Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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UFMS excluída vai ao Grito das/os Excluídas/os

Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato.  Para ver mais imagens do Grito das/os Excluídas/os, clique sobre qualquer uma das fotos deste texto

Uma instituição federal de educação excluída de recursos para desenvolver a contento ensino, pesquisa, extensão e continuar sendo pública, gratuita, socialmente referenciada. Na quinta-feira 7 de setembro, a participação de integrantes da comunidade da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) no 23º Grito das/os Excluídas/os em Campo Grande pós-desfile no Centro da cidade propiciou soltar um alerta à sociedade sobre o desmonte que o governo federal vem realizando na educação.

Representantes da ADUFMS-Sindicato e docentes da UFMS se integraram ao Grito – da concentração na rua Marechal Cândido Maria Rondon entrando na rua 14 de Julho até o cruzamento com avenida Afonso Pena em frente à praça Ary Coelho, onde ocorreu ato com pronunciamentos de cidadãs e cidadãos sobre a situação por que passa o Brasil.

 

 

A presidenta do Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo  Guimarães (segunda foto à direita), empunhou o microfone para alertar que o sonho da maioria de trabalhadoras e trabalhadores de ver suas/seus filhas/os estudando em uma instituição pública de educação superior se torna cada vez mais distante em função das políticas que sucateiam as universidades e os institutos federais públicos interrompendo a democratização do acesso e o desenvolvimento de políticas que propiciem a permanência das/os acadêmicas/os em seus cursos. De acordo com a sindicalista, “é preciso que a população” se conscientize de seu papel na luta pelo prosseguimento da universidade pública. “Isso hoje está em risco!”  Sim, está em risco. Nem mesmo a reitoria da UFMS esconde a falta de recursos. Contra os projetos de exclusão do direito de ensinar sem ser observadas/os pelo Grande Irmão se insurgem as/os docentes da rede básica. “Não cale os professores”, dizeres de uma faixa do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação (ACP). Um recado para o pessoal da escola sem partido, aquele da Lei da Mordaça. A saúde pública também está em xeque. Estudantes de cursos da área de saúde da UFMS juntaram-se às pessoas e a representantes de entidades para protestar. Com a faixa “saúde em luto, estudantes em luta”, dos centros acadêmicos dos cursos do setor na UFMS, alertavam para a necessidade de mobilização. Em outra frase, os CAs da saúde delineavam os obstáculos causadas pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares ao desenvolvimento da atividade acadêmica na Universidade: “Ensino, pesquisa e extensão sofrem falência múltipla de órgãos com a EBSERH.” Acrescente-se que lá na rua estavam defensoras/es do Sistema Único de Saúde: a Frente Estadual em Defesa do SUS com sua faixa. As trabalhadoras e os trabalhadoras públicas/os se inserem nesses temores contemporâneos alimentados pelo desmanche dos serviços oferecidos pelo Estado Nacional. “Nenhum direito a menos! Servidores federais na luta contra a Reforma da Previdência”, estampava faixa do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso do Sul (Sindisep-MS).

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Sobre a decisão de tutela cautelar do Ministério Público Federal contra Ricardo Velho, Maicon Fontanive e os trabalhadores do ‘Campus’ Abelardo Luz: Resistir é necessário!

Foto reproduzida do site do IFC (<http://ifc.edu.br/2014/05/13/campus-abelardo-luz-avancado/>)

Em mais um ataque aos trabalhadores, o Ministério Público Federal, no dia 16 de agosto de 2017, afastou das funções públicas Ricardo Velho – diretor do Campus – e Maicon Fontanive – coordenador-geral pedagógico –, do Instituto Federal Catarinense (IFC) em Abelardo Luz (foto da sede da unidade)  bem como apreendeu seus computadores, telefones celulares e quebrou o sigilo desses e da reitora Sonia Regina.

Esse ataque ocorreu porque os trabalhadores do IFC buscaram uma intervenção articulada com os movimentos sociais do campo, para desenvolvimento das atividades pedagógicas. Tal estratégia educacional, de realização de convênios visando uma aproximação política e educacional com a realidade local, é comum em outros campi dos Institutos Federais do país.

