Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

mercantilização

Ativistas panfletam na UFMS em defesa da universidade pública

Presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida, distribui panfletos – Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Integrantes dos movimentos docente, técnico-administrativo e estudantil da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), além de representante das Mulheres pela Democracia, concentraram-se no final da tarde da quarta-feira (5-12)  na Cidade Universitária Campo Grande para distribuir panfletos em defesa das instituições públicas de ensino superior. A panfletagem na capital sul-mato-grossense aconteceu na saída principal da UFMS. O ato fez parte do Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação Pública.

A manifestação visou mostrar à sociedade as medidas que paulatinamente vêm apontando para a privatização de instituições universitárias públicas no Brasil: corte de orçamento para custeio e investimento, redução drástica de recursos para pesquisa, ciência e inovação, autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para terceirização das atividades-fim, cobrança de mensalidade nos cursos de pós-graduação profissionalizantes, transferência de servidor@s a critério dos ministérios, entre outras decisões.

Com faixa e bandeiras, as/os ativistas panfletaram conteúdos com objetivo de estimular a reflexão sobre a devastadora política de mercantilização da educação superior, da pesquisa e da extensão. Conversaram com motoristas e transeuntes, buscando conscientizar sobre a importância da universidade pública no desenvolvimento da sociedade. “Nós queremos uma universidade para todas e todos”,discursou a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães.

Vitor da Conceição Teixeira: “Terceirização jamais!”
Ato contou com participação de integrantes do corpo técnico-administrativo da UFMS

O coordenador-geral do Diretório Central das e dos Estudantes (DCE-UFMS), Vitor da Conceição Teixeira, alertou para a decadência da política de incentivo à permanência de acadêmicas/os na universidade pública. “Chega de cortar as nossas bolsas, os nossos auxílios!” O dirigente estudantil se posicionou contra a expansão de atividades terceirizadas nas instituições de ensino mantidas pelo Estado Nacional com impostos pagos por cidadãs e cidadãos. “Terceirização jamais!”

A panfletagem teve a participação de Ana Cláudia Salomão, das Mulheres pela Democracia. De acordo com a ativista, a universidade pública está sendo importante para inclusão das mulheres no ensino superior.

ADUFMS-Sindicato, DCE-UFMS e Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Instituto Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), promoveram e organizaram o ato.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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‘Não existe solução corporativa’ para a universidade pública

Fotos: Arnor Ribeiro (ADUFMS-Sindicato)

O historiador e professor Valter Ventura da Rocha Pomar esboçou a ideia de universidade pública em sinergia com um projeto de Estado, sociedade e governo. O docente da Universidade Federal do ABC (UFABC) apontou que a defesa da instituição universitária de ensino, pesquisa e extensão de matiz social não pode ser isolado do meio em que está inserida.

As ‘bolhas’, as atuações circunscritas, tornam-se empecilhos à construção de ações que arcaboucem a universidade pública dentro de uma macrossituação. “Não existe solução corporativa”, alertou Pomar na sexta-feira 29 de setembro à tarde durante palestra sobre A Função da Universidade Pública no Contexto Atual, no Anfiteatro da Faculdade de Artes, Letras e Comunicação (FAALC), antigo Anfiteatro do extinto Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS) na Cidade Universitária da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) em Campo Grande.  A ADUFMS-Sindicato promoveu o evento.

Duas das práticas governamentais que sinalizam para a necessidade de rever táticas e estratégias de luta são a terceirização e a velada privatização da universidade pública. É o que Valter Pomar chama de conversão do espaço público em uma forma privada de administração. O historiador afirmou que isso faz sentido à medida que se coloca a educação como uma mercadoria qualquer. De acordo com o docente, os dados indicam contrariedade ao que estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024). O governo federal cortou 40% dos investimentos na universidade pública. Pomar previu que a situação deve se agravar em 2018 com uma Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) mais severa do que a de 2017, em relação a investimentos na educação. “Provavelmente a gente vai chegar à interrupção”, profetizou em uma referência à universidade pública.

Presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida, com Pomar durante a palestra

A crise se agrava ainda mais quando se deturpam as funções da universidade pública e da educação básica brasileiras. Diretor de Imprensa da Associação dos Docentes da UFABC (ADUFABC), seção do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o professor Pomar explicou que há uma lógica de dar prioridade ao setor privado.

Essa inversão de finalidade atinge a pesquisa acadêmico-científica que em sua maioria é concentrada na universidade pública, mas paradoxalmente não se leva em conta os interesses de todos os segmentos sociais. Segundo Pomar, a iniciativa empresarial privada se beneficia da investigação científica desenvolvida nas universidades públicas, pagando ou não por esse serviço de produção de conhecimento e sua consequente aplicação na forma de tecnologias.

