Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

Reforma da Previdência

Pressão social faz com que Governo Temer retire reforma da Previdência Social de pauta

Passeata externou revolta dos servidores contra a Reforma da Previdência – Foto Carol Caco

Com um dos maiores índices de rejeições da história, desmoralizado, pressionado pelos setores organizados da sociedade e pela própria base de sustentação no Congresso, o Governo Temer recua na principal bandeira do pacote de maldades e retira a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 (reforma da Previdência) da pauta de votação.

As reformas de Temer sempre encontrou forte resistência das entidades representantivas dos servidores públicos, centrais sindicais e trabalhadores.

Para denunciar os retrocessos sociais  da agenda política de Temer, em Campo Grande aconteceu a mobilização de 70 mil pessoas com a participação maciça de professores, pressão sob os parlamentares em Brasília, acampamento em Frente ao Damha II, residência do líder do governo, Carlos Marun (PMDB-MS), ato em frente ao escritório do deputado Eliseu Dionísio (PSDB-MS) e da residência da deputada federal Tereza Cristina (DEM), três audiências públicas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e a produção conjunta de material impresso, veiculação de outdoor nas principais cidades do Estado, vinculação de spot de rádio, panfletagens, barraca de diálogo,  debates e fóruns sobre as medidas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) organizados pela ADUFMS-Sindicato.

Mesmo com baixa adesão da comunidade universitária, a ADUFMS-Sindicato esteve à frente da organização desses eventos integrando a Frente Brasil Popular-MS, o Fórum Nacional dos Servidores Públicos (Fonasefe-MS) e o Fórum em Defesa das Universidades Públicas em Mato Grosso do Sul, criado no ano passado.

Nem mesmo os aparatos mediáticos globais foram suficientes para calar a voz do movimento social organizado e sindical nas ruas.

Desde o processo de impeachment em 2016, a ADUFMS-Sindicato denunciou as articulações orquestradas pelo poder econômico em combinação com setores conservadores da sociedade para caçar as conquistas de trabalhadoras/es e do conjunto das/os servidoras/es públicas/os. Assim que ascendeu ao poder, o Governo Temer transferiu a responsabilidade da crise para o serviço público.

Em 2016 começaram as mobilizações contra a PEC 287/2016 e a Emenda Constitucional (EMC 95/2016, que estabelece limites para os gastos no serviço público). A 95 congelou os salários do funcionalismo por 20 anos e cortou verbas para educação, saúde e seguridade social.

Houve ainda resistência das/os trabalhadores ao projeto de Projeto de Lei (PL) 6.787/2016 que instituiu a reforma trabalhista. A iniciativa permitiu alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Precarizou as relações do mundo do trabalho.

Também houve resistência organizada na aprovação da terceirização da atividade-fim (Lei 13.429/2017) que atinge diretamente o serviço público.

Em 2017, a agenda de luta teve continuidade.  A ADUFMS-Sindicato esteve à frente da mobilização Ocupa Brasília contra a reforma da Trabalhistas e da Previdência. Mais de 150 mil pessoas participaram do ato, reprimido violentamente pelo Governo do Distrito Federal, a pedido do Governo Temer.

O mito do saldo negativo da Previdência Social foi derrubado.  A precarização das condições de trabalho se aprofundou e a geração de emprego no país continua um dos baixos da história. Os gastos com a despesas da máquina pública saiu de R$ 75 bilhões em 2016 e saltou para R$ 160 bilhões em 2017. O Governo gasto muito, gasta mal e destina as economias obtidas para o pagamento da dívida pública.

Todas as ações interfiram diretamente na disputa da opinião pública e a reafirmam o papel do movimento sindical na defesa de direitos e conquistas. Temas que sem dúvida estarão na pauta da eleição presidencial e para governador. Nessa agenda a ADUFMS-Sindicato estará atuando e orientado o conjunto de filiados e a comunidade universitária.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Movimentos de MS promovem jornada de luta contra Reforma da Previdência nesta segunda-feira 19


Entidades do movimento popular e sindical promovem nesta segunda-feira (19-02), a Jornada de Luta contra a Reforma da Previdência. Mesmo com a intervenção federal no Rio de Janeiro, a coordenação da Frente Brasil Popular em Mato Grosso do Sul decidiu manter o calendário de mobilização desta segunda-feira  e transformar a paralisação nacional em ações de luta.

Na reunião da Frente Brasil Popular de MS, líderes sindicais e dos movimentos sociais demostraram preocupação com a intervenção do governo federal no Estado do Rio de Janeiro. A ação, na opinião de diversos dirigentes, abre precedente para aumentar a repressão aos mais pobres e aos movimentos sociais, sem atacar as causas estruturais que geram a violência, como falta de política de geração de emprego e de distribuição de renda.  Veem a medida como laboratório do aparato repressivo estatal para futuras intervenções nos estados frente à tendência de crescimento das tensões sociais com o aprofundamento da crise econômica e institucional pela qual passa o país após o golpe contra o Governo Dilma.

Mobilização prevista para Campo Grande nesta segunda-feira 19

6:30 – Ato dos eletricitárias/os na Eletrosul – saída para Três Lagoas.

6:30 – Panfletagem das/os técnicas/os administrativas/os – Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS) –  nos portões da UFMS em Campo Grande.

