Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

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Movimento estudantil da UFMS renasce no fim da ditadura e no período de redemocratização

Anamaria Santana esteve à frente do DCE na década de 1980; hoje é docente da área de educação na UFMS (Arquivo Pessoal Facebook)

A participação ativa no movimento estudantil tem despertado o gosto pela carreira acadêmica e pela democracia. O resultado entra na contramão do estereótipo construído por segmentos conservadores da  sociedade de que “quem se envolve na politica estudantil não gosta de estudar”.

Boa parte d@s dirigentes estudantis das décadas de 1980 e 1990 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS ) já conquistou título de dout@r, passou em concurso público docente,  pesquisa e apresenta produções acadêmicas em quantidade significativa.

A professora Anamaria Santana da Silva entrou na Pedagogia da UFMS em 1986.  “O curso era  noturno e naquele momento já havia grupos de alunos da Matemática, da Engenharia, da Medicina e da própria Pedagogia que se articulavam politicamente. Naquela ocasião discutiam a questão da redemocratização do País, pois era o período do fim da ditadura civil-militar.”

Anamaria lembra que “a pauta importante discutida naquele período era a reestruturação dos centros acadêmicos, pois no período da ditadura havia uma lei que fechou os centros acadêmicos, transformados em diretórios acadêmicos e essa [forma de] organização era ligada à própria administração. A estrutura apresentada naquele período era então o DCE (Diretório Central dos Estudantes e os DAs (diretórios acadêmicos). Os DAs, ná prática, foram extintos, mas a gente queria resgatar o movimento estudantil pela base, criando os centros acadêmicos.”

Naquela época Anamaria conta que “formaram um Conselho das Entidades de Base (CEBs) que reunia estudantes dos diversos campi da UFMS”. Resgata que “os alunos da Pedagogia tinham participação política importante. Conseguimos então criar o Centro Acadêmico Paulo Freire, um dos primeiros da universidade no processo de redemocratização.  A primeira presidenta foi Lucimar da Rosa Dias (hoje Professora Doutora em Educação da UFPR*).

No mesmo momento, ressalta,  “formamos uma chapa para concorrrer ao DCE-UFMS, em 1987. O primeiro presidente foi o professor de Matemática, Renato Gomes (in-memorian, e professor Doutor da UFGD**), eu ocupei o cargo de vice-presidente. Pegamos a direção da entidade, que estava muito desacreditada. Havia uma disputa por trás entre os militantes do antigo PCB (Partido Comunista Brasileiro) e simpatizantes do PT (Partido dos Trabalhadadores) que imergia naquele momento. Não havia somente a questão partidária, mas outras questões de fundo. Queríamos, por exemplo, o DCE mais presente na base por meio dos centros acadêmicos.”

Anamaria disse que “a direção foi eleita e deram início à reestruturação das entidades de base, por meio de trabalho social e cultural na UFMS. Contamos naquele momento com o reforço do Professor  Doutor Paulo Cesar Duarte Paes, que [àquela época] fazia o Curso de Educação Artística, cujos alunos tinham participação ativa. Promovemos diversas atividades e manifestações no [Teatro] Glauce Rocha. Articulamos a criação da primeira Preae (Pró-Reitora de Assuntos Acadêmicos e Estudantis) que tinha o papel de pensar a política estudantil na UFMS. Ela tinha a Divisão de Assistência Estudantil e outra de atividades culturais. Chegamos a realizar o primeiro Festival Estudantil da Canção, criado na nossa gestão à época e do professor Izaias Pereira como pró-reitor e que existe até  hoje. Tivemos o primeiro pró-reitor eleito pela comunindade acadêmica. Foi ponto acordado na eleição para escolha do novo reitor.  Encabeçamos também o movimento pelo fim do pagamento de mensalidades nas universidades federais. A  intenção era democratizar o acesso a alunos das classes populares.  Conquistamos também um desconto no RU (Restaurante Universitário ) e fim de algumas taxas para alunos carentes.”

Após a presidência do DCE pelo professor Renato Gomes, Anamaria foi a próxima candidata a presidência da entidade.

Para a docente, a participação estudantil foi fundamental na sua formação acadêmica.  “Começei a entender melhor a estrutura da universidade, as carências dos alunos dos campi [então centros universitários] de Campo Grande e do interior, a política do Ministério da Educação (MEC), as questões relacionadas a concurso público, o papel dos técnicos adminstrativos, enfim, uma experiência ímpar no sentido de entender a dinâmica da própria universidade.”

Em relação à formação pessoal, destaca que a participação estudantil  foi muito importante. Aponta “o desenvolvimento do espírito crítico, a capacidade de argumentação, fala, de se relacionar com autoridades, professores e técnicos administrativos, numa postura de igual para igual, numa postura de quem está reivindicando direitos. Com propriedade, representar o pessoal, o coletivo, o que é uma base para formação bem melhor. Ou seja, o movimento estudantil nos torna capaz de enfrentar de igual para igual as ditas autoridades. Essa habilidade, no quesito profissional, ajuda bastante. Você se forma como profissional mais politizado,  mais crítico, mais conhecedor dos seus direitos, das formas e caminhos para reivindicar direitos.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

*   Universidade Federal do Paraná

** Universidade Federal da Grande Dourados

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Eleição para DCE reflete embates ideológicos na UFMS

Professor Marco Aurélio Stefanes palestra sobre história do movimento estudantil da UFMS  (Foto: Camila Jara)

Muito longe de ser  um reduto da esquerda marxista, a eleição para o Diretório Central das e dos Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (DCE-UFMS) reflete a diversidade ideológica na sociedade, manifestada no recente embate entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e seu opositor Fernando Haddad.

