Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

história

Nota de Pesar pelo falecimento do professor Nazareth dos Reis do Câmpus de Três Lagoas

Professor Nazareth – eterno companheiro de trabalho e amigo

A ADUFMS-Sindicato e a ADLeste, seção sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), comunicam com pesar o falecimento do professor aposentado Nazareth dos Reis, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Campus de Três Lagoas (CPTL), e filiado à ADUFMS-Sindicato. O docente morreu na madrugada nesta quinta-feira 21 de setembro às 5 horas.

O companheiro ministrava aulas de História no CPTL por mais de vinte anos e se aposentou em 2007. Era torcedor do São Paulo. Tinha câncer.

Reis atuou sempre em defesa da educação, dos avanços sociais e econômicos do nosso País. À família, parentes e amigas/os todo o conforto diante da perda irreparável.

Na linha do tempo de Nazareth dos Reis no facebook, seu sobrinho Rafael dos Reis Ferreira postou o seguinte texto sobre o docente falecido:

Como uma singela homenagem ao Professor e Tio Nazareth dos Reis, eis sua Dissertação de Mestrado (Tensões sociais no campo: Rubinéia e Santa Clara D’Oeste) defendida em 1990 que está agora disponível no Site da Família Reis. 

Nazareth, como professor e mestre, formou gerações de estudantes nas escolas da região de Santa Fé do Sul e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Demorei dois longos dias para digitalizar sua Dissertação. E tive o prazer de comunicar ao Tio desse feito. Ele me disse, emocionado na época, que essa era a realização de um sonho: deixar como legado seu trabalho acadêmico.

Um professor e pesquisador da Unesp [Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”] de Rio Preto me procurou recentemente interessado no seu trabalho. Ele me disse que já há algum tempo vinha procurando a Dissertação do Tio Nazareth para estudar o Noroeste Paulista e não encontrava.

Eu compartilhei a Dissertação com ele e disse que a partir de então esse trabalho deixaria o esquecimento da Biblioteca da PUC-SP [Pontifícia Universidade Católica de São Paulo] para se tornar público, com a autorização do Tio, que na época estava vivo.

Um grande abraço ao mestre!”

 

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POR QUE SE FUNDIR AO ANDES-SINDICATO NACIONAL?

Foto reproduzida do Blog Carmadélio

1. HISTÓRICO

A ADUFMS-Sindicato foi seção sindical do Andes até 2011, quando seu estatuto foi alterado e oficializou-se a sua filiação à Proifes-Federação.

Na greve de 2012, a então diretoria do Sindicato, ligada à Proifes-Federação abandonou a categoria em pleno movimento de greve que durou quase quatro meses. Na época, a Assembleia Geral dos/as docentes da UFMS elegeu o Comando de Greve Local, que teve apoio do Andes-Sindicato Nacional, inclusive com assento no Comando de Greve Nacional.

O movimento grevista conseguiu a adesão de 90% das Ifes. Mesmo assim, contrariando a orientação da maioria das assembleias das universidades paralisadas, a Proifes-Federação assinou acordo com o governo que desmantelou a carreira docente da educação superior, desconsiderando os movimentos de base da categoria.

Em 2015, nova greve foi necessária, considerando o desmantelamento acima citado e, em 2016, os efeitos nefastos da PEC 55/2016 (hoje EMC 95/2016) que congelou o orçamento público por vinte anos, além da reivindicação das perdas salariais de 27,5%, acumuladas no período de 2011 a 2014.

No decorrer do movimento grevista de 2015, a categoria aprovou a desfiliação da Proifes-Federação. Após a realização de debates com as duas entidades nacionais, ADUFMS-Sindicato tornou-se autônoma, alinhada à política do Andes-Sindicato Nacional. Esse debate está disponível no site da ADUFMS.

Pós-desfiliação se deu início a uma série de estudos e debates para que a categoria conhecesse melhor a organização do Andes-Sindicato Nacional, culminando com a presença da presidenta da entidade, professora Eblin Farage, no último mês de julho, em reuniões na Cidade Universitária em Campo Grande nos campi do Pantanal (Corumbá), Aquidauana e Naviraí.

2. A proposta de retorno ao Andes-Sindicato Nacional segue a linha de debates realizadas até o momento.

  • O Andes-Sindicato Nacional tem uma história consolidada de defesa das universidades públicas, gratuitas, laicas e socialmente referenciadas.
  • Trabalha dentro de uma perspectiva política e científica com grupos de trabalho que realizam os diversos estudos necessários ao entendimento das demandas da categoria e elabora suas políticas a partir desses estudos e dos debates realizados nos congressos a cada dois anos.
  • Tem se conduzido de forma autônoma à margem de qualquer governo, assumindo postura inequívoca em defesa da categoria.

