Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

protesto

Ministro da Educação evita fazer agenda de inauguração de obras na UFMS

Agenda de Mendonça Filha ficou restrita à Assembléia Legislativa – Foto: Cristhiane – Mesquista – AL-MS – Capa Midiamax

Temendo protestos com já aconteceu em outras universidades, a equipe que organizou a visita do Ministro da Educação, Mendonça Filho, em Campo Grande, evitou a presença dele in loco na UFMS para inaugurar o complexo do centro de formação de professores (SedFor), o laboratório de tecnologia e processamento de carne (Qualicarne) e a ampliação do restaurante universitário – Refeitório II, obras aprovadas e financiadas no Governo Dilma.

Convidado pelo senador Pedro Chaves (PSC), a equipe do ministro preferiu descerrar a placa das três ações em solenidade oficial na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com a presença do reitor Marcelo Turine. A placa será posteriormente fixada nas instalações da universidade.  Mendonça deu posse ao a solenidade de instalação e posse da diretoria do Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior do estado (Crie-MS).

O grupo reúne os reitores Marcelo Turine (UFMS), Liane Maria Calarge (UFGD), Luiz Simão Staszczak (IFMS), Fábio Edir dos Santos Costa (UEMS), Padre Ricardo Carlos (UCDB) e Leocádia Aglaê Petry Leme (Uniderp). A instância tem o objetivo de fortalecer a educação superior e possibilitar que os conhecimentos produzidos nas instituições subsidiem de forma mais efetiva o desenvolvimento do estado

O Complexo de Formação de Professores tem 16 salas de aula, quatro laboratórios de ensino, dois laboratórios de informática, auditório para 150 pessoas, sala de videoconferência e cinco salas de professores. O valor da obra é de R$ 6,5 milhões, além de R$ 522 mil aplicados na Subestação de energia.  Já o Laboratório de Tecnologias e Processamento de Carne, localizado na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, foi destinado cerca de R$1 milhão. A ampliação do Restaurante Universitário custou R$ 1,6 milhão e 600 pessoas poderão ser atendidas de forma simultânea.

Mesmo confirmando a agenda de última hora em Campo Grande, sem convidar as entidades representativas dos trabalhadores da educação para o evento, como a ADUFMS-Sindicato, Mendonça Filho (DEM) e o governador Reinaldo Azambuja, não escapou da vaia de populares presentes na inauguração do Centro de Formação Profissional “Professora Evanilde Costa da Silva”, ao lado do Parque Rego D’água, em Dourados.

Sob protestos e gritos de ‘fujão’, o Ministro deixou o local na companhia de outras autoridades escoltados pela Polícia Militar. Um grupo, munido com cartazes, cobrava dos parlamentares presentes, o voto contrário contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB). Antes da agenda, Mendonça havia participado do anúncio da construção do Hospital da Mulher e da Criança que funcionará anexo ao HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), onde o clima foi bem mais tranquilo.

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VÍDEO: ministro evita manifestantes e não inaugura Centro Profissional em Dourados

 

Com informações do G1, Campo Grande News e Nova Notícias.

Assessoria de imprensa da ADUFMS

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10 mil ocupam Esplanada em defesa de direitos e contra ataques aos trabalhadores

Data: 13/09/2016

10 mil ocupam Esplanada em defesa de direitos e contra ataques aos trabalhadores 

Mais de 10 mil pessoas, entre servidores públicos federais, estaduais e municipais, militantes de movimentos sociais e estudantis tomaram as faixas da Esplanada dos Ministérios, na manhã dessa terça-feira (13), em uma grande marcha que integra a Jornada de Lutas, organizada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) em unidade com as Centrais Sindicais.

Os manifestantes cobravam a saída do presidente Michel Temer, a retirada de projetos de lei que atacam os serviços públicos, os direitos dos trabalhadores e congelam os orçamentos da União e dos estados como a PEC 241/2016 e o PLP 257/2016 (atual PLC 54/16) e protestavam também contra as reformas Trabalhista e Previdenciária, já anunciadas pelo governo Temer.

