Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

greve geral

Assembleia da ADUFMS-Sindicato decide por maioria adesão à Greve Geral de 14 de setembro

Docentes de Campo Grande votam favorável à greve nacional no dia 14 de setembro (Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Professores e professoras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) na  Cidade Universitária em Campo Grande e nos campi de Aquidauana e Paranaíba, aprovaram em assembleia geral da ADUFMS-Sindicato nesta quarta-feira (6-09), por maioria, adesão à Greve Geral do 14 de setembro, pelo Fora-Temer, contra o corte de verbas para a educação e a reforma da Previdência Social. Em Corumbá, docentes decidiram pela manutenção das atividades no dia 14 e não paralisarão.

Com votos favoráveis superiores aos contrários a assembleia em Campo Grande deliberou pela produção de carta aberta denunciando os ataques do Governo Temer à educação pública em todos os níveis. O documento será distribuído em todas as unidades setoriais da UFMS em Campo Grande e nos campi Universidade no interior por meio de aulas de cidadania, de forma que cada docente possa fazer a leitura e o debate com as/os estudantes, em sala de aula, sobre as ameaças às universidades públicas, ataque ao/à servidor/a e ao serviço público federal.  Essa atividade de mobilização deve acontecer nos dias 12, 13 e no dia da greve, 14 de setembro.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, resgatou que na reunião com a reitoria foi comunicado que os recursos disponíveis dariam para manter as despesas até setembro deste ano. Esclareceu que a UFMS já enfrenta a redução de investimentos em pesquisa e extensão, bolsa de pesquisas e de iniciação científica. “Para nós não faltam motivos para paralisação, pois o risco de fechamento das Ifes [Instituições Federais de Ensino Superior] é presente” explicou a sindicalista.

O professor Marco Aurélio Stefanes, representante docente no Conselho Universitário (Coun), criticou que o governo quer jogar a responsabilidade da crise do País para a/o servidor pública/o. Alertou sobre a sugestão de privatização da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e adiantou que a mesma medida pode atingir as Ifes. Stefanes denunciou o aumento de gastos e salários com terceirizados pela atual gestão da UFMS em pleno quadro de contingenciamento, além da intenção do Governo Temer de aumentar a contribuição previdenciária de 12% para 14% e elevar a alíquota do Imposto de Renda (IR).

Marco Aurélio alerta para risco de privatização

Respondendo a questionamento sobre a viabilidade da paralisação no momento de calendário condensado, Mariuza Aparecida respondeu que o papel da direção do Sindicato é de propor o enfrentamento da politica que vai contra a educação, congela salários e ameaça a universidade pública. A professora espera uma boa adesão, como aconteceu em abril.

Ela informou que a responsabilidade pela situação estressante do calendário em vigor é da gestão anterior da UFMS, por conceder recesso de 45 dias após a greve, sem acatar a proposta da ADUFMS-Sindicato de encurtar o período de recesso e avançar o calendário até o dia 15 de janeiro de 2018. A mesma proposta também foi apresentada à atual administração que alegou não haver nenhuma reclamação do calendário na Ouvidoria da UFMS.

Nos informes, a direção reiterou convite para os docentes e as docentes participarem do Grito das/os Excluídas/os em Campo Grande e de atos nas cidades do interior. A concentração na capital acontecerá na rua Marechal Cândido Rondon entre 14 de Julho e avenida Calógeras. Haverá a tentativa de formação do bloco com as/os servidores públicos federais.

Mariuza Aparecida reforçou o convite para assembleia do dia 28 de setembro de 2017 para decidir pela fusão ou não  da ADUFMS-Sindicato ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Pediu apoio para realização de reuniões setoriais preparativas para discussão do tema, principalmente espaço nos conselhos e colegiados de curso. Argumentou sobre a importância de a ADUFMS-Sindicato se veicular a uma entidade representativa para que tenha vez e voz nas negociações, nas decisões nacionais da categoria.

