Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

hospital universitario

Terceirizadas/os do HU da UFMS param; salários estão atrasados

 

Fotos: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

A terceirização, velho problema na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), afeta os/as trabalhadores/as mais uma vez. Na manhã desta sexta-feira 13 de outubro funcionários/as terceirizados/as da empresa Luppa, que presta serviço de limpeza no Hospital Universitário (HU, Campo Grande), paralisaram as suas atividades por atraso no pagamento dos salários.

Segundo Ton Jean Ramalho Ferreira, primeiro-vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de MS (Steac-MS), a Luppa tem sede em Cuiabá e emprega 107 trabalhadores/as que fazem a limpeza no HU, como serviços gerais e coleta de resíduos.

A empresa não pagou os salários referentes a setembro. O pagamento deveria ter ocorrido até 6 de outubro, quinto dia útil. Somando-se esta sexta-feira, são contabilizados sete dias de atraso e ainda, conforme o sindicato da categoria, a promessa é de que os valores devem ser pagos dia 17 de outubro, próxima terça-feira. “Nós notificamos a empresa na segunda passada, dia 9, e ela não havia recebido nenhum valor do Hospital [Universitário] ainda. No dia 10 o Hospital pagou R$ 78 mil apenas, quando o total da nota que o Hospital paga para a empresa normalmente é em torno de R$ 500 mil. Então a empresa disse que não tem como garantir os salários desses trabalhadores com esse valor e está buscando empréstimos em Cuiabá. Nós já fizemos três assembleias com os trabalhadores”, relata Ton Jean.

A Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato entrou em contato com a Luppa Administradora de Serviços. A empresa não possui assessoria de imprensa. O responsável por repassar informações sobre o assunto não estava presente.

De acordo com informações repassadas pela reitoria, a UFMS não administra mais contratos referentes ao HU, sendo então responsabilidade da Empresa Brasileira

de Serviços Hospitalares (Ebserh), gestora do Hospital desde 2013.

A Ebserh foi contactada pela Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato via e-mail, mas até a noite de sexta-feira 13 não deu retorno. De acordo com o jornal online Campo Grande News, “o STEAC-MS declarou que a paralisação foi suspensa por volta das 12h desta sexta [13 de outubro]”.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS apoia Centro Acadêmico de Medicina no “Abraço ao HU”

slideshow HUO Centro Acadêmico de Medicina (CAMED), em parceria com o Sindicato dos Docentes da UFMS – ADUFMS-Sindicato – organiza nesta terça-feira, às 10h, no portão principal , o ato denominado “Abraço ao HU”. A iniciativa tem como objetivo chamar a atenção da administração da UFMS e da EBSERH, dos gestores de saúde do Estado e do município, para a situação enfrentada pelo Hospital de Ensino Rosa Maria Pedrossian, com unidades na UFMS e Hospital Regional em Campo Grande.

Entre os problemas enfrentados apontados pelos alunos e professores estão vaga zero para o atendimento de pacientes, com a Central de Regulação de Vagas mantendo os encaminhamentos do SUS, fechamento do Pronto Socorro, obras sem conclusão por problemas de licitação, falta de condições básicas de ensino e atendimento por falta de insumos, medicamentos básicos como Dipirona, lentidão para reativação de unidades importantes como Oncologia, que já devia atender com plena capacidade, retenção de 30% das verbas federais conveniadas e descumprimento de metas contratuais pactuadas com o Ministério da Saúde para modernização e ampliação do atendimento. Os dirigentes sindicais e estudantes também pedem agilização no julgamento de processos de ex-diretores e funcionários envolvidos em desvio de verba da instituição hospitalar.

Umas causas dos problemas enfrentados pelo HU seria o baixo valor pago SUS (Sistema Único de Saúde) pactuado com a Prefeitura de Campo Grande e a Secretaria Estadual de Saúde, com os valores de tabelas sem correção, congelados há mais de sete anos. A situação vem comprometendo a qualidade dos serviços prestados à população e as condições de ensino, pesquisa e extensão do hospital. Os valores da pactuação serão discutidos na quarta-feira com representantes da EBSERH, da Prefeitura de Campo Grande, numa tentativa de resolver os problemas emergenciais.

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