Adufms manifesta preocupação com impactos da redução das semanas letivas no calendário acadêmico da UFMS

Durante a 312ª Reunião Ordinária do Conselho Diretor da UFMS, realizada nesta segunda-feira (22 de junho 2026), representantes da Adufms manifestaram preocupação com os impactos da redução das semanas letivas e dos prazos destinados ao encerramento das atividades acadêmicas. Embora o calendário acadêmico tenha sido aprovado nas instâncias competentes da Universidade, passando por órgãos como o Conselho de Graduação (Cograd) e o Conselho Universitário (Coun), a Adufms utilizou sua participação no Conselho Diretor para marcar posição e registrar os problemas que vêm sendo enfrentados pelos docentes neste primeiro semestre de implementação das mudanças.

Representando a entidade, a primeira-tesoureira da Adufms, professora Sheila Denize, destacou que a redução das semanas letivas foi apresentada pela administração universitária como uma medida que permitiria ampliar o tempo destinado aos procedimentos burocráticos de encerramento do semestre. No entanto, segundo ela, a realidade tem sido diferente. “Nós encerramos o período letivo dia 27 de junho, e no dia 27 de junho (no mesmo dia) nós temos que fechar o Siscad”, afirmou. Para a docente, a ausência de um intervalo mínimo entre o término das aulas e o fechamento dos sistemas acadêmicos compromete a realização de provas optativas, o atendimento aos estudantes e a conclusão adequada das atividades pedagógicas.

O professor Ilídio Roda Neves reforçou as críticas ao afirmar que a redução de 17 para 15 semanas tem produzido efeitos concretos no cotidiano universitário. “Essas duas semanas que foram tiradas têm, na prática, significado uma perda extremamente significativa no processo”, declarou. O docente também questionou a forma como a alteração foi construída dentro da instituição. “Não foram ouvidos os colegiados de curso, não foram ouvidos os conselhos de câmpus, simplesmente foi tomada uma decisão”, afirmou durante sua intervenção no Conselho Diretor.

A Adufms entende que os problemas relatados pelos docentes demonstram a necessidade de uma avaliação criteriosa dos efeitos da mudança sobre as condições de trabalho e sobre a qualidade do ensino ofertado pela Universidade. A entidade defende que a comunidade universitária seja efetivamente ouvida antes da consolidação de alterações que impactam diretamente estudantes, professores e técnicos.

Diante desse cenário, o sindicato seguirá acompanhando a discussão sobre os próximos calendários acadêmicos e defendendo que a UFMS estabeleça prazos compatíveis com a realidade do trabalho docente, garantindo condições adequadas para o desenvolvimento das atividades de ensino e para o cumprimento das exigências acadêmicas e administrativas.