Duas chapas disputam a direção da entidade na Cidade Universitária – Campo Grande e do interior do Estado: a Chapa 1 (Nossa Força, Nossa Voz) e a Chapa 2  (O Nosso DCE).   A votação nos campi do interior acontece no próximo dia 12 de novembro e em Campo Grande no dia 13 de novembro, no horário das 8h às 21h30min.

A chapa O Nosso DCE representa o atual grupo que está no comando da entidade estudantil.  Assume a bandeira do apartidarismo, mais alguns membros têm ligações com a juventude do PSDB e simpatizantes do movimentos Escola Sem Partido e Brasil Livre (MBL). A sua carta-programa fica restrita às reivindicações em âmbito administrativo. Não comenta sobre a conjuntura política pela qual atravessa a universidade pública. Coloca como principal conquista na gestão a emissão de fotocópias de material acadêmico grátis para estudantes da UFMS.   Condena a intolerância, sem explicar que tipo.  Leia a carta-programa.

Representantes de centros acadêmicos discutem meios para fortalecer o movimento estudantil e a defesa da universidade pública na era Bolsonaro

Já a Nossa Força, Nossa Voz tem a adesão de simpatizantes de partidos de esquerda e estudantes preocupados com a defesa da universidade pública gratuita. Congrega  simpatizantes do PT, PSOL, PDT, UJS, PCdoB e independentes. Tem o compromisso central de ampliar a política estudantil e  garantir as decisões coletivas no movimento estudantil. O grupo teve um atuação direta no Conselho Universitário (COUN) quando da discussão do Regimento Interno Estudantil que estabelecia uma série de medidas punitivas, restritivas às/aos estudantes e também a presença da comunidade externa dentro da UFMS.  Com a participação de acadêmic@s, as alterações pró-regimento mais democrático apresentadas foram acatadas na íntegra pel@s conselheir@s. Estiveram  à frente também da mobilização pela melhoria da qualidade das refeições oferecidas por empresa terceirizada no Restaurante Universitário (RU). Leia mais sobre a Chapa 1.

Para aprofundar o papel do movimento estudantil na defesa da Universidade Pública, o Conselho de Centros Acadêmicos  promoveu reunião na Concha Acústica para discutir questões como o corte do orçamento para as universidades públicas e as ameaças de privatização.

O estudante de Ciências Sociais Haricson Freitas relata que, de forma autônoma, @s estudantes insatisfeit@s com a postura da atual direção do DCE puxaram a Assembleia para discutir o cenário pós-eleições. Na pauta, questionamento sobre como vai ficar a universidade pública pós-período eleitoral  e para discussão dos problemas próprios da UFMS.

Aponta-se  a desmobilização por parte da atual direção do Diretório que não conversava com os centros acadêmicos, não puxava assembleias, não convocava o CEB (Conselho das Entidades de Base), não repassava à comunidade estudantil as decisões encaminhadas pela Reitoria. Não se discutiam esses itens.

Nesse período,  Haricson lembra que rolou muito assédio e intolerância dentro da universidade, relatada por muitas estudantes.

Entre as deliberações tiradas na Assembleia Geral está a de se criar um comitê para coletar as denúncias de assédio, intolerância e racismo que acontecem nos campi e repassar os casos para a Comissão de Ética da UFMS. A ideia é de estabelecer um elo entre alun@s, professor@s e a Reitoria. Ou, se necessário, buscar órgãos fora da UFMS para denunciar e apurar casos que envolvam estudantes vítimas de assédio moral, estabelecer convênios e parcerias para combater abusos. Propôs, como exemplo, a oferta de cursos de autodefesa para as assediadas pelo curso de Educação Física. Outra comissão tem o objetivo de organizar palestras para esclarecer @s estudantes sobre os centros acadêmicos, o que é o DCE, as atléticas, quais os papéis e como usufruir desses espaços.

Na quarta-feira (7-11), o Centro Acadêmico de História organizou palestra com o ex-presidente do DCE-UFMS e candidato na última eleição para reitor, Marco Aurélio Stefanes. O docente do curso de Ciências da Computação  fez a retrospectiva das lutas do DCE no início da década de 1990 e o papel desenvolvido pelo movimento estudantil em defesa da universidade pública. Também participou da palestra o ex-coordenador-geral da entidade, João Cirilo, hoje advogado e dirigente do Centro de Defesa da Cidadania dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-I (CDDH).

Marco Aurélio lembrou que naquele período  as universidades brasileiras passaram por grande estrangulamento orçamentário que resultou no congelamento de salários d@s docentes por mais de seis anos, greves, ameaças de privatização e mobilizações constantes em defesa do caráter público das instituições.

Essa situação foi semelhante ao cenário atual com o corte  drástico de verbas promovido pela equipe do atual presidente, Michel Temer. Outra luta do período era a aprovação do novo Estatuto da UFMS, o que até o presente momento não aconteceu, passadas mais de duas décadas.