Apontou como vantagem do Andes-SN a existência grupos de trabalho (GTs) temáticos em diversas áreas de conhecimento, sob o ponto de vista e a ótica do movimento sindical docente. Resgatou que já existe um alinhamento político do Sindicato ao Andes com a participação nas atividades nacionais.

Acrescentou que com a falta de adesão a entidade nacional  o movimento sindical local fica  prejudicado, com a categoria recebendo informações de forma tardia.

A assembleia para veiculação ao Andes-SN não muda a atual estrutura representativa da ADUFMS-Sindicato. Há necessidade de a assembleias reunir 10% do total de filiadas/os e 50% mais um dos votos favoráveis das/os sindicalizadas/os. Com a filiação a ADUFMS-Sindicato terá que repassar 20% do valor da contribuição ao sindicato nacional e por vez terá oportunidade de uma intervenção mais propositiva dentro do movimento docente.

A direção da ADUFMS-Sindicato informou sobre o fechamento de prazo para eleição do Conselho de Representantes Sindicais. Foram inscritas/os seis candidatas/os e pelo edital em vigor ainda está em fase de pedido de impugnação. As eleições acontecem no próximo dia 20 de setembro, com urnas nos campi do interior e na sede da ADUFMS-Sindicato em Campo Grande.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Mobilização em Campo Grande pede “Fora Temer” e refuta reformas contra trabalhadoras/es


Docentes da UFMS participaram do ato que teve concentração na praça Ary Coelho, seguindo pelas principais ruas e avenidas do Centro de Campo Grande (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)

A mobilização da Greve Geral, no último dia 30 de junho, em Campo Grande, reuniu cerca de 5 mil pessoas que pediram “Fora Temer” e “Diretas, já!”, mesmo enfrentando a tentativa de enfraquecimento orquestrado pelas forças conservadoras em âmbito local e nacional. Os manifestantes também expressaram por meio de palavras de ordem e faixas o descontentamento com as medidas em curso, como a reforma da Previdência (PEC 287/2016), reforma trabalhista (PL 6787/2016) e a terceirização (PL 4302/98). Na abertura do ato, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, salientou que o presidente Michel Temer não tem envergadura moral para propor reformas que prejudiquem os trabalhadores e os servidores públicos, diante de tantos escândalos envolvendo o seu nome, dos seus ministros e da sua base de sustentação no Congresso Nacional.

Cerca de 30 professores da UFMS dos campi de Campo Grande e Aquidauana participou do ato portando as bandeiras da ADUFMS-Sindicato e as faixas repudiando a reforma Previdência e trabalhista. A participação seguiu a decisão da categoria em assembleia ocorrida nos campi da UFMS no dia 26 de junho, em que optou pela adesão à Greve Geral do dia 30 de junho, apesar do baixo número de participação dos/as docentes nas assembleias. A participação no ato também foi menor em relação à última Greve Geral, no dia 28  de abril.

O Governo Federal também atuou de forma política para desmobilizar a Greve Geral. Reprimiu o movimento ameaçando o corte de ponto dos servidores públicos federais por meio de ofício expedido pelo Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e acenou com a volta do imposto sindical para que a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) não jogassem força na mobilização.  O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Campo Grande) recebeu notificação da Justiça do Trabalho ameaçando desconto R$ 770 mil referente a greve do ano de 1994. Outro elemento que impactou o movimento foi a baixa adesão dos professores das redes estadual e municipal, acumulados por calendários de reposição.

Mesmo com adesão menor, o movimento de greve serviu para denunciar o quadro de corrupção generalizada do Governo Temer e pressionar os parlamentares do estado em relação às reformas, com crítica principalmente à posição assumida pela Senadora Simone Tebet (PMDB), aos senadores Valdemir Moka (PMDB) e Pedro Chaves (PSC) e aos deputados federais Carlos Marun (PMDB), Elizeu Dionizio (PSL), Teresa Cristina (PSB) e Geraldo Resende (PMDB).