7:00 – Ato dos telefônicos.

8:00 – Ato conjunto no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da rua 26 de Agosto contra a Reforma da Previdência – convocação das entidades ligadas ao serviço público: ADUFMS-Sindicato, Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado de Mato Grosso do Sul (Sintsprev-MS) e Sintesp-MS.

9:00 – Mobilização nas agências centrais convocada pelo Sindicato dos Bancários.

9:00 – Mobilização  da Liga Camponesa. Concentração na avenida Afonso Pena com a avenida Duque de Caxias e marcha até a praça da República.

19:00 – Debate na UFMS (Unidade 6): Crise da Legalidade e Retirada de Direitos. Promoção: ADUFMS-Sindicato, Centro Acadêmico de Filosofia (Cafil) e Sista-MS.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Sindicalistas advertem deputados e senadores de MS: Quem votar não volta

Tero Queiroz – MS Notícias

“Vamos pegar pesado contra quem votar contra o povo”

Foto reproduzida de MS Notícias (<http://m.msnoticias.com.br/editorias/politica-mato-grosso-sul/sindicalistas-advertem-deputados-e-senadores-do-ms-quem-votar-nao/77344/>)

Deputados federais e senadores de Mato Grosso do Sul que votarem pela reforma da Previdência vão sofrer as consequências desse ato nas urnas nas eleições deste ano. E para garantir que o povo não se esquecerá (do rosto) de nenhum deles, o movimento sindical do Estado vai promover uma verdadeira “anticampanha eleitoral” para que todos aqueles que votaram contra os interesses da população, sejam lembrados durante a campanha eleitoral. A advertência é da direção do Sista-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul).

“Além de inúmeros estudos que comprovam que a Previdência Social não é deficitária no Brasil, elaborados por pessoas e entidades gabaritadas para isso, temos também o mais recente trabalho da CPI da Previdência, comandada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) que comprova isso, ou seja, que os recursos arrecadados seriam sim suficientes para cobrir todas as despesas da Previdência e até sobraria, se não fossem desvios e corrupção, sem contar com sonegação e outras mazelas registradas e comprovadas”, afirma Cleodete Cândida Gomes, da Coordenação Geral do Sista-MS.

Waldevino Basílio, também da coordenação do sindicato garante: “Vamos pegar pesado contra quem votar contra o povo. Quem votar, não volta no ano que vem para a Câmara Federal ou Senado, pois faremos um trabalho intenso, junto com sindicatos, federações e outras organizações sindicais, para impedir a reeleição do parlamentar que trair o povo”, afirma.

O resultado dos trabalhos da CPI da Previdência, instalada no Congresso Nacional, apontou que anualmente são mais de R$ 30 bilhões desviados da Previdência, pelo Governo, para outros fins alheios ao que deveria ser o único objetivo: atender aos aposentados.

O senador Paulo Paim informa que foi elaborada uma cartilha popular sobre o resultado dessa CPI e que contém todos os dados apurados durante seis meses de trabalho, com uma investigação séria e juntada de documentos diversos.

A coordenadora Cleodete Cândida explica que a cartilha traz também a informação de que em dez anos o governo federal retirou da seguridade social mais de um trilhão e meio de reais para a DRU (Desvinculação das Receitas da União). “Como podem saquear dessa forma o dinheiro da Previdência, que de fato não é deficitária? Não podemos permitir que o povo trabalhador brasileiro pague a conta desses gigantescos desvios. Vamos reagir e dizer aos nossos parlamentares que não aceitamos essa reforma e que quem votar a favor dela, não voltará ao Legislativo no próximo ano”, afirmou.

O Sista-MS rebate algumas mentiras que o governo tem pregado por todo o país, por exemplo, a informação de que sem a reforma o país vai quebrar. Na verdade, segundo o sindicato, o Ministério da Fazenda revelou que o Regime Geral de Previdência Social deixou de arrecadar R$ 57,7 bilhões com isenções e renúncias fiscais no ano passado. Em 10 anos essas renúncias superarão a economia pretendida com a reforma no mesmo período.

Além disso, segundo o sindicato, o governo esconde que deixa de cobrar R$ 427,73 bilhões dos grandes devedores da Previdência e que distribui benefícios tributários para grupos econômicos privilegiados. “Isso é inconcebível e não é divulgado no país e muito menos debatido e/ou contestado por nossos parlamentares”, ressalta Basílio.

Além dessas, existem inúmeras outras “mentiras” usadas pelo governo para ludibriar o povo, alerta o Sista-MS, que pede à população e especialmente aos servidores públicos, para que procurem se informar dessas inverdades e que somem forças com o movimento sindical de sua cidade, seu Estado e do país, para que essa nessa luta o trabalhador brasileiro não seja vencido por uma minoria que está no poder e que luta para manter regalias e privilégios de uma seleta parcela da população.

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Entidades em MS intensificam luta contra reforma da Previdência

Reunião do Fonasefe e do Fonacate – Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

O Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) planejam intensificar atividades em fevereiro para impedir que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 de reforma da Previdência seja aprovada em primeiro turno na Câmara Federal.

