Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

mobilizações

Presidenta da ADUFMS-Sindicato fala sobre conjuntura brasileira em evento da CUT-MS

O evento teve a presença de sindicalistas e integrantes de movimentos sociais (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)
Evento teve presença de sindicalistas e integrantes de movimentos sociais (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, participou na terça-feira 10 do Café com Debate promovido pela Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul (CUT-MS) e conclamou as/os participantes a fortalecer as mobilizações contra a reforma da Previdência, pelo movimento Fora Temer e pelas eleições gerais. Ao lado do presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Roberto Magno Botareli Cesar, a sindicalista fez análise da conjuntura político-econômica nacional e mundial. A docente elencou os desafios apresentados aos movimentos sindical e social.

Para Mariuza, o cenário brasileiro aponta a continuidade da política agressiva do Governo Temer no desmonte do serviço público, contra as conquistas dos/as trabalhadores/as, por meio de medidas neoliberais iniciadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e adotadas pelo PMDB atualmente de forma mais radical, atendendo aos interesses do grande capital. “Os setores de direita [conservadores] não admitem sequer qualquer processo de negociação com nossas entidades representativas dos[as] trabalhadores[as]”, reclamou.

A sindicalista aponta que o modelo econômico adotado por Temer não vai tirar o país da crise econômica e é risco de retrocesso, visto que medidas em curso no país – como o congelamento de gastos previsto na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2016, aprovada no Congresso Nacional tornando-se a atual Emenda Constitucional (EMC) 95 – foram implantadas em outros Estados Nacionais. “Mudar a economia não resolve o problema das crises cíclicas do capitalismo”, enfatiza.

Os danos das ações do Governo Temer endossadas pela maioria do Congresso e pelos grandes veículos de comunicação, na opinião de Mariuza, começam a revelar a sua face. Ela citou, entre os retrocessos, o reajuste do salário mínimo abaixo da inflação após 13 anos de sucessivos aumentos, o que vai impactar diretamente no consumo; a retirada da exclusividade da Petrobras na exploração do pré-sal; o desmantelamento do Plano Nacional da Educação (PNE); a Medida Provisória (MP) 746/2016, que prevê a reforma do ensino médio, aos moldes do estabelecido na ditadura civil-militar, que destinava os/as filhos/as dos/as trabalhadores/as ao curso profissionalizante-tecnicista e os/as dos ricos/as à universidade; a aprovação da PEC 55/2016 (atual EMC 95) limitando os investimentos em saúde, assistência e educação, combinada com o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 54/2016, agora Lei Complementar (LCP) 156/2016, que impõe renegociação da dívida aos estados, obrigados a tomar medidas que atingem a qualidade dos serviços públicos, congela salários do funcionalismo e acelera a terceirização, inclusive da área de educação.

A dirigente sindical inferiu que as mobilizações contra a corrupção abriram caminho para o conservadorismo de inspiração neofascista. Lembrou que não mais interessa ao grande capital a globalização da economia e sim investimentos em regiões do planeta que ofereçam mão de obra barata e facilidades de operação. “O que estamos verificando é que o staf ministerial de Temer compactua com essa política, tem, na sua totalidade, pessoas denunciadas ou envolvidas em esquemas de corrupção, com a inversão do projeto popular de combate à corrupção para atender interesses corporativistas”. Acrescentou que o sentido ético da honestidade é patrimônio dos/as trabalhadores/as, associado à solidariedade de classe, pois nos demais setores a competitividade predomina e estimula, assim, a busca do sucesso a qualquer preço. Mariuza sugeriu ainda como tarefa para 2017 a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva, porque a atual Constituição Federal, apesar de avanços e conquistas cidadãs, tornou-se uma “colcha de retalhos”.

Para a sindicalista, o envolvimento da sociedade na campanha Nem Um Direito a Menos, a gestação embrionária de um modo de organização produtivo-socialista que supere o capitalismo e o fortalecimento da Frente Brasil Popular são ações necessárias. “Chegar ao governo não significa chegar ao poder, precisamos de ocupar os espaços institucionais de decisões, combinado com mobilizações permanentes em defesa da democracia, da cidadania e das nossas conquistas”, destacou.