O ensino superior particular moldou uma outra face da mercantilização da educação via recursos públicos paralelo à ampliação das instituições de ensino superior ainda que insatisfatória frente à demanda, ocorrida nos governos do PT. Dessa maneira, o que era ambiguidade nos governos Dilma e Lula agora no Governo Temer (PMDB) passou a ser homogêneo, enfatizou Pomar. De um lado, o setor privado da educação universitária recebe recursos via, por exemplo, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Programa Universidade para Todos (Prouni); do outro as universidades públicas e os institutos federais caminham para o estrangulamento por falta de dinheiro.

Debate com Pomar sobre universidade pública, Estado, sociedade e governo

Valter Pomar soma a isso “a dinâmica da avaliação quantitativa”, por meio da qual prevalece o produtivismo, a pressão estressante para que as/os docentes produzam mais em detrimento da qualidade. Há a ideia da ascensão individual. “A individualidade reforça o individualismo [rumo] ao reacionarismo”, pontuou o historiador.

Pomar historiou que a educação superior no Brasil surgiu bem mais tarde se comparada a outros Estados nacionais latino-americanos.

ASSISTA! AOS VÍDEOS (ABAIXO) DA PALESTRA DE VALTER POMAR

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Educação: pesquisadora da UFMS assume vice-presidência Centro-Oeste da ANPEd

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A Professora Doutora Maria Dilnéia Espíndola Fernandes, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), tomou posse no dia 8 de dezembro como vice-presidenta para a região Centro-Oeste da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). Docente “credenciada no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMS na Linha de Pesquisa História, Políticas e Educação”, Maria Dilnéia integra a nova diretoria da ANPEd, Gestão Resistência e Movimento (2015-2017). A atual direção foi escolhida por votação realizada no segundo semestre de 2015.

O Plano Bienal de Trabalho dos/as atuais dirigentes da Associação, empossados/as este mês, engloba posicionamento contrário ao golpismo. “Cabe destacar que esta diretoria reafirma o compromisso histórico da ANPEd com a democracia e se postará contrária a todas as tentativas de desestabilização da ordem democrática e tentativas de golpe que possam se insinuar no cenário nacional.”

A Gestão Resistência e Movimento expressa o combate  a “manifestações racistas, homofóbicas e de intolerância religiosa, que, em boa parte, estão articuladas contra a ampliação das ações das mulheres na sociedade”. A ideia é atuar em conjunto com os “movimentos sociais progressistas”.

As políticas educacionais desenvolvidas atualmente motivam uma forte atuação da atual diretoria da ANPEd. “A aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE 2014-2024) incorporou a necessidade de expansão dos fundos públicos para a área e estabeleceu a meta de 10% do PIB para a Educação, porém, tais recursos, a serem garantidos, podem ser direcionados tanto ao setor público como ao privado, o que indica um cenário de acirramento das disputas quanto à sua alocação e como eles serão efetivamente executados.”

O mercantilização da educação superior no Brasil e os cortes de recursos que atingem as instituições universitárias federais compõe o rol de preocupações da nova direção da ANPEd, que demarca posição favorável a ações inclusivas. “A ampliação de vagas na Educação Superior, com alguns ganhos de inclusão trazidos por políticas de cotas sociais e raciais nas Universidades Públicas, e a interiorização do sistema Federal com novas IFES convivem com a expansão das instituições privadas com financiamento público, seja via PROUNI ou pela via do FIES, ao lado de corte de recursos de mais de dois bilhões para as IFES só em 2015, e uma grande redução orçamentária para 2016.”

A foto acima foi baixada do site da ANPEd – nova diretoria da entidade: professora Maria Dilnéia (primeira à esquerda).

MAIS

Nova Diretoria toma posse para biênio 2015-2017; “ANPEd tem duas vocações: defesa do campo da produção científica e da educação pública”, Andréa Gouveia, presidente da Associação

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Fórum Permanente de Debates da UFMS: pesquisador analisa Financiamento do Ensino Superior nesta segunda-feira 14

Nelson Cardoso Amaral. Foto UFPA

O Fórum Permanente de Debates da UFMS pauta o Financiamento do Ensino Superior, tema que será descrito e analisado pelo Professor Doutor Nelson Cardoso Amaral (foto à esquerda, baixada do site da ADUFPA), docente aposentado da Universidade Federal de Goiás (UFG). Organizada pelas entidades que compõe o Fórum – ADUFMS-Sindicato, Diretório Central das e dos Estudantes (DCE) e Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS) –, a palestra acontece nesta segunda-feira 14 de dezembro de 2015 às 19 horas, no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), Campus de Campo Grande da UFMS.