Adilson Oliveira (à esquerda) e José Roberto (centro)

Integrantes de organizações sindicais do Fonasefe e representantes do Fonacate se reuniram na terça-feira 6 no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul (Sindjufe-MS). As/os sindicalistas formaram comissão de cinco pessoas que vão discutir a mobilização de cidadãs e cidadãos sul-mato-grossenses contra o desmanche do sistema previdenciário oficial do Estado brasileiro. A data nacional de luta será no próximo dia 19, quando se cogita começar os debates sobre a PEC 287  na Câmara dos Deputados. Depois de prevista para o próximo dia 20, o governo mudou novamente a data de votação da PEC para o dia 28 de fevereiro.

Adilson Oliveira: reformas de Temer beneficiam grandes industriais e banqueiros

As entidades sindicais de servidoras/es da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) participaram da reunião. Pela ADUFMS-Sindicato estava o primeiro-secretário da entidade, professor José Roberto Rodrigues de Oliveira. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), esteve representado pelo seu coordenador de Políticas Sociais, o técnico administrativo Adilson Oliveira.

O primeiro-secretário da ADUFMS-Sindicato, José Roberto Rodrigues de Oliveira, informou às/aos cerca de 20 sindicalistas que se reuniram no Sindjufe-MS que a organização docente da UFMS está disposta a realizar atividades dentro da universidade, envolvendo panfletagem e diálogo com a comunidade universitária a respeito dos resultados negativos ao povo brasileiro, caso seja aprovada a reforma da Previdência.

Segundo o coordenador de Políticas Sociais do Sista-MS, Adilson Oliveira, as mudanças que vêm sendo proposta pelo governo golpista de Michel Temer com o respaldo de seus/suas aliados/as têm como finalidade beneficiar grandes industriais e banqueiros.

Entre as ações previstas para ser desenvolvidas por sindicalistas e integrantes de outros movimentos em Mato Grosso do Sul está conversa com cinco parlamentares da bancada do Estado alinhados ao governo federal na Câmara dos Deputados. Pensando nas eleições que acontecem este ano, o grito nas manifestações antirreforma da Previdência é “se votar, não volta!”. É uma referência à campanha eleitoral de 2018 e à votação parlamentar da PEC 287/2016. Ou seja, o/a parlamentar que votar a favor da reforma e se candidatar à reeleição terá um não nas urnas.

Em outra frente de atuação propõe-se contrapor ao que vem sendo apregoado na mídia, que, em linhas gerais, difunde conteúdos defendendo, explícita ou implicitamente, alterações na Previdência. As entidades sindicais de trabalhadoras/es pretendem utilizar de recursos de divulgação como outdoor, panfletos, spots em rádio, carro e motos com sistemas de som em Mato Grosso do Sul, antes e durante as manifestações.

A ideia é alavancar ainda mais o descontentamento do povo brasileiro em relação às medidas propostas pelo Governo Temer para mexer na Previdência. Os cidadãos e as cidadãs têm resistido a mudanças previdenciárias que agridam direitos conquistados e consolidados.

No próximo dia 19 haverá duas frentes de manifestações: uma em Brasília e outra nos estados.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato se reúne com docentes da UFMS no Câmpus de Coxim

A presidenta e o diretor financeiro da ADUFMS-Sindicato – professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, professor Fábio Henrique Viduani Martinez – reuniram-se com docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) no Câmpus de Coxim (CPCX) na última sexta-feira 6 de outubro.

O encontro teve participação do professor Marco Aurélio Stefanes, integrante do Núcleo de Comunicação do Sindicato. Stefanes também representa a ADUFMS-Sindicato no Conselho Universitário (Coun) da UFMS. A reunião em Coxim faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pelo Sindicato a fim de aproximar a entidade aos/às docentes e ouvir demandas.

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, expôs a docentes do CPCX as atividades desenvolvidas pela entidade. Entre elas, mobilizações contra as reformas do governo federal, participação nas manifestações que pediram Fora Temer e Diretas, já! em Brasília, em 2016 e em maio deste ano, sob forte repressão da Polícia Militar.

Foram produzidos materiais informativos referente aos impactos das reformas sobre as/os servidoras/es públicas/os e cartilhas, organizados seminários de formação sindical, palestras  e diversas outras ações em resistência às medidas que claramente ou nas entrelinhas retiram direitos da classe trabalhadora.

Para Mariuza Aparecida, é muito importante que haja proximidade do Sindicato com a categoria. “A visita a Coxim foi extremamente importante. Esclarecemos as/os nossos colegas sobre tudo o que vem acontecendo nas nossas lutas, nos nossos debates com relação à retirada de direitos e também ouvimos as/os docentes para que possamos redirecionar as nossas ações ao encontro daquilo que a categoria espera, em especial as demandas internas. Essa é uma proposta da diretoria de estar fazendo a vista in loco [no próprio local]. Nós estamos cumprindo. Já realizamos atividades em todos os campi e também em algumas unidades de Campo Grande [Cidade Universitária], e daremos prosseguimento a essa ação que entendemos ser salutar para estreitar as relações entre a diretoria do sindicato e os/as sindicalizadas/os.”