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato

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2016: ADUFMS-Sindicato conduz ações de resistência contra retrocessos na educação e contra encolhimento dos direitos trabalhistas

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Mobilização na Câmara de Vereadores de Campo Grande derrota Lei da Mordaça (foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

A ADUFMS-Sindicato conduziu dezenas de ações em defesa do direito das trabalhadoras e dos trabalhadores do serviço público em geral, da educação e da universidade, assim que tomou posse a diretoria Gestão Autonomia Sindical 2016-2018. O primeiro passo foi a realização do I Seminário de Formação Sindical, prevendo as ações e atividades necessárias para dar resposta à conjuntura de mudanças no campo econômico-político do Brasil.

Mesmo sob polêmica, a entidade atuou em defesa da democracia e contra o golpe. A direção tem consciência que por trás do discurso de moralização e combate aos escândalos de corrupção espetacularizado pela mídia orquestrou-se o maior pacote de maldades contra direitos, conquistas sociais, educacionais e trabalhistas históricos de trabalhadoras/es, bem ao tom da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), aliada às forças políticas conservadoras para implementar pacotes neoliberalizantes ao gosto do capital internacional.

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Mato Grosso do Sul em Brasília contra PEC 55 (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)
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Troca de ideias na confraternização de fim ano em Campo Grande (Foto: Diogo Gonçalves)

O Sindicato esteve à frente de várias atividades contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 (241) que congela investimentos em áreas como educação, saúde e assistência social. Com a aprovação final, a 55 (241) tornou-se Emenda Constitucional (EMC) 95, sepultando de vez as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). O Projeto de Lei Complementar (PLP) 257, depois Projeto de Lei da Câmara (PLC) 54, que estabelece a renegociação da dívida pública das unidades federativas às custas das/os servidores/as.  Além disso, a Medida Provisória (MP) 746 (reforma do ensino médio) está em vigor sem sequer terem ocorrido discussões da sociedade sobre seu teor.

Ações conjuntas com centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais polemizaram, questionaram e descontruíram discursos. Houve também aulas públicas, passeatas, audiências, mobilizações com caravana a Brasília. Propusemos alternativas menos danosas para a economia e os ajustes fiscais, com a auditoria e a renegociação da dívida pública, revisão da política de concessão de incentivos fiscais, combate à sonegação, taxação dos lucros dos bancos, redução de taxas de juros e outras medidas capazes de equilibrar as contas públicas combalidas pela redução da atividade econômica do capital internacional.

No campo político apoiamos as mobilizações contra a reforma do ensino médio e contra o movimento Escola sem Partido. A pressão coordenada pelas entidades da educação, em particular dos/as docentes da área de Educação e de Ciências Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), fez com que a Câmara de Vereadores de Campo Grande arquivasse a polêmica Lei da Mordaça. No plano estadual, o Projeto de Lei (Harfouche), ainda em tramitação na Assembleia Legislativa, que visa, a exemplo da Mordaça, instituir a fiscalização punitiva a professores/as em sala de aula, vem sendo combatido pelos movimentos.

As ações coordenadas pela ADUFMS-Sindicato atingiram todos os campi UFMS, inclusive com a implementação de atendimento jurídico que deverá ter continuidade em 2017, além de atividades de formação política, debates, confraternização, jantares que colaboraram para a sociabilidade da categoria. Mereceram destaque nossas atuações na consulta para escolha do reitor e da vice-reitora, reuniões periódicas da diretoria da entidade e do Conselho de Representantes Sindicais, além da nossa atuação permanente nas instâncias deliberativas superiores da UFMS.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Sindicato convida professores/as para debater projeto Escola Sem Partido e condena Lei da Mordaça

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Duarte tem retrocesso nas políticas de direitos de humanos diante da onda fascista  (Foto: Gerson Jara)

A ADUFMS-Sindicato está participando ativamente das mobilizações contra o Projeto de Lei 8.242/2016, batizado por educadores/as e estudantes como a Lei  da Mordaça, de autoria do  ex-vereador, Alceu Bueno e encampado pelo vereador  vereador Paulo Siufi (PMDB).  No domingo, diversos professores da UFMS participaram de manifestação na Praça da República e depois de caminhada até a sede da prefeitura.

A mobilização continua nesta segunda-feira,  com a ADUFMS-Sindicato e as entidades contrárias a Lei da Mordaça, convidando toda comunidade universitária para participar de debate na Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), às 19 horas, para discutir o projeto de lei da Mordaça.

