Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

professoras

Docentes associadas/os à ADUFMS-Sindicato elegem nesta quarta-feira (dia 20) candidatas/os a cargos vagos no Conselho de Representantes

Efeito sobre imagem reproduzida da Biblioteca Digital do TSE (<http://bibliotecadigital.tse.jus.br/xmlui/handle/bdtse/709>)

Professoras e professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) filiadas/os e lotadas/os no Campus de Coxim (CPCX), nas faculdades de Direito (Fadir), de Educação (Faed) e Escola de Administração e Negócios (Esan) votam nesta quarta-feira 20 em candidatas/os ao Conselho de Representantes Sindicais da ADUFMS-Sindicato, mandato referente ao período 2016-2018. A eleição suplementar acontece das 8 às 19 horas, simultânea à votação para escolha de integrantes do Conselho Fiscal.

Sindicalizadas e sindicalizados da Fadir, da Faed e da Esan terão urna à sua disposição na sede da ADUFMS-Sindicato em Campo Grande, avenida Senador Filinto Müller 559 Vila Ipiranga. Em Coxim a seção será instalada no próprio Campus da UFMS naquele município.

O Estatuto do Sindicato estabelece as seguintes funções das/os conselheiras/os de representação:

  • “cumprir e fazer cumprir o Estatuto;
  • discutir e deliberar sobre assuntos de interesse dos professores, respeitadas as deliberações da Assembleia Geral;
  • propor à Diretoria diretrizes gerais de trabalho à ADUFMS-Sindicato;
  • manifestar-se sobre todos os assuntos que lhe forem apresentados;
  • elaborar e votar o seu regimento interno;
  • julgar, em primeira instância, os recursos contra os atos da Diretoria ou de qualquer de seus membros;
  • determinar a convocação da Assembleia Geral;
  • propor comissões e grupos de trabalho;
  • aprovar resoluções, encaminhando-as à Diretoria para que as execute;
  • acolher e deliberar sobre as representações que lhe forem feitas pela Diretoria da ADUFMS-Sindicato ou por qualquer filiado;
  • aprovar as propostas da Diretoria com solicitações para despesas não- corriqueiras, que não estejam associadas ao funcionamento e à rotina administrativa da ADUFMS-Sindicato;
  • divulgar aos seus representados as decisões tomadas pelo Conselho de Representantes;
  • nomear as Comissões Eleitorais para o processo eletivo da Diretoria, do Conselho Fiscal e do Conselho de Representantes;
  • aprovar representações da ADUFMS-Sindicato;
  • autorizar a aquisição ou a alienação de bens que ultrapassem o valor de 50% (cinquenta por cento) da receita mensal da ADUFMS-Sindicato.”

O Conselho de Representantes Sindicais é deliberativo.

 

CANDIDATAS/OS

 

Faculdade de Direito (Fadir)

  • Luciani Coimbra de Carvalho
  • Ynes da Silva Félix

Faculdade de Educação (Faed)

  • Jorge Luis D’Ávila

Escola de Administração e Negócios (Esan)

  • Elcio Gustavo Benini

Campus de Coxim (CPCX)

  • Gedson Faria

 

DÚVIDAS SOBRE A ELEIÇÃO SUPLEMENTAR PARA O CONSELHO DE REPRESENTANTES SINDICAIS PODEM SER ESCLARECIDAS NA SECRETARIA DA ADUFMS-SINDICATO EM CAMPO GRANDE, AVENIDA SENADOR FILINTO MÜLLER, 559, VILA IPIRANGA, FONES 67 3346-1514 E 67 3346-1482.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

Postado em Destaque com foto Tag , , , , ,

Assembleia da ADUFMS-Sindicato decide por maioria adesão à Greve Geral de 14 de setembro

Docentes de Campo Grande votam favorável à greve nacional no dia 14 de setembro (Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Professores e professoras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) na  Cidade Universitária em Campo Grande e nos campi de Aquidauana e Paranaíba, aprovaram em assembleia geral da ADUFMS-Sindicato nesta quarta-feira (6-09), por maioria, adesão à Greve Geral do 14 de setembro, pelo Fora-Temer, contra o corte de verbas para a educação e a reforma da Previdência Social. Em Corumbá, docentes decidiram pela manutenção das atividades no dia 14 e não paralisarão.