Sobre o contexto da reforma da Previdência, o professor Marco Aurélio Stefanes (foto) apresentou estudos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) como ferramentas importantes para que as/os servidoras/es sejam esclarecidas/os acerca da dívida pública e do orçamento da União de forma transparente. O professor Fábio Henrique Viduani Martinez explanou aos docentes do CPCX sobre o ajuste na tabela salarial no mês de agosto deste ano, e a suspensão desse procedimento, previsto em lei pelo Governo Federal, para o ano de 2018.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Mobilização em Campo Grande pede “Fora Temer” e refuta reformas contra trabalhadoras/es


Docentes da UFMS participaram do ato que teve concentração na praça Ary Coelho, seguindo pelas principais ruas e avenidas do Centro de Campo Grande (Foto: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato)

A mobilização da Greve Geral, no último dia 30 de junho, em Campo Grande, reuniu cerca de 5 mil pessoas que pediram “Fora Temer” e “Diretas, já!”, mesmo enfrentando a tentativa de enfraquecimento orquestrado pelas forças conservadoras em âmbito local e nacional. Os manifestantes também expressaram por meio de palavras de ordem e faixas o descontentamento com as medidas em curso, como a reforma da Previdência (PEC 287/2016), reforma trabalhista (PL 6787/2016) e a terceirização (PL 4302/98). Na abertura do ato, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, salientou que o presidente Michel Temer não tem envergadura moral para propor reformas que prejudiquem os trabalhadores e os servidores públicos, diante de tantos escândalos envolvendo o seu nome, dos seus ministros e da sua base de sustentação no Congresso Nacional.

Cerca de 30 professores da UFMS dos campi de Campo Grande e Aquidauana participou do ato portando as bandeiras da ADUFMS-Sindicato e as faixas repudiando a reforma Previdência e trabalhista. A participação seguiu a decisão da categoria em assembleia ocorrida nos campi da UFMS no dia 26 de junho, em que optou pela adesão à Greve Geral do dia 30 de junho, apesar do baixo número de participação dos/as docentes nas assembleias. A participação no ato também foi menor em relação à última Greve Geral, no dia 28  de abril.

O Governo Federal também atuou de forma política para desmobilizar a Greve Geral. Reprimiu o movimento ameaçando o corte de ponto dos servidores públicos federais por meio de ofício expedido pelo Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e acenou com a volta do imposto sindical para que a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) não jogassem força na mobilização.  O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Campo Grande) recebeu notificação da Justiça do Trabalho ameaçando desconto R$ 770 mil referente a greve do ano de 1994. Outro elemento que impactou o movimento foi a baixa adesão dos professores das redes estadual e municipal, acumulados por calendários de reposição.

Mesmo com adesão menor, o movimento de greve serviu para denunciar o quadro de corrupção generalizada do Governo Temer e pressionar os parlamentares do estado em relação às reformas, com crítica principalmente à posição assumida pela Senadora Simone Tebet (PMDB), aos senadores Valdemir Moka (PMDB) e Pedro Chaves (PSC) e aos deputados federais Carlos Marun (PMDB), Elizeu Dionizio (PSL), Teresa Cristina (PSB) e Geraldo Resende (PMDB).

 

Clique aqui para acessar a galeria de fotos da Greve Geral em Campo Grande/MS

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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“Se votar, não volta!”

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Ismael Cesar (CUT Nacional) e Mariuza Aparecida (ADUFMS-Sindicato) em reunião no Sista-MS (fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

Trabalhadoras e trabalhadores de todo o país farão grandes manifestações em Brasília nos dias 15 a 19 de maio contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Caravanas de todas as regiões brasileiras vão se deslocar ao Distrito Federal para pedir ao Congresso Nacional e ao Executivo Federal que não toquem nos direitos sociais conquistados a décadas e que agora estão sendo alvo de desmonte. As centrais sindicais se uniram para conclamar brasileiras e brasileiros que participem dos protestos na Capital Federal. Em Mato Grosso do Sul, de 8 a 12 de maio serão desenvolvidas ações que visam a pressionar os/as parlamentares do Estado alinhadas/os com o poder central. Essas atividades fazem parte do Ocupa Brasília.

A expectativa é de que pelo menos trinta ônibus lotados partam de Mato Grosso do Sul rumo a Brasília. O assunto foi discutido pelo Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais em Mato Grosso do Sul (Fonasefe-MS) na sexta-feira 5 de maio no Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), em reunião que contou com a participação do secretário adjunto da Secretaria de Políticas Sociais da Central Única dos Trabalhadores (CUT Nacional), Ismael Cesar.

Estiveram no encontro entidades que compõem o Fonasefe-MS: ADUFMS-Sindicato, por meio de sua presidenta Mariuza Aparecida Camillo Guimarães; Sista-MS; Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social em Mato Grosso do Sul (Sintsprev-MS); Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso do Sul (Sindsep-MS); e Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS).

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Fonasefe-MS discute organização do Ocupa Brasília e elaboração de carta a parlamentares do Estado

Além de discutir mobilizações em Mato Grosso do Sul para o Ocupa Brasília, integrantes do Fórum aprovaram a elaboração de uma carta que será entregue aos parlamentares do Estado (senadores, senadora, deputada federal e deputados  federais). O foco principal das/os sindicalistas são os/as representantes sul-mato-grossenses no Congresso Nacional favoráveis às reformas antissociais do Governo Temer.

