Organização sindical dos docentes e das docentes da UFMS

ufms

Carta sobre o Proifes: para refrescar a memória e para informar aos/às novos/as companheiros/as de luta

Proifes-Federação

A categoria do Magistério Superior no Brasil e na UFMS

 

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Após seguidas derrotas em eleições do ANDES (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a chapa vencida, articulando-se com o ministro da Educação do Governo Lula, Tarso Genro, criou o PROIFES (Fórum dos Professores de Instituições Federais do Ensino Superior) em setembro de 2004, hoje Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (PROIFES-Federação), restabelecendo o sindicalismo burocratizado e tutelado pelo Estado, o que permitiu aos governos a facilitação de negociações espúrias contra a categoria e a universidade pública e gratuita brasileira.

Essa manobra, conforme Roberto Leher, atual reitor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), implicou “[…] assegurar a tutela governamental sobre os trabalhadores, valendo-se de prepostos, os pelegos que, nutridos por benesses e prebendas governamentais, servem de caixa de ressonância para as razões do poder”. Divididas dessa forma as forças em luta, a categoria viu-se em uma armadilha na concretização de suas demandas sobre a carreira, o salário e o caráter da universidade pública e gratuita. Assim, desde 2006, o PROIFES vem exercendo o papel de negociador oficial com o governo, mesmo sob uma representatividade muito pequena, em torno de sete universidades federadas, conforme informações em seu próprio site.

Durante o movimento docente de 2012, o PROIFFES posicionou-se contra a greve, provocando em universidades (Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul) a ele filiadas um movimento independente que sob muita pressão conseguiu a adesão à greve. Na UFMS, a diretoria da ADUFMS foi contrária ao movimento grevista, adotando a posição de uma federação atrelada aos interesses e orientações do governo, mesmo depois de três assembleias com cerca de 97% dos/as professores/as presentes votando favoravelmente à greve.

No âmbito nacional, alguns diretores do PROIFES elaboraram um documento para o MEC (Ministério da Educação) com uma proposta de reposição salarial e de plano de cargos e salários. Como os/as docentes, em sua maioria, foram contrários/as a tal proposta, a greve foi deflagrada em quase todas as universidades federais do país sob a coordenação do ANDES. Os diretores do PROIFES, com total trânsito no MEC e no Governo, sem o consentimento da categoria e isolados desta, fecharam o acordo. Todos nós que participamos diretamente do movimento grevista nos sentimos traídos/as por esses sindicalistas pelegos que negociaram à revelia do próprio movimento.

Enfrentamos a maior greve das IFEs na história deste país. Não menos grandiosos foram os esforços de professores e professoras para que suas vozes, há muito caladas, se fizessem ouvir novamente. Além da luta contra os disparates do governo, enfrentamos aqueles que se manifestam como representantes de nossos interesses, mas que atuam nos bastidores sem qualquer constrangimento.

A greve de 2012 tomou proporções inéditas e foi a maior oportunidade de mudarmos os rumos da educação superior no Brasil dos últimos anos. Com 99% das universidades federais e dos institutos federais de Educação, Ciências e Tecnologia paralisados, a categoria dos docentes federais, rigorosamente unida, lutou contra os desmandos do governo e da federação governista. Por outro lado, aqueles que se dizem nossos representantes resolveram pôr fim a essa manifestação de cidadania plena. Os dirigentes do PROIFES foram responsáveis por dar cabo à maior manifestação pública de insatisfação da categoria docente ao assinar o famigerado acordo com o governo, mesmo quando suas bases apontavam o contrário. Esse acordo, que alterou nossa carreira, retirando-nos direitos conseguidos no PUCRCE (Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos), foi assinado com total irresponsabilidade, porque se pautou em tabelas e princípios genéricos, que não esclareciam exatamente a proposta do governo para a carreira docente. Apenas, quando o Projeto de Lei chegou ao Congresso, é que pudemos nos dar conta daquilo que foi assinado.

