Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

EXTINÇÃO

Conselho de Graduação da UFMS debate extinção de cursos nesta terça-feira 8

As/os docentes integrantes do Conselho de Graduação da Universidade Federal Mato Grosso do Sul (Cograd-UFMS) debatem e votam nesta terça-feira (18-09) às 8h, no auditório do Sedfor (Centro de Formação de Professores), Cidade Universitária Campo Grande, o pacote de surpresas da reitoria que suspende e/ou extingue nove cursos de graduação  a partir de 2019 e não 22, como foi divulgado antecipadamente pela Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato. Quatro cursos têm possibilidade de extinção definitiva. outros cinco em estudos mediante medidas de incrementação de procura e outros quatro já extintos do sistema de cadastro do MEC e que poderiam ser reoferecidos à sociedade sul-mato-grossense.

As decisões aconteceram por ad referendum assinadas pelo presidente do Conselho de Graduação Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho e pelo presidente do Conselho Universitário (Coun), reitor Marcelo Augusto Santos Turine. As resoluções foram publicadas no Boletim de Serviço n. 6870  de 4 de setembro de 2018.  Agora terão que ser aprovadas pelo Coun em que a adminstração contém maioria absoluta de representantes.

A ADUFMS-Sindicato critica a medida que acontece de forma verticalizada,  tecnicista, sem diálogo e no fim de Governo Temer.  Agindo dessa forma, mais uma vez a administração da UFMS contraria os compromissos assumidos na campanha em que prometeu trabalhar por mais moradia estudantil, assistência, ampliação de bolsa de iniciação científica e permanência.

O pacote visa adequar os gastos da UFMS aos cortes promovidos pelo Ministério da Educação (MEC). Só em 2017 os valores chegaram a cerca de R$ 70 milhões.

Para o Sindicato a decisão vem ao encontro da política de privatização gradativa iniciada pelo MEC. A entidade entende que a decisão ataca os sintomas e não as causas da baixa procura de alun@s pela graduações oferecidas.

 

PLACAR DE CURSOS FECHADOS OU EM FASE DE EXTINÇÃO

SUSPENSOS EM 2019 E AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO

1 – Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia  (Faeng).

2 – Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental da Faeng.

3 – Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

4 – História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

 

OFERECIMENTO SUSPENSO A PARTIR DE 2019

5 – Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL).

6 – Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira do Câmpus de Nova Andradina (CPNA).

7 – Curso de Turismo Bacharelado do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

8 – Curso Superior de Tecnologia em Eletrotécnica Industrial da Faeng.

9 – Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã (CPPP).

EXCLUSÃO DO CADASTRO DO MEC

10 – Engenharia Mecatrônica do Câmpus de Ponta Porã.

11  – Engenharia Civil e Engenharia Elétrica do Câmpus de Naviraí (CPNV).

12 – Cursos de Graduação em Engenharia Civil do Câmpus de Nova Andradina.

13 – Engenharia de Biossistemas do Campus de Chapadão do Sul (CPCS)

Assessoria de Imprensa da  ADUFMS-Sindicato

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Reitoria extingue cursos e suspende entrada de novas turmas na UFMS

Estudantes da UFMS organizaram protesto no portão de acesso ao Câmpus de Ponta Porã – Foto: Késia Caroline Ramires Neves

Em duas canetadas, ad referendum, de forma autoritária e sem qualquer discussão com a comunidade universitária e as instâncias superiores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o reitor Marcelo Augusto Santos Turine  e o pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, decidiram suspender e/ou extinguir nove cursos de graduação em Aquidauana, Chapadão do Sul, Coxim, Nova Andradina, Naviraí e Campo Grande. A suspensão de ingresso de novas turmas será a partir do primeiro semestre de 2019.

As medidas levaram cerca de 200 estudantes a protestar, na terça-feira (4-09) em frente ao portão de entrada do Câmpus de Ponta Porã (CPPP). Na quarta-feira 5 à noite, acadêmic@s do Câmpus de Três Lagoas (CPTL) também protestaram contra as decisões unilaterais da administração central da UFMS.