A movimentação do Fonasefe-MS centra-se na seguinte frase: “Se votar, não volta!” Ou seja, o/a congressista que votar favorável às reformas Trabalhista (já aprovada na Câmara Federal), bem como a da Previdência, e se candidatar à reeleição em 2018 será reprovado nas urnas.

As/os trabalhadoras/es de Mato Grosso do Sul também vão conversar com parlamentares do Estado que já se manifestaram contrários às reformas. A ideia é acolher esses congressistas antirreformas no sentido de reforçar suas posições sobre o assunto.

O secretário adjunto da Secretaria de Políticas Sociais da CUT-Nacional, Ismael Cesar, disse que a expectativa do Ocupa Brasília é barrar a destruição das conquistas sociais nos campos trabalhista e da Previdência. Mostrar que é possível derrotar as iniciativas contrárias às/aos trabalhadoras/es e a outros setores da sociedade.

As manifestações da Greve Geral do 28 de abril, que reuniram cerca de 70 mil pessoas em Mato Grosso do Sul, foram apontadas pelo dirigente cutista como um sucesso. Ismael não descarta outra Greve Geral.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

CONTINUAR E AMPLIAR A MOBILIZAÇÃO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!

 

As Centrais Sindicais, reunidas na tarde desta quinta-feira [4 de maio de 2017], avaliaram a Greve Geral do dia 28 de abril como a maior mobilização da classe trabalhadora brasileira. Os trabalhadores demonstraram sua disposição em combater o desmonte da Previdência social, dos Direitos trabalhistas e das Organizações sindicais de trabalhadores.

A forte paralisação teve adesão nas fábricas, escolas, órgãos públicos, bancos, transportes urbanos, portos e outros setores da economia e teve o apoio de entidades da sociedade civil como a CNBB, a OAB, o Ministério Público do Trabalho, associações de magistrados e advogados trabalhistas, além do enorme apoio e simpatia da população, desde as grandes capitais até pequenas cidades do interior.

As Centrais Sindicais também reafirmaram sua disposição de luta em defesa dos direitos e definiram um calendário para continuidade e ampliação das mobilizações.

 

CALENDÁRIO DE LUTA

8 a 12 de maio de 2017

▪ Comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional para pressionar os deputados e senadores e também atividades em suas bases eleitorais para que votem contra a retirada de direitos.

▪ Atividades nas bases sindicais e nas ruas para continuar e aprofundar o debate com os trabalhadores e a população sobre os efeitos negativos para toda a sociedade e para o desenvolvimento econômico e social brasileiro.

 

Do dia 15 ao dia 19 de maio

▪ Ocupa Brasília: conclamamos toda a sociedade brasileira, as diversas categorias de trabalhadores do campo e da cidade, os movimentos sociais e de cultura, a ocupar Brasília para reiterar que a população brasileira é frontalmente contra a aprovação da Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista e de toda e qualquer retirada de direitos.

▪ Marcha para Brasília: em conjunto com as organizações sindicais e sociais de todo o país, realizar uma grande manifestação em Brasília contra a retirada de direitos.

 

Se isso ainda não bastar, as Centrais Sindicais assumem o compromisso de organizar um movimento ainda mais forte do que foi o 28 de abril.

Por fim, as Centrais Sindicais aqui reunidas convocam todos os Sindicatos de trabalhadores do Brasil para mobilizarem suas categorias para esse calendário de lutas.

 

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

CSP Conlutas – Central Sindical e Popular

CTB – Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil

CUT – Central Única dos Trabalhares

Força Sindical

Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores

UGT – União Geral dos Trabalhadores.

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ADUFMS-Sindicato participa de reestruturação do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais em MS

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Reativação do Fonasefe em MS tem participação de dez entidades sindicais (Foto: Fonasefe)

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, participou no dia 7/04, da segunda reunião do Comitê Estadual contra a Reforma da Previdência. O objetivo da instância é construir atividades conjuntas das entidades representativas das/os servidoras/es públicas/os federais em Mato Grosso do Sul.

A primeira reunião aconteceu dia 31 de março, resultando no trabalho de panfletagem e adesivagem no semáforo de saída do canteiro lateral da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) com à avenida Costa e Silva, em Campo Grande. A terceira reunião ocorreu dia 13 de abril

O grupo é composto por entidades como ADUFMS-Sindicato, Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul (Sindjufe-MS), Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso do Sul (Sindsep-MS) e Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Mato Grosso do Sul (Sintect-MS). Conseguiu agregar o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande-MS e região (SeebCGMS). A ideia é avançar para a construção do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), em Mato Grosso do Sul.

Mariuza Aparecida resgata que o Fonasefe surgiu na greve de 2012. Tem se reunido periodicamente e foi retomado no ano de 2015. Nele se discute a defesa do serviço público, a política salarial conjunta, política de carreira, congregando inicialmente entidades representantes sindicais do Poder Executivo. A organização das entidades foi fundamental para o enfrentamento do processo de privatização dos serviços públicos no governo de Fernando Henrique Cardoso, bem como nos avanços e conquistas salariais no conjunto dos/as servidores/as públicos/as do Executivo.