 

A proposta do PROIFES/governo/2012 não foi boa para a categoria porque:

  1. mantém os professores separados em classes que não refletem mais a realidade do nosso trabalho;
  2. atenta contra a organização do trabalho docente, fere a autonomia universitária, uma vez que será condicionada a normatizações externas, vindas do MEC;
  3. provoca desestruturação da carreira e da malha salarial;
  4. desvaloriza a titulação;
  5. reduz o valor real da remuneração;
  6. institui um sistema de avaliação com características incompatíveis com o trabalho acadêmico;
  7. imprime novamente característica exterior ao desenvolvimento na carreira para o docente titular;
  8. aprofunda a hierarquização estratificada em classes com novas barreiras;

 

  1.    desconsidera as profundas injustiças e perdas de direitos;
  2.  descaracteriza o regime de Dedicação Exclusiva;
  3. não assegura que os direitos individuais e coletivos, inclusive dos aposentados e pensionistas, fiquem resguardados no reenquadramento à nova situação.

Outros itens que foram deixados de lado, em 2012, na negociação do PROIFES e o governo: a) cargos/vagas docentes e de servidores técnico-administrativos nas IFEs; b) ampliação de recursos para manutenção, obras e infraestrutura; c) gestão democrática nas IFEs; d) programa de expansão (Reuni/Pronatec).

Apoiando-se em uma concepção produtivista de educação, que atende aos interesses do poder hegemônico, o PROIFES ilegitimamente desconsiderou os anseios de uma categoria que diz representar. Desrespeitou o princípio democrático da vontade da imensa maioria. Ofendeu a todos/as nós ao afirmar que “a assinatura do Termo de Acordo pelo PROIFES foi absolutamente correta e uma grande vitória”, porque sabemos quanto nos custou e está nos custando a assinatura desse acordo. Essa foi uma derrota que estamos amargando até hoje. Foi uma traição para com os/as docentes e todos/as aqueles/as que lutam por uma sociedade verdadeiramente humana. Esse acordo assinado pelo PROIFES rompe com toda e qualquer ética que possa orientar a relação de lisura e justiça que deveria ser própria da sociedade humana.

   O PROIFES, aberta e descaradamente, agiu de má-fé quando:

  1. negociou em separado, dividindo a força demandada na luta e proporcionando o encerramento das negociações, condição desejada pelo governo;
  2. ignorou as determinações da categoria que repudiou a proposta do governo nas assembleias;
  3. afirmou serem os anseios docentes 15 pontos (retirados da primeira proposta apresentada pelo governo), que não discutimos e não aprovamos;
  4. permaneceu insistindo na desavergonhada mentira de que o acordo é o melhor que podemos ter;
  5. apresentou ao governo o resultado de um plebiscito que não tinha validade deliberativa e que não era representativo da categoria docente;
  1. continua tentando nos convencer sobre algo cuja clareza já temos.

Dito isso, fica mais que evidente que a desfiliação da ADUFMS do PROIFES é URGENTE e significa a sobrevivência de um sindicalismo soberano, como instância de luta da categoria docente. Principalmente agora, quando estamos nos mobilizando novamente para resgatar nossas perdas anteriores e retomando a luta em defesa incondicional da universidade pública, gratuita, laica e de qualidade, de sua autonomia real, da educação como necessidade humana, do sentido de coletividade.

A hora é agora!

COMANDO DE GREVE

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Docentes da UFMS participam na próxima terça 25 de assembleias para apreciação das contas da ADUFMS-Sindicato e discutir a greve

Edital de Convocação AG 25-08-2015
Clique sobre a imagem acima para ter acesso ao Edital da Assembleia Geral Extraordinária em PDF

Professores e professoras filiados/as à ADUFMS-Sindicato avaliam na próxima terça-feira 25 as contas da entidade dos meses de abril de 2014 a março de 2015, o balanço patrimonial e o demonstrativo de resultado do exercício do ano passado. A Assembleia Geral Extraordinária para discutir e votar esses assuntos começa às 13h30min simultaneamente em todos os campi da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande ela será no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Para docentes dos demais campi, a Assembleia terá espaço em locais indicados pelas representações locais.

Nesta Assembleia Geral Extraordinária, os/as professores/as sindicalizados/as, além de analisar, vão decidir sobre o parecer do Conselho Fiscal da ADUFMS-Sindicato em relação aos itens citados anteriormente.