A organização do ato contou com o apoio estrutural da entidade. Mais seis de professores da instituição ocuparam o microfone para criticar o projeto de lei, considerado inconstitucional e que fere as orientações do Plano Nacional de Educação (PNE) e a própria LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).

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Professores da UFMS tiveram participação determinante na manifestação contra Lei da Mordaça

Entre os absurdos,  o projeto de lei proíbe que temas relacionados a  sexualidade e gênero não sejam discutidos em sala de aula.  Além disso, dDSC01683etermina que as instituições de ensino público tenham cartazes que “orientem” o que o professor pode e/ou não deve debater em sala de aula.

A Professora Doutora e presidente da regional Centro-Oeste da Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e de Pesquisa em Educação), Maria Dilnéia Espíndola, esteve presente à manifestação. Indignada com a iniciativa, escreveu o artigo NA ESCOLA DO NADA, O QUE É QUE SE ENSINA? NADA! Ele foi publicado no site da ADUFMS-Sindicato e encaminhado a órgãos da imprensa para publicação.

Para o professor Paulo Duarte Paes, o projeto de lei faz parte do pacote dentro da onda conservadora que vem assolando o País, proposto por pessoas que não tem nenhum conhecimento da área educacional e de forte tendência fascista,  pois interfere diretamente na liberdade pedagógica de professores. Suspeita que entidades como a Fundação Milênio, bancada pela Rede Globo e empresas multinacionais, interessadas em desestabilizar a democracia na América Latina, patrocine este tipo de iniciativa que se prolifera por todos o País e que precisa ser barrada na mobilização, sob pena de retrocessos na política de direitos humanos e no sistema educacional brasileiro.

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Prof. Moacir, diretor da ADUFMS, registrando manifestação contra a Lei da Mordaça.

Para o diretor financeiro Marco Aurélio Stefanes iniciativas com estas fazem partem do movimento Escola Sem Partido. Integra o conjunto de reações de forças conservadoras  que querem cercear a reflexão e o debate democrático nas escolas, cerceando o debate sobre temas centrais para construção de uma sociedade igualitária, com questão de gênero, raça e cidadania. Defendem bandeiras retrógradas com o conceito de que família seja resultado da união entre, homem e mulher, enquanto a família deve ser resultados de várias formas de amor.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Comunicado 42: “governo intenta elevar impostos, congelar os salários do funcionalismo público e suspender os novos concursos”

COMUNICADO Nº 42

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O Comando Nacional de Greve realizou reunião no dia 17 e 18 de setembro de 2015 com os seguintes pontos de pauta:

01 – LISTA DE PRESENTES

02 – INFORMES

03 – AVALIAÇÃO

04 – ENCAMINHAMENTO

05 – ANEXO

06 – MOÇÕES

07 – QUADRO ATUALIZADO DA DEFLAGRAÇÃO DA GREVE NAS IFE

01 – LISTA DE PRESENTES:

 17/09/2015: Diretoria: Marinalva S. Oliveira, Renata Rena e Paulo Rizzo. Delegados: Amazoneida S.P. Pinheiro (ADUA), José Itabirici de Souza e Silva Junior (ADUFRA), Diego Marinho de Gois (SINDUFOPA), Francisco Grinaldo Pinto Santiago (SINDUNIFESSPA-SSIND), Saulo Pinto (APRUMA), Antônio Luis Silva Souza (SINDIFPI-PI), Arturo Gouveia (ADUFPB), Josevaldo Pessoa da Cunha (ADUFCG), Maria de Lourdes Dionízio Santos (ADUC), Anderson David Gomes dos Santos (ADUFAL), Elyson Ádan Nunes Carvalho (ADUFS), Selma Cristina Silva de Jesus (APUB), Nedelka Sólis Palma (ADUFOB),Fabiana Itaci Corrêa de Araujo (CLG- Goiás), Vanessa C. Furtado (ADUFMAT), Mariuza A. C. Guimarães (ADUFMS), Adeir Archanjo da Mota (ADUFDOURADOS), Eblin Farage (ADUFF), Amanda Chaves Pinheiro (ASPESJF), Gustavo C. Souza (ADUFLA), Allan Kenji Seki (CLG – UFSC),  Observadores: Cristine Hirsch Monteiro (ADUFPB), Adriana Hessel Dalagassa (APUFPR), Elizabeth Barbosa (ADUFF) Getúlio Silva Lemos (SEDUFSM). Convidados: Sueldes Araujo (ADUFERSA)

