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Câncer de mama: como combatê-lo?

Lígia Paula Jorge Mazi, médica radiologista de mama (Fotos: Arnor Ribeiro: ADUFMS-Sindicato)

Os fatores de risco, o diagnóstico precoce, o rastreamento populacional e a humanização no atendimento pautaram a palestra da médica radiologista de mama Lígia Paula Jorge Mazi na terça-feira 30 de outubro, no Anfiteatro da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faodo-UFMS) em Campo Grande. Ligada ao Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos, unidade do Hospital de Amor (antigo Hospital de Câncer de Barretos) na capital sul-mato-grossense, Lígia Paula, enfatizou que a mamografia é a forma comprovada de analisar os seios porque pode detectar o câncer de mama em seu estágio inicial. Esse procedimento favorece a sobrevida e a redução da mortalidade.

As mulheres apresentam maior propensão ao câncer mamário. Considera-se raro o câncer de mama em homens. Entre as mulheres é nas faixas dos 40 aos 69 anos de idade que situa o público mais propenso à doença. De acordo com fôlder informativo do Hospital de Amor, a mamografia precisa ser “anual para as mulheres entre 40 e 49 anos e bienal [a cada dois  anos] para aquelas entre 50 e 69 anos”. Lígia Paula informou que não se consegue prevenir o câncer de mama, mas se consegue diagnosticá-lo precocemente. A médica explicou que o quanto antes for descoberto o câncer de mama menos agressivo será o tratamento, evitando, por exemplo, a quimioterapia.

Lígia Paula (e.) e Fátima Heritier Corvalan

A médica radiologista de mama alertou para que não se utilize o ultrassom como método de rastreamento. Ela explicou que a ultrassonografia deve ser usada apenas de forma complementar à mamografia. Assim como o ultrassom, Lígia Paula acrescentou que a autopalpação não deve ser procedimento que vise a diagnosticar anormalidades na mama, o que não significa que as mulheres devam deixar de se autoconhecerem.

Os fatores hereditário, propensão ou não a câncer na família, e histórico constituem-se em importantes aspectos a ser analisados em pessoas encaminhadas para exame mamográfico. Lígia Paula adverte que nunca se deve referenciar em outras pessoas para se suspeitar que alguém está com câncer de mama, pois trata-se de uma doença heterogênea, ou seja, cada pessoa tem seu histórico, suas especificidades.

A humanização do atendimento já na fase de exames contribui para que a mulher tenha tranquilidade e serenidade, fatores emocionais importantes, pois a mamografia é um procedimento que deve ser encarado como recurso eficiente que propicia conhecimento seguro das mamas.

O exame mamográfico precisa ser feito “periodicamente, mesmo quando não há queixas mamárias”. O câncer de mama é o “mais frequente na mulher brasileira. Se diagnosticado e tratado oportunamente, as chances de cura chegam a 95%. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados”.

A palestra na Faodo foi um esforço conjunto do Instituto Oncoguia, por meio da diretora de Promoções Sociais, Culturais e Científicas da ADUFMS-Sindicato, professora Fátima Heritier Corvalan, e do Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos, unidade Campo Grande do Hospital de Amor de Barretos.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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