Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Protestos contra fim de cursos na UFMS marcam o Sete de Setembro

Caixão simbolizando morte do curso de Ciência da Computação no CPPP – Foto: Késia Caroline Ramires Neves/ADUFMS-Sindicato

Manifestantes levaram à sociedade, no 7 de Setembro, seu descontentamento com a decisão da administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – via canetadas do reitor Marcelo Augusto Santos Turine e do pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho – de suspender e extinguir cursos na instituição. Integrantes da comunidade da UFMS, maior universidade pública do Estado, juntamente com docentes da direção da ADUFMS-Sindicato, portaram faixa para dizer não à medida unilateral do alto escalão da instituição de ensino, pesquisa e extensão.

Manifestantes percorreram rua Treze de Maio no Centro de Campo Grande – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Os protestos aconteceram no interior e em Campo Grande. Na fronteira Brasil-Paraguai, estudantes, técnic@s administrativ@s e docentes do Câmpus de Ponta Porã (CPPP) participaram dentro do desfile do 7 de Setembro para exigir que a administração da UFMS não execute a decisão de suspender o ingresso de nova turma no curso de Ciência da Computação no próximo ano naquela unidade.

Campo Grande: Guarda Civil Municipal bloqueia manifestação democrática – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

A ADUFMS-Sindicato uniu-se à comunidade fronteiriça para lutar contra as exclusões promovidas pela administração central da UFMS. De acordo com o jornal online Lidernews, “mais de 150 pessoas, entre alunos, técnicos, docentes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Ponta Porã, e apoiadores da causa, desfilaram nesse 7 de setembro para divulgar os 4 cursos  (Ciência da Computação, Matemática, Pedagogia e Sistemas de Informação), projetos de ensino, pesquisa e extensão da universidade, além de protestar contra a suspensão e fechamento de cursos dentro da UFMS, em particular, protestar contra a suspensão do curso de Ciência da e Computação de Ponta Porã”.

“Destaque ao caixão, que desfilou simbolizando a educação sendo enterrada, descartada por quantitativos financeiros. O caixão aparece para protestar CONTRA A SUSPENSÃO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EM PONTA PORÃ. Os alunos seguravam cartazes de data de nascimento do curso (2010) e de suspensão (2018)”, descreve matéria do Lidernews.

“Gritando palavras de ordem – ‘UFMS,  fica’, ‘Câmpus de Ponta Porã, fica’, ‘Ciência da Computação, fica) –, pedindo  para que a UFMS fique com seus cursos na cidade, carregaram um caixão com cartaz ao lado, dizendo: ‘Reitor, não ‘mate’ nossos cursos de graduação da UFMS em Ponta Porã’. ‘Nosso coração bate!!!’”, afirma a diretora de Políticas Educacionais da ADUFMS-Sindicato, Professora Doutora Késia Caroline Ramires Neves.

Grito d@s Excluíd@s – Em Campo Grande, empunhando as faixas “Contra o fechamento de cursos na UFMS” e “Basta” (sem corte de investimentos na educação, sem privatização da pesquisa, sem corte de bolsas, sem cobrança de mensalidade na universidade pública e sem terceirização) a ADUFMS-Sindicato e pessoas defensor@s da universidade pública, laica e referenciada participaram do Grito d@s Excluíd@s logo após o desfile cívico do 7 de Setembro. “A ADUFMS-Sindicato está acompanhando com muita preocupação essa suspensão de oferta de curso por atacado, sem discussão nos colegiados superiores”, reforçou a presidenta da entidade, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães.

