Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

manifestação

Presidenta da ADUFMS participa de ato de solidariedade a reabertura a reabertura do Leducampo e a 15 professores do curso

Mariuza contesta presença intimidatória da Polícia Militar no campus da UFMS. Alegou que competência é da Policia Federal – Crédito Leducampo

Em solidariedade aos estudantes do curso de Licenciatura do Campo – Leducampo e Magistério Indígena e de 15 professores concursados para ministrarem aulas nas duas graduações, a presidenta da ADUFMS, Mariuza Guimarães, contestou a presença da Polícia Militar (PM) de Mato Grosso do Sul, em ato ocorrido na sexta-feira (20.04), em frente ao portão acesso à reitoria da UFMS. A dirigente também criticou a abertura da Delegacia Civil Virtual no campus, próxima à reitoria, na sua visão também uma forma de intimidar os estudantes.

Para a dirigente sindical docente, a presença da Polícia Militar, mesmo que autorizada pela reitoria, é uma forma de cercear o direito constitucional da livre manifestação. Enfraquece também o Art. 207 da Constituição Federal que diz que as universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial. “O protesto foi pacífico, não houveram atos de violência, apenas fecharam o portão temporariamente para forçar o reitor a receber uma comissão de estudantes, sendo, portanto, desnecessária a presença de camburões e escoltas da PM”.

Outra forma de intimidação denunciada pela presidenta da ADUFMS é a presença do assessor de imprensa da reitoria nos atos organizados pelos estudantes e professores. As filmagens realizadas pelo jornalista vêm assumindo o caráter intimidatório, com infiltrações sem permissão em reuniões de estudantes, professores e atividades internas na sede da ADUFMS-Sindicato.

A manifestação dos estudantes do Leducampo teve como objetivo fazer com que a UFMS reabra o vestibular para novas turmas. No ato, Mariuza reafirmou que o curso está estruturado, conta com 15 professores concursados, com mestrado e doutorado e não tem sentido a sua suspensão. Reclamou também que o mesmo tratamento vem ocorrendo em outras universidades, o que pode ser uma política deliberada do Ministério da Educação (MEC).

A situação do curso foi pauta da direção da ADUFMS com a administração da UFMS, em dezembro do ano passado. O diretor José Roberto Rodrigues de Oliveira, 1º secretário da entidade e coordenador do curso Leducampo, pediu a continuidade do oferecimento do curso presencial nos vestibulares, a melhoria urgente das instalações do alojamento no Estádio Morenão, na época insalubre devido a umidade. Esclareceu sobre a dificuldade de deslocamento dos estudantes da zona rural até Campo Grande, sem a doação da passagem pela instituição e o fechamento do Restaurante Universitário nos fins de semana, dias em ocorrem as aulas. Em razão do último problema, os estudantes usaram como paliativo a cozinha e as instalações da ADUFMS para fazer as refeições.

Na reunião de fim de ano com a ADUFMS, o reitor da UFMS apresentou como alternativa o oferecimento do curso na modalidade à distância.  Alegou que o custo/aluno no Leducampo devido ao deslocamento, estada e alimentação era maior que no curso de Medicina. Propôs como alternativa que cada professor hospedasse um aluno. José Roberto esclareceu que o oferecimento do curso à distância comprometia a qualidade do curso e a proposta pedagógica de vivência, troca de experiência e alternância pedagógica. Além disso, os estudantes não dispunham de equipamentos e acesso à internet na zona rural.  Adiantou ainda custo/aluno do Leducampo já havia entrado na matriz orçamentária do MEC e os recursos repassados para a UFMS.