Com votos favoráveis superiores aos contrários a assembleia em Campo Grande deliberou pela produção de carta aberta denunciando os ataques do Governo Temer à educação pública em todos os níveis. O documento será distribuído em todas as unidades setoriais da UFMS em Campo Grande e nos campi Universidade no interior por meio de aulas de cidadania, de forma que cada docente possa fazer a leitura e o debate com as/os estudantes, em sala de aula, sobre as ameaças às universidades públicas, ataque ao/à servidor/a e ao serviço público federal.  Essa atividade de mobilização deve acontecer nos dias 12, 13 e no dia da greve, 14 de setembro.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, resgatou que na reunião com a reitoria foi comunicado que os recursos disponíveis dariam para manter as despesas até setembro deste ano. Esclareceu que a UFMS já enfrenta a redução de investimentos em pesquisa e extensão, bolsa de pesquisas e de iniciação científica. “Para nós não faltam motivos para paralisação, pois o risco de fechamento das Ifes [Instituições Federais de Ensino Superior] é presente” explicou a sindicalista.

O professor Marco Aurélio Stefanes, representante docente no Conselho Universitário (Coun), criticou que o governo quer jogar a responsabilidade da crise do País para a/o servidor pública/o. Alertou sobre a sugestão de privatização da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e adiantou que a mesma medida pode atingir as Ifes. Stefanes denunciou o aumento de gastos e salários com terceirizados pela atual gestão da UFMS em pleno quadro de contingenciamento, além da intenção do Governo Temer de aumentar a contribuição previdenciária de 12% para 14% e elevar a alíquota do Imposto de Renda (IR).

Marco Aurélio alerta para risco de privatização

Respondendo a questionamento sobre a viabilidade da paralisação no momento de calendário condensado, Mariuza Aparecida respondeu que o papel da direção do Sindicato é de propor o enfrentamento da politica que vai contra a educação, congela salários e ameaça a universidade pública. A professora espera uma boa adesão, como aconteceu em abril.

Ela informou que a responsabilidade pela situação estressante do calendário em vigor é da gestão anterior da UFMS, por conceder recesso de 45 dias após a greve, sem acatar a proposta da ADUFMS-Sindicato de encurtar o período de recesso e avançar o calendário até o dia 15 de janeiro de 2018. A mesma proposta também foi apresentada à atual administração que alegou não haver nenhuma reclamação do calendário na Ouvidoria da UFMS.

Nos informes, a direção reiterou convite para os docentes e as docentes participarem do Grito das/os Excluídas/os em Campo Grande e de atos nas cidades do interior. A concentração na capital acontecerá na rua Marechal Cândido Rondon entre 14 de Julho e avenida Calógeras. Haverá a tentativa de formação do bloco com as/os servidores públicos federais.

Mariuza Aparecida reforçou o convite para assembleia do dia 28 de setembro de 2017 para decidir pela fusão ou não  da ADUFMS-Sindicato ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Pediu apoio para realização de reuniões setoriais preparativas para discussão do tema, principalmente espaço nos conselhos e colegiados de curso. Argumentou sobre a importância de a ADUFMS-Sindicato se veicular a uma entidade representativa para que tenha vez e voz nas negociações, nas decisões nacionais da categoria.

Apontou como vantagem do Andes-SN a existência grupos de trabalho (GTs) temáticos em diversas áreas de conhecimento, sob o ponto de vista e a ótica do movimento sindical docente. Resgatou que já existe um alinhamento político do Sindicato ao Andes com a participação nas atividades nacionais.