Ainda na terça-feira 25, após a Geral Extraordinária, docentes filiados/as e não-filiados/as fazem Assembleia Geral de greve para informes e encaminhamentos acerca dos próximos passos do movimento paredista da categoria na Federal de Mato Grosso do Sul, que terá nesta semana atividades no Centro de Campo Grande. Para os/as professores/as da Capital sul-mato-grossense, a Assembleia de greve será também no Anfiteatro do CCHS. A docência sindicalizada e não-sindicalizada lotada no interior fará essa última Assembleia nos mesmos espaços escolhidos para a Assembleia Geral Extraordinária.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato  

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Professores da UFMS preparam mobilização para pressionar governo a negociar

Ainda sem conseguir negociar com o governo federal, os professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) preparam para a próxima semana, no dia 27, uma mobilização para pressionar o governo federal a negociar com a categoria. “Estamos em uma situação de impasse porque o governo disse que convocaria uma reunião até fim de julho e nada foi feito”, fala José Carlos, presidente da Adufms (Sindicato dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Segundo José Carlos já houve por parte do governo a sinalização de a negociação se estender até 18 de setembro. “Provavelmente o projeto da LOA (Lei Orçamentária Anual) vai ser entregue com atraso, por causa das negociações que ainda estão travadas”, explica. Na tentativa de resolver a negociação salarial, a categoria enviou na semana passada um projeto de reajuste de 19% para ser aplicado em 2016, e que segundo o comando de greve até agora não teve posicionamento por parte do governo.
“O governo federal não está sabendo negociar com os servidores federais”, diz José Carlos que ainda ressalta que os professores esperam pelo desfecho da greve para poder reorganizar o calendário acadêmico.
E neste ano a greve deve ser tão longa como a ocorrida em 2012, quando os professores deflagaram paralisação em 15 de junho retornando as aulas em setembro. A greve neste ano que começou em 15 de junho ainda não teve solução.
Greve
Os profissionais reivindicam reajuste de 27%, e reestruturação da carreira com progressão funcional entre um nível profissional e outro.
Em todo o Estado são aproximadamente 17 mil acadêmicos, sendo 8 mil em Campo Grande. Mato Grosso do Sul ainda conta com universidades federais em Aquidauana, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
 Fonte: Midiamax
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Circulando cá e acolá: leia o Jornal ADUFMS edição quatro

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Professores na Assembleia de greve em Campo Grande: participação e leitura da nova edição do Jornal ADUFMS (foto: Arnor Ribeiro/ADUFMS-Sindicato)

Jornal ADUFMS edição 4 (impresso e digitalizado) começou a circular neste agosto tendo como principal destaque a greve docente na UFMS, com uma página exclusiva para movimento além-Campus de Campo Grande. O jornal estampa outros assuntos: a reinauguração da sede da ADUFMS-Sindicato em Três Lagoas; novo estatuto da entidade; a combalida democracia na UFMS; as contas auditadas da entidade; e uma iniciativa inovadora na imprensa sindical sul-mato-grossense, que é o Suplemento Especial de estudantes de Jornalismo sob coordenação de docentes desse curso, com os temas Restaurante Universitário (RU), ausência de creche na Universidade e a evasão de acadêmicos/as por falta de uma consistente política de assistência estudantil; além do XVIII Encontro dos Dirigentes das Associações de Aposentados e Pensionistas das Instituições Federais de Ensino, bem como o encontro de funcionários/as aposentados/as e pensionistas da UFMS.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Aula Pública desta sexta-feira 21 abordará Educação do Campo

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Foto: Arquivo Pessoal

A programação da Aula Pública desta sexta-feira (21-08) terá o tema “O rei está nu: notas sobre a atualidade da questão agrária”, ministrada pelo Professor Mestre Rafael Rossi (foto ao lado), da Educação do Campo, Universidade Federal de Mato Grosso  do Sul. O docente é autor do livro  Educação do Campo: questões de luta e pesquisa, em que trata de questões filosóficas e desafios políticos da Educação do Campo.  A aula  acontece às 14h no Campus de Campo Grande, no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais  (CCHS), organizada pelo Comando de Greve dos/das Docentes da UFMS.

Na temática, o professor fará uma análise da questão agrária brasileira em seu aspecto histórico, sinalizando, dessa forma, possíveis mediações a ser realizadas entre a própria questão agrária, a educação e a crise estrutural que vivenciamos. 