Assessoria de imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Ataques via judicialização ou burocratização atingem UFMS

Debate sobre democracia no Câmpus do Pantanal (CPAN, Corumbá) aconteceu mesmo com denúncias formuladas na Justiça Eleitoral por simpatizantes do  movimento Escola Sem Partido

A decisão  do Supremo Tribunal Federal (STF) segura, por enquanto, os ataques constantes que alguns juízes e policiais estavam promovendo dentro das instituições de ensino superior (IES). Práticas repressivas vinham ferindo o preceito constitucional das autonomias didática e pedágógica, na tentativa de cercear o debate sobre temas ligados às  conjunturas política e econômica do País. Boa parte  das denúncias ligadas a  simpatizantes dos movimentos Escola Sem Partido e Brasil Livre (MBL) resultou na apreensão de materiais na ADUFDourados.

Na UFMS representantes do Escola sem Partido e MBL tentaram barrar o debate no dia 25 de outubro que tinha como tema “A importância da Democracia e a Constituição Cidadã de 1988″, promovido pelos diversos cursos da instituição. Foram feitas diversas denúncias na Justiça Eleitoral da Comarca de Corumbá. Todavia,  os pedidos foram considerados improcedentes e o debate aconteceu. Houve também entraves burocráticos para o oferecimento oficial do curso “O golpe de 2016 e a crise da democracia do Brasil”.  Foi baixado portaria por parte da adminstração recomendando que não houvesse  oferecimento de temas considerados polêmicos por parte dos cursos, faculdades, institutos e escola.

A Justiça Federal também determinou a abertura de processo contra professores e alunos de Aquidauna que participaram do Ato em Defesa da Democracia, quando da efetivação da prisão do ex-presidente Lula.  O inquérito está em andamento com a defesa dos envolvidos feita pela Assessoria Jurídica da ADUFMS-Sindicato. Outro inquérito aberto por um delegado da Polícia Civil de Aquidauana tenta envolver estudantes e docentes  no suicídio de aluno que frenquentava as atividades e debates políticos no Câmpus de Aquidauana (CPAQ). No interrogatório feito a um acadêmico, delegado chamou os professores  de “comunistas” e “maconheiros”.

O Curso de Filosofia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com o apoio da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), e o grupo Práxis, ofereram o curso o Golpe de 2016  e a Crise da Democracia no Brasil. No entanto, a sua institucionalização barrou nas novas normas estabelecidas no calendário acadêmico e resolução baixada pela administração.

“A confirmação da decisão da ministra Cármen Lúcia pelo plenário do STF reafirma o princípio constitucional de autonomia universitária, ao mesmo tempo em que inibe qualquer ímpeto autoritário contra as universidades. As universidades devem ser um ambiente de livre expressão das ideias. O Andes-SN, que entrou como Amicus Curiae na ação da PGR, cumpre seu dever histórico em defesa da categoria docente, da educação pública e das instituições de ensino superior”, avalia Antonio Gonçalves Filho, presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN).

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Comunidade da UFMS protesta a favor da democracia e contra o autoritarismo

Foto: ARNOR RIBEIRO/ADUFMS-SINDICATO

Estudantes, docentes e técnic@s administrativ@s tornearam o Paliteiro (símbolo da Universidade Federal de Mato Grosso Sul) com faixa de luto em defesa da democracia. Elas/eles protestaram contra a onda repressiva da Justiça Eleitoral e da Polícia a atividades contra o autoritarismo desenvolvidas em instituições públicas de ensino superior, pesquisa e extensão no Brasil.

O ato aconteceu nesta sexta-feira 26 de outubro na Cidade Universitária Campo Grande (UFMS) no fim da manhã e início da tarde. Na manifestação foram lembrados os trinta anos da Constituição Federal de 1988, carta que instituiu direitos humanos e democracia como fundamentais para o exercício da liberdade de expressão no País. Antes do ato, as pessoas se concentraram na entrada da Biblioteca Central.

Integrantes da comunidade universitária gritaram pelo exercício dos direitos democráticos e abominaram qualquer forma de autocracia, governo e Estado repressivos. “Não à censura! Abaixo a ditadura!”, exclamaram @s manifestantes.

A organização de alun@s na UFMS pela democracia e em defesa da universidade pública foi enfatizada nas vozes de protesto. “Nas ruas, nas praças… Quem disse que sumiu?! Viva o movimento estudantil!”, pronunciavam.

Participaram do ato a ADUFMS-Sindicato e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS). A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, reforçou o compromissão dos movimentos “de dizer que a universidade pública pertence ao povo do Brasil”.

A acadêmica Camila Jara alertou contra o processo de extermínio da liberdade constitucional de expressão das ideias, sem qualquer forma de censura. “A gente vai perdendo aos poucos os direitos.”  A imprensa acompanhou a manifestação.

Veja o vídeo da manifestação

Comunidade universitária da UFMS protesta contra repressão dos TREs às universidades brasileiras

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Grupo de universitários promove ato simbólico no Paliteiro contra repressão da Justiça Eleitoral em 26 universidades federais  

Panfleto censurado da Assoiação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande

A face autoritária, partidária e repressiva dos Tribunais Regionais Eleitorais que  tentam silenciar o clamor por democracia dentro das universidades.  São mais 26 universidades que passaram diligências da Polícia Federal ou da Polícia Militar nesta reta final de campanha. Em protesto a repressão e em solidariedade as universidades que  têm sua autonomia violada pelo poder judicário, docentes, alunos e técnicos administrativos estenderão uma faixa preta no Paliteiro, localizado na entrada da UFMS, às 11h30 desta sexta-feira (26.10).