3. Isso posto, a diretoria da ADUFMS-Sindicato entende que:

3.1 a luta é nacional e urgente, sendo que o isolamento não contribui para a melhoria das políticas a ser implementadas localmente;

3.2 os benefícios que temos alcançados na luta conjunta com o Andes- Sindicato Nacional se consolidam com a fusão;

3.3 o repasse financeiro estatutário ao Andes-Sindicato Nacional contribui para a gestão na elaboração de material informativo aos/às filiados/as, mobilizações, formação político-sindical e demais atividades coletivas do Sindicato;

3.4 o Estatuto garante que as seções sindicais tenham regimento próprio regulando a gestão cotidiana e as demandas locais;

3.5 as seções sindicais participam de todas as instâncias deliberativas do Andes-Sindicato Nacional, opinando nas decisões e rumos da categoria docente;

3.6 as alterações documentais e financeiras advindas do resultado da Assembleia Geral de quarta-feira 20 de setembro, se for o caso, serão construídas pela diretoria, respeitando o seu estatuto atual que estabelece como instância máxima de decisão a Assembleia Geral.

Campo Grande – MS, 9 de setembro de 2017

Diretoria da ADUFMS-Sindicato, Gestão Autonomia Sindical 2016-2018

 

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PROFESSOR EUSEBIO DEIXA LEGADO DE LUTA E COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO PÚBLICA

Foto baixada do “site” da FETEMS

Ficamos sem o companheiro de luta, historiador e agente político de transformação social, o professor Eusebio García Barrio (foto ao lado). Homem de grande bagagem acadêmica, defensor das causas sociais e dos/as menos favorecidos/as. Esteve na linha de frente na fundação da antiga Feprosul (Federação dos Professores de Mato Grosso do Sul), coordenando uma das primeiras greves do magistério estadual em razão dos atrasos salariais constantes,  no então Governo Pedrossian. Eusébio foi professor de História no antigo Centro Universitário de Aquidauana (Ceua) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), hoje Campus de Aquidauana (CPAQ). Ele foi diretor do Ceua na década de 1990.

Era solidário aos movimentos de greve por melhores salários, principalmente na era FHC. Apoiava a luta estudantil, fazendo gestões permanentes com o ex-reitor da UFMS, Fauze Gattas, para transferir os estudantes do antigo Ceua do alojamento insalubre, no anfiteatro da unidade. Conseguiu a locação de residência que por três anos serviu de casa aos discentes carentes que vinham das pequenas cidades do interior para estudar na UFMS.

A direção da ADUFMS-Sindicato se solidariza à família  com a convicção que sua passagem fez a diferença, ajudou mudar a história dos/das professores/as do ensino fundamental, médio e superior do Estado e na UFMS e contribuiu para superar um pouco das mazelas sociais que ainda perduram em nosso país.

CONHEÇA UM POUCO DA TRAJETÓRIA DE EUSEBIO BARRIO

Primeiro presidente da Feprosul participa de almoço comemorativo no Simted de Aquidauana

 

Por Azael Júnior/FETEMS ( 9/10/2012)

 

O Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Aquidauana, no dia 09 de setembro de 2012, promoveu um almoço para homenagear os ex-dirigentes da entidade. Entre os homenageados personagens que protagonizaram a história da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). e do movimento sindical sul-mato-grossense.

Entre as personalidades homenageadas estava o professor, Eusébio Garcia Barrio, ex presidente da antiga, FEPROSUL, nome que precedeu ao da FETEMS. Nascido em Valencia, região localizada a leste da Espanha, Eusebio veio para o Brasil aos 26 anos, desembarcando no Rio de Janeiro atraído, “por uma terra de oportunidades”, comenta.

Aquidauana foi uma das “oportunidades” dessa época lembra o espanhol que ainda hoje traz no inconfundível sotaque carregado a lembrança de sua ancestralidade.

Ele conta que ser professor “naquele tempo” era quase um ato de bravura. ”Eu comecei a trabalhar em março de 1975 e recebi meu primeiro salário em novembro todos de uma vez, eram folhas de pagamento feitas pelas agências de educação que demoravam meses para serem encaminhadas e depois o salário chegava quase sempre atrasado.”

Quanto à falta de democracia nas escolas públicas, ele comenta que era algo gritante e refletia o que acontecia com a sociedade na época. “Os sindicatos eram considerados ilegais, só podíamos nos reunir em associações .Vivíamos na Ditadura e nas cidades do interior o controle era muito maior, muitas vezes tínhamos que nos reunir a noite depois das aulas”, conta.

A luta no movimento sindical foi uma consequência do “sangue quente espanhol” aliado a indignação e as condições de trabalho impostas pelo governo estadual. “Tínhamos que unir a categoria porque o governo nos respeitava a medida que fazíamos nossas mobilizações nas ruas .O índice de reajuste salarial era proporcional ao tamanho da mobilização que conseguíamos fazer.”

A presidência da FEPROSUL, “surgiu” por aclamação em março de 1977. “Participei da discussão e da formação da Federação me orgulho de continuar participando da vida sindical de alguma forma. Hoje olhando a história vejo que valeu a pena nossas lutas porque temos sindicatos mais bem organizados e a categoria mais fortalecida”, salienta.

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