18/09/2015: Diretoria: Marinalva S. Oliveira, Olgaíses Maués. Delegados: Amazoneida S.P. Pinheiro (ADUA), Carlos Eduardo Ramos (SESDUF-RR), José Itabirici de Souza e Silva Junior (ADUFRA), Francisco Orinaldo Pinto Santiago (SINDUNIFESSPA-SSIND), Saulo Pinto (APRUMA), Antônio Luis Silva Souza (SINDIFPI-PI), Sueldes Araujo (ADUFERSA), Arturo Gouveia (ADUFPB), Maria de Lourdes Dionízio Santos (ADUC), Anderson David Gomes dos Santos (ADUFAL), Elyson Ádan Nunes Carvalho (ADUFS), Selma Cristina Silva de Jesus (APUB), Nedelka Sólis Palma (ADUFOB), Fabiana Itaci Corrêa de Araujo (CLG- Goiás), Vanessa C. Furtado (ADUFMAT), Mariuza A. C. Guimarães (ADUFMS), Adeir Archanjo da Mota (ADUFDOURADOS), Amanda Chaves Pinheiro (ASPESJF), Elizabeth Barbosa (ADUFF), Amanda Chaves Pinheiro (ASPESJF), Gustavo C. Souza (ADUFLA), Allan Kenji Seki (CLG – UFSC), Observadores: Cristine Hirsch Monteiro (ADUFPB), Adriana Hessel Dalagassa (APUFPR), Eblin Farage (ADUFF), Getúlio Silva Lemos (SEDUFSM).Convidados: Suene Honorato (ADUFC).

02 – INFORMES:

18/09/2015: Na manhã de hoje, o CNG-ANDES-SN foi ao MEC protocolar uma carta com os novos elementos para negociação, porém, ao chegar na porta do ministério fomos impedidos de entrar e a porta foi trancada. A PM foi chamada, por causa da movimentação que fazíamos e intermediou nossa entrada, mas um funcionário do MEC nos recebeu na porta para efetivar o protocolo. Depois fomos protocolar o mesmo pedido de reunião, também, no MPOG, se maiores dificuldades.

O presidente do ANDES-SN deu uma coletiva de imprensa, na sede do sindicato, enfatizando o modo como fomos recebidos no MEC, bem como, explicitando o conteúdo da carta com os novos elementos para negociação, a qual foi protocolizada no MEC e MPOG.

03 – AVALIAÇÃO:

NOVOS ATAQUES, MESMA POLÍTICA: Fortalecer nossas mobilizações e seguir na luta!

Após mais de 110 dias de greve das IFE e do impasse estabelecido em razão da intransigência do governo federal em negociar com os docentes em greve, um novo pacote de cortes no orçamento público foi anunciado. Das 16 medidas apresentadas pelo governo, que juntas somam cerca de 26 bilhões para sanar o déficit fiscal nas contas públicas, o impacto decisivo recai sobre os programas sociais e o conjunto dos serviços públicos. Mais uma vez, o governo federal demonstra sua real orientação política em aprofundar o ajuste fiscal, através de uma política estrutural de contrarreforma do Estado e de ataque aos direitos conquistados historicamente pelos trabalhadores do País.

Assim, o novo pacote do governo é mais rigoroso do que o primeiro quadro de cortes no orçamento, intensificando a lógica da macropolítica estrutural do ajuste neoliberal e da contrarreforma da Educação. Dos 26 bilhões de cortes dos gastos para 2016, destaca-se, num primeiro momento, uma mudança no período da proposta de reajuste abaixo da inflação do funcionalismo público (que, previsto inicialmente para janeiro, foi deslocado pelo governo para agosto), além da suspensão dos concursos públicos previstos para 2016. Tais medidas significam uma economia de 7 e 1,5 bilhões, respectivamente. O objetivo do governo com a adoção dessa política econômica é justamente fazer uma economia de 64 bilhões nos gastos públicos, no sentido de materializar um esforço fiscal significativo em cobrir e compensar, ao mesmo tempo, o déficit público de 30,5 bilhões e a retração no PIB (que no 1º semestre de 2015 foi de -2,1%) sem nenhuma modificação na transferência abusiva de 46% do PIB para o pagamento dos juros e amortizações da dívida pública. Além disso, o governo quer eliminar o abono de permanência, pago àqueles servidores que, mesmo cumprindo todos os critérios para aposentadoria, optam por permanecer no trabalho. Nesse caso, o impacto nas contas públicas é de 1,2 bilhão e depende da aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional. Todavia, de todas as medidas do novo pacote, apenas 2 bilhões não dependem de trâmite pelo Congresso.