A marcha foi marcada pelo uníssono “Fora Temer”, expresso também em camisetas, faixas e adesivos. Diversas bandeiras cobravam também novas eleições e quase todas as falas durante o trajeto, que percorreu a Esplanada, do Museu da República ao Ministério da Fazenda, com direito à parada em frente ao Congresso Nacional, destacavam a grande expressão daquela manifestação e a importância da unidade das categorias de trabalhadores, dos movimentos sociais e centrais sindicais para a construção da greve geral.

“Essa jornada de lutas está sendo um importante passo para a construção da unidade da classe trabalhadora. Todas as entidades estão se esforçando, porque apenas com a unidade da classe será possível construir a greve geral, para dizer, a este governo ilegítimo, que nós não aceitaremos nenhum retrocesso nos nossos direitos. Nós, professores das universidades públicas e institutos federais de todo o Brasil, juntos com os demais servidores e estudantes, entidades, movimentos sociais, não mediremos esforços para construir esta unidade e nos mobilizarmos rumo à greve geral”, ressaltou Eblin Farage, presidente do ANDES-SN.

A presidente do Sindicato Nacional afirmou ainda que é importante que os manifestantes se coloquem contrários aos projetos do “Escola sem Partido”, que busca amordaçar os professores e impor uma ideologia única ao ensino, o PLS 204/2016, que irá aumentar a dívida pública de estados e municípios através de uma manobra ilegal, e também pressionem os parlamentares pela rejeição do PLP 257 e da PEC 241. “É fundamental que a gente consiga dialogar com a população sobre esses projetos, que precarizam ainda mais as condições de vida dos brasileiros, e a importância de se unirem à nossa luta em defesa dos direitos sociais e dos serviços públicos. Fora Temer  e rumo à greve geral!”, exclamou no carro de som, em frente ao Congresso Nacional.

Já no final da marcha, em frente ao ministério da Fazenda, Atnagoras Lopes falou em nome da CSP-Conlutas. Ele ressaltou a importância da unidade construída naquele ato, entre as diversas categorias, as centrais sindicais e os movimentos sociais e reforçou a importância da unificação da luta também com os trabalhadores da iniciativa privada, para a construção de um grande calendário de mobilizações. “Destacamos a importância do dia 22 e enaltecemos o valor do dia 29, quando nacionalmente todas as centrais unificadas, que estão presentes nessa marcha, estão convocando uma greve nacional do setor metalúrgico do país, e esperamos que todos se juntem. Tenho certeza que o exemplo de unidade que as categorias do serviço público dão hoje é fundamental para paramos esse país rumo à greve geral”, reforçou Lopes.

Eblin Farage avaliou como muito positiva a unidade construída entre as diversas categorias dos servidores públicos federais, estaduais, municipais, movimentos sociais, estudantes para a realização da marcha e ressaltou ser fundamental que essa unidade se amplie na perspectiva da construção da greve geral. “Hoje demos um grande passo na construção da unidade com diferentes setores, e a perspectiva é que iremos avançar, com as paralisações e atos marcados para os dias 22 e 29, na construção de uma agenda de lutas, tendo no horizonte a construção da greve geral e a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Esse é o nosso desafio”, concluiu.

Ocupação
Após o término da marcha, manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam o ministério das Cidades. Após negociação, conseguiram ser recebidos pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo, para apresentar a pauta de reivindicações do movimento.

Jornada de Lutas
A jornada de lutas termina nesta quarta-feira (14), com realização da reunião ampliada dos servidores públicos na tenda montada na Esplanada dos Ministérios, quando será feita balanço das atividades e discutidas novas ações do conjunto das categorias.

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Terceirizadas/os da UFMS param por atraso de salário. Estudantes se solidarizam com o movimento

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Trabalhadoras/os paralisadas/os exigem que empresa pague salários atrasados (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato). Para acessar todas as imagens do movimento, clique sobre qualquer uma das fotos deste texto

Trabalhadoras e trabalhadores terceirizadas/os da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Cidade Universitária em Campo Grande, protestaram nesta sexta-feira 17 pela manhã contra o atraso dos salários de maio. A Douraser, empresa contratada pela administração da UFMS, deveria ter pagado as/os profissionais até o quinto dia útil de junho. Estudantes participaram da manifestação em solidariedade e apoio à paralisação pelo não-pagamento das pessoas que atuam em atividades que englobam, principalmente, limpeza de salas de aula, de banheiros, de corredores e de outros setores da UFMS na Capital sul-mato-grossense.