A sede do Campus está localizada a 30 km de distância do centro de Abelardo Luz e é uma conquista da luta do MST e de outros movimentos campesinos da região. Assim, desde sua criação, há uma ação política para que o Campus saia desse local e mude seu caráter formativo e, caso isso não ocorra, tentam fechar esse IFC. Os grandes empresários locais pressionam para que os cursos e os eixos pedagógicos sejam voltados para a preparação imediata de força de trabalho para os grandes frigoríficos e setores do agronegócio da região.

Ou seja, há uma ação política reacionária pela mudança na localização e existência do Campus. Esta ação tem tomado diversas formas. A atual decisão judicial é mais um forte ataque dos setores do agronegócio, por via judicial, agora utilizando força policial em seu favor, frente à resistência e à luta dos movimentos sociais da região.

As denúncias que são elencadas no despacho não se sustentam, são claros ataques e perseguições políticas, não somente aos companheiros citados no processo, mas a todos os trabalhadores comprometidos com a educação que vem atuando no Campus.

Segue alguns pontos da acusação: que o Campus é controlado pelo MST e que o Movimento toma as decisões pela instituição, que foi criado um curso de pedagogia para preparar membros do MST e contratá-los para trabalhar no Campus, que há uma imposição de ideologia de esquerda e do Movimento aos estudantes e trabalhadores da instituição e que por isso estão sendo gerados “danos irreparáveis” a partir do trabalho realizado.

Contra as acusações de ingerência e controle do Movimento destacamos que o Instituo Federal é uma Entidade Pública e por se tratar de um órgão de educação tem por função o diálogo com a comunidade e os movimentos sociais, e isso não pode ser punido ou criminalizado como se pretende com esse processo.

O MST, que é novamente criminalizado com essa ação, é um movimento social organizado de grande referência com a comunidade local e isso não pode ser visto como controle ou ingerência e sim como diálogo. A própria fundação deste Campus foi feita com perspectiva direcionada ao arranjo produtivo local de agricultura familiar, por meio de uma educação do campo. As decisões são tomadas tão-somente considerando isso.

No que se refere ao curso de pedagogia, é preciso ressaltar que a função dos cursos é garantir o preparo dos estudantes para atuar em diversos locais como educadores, atendendo as demandas da comunidade. Destaca-se que todos os trabalhadores do IFC passam por um processo seletivo de concurso público, regido pelas leis nacionais e que verificar que estudantes conseguem inserção em diversos locais de trabalho, inclusive no funcionalismo público, é sinal de que a formação profissional oferecida é adequada.

Destacamos que o termo “Imposição ideológica” é o nome que movimentos conservadores encontraram para perseguir tudo o que se opunha a sua lógica de falsa neutralidade. Que o trabalho realizado no Campus Abelardo Luz tem por objetivo garantir que se respeite a autonomia e liberdade de os trabalhadores, estudantes e comunidade manifestarem e que, mesmo sendo feito nos limites da legalidade, é alvo da ira das classes dominantes.

Por fim, o despacho encerra afirmando que o deferimento se justifica para prevenir danos irreparáveis. Mas quais seriam esses danos? A pessoas em risco? Dano à educação? Ao patrimônio público? Não há absolutamente nenhuma constatação de quais seriam esses danos, somente a ameaça que esse trabalho representa aos interesses dos grupos de poder local.

Como pano de fundo dessa terrível situação, tem-se uma perseguição política escancarada que se soma ao conjunto de perseguições que vários companheiros e companheiras têm passado no Brasil e no mundo.

Todos esses ataques são absurdos e trata-se de clara perseguição política. O Campus Abelardo Luz é uma conquista do MST e de outros movimentos campesinos da região. É mais um caso de escola sem partido que não teve aprovação, mas está cada dia mais forte nas escolas públicas como um todo, também no Instituto Federal. Por meio dessas decisões o objetivo é perseguir, demitir e criminalizar! Não podemos aceitar essas práticas! Somente a organização e luta dos trabalhadores pode conter os avanços desses ataques que se concretizam diariamente. Todo apoio aos camaradas! Todo apoio aos que lutam!