Na quinta-feira, o juiz eleitoral,  Rubens Witzel, do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso do Sul notificou a Reitoria Universidade da Grande Dourados (UFGD), em Mato Grosso do Sul , para proibir a aula pública  “Esmagar o Fascismo”.

A onda facista pela judicialização também chegou a Universidade  Federal de São João de Del Rei, em Minas Gerais. A juíza da 30ª  Zona Eleitoral, Anna Beatriz Rodrigues Rocha, no dia 24 de outubro, determinou no prazo de 48 horas para  a retirada de nota pública do site da instituição de ensino superior: endereço  http://www.ufs.edu.br/noticias_ler.php?codigo_noticias=7207> . Também o bloqueio do impulsionamento da respectiva nota denunciando as possíveis medidas que afetarão a gestão e financiamento das universidades.

De acordo com matéria publicada pelo site Brasil de Fato , “policiais federais armados adentraram Associação Docente da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG) obedecendo a um mandado de busca e apreensão, expedido pelo juiz eleitoral Horácio Ferreira de Melo Junior, para recolher o “Manifesto em Defesa da Democracia e da Universidade Pública”, assinado pela entidade sindical e aprovado pela categoria em Assembleia. A PF  também levou o HD do computador da assessoria de imprensa do sindicato docente”.

O site do Andes-Sindicato Nacional, informou que “na noite de terça-feira (23.11), a Faculdade foi alvo da ação de fiscais do TRE-RJ e da Polícia Militar. Eles entraram no local sem mandado de busca e apreensão e retiraram uma bandeira com os dizeres “Direito UFF Antifascista”./ “Os agentes teriam alegado que combatiam a “propaganda política negativa”. Horas depois, os estudantes hastearam novamente a bandeira”.

O site informou que ainda que “Mariana Trotta, 1ª vice-presidente da Regional Rio de Janeiro do ANDES-SN , estava presente na manifestação de quarta-feira (24) , avalia que a ação do TRE demonstra que a própria justiça eleitoral considera haver uma candidatura fascista. “[O TRE] entende que essas organizações [estudantis] estão se opondo a uma candidatura, estão fazendo debate eleitoral”, avalia.

Mandato do TRE-MS determinando a suspensão da aula pública “Esmagar o Fascismo” a ser ministrada na UFGD

Na Universidade Federal da Bahia (UFBA) o Comitê de Estudantes em Defesa da Democracia foi monitorada por quatro homens que se identificaram como policiais civis. A docente que coordenava o  trabalho explicou que não poderiam ficar no local. Ao começar se ausentar sinalizaram uma arma com os dedos, símbolo da campanha do candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro.

Já totalizam mais de 26 universidades acionanadas judicilamente ou por ações de policiais:

  1. ADUFCG (Campina Grande)
  2. UFJS (São João Del Rei)
  3. UFGD (Grande Dourados)
  4. UFERSA (Rural do Semi-Árido)
  5. UFFS (Fronteira Sul)
  6. UEPB (não vi documento).
  7. Declaração do reitor da UFBA denunciada ao Ministério Público.
  8. UFF (Niterói)
  9. UFRJ
  10. UFPA (Iguarapé-Açu),
  11. UniRio (Rio de Janeiro)
  12. UFMG,
  13. Unilab (Palmares)
  14. Cepe-RJ
  15. Unilab-Fortaleza
  16. UNEB (Serrinha)
  17. UFU (Uberlandia),
  18. UFG
  19. UFRGS
  20. UCP (Petropolis)
  21. UFSJ
  22. UERJ
  23. ADURGS
  24. IFSC
  25. IFRJ – Campus de Campos.
  26. UNIRIO

 

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NOTA DA ADUFMS-SINDICATO EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, LAICA , DE QUALIDADE E SOCIALMENTE REFERENCIADA

Fomos surpreendidos/as no dia 27-09-2018 com a publicação da Resolução  112 do Conselho Universitário (Coun) que constituía uma comissão para discutir “assuntos inerentes à privatização das universidades públicas”. Essa comissão cuja finalidade proposta é a de promover debates permanentes no interior da UFMS com vistas a conter as estratégias de privatização em curso.

A universidade pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada foi desde sempre a reivindicação dos movimentos populares e sociais e tem sido nos dois últimos mandatos na ADUFMS-Sindicato a sua principal palavra de ordem

A Resolução foi republicada em 28-09-2018 trazendo uma correção que, apesar de ainda não refletir a ideia proposta, dá uma perspectiva do que se pretende: “discutir assuntos inerentes às ações em curso no país que pretendem avançar com a proposta de privatização das universidades públicas e delinear estratégias em defesa da universidade pública.”

Estamos atentos/as ao que acontece no país e na UFMS. Estaremos divulgando passo a passo as discussões e proposições da citada comissão. Entendemos que a única forma de conter o avanço privatista é por meio do conhecimento aprofundado de suas estratégias de forma a implementar ações que impeçam a sua efetivação.

Reafirmamos o nosso compromisso com a universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada!

DIRETORIA DA ADUFMS-SINDICATO

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Coun aprova proposição da ADUFMS-Sindicato para barrar medidas privatizantes nas universidades públicas

A presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, integra comissão para barrar medidas privatizantes na UFMS  (Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Coun-UFMS) aprovou a criação de comissão para discutir e contrapor-se às ações no Brasil que pretendem adotar políticas de privatização das universidades públicas. A proposta foi apresentada  pelo representante da ADUFMS-Sindicato no colegiado, Professor Doutor Paulo Cesar Duarte Paes.  O grupo vai delinear estratégias em defesa das instituições universitárias públicas.