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Terceirizadas da UFMS: “Não é emprego! Isso é trabalho escravo”

No estacionamento em frente aos prédios da reitoria e das pró-reitorias, as/os trabalhadoras/es e as/os acadêmicas/os se reuniram para discutir a situação crítica provocada pela terceirização, que acarreta desrespeito aos direitos fundamentais das/dos trabalhadoras/es. “Cadê, cadê o pagamento? Quero meu dinheiro pra comprar alimento!”, protestavam as/os terceirizados/as.

As/os manifestantes saíram em passeata pelo campus da UFMS em Campo Grande. Manifestaram na unidade 6, conhecida como shopping, seguiram pelos corredores do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), do antigo Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), pela Faculdade de Computação (Facom) e pelo Complexo Multiúso. Retornaram pelo CCHS e pelo CCBS. Protestaram em frente à Biblioteca Central. Terminaram o protesto com atos em frente aos prédios da reitoria e das pró-reitorias. Em seguida, realizaram assembleia.

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Manifestantes percorreram vários setores da UFMS em Campo Grande

O atraso dos salários de mais de cem responsáveis por manter a universidade funcionando em condições adequadas às atividades de alunas/os, docentes e técnicas/os administrativas/os é mais uma consequência nefasta da precarização provocada pela terceirização. “Não é emprego! Isso é trabalho escravo”, bradavam as/os trabalhadoras/es e as/os alunas/os. Em meio às frases e às faixas de resistência, reivindicação e solidariedade, indigna-se uma trabalhadora terceirizada: “Tem mãe que não tem o que comer em casa. Deixa de comer para comprar o leite do filho!” Para que ela não corra, ainda mais, o risco de retaliação por parte da empresa que presta serviço à UFMS, não divulgamos seu nome.

De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Asseio e Conservação de MS (Steac-MS), a administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul pagou a Douraser no dia 3 de junho. O presidente do Steac-MS, Wilson Gomes da Costa, disse que a empresa usou o dinheiro que seria para as/os trabalhadoras/es terceirizadas/os que prestam serviços à UFMS em Campo Grande para pagar salários de outras/os terceirizadas/os que atuam no campus da Universidade em Três Lagoas. “A pressão tem que ser feita! Ela é válida!”, alertou o sindicalista.

Costa explicou que o setor jurídico do Steac-MS está tomando providências para garantir o direto de as/os trabalhadoras/es terceirizadas/os manterem-se parados. No estacionamento da reitoria e das pró-reitorias, os/as profissionais paralisadas/as decidiram pela transformação da paralisação em greve por tempo indeterminado. “Não vamos voltar enquanto não receber os salários”, deixou claro o presidente do sindicato da categoria. Porque, como disseram as/os terceirizadas/os, “trabalhador/a não é otário/a! Cadê meu salário?”

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Após “O abraço ao HU”, estudantes dos cursos de saúde encaminharão denúncias da situação ao MPF e MPE

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Estudantes da área de saúde abraçam o Pronto Socorro do HU fechado por falta de recursos na contratualização com a Prefeitura de Campo Grande – Gerson Jara

Estudantes dos cursos da área de saúde, vinculados ao Hospital Universitário Rosa Pedrossian – Humap, em parceria com o Sindicato dos Docentes da UFMS – ADUFMS-Sindicato, promoveram na última terça-feira (31.05), “O abraço ao HU”. Participaram da mobilização universitários dos cursos de Medicina, Fisioterapia, Nutrição e Enfermagem. Depois do ato simbólico que contou com a participação de mais de 300 alunos, técnicos e professores, os centros acadêmicos decidiram formar e encaminhar um dossiê dá situação ao Ministério Público Federal. Os documentos serão incorporados a denúncia já existente, em fase de tramitação na instância e também protocolado no Ministério Público Estadual, por comprometer a qualidade de ensino dos estudantes, as condições de trabalho dos docentes e do atendimento de pacientes de Campo Grande e outros municípios.