Coletivo em Defesa do Campus Abelardo Luz

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Mato Grosso do Sul protesta: ocupações, sarau, arte e indignação

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Imagem reproduzida do facebook Sarau #OcupaUEMSCG

Arte, estética da indignação, política e muita luta! O Ocupa UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) vai saralizar neste domingo 20. O sarau acontece a partir das 16h na Campus Campo Grande, na avenida Dom Antonio Barbosa (MS-080), 4.155, em frente ao Conjunto José Abrão.  A ocupação da UEMS na capital sul-mato-grossense segue em frente

“Ocupar para resistir” é a máxima das/os estudantes das principais universidades de Mato Grosso do Sul. Com o crescente número de medidas que afetam diretamente o presente e o futuro dos/as estudantes, as manifestações são motivadas, principalmente, em reação à PEC 55 e todo processo de ataque do governo à educação, como o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 54 e a reforma do ensino médio imposta por meio Medida Provisória (MP) 746/2016, entre outras propostas que ferem os direitos sociais. As ocupações em Mato Grosso do Sul também representam uma forma de apoio aos/às estudantes secundaristas que ocupam mais de mil escolas no país, em alguns casos, sofrendo ação arbitrária da Polícia Militar, como desocupações imediatas sem qualquer mandado judicial.

No campus da UFMS em Três Lagoas, a ocupação da Unidade II ocorreu na madrugada do dia 2/11, pelas/os alunas/os, com o apoio de professores/as, sindicatos e movimentos sociais. Após o último dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 6 de novembro, ocorreu a ocupação da Unidade I do mesmo campus. A partir de intervenção do Ministério Público Federal (MPF), as/os acadêmicos tiveram de desocupar o campus no dia 12/11.

Em 15/11, estudantes ocuparam o campus da UFMS em Paranaíba. A ocupação segue por tempo indeterminado. O campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) na cidade também estava ocupado desde o dia 28/10, manifestação interrompida no dia 9/11 por imposição judicial, segundo o movimento Ocupa UEMS, de “forma autoritária sem analisar o contexto da ocupação. [O MP – Ministério Público] criminalizou um movimento pacífico, já que em seu pedido trata os ocupantes como ‘invasores’ e pede que seja usado ‘auxílio de força policial ao alvorecer do dia’, pondo-nos em uma espécie de emboscada, que eliminaria qualquer possibilidade de defesa ou mesmo de testemunhas caso houvesse abusos da força policial, como já ocorreu na unidade em outra ocasião e vem acontecendo por todo o país”.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Nota de apoio ao movimento de ocupação da UFMS, ‘Campus’ de Paranaíba

Nós, diretoria da ADUFMS-Sindicato, nos manifestamos em apoio aos/às estudantes que em um gesto de coragem ocuparam as dependências do Campus de Paranaíba (CPAR) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016 (antes 241) na defesa do direito à educação em consonância com o movimento nacional de ocupações.

Esses movimentos por todo o país encontram sua legitimidade na defesa dos direitos conquistados em lutas ao longo da história. Hoje tais direitos são ameaçados pela PEC 55 e pelo Projeto de Lei da Câmara (PLC) 54/2016 anteriormente Projeto de Lei Complementar (PLP) que amarra ainda mais que a PEC 55 e o orçamento de estados, bem como municípios em troca da renegociação da dívida com a União.

Não bastassem essas propostas, o Governo Federal baixou a Medida Provisória (MP 746/2016), que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB)/1996, estabelecendo estrutura diferenciada no ensino médio, definindo um projeto tecnicista de formação para os/as filhos/as da classe trabalhadora, retomando a dualidade prevista na Lei 5.692/1971, da ditadura empresarial civil-militar, que na década de 1970 alterou a LDB 4.024/1961, que promovia a isonomia na educação nacional, a exemplo da legislação que era vigente até o início do governo Temer.

A defesa dos serviços públicos, especialmente os de cunho social – que têm como principal objetivo o atendimento à população que deles necessita – é dever de todos/as os/as trabalhadores/as. Empenhamos nosso apoio e solidariedade ao movimento de ocupação da UFMS no CPAR.