Já no vestibular de 2018 e no Sisu não houve oferecimento de vagas para o Leducampo e Licenciatura Indígena

Assessoria de imprensa da AL

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Presidenta da ADUFMS Sindicato defende direção mais qualificada para a Casa da Mulher Brasileira

Mulheres se reunem para defender políticas de gênero e melhor atendimento na Casa da Mulher Brasileira. Gerson Jara

Militantes da Marcha Mundial da Mulheres, Liga Camponesa, Confederação Nacional da Educação (CNTE), Fetems, do PT e da CUT, estiveram promovendo ato na quinta-feira (08.03), às 16, em defesa de melhores condições de atendimento na Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, uma das 6 unidades instaladas no País, na gestão da presidenta Dilma Rousseff.

O evento contou com o apoio da Associação dos Docentes da UFMS (ADUFMS-Sindicato) e reuniu cerca de 100 mulheres.

No evento, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza de Camilo, ressaltou que o evento é uma forma de denunciar a violência praticada contra as mulheres. Resgatou que a educação passou por um breve período como “coisa de homem” e virou “coisa de mulher” e que a sociedade ainda não se apropriou da causa do combate à violência de gênero. Fez críticas à condução do processo fundamentalista para retirar da pauta de educação as questões de gênero, resumindo a questão à homossexualidade, mostrando um imenso desconhecimento daquilo que significa gênero, que significa uma luta política, social e das mulheres em todos os espaços e em especial na educação.

Mariuza destacou que a educação é a categoria composta por mulher com melhor grau de mobilização, pela disposição natural de luta. Discutir gênero, na sua visão, é fazer a diferença,  discutir que homens e mulheres sejam respeitados nos seus direitos, formados politicamente, socialmente, com salário decente para viver com dignidade.

Atuando na área de educação superior, Mariuza comentou que ainda tem que discutir estas questões com suas alunas as questões que sofrem na sua família: violência sexual, violência psicológica, enfim violência de todas as formas.

Para a docente, a sociedade tem que abrir os olhos para isso, pois, em sala, as alunas ainda desabafam chorando e reclamando sobre os problemas que enfrentam em família. Problemas, acrescenta, oriundos da sociedade. Violências que na opinião ultrapassam a questão da formação e que se manifestam dentro da escola e elas nem saber a quem recorrer.

Por isso, complementa, é que o Estado precisa efetivar as políticas públicas, em cada bairro da cidade uma Casa da Mulher Brasileira. Significa a possibilidade de encaminhar as questões de violência que envolvam as estudantes e que possam procurar serviços especializados. “Este é o papel do Estado, não é o papel do A ou Governo B ou partido A ou do partido B. Por isso, estamos à frente da Casa Mulher Brasileira, cobrando uma equipe mais qualificada. Precisamos de muitas casas deste modelo,  queremos ser assistidas em todas as circunstâncias por políticas públicas a homens e mulheres. Desta forma superar a violência de gêneros em todas as suas formas de manifestações, sejam para homens e sejam para as mulheres.”

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Centrais e sindicatos promovem ato contra reforma da Previdência

Mulheres da Liga Camponesa e servidoras da UFMS participam do ato mesmo sob chuva (fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

O Fórum das/os Servidoras/es Públicas/os Federais de Mato Grosso do Sul organizou na segunda-feira 19 ato contra a Reforma da Previdência em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na rua 26 de agosto em Campo Grande. A ação foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado de Mato Grosso do Sul (Sintsprev-MS). A manifestação contou com participação do  Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e União Geral dos Trabalhadores (UGT), Sintesp e ADUFMS-Sindicato.

A atividade integrou o calendário da Jornada de Luta  contra a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016, reforma da Previdência), cujo relator é o deputado federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

Mesmo sob chuva, o evento aconteceu com a participação de centenas de servidoras/es. Líderes de diversos sindicatos se revezavam no caminhão de som com pronunciamentos em que contestavam as mentiras propagandeadas pelo governo federal sobre o déficit da Previdência e contra as/os servidoras/es públicas/os.

O evento contou com a participação das mulheres da Liga Camponesa e dirigentes do Movimento dos  Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).  Elas repudiaram a reforma proposta pelo Governo Temer e que atinge diretamente os direitos previdenciários das trabalhadoras brasileiras, já sacrificadas por receberem menores salários, jornada tripla de trabalho e dificuldades de atingir as atuais regras para requerer os benefícios.