Rafael Rossi concluiu o Mestrado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) Campus de Presidente Prudente, Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT).  A dissertação intitula-se Uma contribuição geográfica para a perspectiva territorial nas políticas públicas: análise sobre o IDF em Presidente Prudente – SP e visa compreender os processos excludentes a partir dos novos papéis que pequenas cidades do interior paulista têm assumido nos tempos da globalização, procurando avançar nas formas de representação cartográfica mais apropriadas para a abordagem de um fenômeno ao mesmo tempo dinâmico e multidimensional.

Com base no Currículo Lattes, Rossi possui graduação e mestrado em Geografia na Unesp de Presidente Prudente (SP). Atualmente realiza curso de Doutorado em Educação da Unesp de Presidente Prudente e estuda a relação da Educação do Campo com a questão agrária. Foi voluntário do Programa de Educação de Jovens e Adultos  (Peja), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Unesp no período de 2011 a 2014.

O docente participa de pesquisa e tem interesse na área de Educação do Campo, Território Camponês, Educação de Pessoas Jovens e Adultas, Educação Popular e Ensino de Geografia. Atualmente é Professor Assistente do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da UFMS em Campo Grande (MS).

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Reunião define coordenação e comissão para escrever texto-proposta de regimento do Fórum Permanente de Discussão dos Problemas da UFMS

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Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato

Alunas, alunos, professoras, professores e representantes técnico-administrativos formaram, em reunião nesta segunda-feira 3 pela manhã
na ADUFMS-Sindicato em Campo Grande, a coordenação do Fórum Permanente de Discussão dos Problemas da UFMS e a comissão para elaborar minuta do regimento dessa entidade. Conforme havia sido discutido em reunião do Comando Estadual de Greve no dia 20 de julho em Três Lagoas, o Fórum vai realizar atividades em todos os campi da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e não apenas em Campo Grande.

Além da reunião desta segunda-feira, outra será realizada na Capital sul-mato-grossense, também na ADUFMS-Sindicato, no próximo dia 17, numa segunda-feira, às 8h30min, quando será submetida aos/às integrantes do Fórum, de Campo Grande e do interior, minuta da proposta de regimento dessa organização que envolve todos os segmentos da UFMS. O Fórum é ancorada pela entidade dos/das professores/as, Diretório Central das e dos Estudantes (DCE) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no Estado de Mato Grosso do Sul (Sista-MS). Neste próximo encontro serão definidos o calendário temático com programações para o iGERSON JARA. POSTADA. TEXTO.DSC00622nterior, bem como para Campo Grande, e outros encaminhamentos do Fórum.

Por enquanto está acertado debate sobre mercantilização da educação superior, que acontecerá em Campo Grande, com data a ser definida. Criado no início de julho, a atribuição do Fórum é promover e organizar eventos e ações que propiciem a participação da comunidade universitária – docentes, técnicos/as administrativos/as e estudantes –, na buscar de soluções para a difícil situação em que se encontra a UFMS e propor meios para que democracia nessa universidade realmente se efetive.

Em julho aconteceu o 1º Encontro do Fórum Permanente de Discussão dos Problemas da UFMS, com o tema “A democracia na UFMS”.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Comunidade universitária faz ato nesta quinta-feira 6 para cobrar informações sobre orçamento da UFMS

bannner - abras as contas

 

Sem respostas efetivas que traduzam em práticas por parte da administração da UFMS no repasse de informações (relatórios, orçamento, cortes de recursos, setores afetados da instituição e outras medidas que atingem a comunidade universitária), docentes, estudantes, funcionárias/os técnico-administrativas/os fazem nesta quinta-feira às 9h30min ato em frente à reitoria em Campo Grande.

Em reunião no dia 23 de junho deste ano entre a diretoria da ADUFMS-Sindicato, o Comando Local de Greve, a reitora  Célia Maria Silva Correa Oliveira e pró-reitores/as, a direção da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, assumiu que seriam repassados dados sobre a situação financeira da instituição e como está a formulação de procedimentos de controle das atividades docentes na UFMS (os quais a categoria se queixa de não ter sido chamada para discutir).