NENHUM DIREITO A MENOS!

 

DIREÇÃO DA ADUFMS-SINDICATO

GESTÃO AUTONOMIA SINDICAL – 2016-2018

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NOTA DE APOIO AO MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO DA UFMS, ‘CAMPUS’ DE TRÊS LAGOAS

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Movimento dos/as estudantes universitários/as e secundaristas tem legitimidade (Foto: Ricardo Ojeda/Perfil News)

Nós, Diretoria da ADUFMS-Sindicato, nos manifestamos em apoio aos/às estudantes, que em um gesto de coragem, ocuparam as dependências da Unidade II do Campus de Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CPTL-UFMS) em defesa de seus direitos de estudar em universidade pública, gratuita e de qualidade, tendo respeitada a sua função precípua de ensino, pesquisa e extensão, com professores bem-remunerados, com carga horária disponível para a formação de excelência a que se propõem.

O movimento dos/as estudantes universitários/as e secundaristas encontra legitimidade porque que todos esses direitos duramente conquistados por meio da Constituição Federal de 1988 estão hoje em risco de ser seriamente comprometidos, se confirmada pelo Senado Federal a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 (55) e do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257 (agora Projeto de Lei da Câmara – PLC 54).

Não bastassem essas propostas, o governo federal baixou a Medida Provisória (MP 746/2016), que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), estabelecendo estrutura diferenciada no ensino médio, definindo um projeto tecnicista de formação para os/as filhos/as da classe trabalhadora, retomando a dualidade prevista na Lei 5.692/1971, da ditadura civil-militar, que à época alterou a LDB 4.024/1961, que promovia a isonomia na educação nacional, a exemplo da legislação que era vigente até o início do Governo Temer.

A defesa dos serviços públicos, especialmente os de cunho social que têm como principal objetivo o atendimento à população que deles necessita, é dever de todos/as os/as cidadãos/ãs. Empenhamos nosso apoio e solidariedade ao movimento de ocupação da UFMS, Campus de Três Lagoas.

NENHUM DIREITO A MENOS!

 

DIREÇÃO DA ADUFMS-SINDICATO

GESTÃO AUTONOMIA SINDICAL – 2016-2018

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Terceirizadas/os da UFMS param por atraso de salário. Estudantes se solidarizam com o movimento

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Trabalhadoras/os paralisadas/os exigem que empresa pague salários atrasados (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato). Para acessar todas as imagens do movimento, clique sobre qualquer uma das fotos deste texto

Trabalhadoras e trabalhadores terceirizadas/os da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Cidade Universitária em Campo Grande, protestaram nesta sexta-feira 17 pela manhã contra o atraso dos salários de maio. A Douraser, empresa contratada pela administração da UFMS, deveria ter pagado as/os profissionais até o quinto dia útil de junho. Estudantes participaram da manifestação em solidariedade e apoio à paralisação pelo não-pagamento das pessoas que atuam em atividades que englobam, principalmente, limpeza de salas de aula, de banheiros, de corredores e de outros setores da UFMS na Capital sul-mato-grossense.

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Terceirizadas da UFMS: “Não é emprego! Isso é trabalho escravo”

No estacionamento em frente aos prédios da reitoria e das pró-reitorias, as/os trabalhadoras/es e as/os acadêmicas/os se reuniram para discutir a situação crítica provocada pela terceirização, que acarreta desrespeito aos direitos fundamentais das/dos trabalhadoras/es. “Cadê, cadê o pagamento? Quero meu dinheiro pra comprar alimento!”, protestavam as/os terceirizados/as.

As/os manifestantes saíram em passeata pelo campus da UFMS em Campo Grande. Manifestaram na unidade 6, conhecida como shopping, seguiram pelos corredores do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), do antigo Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), pela Faculdade de Computação (Facom) e pelo Complexo Multiúso. Retornaram pelo CCHS e pelo CCBS. Protestaram em frente à Biblioteca Central. Terminaram o protesto com atos em frente aos prédios da reitoria e das pró-reitorias. Em seguida, realizaram assembleia.