A Resolução n. 112, de 20 de setembro de 2018, foi republicada no Boletim de Serviço (BS), a pedido do Sindicato, visto que o primeiro conteúdo gerou interpretação contrária ao sentido proposto, pois dava a entender que a discussão era em torno da privatização da UFMS.

Comissão aprovada no Coun foi proposta pelo professor Paulo Cesar Duarte Paes (centro), representante da ADUFMS-Sindicato no Coun

O diretor de Divulgação e Imprensa da ADUFMS-Sindicato, Professor Doutor Antonio Firmino de Oliveira Neto, explicou que a primeira redação da resolução estava confusa, subjetiva em relação àquilo que fora proposto e definido como objetivo da comissão.

Integram a Comissão de Assessoramento a pró-reitora de Planejamento, Orçamento e Finanças, Dulce Maria Tristão,  a Professora Doutora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (presidenta da ADUFMS-Sindicato), o técnico administrativo Augusto Cesar Portella Malheiros (que vai presidir os trabalhos), os professores doutores Henrique Mongelli, Paulo Cesar Duarte Paes e Fernando Rodrigo Farias.

A finalidade da comissão é atuar de forma antiprivatizante visando à defesa das instituições públicas de ensino superior.

A intenção é criar movimento político que vá além da comissão, com  promoção de eventos, seminários de discussão em defesa da UFMS e outras instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão. Atuar sobretudo antes das eleições presidenciais debatendo quais são @s candidat@s que defendem a instituição pública e quais são @s privatistas.

Antissuspensão – A criação da comissão também consistiu em uma forma de reação às suspensões de sete cursos na UFMS aprovadas na mesma reunião do Coun, ocorrida dia 20 setembro de 2018. Sob protestos de estudantes, docentes ligados/as à ADUFMS-Sindicato e de técnic@s administrativ@s da UFMS, contrári@s à homologação das suspensões, @s integrantes do Coun conseguiram reverter a decisão ad referendum da administração central que estabelecia suspensão do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL), não homologando a Resolução 85 (3-09-2018).

Antes dessa posição,  votação no Conselho de Graduação (Cograd) em 18 de setembro de 2018 derrubou outra decisão unilateral da reitoria e da Pró-Reitoria de Graduação:  a Resolução 413 ad referendum assinada pelo pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, era favorável à “suspensão do Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã [CPPP], a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2019”. Diante de posicionamentos da comunidade universitária, da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), em defesa do curso do CPPP, integrantes do Cograd não homologaram a 413.

O resultado desfavorável à medida, no Cograd, forçou o presidente do Coun, reitor Marcelo Augusto Santos Turine, a pedir que não fosse votada na reunião do Conselho Universitário a Resolução 89/2018 assinada ad referendum,  com o mesmo propósito da 413. O pedido de Turine foi aceito pel@s conselheir@s do Coun. Com esse posicionamento ficou valendo a decisão do Cograd pela não-suspensão de Ciência da Computação em Ponta Porã.

NOTA DA ADUFMS EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

 

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Sob pressão, Coun rejeita suspensão de curso de graduação da UFMS em Três Lagoas

Fotos: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Com críticas à administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), pressão de estudantes, docentes, técnic@s administrativ@s e sindicatos, ameaças do presidente do Conselho Universitário (Coun), reitor Marcelo Augusto Santos Turine, de tirar manifestantes do Auditório do Complexo do Centro de Formação de Professores (Sedfor), conselheir@s votaram contra a suspensão de ingresso de novas turmas em Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Três Lagoas (CPTL), além de eliminar o termo ‘extinção’ de textos decisórios referente aos cursos de graduação de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do Câmpus de Aquidauana (CPAQ) e  História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

Ciência da Computação (CPPP): votação desfavorável à suspensão, no Cograd, fez com que o reitor Turine tirasse apreciação no Coun

A reunião ordinária do Coun que decidiu pela não-homologação da resolução 85 (3 de setembro de 2018) ad referendum de suspensão do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do CPTL, “a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2019”, ocorreu na quinta-feira 20 de setembro na Cidade Universitária – Campo Grande.

A essa posição soma-se a votação no Conselho de Graduação (Cograd) na terça-feira 18 de setembro, que derrubou outra decisão unilateral da reitoria e da Pró-Reitoria de Graduação:  a Resolução 413 ad referendum assinada pelo pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, era favorável à “suspensão do Curso de Ciência da Computação – Bacharelado do Câmpus de Ponta Porã [CPPP], a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2019”. Diante de posicionamentos da comunidade universitária, da ADUFMS-Sindicato e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e dos Institutos Federais de Ensino, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS), em defesa do curso do CPPP, integrantes do Cograd não homologaram a 413.

Mariuza Aparecida: suspensão de História – Licenciatura no CPCX pode prejudicar formação de docentes para o ensino básico no Norte de Mato Grosso do Sul

A votação desfavorável à medida, no Cograd, fez com que o reitor Turine pedisse que não fosse votada na reunião do Coun a Resolução 89/2018 assinada ad referendum pelo próprio reitor na condição de presidente do Conselho Universitário, com o mesmo propósito da 413. O pedido de Turine foi aceito pel@s conselheir@s do Coun. Com esse posicionamento, fica valendo a decisão do Cograd, pela não-suspensão de Ciência da Computação em Ponta Porã.