Na avaliação da sindicalista, é importante fortalecer o Fonasefe. As mudanças em curso vão impactar diretamente nas carreiras do serviço público federal, pois estão sendo adotadas medidas que são prejudiciais às categorias. O governo federal tem como foco o desmantelamento dos serviços públicos oferecidos à população. No momento, o Fórum conta com cerca de dez entidades. Mais categorias estão procurando as/os representantes para entender quais os objetivos desse fórum e integrar a ele, com a missão de construir a greve geral de 28 de abril, com a inclusão das pautas das/os servidoras/es públicas/os federais.

O Fonasefe-MS não é concorrente com Comitê Estadual contra a Reforma da Previdência. Pelo contrário, a ideia é fortalecê-lo.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ADUFMS-Sindicato promove assembleias para avaliar impactos do congelamento do orçamento nos salários dos/as docentes

ASSEMBLEIAS.17097285_1897406960506204_4401654589782096647_oA ADUFMS-Sindicato marcou para esta terça-feira 14/03, às 8h, a realização de assembleias gerais em Campo Grande e nos campi do interior para avaliar as consequências das emendas constitucionais 95/2016 e 94/2016 no Plano de Carreiras dos Professores e das Professoras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Na pauta também estão os impactos da Proposta de Emenda à Constituição 287/2016 no processo de aposentadoria dos/as servidores/as públicos/as.  A atividade faz parte também da programação de luta do 15 de março, dia Nacional de Luta contra o Golpe na Previdência.

O acordo salarial celebrado após a greve de 2015 entre a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) garantiu o reajuste escalonado de 5,5 % em 2016 e para este ano mais 5%. Os percentuais, no entanto, não repuseram as perdas salariais acumulados dos últimos anos e sequer cobriram os índices inflacionários dos anos em que passou a valer o acordo. Para 2018 estava prevista uma nova negociação, com risco de reajuste zero em razão das mudanças que estabeleceram cortes no orçamento federal por vinte anos.

Já a reforma da Previdência põe fim à aposentadoria especial dos/as professores/as aos 25 anos de atividade. Além disso, eleva a aposentadoria de docentes para 65 anos, com a respectiva queda na paridade e fixação de tabela de transição. Aumenta-se o tempo médio de serviço para o pedido da aposentadoria. Põe fim ao atual modelo de concessão à insalubridade, deixando o novo sistema para posterior regulação, o que não há garantia, nem pressa de aprovação pelo atual Congresso. As medidas previstas pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016) atinge principalmente as/os professoras/es que ingressaram na instituição nos últimos dez anos, hoje 50% em média do corpo efetivo da UFMS.

Além, disso a categoria vai apreciar a movimento contábil de 2015 e a proposta de reforma da sede da entidade, em Campo Grande.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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  ADUFMS participa em Terenos de audiência sobre reforma da Previdência

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Marco Aurélio: “Só a sonegação das empresas ultrapassa R$ 400 bilhões contabilizados na dívida ativa do INSS” (Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Cumprindo agenda programada pela Frente Brasil Popular em Mato Grosso do Sul (FBP-MS), a ADUFMS-Sindicato esteve participando de audiência pública sobre a reforma da Previdência, em Terenos. No debate, a entidade foi representada pelo Professor Doutor em Ciências da Computação, Marco Aurélio Stefanes, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a convite do vereador Gerson Terra (PT) proponente da atividade. Na palestra, o docente alertou que o modelo de sociedade desenhado por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 aponta para o aprofundamento da pobreza, a exclusão social e a concentração de renda nos bancos e setores rentistas minoritários da sociedade brasileira.

O debate ocorrido na quinta-feira (23-02) atraiu mais de 230 pessoas que lotaram o plenário do Centro Cultural Senador Ramez Tebet. Contou com a participação de servidores/as públicos/as, trabalhadores/as do setor privado, trabalhadores/as rurais e empresários que ouviram atentamente Marco Aurélio e a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Mato Grosso do Sul,  Andréia Ferreira.

Como resultado, ficou instituído comitê contra a reforma da Previdência no município de Terenos e a apresentação de Moção de Repúdio às medidas previstas, que deverá ser encaminhada a todos/as os/as deputados/as.

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Público acompanha explicações sobre impacto da reforma da Previdência

Ficou recomendado o apoio na mobilização para um grande ato no dia 15 de março convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) que prevê acampamento, em Mato Grosso do Sul, em frente aos locais de moradia de cinco deputados federais e três senadores favoráveis à reforma.

Marco Aurélio fez duras críticas à PEC 287/2016. Apontou como pontos prejudiciais à população o fim da aposentaria por tempo de serviço, a ampliação de no mínimo 65 anos de idade para que homens e mulheres tenham acesso ao benefício, mudança na base de cálculo com o respectivo aumento nos percentuais do fator moderador e do tempo de contribuição, com redutores que achatam ainda mais os valores pagos a aposentados/as e pensionistas.

No caso de servidor/a público/a, complementou o docente, a PEC ameaça a integralidade e a paridade, ampliando o tempo de serviço. Alertou para os prejuízos da reforma aos/às trabalhadores/as rurais, com o novo sistema deixando de ser familiar, sob desconto da nota produtora, e passando a ser individual.