As implicações dessas medidas serão avaliadas pela direção da ADUFMS-Sindicato e pelo Conselho de Representantes Sindicais, em reunião nesta quinta-feira 6, a partir das 16 horas, na sede da entidade, em Campo Grande.

A posição do pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetanos Corrêa Filho, foi considerada antiética pela diretoria da ADUFMS-Sindicato, visto na quarta-feira (29-08), em audiência pública ocorrida na Câmara de Vereadores de Ponta Porã, em que representava o reitor Turine, o docente descartou qualquer possibilidade de fechamento de cursos na unidade da UFMS naquele município. No entanto, sob a alegação de ter respaldo da direção do CPPP, suspendeu temporariamente a entrada de novas turmas no curso de Ciências da Computação daquele Câmpus a partir do primeiro semestre de 2019.

Desde o ano passado, o reitor da UFMS vem resistindo em discutir abertamente com a comunidade universitária sobre as consequências do corte de mais R$ 70 milhões no orçamento da instituição. Alega que está promovendo os ajustes necessários para garantir o funcionamento dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pela Universidade.

Paralelamente, por meio das pró-reitorias de Planejamento e de Graduação, realizou levantamento superficial do funcionamento dos cursos sem a amplo diálogo com docentes, estudantes e técnic@s administrativ@s, o que se faria com indicadores consensualizados coletivamente nos colegiados de cursos e faculdades.

A direção da ADUFMS-Sindicato considera a decisão da administração central “como estelionato eleitoral”, visto que enganou docentes, estudantes e técnic@s administrativ@s que votaram favoráveis à indicação do reitor e da vice, Camila Ítavo. Ambos não assumiram publicamente a intenção de fechar cursos de graduação e possivelmente de mestrado. Se assim fizessem, não receberiam o apoio de parcela expressiva da comunidade universitária.

Os critérios adotados, avaliando a pouca entrada de estudantes, baixa saída no último semestre, baixa média de permanência anual, dentro do raciocínio cartesiano e economicista, foram desconsiderados para outros cursos que enfrentam o mesmo problema. Sequer foram colocados em processo de reavaliação, o que demonstra o alto grau de subjetividade nas escolhas realizadas e corrobora, contraditoriamente, com a decisão recente de criação de novos cursos na Cidade Universitária Campo Grande, aprovados pelo Conselho Universitário (Coun).

Além disso, os indicadores apresentados para extinção ou suspensão de entrada em cursos da UFMS, por si só, não consideram a complexidade presente no processo educacional superior. Não analisam itens como a falta de condições de permanência da comunidade estudantil, cortes em bolsas de ensino, pesquisa e extensão, reforço em disciplinas de alto nível de reprovação, distorções regionais no Sistema de Ensino Superior, falta de moradia estudantil, insegurança, falta de restaurantes universitários, ausência de convênios internacionais e transporte escolar adequado. Qual seja, corta o problema sem analisar as causas.

Ao mesmo tempo, consagra a falta de compromisso da atual administração com a política de expansão e interiorização universitária, que busca manter a juventude nas cidades ou regiões de origem. Não leva em conta a baixa oferta de vagas no ensino superior público e gratuito no País. Tal medida está em sintonia com o atual comando do Ministério da Educação (MEC), de cunho privatista e que  atua para desmantelar a oferta de vagas nas universidades públicas favorecendo o mercado para empresas multinacionais de ensino, sem compromisso efetivo com a pesquisa e a busca da excelência.

Cursos superiores extintos

1 – Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios da Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia  (Faeng).

2 – Curso Superior de Tecnologia em Saneamento Ambiental da Faeng.

3 – Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

4 – História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

 

OFERECIMENTO SUSPENSO A PARTIR DE 2019

5 – Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL).

6 – Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira do Câmpus de Nova Andradina (CPNA).

7 – Curso de Turismo Bacharelado do Câmpus de Aquidauana (CPAQ).

8 – Curso Superior de Tecnologia em Eletrotécnica Industrial da Faeng.

9 – Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã (CPPP).

 

EXCLUSÃO DO CADASTRO DO MEC

10 – Engenharia Mecatrônica do Câmpus de Ponta Porã.