Acrescentou que com a falta de adesão a entidade nacional  o movimento sindical local fica  prejudicado, com a categoria recebendo informações de forma tardia.

A assembleia para veiculação ao Andes-SN não muda a atual estrutura representativa da ADUFMS-Sindicato. Há necessidade de a assembleias reunir 10% do total de filiadas/os e 50% mais um dos votos favoráveis das/os sindicalizadas/os. Com a filiação a ADUFMS-Sindicato terá que repassar 20% do valor da contribuição ao sindicato nacional e por vez terá oportunidade de uma intervenção mais propositiva dentro do movimento docente.

A direção da ADUFMS-Sindicato informou sobre o fechamento de prazo para eleição do Conselho de Representantes Sindicais. Foram inscritas/os seis candidatas/os e pelo edital em vigor ainda está em fase de pedido de impugnação. As eleições acontecem no próximo dia 20 de setembro, com urnas nos campi do interior e na sede da ADUFMS-Sindicato em Campo Grande.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

Postado em Destaque com foto Tag , , , , ,

Docentes da UFMS discutem Padoc em assembleia na quarta-feira 25 de maio

Professoras e professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul discutem, em Assembleia Geral Extraordinária na quarta-feira 25 de maio de 2016, o Plano de Atividades Docentes (Padoc). A assembleia começará às 8 horas simultaneamente para docentes de todos os campi da UFMS. No Campus de Campo Grande ela acontecerá no Auditório 2 do Complexo Multiúso. No interior, será em locais indicados pelas representações de cada campus.

 

Comunicado da diretoria da ADUFMS-Sindicato sobre o Padoc

 

Caras e caros colegas docentes,

 

Temos recebido muitas demandas sobre o preenchimento do sistema do Plano de Atividades Docentes (Padoc), que inclusive já foi objeto de três solicitações de audiência com a reitora em 2016, todas sem resposta positiva.

Tentamos, antes da aprovação do Padoc, por diversas oportunidades, discutir com a reitora e com a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Preg) esse dispositivo, pois já prevíamos que o sistema, da forma como vinha sendo proposto e pensado, não atenderia ao objetivo de expressar, de fato, as atividades docentes de forma apropriada, mas nossos apelos e contribuições não foram ouvidos.

Agora, na implementação e preenchimento do Padoc, os/as docentes estão percebendo que o sistema não permite o registro de todas as atividades desenvolvidas, se considerada a própria norma do Padoc articulada com a da definição da carga horária docente e as atribuições constantes no Regimento (artigo 64), o que certamente trará prejuízos, posto que as atribuições ultrapassarão a carga horária contratual (20/40) com a UFMS.

Nesse sentido, definimos a realização da Assembleia Geral Extraordinária para o dia 25/05/2016, às 8h, em todos os campi da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, para discutirmos encaminhamentos sobre o Padoc e as consequências desse plano a professoras/es da UFMS.

Orientamos que os/as docentes não preencham o referido sistema até que definamos coletivamente a nossa posição.

Aquelas e aqueles docentes que já enviaram podem solicitar à direção da unidade setorial a liberação para complementação de dados e posterior reenvio após a definição da Assembleia Geral Extraordinária, tendo em vista que o prazo final é dia 4 de junho do corrente ano.

Postado em Destaque com foto, Sem categoria Tag , , , ,

Professores/as da UFMS fazem assembleia nesta quarta-feira 2 para discutir proposta de negociação salarial e de carreiras enviada pelo governo federal em novembro

Ilustração baixada do Vale do Jequitinhonha - Blog do Banu
Ilustração baixada do site Vale do Jequitinhonha – Blog do Banu.

Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) reúnem-se em Assembleia Geral Extraordinária nesta quarta-feira 2 de dezembro às 13h30min para discutir proposta do governo federal de negociação salarial e carreira encaminhada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) em novembro.