A Jornada de Luta aconteceu em substituição a greve geral programada para  19 de fevereiro de 2018.

Atividade integrou calendário da Jornada de Luta 

O conjunto de ações desenvolvidas pela Frente Brasil,  Fonasefe-MS e Fórum em Defesa das Universidades Públicas de Mato Grosso do Sul forçaram o governo federal a recuar na agenda política e desistir da votação da PEC, temporiamente.

Fotos ato em frente da sede do INSS

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Turine recua e nomeia primeira colocada em consulta eleitoral para dirigir Câmpus de Coxim

TURINE ESTUDANTES 12-06-2017
12-06-2017 – em reunião na Reitoria, estudantes da Faed cobram de Turine (centro) nomeação do mais votado para dirigir a Faculdade (foto: Secom-UFMS)

Reitor deve empossar nesta segunda-feira 19 as novas direções de unidades setoriais em que houve consulta eleitoral;  cerimônia está prevista para começar às 8h, na Sala de Atos da Reitoria em Campo Grande.

Após quase um mês, quando sob protestos oficializou o Professor Doutor Marcelo Rocha Barros Gonçalves, segundo colocado na consulta eleitoral proporcional realizada dia 4 de maio deste ano para escolha do/a diretor/a do Câmpus de Coxim da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CPCX-UFMS), o reitor Marcelo Augusto Santos Turine muda sua decisão e nomeia a Professora Doutora Eliene Dias de Oliveira, a mais votada entre os três segmentos (docentes, estudantes e técnicas/os administrativas/os), para dirigir aquela unidade setorial.

A nomeação de Eliane e a consequente revogação da medida anterior contida na Portaria 619/2017 ocorreu por meio da Portaria 724/2017 publicada na edição desta sexta-feira 16 do Boletim de Serviço da UFMS. Na mesma decisão, a Reitoria definiu que a contagem dos quatro anos em que a docente exercerá o cargo de diretora do CPCX começa a partir do próximo domingo 18.

O reitor deve empossar nesta segunda-feira 19 as novas direções de unidades setoriais em que houve consulta eleitoral.  A cerimônia está prevista para começar às 8h, na Sala de Atos da Reitoria em Campo Grande.

Com a nomeação da primeira colocada na consulta em Coxim resta agora resolver a situação de indignação provocada na comunidade universitária da Faculdade de Educação (Faed-UFMS) em Campo Grande, onde foi nomeada a Professora Doutora Ordália Alves de Almeida, segunda colocada, em detrimento do mais votado, o Professor Doutor Antônio Carlos do Nascimento Osório.

Sob a manifestação de estudantes em frente à Reitoria e a repercussão do caso na imprensa, o reitor Turine recebeu na segunda-feira 12 de junho estudantes da Faed. Nessa reunião, conforme release publicado no site da UFMS, a estudante Agnes Duailibi, do movimento estudantil do Curso de Pedagogia, fez a seguinte observação a Turine: “Nós acreditamos que essa decisão [nomeação da segunda colocada] é muito delicada. E que, no caso da primeira eleição da FAED, a escolha da comunidade não foi ouvida pela Administração Central da UFMS.” Segundo o mesmo texto, Turine, a exemplo do que já vinha fazendo via assessoria de imprensa da Universidade, insistiu que nomeou a nova direção da Faed baseado em “critérios técnicos como capacidade de diálogo institucional, competência e comprometimento com essa etapa inicial de construção da nova Faculdade de Educação.”

Fica implícito nessa consideração que a Reitoria ‘pisoteou’ a comunidade universitária da Faed (acadêmicas/os, professoras/es e técnicas/os administrativas/os) apontando esses segmentos como ‘não-qualificados’ para escolher democraticamente a direção da unidade. Menosprezou! Até porque ignorou a vontade das/os votantes.

