Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Dirigente anuncia realinhamento de tabela 3% a 4% nos salários em setembro

FABIO CHAPADAO

Como resultado da greve de quase três meses protagonizada por grupos de docentes das universidades brasileiras em 2015, o diretor financeiro da ADUFMS-Sindicato, professor Fábio Viduani, anunciou o realinhamento de tabela no percentual médio de 3% a 4% a incidir no salário base e na retribuição de titulação (RT) dos docentes, a partir do mês de setembro. A palestra foi ministrada para alguns/algumas docentes do campus de Chapadão do Sul – CPCS, na sexta-feira (14.07), . O percentual faz parte do acordo firmado entre o Proifes-Federação com o então Governo Dilma.

Na palestra, Viduani fez a apresentação detalhada do Plano de Cargos e Salários acordado e da projeção com os novos percentuais. Ponderou que inicialmente o acordo firmado pelo PROIFES apresentava índices díspares entre os 13 níveis e nas classes de promoções. Todavia, a meta até 2019 é de unificar os percentuais em valores aproximados, com melhor distribuição dos índices que estavam concentrados na titulação de doutorado, em detrimento a outros níveis.

A meta é de nivelar o salto de nível nos interstícios e de classe, na média de 115% para doutor; 50% para mestre e 20% para especialista Na proposta de promoção do ANDES havia um percentual mais aproximado e isonômico nos saltos, com a variação média em 5%.

Viduani alertou para o risco de corte da RT nos salários, caso a folha de pagamento do funcionalismo público ultrapasse os limites fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, alternativa que tem por base a emenda constitucional 95/2016 (PEC 55) que congela gastos públicos por um período de 20 anos.

Salientou a importância da categoria discutir a proposta do ANDES-Sindicato Nacional de incorporação da RT ao salário base, com a instituição do holerite com única linha, medida que traria mais segurança na remuneração dos docentes.

Anunciou também a dificuldade que tanto o ANDES, como o Proifes, tem de negociar os percentuais de reajuste inflacionário com o atual Governo atual. De acordo com a presidenta, Elblin Faraje, na última reunião com a Secretária Executiva do MEC, não foi sinalizado nenhuma proposta de reajuste das perdas inflacionárias por parte do Governo Temer.  Sinalizou que por enquanto a categoria não discute a possibilidade de greve em 2017, mas caso a negociação não avancem, a posição pode ser revista.

Matéria publicada no jornal O Globo, em 30 de janeiro deste ano, aponta que até 2019 a diferença da remuneração dos docentes em relação a outras categorias pode chegar a 100%, devido ao reajuste diferenciados iniciados no governo Dilma e aprofundado neste dos últimos anos pelo governo Temer. A defasagem entre o salário, no fim da carreira, de um professor universitário titular — que tem o maior subsídio possível para um docente federal — e um defensor público da União, por exemplo, era de R$ 5,4 mil em 2015 e passará a ser de R$ 11,1 mil em 2019, um aumento de 103%. No início da carreira, a diferença é ainda maior. Um professor universitário com doutorado, em regime de dedicação exclusiva, e um defensor tinham, em 2015, uma defasagem de R$ 8,7 mil. Em 2019, quando a Defensoria terminar de receber o reajuste, esse hiato passará a ser de R$ 14,7 mil.

Leia mais: Compare os valores salariais com outras categorias

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Presidenta da ADUFMS-Sindicato participa de debate na X Semana de Ciências Sociais da UFMS

Professores/as apresentaram perspectivas sobre o cenário político brasileiro (Foto: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Do dia 7 até o 9 de dezembro acontece a X Semana de Ciências Sociais da UFMS, no campus de Campo Grande.  No primeiro dia do evento, a Mesa 2 teve como tema “A Situação Política Brasileira” e contou com a presença da presidenta da ADUFMS-Sindicato, Profª Drª Mariuza Aparecida Camillo Guimarães e dos/a professores/a da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) Drº Victor Garcia Miranda, Drº Marcelo da Silveira Campos e Drª. Maria Gabriela Guillén Carías.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato evidenciou o cenário de medidas que estão em tramitação, articuladas pelo governo, como a PEC 55/2016 (antes 241/2016), o PLC 54/2016 (antes PLP 257/2016), a reforma da previdência e reforma do ensino médio, que interferem diretamente nos/as trabalhadores/as. Para a professora, o momento político atual é muito preocupante, pois as medidas que foram aprovadas ou estão em processo de aprovação, são difíceis de se reverter.

Durante as falas dos integrantes da mesa era consenso a ideia que a esquerda brasileira precisa ser reinventada, pois ela passa por uma crise, o que não necessariamente é algo negativo, e esta ruptura pode gerar uma mudança. A Profª Drª Maria Gabriela Guillén Carías enfatizou que este processo deve ser feito pelas bases, sem deixar que a luta de classes seja esquecida.

O evento conta com mesas de discussão em todos os dias do evento. Os Grupos de Trabalho acontecem no dia 8 das 8h às 11h e os minicursos, no dia 9, também das 8h às 11h. A programação completa pode ser acessada pela página da X Semana de Ciências Sociais da UFMS no Facebook.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato oferece oficina de Yogaterapia

As doenças ocupacionais provocadas pela fadiga e o estresse físico e mental  fazem parte da rotina acadêmica da universidade.  A pressão por produtividade, a convivência obrigatória com a burocracia administrativa e o acúmulo de tarefas estão adoecendo nossos docentes.  Pensando em sensibilizar a comunidade acadêmica para o problema e despertar as docentes e os docentes para uma atitude de prevenção e de mudança de comportamento, a ADUFMS-Sindicato, em parceria com a instrutora Prema Renata Bastos, está oferecendo aulas de Yogaterapia na sede do sindicato, em Campo Grande. As aulas acontecem às quartas e sextas-feiras, às 8h, com a possibilidade de nova turma, às 17h.

Problemas que se mostram ao longo do tempo

A tese de mestrado em psicologia, desenvolvida pelo a pesquisadora Ana Rita Ferreira, detectou que 62% dos professores universitários sofrem de burnout, doença associada a fadiga física.  Em outro artigo, “condições de trabalho e a saúde do/da professor/a universitário/a”, desenvolvido pelos docentes Maria De Fátima Evangelista Lima e Dario De Oliveira Filho, há queixas constantes de cansaço mental, estresse, ansiedade e nervosismo ou até de doenças como L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo), tendinite, dores nas costas e depressão.

Foto: Carol Caco
Foto: Carol Caco

 

 

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