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Manifestantes percorreram vários setores da UFMS em Campo Grande

O atraso dos salários de mais de cem responsáveis por manter a universidade funcionando em condições adequadas às atividades de alunas/os, docentes e técnicas/os administrativas/os é mais uma consequência nefasta da precarização provocada pela terceirização. “Não é emprego! Isso é trabalho escravo”, bradavam as/os trabalhadoras/es e as/os alunas/os. Em meio às frases e às faixas de resistência, reivindicação e solidariedade, indigna-se uma trabalhadora terceirizada: “Tem mãe que não tem o que comer em casa. Deixa de comer para comprar o leite do filho!” Para que ela não corra, ainda mais, o risco de retaliação por parte da empresa que presta serviço à UFMS, não divulgamos seu nome.

De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de MS (Steac-MS), a administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul pagou a Douraser no dia 3 de junho. O presidente do Steac-MS, Wilson Gomes da Costa, disse que a empresa usou o dinheiro que seria para as/os trabalhadoras/es terceirizadas/os que prestam serviços à UFMS em Campo Grande para pagar salários de outras/os terceirizadas/os que atuam no campus da Universidade em Três Lagoas. “A pressão tem que ser feita! Ela é válida!”, alertou o sindicalista.

Costa explicou que o setor jurídico do Steac-MS está tomando providências para garantir o direto de as/os trabalhadoras/es terceirizadas/os manterem-se parados. No estacionamento da reitoria e das pró-reitorias, os/as profissionais paralisadas/as decidiram pela transformação da paralisação em greve por tempo indeterminado. “Não vamos voltar enquanto não receber os salários”, deixou claro o presidente do sindicato da categoria. Porque, como disseram as/os terceirizadas/os, “trabalhador/a não é otário/a! Cadê meu salário?”

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Após “O abraço ao HU”, estudantes dos cursos de saúde encaminharão denúncias da situação ao MPF e MPE

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Estudantes da área de saúde abraçam o Pronto Socorro do HU fechado por falta de recursos na contratualização com a Prefeitura de Campo Grande – Gerson Jara

Estudantes dos cursos da área de saúde, vinculados ao Hospital Universitário Rosa Pedrossian – Humap, em parceria com o Sindicato dos Docentes da UFMS – ADUFMS-Sindicato, promoveram na última terça-feira (31.05), “O abraço ao HU”. Participaram da mobilização universitários dos cursos de Medicina, Fisioterapia, Nutrição e Enfermagem. Depois do ato simbólico que contou com a participação de mais de 300 alunos, técnicos e professores, os centros acadêmicos decidiram formar e encaminhar um dossiê dá situação ao Ministério Público Federal. Os documentos serão incorporados a denúncia já existente, em fase de tramitação na instância e também protocolado no Ministério Público Estadual, por comprometer a qualidade de ensino dos estudantes, as condições de trabalho dos docentes e do atendimento de pacientes de Campo Grande e outros municípios.

A concentração dos estudantes aconteceu em frente do auditório do LAC (Laboratório de Análises Clínicas), dentro do HU. No local, acontecia a reunião do Conselho Diretor da UFMS para definir as regras eleitorais para escolha do novo reitor, com a presença da atual reitoria Célia Maria Silva Oliveira. Os acadêmicos aproveitaram o momento para denunciar a eleição proporcional, regra adotada para escolha de reitores. No atual sistema, o voto do segmento dos professores vale 70%, dos estudantes 15% e dos técnicos administrativo 15%.

No protesto, os alunos denunciaram a falta de medicamentos básicos para os pacientes, como Dipirona e de equipamentos para procedimentos cirúrgicos, como dreno, o fechamento de centros de cirúrgicos e do Pronto Socorro, do setor Hemodiálise, fatores que levaram a zerar as vagas de internação na unidade do Hospital Universitário. Mesmo depois da decretação da “vaga zero” pela direção da EBSERH, a Central Reguladora de Vagas da Secretaria Municipal de Saúde mantém o encaminhamento de pacientes, provocando o agravamento no atendimento. Para os dirigentes do movimento a atual situação visa desmontar o SUS (Sistema Único de Saúde), considerado modelo de atendimento de saúde pública por diversos países, com o propósito de repassar a gestão hospitalar para Organizações Sociais (OS) e fortalecer o sistema privado de atendimento à saúde. “Saúde não é mercadoria”, expressava um dos cartazes.