Coloca-se a seguinte questão: com que base se discute escolha técnica, quando não existe uma preparação para dirigentes no serviço público? Os cargos eletivos têm critérios definidos pela própria comunidade acadêmica, de cada unidade administrativa.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Educação especial: pesquisadora da UFMS integra comissão em defesa do Ceada

A professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), pesquisadora da temática de educação especial, integra o movimento em defesa do Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audiocomunicação (Ceada), administrado pelo governo de Mato Grosso do Sul. A docente faz parte da comissão de interlocução com o Executivo estadual. Ela participou de manifestação sobre o assunto e de reunião na Governadoria na quinta-feira 12 para discutir a situação do Centro.

Ao jornal online Campo Grande News, Mariuza Aparecida explicou que os/as manifestantes – pais, mães, responsáveis, pessoas com deficiência auditiva e ativistas – foram à “governadoria para protocolar o documento com propostas de melhorais e funcionamento do Ceada. É preciso oferecer um acompanhamento continuado digno às crianças e adolescentes deficientes auditivos”.

Confira abaixo o desdobramento desse movimento.

 

Capital terá escola pública bilíngue até 2018, anuncia secretária de Educação

 

Sílvio Andrade – Subcom – 12/01/2017

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Mariuza (segunda da direita p/esquerda): “É preciso oferecer um acompanhamento continuado digno às crianças e adolescentes deficientes auditivos discute assistência” (Foto: Edemir Rodrigues –Subcom)

Campo Grande (MS) – O Governo do Estado implantará, até 2018, uma escola bilíngue em Campo Grande para atender as crianças e jovens com deficiência auditiva em idade de escolarização, os quais hoje estão migrando para a rede pública face à reestruturação do Centro Estadual de Atendimento ao Deficiente da Audiocomunicação (Ceada), na Capital, que deixa de oferecer a escolarização a esse grupo em atenção à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

“Será uma escola comum, aberta à comunidade, proporcionando maior integração entre os alunos que já dominam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e aqueles ainda em processo de aprendizagem”, disse a secretária estadual de Educação, Maria Cecília Amêndola da Motta, ao anunciar a nova estrutura para os alunos com necessidades especiais que cursam o ensino fundamental.

O compromisso de construir uma escola bilíngue foi firmado pela governadora em exercício Rose Modesto no encontro com pais, alunos e profissionais do Ceada, na manhã de quinta-feira 12, para tratar da reestruturação daquele estabelecimento. A secretária de Educação adiantou que o governo se esforçará para estruturar a nova escola ainda no segundo semestre deste ano e considerou como ideal a implantação de polos em várias regiões da Capital e do interior.

Acompanhamento

Ainda na quinta-feira 12, foi formalizada a comissão permanente que acompanhará as adequações pertinentes às mudanças na educação especial – a transferência dos alunos para a rede pública e o processo de construção da escola bilíngue. A criação da comissão, formada por profissionais de educação, entidades ligadas à área e pais dos ex-alunos do Ceada, faz parte de uma pauta de reivindicações discutida pela comunidade na Secretaria de Estado de Educação (SED).

Para a coordenadora de Políticas de Educação Especial da SED, Adriana Buytendorp, a reformulação proposta pelo Estado é um grande avanço nas políticas de atendimento especial aos estudantes com deficiência auditiva. Ela explicou que os alunos atendidos pelo Ceada e agora realocados na rede estadual de ensino continuarão a receber atenção especial, incluindo apoio do Centro de Atendimento Educacional Especializado (CAEE), que se integrou ao Ceada.

Fazem parte da comissão a secretária de Educação, Maria Cecília Amêndola da Motta; a coordenadora de Políticas de Educação Especial da SED, Adriana Buytendorp; Roberto Botareli, presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems); Lucílio Souza Nobre, presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP); Juliana Matos, procuradora da SED; deputado estadual Pedro Kemp; professores, técnicos e representantes dos pais dos alunos e do movimento pró-Ceada.

