Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

passeata

70 mil manifestam em Campo Grande contra reformas propostas por Temer

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Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

“Gente, gente, gente …” O pequenino trecho da canção Clube da Esquina Nº 2, de Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, expressa a grandeza e a boniteza da histórica manifestação, passeata e atos da Greve Geral contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Entre manifestantes (trabalhadoras/es públicas/os, trabalhadoras/es privadas/os, estudantes e outras pessoas) com faixas, cartazes e bandeiras, transeuntes, trabalhadoras/es do comércio e do setor de serviços nas calçadas e sacadas de prédios que participaram e apoiaram o movimento, havia cerca de 70 mil cidadãs e cidadãos na manhã desta sexta-feira 28 no centro de Campo Grande.

Para registrar aquele instante, muitas/os fizeram selfies. Outras e outros nas calçadas, enquanto protestavam, com suas câmeras de celulares clicavam o movimento para deixar gravado um dos mais significativos protestos contra as iniciativas antissociais de Temer e seus/suas asseclas do Legislativo e do Judiciário. Não faltaram os cliques da Polícia Militar à passeata.

Estabelecimentos comerciais e de serviços localizados no trajeto da passeata-protesto foram fechados em solidariedade ao movimento organizado pelo  Comitê Estadual contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, integrado por entidades sindicais como ADUFMS-Sindicato, Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS). Movimentos sociais diversificados, entre os quais DSCN7176lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTs) gritavam palavras de ordem. “Que porcaria! Querem tirar nossa aposentadoria!”, exclamavam os/as manifestantes. E outras mais frases de protesto, entre elas, gritos de “o povo na rua! Governo, a culpa é sua!”

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, resumiu com precisão a diversidade de segmentos, movimentos e pessoas que compunham a manifestação. “Essa luta é da sociedade brasileira. Essa luta tem de ser todos e de todas!” Maurício Costa, da União Nacional dos Estudantes (UNE) acrescentou: “A luta continua! Por nenhum direito a menos!”

Caravanas (professores e professoras principalmente) se deslocaram do interior de Mato Grosso do Sul – de municípios como Sonora, Camapuã, Paranaíba, Aquidauana, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Jateí, Itaquiraí, Eldorado e Corumbá – para engrossar a movimentação na Capital. A passeata começou a partir de duas frentes. Uma leva de manifestantes se concentrou em frente ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na esquina das ruas 26 de agosto e 14 de Julho. Esse grupo caminhou pela 14 de Julho e se encontrou com outro grupo que estava chegando pela rua XV de Novembro, ao lado da praça Ary Coelho. Após essa junção seguiram todas e todos com faixas, cartazes, banners em punho pelas ruas 14 Julho, Antônio Maria Coelho, Treze de Maio e Barão do Rio Branco, terminando com um grande ato e concentração na Praça do Rádio Clube (Praça da República), onde, políticos, sindicalistas e integrantes discursavam sob o momentâneo ‘olhar’ de um drone.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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