11  – Engenharia Civil e Engenharia Elétrica do Câmpus de Naviraí (CPNV).

12 – Cursos de Graduação em Engenharia Civil do Câmpus de Nova Andradina.

13 – Engenharia de Biossistemas do Campus de Chapadão do Sul (CPCS)

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

Contato 99651-8284 ou 99830-0281

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Cograd-UFMS exclui oferecimento do curso Leducampo

A  reunião do Conselho de Graduação (Cograd), ocorrida em junho de 2018 vetou o reoferecimento do curso de Licenciatura do Campo – Leducampo a partir de 2019 pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS. A direção da ADUFMS-Sindicato atribuiu a decisão à política conduzida pela atual equipe que comanda o Ministério da Educação (MEC) de fechamento da modalidade em todo o País e que encontra ressonância na atual administração da Universidade. Para direção da entidade sindical, a decisão é uma forma de retaliação ao protesto promovido na porta da Reitoria.

A intenção da administração suspender o curso já foi manifestada em dezembro do ano passado em reunião da reitoria com a diretoria da ADUFMS-Sindicato. A justificativa apresentada pela administração central da UFMS foi o alto valor do custo aluno. Apresentou como alternativa a migração do curso presencial para modalidade à distância. A entidade, no entanto, manifestou-se contra a decisão, visto que o curso já contava com corpo docente estruturado, composto por mais de 14 professores com titulação de mestrado e doutorado. Além disso, a entrada de duas turmas em 2018 já estava prevista na matriz orçamentária do Ministério da Educação. Também achou incompatível a proposta pedagógica de alternância e de vivência com oferecimento online das disciplinas.

O não-oferecimento do curso no segundo semestre deste ano virou alvo de protesto de alunas/os, professores/as e representantes dos movimentos sociais no primeiro semestre deste ano. A manifestação trancou o portão principal de acesso à Reitoria. A liberação do tráfego só aconteceu após o reitor Marcelo Augusto Santos Turine receber comissão composta por estudantes e docentes da Leducampo. Na conversa Turine se comprometeu em manter a entrada no curso no no de 2019.

A coordenadora do Movimento Sem-Terra em Mato Grosso do Sul e aluna do Leducampo UFMS, Marina Ricardo Nunes Viana, lamentou a decisão adotada pela Prograd e o descumprimento do acordo firmado com a Reitoria. Disse que pretende se reunir com a Diretoria da Faed, para saber os motivos da exclusão do Leducampo dos cursos da UFMS e se necessário articular alunos, professores e entidades dos movimentos sociais do campo e da cidade para novos protestos pelo reoferecimento do curso em 2019.

O pedido de inclusão do reoferecimento do curso de Leducampo em 2019 não foi aceito na reunião do Cograd da última terça-feira, mesmo diante de insistentes pedidos formulados pela representante da Faed no Cograd e coordenadora do curso de Pedagogia, Raquel Elizabeth Saes Quiles, e também pela diretora da Faculdade de Educação  (Faed), Ordália Alves de Almeida.

De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de Mato Grosso do Sul, do ano de 2010, 14% da população do estado viviam no campo. O Leducampo UFMS tem mais de 160 alunos matriculados, divididos em três turmas. Grande parte jovens assentado ou proveniente da Zona Rural. Tem como objetivo a fixação de professores na área rural, com a adequação de métodos pedagógicos a realidade do campo e da agricultura familiar.

Para Ordália Almeida, a manutenção da graduação Leducampo é uma necessidade política e social de Mato Grosso do Sul. Esclareceu que do ponto de vista administrativo e pedagógico cumpriu toda a tramitação para o reoferecimento do curso na modalidade presencial, com a aprovação no Colegiado de Curso Leducampo e no Colegiado da Faed. Apresenta como alternativa, agora, solicitar, em caráter de urgência, a inclusão na Cograd ou recurso no Conselho Universitário. “Temos que garantir a formação diferenciada, em termos metodológicos e predominância da Pedagogia da Alternância”, esclareceu.

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato.

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