Já na primeira reunião da atual diretoria da ADUFMS-Sindicato no dia 9 de setembro de 2014 com a reitora e pró-reitores/as, a gestão da UFMS assumiu que a entidade teria acesso a todos os dados que afetam direta e indiretamente a vida da docência, das/os técnicas administrativas/os e alunos/as em suas atividades cotidianas na Universidade. Mas isso não vem ocorrendo.

A postergação do livre acesso a relatórios sistemáticos, à matriz orçamentária e outras questões vem causando preocupação dos três segmentos da Universidade: alunas/os, professores/as, técnicas/os administrativas/os.

O assunto foi discutido nas assembleias de greve da docência. Uma ampla mobilização para o ato nesta semana foi feita em todos os campi da Federal de Mato Grosso do Sul.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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Comando Local de Greve fará no sábado 8 mobilização em Naviraí

O Comando Local de Greve realiza no próximo sábado 8, na cidade de Naviraí, a 2ª Manhã de Mobilização do Movimento Grevista. O evento ocorrerá na esquina da avenida Weimar Gonçalves Torres e da rua Alagoas, no Centro, das nove às 11 horas. Docentes, técnicos/as administrativos/as e acadêmicos/a do Campus de Naviraí  da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) vão participar de panfletagem esclarecendo à população os motivos da greve. Serão exibidas faixas e cartazes com as reivindicações de todas as categorias. Haverá música, declamação de poemas e outras atividades artísticas.

É importante a participação de todas e de todos para fortalecer a luta pela universidade pública.
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Pesquisadora alerta sobre riscos de doenças ocupacionais de docentes multifuncionais

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Silvia Helena: “indicadores exigem reflexões com base na realidade de condições de trabalho, diferenças e investimentos realizados” (Fotos: Gerson Jara/ADUFMS-Sindicato)

A incorporação, até mesmo inconsciente, do modelo produtivista e do novo perfil de professor/a multifuncional tem aumentado a sobrecarga de trabalho e as condições estressantes que agravam o quadro de doenças ocupacionais físicas e mentais do corpo docente da UFMS. O alerta aconteceu em Aula Pública ministrada na sexta-feira 31 no Anfiteatro do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Campo Grande, pela Professora Doutora Silvia Helena Andrade de Brito, abordando o tema “A precarização do trabalho docente nas universidades federais brasileiras”, organizada pelo Comando Local de Greve 2015.

Silvia Helena apontou a necessidade de organização da categoria para enfrentar o sistema de gestão administrativa em implantação desde os anos 1990 e que agora ganha mais força com os riscos de legitimação de conceitos de competitividade, meritocracia, empreendedorismo, voluntarismo incorporados pelos/as próprios/a companheiros/as de profissão, afetando também técnicos/as e alunos/as.

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A Aula Pública faz parte de atividades durante a greve docente na UFMS

Esse novo modelo prestigia o financiamento privado, o Currículo Lattes, metas quantitativas, sem obedecer a diferenciações e estilos pessoais ou de grupo de pesquisa, estimulando a revanche entre os/as docentes e instituições. Acrescentou dados sobre a incorporação radical da UFMS ao conceito instituído pelo MEC (Ministério da Educação), com base em dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2013 que ilustram o crescimento de 21,23% na relação professor/a aluno/a e de 57,1% de expansão de vagas em relação a 2010, com a criação de novos cursos, ampliação de vagas, inclusive no período noturno.

Além de envolver a comunidade interna, a pesquisadora explica que o conceito produtivista começa a permear a sociedade, a partir da divulgação de dados de avaliação e de ranqueamento das instituições federais e da qualidade de produção acadêmica do ensino, da pesquisa e da extensão, com os/as cidadãos/ãs passando a adotar ideias de redução de custo aluno-professor ou críticas à evasão escolar, sem reflexão aprofundada das condições de trabalho, liberdade de pesquisa, diferenças, natividade e vocações de cada universidade, devido à padronização dos modelos avaliativos impostos à comunidade universitária, resultando na responsabilização dos/das professores/as por indicadores não-alcançados.  “Não somos contra as avaliações, pois a universidade é financiada pelos trabalhadores que pagam seus impostos, para quem a instituição deve prestar contas, mas indicadores exigem reflexões e com base na realidade de condições de trabalho, diferenças e investimentos realizados.”