Como podemos observar, as medidas de política econômica do governo federal expressam uma tentativa de elevar a arrecadação em 32 bilhões, com a justificativa de cobrir o suposto déficit da Previdência. Na prática, o governo intenta elevar impostos, congelar os salários do funcionalismo público e suspender os novos concursos, conter os gastos com políticas sociais, estabelecer metas inflacionárias danosas aos trabalhadores, cobrir o déficit nas contas públicas através da elevação da arrecadação e elevar o superávit primário para 34 bilhões. Em regra, os acontecimentos da conjuntura indicam que o governo federal orienta sua política macroeconômica para resguardar ainda mais a lucratividade do capital, em detrimento dos interesses dos trabalhadores.

É evidente que a reação no campo dos trabalhadores foi imediata. O novo pacote de cortes no orçamento público desencadeou uma reação do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais que, na terça feira, dia 15, reuniu-se, com a expressiva presença de 19 das 23 entidades participantes, para fortalecer a unidade política na luta contra os ataques do governo federal e tentar forçar o governo a retroceder em sua política. Na semana anterior ao anúncio do novo pacote de cortes, algumas entidades dos SPF já haviam deliberado pela assinatura do acordo de 10,8%, escalonado em dois anos, e sinalizavam para a saída da greve. Entretanto, o governo federal, desrespeitando as categorias em greve e ignorando sua proposição rebaixada, transferiu de janeiro para agosto de 2016 a primeira parcela do reajuste do funcionalismo. A avaliação do Fórum, por unanimidade, foi de repúdio e rejeição aos novos cortes anunciados, que retiram mais direitos dos trabalhadores e aprofundam o desmonte dos serviços públicos. Nesse sentido, o Fórum, na contramão do governo, aponta um conjunto de medidas à crise fiscal que não retirem direitos, como a implementação de auditoria da dívida pública e uma reforma tributária progressiva através da taxação das grandes fortunas.

Encaminhou-se a realização de um dia nacional de paralisação do funcionalismo público em 23 de setembro, com atividades combinadas de radicalização nos Estados e manifestação em Brasília em unidade com outros setores para além dos SPF, como os movimentos sociais (MST, SOS-COMPERJ e MTST, o qual já havia anunciado mobilização para este dia), ampliando a pressão junto ao governo contra os ataques aos trabalhadores. Mais uma vez, lutamos para a unidade no processo de luta contra as medidas do governo, ao mesmo tempo em que o governo responde politicamente à unidade do Fórum com um recuo estratégico em relação à data de concessão da primeira parcela do reajuste dos SPF, proposta para abril de 2016. Mesmo considerando que a luta dos docentes em greve é contra a política integral do pacote dos cortes no orçamento público, pode-se considerar a possibilidade de que outras entidades do Fórum cedam a essa proposta do governo e recuem nas ações do dia 23 de setembro, quebrando a unidade do Fórum. Por isso é imprescindível fortalecer os atos nos Estados no dia 23 de setembro em unidade com os SPF, assim como construir caravanas a Brasília nos dias 23 e 24, para cobrar negociação efetiva da nossa pauta geral e específica de reivindicações.

Reafirma-se a disposição do CNG/ANDES-SN de negociar com governo federal, o que induziu o CNG, no dia 31 de agosto, a protocolar o ofício 184/2015 na SESu/MEC, no qual apresentamos os elementos centrais para a negociação da nossa pauta de greve. O documento de resposta enviado ao ANDES-SN, pelo Secretário de Educação Superior da SESu/MEC, na segunda-feira, 14 de setembro (mesmo dia em que foi anunciado o novo pacote de cortes do governo), sinalizou mais uma vez a posição política do governo federal com o desmonte do caráter público e gratuito das IFE.

As respostas da SESu à nossa pauta de reivindicações apontam para o modelo privatista na lógica das Parcerias Público-Privadas, justificado pela concepção do governo de “autonomia” das IFE, como o mecanismo capaz de sanar a ausência de recursos públicos para o financiamento das mesmas. Com um cenário de crise que aprofunda e intensifica a precarização do trabalho, a adoção de medidas privatistas mostra-se como alternativa ao impasse dos cortes de recursos para o financiamento das IFE.