Para os participantes, a situação de falta de condições de ensino e atendimento de pacientes se agravou com a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), estatal responsável pelo gerenciamento do Humap. A transferência da UFMS foi objeto de protesto de diversos e estudantes no ano de 2013, resultando na ocupação da reitoria e da reunião de colegiados. Em razão dos protestos, a reitoria colocou grades na reitoria e restringiu a participação de estudantes nos Conselho Diretor, Conselho de Ensino de Graduação COEG – e no Conselho Universitário – COUNI.

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Para estudantes, problemas do HU esta ligado ao desmonte SUS patrocinados por empresas privadas de saúde – Gerson Jara

Os acadêmicos reconheceram os problemas enfrentados pelo HU por falta de verbas. Um dos motivos seria a defasagem de procedimentos pagos pela Prefeitura de Campo Grande, na contratualização com o SUS, congelados há mais de 7 anos. Cobraram mais investimentos do Governo do Estado, uma vez que são feitos atendimentos a pacientes de todos os Estados e países vizinhos. Ainda não pouparam críticas ao gerenciamento da EBSEH. Segundo eles, mesmo com a criação de 76 cargos comissionados, com salários oscilando entre R$ 4 mil a R$ 30 mil reais, os problemas não foram equacionados e ainda persistem falhas de gestão e indícios de esquemas de corrupção, já objeto de denúncia na Operação Sangue Frio. Em diversas falas houve reclamações da nomeação de pessoas despreparadas para gerenciamento hospitalar. A incorporação pela estatal, na avaliação dos estudantes, também não trouxe mais verbas para o hospital, principal argumento utilizado transferência de gestão da UFMS a empresa.

A administração do HU reconhece o problema de forma pontual em razão da contratualização com o município e também pela retenção de 30% das verbas para investimentos por parte do Ministério da Saúde em razão dos cortes orçamentários. Explica que a falta de medicamentos e equipamentos considerados básicos acontece, na maioria das vezes, em razão da falta de fornecedores, devido ao baixo valor do preço licitado, o que obriga o empréstimo de material em outras unidades, inclusive no Hospital da UFGD. Já hemodiálise ficou com atendimento suspenso por um período devido atraso no pagamento da empresa fornecedora de água, já resolvido.

A direção justifica que a suspensão das obras em dois centros cirúrgicos aconteceu em razão da desistência da empreiteira. Defende avanços como a nova gestão da EBSERH, dentre eles a duplicação de quantidade do quadro de pessoal e investimentos em novas áreas de pesquisa, como de cordão umbilical para o sequenciamento genético e ampliação de leitos da UTI Pediátrica e Adulta.

Assessoria de imprensa da ADUFMS – Sindicato.

 

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Semana: docentes e estudantes da UFMS protestam em Brasília

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Protesto multimovimento na frente do Ministério da Fazenda (Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato 23/09/2015). Para acesso a conteúdos sobre este assunto no facebook.com/ADUFMS.Sindicato, clique sobre a imagem acima e a imagem ao lado
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Militantes do MTST na entrada do Ministério da Fazenda

Trinta e oito manifestantes de Mato Grosso do Sul – caravana organizada pelo Comando de Greve da ADUFMS-Sindicato –, delegações de outros estados e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestaram na quarta-feira 23 de setembro (pela manhã e início da tarde) em frente ao Ministério da Fazenda em Brasília contra o pacote fiscal lançado no dia 14 que penaliza ainda mais trabalhadoras, trabalhadores, bem como outros setores social e economicamente mais vulneráveis do povo brasileiro, além de pedir que o governo central dialogue com as categorias do serviço público federal, entre elas a docência do Magistério Superior, e que o Executivo Federal se demova do plano de congelar salários até o segundo semestre de 2016. “Não aceitamos que o acordo de reajuste de janeiro passe para agosto”, pontuaram durante a manifestação.