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10 mil ocupam Esplanada em defesa de direitos e contra ataques aos trabalhadores

Data: 13/09/2016

10 mil ocupam Esplanada em defesa de direitos e contra ataques aos trabalhadores 

Mais de 10 mil pessoas, entre servidores públicos federais, estaduais e municipais, militantes de movimentos sociais e estudantis tomaram as faixas da Esplanada dos Ministérios, na manhã dessa terça-feira (13), em uma grande marcha que integra a Jornada de Lutas, organizada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) em unidade com as Centrais Sindicais.

Os manifestantes cobravam a saída do presidente Michel Temer, a retirada de projetos de lei que atacam os serviços públicos, os direitos dos trabalhadores e congelam os orçamentos da União e dos estados como a PEC 241/2016 e o PLP 257/2016 (atual PLC 54/16) e protestavam também contra as reformas Trabalhista e Previdenciária, já anunciadas pelo governo Temer.

A marcha foi marcada pelo uníssono “Fora Temer”, expresso também em camisetas, faixas e adesivos. Diversas bandeiras cobravam também novas eleições e quase todas as falas durante o trajeto, que percorreu a Esplanada, do Museu da República ao Ministério da Fazenda, com direito à parada em frente ao Congresso Nacional, destacavam a grande expressão daquela manifestação e a importância da unidade das categorias de trabalhadores, dos movimentos sociais e centrais sindicais para a construção da greve geral.

“Essa jornada de lutas está sendo um importante passo para a construção da unidade da classe trabalhadora. Todas as entidades estão se esforçando, porque apenas com a unidade da classe será possível construir a greve geral, para dizer, a este governo ilegítimo, que nós não aceitaremos nenhum retrocesso nos nossos direitos. Nós, professores das universidades públicas e institutos federais de todo o Brasil, juntos com os demais servidores e estudantes, entidades, movimentos sociais, não mediremos esforços para construir esta unidade e nos mobilizarmos rumo à greve geral”, ressaltou Eblin Farage, presidente do ANDES-SN.

A presidente do Sindicato Nacional afirmou ainda que é importante que os manifestantes se coloquem contrários aos projetos do “Escola sem Partido”, que busca amordaçar os professores e impor uma ideologia única ao ensino, o PLS 204/2016, que irá aumentar a dívida pública de estados e municípios através de uma manobra ilegal, e também pressionem os parlamentares pela rejeição do PLP 257 e da PEC 241. “É fundamental que a gente consiga dialogar com a população sobre esses projetos, que precarizam ainda mais as condições de vida dos brasileiros, e a importância de se unirem à nossa luta em defesa dos direitos sociais e dos serviços públicos. Fora Temer  e rumo à greve geral!”, exclamou no carro de som, em frente ao Congresso Nacional.

Já no final da marcha, em frente ao ministério da Fazenda, Atnagoras Lopes falou em nome da CSP-Conlutas. Ele ressaltou a importância da unidade construída naquele ato, entre as diversas categorias, as centrais sindicais e os movimentos sociais e reforçou a importância da unificação da luta também com os trabalhadores da iniciativa privada, para a construção de um grande calendário de mobilizações. “Destacamos a importância do dia 22 e enaltecemos o valor do dia 29, quando nacionalmente todas as centrais unificadas, que estão presentes nessa marcha, estão convocando uma greve nacional do setor metalúrgico do país, e esperamos que todos se juntem. Tenho certeza que o exemplo de unidade que as categorias do serviço público dão hoje é fundamental para paramos esse país rumo à greve geral”, reforçou Lopes.

Eblin Farage avaliou como muito positiva a unidade construída entre as diversas categorias dos servidores públicos federais, estaduais, municipais, movimentos sociais, estudantes para a realização da marcha e ressaltou ser fundamental que essa unidade se amplie na perspectiva da construção da greve geral. “Hoje demos um grande passo na construção da unidade com diferentes setores, e a perspectiva é que iremos avançar, com as paralisações e atos marcados para os dias 22 e 29, na construção de uma agenda de lutas, tendo no horizonte a construção da greve geral e a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Esse é o nosso desafio”, concluiu.