Ademais, fica evidente a postura do governo de suspender a liberação das vagas docentes, impossibilitando a abertura de novos concursos públicos para a reposição do enorme déficit do quadro permanente das universidades. A crise tende a se aprofundar com o novo pacote de cortes, cujas implicações diretas nas IFE se dão pelas medidas de suspensão de concurso público até o fim de 2016, ainda mais agravada com a proposta de eliminação do abono de permanência, que estimula o aumento do número de pedidos de aposentadoria, ampliando o déficit no quadro de docentes e STA nas IFE. Tal quadro indica a perspectiva de endurecimento do governo no que se refere às nossas reivindicações e ao processo de negociação.

Portanto, em mais uma demonstração de disposição de manter o diálogo permanente com o governo, foi protocolizado, simultaneamente no MEC e MPOG, na manhã da sexta-feira, dia 18 de setembro de 2015, documento construído a partir das deliberações soberanas das nossas AG, apresentando novos elementos centrais para a negociação da pauta da greve dos docentes (documento em anexo), a serem tratados numa nova reunião, conforme ficou acordado em reunião desde o dia 31 de agosto com a SRT/MPOG e 3 de setembro com o Secretário da SESu/MEC, Jesualdo Farias. A expectativa dos docentes em greve é que o MEC e SRT-MPOG marquem reunião no menor prazo possível, rompendo a intransigência de não negociar com os docentes federais em greve. Diante desse quadro, é imprescindível que os docentes intensifiquem as mobilizações e ações que forcem o governo a se reunir com o CNG e recuar em sua política de desmonte das IFE e de ataque aos direitos dos trabalhadores. Seguir firme, seguir na luta!

04 – ENCAMINHAMENTOS:

  • 23 de setembro Manifestação Nacional dos SPF em Brasília/DF em unidade com outros setores (MTST, MST, SOS EMPREGO – COMPERJ e outras entidades);
  • 23 de setembro Dia de Atos/Paralisações e atividades radicalizadas nos Estados;
  • Dia 23 às 15 horas reunião ampliada dos docentes federais em Brasília. Local: Hotel Imperial;
  • Dia 24 de setembro Ato dos docentes federais em Brasília;
  • Que os CLG e seções sindicais desenvolvam campanha para que os Conselhos Universitários se posicionem contra as contratações por OS.

05 – ANEXO

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06 – MOÇÕES

MOÇÃO DE APOIO À DOCENTE SOFIA DIONIZIO SANTOS

O Comando Nacional de Greve do ANDES-SN vem manifestar apoio à docente Sofia Dionizio Santos, membro da Diretoria da Associação dos Docentes Universitários de Cajazeiras (ADUC), que vem sofrendo ataques nas redes sociais, desde o dia 16 de setembro de 2015, em razão de uma montagem não autorizada pela mesma, em que foto pessoal foi associada à foto de sua participação como Delegada no Comando Nacional de Greve que foi veiculada pelo Face-book do ANDES-SN. A montagem tem o objetivo de distorcer um posicionamento e deslegitimar sua atuação na Greve das IFE, sendo, portanto, uma afronta a todos os professores que, independente das suas decisões políticas individuais e/ou alinhamentos políticos, estão engajados no movimento grevista.

Brasília, 18 de setembro de 2015.

DCE da Unicamp, DCE-Livre da USP e Representação estudantil da Unesp

Apoio aos servidores em greve.

Que o governo negocie de fato!

O Fórum das Seis, que congrega as entidades sindicais e estudantis da Unesp, Unicamp, USP e do Centro Paula Souza (Ceeteps), manifesta total apoio à greve dos professores e funcionários das universidades públicas federais, servidores do INSS e demais categorias do funcionalismo federal em luta. Considerando a importância dos serviços prestados à sociedade por estes segmentos, é premente que o governo reabra negociações com as entidades representativas e discuta efetivamente suas justas reivindicações.

Fórum das Seis

São Paulo, 16 de setembro de 2015.