Eram nove os cursos suspensos pelo reitor Turine e o pró-reitor de Graduação Ruy Alberto.  As não-homologações das suspensões de Letras no CPTL e Ciência da Computação  no CPPP, consequências das mobilizações que trouxeram estudantes e professor@s desses câmpus a Campo Grande para defender a não-suspensão, fizeram cair para sete o número de cursos de graduação suspensos na UFMS que teve votação favorável ao não-ingresso de novas turmas já a partir do próximo ano.

Os cursos em que houve homologação de resoluções ad referendum pró-suspensão, assinadas sem consistente participação da comunidade universitária, são os seguintes: superiores de Tecnologia em Construção de Edifícios, de Tecnologia em Saneamento Ambiental e de Tecnologia em Eletrotécnica Industrial – os três estão locados na Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia (Faeng); Superior de Tecnologia em Gestão Financeira, do Câmpus de Nova Andradina (CPNA); Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura,  Turismo Bacharelado, os dois do Câmpus de Aquidauana (CPAQ); e História – Licenciatura do Câmpus de Coxim (CPCX).

O curso de Turismo Bacharelado (CPAQ) foi suspenso a partir do primeiro semestre de 2019 para realização “de estudo que resulte em uma proposta mais detalhada que garanta a sua manutenção para posterior avaliação”. Estudantes da UFMS explicaram que o enfoque do curso em hotelaria não corresponde à demanda da região, que é por turismo de aventura.

Ainda sobre o CPAQ, conselheir@s do Coun homologaram a suspensão do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura, com a exclusão da palavra ‘extinção’. Essa medida possibilita reestruturação e reavaliação do curso.

A exemplo do Curso de Letras – Licenciatura – Habilitação em Português e Literatura do CPAQ, integrantes do Coun aprovaram a suspensão do Curso de História – Licenciatura, com eliminação do termo ‘extinção’ do texto. A presidenta da ADUFMS-Sindicato Mariuza Aparecida Camillo Guimarães (conselheira do Coun) explicou que não há, em instituição pública, outra graduação em História no Norte de Mato Grosso do Sul, o que, por se tratar de licenciatura, pode deixar as escolas da educação básica da região com carência de professor@s na área. A História do CPCX vai passar por reavaliação. Está suspensa a entrada de novas turmas a partir do primeiro semestre 2019.

Uma das críticas mais contundentes de integrantes do Coun foi sobre a suspensão do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Financeira, do CPNA. Conselheiros argumentaram que a decisão do reitor Turine e do pró-reitor de Graduação Ruy Alberto foram tomadas sem que se levassem em consideração posicionamentos das instâncias colegiadas da UFMS em Nova Andradina: conselhos de Curso e de Câmpus.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Conselho de Graduação suspende 8 cursos da UFMS a partir de 2019

Alun@s do curso de Ciência da Computação de Ponta Porã acompanham votação que derrubou resolução que suspendia a entrada em 2019 – Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

Por maioria, docentes que compõem o Conselho de Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Cograd-UFMS) aprovaram atos ad referendum assinados pelo presidente da instância, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho, e reitor da instituição, Marcelo Augusto Santos Turine. O colegiado suspendeu o oferecimento de oito cursos de graduação a partir de 2019. A decisão deverá ser homologada em reunião do Conselho Universitário nesta quinta-feira (20-09), às 14 horas, no auditório do Sedfor (Centro de Formação de Professores). Nela serão debatidas as polêmicas e as críticas levantadas terça-feira 18 por alguns/algumas representantes durante a reunião do Cograd.

Apenas Ciências da Computação de Ponta Porã conseguiu derrubar a resolução em votação apertada, comemorada pel@s estudantes que acompanharam o debate.

Outra resolução polêmica, amplamente discutida no Cograd, foi a extinção do curso de Literatura – habilitação em Literatura de Três Lagoas, suspenso por 14 favoráveis e 8 contrários.

A representação da unidade criticou que a medida dependia de melhor avaliação, pois a decisão de fechar a graduação poderia prejudicar a entrada no mestrado e doutorado com foco na mesma área e avaliação 5 no Capes. O argumento, no entanto, não sensibilizou a maioria do colegiado.

Durante boa parte das discussões ficou patente o descontentamento quanto a forma e os indicadores usados para justificar a decisão de suspender os cursos a partir de 2019. Os docentes cobraram que os relatórios de avaliação enviados para as coordenações não foram discutidos nos colegiados de cursos com o tempo necessário. Alguns apresentavam distorção no quantitativo de professores disponíveis para atuar curso,  desconsiderava os professores afastados para pós-graduação. Não considerava ainda outros requisitos de avaliação de sustentação da universidade pública: ensino, pesquisa e extensão, publicações científicas e a avaliação do próprioExame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Não considerava a greve de quase três meses no ano de 2012, fato que motivou vários alunos a desistirem do curso. A condensação de três semestres em apenas um ano em 2017 também levou a exaustão professores e alunos focados no fechamento da carga horária e comprometeu a qualidade em geral.

O papel da Cograd também foi questionado, uma vez  que não desempenhou adequadamente o papel de monitorar e construir conjuntamente com os colegiados ações que levassem a superar o problema de baixa entrada, permanência e saída de alunos. A medida aconteceu com o curso de Medicina de Três Lagoas para reverter os problemas apresentados para o seu funcionamento e obter melhor taxa de desempenho e apontado como exemplo que deveria ser estendido aos demais cursos problemáticos.

