Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Pesquisador defende nova forma de organização sindical de trabalhadoras e trabalhadores

Feiden: “Temos de reinventar o sindicalismo” (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

A formulação de novas estratégias de atuação que estimulem a participação,  a horizontalidade e o protagonismo da classe trabalhadora a partir de sua própria realidade  nortearam o curso de formação O papel do sindicado no momento atual, ministrado por Alberto Feiden (doutor em Agronomia) por meio de iniciativa conjunta da ADUFMS-Sindicato, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf). Diretor de Formação Sindical do Sinpaf Seção Sindical Pantanal, Feiden analisou as relações de produção, enfocando a trabalhadora e o trabalhador como sujeitos históricos na condição de seres humanos que fazem parte das relações de produção.

Para contextualizar a atuação de sindicatos laborais no mundo do capital, o pesquisador iniciou o curso realizado dia 9 de junho no Anfiteatro da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Faodo-UFMS, Campo Grande) explicando a necessidade que todo ser humano tem de criar meios de existência  por meio do trabalho, fonte de geração de todas as riquezas materiais da humanidade. “A primeira obrigação para fazer nossa história é nos mantermos vivos”, expôs Feiden.

Essa assertiva sobre a manutenção e a reprodução da vida compõe um conjunto de interferências de homens e mulheres nas relações de produção engendradas no sistema capitalista. O trabalho é condição essencial para que o ser humano se reconheça como sujeito histórico na produção da riqueza. “A natureza fornece os elementos que precisamos para produzir a nossa vida, mas esses elementos na natureza não têm valor nenhum, a menos que sejam transformados pela ação humana”, explicou o pesquisador Alberto Feiden.

As novas formas de antagonismo capital-trabalho também fizeram parte do conteúdo ministrado no curso de formação tendo como referência empreendedorismo no século XXI. “O discurso do Sebrae* e do Sistema S** é uma luta de classes”, explicou Feiden. A atual administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) difunde no meio acadêmico currículo voltado para práticas empreendedoras. O empreendedorismo é fazer o/a trabalhador/a acreditar que será bem-sucedido/a no mundo do capital, no intuito mascarar a luta de classe.

Frente a situações como essa, o modelo atual de atuação dos sindicatos de trabalhadoras e trabalhadores  precisa ser reformatado para responder às novas estratégias de reprodução do capital na interface do neoliberalismo. “Temos de reinventar o sindicalismo”, reforçou Feiden. De acordo com o  diretor de Formação Sindical do Sinpaf Seção Sindical Pantanal a maneira de atuação das entidades não permite experimentar novas formas de organização. “O problema é que nossa ação sindical é padronizada”.

 

* Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

** Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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Que as festas de final de ano nos reenergizem!

Docentes da UFMS no Grito das Excluídas e dos Excluídos (foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato, 7-09-2017)

Dois mil e dezessete foi um ano de muitas dificuldades e retrocessos para a classe trabalhadora de nosso país, especialmente para nós, servidores e servidoras públicos.

Mas devemos destacar que não nos deixamos intimidar. Lutamos bravamente em defesa de nossos direitos.

Em 2017, fomos três vezes a Brasília, em manifestações de duzentas mil pessoas, sendo a participação de Mato Grosso do Sul com mais de quarenta ônibus. Fizemos diversas manifestações locais, greve geral com passeata em Campo Grande com mais de setenta mil pessoas.

Nossa luta se mantém viva!

Na luta em defesa da Educação pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada, travamos duro embate com grupos conservadores. Tivemos algumas vitórias, mas muito há ainda a ser feito.

Destacamos como avanço o início do processo de incorporação ao Andes- Sindicato Nacional, o que consideramos salutar para o fortalecimento da luta pela garantia de direitos, tanto nas questões internas da universidade quanto nas lutas mais gerais.

Ressaltamos também a atuação da Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato que impetrou diversas ações coletivas e retomou processos para resgate de direitos, especialmente das aposentadas, dos aposentados.