A Assembleia ocorrerá simultaneamente para professores e professoras de todos os campi da UFMS. No Campus de Campo Grande ela acontecerá no Auditório 2 do Complexo Multiúso. A docência lotada no interior terá assembleia em locais escolhidos pelas respectivas representações de cada campus.

O Andes-SN apontou novidade no ofício datado de 18 de novembro de 2015, endereçado à entidade nacional pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), via Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público (SRT).  Esse novo item é “um elenco de pontos a ser tratados em grupo de trabalho no MEC [Ministério da Educação] e uma proposta de estruturação da malha remuneratória, em três parcelas: 2017, 2018 e 2019”. Essa ideia não havia sido apresentada anteriormente pelo governo federal. Figurariam no estudo desse GT, entre outros, os seguintes itens:

  • “fim da exigência de conclusão de estágio probatório para a promoção acelerada dos professores que estavam na carreira em 01/03/2013;
  • reenquadramento dos professores aposentados da classe adjunto do magistério superior na classe de professor associado;
  • adicional de difícil lotação como incentivo à fixação de docentes em locais de difícil lotação;
  • redefinição dos critérios de concessão do auxílio-transporte;
  • criação de programas de qualificação para os docentes.”

Há, assim como nos contatos anteriores do governo federal com a instituição sindical nacional do Magistério Superior Federal, lacuna em relação a proposições de saídas para a crise por que passam o ensino, a pesquisa e a extensão nas instituições universitárias federais, com colossais cortes de recursos, sucateamento e sobrecarga de atividades imposta a professores, professoras, técnicos administrativos, técnicas administrativas, alunas e alunos.

Reajuste e benefícios – O governo central reapresenta a proposta de reajuste salarial “de 10,8% – sendo 5,5% em agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017”. Durante a greve deste ano, o Magistério Superior Federal recusou esse percentual, porque, segundo o Comunicado n. 45 de 9 de outubro de 2015, formulado pelo então Comando Nacional de Greve (CNG), as “adequações” percentuais “não recompõem as perdas inflacionárias, não consideram as perdas salariais passadas e, na prática, valeriam para 1 ano e 4 meses”.

Também não houve alteração nos valores propostos para os benefícios: “auxílio-alimentação (R$ 458,00), assistência à saúde (o valor atual per capita médio passa de R$ 117,78 para R$ 145,00) e assistência pré-escolar (o valor atual per capita médio passa de R$ 73,07 para R$ 321,00), a partir de janeiro de 2016”, segundo ofício enviado ao Andes-SN.

Carreiras – Entre as outras propostas elencadas pelo governo central, que, segundo o MPOG, visam “à conclusão das negociações iniciadas em maio do corrente ano” (2015), estão “Progressão e Promoção Funcional nas Carreiras: devidas a partir da conclusão dos interstícios; fim da exigência de conclusão do estágio probatório para a mudança de regime de trabalho; [e] harmonização da estrutura salarial das carreiras a partir dos parâmetros acordados em 2012”.  O Planejamento propõe implementar esse último item (a harmonização) “em três etapas: 1/3 em agosto de 2017, 1/3 em agosto de 2018 e 1/3 em agosto de 2019”.

O presidente do Andes-SN, Paulo Rizzo, recomenda cautela na avaliação do posicionamento do MPOG-SRT. “Estamos críticos à proposta, que deve ser analisada pelas assembleias locais. O governo quer amarrar um acordo de quatro anos, até 2019, que aponta para uma perda de 1/3 do Vencimento Básico (VB) em regime de Dedicação Exclusiva (DE).”

A vice-presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, explica que “outra questão que está em evidência nas propostas, e que [também] sugere [cuidado] na análise, é um princípio voltado para um modelo de universidade que contraria a defesa que o Andes-SN historicamente tem feito de uma universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada. O modelo voltado para a sociedade como um todo está em risco com as proposições que se encontram hoje no Congresso Nacional”

A ADUFMS mantém contato com o Sindicato Nacional para discutir e fornecer subsídios à docência no sentido de que a categoria tenha condições de analisar e interpretar, na Assembleia Geral Extraordinária desta quarta-feira 2 de dezembro, o que as propostas do MPOG-SRT apontam efetivamente.