Os indicadores cobrados para suspensão também não atingiram todos os cursos de forma homogênea, procedimento comum em processos de padronização administrativa. A falta divulgação massiva dos cursos oferecidos nas unidades por parte da UFMS recebeu duras críticas. “Muitos sequer sabem que existem unidades da universidade na cidade e os respectivos cursos oferecidos disponíveis”, comentou um representante.

Para presidenta da ADUFMS-Sindicato, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, a decisão de fechar cursos sem ampla discussão com as instâncias da UFMS acende o sinal vermelho para os docentes, uma vez que terão dificuldades de fechar a carga horária e recente portaria publicada pelo presidente Temer permite a transferência pessoal para outras instituições e até mesmo demissões por excesso de pessoal nos órgãos de origem. Cobra que a atual administração não vem efetivando os compromissos assumidos em campanha com a comunidade universitária: oferecimento de moradia estudantil, restaurante universitário com preços acessíveis, transporte, segurança, ampliação de Bolsa Permanência e de projetos de iniciação científica. “A decisão da administração de fechar cursos é o caminho mais fácil para adequar o corte de orçamento superior a R$ 70 milhões promovido pela MEC em 2017. Para nós educação pública não rima com lucro, não é gasto é investimento”, criticou.

ABAIXO-ASSINADO

O curso de Ciências da Computação é que mais vem se mobilizando contra a suspensão do curso em 2019. Assim que os docentes foram informados da possibilidade de suspensão promoveram audiência pública na Câmara de Vereadores, manifestação “Fica UFMS e fica Ciências da Computação” com faixas e cartazes criticando a medida. Coletaram abaixo-assinado junto a comunidade com mais de 1.000 assinaturas de cidadãos pela permanência da graduação. Vieram de ônibus a Campo Grande para acompanhar a reunião do Cograd.

A representação da unidade pediu mais tempo para melhorar os indicadores de entrada, permanência e saída de alunos da graduação. Ressaltou que os docentes e estudantes vêm atuando na divulgação junto as escolas de ensino médio da região. Negociam parcerias e convênios de extensão com a Prefeitura e Câmara de Vereadores visando garantir bolsas para estudantes com baixa renda familiar.

Além disso, tomou decisões pedagógicas como quebra de pré-requisito para disciplinas, reestruturação do PPC, aceleração de alunos em atraso, reoferta de disciplina, sensibilização do corpo docente, dentre outras, com objetivo de melhorar a taxa de permanência, cujo efeitos poderão ser avaliados somente a médio e longo prazo. O curso também apresenta bom indicadores de produção científica e desenvolvimento de projetos de extensão junto à comunidade.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Protestos contra fim de cursos na UFMS marcam o Sete de Setembro

Caixão simbolizando morte do curso de Ciência da Computação no CPPP – Foto: Késia Caroline Ramires Neves/ADUFMS-Sindicato

Manifestantes levaram à sociedade, no 7 de Setembro, seu descontentamento com a decisão da administração central da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – via canetadas do reitor Marcelo Augusto Santos Turine e do pró-reitor de Graduação, Ruy Alberto Caetano Corrêa Filho – de suspender e extinguir cursos na instituição. Integrantes da comunidade da UFMS, maior universidade pública do Estado, juntamente com docentes da direção da ADUFMS-Sindicato, portaram faixa para dizer não à medida unilateral do alto escalão da instituição de ensino, pesquisa e extensão.

Manifestantes percorreram rua Treze de Maio no Centro de Campo Grande – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

Os protestos aconteceram no interior e em Campo Grande. Na fronteira Brasil-Paraguai, estudantes, técnic@s administrativ@s e docentes do Câmpus de Ponta Porã (CPPP) participaram dentro do desfile do 7 de Setembro para exigir que a administração da UFMS não execute a decisão de suspender o ingresso de nova turma no curso de Ciência da Computação no próximo ano naquela unidade.

Campo Grande: Guarda Civil Municipal bloqueia manifestação democrática – Foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato

A ADUFMS-Sindicato uniu-se à comunidade fronteiriça para lutar contra as exclusões promovidas pela administração central da UFMS. De acordo com o jornal online Lidernews, “mais de 150 pessoas, entre alunos, técnicos, docentes da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Ponta Porã, e apoiadores da causa, desfilaram nesse 7 de setembro para divulgar os 4 cursos  (Ciência da Computação, Matemática, Pedagogia e Sistemas de Informação), projetos de ensino, pesquisa e extensão da universidade, além de protestar contra a suspensão e fechamento de cursos dentro da UFMS, em particular, protestar contra a suspensão do curso de Ciência da e Computação de Ponta Porã”.

“Destaque ao caixão, que desfilou simbolizando a educação sendo enterrada, descartada por quantitativos financeiros. O caixão aparece para protestar CONTRA A SUSPENSÃO DO CURSO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO EM PONTA PORÃ. Os alunos seguravam cartazes de data de nascimento do curso (2010) e de suspensão (2018)”, descreve matéria do Lidernews.

“Gritando palavras de ordem – ‘UFMS,  fica’, ‘Câmpus de Ponta Porã, fica’, ‘Ciência da Computação, fica) –, pedindo  para que a UFMS fique com seus cursos na cidade, carregaram um caixão com cartaz ao lado, dizendo: ‘Reitor, não ‘mate’ nossos cursos de graduação da UFMS em Ponta Porã’. ‘Nosso coração bate!!!’”, afirma a diretora de Políticas Educacionais da ADUFMS-Sindicato, Professora Doutora Késia Caroline Ramires Neves.

