Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

FORA TEMER

Mobilização em Campo Grande pede “Fora Temer” e refuta reformas contra trabalhadoras/es


Docentes da UFMS participaram do ato que teve concentração na praça Ary Coelho, seguindo pelas principais ruas e avenidas do Centro de Campo Grande (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)

A mobilização da Greve Geral, no último dia 30 de junho, em Campo Grande, reuniu cerca de 5 mil pessoas que pediram “Fora Temer” e “Diretas, já!”, mesmo enfrentando a tentativa de enfraquecimento orquestrado pelas forças conservadoras em âmbito local e nacional. Os manifestantes também expressaram por meio de palavras de ordem e faixas o descontentamento com as medidas em curso, como a reforma da Previdência (PEC 287/2016), reforma trabalhista (PL 6787/2016) e a terceirização (PL 4302/98). Na abertura do ato, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, salientou que o presidente Michel Temer não tem envergadura moral para propor reformas que prejudiquem os trabalhadores e os servidores públicos, diante de tantos escândalos envolvendo o seu nome, dos seus ministros e da sua base de sustentação no Congresso Nacional.

Cerca de 30 professores da UFMS dos campi de Campo Grande e Aquidauana participou do ato portando as bandeiras da ADUFMS-Sindicato e as faixas repudiando a reforma Previdência e trabalhista. A participação seguiu a decisão da categoria em assembleia ocorrida nos campi da UFMS no dia 26 de junho, em que optou pela adesão à Greve Geral do dia 30 de junho, apesar do baixo número de participação dos/as docentes nas assembleias. A participação no ato também foi menor em relação à última Greve Geral, no dia 28  de abril.

O Governo Federal também atuou de forma política para desmobilizar a Greve Geral. Reprimiu o movimento ameaçando o corte de ponto dos servidores públicos federais por meio de ofício expedido pelo Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e acenou com a volta do imposto sindical para que a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) não jogassem força na mobilização.  O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Campo Grande) recebeu notificação da Justiça do Trabalho ameaçando desconto R$ 770 mil referente a greve do ano de 1994. Outro elemento que impactou o movimento foi a baixa adesão dos professores das redes estadual e municipal, acumulados por calendários de reposição.

Mesmo com adesão menor, o movimento de greve serviu para denunciar o quadro de corrupção generalizada do Governo Temer e pressionar os parlamentares do estado em relação às reformas, com crítica principalmente à posição assumida pela Senadora Simone Tebet (PMDB), aos senadores Valdemir Moka (PMDB) e Pedro Chaves (PSC) e aos deputados federais Carlos Marun (PMDB), Elizeu Dionizio (PSL), Teresa Cristina (PSB) e Geraldo Resende (PMDB).

 

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Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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E, no ato-show MS Diretas Já, ‘fora conde Drácula!’

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Imaginário Maracangalha: perspectiva crítica e provocadora (Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

As apresentações multiarte e protestos deram o tom à participação de centenas de pessoas no início desta semana na Capital sul-mato-grossense. Música, dança (Tango de Roxanne, pelo Grupo Bailah), variadas performances, poesia, intervenções teatrais e poéticas, além de outras atividades artísticas, se conjugaram à atuação do público no ato-show MS Diretas Já! – nenhum direito a menos! Tudo isso porque “o povo que ousa sonhar constrói o poder popular”, bradava-se. Em alusão ao rosto e ao penteado vampíricos de Temer, Santo Chico (banda) cutucava: “Fora conde Drácula!” O cantor e compositor Gilson Espíndola improvisou “fora Temer, Direta Já”, dentro da melodia de uma canção cantada por ele durante o evento. “Toca a ‘viola’!”, pedia o público para que os sons descessem aos ouvidos.

Uma canção-protesto contra a ditadura civil-militar, lá do final da década de 1960, de Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei das flores (Caminhando) –, que chama cidadãs, cidadãos, toda a gente brasileira, para a luta democrática, soou por meio dos versos “Vem, vamos embora, que esperar não é saber/ Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, na voz do cinquentão grupo Acaba.

O evento aconteceu na Esplanada Ferroviária em Campo Grande. As atividades político-artísticas começaram na tarde do domingo 25 de junho e ultrapassaram a zero hora da segunda-feira 26. Além do fora-temer, houve manifestações contra a terceirização, bem como contra as propostas de alteração da Previdência e dos direitos trabalhistas, chamadas de “contrarreformas”. Enfim, toda a indignação contra as reformas que estão sendo empurradas goela abaixo.

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Intervenção poética de Jorge Barros: crítica mordaz à mídia

Houve mais de quarenta apresentações intercaladas com as chamadas das apresentadoras do evento, Romilda Pizzani e Fernanda Kunzler, que reforçaram a necessidade de lutar pelas eleições diretas (já!), ecoando “fora Temer, fora Temer, fora Temer…! Nessa grande jornada da arte pela democracia, não faltou espaço para as crianças exercitarem a criatividade e a cidadania.  Em meio a narrativas e apresentações, o convite para que as pessoas participassem das manifestações durante a Greve Geral do dia 30 de junho (sexta-feira).

