialmente está negociando, embora de forma relutante, com as categorias do serviço público federal em greve, entre as quais o Magistério Superior e as/os técnicas/os administrativas/os das instituições federais de ensino. “Não tem essa de cortar ponto!”, enfatizou Lino.

A vice-presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, reforçou que não foi aventada a suspensão de salários. Não teria fundamento legal a indisponibilidade dos salários porque a greve é legal e trata-se de um direito das trabalhadoras e dos trabalhadores. A docente explicou que, para garantir o respeito a esse respaldo legal, a Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato está atenta e acompanha os acontecimentos relacionados ao movimento paredista.

DSCN1420Um dos entendimentos é de que não há como “cortaDSCN1421r” vencimentos, em função de que, pós-greve, as/os docentes vão dar prosseguimento às atividades acadêmicas interrompidas em decorrência do movimento.

O debate em torno do tema “suspensão” da folha de pagamento das professoras e dos professores foi suscitado pelo docente João Vítor Batista Ferreira por causa da notícia “Ministros do STF divergem sobre desconto em salários de servidores grevistas”, publicada no dia 2 de setembro no site da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na página da Radioagência Nacional.

No Supremo, segundo a matéria postada na Radioagência Nacional, assinada por Gilberto Costa, “o relator do recurso extraordinário que trata do desconto, ministro Dias Toffoli, declarou voto favorável ao desconto”.

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Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (esquerda): Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato está atenta e acompanha os acontecimentos da greve

ARNOR RIBEIRO.POSTADA.TEXTO.SITE.DSCN1426Mas, ainda de acordo com o texto de Costa, “o ministro Edson Fachin, o segundo a votar o recurso, discordou do relator e considerou que a greve é o principal instrumento de reivindicações do servidor público frente ao Estado e que a paralisação não pode representar opção de não-recebimento de salário”. O ministro Luís Roberto Barroso pediu vista ao recurso. O julgamento não foi adiante.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Vídeos de seminário postados no YouTube subsidiam discussão sobre saída ou não do Proifes-Federação

Edital da Assembleia Geral Extraordinária
Clique sobre a imagem acima para ver em PDF o Edital da Assembleia Geral Extraordinária para discutir saída ou não do Proifes-Federação

A direção da ADUFMS e o Comando de Greve convidam todos/as os/as docentes da UFMS, filiados/as ou não, a assistir aos vídeos (clique sobre as imagens logo após este texto) produzidos pela Assessoria de Imprensa do Sindicato. As produções apresentam as versões dos professores Paulo Marcos Borges Rizzo – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) – e Eduardo Rolim de Oliveira, da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação), em seminário no qual discutiram-se e debateram-se, entre outros assuntos, política salarial e concepção sindical, abordando inclusive temas polêmicos como a adesão ou não à Funpresp-Exe (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo).

Os vídeos com as discussões e os debates são de suma importância para subsidiar as decisões da categoria. Que isso aconteça de forma democrática, madura, e sirva para preservar a unidade da ADUFMS-Sindicato com base no respeito às decisões majoritárias de professores e professoras, em fóruns de discussão legais e legítimos.

A Assembleia Geral Extraordinária para decidir se a ADUFMS-Sindicato se desfilia ou permaneça no Proifes-Federação acontece nesta quarta-feira 2 de setembro, às 13h30min, simultaneamente em todos os campi da UFMS. Em Campo Grande, a Assembleia é no Auditório 2 do Complexo Multiúso da UFMS. No interior, a Geral Extraordinária ocorre em locais escolhidos pela representação de cada campus.

Desde o segundo semestre de 2014, a ADUFMS, a pedido da categoria, vem desenvolvendo discussões sobre o Proifes-Federação e o Andes-SN. Nos dias 23 e 24 de setembro do ano passado, a entidade docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul promoveu seminário em cuja programação foram incluídos discussão e debate sobre salário, carreira e concepção sindical (Docentes da UFMS analisam políticas sindicais federativas e seccionaisPosições sobre organização sindical e política salarial evidenciam divergências entre Andes e Proifes), com as participações dos presidentes do Proifes-Federação, Eduardo Rolim de Oliveira, e do Andes-SN, Paulo Marcos Borges Rizzo.