LEIA MAIS

Íntegra da proposta do governo federal para negociação – Ofício 23540.2015-MP.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

Postado em Sem categoria Tag , , , , , , , ,

 “Ensinar inexiste sem aprender”. Parabenizamos professoras e professores de todos os dias

paulo_freire
Divulgação – Montagem Best Riders (http://www.bestriders.com.br/homenagem-best-riders-ao-dia-do-professor/)

 Ano de muitas lutas! Muitas batalhas em defesa do ofício de ser dignamente professora, professor, educador, educadora, pesquisadora, pesquisador, contra a estagnação das instituições federais de ensino superior e pela universidade pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada. Parabenizamos professoras e professores de todos os dias.

Nessas batalhas pelo construir, se construir, reconstruir e se reconstruir, Paulo Freire, no livro Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, reflete sobre o ensinar e o aprender no ensinar.  “Do ponto de vista democrático em que me situo, mas também do ponto de vista da radicalidade metafísica em que me coloco e de que decorre minha compreensão do homem e da mulher como seres históricos e inacabados e sobre que se funda a minha inteligência do processo de conhecer, ensinar é algo mais que um verbo transitivo-relativo. Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, mulheres e homens descobriram que era possível ensinar.”

Postado em Destaque com foto, Sem categoria Tag , , , , ,

ADUFMS-Sindicato totaliza resultados de assembleia: docentes da UFMS (capital e interior) definem saída unificada da greve  

DSCN1982
Todas as imagens são da Assembleia Geral em Campo Grande no dia 7 de outubro de 2015 – fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Docentes da UFMS decidiram pelo fim da greve. A proposta aprovada foi a que considerou a próxima terça-feira (13 de outubro de 2015) como data de saída unificada do movimento paredista. A votação favorável ao fim da greve aconteceu em Assembleia Geral realizada na quarta-feira 7 de outubro em campi do interior e no Campus de Campo Grande (veja quadro com os resultados).

A decisão de finalizar o movimento paredista foi encaminhada ao Comando de Greve do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (CNG-Andes-SN), que sistematizou as deliberações do Magistério Superior das universidades federais paradas em assembleias ocorridas na semana passada, para garantir que tudo ocorra de forma conjunta.

De imediato, o fim da greve docente na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul não significa o retorno às aulas. A volta às atividades está associada à definição do calendário de conclusão do primeiro semestre.

O Comando Local de Greve (CLG) avaliou preliminarmente que na UFMS a greve, a qual no seu final, nesta segunda-feira 12, atingirá a duração de quatro meses, avançou na organização do movimento sindical, agregando novos/novas docentes, aumentando o número de filiados/as à ADUFMS-Sindicato e despertando o interesse pelo envolvimento em causas relacionadas ao mundo do trabalho.

A desfiliação da ADUFMS-Sindicato da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e TecnolóDSCN1904gico (Proifes-Federação), por decisão da categoria em assembleia realizada dia 2 de setembro, também foi um dos pontos positivos destacados pelo CLG e reforçado durante a Assembleia Geral da quarta-feira 7.

O movimento na UFMS, explicou o CLG, deu visibilidade das posições políticas que formam a Universidade e que são salutares para a construção de relações democráticas e plurais. O diretor financeiro adjunto da ADUFMS-Sindicato, professor Moacir Lacerda, observou que o movimento sindical docente na UFMS está “aprendendo a ouvir quem pensa diferente”. A vice-presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, recordou que na greve anterior (2012) não houve espaço para discussão. No leque de avanços, o Comando Local acrescentou a legitimação da representação sindical pela categoria.

Ainda no campo político, o movimento na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul desvelou ainda mais a prática antidemocrática da direção da instituição. Em comentário durante a Assembleia Geral da quarta 7, criticou-se o que foi chamado de “autoritarismo da administração” da UFMS. “Fomos atropelados no calendário imposto goela abaixo, uma atitude extremamente autoritária e inconsequente.”

