Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

passeata

Bloco de professores, estudantes e técnicos da UFMS vão às ruas protestar contra cortes na educação

Bloco da ADUFMS protesta conta o corte de verbas para educação e as medidas de privatização do ensino superior – Gerson Jara
Mais de 2 mil panfletos distribuídos a pedestres e condutores denunciava o cortes de verbas nas universidades – Gerson Jara

Um grupo de docentes da UFMS, estudantes e técnicos administrativo,convocado pela ADUFMS-Sindicato e o Sista-MS participou do Dia do Basta!

A mobilização reuniu mais de 5 mil trabalhadores em passeata no sábado pelas ruas centrais de Campo Grande. Os (as) docentes protestaram contra a emenda 95/2016 que congela os investimentos sociais da União, contra o corte de verbas da pesquisa,  a terceirização nos órgãos públicos e cobrança de mensalidades nas universidades.

O dia do Basta foi organizado em âmbito nacional pelas centrais sindicais e os movimentos sociais. Teve como propósito fazer a disputa da narrativa empreendida pelo capital econômico, em parceria com setores oligárquicos da mídia. Medidas, que na opinião da direção da ADUFMS-Sindicato, não vem apresentando resultados.

Durante a passeata, o bloco da ADUFMS-Sindicato distribuiu mais de 2 mil panfletos  à população. Denunciava os cortes nas universidades e a terceirização. Uma equipe de professores também fez panfletagem com o mesmo eixo em uma das unidades do campus de Três Lagoas, em parceria com a Adeleste – Seção Sindical do ANDES.

Representantes docentes de Aquidauana e Corumbá reforçaram a passeata em Campo Grande. Formaram  bloco conjuntamente com a ADUFMS, Sista-UFMS, Sintesp-MS e demais entidades que compõem o Fórum Nacional de Servidores Públicos Federais (Fonasefe).

A educação  básica convocada pela Fetems – Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul e a ACP (Sindicato dos Profissionais da Educação de Campo Grande)  mostrou mais uma  vez a capacidade mobilização com centenas de ônibus vindo dos municípios de interior.

Pediam:

“BASTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL 95, aprovada no final do ano de 2016,  congela investimentos (receitas/despesas) da União por mais de 20 anos; limita o crescimento dos investimentos em educação, saúde, segurança e previdência aos gastos do ano anterior corrigidos IPCA, o que significa redução de recursos; proíbe medidas que aumentem o gasto público, como reajustes salariais, criação de cargos, alteração das carreiras, admissão ou contratação de pessoal e a realização de concursos públicos; abre espaço para a privatização, a terceirização, as Organizações Sociais (OSs), a militarização, dentre outros. A EC/95 significa o fim do Plano Nacional de Educação e a redução drásticas de recursos para educação, saúde, previdência, segurança, assistência social e de todas as políticas públicas voltadas para atender a população.

2. BASTA DE REFORMA DO ENSINO MÉDIO, aprovada no ano de 2017, a Lei 13.415/2017 (com o voto dos três senadores do nosso Estado) sem qualquer discussão com a sociedade. Com a oposição de estudantes, profissionais da educação e entidades sindicais. Dentre outras medidas, a Reforma torna obrigatórias somente as disciplinas de Português e Matemática. Acaba com a obrigatoriedade de disciplinas como História, Arte, Química, Física, Filosofia e Sociologia. Institui a figura do professor com “notório saber”, que possibilita o magistério a pessoas sem formação na área e abre às portas para a privatização. O retrocesso vem se ampliando com instituição da Base Nacional Comum Curricular, que consolida da Reforma do Ensino Médio.
3. BASTA DA TAL DA “ESCOLA SEM PARTIDO”. As Escolas públicas do nosso Estado nunca tiveram “Partido”, mesmo tendo governos estaduais e municipais ligados à diversos partidos, a escola tem sido sempre democrática, participativa, coerente e compromissada com seu papel pedagógico e social. O discurso de “Escola Sem Partido” é falso. Na verdade, é um movimento que não ligado à educação e que quer interferir na gestão das escolas, na atuação dos profissionais da educação e no conteúdo que é ensinado. Este movimento tem se espalhado por todo o Brasil. Tenta aprovar em casas legislativas, do nível municipal ao federal, projetos de lei para amordaçar os profissionais da educação – às vezes tentando responsabilizá-los criminal e/ou judicialmente. Impede também a concepção pedagógica de uma educação crítica e democrática. A Constituição Federal e LDB garantem a livre manifestação do pensamento e a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença e assegura a liberdade de cátedra nas escolas do País.
4. BASTA DE REFORMA TRABALHISTA, Lei ? 13.467/2017 (que entrou em vigor em novembro de 2017)  alterou mais de 100 artigos da CLT.  Mudou as formas de contratação, demissão, remuneração, jornada de trabalho, acesso à justiça, organização sindical. Significa o fim  direitos como o Contrato de Trabalho com “Carteira Assinada”; Jornada de trabalho de 8 horas, férias de 30 dias, 13º  salário porque os contratos serão precários por horas, por dia, por semana ou por mês e permite tanto a redução como ou aumento para ou aumento da jornada (de 2 a 16 horas); permite a demissão coletiva, o banco de horas, a jornada parcial ou flexível, a prevalência dos acordos coletivos acima das Leis, remuneração por produtividade, a flexibilização, o trabalho intermitente, além de fragilizar os sindicatos.
5. BASTA DE TERCEIRIZAÇÃO, aprovada através da Lei ? 13.429/2017, que permite a terceirização de todos os serviços (públicos e privados) e significa o aumento da precarização das condições de trabalho; a redução dos salários (em média 24% menor que o os formais), o aumento da jornada (em média 3 horas semanais maior), o aumento de acidentes de trabalho, aumenta da rotatividade, reduz poder de negociação e de greve, facilita a corrupção (setor público), promove menor arrecadação de receitas, dentre outros malefícios.
6. BASTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA, proposta por Michel Temer e em discussão na Câmara Federal (por enquanto – por ser ano eleitoral – está parada, mas, será retomada assim que o período eleitoral passar) que propõe: unificar previdência do servidor público ao INSS; aumentar a idade para 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres; o fim da aposentadoria rural; aumentar o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos e máximo de 41 anos para ambos os sexos; acaba com a aposentadoria especial para os professores (as), dentre outras mudanças.
7. BASTA DE DESEMPREGO, devido às medidas impostas pelo Governo Temer o desemprego vem aumentando a cada dia, hoje já são 13,2 milhões de desempregados e 27,7 milhões de pessoas desocupadas, subempregadas ou desalentadas que já desistiram de procurar emprego.
8. BASTA DE PRIVATIZAÇÕES. O Plano de desinvestimento – vendas e concessões do Governo Federal prevê a privatização por setores. Setor Aéreo, a privatização de 18 aeroportos. Setor de Energia: privatização do Sistema ELETROBRÁS (dentre outros, prevê o Leilão de 11 lotes de linhas de transmissão em todo o País. Setor Logístico: Leilões de 14 terminais, sendo 3 terminais de grãos em Paranaguá, 3 terminais de gás de petróleo, 5 terminais de granéis líquidos (PA), a Agrovia de SUAPE (PE), a Cia de Docas (ES), dentre outros. Setor Rodoviário: Leilão da BR 153 (entre Anápolis e Palmas), BR 364 (entre Comodoro e Vilhena), dentre outros. Setor de Petróleo: Petrobrás: Venda/Concessão de 287 blocos em bacias marítimas e terrestres em vários estados, com a previsão de investimento de 20 petrolíferas de 15 países.
9. BASTA DE AUMENTOS, da energia elétrica, do gás de cozinha, dos combustíveis. Aumentos que são o resultado da política de desmonte e entrega do patrimônio nacional ao capital estrangeiro, que compra as empresas nacionais para obter lucro.
10. BASTA AOS DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES DE MATO GROSSO DO SUL QUE VOTARAM e aprovaram todos os projetos e ações do Governo Temer para retirar direitos!
BASTA de RETROCESSOS, retirada de DIREITOS e de GOVERNOS GOLPISTAS!”
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70 mil manifestam em Campo Grande contra reformas propostas por Temer