A discussão sobre a desfiliação ou não do Proifes foi um dos compromissos assumidos em campanha da Gestão Autonomia Sindical. No primeiro semestre de 2015 (Assembleia realizada dia 15 de abril), as professoras e os professores decidiram pela saída de dirigentes da ADUFMS de cargos do Proifes e pela suspensão de repasses a essa Federação. Aquela deliberação acerca do Proifes não significou desfiliação. A avaliação e votação oficial em relação à saída ou não da Federação acontecem nesta quarta-feira 2 de setembro, conforme Edital da Assembleia Geral Extraordinária.

Antes de se filiar ao Proifes, a ADUFMS era ligada ao Andes-SN, de acordo com decisão da categoria no dia 28 de setembro de 1990. Na Assembleia de 1º de dezembro de 2004, docentes da UFMS optaram pela filiação da ADUFMS ao Proifes, então Fórum dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior, hoje Federação, e a consequente desfiliação do Andes-SN.

Defesa do Andes-SN pelo presidente desse Sindicato Nacional, professor Paulo Marcos Borges Rizzo, com discussão e debate docente.

Defesa do Proifes pelo presidente dessa Federação, professor Eduardo Rolim de Oliveira, com discussão e debate docente

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Campo Grande: docentes analisam greve, governo federal e CNG

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Mesa (José Carlos, à esquera, e Marco Aurélio): politização e ação conjunta (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)
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Antonio Firmino de Oliveira Neto (óculos): falta  informação do CNG com qualidade

Avaliações da postura política do governo federal em relação à greve nacional nas universidades federais e da mobilização de professores/as, críticas ao Comando Nacional de Greve (CNG), além da condenação de atitudes de criminalização e judicialização do movimento na UFMS por parte do Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul, nortearam os debates e as decisões durante a Assembleia de Greve na terça-feira 25 à tarde em Campo Grande.

O professor Antônio Carlos do Nascimento Osório apontou a difícil situação do Executivo central em recompor sua base de sustentação no Congresso Nacional como um dos aspectos macropolíticos que tem ressonância nas atitudes do Palácio do Planalto em relação a questões econômicas que influenciam na forma pela qual o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), bem como o Ministério da Educação (MEC), vêm tratando a greve nas universidades públicas federais. Osório afirmou que o governo federal está engolindo o movimento pelas “bordas do prato”, porque está bem informado sobre a greve. O docente entende que o Executivo Nacional não vê força política no movimento capaz de forçar uma negociação mais contundente.

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Maria Lucia (esquerda): “Quais são as informações tão importantes e que eles [CNG] não estão colocando nos comunicados?”
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Paulo Cesar Duarte Paes (em pé): “retomar uma perspectiva de greve”, tendo como referência estudantes e sociedade

Sobre esse aspecto, há uma análise reiterada nas assembleias em Campo Grande de que o CNG não está propiciando em suas avaliações elementos substanciais para que se faça uma interpretação mais consistente do movimento paredista em todo o Brasil. O professor Antonio Firmino de Oliveira Neto explicou que falta informação de qualidade para se fazer de fato uma avaliação da greve, principalmente sobre como está a adesão em todos os estados.

A professora Maria Lucia Paniago questionou: “Quais são as informações tão importantes e que eles [CNG] não estão colocando nos comunicados?” Para ela, o mais importante não é o número de universidades que estão em greve, mas sim a importância da universidade.

O docente João Vítor Batista Ferreira criticou a forma pela qual a greve está sendo dirigida nacionalmente. “Do jeito que o movimento está sendo conduzido, está alienando os professores.” Ferreira disse que está ocorrendo uma “terceirização” da greve porque a maioria dos/das professores/as não está participando. Para o docente, há uma transferência de responsabilidade sobre o movimento para poucos/as docentes.

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João Vítor Batista Ferreira: “terceirização” da greve
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Osório (em pé, camisa clara): o governo federal engole o movimento pelas “bordas do prato”

Segundo o presidente da ADUFMS-Sindicato, professor José Carlos da Silva, há necessidade de se pensar numa atuação mais politizada. “Greve implica concepção política.” O sindicalista acrescentou que não adianta ter o domínio específico em determinada área do conhecimento e de produção do conhecimento sem ver a “questão política”. Em relação à postura do MPF, Silva observou que não se deve aceitar a criminalização/judicialização do movimento. O diretor-financeiro da entidade, professor Marco Aurélio Stefanes, reforçou a necessidade de uma atuação mais conjunta da docência. De acordo com o professor Paulo Cesar Duarte Paes, é preciso “retomar uma perspectiva de greve”, tendo como referência estudantes e sociedade.

         Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Ensino a distância pode acelerar processo de alienação e desmantelamento do trabalho docente

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Estudo do professor Elcio Gustavo Benini alerta para riscos de proliferação dos EaDs

A implantação do sistema de ensino a distância aponta para precarização das condições de trabalho do docente, além de acelerar o processo de alienação na atividade, alerta o prof. Elcio Gustavo Benini, com base em tese de doutorado em Educação na UFMS, apresentada em aula pública, na sexta-feira (14.08.15), organizada pelo Comando de Greve. Esta modalidade de ensino tem explodido no País. O número de instituições credenciadas saltou de de 7 para 150 e de alunos de 1.682 para 1.113.850, entre 2000 e 2012.

Se por um lado o oferecimento de cursos de graduação e pós-graduação democratiza o acesso ao ensino superior oferecido pelas instituições públicas e privadas, a terceirização disfarçada, sem vínculo empregatício, põe em risco carreira por meio de vários instrumentos para burlar a legislação trabalhista, reduzir quadro de pessoal e promover o aviltamento salarial. “Professores contratados com monitor que ganham R$ 720,00 de bolsa, valor inferior ao piso nacional do magistério, no ensino básico”, alerta o pesquisador.

Outra armadilha para a carreira nas instituições públicas é o pagamento de bolsa, com os professores utilizando deste expediente para complementar renda, colocando em segundo plano a luta por melhores salários e até mesmo saindo do foco, muitas vezes sem perceber, da atividade principal de ensino para a qual foi concursado, em razão das demandas e exigências da modalidade à distância. Além disso, os prazos contratuais e a dependência financeira dos bolsistas ou dos monitores, sem vínculo direto com as universidades, mas com agências financiadoras, colaboram para enfraquecer movimentos reivindicatórios que requer a suspensão das atividades, como nesta greve em curso.

Implantados na ótica de redução de custo e desregulamentação da atividade docente, outro risco verificado com a proliferação dos EaDs é da alienação do trabalho docente. Nele, o docente passa a ser multifuncional, e fica impossibilitado de ter o controle de todos os processos de ensino e da aprendizagem, desmembrando o planejamento da execução e até mesmo da própria avaliação, uma vez que até as provas ou trabalhos são corrigidos por monitores.

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Palestra contou com a participação de docentes em greve

A pesquisa desenvolvida Elcio Benini, em artigo publicado em parceria com as educadoras Maria Dilnéia Espíndola Fernandes e Carla B. Zandavalli M. Araujo, denominada “Educação a distância: configurações, políticas e contradições engendradas no trabalho docente”, apresentam outras distorções como problemas sérios de gestão, nos critérios de implantação dos polos, prevalecendo as indicações políticas e até mesmo utilização de recursos do ensino fundamental nas contrapartidas oferecidas pelas prefeituras. “Muitas vezes, a Universidade chega a gastar R$ 2.500 reais para deslocar um professor até o núcleo, quando sairia mais barato a contratação de professor daquele município”, compara Benini.

Na UFMS, o corte de verbas tem provocado a suspensão dos encontros presenciais, que já são poucos. Tais situações, agravadas pela falta de critérios e de  regulamentações mais exigentes pelo Ministério da Educação e as secretarias de educação, comprometem a qualidade do ensino oferecido nos núcleos. O caso é mais grave no recente curso de Educação no Campo na UFMS.

A quantidade de desistência é outro indicador preocupante na modalidade e precisa ser analisado, identificando as causas, acrescido de fatores como custo aluno, relação aluno/professor, suporte institucional, demanda de mercado, qualidade das aulas à distância gravadas e ministradas, descontinuidade no processo avaliativo do aluno. “Tem EaD em que o professor/monitor atende mais de 15 mil alunos, com fica a qualidade neste caso. O Governo tem decidir se quer conceder diplomas de ensino superior ou formar pessoas qualificadas para atuar nas diversas profissões”, questiona o pesquisador.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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