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Docente propõe a contagem de horas-extras e a extensão do adicional de insalubridade

A professora sugere ações efetivas dentro da UFMS que podem melhorar as condições de trabalho, como a realização de exame periódico. Essa medida foi cobrada da administração da UFMS pela ADUFMS-Sindicato e já se encontra em fase de implantação em Campo Grande, mas precisa atingir os campi do interior. Em âmbito interno, Silvia Helena propõe a contagem de horas-extras e a extensão do adicional de insalubridade, pois grande parte dos/das docentes realizam as tarefas acadêmicas no terceiro turno, com jornada de até 10 horas. Esse quadro, considerado de adoecimento pela pesquisadora, vem se agravando com ampliação de vagas e criação de novos cursos, expansão da hora-aula, incorporação de atividades administrativas, por conta da redução drástica de técnicos/as, planejamento descompassado da realidade, com o encurtamento do tempo para atendimento de orientando/a de graduação, especialização, mestrado e doutorado, bolsistas, burocracia, elaboração de projetos e programas de extensão.

Como fatores de quadro estressante, Silvia Helena sinaliza para outros fatores, como práticas administrativas de subtração de direitos trabalhistas, aposentadoria privatizada, tempo insuficiente para jornadas das atividades-fim, acessibilidade e condições de trafegabilidade ruins, incorporação de atividades antes administrativas: abertura e fechamento de salas de aulas, transporte e guarda de material didático-pedagógico.

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Público atento à aula sobre precarização do trabalho docente nas universidades federais brasileiras

 

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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ASSEMBLEIA APROVA APORTE DA ADUFMS-SINDICATO PARA O FUNDO DE GREVE

Categoria aprova transferência para o Fundo de Greve (Fotos: Gerson Jara)

A Assembleia Geral da quarta-feira 8 aprovou a destinação de R$ 15 mil da ADUFMS-Sindicato para o Fundo Greve.  A transferência visa cobrir gastos adicionais com a mobilização, deslocamento de representantes e com divulgação das atividades do movimento.

Na Assembleia, a vice-presidenta da entidade, professora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, repassou informações da Caravana em Defesa da Educação Pública em frente ao Ministério da Educação (MEC) e das negociações entre o Comando Unificado dos Servidores Públicos Federais (SPFs) e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.  A única novidade apresentada pela representante foi a possibilidade de inclusão de reajuste nos benefícios referentes ao vale- alimentação e vale-creche, na pauta dos/das docentes. Antes, o MPOG restringia a negociação somente aos percentuais de reajustes, fracionados, cujos índices e a forma de parcelamento não apresentaram avanços.

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Categoria acompanha informações sobre negociação com o governo federal

O Comando Local de Greve também aprovou o ofício em resposta às interpelações do Ministério Público Federal, entendida com forma de intimidação ao movimento de greve e de constrangimento aos/às professores/as. O conteúdo se restringiu a informar que o Sindicato vem cumprindo a Lei 7.783/1989, “que dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade” e que informações sobre o percentual de docentes paralisados/as e setores atingidos não podem ser mensurados em razão das especificidades do movimento.

Durante a Assembleia Geral, foram repassadas informações sobre a manifestação contra os cortes de bolsas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), ocorrida na segunda-feira 6, na esquina da avenida Afonso Pena e rua 14 de Julho por um grupo de docentes e estudantes. A suspensão atinge monitores nas escolas e cerca  de  setecentos bolsistas em Mato Grosso do Sul, sendo duzentos da UFMS.

As informações referentes à implantação do Plano de Atividades Docentes (Padoc) e aos cortes no orçamento foram objetos de avaliação na Assembleia.  Os participantes aprovaram a formulação de novos convites à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Preg) e à Pró-Reitoria de Planejamento e Orçamento (Proplan) para que suas titulares compareçam às assembleias para discutir as duas situações com a categoria, conforme compromisso assumido pela administração da UFMS com a direção da ADUFMS-Sindicato.

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Integrantes do Comando Local de Greve conduzem a Assembleia Geral

Também foi pontuado que é direito da comunidade universitária ter acesso às informações financeiras da UFMS e ao planejamento de cortes na universidade.