Para o professor universitário, o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS), relator da PEC 287/2016 na Câmara, não tem moral para aprovar medidas que retiram direitos dos/as trabalhadores/as que cumprem religiosamente com suas contribuições para aposentar, enquanto ele mesmo gasta o dinheiro público com passagens para visitar ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na cadeia.

Disse ainda que a reforma desaquece a economia que gira o comércio e o setor de prestação de serviços nos pequenos municípios.  Denunciou que o sistema de previdência do Brasil, por lei, é tripartite, sendo os governos e as empresas obrigados a financiar a sua quota-parte, o que não vem acontecendo. “Só a sonegação das empresas ultrapassam a R$ 400 milhões contabilizados na dívida ativa do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social]”.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Presidenta da ADUFMS-Sindicato alerta sobre a gravidade da reforma da Previdência para as/os servidores

Ex-ministro Carlos Eduardo Gabas alerta que a reforma da Previdência vai atingir duramente os/as servidores/as públicos/as (Foto: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

Durante a abertura da Plenária Estadual da Frente Brasil Popular em Mato Grosso do Sul (FBP-MS) sobre a reforma da Previdência, realizada no dia 18 de fevereiro, no Auditório 2 do Complexo Multiúso da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) em Campo Grande, a presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, alertou que a situação é preocupante e que algumas pessoas ainda não se deram conta da gravidade deste momento. “A única forma de barrar está reforma é indo para as ruas”, afirmou.

A sindicalista reclamou que na Universidade a direção sindical ainda tem dificuldades de convencer os/as colegas da categoria que servidores/as públicos/as terão  impacto muito grande na carreira e na vida funcional, caso a reforma da Previdência seja aprovada na íntegra. “Nós que exercemos a docência temos um trabalho muito penoso, pois pelas projeções teremos colegas com mais de 78 anos dando aula e fazendo atividades de pesquisa, extensão e tudo mais que a carreira exige”, argumentou.

Algumas atividades, explica a presidenta da ADUFMS-Sindicato, foram desenvolvidas pela entidade no sentido de sensibilizar a comunidade sobre as implicações da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 (reforma da Previdência) na vida das pessoas.  Citou a roda de conversa, evento que ocorreu no dia 17 de fevereiro na sede do Sindicato em Campo Grande, com a participação de representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições Públicas de Ensino Superior do Brasil (Fasubra Sindical) e Confederação Nacional de Servidores Públicos Federais (Condsef).

Mariuza Aparecida antecipou que vai retomar a agenda com a professora Denise Lobato em março – palestrante que participaria do IV Seminário de Formação Sindical, promovido pela ADUFMS-Sindicato, explanando sobre a “Crise econômica atual e seus reflexos sobre a Previdência” – que não pôde comparecer ao evento por problemas pessoais. Seu estudo aponta que a Previdência Social não apresenta déficit orçamentário, desmentindo o mito construído pelo governo federal em parceria com setores da imprensa brasileira.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul (CUT-MS), Genilson Duarte, esteve presente na plenária e afirmou que a única alternativa contra a PEC 287/2016 é se revigorar e ir para cima para tentar barra essa reforma, pressionar as/os parlamentares de Mato Grosso do Sul e  somar forças com as agendas promovidas pela Frente Brasil Popular – MS e demais entidades combativas.

ACAMPAMENTO E UNIDADE

O debate organizado pela Frente Brasil Popular MS e pela ADUFMS-Sindicato contou com a participação da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems). O presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli, explicou que contribuiu nas articulações para vinda do palestrante, o ex-ministro Gabas. O dirigente colocou como desafio principal para as entidades a unificação das pautas em torno da defesa da Previdência, contra a PEC 287.

Roberto Magno Botareli Cesar convidou a todos/as para a continuidade na participação e divulgação da agenda de debates com a sociedade sobre os malefícios da reforma da Previdência. A Fetems organizará no dia 7 de março, no Palácio Popular da Cultura, o debate com o sociólogo Emir Sader. A intenção da entidade é de mobilizar mais de 1,2 mil professoras/es. Depois, haverá a articulação com os/as estudantes, contando com a presença da dirigente estudantil secundarista Ana Júlia Pires Ribeiro, do Paraná. A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, ainda não confirmou presença.

As atividades visam reavivar os movimentos estudantis secundarista e universitário.  Em março ocorrerão plenárias nas 12 maiores cidades de Mato Grosso do Sul para discutir a reforma da Previdência com todas as entidades organizadas nos municípios, sendo no dia 21, na cidade de Jardim, dia 22 em Aquidauana, dia 23 em Corumbá, dia 28 na cidade de Dourados e em seguida, em Naviraí.

Além dos debates, o dirigente convidou todos os setores de representação dos movimentos sociais e do movimento sindical para a montagem de acampamentos, no próximo dia 15 de março, em frente à residência dos cinco deputados federais e dos três senadores de Mato Grosso do Sul que estão se posicionando de forma favorável à reforma da Previdência e que, para Roberto Magno Botareli, são inimigos do Brasil.  “A intenção é permanecer por tempo indeterminado, pois em Brasília não se consegue audiência com os parlamentares de MS. Assim, da mesma forma em que estarão incomodando nossas famílias, nós estaremos incomodando também as suas famílias.