 

Clique aqui para acessar a galeria de fotos da Greve Geral em Campo Grande/MS

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Docentes fazem assembleia nesta segunda-feira 26; na pauta, reformas trabalhista e da Previdência

Assembleia Geral 26 de junhoDocentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) fazem na Cidade Universitária em Campo Grande e em todos os câmpus da interior assembleia geral nesta  segunda-feira 26 para debater e deliberar sobre Greve Geral na sexta-feira 30 de junho.  Antes de discutir sob o movimento paredista centrado na luta contra as propostas do governo federal que, se aprovadas no Congresso Nacional, vão causar forte impacto com a eliminação de direitos trabalhistas e previdenciários, haverá informes.

A assembleia acontecerá simultaneamente no mesmo dia (segunda-feira 26 de junho, às 13h30min) em Campo Grande e nos campi do interior de Mato Grosso do Sul. Na Capital sul-mato-grossense, as/os professoras/es vão se reunir no Anfiteatro da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (FAALC), antigo Anfiteatro do CCHS, na Cidade Universitária. No interior a assembleia será em espaços definidos pelas representações locais.

Confira abaixo posicionamento das centrais sindicais sobre a primeira derrota do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/2017 (reforma trabalhista) em comissão do Senado Federal.

NOTA OFICIAL

 São Paulo, 21 de junho de 2017

VITÓRIA no CAS fortalece luta da classe trabalhadora

 Parabenizamos os bravos senadores e senadoras – Ângela Portela (PDT), Humberto Costa (PT-PE), Paulo Paim (PT-RS), Paulo Rocha (PT), Regina Sousa (PT), Otto Alencar (PSD), Hélio José (PMDB), Eduardo Amorim (PSDB), Lídice da Mata (PSB), Randolfe Rodrigues (Rede) – que, no dia 20 de junho de 2017, votaram contra o relatório da proposta de reforma trabalhista, o PLC 38/2017, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal.

Esta proposta acaba com direitos trabalhistas consagrados pela Constituição Federal e sua rejeição na CAS, por 10 a 9, foi uma vitória para os trabalhadores.

Ficou demonstrado que a luta no Congresso Nacional somada à luta do povo nas ruas foi capaz de desequilibrar a base de apoio de Michel Temer e alcançar esse importante resultado. Neste contexto, as centrais sindicais e seus sindicatos filiados têm desempenhado um papel crucial de resistência e pressão, desde que esta nefasta reforma trabalhista foi proposta.

Embora a tramitação prossiga e os trabalhadores ainda estejam ameaçados, a derrota política sofrida pelo governo, que já dava como certa a aprovação da proposta em todas as instâncias, fortalece a nossa luta e alerta a sociedade para o que está em jogo com as reformas trabalhista e previdenciária.

Essa vitória comprova a importância e a grandeza da luta e da unidade da classe trabalhadora contra a retirada dos direitos sociais, contra os ataques à CLT e contra o fim da Previdência Social.

Seguiremos, desta forma, sempre firmes e mobilizados em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Antonio Neto

Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

Adílson Araújo

Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores Brasileiros

Vagner Freitas

Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Paulo Pereira da Silva – Paulinho da Força

Presidente da Força Sindical

José Calixto

Presidente da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

Ricardo Patah

UGT – União Geral de Trabalhadores.

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Comitê contra Reformas da Previdência e Trabalhista em MS delibera pela construção da 2ª Greve Geral

Comitê contra a reforma eleitoral
Dirigentes avaliaram que medidas antirreformas ganharam força com o movimento Ocupa Brasília (Fotos: Elvio Vargas)

O Comitê contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, composto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Corrente Sindical Classista (CST) e Central Brasileira de Sindicatos (CBS), Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil  (CTB) e mais de quarenta sindicatos dos setores público e prive Trabalhadoras ado, em reunião ocorrida na terça-feira (30-05), tiraram como principal tarefa a construção da segunda Greve Geral entre os dias 25 a 30 junho. O objetivo do movimento é barrar as reformas da Previdência e Trabalhista, fortalecer o Fora Temer e a convocação de eleição direta para escolha do novo presidente da República.