A concentração dos estudantes aconteceu em frente do auditório do LAC (Laboratório de Análises Clínicas), dentro do HU. No local, acontecia a reunião do Conselho Diretor da UFMS para definir as regras eleitorais para escolha do novo reitor, com a presença da atual reitoria Célia Maria Silva Oliveira. Os acadêmicos aproveitaram o momento para denunciar a eleição proporcional, regra adotada para escolha de reitores. No atual sistema, o voto do segmento dos professores vale 70%, dos estudantes 15% e dos técnicos administrativo 15%.

No protesto, os alunos denunciaram a falta de medicamentos básicos para os pacientes, como Dipirona e de equipamentos para procedimentos cirúrgicos, como dreno, o fechamento de centros de cirúrgicos e do Pronto Socorro, do setor Hemodiálise, fatores que levaram a zerar as vagas de internação na unidade do Hospital Universitário. Mesmo depois da decretação da “vaga zero” pela direção da EBSERH, a Central Reguladora de Vagas da Secretaria Municipal de Saúde mantém o encaminhamento de pacientes, provocando o agravamento no atendimento. Para os dirigentes do movimento a atual situação visa desmontar o SUS (Sistema Único de Saúde), considerado modelo de atendimento de saúde pública por diversos países, com o propósito de repassar a gestão hospitalar para Organizações Sociais (OS) e fortalecer o sistema privado de atendimento à saúde. “Saúde não é mercadoria”, expressava um dos cartazes.

Para os participantes, a situação de falta de condições de ensino e atendimento de pacientes se agravou com a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), estatal responsável pelo gerenciamento do Humap. A transferência da UFMS foi objeto de protesto de diversos e estudantes no ano de 2013, resultando na ocupação da reitoria e da reunião de colegiados. Em razão dos protestos, a reitoria colocou grades na reitoria e restringiu a participação de estudantes nos Conselho Diretor, Conselho de Ensino de Graduação COEG – e no Conselho Universitário – COUNI.

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Para estudantes, problemas do HU esta ligado ao desmonte SUS patrocinados por empresas privadas de saúde – Gerson Jara

Os acadêmicos reconheceram os problemas enfrentados pelo HU por falta de verbas. Um dos motivos seria a defasagem de procedimentos pagos pela Prefeitura de Campo Grande, na contratualização com o SUS, congelados há mais de 7 anos. Cobraram mais investimentos do Governo do Estado, uma vez que são feitos atendimentos a pacientes de todos os Estados e países vizinhos. Ainda não pouparam críticas ao gerenciamento da EBSEH. Segundo eles, mesmo com a criação de 76 cargos comissionados, com salários oscilando entre R$ 4 mil a R$ 30 mil reais, os problemas não foram equacionados e ainda persistem falhas de gestão e indícios de esquemas de corrupção, já objeto de denúncia na Operação Sangue Frio. Em diversas falas houve reclamações da nomeação de pessoas despreparadas para gerenciamento hospitalar. A incorporação pela estatal, na avaliação dos estudantes, também não trouxe mais verbas para o hospital, principal argumento utilizado transferência de gestão da UFMS a empresa.

A administração do HU reconhece o problema de forma pontual em razão da contratualização com o município e também pela retenção de 30% das verbas para investimentos por parte do Ministério da Saúde em razão dos cortes orçamentários. Explica que a falta de medicamentos e equipamentos considerados básicos acontece, na maioria das vezes, em razão da falta de fornecedores, devido ao baixo valor do preço licitado, o que obriga o empréstimo de material em outras unidades, inclusive no Hospital da UFGD. Já hemodiálise ficou com atendimento suspenso por um período devido atraso no pagamento da empresa fornecedora de água, já resolvido.

A direção justifica que a suspensão das obras em dois centros cirúrgicos aconteceu em razão da desistência da empreiteira. Defende avanços como a nova gestão da EBSERH, dentre eles a duplicação de quantidade do quadro de pessoal e investimentos em novas áreas de pesquisa, como de cordão umbilical para o sequenciamento genético e ampliação de leitos da UTI Pediátrica e Adulta.