Movimento dos/as negros/as, índios/as, sem-terra, sem-teto, LGBTs, venham somar num grande acampamento na porta desses cidadãos que deveriam estar representando o povo brasileiro, mas, no momento, defendem o interesse do capital, dos banqueiros, em detrimento dos direitos da classe trabalhadora. Nenhum direito a menos, vamos à luta porque ela é necessária neste momento”.

 Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Prejuízos da reforma da Previdência são debatidos em roda de conversa na ADUFMS-Sindicato

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Fotos: Carol Caco/ADUFMS-Sindicato

A ADUFMS-Sindicato promoveu roda de conversa sobre a reforma da Previdência e seus reflexos em diversos setores.  O evento ocorreu na sede da entidade no dia 17 de fevereiro às 16h. Teve presença de representantes sindicais e entidades ligadas aos movimentos sociais para explanar o assunto. A mesa foi composta pelo diretor da ADLeste–S.Sind (Seção Sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – Andes-SN – no  Leste de Mato Grosso do Sul), Vitor Wagner Neto de Oliveira, pelo engenheiro agrônomo e membro do Conselho Fiscal do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso do Sul (Sindsep-MS) e da direção da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Adilson Nascimento dos Santos, pelo professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Fernando Paiva, e pelo ex-coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul  (Sista-MS), entre 2005 e 2012, Lucivaldo Alves dos Santos. Entre as/os convidadas/os, houve a presença de professores/as e estudantes da Educação do Campo da UFMS (Leducampo) e de outros cursos da Universidade.

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Vitor Wagner: “O saco de maldades se apresenta muito maior no futuro”

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 – a reforma da Previdência – prevê a aposentadoria voluntária aos 65 anos de idade para homens e mulheres com no mínimo, 25 anos de contribuição, desde que cumprido o tempo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. O cálculo do valor, no entanto, é submetido à nova regra, com 50% do valor final da carreira, mais 1% por de contribuição, o que impossibilita, na prática, que os/as servidores/as públicos consigam se aposentar com a integralidade dos salários, a menos que avancem sobre a idade limite. Tal situação já acontece com os/as servidores/as recém concursados/as da UFMS, com o valor limitado ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No evento, Adilson Nascimento dos Santos ressaltou que a Reforma está sendo feita a toque de caixa e sem aprovação popular. “É importante que se tenha um debate aprofundado sobre isso, para que, de fato, haja uma reforma”.

Lucivaldo Alves dos Santos enfatizou que a reforma é um golpe forte, mas difundido como uma medida positiva, principalmente pelos principais veículos de comunicação. “É perverso esse sistema. É impossível a gente ficar calado da forma que isso está sendo apresentado para nós. Nós trabalhadores não estamos conseguindo fazer a ‘contradivulgação’ da reforma da Previdência.”

IMG_6727Para Vitor Wagner Neto de Oliveira, é necessário que a classe trabalhadora tenha consciência de que as medidas podem se tornar mais graves a longo prazo. “O saco de maldades se apresenta muito maior no futuro. É mais trabalho e menos expectativas.” Ele alertou para a situação das mulheres, com ênfase nas mulheres negras, e as/os trabalhadoras/es rurais que, segundo a regra vigente de aposentadoria, possuem condições específicas cuja aprovação da reforma da Previdência não leva em consideração. Atualmente a mulher pode se aposentar com sessenta anos, cinco anos antes dos homens, e as/os trabalhadoras/es rurais também podem contribuir com a Previdência, basta ter sessenta anos de idade para os homens e 55 para as mulheres. Em ambos os casos é necessário ter contribuído por 180 meses (15 anos). De acordo com a PEC 287, se aprovada, nesses dois casos o trabalhador ou a trabalhadora deverá ter 65 anos de idade e contribuído por pelo menos 25 anos. “No ano passado fizemos várias lutas que não conseguiram barrar a PEC 55/2016, então não nos resta outra opção, senão lutar e tentar barrar a reforma. É necessário que nós nos levantemos por uma greve geral, não vejo outra saída senão uma greve geral. As lideranças das bases têm de se organizar.”

Como ficam as mulheres na reforma da Previdência

Durante as falas na roda de conversa, foi unânime a ideia de que a PEC 287 coloca em risco direitos conquistados e atinge setores que têm sofrido um histórico de perda de direitos no Brasil, por exemplo, as mulheres. A proposta parte da ideia de que no país há uma igualdade de gênero e, assim, na lei também é preciso deixar que homens e mulheres se aposentem com a mesma idade.

Essa medida não leva em consideração, principalmente, que no país foi atribuído culturalmente à mulher a jornada dupla de trabalho, uma combinação dos afazeres domésticos por sua conta e garantia do bem-estar dos/as filhos/as, mais a função de proponente da renda da família. A tentativa de “igualar” os gêneros fica expressa também no seguinte trecho destacado do texto da PEC 287: “Cabe esclarecer que o padrão internacional atual é de igualar ou aproximar bastante o tratamento de gênero nos sistemas previdenciários. A diferença de 5 anos de idade ou contribuição, critério adotado pelo Brasil, coloca o país entre aqueles que possuem maior diferença de idade de aposentadoria por gênero”. O texto considera apenas que deve haver essa igualdade na aposentadoria, mas não cita outros setores em que as diferença de oportunidades referentes gênero ainda está presente no país.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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