Além desses pontos, foi lida uma carta assinada pelo Comando Local de Greve, defendendo a desfiliação da ADUFMS-Sindicato da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação) e que deverá ser objeto de discussão em assembleia específica da categoria. Atualmente está suspenso o repasse financeiro a essa entidade nacional até decisão definitiva dos/das associados/as à ADUFMS-Sindicato.

Assessoria de imprensa da ADUFMS Sindicato

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SARAU DA GREVE VIRA ESPAÇO DE MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

Projeção divulga movimento de greve de servidores públicos no prédio da Estação Ferroviária
Projeção divulga movimento de greve de servidores públicos no prédio da Estação Ferroviária

O Sarau da Greve, ocorrido na última sexta-feira (26-06)  em frente à antiga Estação Ferroviária de Campo Grande reuniu centenas de estudantes, profissionais de educação e amantes da cultura. Organizado pela Comissão de Cultura da ADUFMS-Sindicato/DCE, em parceria com o SOS Cultura e o Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública  (ACP), o evento  virou espaço para manifestação cívica das categorias do serviço público federal e dos/das professores/as da Rede Municipal de Ensino (Reme) e protesto contra a suspensão dos trens da ferrovia, servindo para interação do movimento sindical com a população.

P_20150626_201514A principal atração foi a projeção visual artística e temática no prédio de acesso à antiga Estação Ferroviária. Diversos pôsteres iam se alternando citando os movimentos, desenhos e expressões em defesa da educação e da cultura.

No pátio do antigo prédio do Sindicato dos Ferroviários diversos artísticas e músicos apresentaram músicas, poesias e discursos em defesa da educação, cobrando mais investimento e valorização dos educadores. Do samba ao rap, passando pelo rock e MPB, metal, blues, os presentes  puderam ouvir a produção musical de diversos grupos prata da casa e talentos promissores.

Professor José Carlos critica contraproposta de reposição apresentada pelo Governo Federal
Professor José Carlos da Silva, presidente da ADUFMS-Sindicato critica contraproposta de reposição apresentada pelo governo Federal

Em pronunciamento, o presidente a ADUFMS-Sindicato, José Carlos da Silva, criticou a contraproposta de reposição de 22% apresentada pelo governo federal. Adiantou que ela não repõe as perdas provocadas pela inflação e não sinalizou com nada em relação á suspensão dos cortes de verbas educação, bem como para a assistência estudantil.  Conclamou a toda a categoria a continuar mobilizada em defesa da universidade pública, gratuita e para todos.

Assessoria de Imprensa  da FETEMS

 

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COEG SUSPENDE CALENDÁRIO ACADÊMICO POR CAUSA DA GREVE

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Docentes acompanharam a reunião do Coeg, que aconteceu na tarde e início da noite desta segunda-feira 22
Após exaustiva discussão, o Conselho de Ensino de Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Coeg-UFMS) suspendeu o calendário acadêmico. O pedido de suspensão do calendário foi encaminhado pela ADUFMS-Sindicato de acordo com orientação do Comando de Greve. A decisão foi tomada na reunião desta segunda-feira 22 e anula as atividades ensino adotadas por docentes que não aderiram a paralisação, desde da decretação da greve.

Com isso,  as aulas, provas, trabalhos, seminários,  matrículas, estágios e outras atividades foram desconsiderados e voltarão a ser objeto de discussão na próxima reunião do Coeg, em que serão analisados caso a caso.

Para a vice-presidenta da ADUFMS e integrante da Comando de Greve, Mariuza Camillo, avalia que a medida fortalece o movimento paredista que hoje conta à adesão de cerca de 40% dos docentes da UFMS. Além disso, permite a unificação dos procedimentos acadêmicos, no sentido de minimizar os contratempos causados à vida acadêmica e dos docentes.

A Comissão de Ética eleita em assembléia do dia 17 de junho vinha recebendo diversos de orientação quanto a provas, a continuidade das aulas e entregas de trabalho antecipados por professores que não aderiram a greve, numa tentativa de enfraquecer o movimento. “Com o calendário suspenso não existe motivos para a continuidade das aulas”, esclarece a dirigente.

Contatos – Mais informações – Mariúza Camillo 9227-5386

Assessoria de imprensa da ADUFMS

Mais informações, Mariuza Aparecida Camillo Guimarães, 9227-5386.

Assessoria de Imprensa da ADUFMS-Sindicato

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