O Comitê ganhou o reforço do movimento artístico e a adesão de estudantes que disputam o Diretório Central das e dos Estudantes (DCE-UFMS), que tiveram a participação ativa na mobilização Ocupa Brasília que congregou mais de 150 mil trabalhadores brasileiros de todos os estados. A intenção é de organizar ato cultural no próximo dia 24 de junho, sábado, envolvendo artistas, atores, músicos. escritores, grafiteiros e pintores.

A ADUFMS-Sindicato esteve presente na atividade, representada pela secretaria geral, Maria Helena da Silva Andrada. A docente na ocasião denunciou a interferência da atual reitor do processo de escolha dos novos diretores de faculdades, desrespeitando a indicação dos mais votados no Faculdade de Educação de Campo Grande e no Centro Universitário de Coxim.

Comitê contra a reforma da previdêncial
Maria Helena (3ª d-e)  denunciou interferência da (Rei)toria no processo de escolha das novas direções da unidades setoriais da UFMS

Paralelo ao trabalho de construção da Greve Geral, as entidades que integram o Comitê se comprometeram em mobilizar trabalhadores para o Ato Diretas Já! marcado para sábado (03.06), 9h, no Calçadão da Barão. Nele será lançado o Plano Popular de Emergência da Frente Brasil.  Na próxima semana, está previsto o debate sobre as Reformas da Previdência e a Trabalhista, dia 10 de junho, 14h, na Câmara de Vereadores de Campo Grande. Em ambas as atividades estão previstas a participação de grupos de teatros e músicos que apoiam o Fora Temer e a Eleição Diretas Já.

Os dirigentes avaliam que a pressão das/os trabalhadoras/es em Brasília, mas o degaste do Governo Temer e do Congresso causado pelo envolvimento nas delações dos empresários do frigorífico JBS atrasou momentaneamente a tramitação dos projetos da reforma, no entanto, houve mudança do cenário político com à disposição do presidente Michel Temer em implantar pontos da reforma da Previdência por meio de medida provisória.

A nova tática do Governo Federal prevê a suavização de medidas em favor dos trabalhadores rurais e dos portadores de necessidades de especiais, no entanto, busca penalizar ainda mais os servidores públicos federais. O impasse para viabilização da MP esbarra na necessidade de mudanças na Constituição Federal para que as regras de aposentadoria no serviço público sejam alteradas.

Os participantes também decidiram ampliar a pauta de reivindicação apresentada pelo Comitê Contra a Reforma da Previdência e Trabalhista, incluindo pautas como desmilitarização das polícias, reforma do judiciário, regulamentação da mídia, fortalecimento do SUS, auditoria da Dívida Pública e reforma tributária que desonere o trabalhador e taxe os lucros e grandes fortunas.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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70 mil manifestam em Campo Grande contra reformas propostas por Temer

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Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

“Gente, gente, gente …” O pequenino trecho da canção Clube da Esquina Nº 2, de Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, expressa a grandeza e a boniteza da histórica manifestação, passeata e atos da Greve Geral contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Entre manifestantes (trabalhadoras/es públicas/os, trabalhadoras/es privadas/os, estudantes e outras pessoas) com faixas, cartazes e bandeiras, transeuntes, trabalhadoras/es do comércio e do setor de serviços nas calçadas e sacadas de prédios que participaram e apoiaram o movimento, havia cerca de 70 mil cidadãs e cidadãos na manhã desta sexta-feira 28 no centro de Campo Grande.

Para registrar aquele instante, muitas/os fizeram selfies. Outras e outros nas calçadas, enquanto protestavam, com suas câmeras de celulares clicavam o movimento para deixar gravado um dos mais significativos protestos contra as iniciativas antissociais de Temer e seus/suas asseclas do Legislativo e do Judiciário. Não faltaram os cliques da Polícia Militar à passeata.

Estabelecimentos comerciais e de serviços localizados no trajeto da passeata-protesto foram fechados em solidariedade ao movimento organizado pelo  Comitê Estadual contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, integrado por entidades sindicais como ADUFMS-Sindicato, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS). Movimentos sociais diversificados, entre os quais DSCN7176lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTs) gritavam palavras de ordem. “Que porcaria! Querem tirar nossa aposentadoria!”, exclamavam os/as manifestantes. E outras mais frases de protesto, entre elas, gritos de “o povo na rua! Governo, a culpa é sua!”