Ocupação
Após o término da marcha, manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam o ministério das Cidades. Após negociação, conseguiram ser recebidos pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo, para apresentar a pauta de reivindicações do movimento.

Jornada de Lutas
A jornada de lutas termina nesta quarta-feira (14), com realização da reunião ampliada dos servidores públicos na tenda montada na Esplanada dos Ministérios, quando será feita balanço das atividades e discutidas novas ações do conjunto das categorias.

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Manifestantes de todo o Brasil realizam marcha noturna em Brasília

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Sindicato convida professores/as para debater projeto Escola Sem Partido e condena Lei da Mordaça

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Duarte tem retrocesso nas políticas de direitos de humanos diante da onda fascista  (Foto: Gerson Jara)

A ADUFMS-Sindicato está participando ativamente das mobilizações contra o Projeto de Lei 8.242/2016, batizado por educadores/as e estudantes como a Lei  da Mordaça, de autoria do  ex-vereador, Alceu Bueno e encampado pelo vereador  vereador Paulo Siufi (PMDB).  No domingo, diversos professores da UFMS participaram de manifestação na Praça da República e depois de caminhada até a sede da prefeitura.

A mobilização continua nesta segunda-feira,  com a ADUFMS-Sindicato e as entidades contrárias a Lei da Mordaça, convidando toda comunidade universitária para participar de debate na Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), às 19 horas, para discutir o projeto de lei da Mordaça.

A organização do ato contou com o apoio estrutural da entidade. Mais seis de professores da instituição ocuparam o microfone para criticar o projeto de lei, considerado inconstitucional e que fere as orientações do Plano Nacional de Educação (PNE) e a própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).

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Professores da UFMS tiveram participação determinante na manifestação contra Lei da Mordaça

Entre os absurdos,  o projeto de lei proíbe que temas relacionados a  sexualidade e gênero não sejam discutidos em sala de aula.  Além disso, dDSC01683etermina que as instituições de ensino público tenham cartazes que “orientem” o que o professor pode e/ou não deve debater em sala de aula.

A Professora Doutora e presidente da regional Centro-Oeste da Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e de Pesquisa em Educação), Maria Dilnéia Espíndola, esteve presente à manifestação. Indignada com a iniciativa, escreveu o artigo NA ESCOLA DO NADA, O QUE É QUE SE ENSINA? NADA! Ele foi publicado no site da ADUFMS-Sindicato e encaminhado a órgãos da imprensa para publicação.

Para o professor Paulo Duarte Paes, o projeto de lei faz parte do pacote dentro da onda conservadora que vem assolando o País, proposto por pessoas que não tem nenhum conhecimento da área educacional e de forte tendência fascista,  pois interfere diretamente na liberdade pedagógica de professores. Suspeita que entidades como a Fundação Milênio, bancada pela Rede Globo e empresas multinacionais, interessadas em desestabilizar a democracia na América Latina, patrocine este tipo de iniciativa que se prolifera por todos o País e que precisa ser barrada na mobilização, sob pena de retrocessos na política de direitos humanos e no sistema educacional brasileiro.

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Prof. Moacir, diretor da ADUFMS, registrando manifestação contra a Lei da Mordaça.

Para o diretor financeiro Marco Aurélio Stefanes iniciativas com estas fazem partem do movimento Escola Sem Partido. Integra o conjunto de reações de forças conservadoras  que querem cercear a reflexão e o debate democrático nas escolas, cerceando o debate sobre temas centrais para construção de uma sociedade igualitária, com questão de gênero, raça e cidadania. Defendem bandeiras retrógradas com o conceito de que família seja resultado da união entre, homem e mulher, enquanto a família deve ser resultados de várias formas de amor.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Vigília Cantata cobra agenda com novo ministro da Educação

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Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

Animadas/os com muita música popular brasileira (MPB), integrantes do Comando de Greve da ADUFMS-Sindicato cobraram agenda com o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A manifestação cultural aconteceu no corredor central do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) do Campus de Campo Grande da UFMS, durante toda a manhã da segunda-feira (5-10-2015).