O protesto foi articulado pelo Fórum dos/das Servidores/as Públicos/as Federais e serviu de referência para o que aconteceu no dia seguinte (quinta-feira 24), quando, sob repressão da Polícia Militar com gás de pimenta e cassetete, os/as docentes ocuparam à tarde o gabinete do ministro da Educação Renato Janine Ribeiro e conseguiram fazer com o titular da pasta assumisse o compromisso de se reunir em outubro com a docência federal em greve.

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Integrantes da delegação de Mato Grosso do Sul em Brasília
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Manifestantes de Mato Grosso do Sul em dia de proteste no Distrito Federal

Na mesma quinta-feira 24, pela manhã, os/as docentes protestaram em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), fazendo com que a Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público (SRT) se comprometesse em receber os/as grevistas na próxima semana.

Junto com docentes da UFMS em greve e estudantes dessa instituição federal de ensino superior (Ifes), um professor e uma técnica, ambos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) em Corumbá, fizeram parte da delegação do Estado que protestou em Brasília na quarta-feira 23, quando os/as manifestantes gritaram palavras de ordem em frente ao Ministério da Fazenda e pediram que o governo federal rasgue o pacote anunciado no final da primeira quinzena de setembro. “Isso não é ajuste; é desajuste”, brandiu uma voz. “Não, não, não! Não vamos pagar não! O ajuste fiscal é coisa de ladrão!”, repetiam em coro.

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Presidente do Andes-SN Paulo Rizzo durante protesto em frente ao Ministério da Fazenda
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Delegação de Mato Grosso do Sul recepcionada na Esplanada dos Ministérios no DF

De acordo com a página do Comando Nacional de Greve (CNG) no site do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), na manhã da quarta 23, antes da chegada dos manifestantes de Mato Grosso do Sul, “integrantes do MTST ocuparam o Ministério da Fazenda para cobrar, além do recuo ao reajuste fiscal, mais recursos para moradia. Policiais Militares do Distrito Federal agiram com violência diante da ocupação realizada pelo MTST com o uso de gás lacrimogêneo para expulsar os manifestantes do prédio. Os PMs montaram um cordão de isolamento na frente do prédio e, mesmo com a desocupação, intimidaram os manifestantes com [spray de pimenta] durante toda a manifestação”.

Os/as manifestantes também se solidarizaram com outro protesto, ocorrido na quarta-feira 23: o de 1,2 mil educadoras e educadores da reforma agrária, ligadas/os ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que, enfileiradas/os, fizeram uma passeada na Esplanada dos Ministérios em direção ao Ministério da Educação e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Entre as faixas carregadas por integrantes do MST, uma inspiradora frase do sociólogo Florestan Fernandes: “Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas.”

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Educadores e educadoras do MST em passeata pela Esplanada dos Ministérios

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Estudantes da UFMS participam de Assembleia nesta quinta 10 para avaliar greve e decisão do Coeg de retomar calendários acadêmicos

Alunas e alunos da UFMS fazem nesta quinta-feira 10 de setembro às 16h30min Assembleia para discutir a situação das/os estudantes após a decisão do Conselho de Ensino de Graduação (Coeg), que tornou sem efeito a Resolução 347 de 22 junho de 2015, que suspendia os calendários acadêmicos, e para avaliar o movimento grevista. Com a deliberação do Coeg em reunião extraordinária no dia 31 de agosto, o primeiro semestre deste ano foi retomado, mesmo com professoras/es em greve.

O coordenador do Diretório Central das e dos Estudantes (DCE), Renan Araujo, explicou que a Assembleia tem como uma de suas finalidades analisar e apontar orientações a respeito da vida acadêmica de alunas e alunos pós-deliberação do Coeg expressa nas resoluções 431 e 432, ambas de 31 de agosto de 2015, publicadas no Boletim de Serviço da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, edição 6117, de 3 de setembro de 2015, respectivamente nas páginas 9 e 10-11.

A Assembleia acontece no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS-UFMS, Campus de Campo Grande).