No cenário nacional, o CLG enteDSCN1924nde que o Fórum dos/as Servidores/as Públicos/as Federais fortaleceu a luta coletiva. Indica-se o protagonismo do Andes como componente relacionado à unidade dos/as SPFs.

Porém há críticas em relação à forma pela qual o Andes-SN dirigiu o movimento paredista nas universidades federais. Ponderou-se que houve erro de avaliação do Sindicato Nacional. Em uma das intervenções na Assembleia da quarta-feira 7, apontou-se que a greve foi feita em cima de postura do Andes-SN, que desprezou articulações com o Congresso Nacional. Em outra fala na mesma assembleia, a entidade nacional foi chamada de “Coronel Andes”, defendo-se a tese de que o Andes-SN não ouviu as bases.

A vice-presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, se contrapôs às críticas feitas pela plenária. Explicou-se que o CNG foi formado por docentes escolhidos nas bases, e todas as discussões e decisões se deram a partir das bases, conforme dita a organização democrático-plural.

Embora tenha sido um movimento extremamente difícil em função da crise econômica pela qual passa o país, com o governo federal priorizando cortes na educação, arrocDSCN1937hando os vencimentos do funcionalismo público federal e adotando postura de mercantilização do ensino superior por meio de fomentos à iniciativa privada, o Comando Local de Greve explicou que houve ganho salarial de 10,8%, considerando que a proposta inicial do governo era de não dar reajuste. Mas, em linhas gerais, o CLG analisou que, do ponto de vista dos direitos trabalhistas, não houve avanços. No entanto, sem movimento, poderia ter sido pior.

O CNG do Andes-SN calcula que o índice de 10,8%, cujo acordo ainda não foi formalizado com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), divididos em duas parcelas (agosto de 2016 e janeiro de 2017), “sequer cobre a inflação projetada pelos próprios indicadores oficiais, como também não considera as perdas passadas”. A reestruturação de carreira, ponto central das reivindicações salariais da docência das universidades federais, continua sem definição.

A demanda relacionada à educação, mais especificamente relacionada à universidade pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada, não foi discutida com o governo federal.

A deliberação de professoras e professores da UFMS pelo fim unificado da greve foi acompanhada da aprovação de manter a mobilização com atividades culturais, de lazer e de debates de interesse da categoria na Capital sul-mato-grossense e no interior, além do fortalecimento do Fórum Permanente de Debate sobre a Universidade Professor Eusebio Barrios, uma iniciativa conjunta da ADUFMS-Sindicato, do Diretório Central das e dos Estudantes (DCE) e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS). “Se não continuarmos na luta, ficaremos pior”, reforçou o diretor financeiro da ADUFMS-Sindicato, Marco Aurélio Stefanes.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

Postado em Destaque com foto Tag , , , , , , , , , , , , , , ,

Greve docente da UFMS tem respaldo legal. Não pode haver desconto de dias parados!

ARNOR RIBEIRO.POSTADA.TEXTO.DSCN1413
Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato
DSCN1437
Fotos da Assembleia desta quarta-feira 9 em Campo Grande

Paradas/os desde 15 de junho de 2015 e na expectativa de que o governo federal apresente uma segunda contraproposta – a primeira, de 21,3% parcelados em quatro vezes, foi amplamente recusada –, professoras e professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), assim como docentes de outras instituições federais de ensino superior (Ifes), estão amparados legalmente pelo direito à greve, o que descarta iniciativas do Executivo Nacional de suspensão, desconto de dias parados, corte ou qualquer outra forma de não-pagamento de salários.