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, resumiu com precisão a diversidade de segmentos, movimentos e pessoas que compunham a manifestação. “Essa luta é da sociedade brasileira. Essa luta tem de ser todos e de todas!” Maurício Costa, da União Nacional dos Estudantes (UNE) acrescentou: “A luta continua! Por nenhum direito a menos!”

Caravanas (professores e professoras principalmente) se deslocaram do interior de Mato Grosso do Sul – de municípios como Sonora, Camapuã, Paranaíba, Aquidauana, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Jateí, Itaquiraí, Eldorado e Corumbá – para engrossar a movimentação na Capital. A passeata começou a partir de duas frentes. Uma leva de manifestantes se concentrou em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na esquina das ruas 26 de agosto e 14 de Julho. Esse grupo caminhou pela 14 de Julho e se encontrou com outro grupo que estava chegando pela rua XV de Novembro, ao lado da praça Ary Coelho. Após essa junção seguiram todas e todos com faixas, cartazes, banners em punho pelas ruas 14 Julho, Antônio Maria Coelho, Treze de Maio e Barão do Rio Branco, terminando com um grande ato e concentração na Praça do Rádio Clube (Praça da República), onde, políticos, sindicalistas e integrantes discursavam sob o momentâneo ‘olhar’ de um drone.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Docentes da UFMS aprovam em Assembleia Geral adesão à Greve Geral de sexta-feira 28

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Direção da ADUFMS-Sindicato (e-d) durante a Assembleia Geral em Campo Grande: José Roberto Rodrigues de Oliveira, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães e Fábio Henrique Viduani Martinez (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)

Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que participaram da Assembleia Geral na Cidade Universitária em Campo Grande e em campi do interior na manhã da terça-feira 25 aprovaram adesão à Greve Geral da próxima sexta-feira 28 de abril, em protesto contra as reformas da Previdência e Trabalhista. A atuação antipropostas do governo federal que tiram direitos de trabalhadores/as, aposentados/as, incluindo as/os funcionárias/os públicas/os federais e pensionistas vem sendo coordenada em Mato Grosso do Sul pelo Comitê Estadual contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, integrado pela ADUFMS-Sindicato.

As/os professoras/es participantes da assembleia na Cidade Universitária da UFMS (Campo Grande) discutiram e aprovaram as atividades da sexta-feira 28, que serão realizadas em conjunto com outras categorias. Na capital sul-mato-grossense, as/os trabalhadoras/es vão se concentrar pela manhã às 8 horas em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na esquina das ruas 26 de Agosto e 14 de Julho, onde realizarão ato. A partir das 8h30min, as/os manifestantes vão caminhar rumo à praça Ary Coelho, passando pela sede do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP).

Após as manifestações na praça Ary Coelho, as atividades da sexta 28 pela manhã têm continuidade na área central de Campo Grande com passeata a partir das 9h30min fazendo o seguinte percurso: ruas 14 de Julho, Antônio Maria Coelho, Treze de Maio e avenida Afonso Pena. Às 10h30min, os/as trabalhadores e o público em geral seguem em carreata para o Parque dos Poderes. Lá vão realizar ato na Assembleia Legislativa.

Em Campo Grande, à tarde, a partir das 15 horas, o dia de greve termina na UFMS com apresentações culturais, além de panfletagem e adesivagem na avenida Costa e Silva, em frente à Cidade Universitária.

As professoras e as professores de outros campi participam de atos previstos para o respectivo município onde está instalada a unidade da UFMS. A/o docente da UFMS no interior que quiser se deslocar para participar dos atos em Campo Grande na sexta 28, se não houver movimento em seu município, devem entrar em contato com a ADUFMS-Sindicato, em Campo Grande (fones 67 3346-1514/1482, Secretaria da entidade).