Assessoria de imprensa da ADUFMS – Sindicato.

 

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Semana: docentes e estudantes da UFMS protestam em Brasília

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Protesto multimovimento na frente do Ministério da Fazenda (Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato 23/09/2015). Para acesso a conteúdos sobre este assunto no facebook.com/ADUFMS.Sindicato, clique sobre a imagem acima e a imagem ao lado
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Militantes do MTST na entrada do Ministério da Fazenda

Trinta e oito manifestantes de Mato Grosso do Sul – caravana organizada pelo Comando de Greve da ADUFMS-Sindicato –, delegações de outros estados e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) protestaram na quarta-feira 23 de setembro (pela manhã e início da tarde) em frente ao Ministério da Fazenda em Brasília contra o pacote fiscal lançado no dia 14 que penaliza ainda mais trabalhadoras, trabalhadores, bem como outros setores social e economicamente mais vulneráveis do povo brasileiro, além de pedir que o governo central dialogue com as categorias do serviço público federal, entre elas a docência do Magistério Superior, e que o Executivo Federal se demova do plano de congelar salários até o segundo semestre de 2016. “Não aceitamos que o acordo de reajuste de janeiro passe para agosto”, pontuaram durante a manifestação.

O protesto foi articulado pelo Fórum dos/das Servidores/as Públicos/as Federais e serviu de referência para o que aconteceu no dia seguinte (quinta-feira 24), quando, sob repressão da Polícia Militar com gás de pimenta e cassetete, os/as docentes ocuparam à tarde o gabinete do ministro da Educação Renato Janine Ribeiro e conseguiram fazer com o titular da pasta assumisse o compromisso de se reunir em outubro com a docência federal em greve.

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Integrantes da delegação de Mato Grosso do Sul em Brasília
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Manifestantes de Mato Grosso do Sul em dia de proteste no Distrito Federal

Na mesma quinta-feira 24, pela manhã, os/as docentes protestaram em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), fazendo com que a Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público (SRT) se comprometesse em receber os/as grevistas na próxima semana.

Junto com docentes da UFMS em greve e estudantes dessa instituição federal de ensino superior (Ifes), um professor e uma técnica, ambos do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) em Corumbá, fizeram parte da delegação do Estado que protestou em Brasília na quarta-feira 23, quando os/as manifestantes gritaram palavras de ordem em frente ao Ministério da Fazenda e pediram que o governo federal rasgue o pacote anunciado no final da primeira quinzena de setembro. “Isso não é ajuste; é desajuste”, brandiu uma voz. “Não, não, não! Não vamos pagar não! O ajuste fiscal é coisa de ladrão!”, repetiam em coro.

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Presidente do Andes-SN Paulo Rizzo durante protesto em frente ao Ministério da Fazenda
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Delegação de Mato Grosso do Sul recepcionada na Esplanada dos Ministérios no DF

De acordo com a página do Comando Nacional de Greve (CNG) no site do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), na manhã da quarta 23, antes da chegada dos manifestantes de Mato Grosso do Sul, “integrantes do MTST ocuparam o Ministério da Fazenda para cobrar, além do recuo ao reajuste fiscal, mais recursos para moradia. Policiais Militares do Distrito Federal agiram com violência diante da ocupação realizada pelo MTST com o uso de gás lacrimogêneo para expulsar os manifestantes do prédio. Os PMs montaram um cordão de isolamento na frente do prédio e, mesmo com a desocupação, intimidaram os manifestantes com [spray de pimenta] durante toda a manifestação”.

Os/as manifestantes também se solidarizaram com outro protesto, ocorrido na quarta-feira 23: o de 1,2 mil educadoras e educadores da reforma agrária, ligadas/os ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que, enfileiradas/os, fizeram uma passeada na Esplanada dos Ministérios em direção ao Ministério da Educação e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Entre as faixas carregadas por integrantes do MST, uma inspiradora frase do sociólogo Florestan Fernandes: “Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas.”

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Educadores e educadoras do MST em passeata pela Esplanada dos Ministérios

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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