O assunto foi discutido em Assembleia de Greve nesta quarta-feira 9 de setembro em Campo Grande. De acordo com o diretor de Divulgação e Imprensa da ADUFMS-Sindicato, professor Antonio Lino Rodrigues de Sá, a docência da UFMS não deve ficar aterrorizada porque a greve não foi julgada. Outro aspecto que sustenta o argumento do sindicalista é o fato de que o governo oficialmente está negociando, embora de forma relutante, com as categorias do serviço público federal em greve, entre as quais o Magistério Superior e as/os técnicas/os administrativas/os das instituições federais de ensino. “Não tem essa de cortar ponto!”, enfatizou Lino.

A vice-presidenta da ADUFMS-Sindicato, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, reforçou que não foi aventada a suspensão de salários. Não teria fundamento legal a indisponibilidade dos salários porque a greve é legal e trata-se de um direito das trabalhadoras e dos trabalhadores. A docente explicou que, para garantir o respeito a esse respaldo legal, a Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato está atenta e acompanha os acontecimentos relacionados ao movimento paredista.

DSCN1420Um dos entendimentos é de que não há como “cortaDSCN1421r” vencimentos, em função de que, pós-greve, as/os docentes vão dar prosseguimento às atividades acadêmicas interrompidas em decorrência do movimento.

O debate em torno do tema “suspensão” da folha de pagamento das professoras e dos professores foi suscitado pelo docente João Vítor Batista Ferreira por causa da notícia “Ministros do STF divergem sobre desconto em salários de servidores grevistas”, publicada no dia 2 de setembro no site da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na página da Radioagência Nacional.

No Supremo, segundo a matéria postada na Radioagência Nacional, assinada por Gilberto Costa, “o relator do recurso extraordinário que trata do desconto, ministro Dias Toffoli, declarou voto favorável ao desconto”.

ARNOR RIBEIRO.POSTADA.TEXTO.SITE.DSCN1440
Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (esquerda): Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato está atenta e acompanha os acontecimentos da greve

ARNOR RIBEIRO.POSTADA.TEXTO.SITE.DSCN1426Mas, ainda de acordo com o texto de Costa, “o ministro Edson Fachin, o segundo a votar o recurso, discordou do relator e considerou que a greve é o principal instrumento de reivindicações do servidor público frente ao Estado e que a paralisação não pode representar opção de não-recebimento de salário”. O ministro Luís Roberto Barroso pediu vista ao recurso. O julgamento não foi adiante.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

Postado em Destaque com foto, Principal Tag , , , , , , , , , , , 2 Comentários

Decisão do Coeg não afeta greve docente na UFMS

Mão Greve Geral
Ilustração: José António

O Comando de Greve comunica às professoras e aos professores da UFMS que a decisão do Conselho de Ensino de Graduação (Coeg) de anular a Resolução 347 de 22 junho de 2015, que suspendia os calendários acadêmicos dos cursos de graduação (presenciais e a distância), Licenciatura em Educação do Campo (Procampo) e Licenciatura Intercultural Indígena Povos do Pantanal (Prolind) não interfere no movimento paredista, que continua em função de até agora o governo federal não ter apresentado contraproposta satisfatória às reivindicações da categoria.

A intransigência do Executivo Federal tem sido o principal obstáculo nas negociações. Nesta segunda-feira 31, em reunião com representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação), mais uma vez o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), por meio do secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, Sérgio Eduardo Arbulu Mendonça, manteve-se irredutível.

O governo nacional já havia recusado a contraproposta do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais: 19,7% de um só vez em 2016. No que se refere a reajuste, o poder central estacionou nos 21,3% parcelados em quadro vezes – 5,5% em 2016, 5% (2017), 4,75% em 2018 e 4,5% (2019) – enfaticamente rechaçados pelas categorias do serviço público federal, incluindo a docência das universidades federais.

A inércia é reconhecida pelo próprio secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, Sérgio Eduardo Arbulu Mendonça, que, segundo o Andes-SN, admite não haver, “até o momento, negociação da proposta e, portanto, não há como fazer acordo com as entidades”. De acordo com Paulo Rizzo, presidente do Andes-SN, “o secretário levará as nossas reivindicações para discutir com os ministros da área econômica a possibilidade de fazer alguma flexibilização na postura do governo. Até o final da semana eles irão dar uma reposta”.