As/os manifestantes percorreram a rua Treze de Maio, no Centro da capital sul-mato-grossense. Por meio de uma atitude criminalizadora, a polícia montou um cordão na esquina com a avenida Afonso Pena para barrar cidadãs, cidadãos e entidades que estavam na caminhada portando faixas e cartazes, pronunciando palavras de ordem. O bloqueio teve o intuito de blindar autoridades enquanto elas estavam no palanque ou se retiravam, incluindo o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Ecoando alto “fascistas e golpistas não passarão!”, após liberação da tropa policial, @s excluíd@s encontraram pela frente o pelotão d@s contrári@s ao democrático protesto.  Atrás das forças oficiais repressivas, ess@s contrári@s xingavam e insultavam as muitas pessoas que participavam da manifestação pedindo mudanças sociais e políticas avançadas de inclusão.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Terceirizadas/os da UFMS param por atraso de salário. Estudantes se solidarizam com o movimento

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Trabalhadoras/os paralisadas/os exigem que empresa pague salários atrasados (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato). Para acessar todas as imagens do movimento, clique sobre qualquer uma das fotos deste texto

Trabalhadoras e trabalhadores terceirizadas/os da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Cidade Universitária em Campo Grande, protestaram nesta sexta-feira 17 pela manhã contra o atraso dos salários de maio. A Douraser, empresa contratada pela administração da UFMS, deveria ter pagado as/os profissionais até o quinto dia útil de junho. Estudantes participaram da manifestação em solidariedade e apoio à paralisação pelo não-pagamento das pessoas que atuam em atividades que englobam, principalmente, limpeza de salas de aula, de banheiros, de corredores e de outros setores da UFMS na Capital sul-mato-grossense.

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Terceirizadas da UFMS: “Não é emprego! Isso é trabalho escravo”

No estacionamento em frente aos prédios da reitoria e das pró-reitorias, as/os trabalhadoras/es e as/os acadêmicas/os se reuniram para discutir a situação crítica provocada pela terceirização, que acarreta desrespeito aos direitos fundamentais das/dos trabalhadoras/es. “Cadê, cadê o pagamento? Quero meu dinheiro pra comprar alimento!”, protestavam as/os terceirizados/as.

As/os manifestantes saíram em passeata pelo campus da UFMS em Campo Grande. Manifestaram na unidade 6, conhecida como shopping, seguiram pelos corredores do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), do antigo Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), pela Faculdade de Computação (Facom) e pelo Complexo Multiúso. Retornaram pelo CCHS e pelo CCBS. Protestaram em frente à Biblioteca Central. Terminaram o protesto com atos em frente aos prédios da reitoria e das pró-reitorias. Em seguida, realizaram assembleia.

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Manifestantes percorreram vários setores da UFMS em Campo Grande

O atraso dos salários de mais de cem responsáveis por manter a universidade funcionando em condições adequadas às atividades de alunas/os, docentes e técnicas/os administrativas/os é mais uma consequência nefasta da precarização provocada pela terceirização. “Não é emprego! Isso é trabalho escravo”, bradavam as/os trabalhadoras/es e as/os alunas/os. Em meio às frases e às faixas de resistência, reivindicação e solidariedade, indigna-se uma trabalhadora terceirizada: “Tem mãe que não tem o que comer em casa. Deixa de comer para comprar o leite do filho!” Para que ela não corra, ainda mais, o risco de retaliação por parte da empresa que presta serviço à UFMS, não divulgamos seu nome.

De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de MS (Steac-MS), a administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul pagou a Douraser no dia 3 de junho. O presidente do Steac-MS, Wilson Gomes da Costa, disse que a empresa usou o dinheiro que seria para as/os trabalhadoras/es terceirizadas/os que prestam serviços à UFMS em Campo Grande para pagar salários de outras/os terceirizadas/os que atuam no campus da Universidade em Três Lagoas. “A pressão tem que ser feita! Ela é válida!”, alertou o sindicalista.

Costa explicou que o setor jurídico do Steac-MS está tomando providências para garantir o direto de as/os trabalhadoras/es terceirizadas/os manterem-se parados. No estacionamento da reitoria e das pró-reitorias, os/as profissionais paralisadas/as decidiram pela transformação da paralisação em greve por tempo indeterminado. “Não vamos voltar enquanto não receber os salários”, deixou claro o presidente do sindicato da categoria. Porque, como disseram as/os terceirizadas/os, “trabalhador/a não é otário/a! Cadê meu salário?”

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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