A intervenção poética Brasil, de Jorge Barros, com uma crítica mordaz à mídia que defende os interesses de setores dominantes da sociedade e do poder, emblemou-se na Rede Globo de Televisão, abriu o ato-show. Barros também fulminou o capital transnacional que domina a economia no país. Em seguida veio Cantos da Cantuária ou Os Contos de Canterbury (século XIV, escritos por Geoffrey Chaucer), interpretado pelo pessoal do Teatro Imaginário Maracangalha que, com suas já consagradas apresentações ao ar livre – afinal, como se diziam as vozes do ato-show, “a rua é nossa! A cultura é nossa! Então, vamos ocupar!” –, fixou as atenções de crianças, adolescentes, adultas/os e idosas/os, ou seja povos de todos os pueblos. Como se autodefine em sua página no facebook, o Imaginário Maracangalha, “por opção estética, trabalha a pesquisa em teatro de rua e espaços não convencionais para encenação numa perspectiva crítica e provocadora.” E por aí seguiu o ato-show na tarde, noite adentro, até o começo da madrugada de segunda-feira. Muitas performances sob os brados “diretas já, nenhum direito a menos”.

 As canções de Pedro Espíndola foram os cantos de abertura das apresentações musicais. “Fora Temer! Fora todos esses canalhas!”, protestou o músico. Mais adiante Maria Alice cantou e se indignou. “Cadeia para os corruptos que estão acabando com o nosso país.” Do cantor Dagata ouviu-se: “Com esse povo no poder, não dá para ser feliz.”

O cantor, compositor e instrumentista Antonio (Toninho) Porto também levou sua música ao show-protesto. Na página MS Diretas Já no face foi publicado um texto de Porto, no qual, há o seguinte trecho: “O impeachment de Dilma, na minha opinião, tratava-se da maior vergonha política da humanidade junto ao Nazismo. E, no meu país. Sim … é meu também. E por isso nunca deixei de lutar contra essa atrocidade que resultou neste lixo de chorume já visceral que corre ao invés de sangue, pelas veias de milhões de brasileiros.”

Projeções de vídeo mapping sobre a fachada do prédio da antiga estação ferroviária davam traços luminosos, cores marcantes, ao ato-show que terminou aos 44 minutos da segunda-feira 26 com o fim da apresentação da banda Engenheiro Edson. O evento foi realizado pelo Comitê Estadual Contra as Reformas Previdenciária e Trabalhista, do qual faz parte entidades como a ADUFMS-Sindicato, e pelo Movimento Cultural.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Vídeo: Professora Mariuza chama a todas e a todos para a Greve Geral no dia 30 de junho

Professores e professoras da UFMS,

Mais uma vez convocamos a todos e todas para exercer o protagonismo neste momento tão triste para a sociedade brasileira, que vê a cada dia mais estarrecida os poderes da república mostrando a sua face mais perversa de corrupção e desrespeito aos direitos humanos elementares.

A classe trabalhadora está adoecendo pela falta de perspectiva, o futuro que se tem apresentado é muito ruim, há um sentimento de falta de esperança, por isto temos que resgatar nosso papel de luta por transformações sociais que garantam uma sociedade fraterna, justa, honesta, que privilegie a dignidade humana e não o capital puro e simples.

Este é o momento! Vamos para a rua mais uma vez, no dia 30 de junho, em defesa de nossos direitos, contra as reformas previdenciária e trabalhista, pelo Fora Temer e pelas Diretas Já. Este país não aguenta mais ser vilipendiado por quem deveria protegê-lo e proclamar sua grandeza.

Dia 30 de junho, às 9h, na praça Ary Coelho, nos encontramos para fazer história e resgatar a nossa DIGNIDADE.

VIVA A EDUCAÇÃO PÚBLICA, VIVA A DEMOCRACIA, DIRETAS JÁ!

Mariuza Aparecida Camillo Guimarães

presidenta da ADUFMS-Sindicato

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Grupo de professores ligados a UFMS fortalece mobilização no “Grito dos Excluídos”

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Professor Maria Dilnéia Espindola no Grito dos Excluídos: “Fora Temer”
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Professores (as) cobram em defesa do SUS e contra retrocessos trabalhistas

Um grupo de professores, estudantes e técnicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), por meio da ADUFMS-Sindicato, participou do Grito de Excluídos, nesse dia 7 de setembro. Mais de mil pessoas foram às ruas pedindo o “Fora Temer” convidados pelas redes sociais. Eles pediram convocação de eleições gerais,  contra retrocesso nos direitos trabalhistas, contra a reforma da Previdência, em defesa do SUS e contra o congelamento de recursos orçamentários para educação e saúde pública por 20 anos, aprovado recentemente pelo Congresso.

O ato contou também com a participação de representantes sindicais, simpatizantes de partido de esquerda, defensores da causa indígena, GLBTS, reforma agrária, juventude, servidores públicos federais e estadual.

O Comando Militar do Oeste, organizador do evento, tentou desmobilizar esvaziar o protesto, retardando a última unidade de uma frota de veículos para segurar os participantes do “Grito dos Excluídos”. Mesmo assim, milhares de presentes ficaram nas ruas para acompanhar os protestos, que contou com a simpatia de boa parte da população. Depois houve uma grande concentração  em frente ao Palanque Oficial.

Em Brasília, o presidente Michel Temer foi vaiado ao ser anunciado ao Palanque.

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