Postado em Destaque com foto, Principal Tag , , , , , , 3 Comentários

Vídeos de seminário postados no YouTube subsidiam discussão sobre saída ou não do Proifes-Federação

Edital da Assembleia Geral Extraordinária
Clique sobre a imagem acima para ver em PDF o Edital da Assembleia Geral Extraordinária para discutir saída ou não do Proifes-Federação

A direção da ADUFMS e o Comando de Greve convidam todos/as os/as docentes da UFMS, filiados/as ou não, a assistir aos vídeos (clique sobre as imagens logo após este texto) produzidos pela Assessoria de Imprensa do Sindicato. As produções apresentam as versões dos professores Paulo Marcos Borges Rizzo – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) – e Eduardo Rolim de Oliveira, da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação), em seminário no qual discutiram-se e debateram-se, entre outros assuntos, política salarial e concepção sindical, abordando inclusive temas polêmicos como a adesão ou não à Funpresp-Exe (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo).

Os vídeos com as discussões e os debates são de suma importância para subsidiar as decisões da categoria. Que isso aconteça de forma democrática, madura, e sirva para preservar a unidade da ADUFMS-Sindicato com base no respeito às decisões majoritárias de professores e professoras, em fóruns de discussão legais e legítimos.

A Assembleia Geral Extraordinária para decidir se a ADUFMS-Sindicato se desfilia ou permaneça no Proifes-Federação acontece nesta quarta-feira 2 de setembro, às 13h30min, simultaneamente em todos os campi da UFMS. Em Campo Grande, a Assembleia é no Auditório 2 do Complexo Multiúso da UFMS. No interior, a Geral Extraordinária ocorre em locais escolhidos pela representação de cada campus.

Desde o segundo semestre de 2014, a ADUFMS, a pedido da categoria, vem desenvolvendo discussões sobre o Proifes-Federação e o Andes-SN. Nos dias 23 e 24 de setembro do ano passado, a entidade docente da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul promoveu seminário em cuja programação foram incluídos discussão e debate sobre salário, carreira e concepção sindical (Docentes da UFMS analisam políticas sindicais federativas e seccionaisPosições sobre organização sindical e política salarial evidenciam divergências entre Andes e Proifes), com as participações dos presidentes do Proifes-Federação, Eduardo Rolim de Oliveira, e do Andes-SN, Paulo Marcos Borges Rizzo.

A discussão sobre a desfiliação ou não do Proifes foi um dos compromissos assumidos em campanha da Gestão Autonomia Sindical. No primeiro semestre de 2015 (Assembleia realizada dia 15 de abril), as professoras e os professores decidiram pela saída de dirigentes da ADUFMS de cargos do Proifes e pela suspensão de repasses a essa Federação. Aquela deliberação acerca do Proifes não significou desfiliação. A avaliação e votação oficial em relação à saída ou não da Federação acontecem nesta quarta-feira 2 de setembro, conforme Edital da Assembleia Geral Extraordinária.

Antes de se filiar ao Proifes, a ADUFMS era ligada ao Andes-SN, de acordo com decisão da categoria no dia 28 de setembro de 1990. Na Assembleia de 1º de dezembro de 2004, docentes da UFMS optaram pela filiação da ADUFMS ao Proifes, então Fórum dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior, hoje Federação, e a consequente desfiliação do Andes-SN.

Defesa do Andes-SN pelo presidente desse Sindicato Nacional, professor Paulo Marcos Borges Rizzo, com discussão e debate docente.

Defesa do Proifes pelo presidente dessa Federação, professor Eduardo Rolim de Oliveira, com discussão e debate docente

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

Postado em Sem categoria Tag , , , , , , , , , , , , , , , 1 Comentário