Grito d@s Excluíd@s – Em Campo Grande, empunhando as faixas “Contra o fechamento de cursos na UFMS” e “Basta” (sem corte de investimentos na educação, sem privatização da pesquisa, sem corte de bolsas, sem cobrança de mensalidade na universidade pública e sem terceirização) a ADUFMS-Sindicato e pessoas defensor@s da universidade pública, laica e referenciada participaram do Grito d@s Excluíd@s logo após o desfile cívico do 7 de Setembro. “A ADUFMS-Sindicato está acompanhando com muita preocupação essa suspensão de oferta de curso por atacado, sem discussão nos colegiados superiores”, reforçou a presidenta da entidade, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães.

As/os manifestantes percorreram a rua Treze de Maio, no Centro da capital sul-mato-grossense. Por meio de uma atitude criminalizadora, a polícia montou um cordão na esquina com a avenida Afonso Pena para barrar cidadãs, cidadãos e entidades que estavam na caminhada portando faixas e cartazes, pronunciando palavras de ordem. O bloqueio teve o intuito de blindar autoridades enquanto elas estavam no palanque ou se retiravam, incluindo o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Ecoando alto “fascistas e golpistas não passarão!”, após liberação da tropa policial, @s excluíd@s encontraram pela frente o pelotão d@s contrári@s ao democrático protesto.  Atrás das forças oficiais repressivas, ess@s contrári@s xingavam e insultavam as muitas pessoas que participavam da manifestação pedindo mudanças sociais e políticas avançadas de inclusão.

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Acadêmic@s de Ponta Porã cobram melhores condições para permanência nas universidades e centro de formação

Audiência fez um balanço das problemáticas enfrentadas pelos universitários para permanecer no ensino superior

A audiência pública Ensino Superior em Ponta Porã – Oferta e Demanda”, realizada pela ADUFMS-Sindicato em parceria com a ADUEMS e a Câmara de Vereadores do município, nessa quarta-feira (29-8), apontou problemas comuns que levam @s universitári@s a desistirem dos cursos ofertados pela Instituto Federal  pelas universidades Federal (UFMS) e Estadual (UEMS) de Mato Grosso do Sul .

Entre as reclamações apresentadas pel@s alun@s do Câmpus de Ponta Porã da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CPPP- UFMS), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) estão o isolamento das unidades em relação ao eixo urbano, transporte público de péssima qualidade, iluminação pública ruim, falta de moradia estudantil, aluguéis exorbitantes, pouca oferta de bolsas do Programa Estudantil Tutorial (PET- Fronteira), poucas bolsa de iniciação científica, falta de refeitório a preços populares, assaltos diárias e falta de seguranças nos pontos ônibus, vias de acesso sem calçada e asfalto, ausência de convênio internacional para ingresso de alunos paraguaios e oferta de cursos sem observação à demanda da comunidade e a vocação econômica da região e falta de divulgação das graduações oferecidas e da própria existências das instituições públicas.

Professora Késia Ramires da UFMS comentou sobre a insegurança enfrentada por causa de fechamento de cursos e rebaixamento de perfil da unidade

Os estudantes não pouparam criticas a gestão pública municipal, estadual e federal. A presidenta da ADUFMS-Sindicato Mariuza Guimaraes, e a representante sindical, Késia Ramires cobraram o fortalecimento dos cursos existentes, a expansão da graduação e da pós-graduação, convênio entre as instituições para ofertas comuns de cursos e disciplinas e melhoria das condições de políticas de permanência dos estudantes nas três instituições. Mariuza citou também dados do INEP que apontam o baixo nível da oferta de vagas pelas instituições federais no país. 

Os docentes do IFMS e UEMS  fizeram uma série de propostas, dentre elas, o de estabelecimento de convênios entre as IES públicas (UFMS, UEMS e IFMS) para a oferta de cursos inter-instituições, ao qual a docente denominou de GRADINTER. “Nossa defesa é sempre pelo fortalecimento da instituição pública, gratuita, laica e de qualidade socialmente referenciada”, reiterou.  

Uma docente também pediu para se que levasse em consideração as reivindicações apresentadas pela comunidade, uma delas referente ao oferecimento do curso de Pedagogia pelas instituições, com grande demanda na região.

Um acadêmico do curso de Ciências da Computação, da UFMS ,falou da dificuldade que teve  para se manter e se estabelecer na cidade. Até mesmo falta de refeição diária. A permanência do curso de Ciências da Computação só possível devido a sua persistência pessoal frente às privações e ao recebimento da Bolsa PET-Fronteira. Outro universitário, de Pedagogia, sugeriu a maior divulgação dos cursos oferecidos à região e  reestudo das linhas de ônibus que atendem o campus da UFMS/UEMS. Diariamente pega dois ônibus no trajeto entre sua casa e a universidade e chega na sua casa depois de meia noite.

Na audiência o Pró-reitor de graduação da UFMS, professor Ruy Alberto Caetano Correa, descartou a possibilidade de fechamento do curso de Ciências da Computação, no entanto,  cobrou que os gestores das unidades, a Câmara de Vereadores e demais autoridades saiam da intenção política e faça gestos capazes de resolver os problemas apresentados, inclusive a cedência de área por parte da Prefeitura de Ponta Porã para a construção da nova unidade da UEMS, hoje em área do campus da UFMS.

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