A Greve Geral é mais um dos repúdios que trabalhadores/as, aposentados/as, pensionistas, sindicatos, federações, confederações, centrais, movimentos sociais, bem como cidadãs e cidadãos em geral, vêm realizando em todo o Brasil. As manifestações já começaram a repercutir no Congresso Nacional e no governo federal, as duas instituições, de acordo com seus interesses imediatas, preocupadas com o desgaste político e com as eleições de 2018. Exemplo disso foram as 164 alterações apresentadas por deputados federais à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 (a contrarreforma da Previdência), que não amenizarão a traço antissocial das medidas em discussão. “A análise da proposta indica a preocupação do governo com a governabilidade e dos parlamentares com a elegibilidade, mas mantém condições incompatíveis com a dignidade da classe trabalhadora e com os dados referentes à expectativa de vida no país e outros dados pertinentes às especificidades de cada campo de ocupação”, apresentou a direção da ADUFMS-Sindicato durante a Assembleia Geral.

No outro front dos projetos antissociais, o desmonte da Consolidação das Lei do Trabalho (CLT) adquire cada vez mais o matiz de desconsideração dos direitos de trabalhadoras/es. A última investida ocorreu nessa terça-feira 25 na Câmara dos Deputados, quando a comissão especial, especial nas canetadas que referendam ideias temerianas, aprovou o relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) referente ao Projeto de Lei 6.787/2016 (a contrarreforma trabalhista).

Em nota, a Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas) citou, entre aspectos negativos da proposta de mudança da legislação trabalhista, o “ataque que passa pela supressão de direitos materiais e processuais hoje constantes de lei (CLT) e até mesmo no que deixa de ser aplicado do Código Civil na análise da responsabilidade acidentária, optando-se pela tarifação do valor da vida humana, em vários pontos passando também pela evidente agressão à jurisprudência consolidada dos Tribunais Regionais e do Tribunal Superior do Trabalho”.  Caso seja aprovado o 6.787, o que for negociado diretamente entre empregadores/as e trabalhadores/as, se sobrepõe ao que está estabelecido na legislação laboral.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato participa de reestruturação do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais em MS

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Reativação do Fonasefe em MS tem participação de dez entidades sindicais (Foto: Fonasefe)

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, participou no dia 7/04, da segunda reunião do Comitê Estadual contra a Reforma da Previdência. O objetivo da instância é construir atividades conjuntas das entidades representativas das/os servidoras/es públicas/os federais em Mato Grosso do Sul.

A primeira reunião aconteceu dia 31 de março, resultando no trabalho de panfletagem e adesivagem no semáforo de saída do canteiro lateral da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) com à avenida Costa e Silva, em Campo Grande. A terceira reunião ocorreu dia 13 de abril

O grupo é composto por entidades como ADUFMS-Sindicato, Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul (Sindjufe-MS), Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso do Sul (Sindsep-MS) e Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS). Conseguiu agregar o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande-MS e região (SeebCGMS). A ideia é avançar para a construção do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), em Mato Grosso do Sul.

Mariuza Aparecida resgata que o Fonasefe surgiu na greve de 2012. Tem se reunido periodicamente e foi retomado no ano de 2015. Nele se discute a defesa do serviço público, a política salarial conjunta, política de carreira, congregando inicialmente entidades representantes sindicais do Poder Executivo. A organização das entidades foi fundamental para o enfrentamento do processo de privatização dos serviços públicos no governo de Fernando Henrique Cardoso, bem como nos avanços e conquistas salariais no conjunto dos/as servidores/as públicos/as do Executivo.

Na avaliação da sindicalista, é importante fortalecer o Fonasefe. As mudanças em curso vão impactar diretamente nas carreiras do serviço público federal, pois estão sendo adotadas medidas que são prejudiciais às categorias. O governo federal tem como foco o desmantelamento dos serviços públicos oferecidos à população. No momento, o Fórum conta com cerca de dez entidades. Mais categorias estão procurando as/os representantes para entender quais os objetivos desse fórum e integrar a ele, com a missão de construir a greve geral de 28 de abril, com a inclusão das pautas das/os servidoras/es públicas/os federais.