Foi relevante a participação de nossos representantes nos colegiados superiores sempre em defesa da UFMS democrática, pública, gratuita e laica.

Enfim, após todas essas batalhas, desejamos que as festas de final de ano nos reenergizem para a luta em 2018, para fazermos frente aos desafios do próximo ano.

A diretoria da ADUFMS-Sindicato deseja boas festas a todas e a todos, juntamente com seus familiares, e um profícuo 2018.

 

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Assembleia da ADUFMS-Sindicato avalia táticas contra MP 805/2017

Mariuza Aparecida (microfone): é possível contestação judicial da Medida Provisória 805/2017                                           (foto: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A assembleia de docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), convocada pela ADUFMS-Sindicato, avaliou as medidas a ser tomadas com a vigência da Medida Provisória (MP) 805/2017. Realizada na manhã desta quarta-feira 8, mesmo com pouca participação, a direção da entidade discutiu com as/os presentes as alternativas de enfrentamento político e jurídico para barrar os efeitos da iniciativa governamental que adia os reajustes salariais, realinhamentos de tabela de 2018 para 2019 e sucessivamente nos demais anos, além de aumentar o desconto da alíquota de contribuição previdenciária dos/das servidores/as públicos/as de 11% para 14% para quem recebe acima do teto máximo da Previdência Social, que é de R$ 5 mil.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, explicou que, de acordo com parecer da Assessoria Jurídica da entidade, a MP 805 configura redução salarial e é passível de contestação no Tribunal Superior de Trabalho (TST) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

O ingresso de ação, no entanto, só pode ser encaminhado por confederações de classe, no caso das/os docentes, pela Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) ou de forma individual pelos sindicatos.  A contestação só pode ocorrer após a vigência dos descontos em holerite, prevista para fevereiro.

As/os participantes discutiram os motivos de esvaziamento das assembleias das/os docentes na UFMS e em outras universidades. Um dos motivos apresentados é a estratégia do Governo Temer de jogar o desconto do aumento previdenciário para fevereiro, fazendo com que o/a professor/a não sinta no bolso, de imediato, a redução média de R$ 200,00 a R$ 300,00 nos vencimentos com o aumento da alíquota da previdência.

Além disso, Mariuza Aparecida acrescentou que o adiamento do realinhamento médio da tabela (5% a 25%), dependendo do nível e grupo, bem como o não-reajuste em 2018, fará efeito no bolso só a médio prazo.

As/os participantes da assembleia decidiram fortalecer o trabalho de panfletagem com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), denunciando as investidas do governo federal contra o serviço público, a educação, a ciência e a tecnologia.

A ação foi marcada para sexta-feira (10-11) às 6h30min, na entrada do portão 1 da UFMS (Arco da Reitoria), saindo em seguida pelos corredores e salas de aula da Cidade Universitária Campo Grande.  À tarde haverá participação com as demais categorias do serviço público às 16h na praça Ary Coelho.

Formou-se uma comissão no intuito de ver a possibilidade de levar os banners e apresentação de projetos, pesquisas e extensão das/os docentes e estudantes da UFMS, do Integra UFMS, para o ato na Ary Coelho. A iniciativa visa mostrar o papel social da universidade no ensino e na produção de conhecimento.  Outra comissão será responsável pela realização de um fórum com os professores e as professoras da UFMS, aberto à participação de entidades da sociedade.

A professora Maria Dilnéia Espíndola Fernandes, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) comunicou a posição das entidades ligadas à ciência e ao ensino com participação das/os docentes da UFMS de se retirarem do Conselho Nacional do Livro Didático (PNLD), não se inscrevendo no edital publicado pelo Ministério da Educação (MEC). Os motivos serão apresentados em nota a ser divulgada pelas entidades.

Mariuza Aparecida ponderou que a decisão tem duas consequências: abrir espaço para a participação de representantes do movimento Escola Sem Partido, de caráter conservador, que prega retrocessos educacionais, e outro de legitimar o retrocesso político nas instâncias coletivas do MEC. A questão precisa ser mais discutida.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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