A animação musical ficou a cargo dos professores Moacir Lacerda, Ronny Machado de Moraes e professora Maria Helena da Silva Andrade.

Simultâneo à cantata, houve projeção e eslaides com conteúdos de mobilizações e ações desenvolvidas com docentes, técnicos/as e estudantes da UFMS nesses 110 dias de greve. Muitas atividades foram projetadas: caravanas à Brasília, passeata conjunta com os/as demais servidores/as públicos/as federais, participação no ato limpeza contra corrupção, no aniversário de Campo Grande, dia 26 de agosto, e no Grito dos/as Excluídos/as, 7 setembro, aulas públicas organizadas pelo Comando de Greve, atividades do Fórum em Defesa da UFMS, saraus, mobilizações e panfletagens realizadas pelos campi do interior.DSC01021

Ainda na segunda 5 pela manhã em Brasília, aconteceu manifestação no Ministério da Educação  (MEC) organizada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) cobrando que o novo ministro, Aloizio Mercadante, mantenha o compromisso de receber o Comando Nacional de Greve (CNG), assumido pelo ex-titular da pasta, Renato Janine. A resposta é que Mercadante está reorganizando sua agenda, para depois receber os/as representantes dos sindicatos em greve e do Andes-SN.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Docentes federais conquistam reunião com ministro da educação e MPOG

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Fotos baixadas da página do CNG no site do Andes-SN

Após uma quinta-feira (24) recheada de manifestações em Brasília (DF), os/as docentes federais conquistaram, na baseimg_0774.MEC 24.09.2015 da pressão política, duas importantes reuniões de negociação sobre a pauta de reivindicações da greve, que já dura quase quatro meses. Pela manhã, depois de manifestação em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), a Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público (SRT-MPOG) se comprometeu a reunir com as/os grevistas. Pela tarde, após ocupação do gabinete do ministro da Educação, Janine Ribeiro finalmente se comprometeu a receber os docentes federais em greve no dia 5 de outubro.

As manifestações, que contaram com a presença de docentes em greve de diversas universidades do país e com o apoio de estudantes, começaram logo cedo. Às 10h os manifestantes se reuniram na frente do MPOG, onde exigiram resposta à pauta de reivindicações apresentada no dia 18 e também a marcação de uma reunião previamente acordada com o Ministério, mas que desde então não teve confirmação. Sem quaisquer respostas do MPOG desde 31 de agosto, os docentes pressionaram por algumas horas até que Sérgio Mendonça, da SRT-MPOG, se comprometesse a recebê-los na próxima semana, por meio de ofício enviado ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

Em seguida, os/as manifestantes se dirigiram ao Ministério da Educação (MEC). Um grupo de 16 docentes do Comando Nacional de Greve (CNG) do Andes-SN ocupou o gabinete do ministro Janine Ribeiro por volta das 13h como forma de pressioná-lo a receber a categoria. Janine é o primeiro ministro da Educação que não recebeu o Sindicato Nacional em décadas. Os/as demais manifestantes se concentraram na porta do Ministério, onde foram reprimidos pela Polícia Militar com gás de pimenta e cassetetes. O MEC enviou, então, representantes para negociar a desocupação e se dispôs a realizar uma reunião, na mesma hora, entre os manifestantes e a Secretaria de Educação Superior (SESu-MEC).

 

Reunião na SESu-MEC

reunião mec. 24.09.2015;img_0910Quem participou da reunião foi Jesualdo Farias, secretário da SESu. Paulo Rizzo, presidente do Andes-SN, apresentou os novos elementos de negociação dos/as docentes federais em greve – protocolados no próprio MEC na semana anterior. Rizzo questionou Jesualdo sobre como as universidades federais serão afetadas pelas novas medidas de ajuste apresentadas recentemente pelo governo federal, entre as quais a suspensão de concursos públicos e o fim do abono-permanência.