Com Doutorado em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), no qual desenvolveu a pesquisa que resultou na tese Estado e financiamento universitário no Brasil: o fundo público federal e as instituições federais de ensino superior (1989-2001), defendida em 2002, o palestrante conhece, acompanha e investiga as transformações que vêm ocorrendo na educação universitária no Brasil.

A exemplo de seu orientador de doutoramento, Professor Doutor Valdemar Sguissardi, docente aposentado da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Unimep, que esteve na UFMS este ano, durante a greve, palestrando sobre a mercantilização da educação universitária, Amaral tem formulações sobre a política adotada pelo governo federal em relação ao ensino superior.

No artigo “Autonomia e financiamento das IFES: desafios e ações”, publicado no periódico Avaliação em 2008, o ex-orientando de Sguissardi apontou que “a desmercantilização das IES [instituições de ensino superior] públicas e das IFES [instituições federais de ensino superior], em particular, constitui-se imperativo nas opções a serem estabelecidas para a utilização do Fundo Público”.

O livro Financiamento da educação superior: Estado x mercado (2003), de Amaral, contextualiza aspectos fundamentais na busca do entendimento da ótica de diminuição de investimentos nas IFES. Entre os aspectos relevados pelo pesquisador nessa obra está a forma pela qual o Poder Executivo Federal divulga seus dados sobre a aplicação de recursos nas universidades públicas. “Os organismos governamentais que tratam da educação superior divulgaram ou incentivaram a divulgação sistemática do que se chamou custo do aluno, nem sempre explicitando a metodologia utilizada para calculá-lo. Considerando-o elevado, a divulgação sistemática significou, perante a sociedade, um bom argumento para explicar a redução dos recursos financeiros, o congelamento salarial e a proibição do preenchimento de vagas dos aposentados”, pondera o docente num trecho do livro citado na resenha do também doutor em Educação pela Unimep Valdemir Pires, publicada na revista Educação & Sociedade, do Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), intitulada “Ensino superior e neoliberalismo no Brasil: um difícil combate” (2004).

Na segunda quinzena de novembro deste ano, o Fórum Permanente de Debates da UFMS promoveu palestra com o Professor Doutor Damião de Farias, historiador e ex-reitor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que falou sobre “A função social da universidade” (Universidade pública deve avançar frente aos novos desafios, aponta pesquisador).

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Não à mercantilização da universidade! Ato “A greve continua!”, nesta terça-feira 8 em Campo Grande

“…mais de um milhão

Quero ver então a gente, gente

Gente, gente, gente, gente, gente”

(‘Clube da esquina 2’ , Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges).

 

ATO A GREVE CONTINUA! 8 SETEMBRO 2015.insersão textoIsso mesmo! Que a canção inspire a todas e a todos! Muita gente – docentes, estudantes e técnicos/as administrativos/as – protestando nesta terça-feira 8 de setembro a partir das 7 horas em ato no portão principal do Campus de Campo Grande da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, acesso à Reitoria). É mais uma manifestação em defesa da universidade pública, gratuita, laica, de qualidade e de uma eficaz política de assistência estudantil com ampliação do número de bolsas-permanência e por moradia para alunas/os.

Também é um grito contra a progressiva mercantilização da educação superior que assola Mato Grosso do Sul e todo o Brasil. Pesquisa realizada pelo Professor Doutor aposentado das universidades Federal de São Carlos (UFSCar) e Metodista de Piracicaba (Unimep), Valdemar Sguissardi, sistematizada no livro Estudo diagnóstico da política de expansão da (e acesso à) educação superior no Brasil 2002-2012, que ainda não foi publicado, aponta situação alarmante sobre a expansão privado-mercantil no ensino universitário do Brasil, sob o aval do governo federal, por meio, principalmente, do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Dados comparativos do período 1999-2010, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), pesquisados por Sguissardi, já mostravam estrondoso crescimento do negócio privado na educação superior no Brasil e a gravidade dessa situação. “Os índices relativos às matrículas presenciais são: total das matrículas em IES públicas: 75,7%; em IES privadas comun./confes. [comunitárias/confessionais]: -32,3%; e em IES privadas particulares: 420,0%.”

Protesto – O ato A Greve Continua! é uma ação conjunta do Sindicato dos Professores das Universidades Federais Brasileiras dos Municípios de Campo Grande, Aquidauana, Bonito, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas, no Estado de Mato Grosso do Sul (ADUFMS-Sindicato), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), do Diretório Central das e dos Estudantes da Universidade Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (DCE-UFMS).

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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