O Fonasefe-MS não é concorrente com Comitê Estadual contra a Reforma da Previdência. Pelo contrário, a ideia é fortalecê-lo.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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REFORMAS: NOTA DA ADUFMS-SINDICATO À COMUNIDADE ACADÊMICA DA UFMS. ASSEMBLEIA GERAL DE DOCENTES ACONTECE DIA 9 DE NOVEMBRO

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Ilustração baixada do site do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica, Comunicação Gráfica e Serviços Gráficos de Jundiaí (<http://sindigraficos.org/site/ate-ministros-do-tst-e-mais-de-15-juizos-sao-contra-projeto-de-reforma-trabalhista-do-governo-temer/>)

Vivemos momentos de intensa preocupação com o destino do serviço público no Brasil e, em especial, com o projeto de universidade pública, gratuita e de qualidade pelo qual as/os intelectuais brasileiras/os lutaram desde a década de 1930 e que consolidamos na Constituição Federal de 1988.

Essa conquista que nos é tão cara está em vias de sofrer retrocesso por meio das reformas em curso no País. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 257 – agora em tramitação no Senado como Projeto de Lei da Câmara (PLC) n. 54 – e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 (PEC 55 no Senado), já aprovados na Câmara, alteram respectivamente a organização das carreiras das/os servidoras/es públicas/os – usando como argumento a renegociação das dívidas da União com os estados e municípios – e a forma da destinação de recursos para a implementação de políticas públicas, incluindo a saúde e a educação que têm percentuais mínimos de investimento definidos constitucionalmente e já insuficientes.

Há outros projetos de lei em tramitação, tais como: Projeto de Lei Complementar (PLP) 181/2015, o Projeto de Lei (PL) 3.337/2015 e o Projeto de Lei do Senado (PLS) 204/2016, que legalizam o repasse de recursos públicos a instituições de direito privado ou empresas públicas independentes, como é o caso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A Ebserh, empresa pública de direito privado, hoje administra o Hospital Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e, por ser de direito privado, não está sujeita às normas de funcionamento, fiscalização e transparência que devem reger uma instituição pública. Destaca-se, no bojo das reformas em curso, a Reforma da Previdência, que penaliza ainda mais as/os servidoras/es públicas/os, em especial as/os docentes, na medida em que estabelece idade mínima para aposentadoria aos 65 anos, independente de contribuição, bem como unifica as previdências públicas e privadas, tomando como base o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Diante desse quadro, a ADUFMS-Sindicato tem acompanhado os ataques do governo e do parlamento e participado ativamente com outros movimentos sociais de manifestações, reuniões e construções coletivas contra o descalabro que se apresenta hoje no Brasil, quando o Governo Temer atribui à classe trabalhadora as mazelas do Estado brasileiro causadas essencialmente pela corrupção e desvios de recursos provenientes da impunidade que sempre norteou as relações de poder no País.

Perante esses ataques às nossas condições profissionais e de vida, não nos curvaremos. Assumimos como nossa tarefa a defesa incondicional de nossos direitos aderindo à luta por NENHUM DIREITO A MENOS, juntamente com as/os demais servidoras/es públicas/os federais, estaduais e municipais, com as/os estudantes e com os setores produtivos da classe trabalhadora que atuam em defesa de serviços públicos de qualidade disponíveis para toda a população.

Assembleia Geral  – A respeito da GREVE GERAL, que se ensaia entre as/os servidoras/es públicas/os federais, estaduais e municipais, entre as/os estudantes e em outros setores da classe trabalhadora, a posição da ADUFMS-Sindicato será definida em Assembleia Geral no dia 9 de novembro de 2016, às 8 horas, no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) da UFMS em Campo Grande e nos demais campi da Universidade no mesmo dia e horário para a qual conclamamos os/as docentes que compareçam.

A ADUFMS-Sindicato somos todos e todas! O que nos fortalece é a nossa decisão coletiva!

 

A DIRETORIA

Gestão Autonomia Sindical – ADUFMS-Sindicato 2016-2018

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