O secretário respondeu que não tem como se posicionar sobre os elementos de negociação que incorrem em questões financeiras, pois isso é de atribuição do MPOG e se esquivou do debate dessas pautas. Em relação aos concursos públicos, afirmou que imagina que os concursos já aprovados serão realizados, mas que isso ainda depende de reuniões com o ministro da Educação e com Luiz Cláudio Costa, secretário-executivo do MEC. Jesualdo disse que as medidas de ajuste e arrocho são gerais a todo o serviço público, mas que não tem certeza de como elas afetarão as universidades.

Os representantes estudantis que participavam da reunião questionaram, então, o secretário sobre os cortes orçamentários que sofreu a educação pública, enquanto o governo federal segue investindo dinheiro público em educação privada. Criticaram o fato de que muitos campi de universidades federais foram abertos sem quaisquer condições de permanência estudantil, e exigiram que só fossem abertos novos campi com moradia estudantil e restaurante universitário. Por fim, reivindicaram que o governo federal invista R$ 3 bilhões no Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).

Jesualdo respondeu que o MEC tem retido todos os pedidos de criação de novos campi que não apresentam o mínimo de estrutura para assistência estudantil, mas que as universidades podem, com sua autonomia, construí-los por outros meios. Ressaltou ainda que o MEC tem trabalhado cotidianamente para conseguir recursos adicionais mas, valendo-se da crise econômica, seria impossível a reversão dos cortes.

Olgaíses Maués, 2ª vice-presidente da Regional Norte II do Andes-SN, cobrou a presença do ministro Janine Ribeiro nas negociações com os docentes federREPRESSÃO A DOCENTES.24.09.2015img_0812ais, lembrando que ele é o único ministro da Educação que nunca recebeu o Sindicato Nacional ou os docentes grevistas, e que seria uma sinalização importante de respeito à categoria caso ele aceitasse marcar uma reunião.

O secretário da SESu-MEC respondeu que tentaria marcar a reunião com o ministro, desde que os/as docentes desocupassem o gabinete do ministro. A resposta dos/as docentes foi que não havia confiança no ministério a ponto de desocupar antes que a reunião fosse marcada e que a ação radicalizada era necessária, visto que a greve já dura quase quatro meses e as negociações praticamente não avançaram – mesmo com os esforços dos grevistas em apresentar novos elementos para negociação.

A reunião terminou, assim, em um impasse. Os/as docentes se negaram a desocupar o gabinete enquanto uma reunião com Janine não fosse marcada. Algumas horas depois, com intermediação de uma deputada federal, Luiz Cláudio Costa, secretário-executivo do MEC, se comprometeu a marcar uma reunião entre os/as docentes federais, estudantes e Janine Ribeiro para o dia 5 de outubro. A proposta foi aceita com a ressalva de que seria importante que a reunião acontecesse já na próxima semana, dada a gravidade da situação da educação pública federal.

Após quase cinco horas, os/as docentes desocuparam o gabinete do ministro. Giovanni Frizzo, 1º vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul, ressaltou que a ocupação foi vitoriosa, pois a intenção da ação era justamente conseguir com que o ministro recebesse o CNG do ANDES-SN. Paulo Rizzo, presidente do Andes-SN, afirmou que as manifestações foram vitoriosas, já que conseguiram fazer com que MPOG e MEC marcassem novas reuniões.

“Não tínhamos resposta do MPOG desde 31 de agosto e do MEC desde 3 de setembro. Queremos negociar e, inclusive, apresentamos novos elementos para negociação. Mas foi apenas com muita mobilização que conquistamos essas duas reuniões”, disse o presidente do Andes-SN.

Confira aqui os novos elementos de negociação, protocolados pelo CNG do Andes-SN no MEC e no MPOG dia 24 de setembro.

 Andes-SN

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