MOÇÃO do XI ENAPET-BELÉM/PA (APROVADA EM ASSEMBLÉIA GERAL REALIZADA NO DIA 31 DE JULHO DE 2015) às entidades: ANDESSN, ANDIFES, FASUBRA, SESU/MEC

As universidades brasileiras nos últimos anos sofreram um processo de expansão via REUNI, o que possibilitou um maior acesso ao ensino superior, entretanto, não forneceu condições objetivas para que tal expansão fosse qualificada. Tal expansão foi incompleta, pois há falta de verba para manutenção de estruturas logística em geral, além da falta de técnicos administrativos e docentes. Em 2015, em um contexto de crise econômica e política, as contradições do REUNI, bem como da educação brasileira como um todo, não só se apresentam como são aprofundadas. No início do ano tivemos um corte de mais de 9 bilhões de reais na educação. O que gera impactos diretos nas Universidades com atrasos de salários dos terceirizados, atraso e/ou corte das bolsas. O PET também foi atingido com tal política de contingenciamento, pois as bolsas sofrem constantes atrasos e a verba de custeio para os Grupos até o momento não foram depositada, sendo estes frutos do corte, o que impossibilita que as atividades dos Grupos PET ocorram com a qualidade que lhes é exigida. Neste contexto, emergem as greves e mobilizações de professores, servidores técnico-administrativo e estudantes. Reconhecendo a greve como um instrumento legítimo de luta, o XX ENAPET realizado no período de 27 a 31 de julho de 2015 em Belém/PA apoia as mobilizações e greves na luta em defesa da educação laica, gratuita, pública e de qualidade socialmente referenciada. João Aristeu da Rosa Presidente da CENAPET Carlos Augusto Cordeiro Costa Coordenador Geral do XX ENAPET

07 –  QUADRO ATUALIZADO DA DEFLAGRAÇÃO DA GREVE NAS IFE:

(Em destaque as Seções com novas deflagrações)

Seção Sindical IFE
1 ADUFAC Universidade Federal do Acre
2 ADUA Universidade Federal do Amazonas
3 SINDUFAP Universidade Federal do Amapá
4 ADUFRA Universidade Federal Rural da Amazônia
5 ADUFPA Universidade Federal do Pará
6 SINDUNIFESSPA Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
7 SINDUFOPA Universidade Federal do Oeste do Pará
8 ADUNIR Universidade Federal de Rondônia
9 SESDUF-RR Universidade Federal de Roraima
10 SESDUFT Universidade Federal de Tocantins
11 SINDIFPI Instituto Federal do Piauí
12 ADUFERSA Universidade Federal Rural do Semiárido
13 ADUFAL Universidade Federal de Alagoas
14 ADUFS Universidade Federal de Sergipe
15 ADUFPB Universidade Federal da Paraíba
16 SINDUNIVASF Universidade do Vale do São Francisco
17 APUB Universidade Federal da Bahia
18 APUR Universidade do Recôncavo da Bahia
19 ADUFOB Universidade Federal do Oeste da Bahia
20 APRUMA Universidade Federal do Maranhão
21 ADUFCG Universidade Federal de Campina Grande
22 ADUFCG-PATOS Universidade Federal de Campina Grande – Patos
23 ADUC Universidade Federal de Campina Grande – Cajazeiras
24 ADUFMAT Universidade Federal do Mato Grosso
25 ADUFMAT- RONDONÓPOLIS Universidade Federal do Mato Grosso – Rondonópolis
26 CAMPUS GOIÁS Universidade Federal de Goiás
27 ADCAJ Universidade Federal de Goiás – Jataí
28 ADCAC Universidade Federal de Goiás – Catalão
29 ADUFDOURADOS Universidade Federal da Grande Dourados
30 ADUFMS Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
31 SESDIFMT Instituto Federal do Mato Grosso
32 ADLESTE Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – Três Lagoas
33 ADUFF Universidade Federal Fluminense
34 ADOM Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Campus de Mucuri
35 ADUFLA Universidade Federal de Lavras
36 SINDFAFEID     ADUFVJM Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Campus de Diamantina
37 CLG – UFSC Universidade Federal de Santa Catarina
38 CLG – UNILAB Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira
39 APESJF Universidade Federal de Juiz de Fora
Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais
40 APUFPR Universidade Federal do Paraná
41 ADUFPI Universidade Federal do Piauí
42 ADUFC Universidade Federal do Ceará
Universidade Federal do Cariri
43 ADUFTM Universidade Federal do Triângulo Mineiro
44 CLG UFVJM – Unaí Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Campus de Unaí
45 SINDIFPB Instituto Federal da Paraíba

CARTAZ SPF 23-menor-01

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