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Pesquisadora alerta sobre riscos de doenças ocupacionais de docentes multifuncionais

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Silvia Helena: “indicadores exigem reflexões com base na realidade de condições de trabalho, diferenças e investimentos realizados” (Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A incorporação, até mesmo inconsciente, do modelo produtivista e do novo perfil de professor/a multifuncional tem aumentado a sobrecarga de trabalho e as condições estressantes que agravam o quadro de doenças ocupacionais físicas e mentais do corpo docente da UFMS. O alerta aconteceu em Aula Pública ministrada na sexta-feira 31 no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Campo Grande, pela Professora Doutora Silvia Helena Andrade de Brito, abordando o tema “A precarização do trabalho docente nas universidades federais brasileiras”, organizada pelo Comando Local de Greve 2015.

Silvia Helena apontou a necessidade de organização da categoria para enfrentar o sistema de gestão administrativa em implantação desde os anos 1990 e que agora ganha mais força com os riscos de legitimação de conceitos de competitividade, meritocracia, empreendedorismo, voluntarismo incorporados pelos/as próprios/a companheiros/as de profissão, afetando também técnicos/as e alunos/as.

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A Aula Pública faz parte de atividades durante a greve docente na UFMS

Esse novo modelo prestigia o financiamento privado, o Currículo Lattes, metas quantitativas, sem obedecer a diferenciações e estilos pessoais ou de grupo de pesquisa, estimulando a revanche entre os/as docentes e instituições. Acrescentou dados sobre a incorporação radical da UFMS ao conceito instituído pelo MEC (Ministério da Educação), com base em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2013 que ilustram o crescimento de 21,23% na relação professor/a aluno/a e de 57,1% de expansão de vagas em relação a 2010, com a criação de novos cursos, ampliação de vagas, inclusive no período noturno.

Além de envolver a comunidade interna, a pesquisadora explica que o conceito produtivista começa a permear a sociedade, a partir da divulgação de dados de avaliação e de ranqueamento das instituições federais e da qualidade de produção acadêmica do ensino, da pesquisa e da extensão, com os/as cidadãos/ãs passando a adotar ideias de redução de custo aluno-professor ou críticas à evasão escolar, sem reflexão aprofundada das condições de trabalho, liberdade de pesquisa, diferenças, natividade e vocações de cada universidade, devido à padronização dos modelos avaliativos impostos à comunidade universitária, resultando na responsabilização dos/das professores/as por indicadores não-alcançados.  “Não somos contra as avaliações, pois a universidade é financiada pelos trabalhadores que pagam seus impostos, para quem a instituição deve prestar contas, mas indicadores exigem reflexões e com base na realidade de condições de trabalho, diferenças e investimentos realizados.”

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Docente propõe a contagem de horas-extras e a extensão do adicional de insalubridade

A professora sugere ações efetivas dentro da UFMS que podem melhorar as condições de trabalho, como a realização de exame periódico. Essa medida foi cobrada da administração da UFMS pela ADUFMS-Sindicato e já se encontra em fase de implantação em Campo Grande, mas precisa atingir os campi do interior. Em âmbito interno, Silvia Helena propõe a contagem de horas-extras e a extensão do adicional de insalubridade, pois grande parte dos/das docentes realizam as tarefas acadêmicas no terceiro turno, com jornada de até 10 horas. Esse quadro, considerado de adoecimento pela pesquisadora, vem se agravando com ampliação de vagas e criação de novos cursos, expansão da hora-aula, incorporação de atividades administrativas, por conta da redução drástica de técnicos/as, planejamento descompassado da realidade, com o encurtamento do tempo para atendimento de orientando/a de graduação, especialização, mestrado e doutorado, bolsistas, burocracia, elaboração de projetos e programas de extensão.

Como fatores de quadro estressante, Silvia Helena sinaliza para outros fatores, como práticas administrativas de subtração de direitos trabalhistas, aposentadoria privatizada, tempo insuficiente para jornadas das atividades-fim, acessibilidade e condições de trafegabilidade ruins, incorporação de atividades antes administrativas: abertura e fechamento de salas de aulas, transporte e guarda de material didático-pedagógico.

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Público atento à aula sobre precarização do trabalho docente nas universidades federais brasileiras

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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