
A Adufms – Seção Sindical do Andes-SN participou, na segunda-feira (1º), do encontro presencial “Diálogos Regionais – El Niño 2026/2027”, realizado no Complexo Multiuso Prof. Dercir Pedro de Oliveira, na UFMS, em Campo Grande. Promovido pelo Governo Federal, por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República, o evento reuniu representantes da sociedade civil para discutir políticas públicas de enfrentamento às emergências climáticas e os impactos relacionados ao fenômeno El Niño.
Estiveram presentes no encontro o presidente da Adufms, José Roberto Rodrigues de Oliveira, e a ex-presidente da Seção Sindical, Mariuza Guimarães. A programação contou com uma etapa expositiva, na qual representantes de ministérios apresentaram ações do Governo Federal relacionadas ao enfrentamento do El Niño e às mudanças climáticas. A atividade também buscou aproximar as políticas federais das demandas e experiências vivenciadas pela sociedade nos diferentes territórios.


De acordo com Denise Forini, assessora da Secretaria-Geral da Presidência da República, a proposta foi promover um espaço de diálogo direto com a sociedade civil, permitindo que os participantes apresentassem suas preocupações e propostas a partir da realidade local. As contribuições discutidas no encontro devem subsidiar o debate do Governo Federal sobre as políticas públicas voltadas ao enfrentamento das emergências climáticas.
No encontro, Mariuza Guimarães participou das discussões na condição de representante do Fórum de Participação Social e em nome das pessoas evangélicas progressistas, ela apresentou questões relacionadas à realidade de Mato Grosso do Sul. “Um dos primeiros itens da nossa proposta é justamente ouvir os povos tradicionais, as comunidades indígenas, os quilombolas, ouvir os camponeses, as camponesas, que têm todo esse conhecimento da natureza, que têm essa experiência de vivência e de relação com o campo. É preciso que nós façamos essa escuta de forma a que possamos pensar políticas de preservação”, afirmou.
Ao abordar os impactos das emergências climáticas sobre os povos indígenas, Eloy Terena ressaltou a experiência dessas populações diante das transformações ambientais e a necessidade de fortalecer o debate sobre o tema. “Hoje nós não estamos mais em mudança climática, hoje já estamos enfrentando as crises climáticas. Elas estão aí. E, nesses diálogos regionais, a nossa principal mensagem é trazer o que a ciência nos alerta. É por isso que nós estamos justamente no território, no lugar mais legítimo. Nós estamos dentro dos muros da universidade, trazendo a comunidade como um todo para a gente discutir isso, reafirmando a legitimidade da autoridade científica”, declarou.


Após as apresentações, os participantes foram divididos em grupos para aprofundar as discussões e apontar demandas e propostas a partir das situações vivenciadas no território. Denise Forini explicou como essa etapa foi estruturada e qual era a finalidade das discussões realizadas entre os participantes. “A ideia aqui do evento era a gente ter uma parte expositiva dos ministérios falando um pouquinho das ações de enfrentamento ao El Niño, às mudanças climáticas, e depois a divisão em grupos onde os representantes da sociedade civil, os participantes, possam aprofundar nas questões, possam debater o que eles já viram nas apresentações e possam relatar o que acham que o governo federal pode ajudar na parte do enfrentamento ao El Niño e também trazer propostas, trazer o que a gente vai levar para o governo federal sobre as angústias que acontecem no território”, afirmou.
As propostas apresentadas durante o encontro serão consideradas no processo de discussão das políticas públicas de enfrentamento às emergências climáticas, aproximando as ações do Governo Federal das demandas identificadas nos diferentes territórios.