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Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

“Gente, gente, gente …” O pequenino trecho da canção Clube da Esquina Nº 2, de Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, expressa a grandeza e a boniteza da histórica manifestação, passeata e atos da Greve Geral contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Entre manifestantes (trabalhadoras/es públicas/os, trabalhadoras/es privadas/os, estudantes e outras pessoas) com faixas, cartazes e bandeiras, transeuntes, trabalhadoras/es do comércio e do setor de serviços nas calçadas e sacadas de prédios que participaram e apoiaram o movimento, havia cerca de 70 mil cidadãs e cidadãos na manhã desta sexta-feira 28 no centro de Campo Grande.

Para registrar aquele instante, muitas/os fizeram selfies. Outras e outros nas calçadas, enquanto protestavam, com suas câmeras de celulares clicavam o movimento para deixar gravado um dos mais significativos protestos contra as iniciativas antissociais de Temer e seus/suas asseclas do Legislativo e do Judiciário. Não faltaram os cliques da Polícia Militar à passeata.

Estabelecimentos comerciais e de serviços localizados no trajeto da passeata-protesto foram fechados em solidariedade ao movimento organizado pelo  Comitê Estadual contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, integrado por entidades sindicais como ADUFMS-Sindicato, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS). Movimentos sociais diversificados, entre os quais DSCN7176lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTs) gritavam palavras de ordem. “Que porcaria! Querem tirar nossa aposentadoria!”, exclamavam os/as manifestantes. E outras mais frases de protesto, entre elas, gritos de “o povo na rua! Governo, a culpa é sua!”

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, resumiu com precisão a diversidade de segmentos, movimentos e pessoas que compunham a manifestação. “Essa luta é da sociedade brasileira. Essa luta tem de ser todos e de todas!” Maurício Costa, da União Nacional dos Estudantes (UNE) acrescentou: “A luta continua! Por nenhum direito a menos!”

Caravanas (professores e professoras principalmente) se deslocaram do interior de Mato Grosso do Sul – de municípios como Sonora, Camapuã, Paranaíba, Aquidauana, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Jateí, Itaquiraí, Eldorado e Corumbá – para engrossar a movimentação na Capital. A passeata começou a partir de duas frentes. Uma leva de manifestantes se concentrou em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na esquina das ruas 26 de agosto e 14 de Julho. Esse grupo caminhou pela 14 de Julho e se encontrou com outro grupo que estava chegando pela rua XV de Novembro, ao lado da praça Ary Coelho. Após essa junção seguiram todas e todos com faixas, cartazes, banners em punho pelas ruas 14 Julho, Antônio Maria Coelho, Treze de Maio e Barão do Rio Branco, terminando com um grande ato e concentração na Praça do Rádio Clube (Praça da República), onde, políticos, sindicalistas e integrantes discursavam sob o momentâneo ‘olhar’ de um drone.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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